16 de Outubro de 2008

Salmo surpresa

Estávamos uma vez diante do sacrário, adorando a Jesus (geralmente finalizamos o grupo de oração fazendo esta adoração). Aí me lembro que a pessoa que estava conduzindo a oração neste dia falou assim “agora nós vamos cantar um salmo ao Senhor… um salmo onde possamos adorá-lo…

Confesso que fui pego de surpresa, pois realmente eu não esperava por aquilo. Na realidade já estava dedilhando uma outra música no violão e só estava esperando ela terminar para começarmos a cantar.
Bom, na hora mudei os planos e tratei de pensar em algum salmo (e que ainda precisava ser de adoração, exaltação ao Senhor, pois era o momento que estávamos experimentando).

Por incrível que pareça não me vinha nenhum na cabeça e eu dedilhando o violão como que tentando achar alguma melodia, algo que eu pudesse lembrar rápido. Fui mudando as tonalidades, o dedilhado e nada… Comecei a ficar um pouco tenso porque a pessoa insistia: “…vamos, vamos cantar um salmo em adoração ao Senhor…
Vejam só que fria… rsss…

Bom, no final deu tudo certo, pois lembrei de um salmo e finalizamos o grupo.
Logicamente no final conversei com essa irmã e expliquei que algumas coisas precisam ser “combinadas”. Não sair pedindo qualquer música e há qualquer hora. Claro que conversei numa boa e ela entendeu que eu tinha ficado numa “saia justa”.

Com tudo isso refleti no seguinte: precisamos SEMPRE estar preparados. Não basta fazer uma listinha das músicas que vamos tocar no grupo de oração. No início até entendo, mas com o tempo é bom ter um acervo de músicas, dos vários momentos que são utilizados no grupo.

Pensei também a respeito do seguinte: todos os domingos nós músicos estamos acostumados a tocar o Salmo de resposta, porém vem a dúvida: será que sabemos mesmo o que estamos cantando? Se o salmo é de ação de graças ou súplica, se é um salmo de louvor ou poéticos, enfim… nós músicos precisamos ter mais intimidade com os Salmos, pois tenho certeza que muitas vezes após sair da Santa Missa nem lembramos mais que salmo foi cantado.

Precisamos de mais intimidade com os salmos para também rezá-los com eles, para também levá-los ao coração das pessoas. Para inserí-los no nosso dia-a-dia.
Faça essa experiência: após a missa tente lembrar quais foram as leituras do dia. Com isso você estará medindo seu nível de atenção com a liturgia da Palavra.
Uma boa ajuda também é ter o costume de ler as leituras do dia e não simplesmente se prender só às leituras do domingo.

Em um livro do monsenhor Jonas Abib, diz que salmos são como frutas, que são bem-vindas em todos os instantes.
Sempre é bom ler e meditar um Salmo.

Meu convite final é esse: sermos salmistas de verdade, que experimentam profundamente o que esses hinos podem fazer em nossas vidas.
Assim não seremos pegos de surpresa nos mais diversos dias de nossas vidas.

Deus abençoe!
Jorge

15 de Outubro de 2008

Chamas de um ministério

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 13:30

Ontem estive observando o fogão de minha casa. Percebi que as chamas não estavam da mesma cor, ou seja, o gás estava acabando. E com isso me veio a inspiração de escrever esse BLOG e de dizer que em nossa vida também funciona da mesma forma. Quando nosso “gás” está acabando nossas chamas vão mudando de cor. Espero que vc esteja entendendo o que quero dizer.

Quando percebemos que já não somos os mesmos, que o amor não é o mesmo, que nosso esforço, nossa dedicação, enfim, toda a nossa a luta já não é a mesma, está na hora de trocar nosso gás. Em outras palavras, está na hora de reabastecer.

Não deixe simplesmente acabar o gás para então pensar no reabastecimento. Senão você correrá o risco de ir deixando e deixando… e acaba por se acostumar com a mornidão (algumas vezes até com a frieza espiritual)…

Sempre é tempo de recomeçar. Sempre é tempo do reabastecimento, e melhor dizendo: de um reavivamento espiritual.
Por isso, nunca deixe de buscar, não distancie da Palavra e da oração. Participe de retiros, pois nos fortalecem muito. Chame pessoas de fora para aplicar uma formação ao seu ministério. Não deixe de participar das missas, pois tudo isso faz com que esfriemos na fé.

Comecei dizendo que as cores das chamas de um fogão nos dizem que é hora de trocar o gás. Assim você também: repare se as cores das suas chamas estão mudando.
Precisamos ser constantemente labaredas que por onde quer que passem ascendam a esperança das pessoas, aqueçam a fé daqueles que precisam e queime tudo aquilo que não presta e que está à nossa volta, pois o Espírito Santo é fogo abrasador e uma vez que Ele está dentro de nós, nossas chamas estarão sempre ardendo com a unçaõ que vem do alto.

Deus abençoe!
Jorge

14 de Outubro de 2008

João de Barro

Provavelmente você já ouviu falar na ave “João de Barro”, onde é conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno.

O que esse curioso pássaro tem a nos ensinar?
Vou deixar aqui na íntegra o que se fala a respeito dele. Leia com calma:

Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, parecendo realizar um rodízio entre dois a três ninhos, reparando ninhos velhos semi-destruídos. Quando não há mais espaço para a construção de novos ninhos, o pássaro o constrói em cima ou ao lado do velho…

Logo no início vemos que ele não se conforma em ficar muito tempo no mesmo ninho, ou seja, nós também não podemos nos conformar com a mesmice. Precisamos fazer como esse pássaro que sai em busca de um novo ninho. Com isso, não quero dizer que você deva deixar seu ministério ou seu grupo, muito pelo contrário, mas você fará como o João de Barro, que RECONSTRÓI o ninho semi-destruído.

Atualmente estamos vendo grupos destruídos, ministérios destruídos, coordenações enfraquecidas…
O João de Barro quando percebe que não há mais espaço pra ele constrói um outro ninho em cima ou ao lado do velho, ou seja, ele não se dá por vencido, não desanima. Sempre há um espacinho que lhe é de direito.

Tenha o discernimento de entender que aqui o que vale é a luta, é a restauração e a reconstrução do seu grupo, do seu ministério e até de você mesmo.
A questão não é disputa, onde achamos que aquilo que nós mesmos fazemos é que é bom. Não é isso. Mas fazermos bem e dar lugar também aos outros, pois o João de Barro quando faz seu ninho também oferece a outros pássaros. Ele compartilha, não é só dele…

O pássaro não é de barro, mas apenas seu nome. Porém, que possamos nós sermos de barro, pois assim deixaremos com que o oleiro, o verdadeiro artista nos modele conforme Sua vontade.
O barro quando em contato com a água, amolece. Então não perca tempo: amoleça seu coração, deixe com que a água do Espírito te toque e faça nova todas as coisas em sua vida.

Deus abençoe!
Jorge

9 de Outubro de 2008

Composições católicas

Arquivado sob: Compositores — admin @ 17:05

Aqui vai o meu apelo aos irmãos que receberam de Deus o dom de compor canções:
Componham mais, falem de adoração, falem de fraternidade, falem de amor, falem de compromisso e responsabilidade. Falem de família e de perdão, enfim, levem à frente o dom que Deus te deu.

Comecei desta forma pois temos visto letras que estão destruindo as famílias, onde se incentiva o uso de drogas e toda espécie de maldade.
Um dia desses vi a letra de uma música que dizia: “anti-cristo super-star…” Vejam que absurdo…
Por isso eu faço esse apelo: vc que recebeu o dom de Deus, use-o, conquiste pessoas, faça acontecer, pois a unção de Deus está sobre voce, confie!
Se você não confiar, não se valorizar, estaremos perdendo tempo. Nosso campo de batalha estará sendo vencido por aqueles que não estão do lado de Deus.

Você pode não ter uma voz bonita ou quem sabe, nem toque algum instrumento. Mas através da letra que o Espírito Santo te inspirar muitos serão tocados por Deus, muitos serão curados.

Não hesite em ser esse cano, por onde passa a água viva, a água pura do Espírito.

Deus abençoe!
Jorge

8 de Outubro de 2008

Ensaio musical

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 11:09

Está aí uma coisa que sempre foi difícil pra mim, por mais que eu desejasse: ensaiar bem.
O ensaio de um ministério de música é importantíssimo, pois além de dar um entrosamento entre os integrantes, serão corrigidas algumas falhas, também poderemos inserir novas técnicas, lances de vozes, etc.
Não basta simplesmente dizer que na hora o Espírito Santo inspira ou que já toca há muito tempo com o mesmo pessoal e não precisa de ensaio. Sempre precisamos.

Um problema constante é a falta de tempo, e então o ensaio é comprometido, pois MAIS UMA VEZ deixamos de ensaiar.
Eu mesmo não vou ser hipócrita e meus irmãos de ministérios sabem o quanto é difícil conciliarmos os horários. Mas quando possivel devemos fazê-los bem.

O que é triste é vermos brincadeiras na hora dos ensaios, pois alguns ministérios têm a chance de se reunir, mas não aproveitam bem o horário que têm em mãos.
Ao invés de levar a sério e procurar aperfeiçoar suas músicas, o que vemos é o seguinte: conversas paralelas, atrasos, o guitarrista fazendo um solinho enquanto os vocalistas estão decidindo que música irão cantar… ou seja: o ensaio vira uma bagunça.

Imagina se um time de futebol no momento de treinar fizesse uma bagunça. O que aconteceria? Na hora do jogo não saberiam o que fazer e certamente perderiam feio…

Vamos procurar ser mais responsáveis, pontuais, levar a sério o ministério que Deus nos deu.
Procure levar seus instrumentos afinados, para na hora do ensaio perder o menos tempo possível com isso. Chegue antes se for o caso e já deixe os microfones e instrumentos prontos.
Não deixem para escolher as músicas só na hora do ensaio. Já venham com elas prontas em mãos. Aliás, deixe mais músicas, pois de repente vocês podem mudar de idéia e aí não perderão mais tempo pensando em qual música tocar.

Cantores: não esqueçam de beber muita água, pois nos ensaios é que sentimos o maior desgaste.
Instrumentistas: não deixem para aprender a música só na hora do ensaio. Ensaio é para aperfeiçoá-la. Aprenda e treine em casa. Por isso é importante saber as músicas que ensaiaremos antecipadamente.
Se possível cada integrante deveria ficar com uma folha das músicas, assim cada um tem o seu espaço próprio para anotações, enfim…

Com um ensaio bem feito as coisas começarão a fluir e você sentirá vontade de participar novamente.
Respeite os horários. Se vocês decidiram duas horas de ensaio, não fiquem 2 horas e meia. Procurem a disciplina ao máximo e aos poucos os resultados aparecerão.

Ter responsabilidade e disciplina é não significa que não haverá clima de alegria. Muito pelo contrário, nos ensaios deve sempre haver discontração, boas risadas e partilha.
Não esqueçam de fazer uma boa oração também, apresentando tudo ao Senhor.

Conte-nos sua experiência!
Deus abençoe!
Jorge

7 de Outubro de 2008

Padres vs Servos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Coordenadores, Jovens, padres — admin @ 11:05

Claro que não vou criar polêmica com esse assunto, mas vejo que é importante falar a respeito.
Alguns integrantes da igreja, como por exemplo servos de grupos de oração, ministério de música, equipes de liturgia, etc, têm encontrado problemas no relacionamento com seus sacerdotes.

O que acontece? Muitas vezes há resistência do padre em apoiar alguns trabalhos, “dar carta branca” para certas atividades, enfim… E por quê? Porque vemos muitos abusos, falta de preparo, falta de zelo, falta de formação…

Por outro lado, o padre também conta com uma colaboração mais afinco dos servos, na participação de reuniões, trabalhos específicos, etc. E nem sempre os servos querem compromisso. Só ajudam se forem atendidos primeiro.
E aí gera aquela briga, né?

Em particular vemos resistência de padres que não são muito adeptos à RCC e com isso o grupo sofre, pois ficam limitados na execução de seus ministérios.

Sei também que há sacerdotes turrões, que não ficam satisfeitos com nada que fazemos. As vezes temos até a impressão que a perseguição é só com a gente, pois damos duro, enquanto que outras pastorias são as queridinhas do padre. Não é isso o que pensamos? Às vezes estamos errados, mas nem sempre…
É difícil conviver com um sacerdote que não acompanha nosso trabalho, não incentiva nosso esforço, ou até mesmo critica aquilo que estamos fazendo. Colocam sempre defeito em tudo o que é feito.
E preciso dizer aos padres agora: é por isso que muita gente boa está saindo da igreja. Infelizmente preciso dizer que parte da culpa também é deles. Talvez não inteiramente, mas são bastante responsáveis.
Concordem ou não… são formadores de opiniões e com isso a fé dos fiéis é altamente comprometida.

Bom, minha opinião pessoal diz que ambas as partes estão erradas quando não querem se abrir para um diálogo, para saber mais a respeito e ter uma boa formação sobre algum assunto.
Do meu ponto de vista sempre precisamos sentar e conversar, mas principalemente quando as alfinetadas estão querendo surgir.

O que não podemos é falar mal do nosso padre, criticá-lo e dizer que ele não entende nada. Não é por aí… Na realidade assim é que não vamos conquistá-lo mesmo, pois se existe orgulho da nossa parte, do lado do sacerdote também, pois é um ser humano e quem sabe não pode usar de sua autoridade (errando ou não) e nos proibir de fazer o que gostaríamos?

Todos temos muito o que aprender. Todos temos que dar uma chance e ouvir.
Jesus se sentava com os pecadores e cobradores de impostos, nós no entanto não queremos ouvir aqueles que trabalham conosco pela mesma causa. Depois não me venha falar em perdão e humildade.
E aquela passagem do Evangelho que diz que antes de apresentarmos nossa oferenda ao Senhor devemos nos reconciliar com nosso irmão?

Pois então irmãos, vamos manter a calma, pois o ambiente que Deus está presente é aquele onde há paz.
Temos muito mais a ganhar se trabalharmos juntos.

Aos sacerdotes queridos preciso dizer: temos muitas pessoas boas na igreja. Cheias de boa vontade e loucas por uma oportunidade. Quem sabe não é a hora de abrir o coração e investir nesses irmãos?
Termino pedindo vossas bençãos.

Abraço fraterno,
Jorge

4 de Outubro de 2008

Irmão Francisco…

Hoje, 04 de outubro… comemoramos o dia de São Francisco de Assis.
Esse grande santo da Igreja e que muitas vezes só é lembrado como “protetor dos animais”.
Parece que se esquecem de sua vida de santidade, de suas renúncias, do seu cuidado com os pobres e zelo pela igreja.
Não lembram que um chamado em sua alma ardia fortemente: “vai e reconstrói a minha igreja…”

Hoje nós músicos temos essa missão de continuar aquilo que Francisco começou. Com nosso ministério em mãos precisamos sim, cuidar da nossa Igreja, restaurando-a cada vez mais.
Por isso não temos o direito de destruir aquilo que Francisco começou, pois quando usamos nosso ministério para nos vangloriarmos, estamos distruindo aquilo que ele começou com humildade, carinho e amor.

Alguém que foi capaz de se atirar em uma roseira cheia de espinhos para não ouvir seus desejos carnais, tem muito a nos ensinar.
Alguém que criou o primeiro presépio tem muita espiritualidade para nos ensinar.
Alguém que criou a linda oração “fazei-me um instrumento de vossa paz” é capaz de mostrar-nos que não nosso ministério não vale nada se não formos humildes.

Nosso único desejo, nossa única intenção deveria ser a busca do reino acima de todas as coisas. Viver o amor como Jesus tanto insistiu.
Depois todas as coisas virão em acréscimo.

Deus abençoe!
Jorge

2 de Outubro de 2008

O poder do louvor

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 15:01

Todos nós conhecemos aquela frase de Santo Agostinho, que dizia “quem canta reza duas vezes”, no entanto, fiquei aqui pensando: o que será que faz aquele que louva do fundo de sua alma? Pois o louvor liberta, o louvor verdadeiro e que vem do mais íntimo da nossa alma chega até o coração de Deus.

Estou me referindo ao louvor como profunda ação de graças, quando estamos maravilhados e eternamente agradecidos ao Senhor. Nossa alegria é tanta que queremos bendizê-lo, adorá-lo, dizer que Ele é Santo e Senhor de nossas vidas. E que não há outro Deus, além de nosso Pai do céu, que reina com Jesus e na unidade do Espírito Santo.

Mas agora está aqui um segredo: o louvor não é só para quem está feliz. Muito pelo contrário, o louvor deve acontecer sempre em nossas vidas, pois podemos estar com o coração apertadinho, mas nosso espírito está em paz porque vive na intimidade de Deus, sendo capaz de louvar, de dar glórias em quaisquer momentos.

E Deus reconhece isso. Deus sabe qual é o louvor verdadeiro.
Deus sabe quando estamos apenas falando da boca para fora ou quando estamos querendo aparecer.
O louvor liberta, ajuda-nos a esquecer de problemas. Faz com que saibamos superá-los sem revolta, com confiança em Deus.

Quando participamos de um grupo de oração e o ministro de louvor pede para que levantemos os braços, não tenha vergonha, dúvida, medo ou desconfiança. Simplesmente se abandone nos braços do Pai. Ele te acolhe, te ouve e te ama.

É no louvor que Deus habita. E Satanás não tem poder sobre o louvor, pois ele mesmo não é capaz de fazer isso. Não é capaz de reconhecer a soberania de Jesus e tende a nos perturbar.

O louvor é uma maravilhosa chave para iniciarmos um processo de cura interior.

Que saibamos sempre louvar aquele que é e sempre será!

Deus abençoe!
Jorge

30 de Setembro de 2008

Salvem os grupos!

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 11:54

Queridos irmãos,
Sempre ouvimos daqueles que estão a mais tempo na caminhada e que passam por muitos lugares pregando, que os grupos de oração estão passando por dificuldades. Ouvimos dizer também que a RCC não é mais a mesma, que o povo não crê como antes, que não reza como antes, etc, etc…

Mas quero clamar aqui: Misericórdia!
Principalmente à vcs, que vêem tantos problemas, mencionam tantos erros, mas pouco fazem para ajudar. É muito fácil simplesmente apontar os erros, mas difícil é caminhar junto, no dia-a-dia e ver como é árdua a luta.

Claro, que muitos irmãos também colocam à nossa disposição preciosos trabalhos, como fitas e vídeos de pregação, livros e apostilas, dando orientações aos ministérios e grupos de oração. A esses irmãos, muito obrigado, pois realmente é difícil estar em tantos lugares e ajudando a tanta gente.

Porém, me refiro aos irmãos que ainda não se abriram ao espírito de compaixão e solidariedade.
Vemos por exemplo, irmãos que já foram coordenadores de grupo ou de ministério e que hoje mal participam do grupo, mas adoram botar defeito. Adoram dizer que na época deles o grupo era desse ou daquele jeito. Que o grupo era lotado e que a graça acontecia. Que o povo era sedento e a doação dos servos era outra…

Olha meus irmãos, com todo o respeito do mundo: eu dispenso esse tipo de comentário, pois fique bem claro que isso não vai edificar ninguém e nenhum grupo. Muito pelo contrário, só vai deixar um peso maior sobre os ombros do atual coordenador e dos servos. Muitos estão se doando sim, estão ralando pela causa, mas que por um motivo ou outro as coisas estão difíceis. E isso precisa ser respeitado.

Hoje, falar que um grupo de oração é pequeno ou praticamente vazio é dizer que é um grupo fracassado, mas eu discordo, pois para dizer isso a pessoa precisa ver o que de fato os servos estão enfrentando de dificuldades e provação. Ninguém sabe ao certo o quanto estão dando de si mesmos e o quanto estão orando a Deus por um milagre ou uma mudança.

Sei sim, que há servos no comodismo e que não querem compromisso. Falam demais e ajudam de menos. Sei que muitos poderiam ajudar, mas na verdade estão atrapalhando, pois levam o emblema do grupo de oração por todo o lugar, mas na realidade não servem como deveria. No entanto, não podemos discriminar os grupos que são pequenos, pois podem ser pequenos em aparência, mas grandes em verdade. Grandes em unção…

Irmãos, muito do que escrevo refere-se aquilo que vivo, por isso conto com a oração de vocês. O grupo de oração no qual participo está vivendo esse momento de dificuldade. Precisamos muito de ajuda e imagino o quanto de pessoas precisam também.
Não vamos criticar tanto os ministérios. Vamos é ajudá-los, apoiá-los… visite outros grupos, vai fazer bem para o ego deles. Vai ser um incentivo tenho certeza.

Por isso, termino esse artigo deixando o endereço do meu grupo de oração. Venha nos conhecer, venha nos ajudar.
Aliás, deixe aqui registrado também o endereço, dia e horário do seu grupo de oração.
(Siga o modelo que vou deixar abaixo).

Assim, vamos conhecendo e salvando todo os grupos que precisam de ajuda.

Deus abençoe!
Jorge
Grupo de Oração Providência Divina
Todos os sábados, às 17h.
Comunidade Sagrada Família (Paróquia Santa Terezinha)
Rua Feres Wardini, 35 - Pq. Savoy City - Sao Paulo - SP

29 de Setembro de 2008

Relacionamento desgastado

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Namoro / Casamento, Jovens — admin @ 14:56

Infelizmente é comum o que temos visto em alguns lugares: relacionamentos desgastados. E isto pode se tornar um problema ainda maior quando interfere na atividade dentro da Igreja. Vamos aos exemplos:

- namorados que são do mesmo ministério de música e acabam brigando… o que acontece? Todos acabam sendo afetados, pois não há aquela clima de harmonia;
- casais que servem em um grupo de oração e estão brigados. Interfere na vida dos servos, do coordenador, enfim, fica complicado conversar com um, sendo que o outro não quer colaborar…
- relacionamentos de amizades que duraram por tanto tempo e de repente, se vêem acabar justamente por causa da Igreja. Como assim? Imagine o seguinte: dois amigos de longa data. Certo diz conhecem a Jesus e passam a servir a Igreja, porém, um é mais assíduo na participação. O outro nem tanto. Mas aí acontece que um dos amigos começa a forçar a barra, dizendo que ele precisa se doar mais…. e mais… e mais….
Começa a esquecer que ali existia uma amizade forte e passa a ser um “chato” (desculpe-me pela expressão, mas é verdade), pois o relacionamento começou a mudar.

Tudo na vida desse irmão é a Igreja e não se importa mais com família, com os amigos (e em especial aqueles que não estão na caminhada), também trata com indiferença os colegas do trabalho, afinal, “eles não tem discernimento, não são como eu que “conhecem” a Jesus… não receberam ainda os dons do Espírito Santo…”
Querendo ou não a visão dessa pessoa fica tão reduzida, tão focada, que no fim das contas ela quem é que precisa de uma reflexão sobre sua própria vida…

Deus não quer que nossos relacionamentos se desgastem, muito pelo contrário, Ele é o motivo da nossa alegria e nossa força. Com o nosso testemunho temos que nos apaixonar a cada dia pelos irmãos, pelos nossos familiares e com os cônjuges.
Deus precisa ser algo que atrai as pessoas, não que afaste.
Tem gente que está afastando Deus das pessoas, justamente pelo seu jeito fanático e sem discernimento.

Bom, para aqueles que estão vivendo momentos perturbados eu aconselho: é hora de restaurar o tesouro que você conheceu. É hora de remodelar a obra de arte que Deus colocou em sua vida.
Re-conquiste aqueles que você ama. E isso nem sempre é fácil, pois exige de nós humildade, um pouco mais de paciência, mas principalmente humanidade.
Seja simples e tenha coragem. No começo as pessoas estranharão sua atitude, mas aos poucos perceberão que você deixou “a ficha cair”.

Com perseverança podemos chegar lá. Aqueles que Deus nos como presente não podemos perdê-los assim tão facilmente.

Deus abençoe!
Jorge

25 de Setembro de 2008

Grupo de Oração ou Grupo de Reza?

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 16:38

Eu respeito todas as realidades de nossa Igreja e sei que nem todos são adeptos à identidade da renovação carismática, porém há grupos de oração que são frutos da RCC e deveriam caminhar de acordo com esse tipo de espiritualidade.
Onde estão os dons do Espírito Santo? Onde está a oração em línguas?
É triste sabe que muitos grupos não profetizam, não dão palavras de ciência e sabedoria…. onde estão as curas e os milagres?
Será que as pessoas que estão à frente, como coordenadores, ministros (seja de louvor, de cura, enfim…) não estão crendo com a mesma fé? Será que temos duvidado do poder de Deus?

Se crermos em um Deus grande veremos um Deus grande.
Se crermos em um Deus pequeno veremos um Deus pequeno.

Que Deus você está vendo agir em seu grupo de oração e no seu dia-a-dia?
Por que muitos não estão dando mais os frutos que davam antes?
Por que você tem andado desanimado?
Antigamente você dava o sangue. Vamos lá! Não podemos parar agora, pois o Senhor quer muito mais. Mesmo que pareça estar mais difícil.

Essas perguntas valem para todos nós. E que elas sejam a alavanca a nos levantar.
Vamos lá Renovação Carismática Católica!
Vamos arregaçar as mangas e trabalhar. Força! Oração e ousadia.
Não tenham medo. Apenas é preciso discernimento.

Deus abençoe!
Jorge

19 de Setembro de 2008

Eis aí tua Mãe

Arquivado sob: Maria — admin @ 17:18

Há uma música do Walmir Alencar que é fantástica (aliás, todas são…), pois nos convida simplesmente a amar.
Veja o refrão: “Ama-a…. ama-a…. ama-a…”

Às vezes parecemos estar em uma estrada deserta mesmo e que parece não ter fim. A música diz exatamente a condição em que vivemos, mas ao mesmo tempo a letra nos lembra uma coisa, e que nos dá esperança, pois diz: “hoje deixo contigo FORÇA E DIREÇÃO”.

Se você hoje precisa de força e direção aqui está o segredo: Nossa Senhora!
Maria é singela sim, doce, pura, obediente e silenciosa. Mas não podemos esquecer essa verdade: ela é FORÇA e DIREÇÃO.
Não tenha medo. Confie! E vamos ver do que uma mãe é capaz!

Deus abençoe!
Jorge

18 de Setembro de 2008

A voz que acalma

Arquivado sob: Maria, EU - Jorge — admin @ 16:19

Olá amigos, após algum tempo estou de volta. Quero partilhar com vocês uma grande alegria, e que ao mesmo tempo, acaba justificando minha ausência aqui no BLOG: meu filhinho Rafael nasceu.
Graças a Deus está tudo bem com ele e com minha esposa Jake.

Bom, vamos lá: escolhi o tema “A voz que acalma” pelo seguinte: agora que sou pai vejo mais de perto a importância de uma mãe.
Quando meu filho chora, nem sempre o colo do pai resolve. Nem sempre meus carinhos são suficientes… mas quando vai para o colo da mãe e escuta sua voz é incrível…. o bebê se acalma e a tranqüilidade reina mais uma vez.

Assim devemos ser nós: quando houver turbulências em nossa volta devemos correr para os braços da mãe, para o colo da mãe. Devemos nos apegar à essa voz que nos acalma e nos conforta: a voz de Maria.
Ela que soube amar nos momentos de dificuldade e provação quando seu filho Jesus ainda era pequeno, também sabe como cuidar de nós, pois às vezes somos como crianças indefesas que têm como única alternativa o carinho materno.

Temos ouvido muita coisa… temos experimentado fortes provações, decepções…. e apenas o carinho de uma mãe é capaz de amar acima de tudo isso.
Apeguemo-nos à Maria e deixemos com que o Magnificat desta mãe maravilhosa ecoe em nossos corações e em nossa alma.

Veja uma fotinho do Rafael, nosso filho querido.

Deus abençoe!
Jorge

4 de Setembro de 2008

Seminário de Vida - parte 2

Em um seminário de vida nem sempre é fácil administrar o tempo que temos disponível, pois além dos momentos de louvor, perdão, etc, que já estamos acostumados no dia-a-dia do grupo de oração, ainda há o momento da partilha, ou seja, em grupos que ocorrem partilha geralmente diminuem o tempo da animação.

Aí já vai uma reflexão: porque sempre que precisam de “mais tempo” no grupo de oração, eles pensam em tirar dos músicos?
Veja só: se o pregador precisa de mais tempo que o normal eles dizem: “tudo bem, qualquer coisa nós diminuimos o tempo de animação”.
Se ao final do grupo houver alguma dinâmica, testemunhos, enfim… adivinha de onde eles arrumarão tempo?

Eu entendo que até podemos fazer isso, mas não podemos perder de mente que o ministério de música é algo essencial no grupo de oração. Não é o mais importante, mas não podemos tratar da música como algo secundário, do tipo que “se der pra colocar eu coloco…” Não pode ser assim. Quanto mais em um seminário…

Há coordenadores e servos que não dão o valor que de fato o ministério de música merece. Somos servos como todos os outros. Não somos melhores que ninguém, mas parece que algumas pessoas não dão valor para alguma coisas:
- os músicos sempre chegam antes para afinar e ligar os instrumentos (ou pelo menos deveriam chegar);
- os músicos estão entre os últimos a sair da igreja, pois enquanto todo mundo está em confraternização no final do grupo, nós estamos lá arrumando e guardando os instrumentos. (Fora quando não sobra comida pra gente…rsss… mas é verdade…)
- como já disse antes um bom músico não “faz tudo na hora”. Ele já vem exercendo seu ministério desde casa, quando separou as músicas, fez as leituras do dia, etc…
- o músico que erra ou desafina fica tão em destaque que alguns nos olham com desdém… ou seja, não podemos errar, pois somos julgados…

Não estou me fazendo de vítima e nem defendendo os músicos. Não somos coitadinhos e não precisamos disso. Mas é preciso reconhecer a importância de cada um no grupo.
Assim como os intercessores têm a difícil missão de rezar e rezar, (até mesmo em outros dias das semanas), os músicos também estão ali dando o seu sangue por amor à Deus.
Mas não é justo que alguns considerem o nosso ministério fácil, onde até dizem: “Ah, o ministério de vcs é fácil… é prazeroso….. o meu é que é complicado…”
Como se músico não passasse por provação, tentações…. como se fosse tudo um mar de rosas.

E onde quero chegar com tudo isso?
Para conduzir um seminário de vida é preciso estar com a cabeça boa, ou seja, todo o ambiente em harmonia, sem desavenças e sem competições. Os ministérios devem se ajudar e não criticar um ao outro. O músico precisa estar com a oração em dia, com a espiritualidade em dia…
O seminário de vida muitas vezes é o cartão de visita do seu grupo de oração. Há pessoas que nunca foram no grupo, mas foram conhecer o seminário, porém só irão voltar se gostarem. E aí é que está o segredo: o músico tem grande responsabilidade, pois a sua postura, sua autenticidade está em jogo.
Assim como a acolhida não pode falhar os músicos também não. Falhar não significa errar acordes, mas estou dizendo que o nosso cantar e o nosso conduzir deve ter uma única sintonia. Aquela que caminha de acordo com o RHEMA (a direção de Deus).

Em um cartão de visitas sempre há o nome de contato da pessoa, não é? Pois então… nós músicos somos o contato. Todos os servos são, sem exceção.
Algumas pessoas só voltarão no seminário se esse contato valer a pena.

Deus abençoe!
Jorge

3 de Setembro de 2008

Seminário de Vida - parte 1

A finalidade de um seminário de vida plena no Espírito Santo é levar os participantes ao batismo no Espírito Santo.
Em outras palavras aprofundamos nossa espiritualidade, de tal forma que criamos uma intimidade com o Senhor.

Geralmente os seminários seguem um padrão e vamos ao “esqueleto”, ou seja, como ele é feito:

São 9 encontros, onde a cada semana é abordado um tema.
Normalmente os temas são:

1º Encontro: O semeador
2º Encontro: O amor do Pai
3º Encontro: Pecado e Salvação
4º Encontro: A fé e a conversão;
5º Encontro: O Senhorio de Jesus
6º Encontro: Nossa Senhora
7º Encontro: Perdão
8º Encontro: Espírito Santo
9º Encontro: Vida em comunidade

Os temas podem se diferenciar, porém o mais importante é fazê-los bem e levar os participantes à uma vida espiritual mais rica e profunda.

Ao término de um Seminário de Vida sempre esperamos que no grupo de oração apareçam mais participantes, mais servos… por isso o trabalho deve ser contínuo, ou seja, formar o povo, a aplicação dos carismas… tudo isso não pode ser perdido. Tanto que, para dar um bom andamento ao grupo é necessário criar em seguida um Seminário de Dons, ou seja, um seminário para aqueles que já participaram do seminário de vida.

Bom, voltando ao Seminário de Vida: é importante que o ministro de música saiba como conduzir cada dia.
Por exemplo: não tem cabimento no 5º encontro, onde fala-se sobre o Senhorio de Jesus você falar apenas de perdão. Até porque esse tema ainda será abordado em outro dia.

Um bom ministro de música estudará os temas de acordo com a Palavra de Deus. Pegará as leituras mais indicadas e rezará com elas. Conduzirá todo o grupo sem se desviar do tema central. Os músicos criarão o clima perfeito para que o pregador venha com a mensagem de Deus para nós.
Se você estudar antes, verá que é possível separar músicas que falem a respeito do tema. Quer um exemplo? Seria legal colocar a música “Invocamos”, do Eros Biondini, no dia do Senhorio de Jesus. Outra música interessante seria aquela do Vida Reluz, “Declaramos”, pois ela diz “declaramos Jesus é o Senhor, pois com grande amor veio salvar…”

Então, além de termos as leituras na cabeça e as músicas mais apropriadas, com certeza o seminário fluirá como uma benção.

No meu ponto de vista a efusão do Espírito Santo deve acontecer em todos os encontros, inclusive nos dias de grupo de oração quando não há seminário.
É claro que muitos precisam de formação, a fim de entenderem o porquê das coisas e até mesmo para não se assustarem. No entanto, é nosso papel clamar o Espírito Santo. É nosso papel querer um reavivamento a cada encontro.

Ninguém é obrigado a concordar, mas particularmente me entristeço em saber que muitos de nós deixamos para fazer a oração somente no último dia do seminário, pois assim corremos o risco de não contar com a presença de todos. Assim, estamos dando mais valor apenas para o último encontro.
Você poderá me dizer que é preciso passar por um trabalho primeiro para depois receber a efusão, mas me desculpe, pois não concordo. Se lermos o livro dos Atos dos Apóstolos veremos Pedro dizendo “pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?”

Em todos os encontros precisamos de uma porção redobrada do Espírito Santo. Em todos os encontros precisamos do batismo e clamar a efusão. Assim nosso grupo será diferente, nosso seminário será diferente. Todos vão querer participar, porque sabem que ali SIM, sente-se a presença e a força de Deus.

Não é uma questão de dignidade, pois não somos mais merecedores do que os outros. Mas o fato é que as vezes colocamos regras demais, freamos a ação do Espírito, mas não podemos fazer isso.

Conduza de maneira diferente. Toque, cante diferente… Os músicos precisam experimentar do Seminário também.
Vocês não estão ali simplesmente para tocar e pronto. Não!
Já vi seminários que fazem momentos de partilha após (ou antes) da pregação, porém nesses momentos os músicos até saiam da igreja, pois diziam que “seu trabalho” naquele momento era aguardar. Imagina!! Os músicos precisam SIM, participar de todos os momentos, precisam de beber da graça, pois não somos cristãos-garçons.
Não estamos ali de enfeite.

Às vezes sinto falta de ver músicos clamando o Espírito Santo. Vejo muitos tocando… e até tocando bem…. muitos cantam com lindas vozes, mas não vejo o ardor, o desejo, a sede do Deus vivo….
Eu quero participar de grupos de oração e seminários, onde ao eu olhar para os músicos eu veja pessoas com desejo intenso de Deus. Que fecham seus olhos, que levantam os braços, que cantam do fundo da alma dizendo: “vem ó Espírito Santo”. Pessoas que de fato querem isso para sua vida.
Não basta simplesmente fazer uma segunda voz ou um solo… ser bom de técnica nessas horas não é o que faz diferença. E para falar a verdade, as pessoas que estão na igreja não estão muito preocupadas com a sua técnica. Elas querem mesmo é saber se com a sua técnica você é capaz de levá-las a Deus.
Esse é o seminário de vida verdadeiro.

Acho que ainda há muito o que se comentar sobre esse assunto. Pretendo continuar em breve….

Deus abençoe!
Jorge

2 de Setembro de 2008

Lágrimas que temos direito

Arquivado sob: Fé - Perseverança — admin @ 10:50

Acho que já escrevi aqui um trecho de uma música do padre Fabio de Melo, que diz: “Até mesmo um soldado de coragem tem o direito de ter medo e de chorar…”
E hoje continuo com a sequência que diz: “chora meu coração, quem foi que disse que chorar te tornará menor…”

Às vezes temos vontade de nos isolar do mundo, mas não por egoísmo, mas justamente porque temos esse direito de ter medo. Temos esse direito de ficarmos calados, de pedir licença aos irmãos e dizer que só por hoje eu gostaria de ficar no meu canto, na minha solidão. Até Jesus chorou…. e o versículo da bíblia só diz isso e mais nada.
Não queira ser forte demais nos momentos em que você precisa “curtir” a tristeza. Não devemos permanecer nela, mas inevitavalmente não passaremos por ela.
A letra do padre fábio diz que “A dor que agora choras cedo ou tarde florirá, pois a dor é uma semente de alegria que não tardará brotar”.

E é nisso que precisamos acreditar, afinal porque seguimos a Cristo, porque servimos a Igreja e damos testemunho? Para que nesses momentos realmente consigamos viver segundo a fé que professamos. Mas não é fácil não, pois quando é na nossa pele é complicado.

Existe algo que é difícil de aceitar, mas que é uma verdade: a dor que passamos hoje serve para nos fortalecer.

Por isso respeite aquele que passa por um momento difícil, pois ele tem todo o direito de chorar e de se enfraquecer. Não somos de ferro e nem super-heróis, mas não podemos esquecer que na fraqueza é que somos fortes, pois Deus nos carrega em seu colo, assim como diz a oração “Pegadas na areia”.

Você tem o seu tempo. Tenha calma. Confie em Deus. A alegria não tardará brotar.

Deus abençoe!
Jorge

1 de Setembro de 2008

Até onde chega o meu canto?

Arquivado sob: Cantores — admin @ 13:00

Até onde você acha que chega a sua música, sua voz? Só Deus sabe…
Uma vez fomos rezar um terço na casa de uma senhora e logo no final ela disse que gostava de chegar cedo na missa para nos ver cantando. Pois fazíamos assim: chegávamos cedo, afinávamos os instrumentos e passávamos as músicas da missa. Depois com o tempo que restava ficávamos cantando algumas músicas que favoreciam a oração.
Eu nunca podia imaginar que o simples cantar era capaz de tocar o coração de alguém e depois disso passei a levar mais a sério o meu ministério.
Deus pode chegar onde não imaginamos, por isso nunca duvide, não desconfie da unção que está sobre você, pois o SIM que dissemos pode chegar muito longe e nem sempre veremos os resultados diante dos nossos olhos.
Por hora, faça simplesmente a sua parte: cante, toque, ministre… tenha em mente que é sério o serviço que prestamos. E Deus quer tocar sim todos os corações.

Deus abençoe!
Jorge

29 de Agosto de 2008

Momento dos Recados

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Coordenadores — admin @ 08:56

Lembrei de algo que ainda não havia comentado aqui no BLOG: o momento dos recados após o grupo de oração ou ao final da missa.

Às vezes acabamos de participar de uma missa maravilhosa e estamos cheios de paz, quando de repente: a hora dos avisos estraga tudo! Por quê digo isso? Porque em algumas comunidades vemos uma tremenda desorganização neste momento. Vamos às coisas mais “comuns”:

- o comentarista dá tantos recados, mas tantos, que no final já esquecemos 80% deles;

- recados com muitíssimos detalhes, por exemplo: nos passam a data de um evento que vai acontecer daqui 3 meses, informando inclusive o endereço, cep, telefone da pessoa de contato, etc. Fora quando não vem uma mini-homilia do que será esse evento;

- outra coisa infelizmente comum de se ver: usam o momento dos avisos para chamar a atenção da assembléia por algum motivo, como por exemplo: dizer que os dizimistas não estão contribuindo ou que as pessoas precisam vir ao grupo de oração ou na reza do terço no meio da semana, enfim…

- dar recados sobre campanhas políticas (muitas vezes até pedindo votos!!)
- longas homenagens e agradecimentos;
- repetem o mesmo recado várias vezes;
- pessoas que nunca vêem em sua comunidade e de repente aparecem, só para dar os seus recados. (E detalhe: não deixam o comentarista falar);

- outro problema: forma-se uma fila ao lado do comentarista, onde cada um quer dar o seu próprio recado. Neste caso o comentarista fica em uma “saia-justa” danada, pois não pode ser indelicado com as pessoas, ainda mais diante de toda a assembléia.

- chegam de última hora e entregam um papel de qualquer jeito para o comentarista, dizendo para ele dar o recado. Às vezes ele já está dando os recados quando chegam “os atrasados”.

Queridos irmãos, vejam só quantas falhas e quantas coisas tristes de se ver. Eu poderia continuar enumerando e tenho certeza que você já viu muita coisa errada também.
Afinal, o que é preciso fazer: conversar com as lideranças e se for o caso participar das reuniões de conselho da comunidade. Levar esse assunto para frente sim, porque é lamentável assistir tamanha desorganização. Pense que muitos estão vindo pela primeira vez na comunidade e não são obrigados a passar por isso não.

Para quê existe o mural de recados se todo mundo quer subir no altar para falar do seu evento, do seu trabalho?
Há trabalhos que acontecem toda semana na igreja (e todo mundo sabe disso), mas fazem questão de anunciar. Por exemplo: “venham participar do grupo na terça-feira… venham rezar o terço todas as sextas… e etc…”
Que tal avisarmos então uma vez ao mês? E depois colocamos o recado no mural. Não precisa ficar avisando toda a semana. É só mais tempo que vamos levar na hora dos recados…

Tem igreja que só na hora dos recados leva quase 30 minutos. É um absurdo!
Gosto muito quando vou em missas e vejo que o próprio padre dá os recados. Gosto porque vejo que a maioria deles sabe como falar, pois resumem, não ficam dando um moooonte de recados. Claro que alguns se excedem e acabamos na mesma, mas a maioria não nos decepciona (rss..).

No grupo de oração também acontece o mesmo problema, mas de modo diferente. Vejam só:
- Há coordenadores que adoram um microfone e pegam a hora dos avisos para fazer uma pregação. Se querem falar sobre um retiro dizem que é muito bom e contam até como foi sua experiência certa vez. E aí vem tooooda aquela história.

- Outra coisa comum: fazer uma “maratona” de orações. Como diz um amigo meu: “as ladainhas”.
Já rezamos o grupo inteiro e no final ainda tem: “Jesus manso humilde de coração”… ave-maria, oração de não sei o quê… e assim vai…

- Ah… tem a “benção solene” também…. alguns coordenadores (ministros ou não) fazem uma cerimônia para despedir o povo que parece brincadeira. Fazem quase a fórmula da missa inteira para finalizar o grupo. Por exemplo: além de fazer o “O senhor esteja conosco…” mas o problema é que depois fazem todas aquelas orações que geralmente fazemos no final da missa…. “O Senhor se compadeça de vós… e que mostre vossa face…”

Gente, estamos no grupo de oração e não na missa. Cuidado com os excessos… os abusos… por isso que a RCC é atacada… as vezes por falta de discernimento dos próprios líderes.

Melhor fazer algo mais simples, mas discontraído e não demorado, pois você já percebeu que tanto na missa quanto no grupo se você demorar demais o povo se dispersa? Começam a conversar e nem prestam mais atenção. Só que o problema é que os amantes dos microfones continuam a falar e falar….
No caso da missa levamos o caso para a reunião de conselho, mas no grupo devemos levar para a reunião do núcleo (que no fundo tem o mesmo sentido).

É preciso abrir a mente dos coordenadores que fazem isso. Não tenham medo de falar. Chamem de canto e com tranquilidade conversem a respeito, dizendo se o momento dos recados não está sendo um pouquinho cansativo para o povo. Se não daria para ser algo mais dinâmico. Algo “diferente”.

Acho que é por isso que já vi muita gente indo embora da missa sem a benção final, pois não aguentaram tanta demora na hora dos recados.
E pra fechar com chave de ouro vem os parabéns. Chama-se todos os aniversariantes, aniversários de casamento, bodas, enfim…. só aí já foi quantos minutos?
Não estou dizendo em ter pressa na celebração, pois já participei de missas com 3 horas de duração que para mim foram uma benção, realmente maravilhosas. Mas estou dizendo que precisamos fazer as coisas bem feitas.

Bom, peguei um pouco pesado aqui hoje, mas espero que não me levem a mal e que tenham entendido.
Não é uma questão de ser apenas crítico, mas para aqueles que tiveram paciência de ler espero que me ajudem a levar essa mensagem para frente, afinal todos nós queremos o melhor para nossa igreja, não é verdade?

Deus abençoe!
Jorge

27 de Agosto de 2008

Cifras Católicas

Frequentemente recebo solicitações de cifras e partituras católicas. E não acho ruim, muito pelo contrário, sinto-me feliz quando posso ajudar, mas realmente é difícil atender todos os pedidos.
Na página principal do Oficina da Música Católica você encontrará um link chamado Downloads e Cifras. Ali você poderá baixar o louvemos, além de midis. Espero que te ajude!

Além disso, há um link aqui no site também onde falo que você pode tocar qualquer música em qualquer tom. Você escolhe! Acesse: “Progressão”.

O fato é que após algum tempo de músico vamos deixando “a cola” de lado, ou seja, procuramos não ficar tão presos às cifras e partituras, pois já estamos acostumados e para aqueles que estudam a técnica é um fator que faz diferença mesmo.
Minha dica é: além de estudar (não em uma escola), mas digo estudar-treinar as músicas que você deseja aprender. Acompanhe com as cifras sim, mas depois tente tocar sem olhar. Quando estiver seguro coloque em outro tom. E depois volte para o tom original. E aí você vai tentando sem olhar. É o segredo para ganhar mais confiança em tocar sem olhar.

As cifras devem nos ajudar principalmente quando estamos começando e não conhecemos as músicas, mas não devemos ficar presos à elas. Conheço pessoas que tocam há muitos anos na igreja e simplesmente não conseguem tocar se não houver “a folhinha” em sua frente. Mas sabe o que é isso? Insegurança. Você pode sim meu irmão. É só se esforçar um pouquinho que vai. Faça o que te falei: tente ir tocando aos pouquinhos e memorizando, mas depois largue a cola…

Quando comecei a tocar em grupo de oração eu sempre ficava com o louvemos do meu lado. Até aí normal, pois muita gente faz isso. Mas sabe onde perdemos com isso? Deixamos de ganhar na qualidade de condução do grupo e até mesmo “no sentir da música”. Não vemos a expressão das pessoas e com isso o RHEMA fica comprometido. O RHEMA é a direção de Deus. É preciso sentir isso… ver como está fluindo o grupo. E quando ficamos presos somente nas cifras deixamos de observar isso.

Da mesma forma na missa: se ficarmos olhando o tempo inteiro para o louvemos, partituras, etc, deixamos de observar a riqueza que está acontecendo no altar. Quantas vezes eu no momento do ofertório fiquei olhando para as cifras e tocando, enquanto o padre lavava suas mãos para o momento que viria a seguir: o sublime momento da transformação do pão e vinho em corpo e sangue. E também não olhava quando o padre levantava as oferendas ao céu e oferecia-as a Deus Pai. Eu perdia a chance de ver essa maravilha.
São gestos e ritos lindos que poderíamos aproveitar melhor, olhando e se apaixonando pela riqueza da liturgia. No entanto, estamos ali exercendo nosso ministério, porém de cabeça baixa e com medo de errar os acordes.

Não será o caso de ousar um pouquinho mais? Você pode meu irmão. Se até eu consegui (pois achava que não ia conseguir nunca) todos podem conseguir.

Da mesma forma os cantores. Eu já presenciei por exemplo o seguinte: o irmão sabia muito bem cantar a música, mas por estar com o folheto em mãos preferia ficar lendo e cantando “quadradinho” para não errar. Ou seja, a dinâmica fica comprometida. A unção fica comprometida. E a emoção que poderíamos dar não é a mesma.
Tente decorar. Decorar é isso: “de-cor… de-coração”.
Posso apostar que seu canto será lindo e mais frutuoso!

Finalizando: os louvemos, cifras e partituras, folhetos de missa, serão sempre bem-vindos, mas não podemos ser escravos deles!

Deus abençoe!
Jorge

26 de Agosto de 2008

Você se cobra muito?

Arquivado sob: Grupo de Oração, Cantores, Coordenadores, Fé - Perseverança — admin @ 09:15

Sabe o que acontece? No início de nossa caminhada na igreja damos o sangue, trabalhamos duro e apesar das dificuldades estamos cheios de gás e nos sentimos felizes em servir à igreja e os irmãos. Porém, após algum tempo…. começamos a perceber que as coisas não mudam, notamos os erros que nunca são corrigidos, percebemos que nem todos estão se doando de coração e com a mesma entrega que nós. Em outras palavras, as coisas não estão caminhando da forma que nós gostaríamos que caminhassem. Com isso, acabamos nos decepcionando muito com as pessoas e com os acontecimentos. Vamos nos chateando, nos entristecendo e desanimando…. e aí uma gota de esperança: começamos a nos cobrar! Achamos que se tudo está acontecendo é por culpa nossa, que poderíamos estar mais firmes, com a vida de oração mais intensa. Chegamos a dizer que é culpa nossa o grupo de oração estar vazio, pois se eu tivesse rezado mais as coisas estariam diferentes. Dizemos ainda que se as pessoas saem da igreja é por culpa nossa, pois não soubemos acolher e acabamos explorando os irmãos.

Querido irmão, não se cobre tanto. Lembre-se que Deus está vendo o seu esforço. Ele não quer vê-lo triste, desanimado, sofrendo…
Se Ele te chamou é para uma missão em que sabia que não era fácil, mas acreditava que você poderia ser feliz com ela. E isso é possível!
Se você se cobrar demais daqui um tempo você vai fazer parte dessas estatísticas: “mais um que antes caminhava na igreja e hoje saiu…”

Não queira ser perfeito. Só Deus é perfeito. Às vezes as coisas não caminham da forma que gostaríamos mesmo. Isso é natural, é assim a caminhada.
Até Jesus precisou mudar seus planos. Lembra-se daquela mulher que pedia por sua filha e Jesus disse que não era certo tirar a comida dos filhos para dar aos cachorrinhos? Ou seja, Jesus tinha outros planos primeiro. Mas diante da insistência daquela mulher Jesus se compadeceu e mudou tudo. Atendeu o seu pedido…

É isso o que acontece. As coisas mudam… Não se cobre tanto.
Lógico que precisamos buscar sempre melhorar e crescer, mas também seja grato e feliz com aquilo que têm feito. O que você já faz na Igreja já é motivo de alegria para Deus. Ele se alegra com o seu serviço e com o seu ministério, pois o Senhor sempre se lembra do seu SIM.

Não ache que você não está fazendo as coisas direito. Claro que está. Mas a caminhada é feita de mudanças, assim como a passagem acima…
Quem se cobra demais corre o risco de entrar em depressão, de achar que não é capaz e que não é digno de estar na comunidade. E preciso dizer que você é digno sim, porque foi Jesus quem te chamou: “não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi”. (está no evangelho de João, capítulo 15).

Não diga que não valeu a pena o que você fez. Não diga que você não tem mais o que dar. Não diga por favor que você não sabe fazer nada.
Todos são chamados. Todos são amados e Deus está de braços abertos.

Não esquente sua cabeça. Cobrança demais gera estress…
Sinta-se feliz com o pouco (ou o muito) que você faz. Se der pra fazer mais ótimo, mas respeite seus limites, pois Deus mesmo respeita.

Deus abençoe!
Jorge

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