A finalidade de um seminário de vida plena no Espírito Santo é levar os participantes ao batismo no Espírito Santo.
Em outras palavras aprofundamos nossa espiritualidade, de tal forma que criamos uma intimidade com o Senhor.
Geralmente os seminários seguem um padrão e vamos ao “esqueleto”, ou seja, como ele é feito:
São 9 encontros, onde a cada semana é abordado um tema.
Normalmente os temas são:
1º Encontro: O semeador
2º Encontro: O amor do Pai
3º Encontro: Pecado e Salvação
4º Encontro: A fé e a conversão;
5º Encontro: O Senhorio de Jesus
6º Encontro: Nossa Senhora
7º Encontro: Perdão
8º Encontro: Espírito Santo
9º Encontro: Vida em comunidade
Os temas podem se diferenciar, porém o mais importante é fazê-los bem e levar os participantes à uma vida espiritual mais rica e profunda.
Ao término de um Seminário de Vida sempre esperamos que no grupo de oração apareçam mais participantes, mais servos… por isso o trabalho deve ser contínuo, ou seja, formar o povo, a aplicação dos carismas… tudo isso não pode ser perdido. Tanto que, para dar um bom andamento ao grupo é necessário criar em seguida um Seminário de Dons, ou seja, um seminário para aqueles que já participaram do seminário de vida.
Bom, voltando ao Seminário de Vida: é importante que o ministro de música saiba como conduzir cada dia.
Por exemplo: não tem cabimento no 5º encontro, onde fala-se sobre o Senhorio de Jesus você falar apenas de perdão. Até porque esse tema ainda será abordado em outro dia.
Um bom ministro de música estudará os temas de acordo com a Palavra de Deus. Pegará as leituras mais indicadas e rezará com elas. Conduzirá todo o grupo sem se desviar do tema central. Os músicos criarão o clima perfeito para que o pregador venha com a mensagem de Deus para nós.
Se você estudar antes, verá que é possível separar músicas que falem a respeito do tema. Quer um exemplo? Seria legal colocar a música “Invocamos”, do Eros Biondini, no dia do Senhorio de Jesus. Outra música interessante seria aquela do Vida Reluz, “Declaramos”, pois ela diz “declaramos Jesus é o Senhor, pois com grande amor veio salvar…”
Então, além de termos as leituras na cabeça e as músicas mais apropriadas, com certeza o seminário fluirá como uma benção.
No meu ponto de vista a efusão do Espírito Santo deve acontecer em todos os encontros, inclusive nos dias de grupo de oração quando não há seminário.
É claro que muitos precisam de formação, a fim de entenderem o porquê das coisas e até mesmo para não se assustarem. No entanto, é nosso papel clamar o Espírito Santo. É nosso papel querer um reavivamento a cada encontro.
Ninguém é obrigado a concordar, mas particularmente me entristeço em saber que muitos de nós deixamos para fazer a oração somente no último dia do seminário, pois assim corremos o risco de não contar com a presença de todos. Assim, estamos dando mais valor apenas para o último encontro.
Você poderá me dizer que é preciso passar por um trabalho primeiro para depois receber a efusão, mas me desculpe, pois não concordo. Se lermos o livro dos Atos dos Apóstolos veremos Pedro dizendo “pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?”
Em todos os encontros precisamos de uma porção redobrada do Espírito Santo. Em todos os encontros precisamos do batismo e clamar a efusão. Assim nosso grupo será diferente, nosso seminário será diferente. Todos vão querer participar, porque sabem que ali SIM, sente-se a presença e a força de Deus.
Não é uma questão de dignidade, pois não somos mais merecedores do que os outros. Mas o fato é que as vezes colocamos regras demais, freamos a ação do Espírito, mas não podemos fazer isso.
Conduza de maneira diferente. Toque, cante diferente… Os músicos precisam experimentar do Seminário também.
Vocês não estão ali simplesmente para tocar e pronto. Não!
Já vi seminários que fazem momentos de partilha após (ou antes) da pregação, porém nesses momentos os músicos até saiam da igreja, pois diziam que “seu trabalho” naquele momento era aguardar. Imagina!! Os músicos precisam SIM, participar de todos os momentos, precisam de beber da graça, pois não somos cristãos-garçons.
Não estamos ali de enfeite.
Às vezes sinto falta de ver músicos clamando o Espírito Santo. Vejo muitos tocando… e até tocando bem…. muitos cantam com lindas vozes, mas não vejo o ardor, o desejo, a sede do Deus vivo….
Eu quero participar de grupos de oração e seminários, onde ao eu olhar para os músicos eu veja pessoas com desejo intenso de Deus. Que fecham seus olhos, que levantam os braços, que cantam do fundo da alma dizendo: “vem ó Espírito Santo”. Pessoas que de fato querem isso para sua vida.
Não basta simplesmente fazer uma segunda voz ou um solo… ser bom de técnica nessas horas não é o que faz diferença. E para falar a verdade, as pessoas que estão na igreja não estão muito preocupadas com a sua técnica. Elas querem mesmo é saber se com a sua técnica você é capaz de levá-las a Deus.
Esse é o seminário de vida verdadeiro.
Acho que ainda há muito o que se comentar sobre esse assunto. Pretendo continuar em breve….
Deus abençoe!
Jorge