26 de Janeiro de 2010

Ministério de Música Dividido

No evangelho de Mateus (Cap12, vs25) vemos Jesus dizendo o seguinte:
“Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir…”

Quando eu li isso “reino dividido” me veio a inspiração de falar sobre os ministérios de música que estão divididos. Não é raro vermos brigas e disputas dentro do mesmo grupo. Pessoas que discordam a tal ponto sobre um assunto específico que acabam mexendo até mesmo com a amizade.
Deveríamos deixar Jesus penetrar verdadeiramente nosso ministério e fazer com que toda essa divisão caia por terra.
Pense no seguinte: se o seu ministério está dividido hoje com certeza ele não vai durar muito tempo. Por isso, mexa-se enquanto é tempo. Se você ama o seu grupo, os seus, faça alguma coisa. Não fique lamuriando ou batendo de frente, pois não vai adiantar, aliás, só vai aumentar a briga.

Os instrumentos vão passar, toda a técnica vai cessar. Quem deve fazer a primeira ou segunda a voz também é secundário. O amor vai restar no final das contas. Só o amor…
As vezes briga-se por não dar o braço a torcer, outras por conta do mal comportamento de um servo. E ainda temos aquele famoso problema: do servo que não tem comprometimento e seriedade. Aí o coordenador se desgasta, os servos mais fiéis se desgastam, todo mundo se estressa e o ministério começa a rachar.
São tantos os motivos da divisão que não daria para citar. Mas o fato é que o Inimigo fica bem feliz com tudo isso.
Parece que aquele que precisa ler a mensagem nunca lê… mas talvez seja isso: somos nós que precisamos de sabedoria, somos nós que precisamos abrir o coração. Acabar com essa mania de que sempre é o outro que precisa mudar.

Sei lá, talvez seja isso…

De uma coisa eu sei: a Palavra sempre nos ensina a unidade…

Deus abençoe!
Jorge

3 de Dezembro de 2009

Não leva jeito para música

Após responder uma pergunta de uma irmã achei que seria interessante escrever um artigo a respeito: sobre aquelas pessoas que tem vontade de cantar na Igreja, mas que por um motivo ou outro não iniciaram ainda, talvez por não terem ido atrás, por terem sido impedidas, ou quem sabe até mesmo consideradas incapazes.

Acontece o seguinte: o sol nasceu pra todos. A mesma chuva que cai sobre mim cai sobre você também. Por isso, não tem essa de um ser melhor que o outro, por isso não devemos nos desvalorizar e muito menos desvalorizar aos outros.
Eu acredito sim em DOM. Há pessoas que realmente nasceram com um DOM para alguma coisa, no caso aqui vou me referir à música. Conheço pessoas que trazem um talento musical desde crianças e isso é incontestável. No entanto, elas não são as únicas aptas para fazer parte de um ministério de música. Eu por exemplo sou fruto do esforço, da pura vontade de querer aprender, pois sinto muita dificuldade. Muitas vezes até hoje penso que realmente não levo jeito para coisa, mas meu amor pela música é maior.

Não sou bom tecnicamente, mas também não sou plenamente leigo no assunto. E acho que é a partir daí que podemos entender se podemos ou não ingressar em um ministério de música. Precisamos ter a humildade de reconhecer quando não levamos jeito com a coisa. E aí temos duas alternativas: ou corremos atrás de aprender direito, fazendo aulas e estudando (se dedicar mesmo!) ou desistimos e passemos a servir em outro ministério.
Há pessoas que têm dificuldade ao extremo, não conseguem perceber quando estão desafinadas, fora do tom, etc. E para quem não corre atrás (estudar e praticar bastante) isso dá muito trabalho de resolver. E preciso ser franco: acaba atrapalhando os irmãos mais experientes e por mais que tenham boa vontade de ajudar e ensinar ainda tem o nosso próprio lado de se dedicar de verdade.

Tem gente que confunde as coisas. Acha que porque está na Igreja não precisa “de tanto assim”. Ora, como assim “tanto assim”? Deus merece o melhor.
Em todos os lugares vemos músicos profissionais, cantores cada vez mais buscando técnicas apuradas, aparelhagens de primeira, com tecnologias cada vez mais avançadas e pessoas que realmente entendem do que estão fazendo. E achamos que só na Igreja “não precisa disso” porque Deus é amor, Deus é simplicidade…. Ah, me desculpa…. não concordo mesmo, faça-me o favor.

Sim, Deus é amor, é simples e todas essas coisas que sabemos, mas MERECE O MELHOR. Precisamos de músicos que se dediquem e que na medida do possível busquem aperfeiçoamentos. Claro que citei algumas coisas um pouco além, mas é que precisamos abrir esse leque e ter mais visão das coisas e não simplesmente ficar fechados em nosso mundinho, na mesmice.
Não estou pedindo ou alegando que equipamentos caros são os melhores ou ainda que só os músicos formados em faculdade que devem tocar na Igreja. Não é isso… um bom entendedor: sabe do que estou dizendo.
Se pudermos alcançar tudo isso, ótimo. Até porque entendo que também falamos em dinheiro quando pensamos em tudo isso. Mas o ponto essencial de tudo isso é o seguinte: Deus merece o melhor. Se o nosso melhor hoje é fazer aulas de violão, que façamos. Se nosso melhor é aprender técnica vocal, aprender a não desafinar, ensaiar, etc, então é isso, que possamos ir atrás.

Quem tem maior experiência com a música reconhece logo de cara quando alguém não leva jeito. Mas tenho certeza que um bom músico, ou seja, aquele que tem espírito de companheirismo e compreensão nunca irá dizer palavras de desaprovação ou desesperança. Ele será realista dizendo que será difícil, mas não impossível, bastando estudar e ter paciência.

Uma última questão. Há muita gente boa com vontade de cantar e tocar na igreja, mas ainda não o fizeram porque não receberam o nosso convite. Porém, nem sempre os músicos da igreja sabem da vontade desses irmãos. Temos aí duas questões então: nós que precisamos convidar mais os irmãos (fora que precisamos ter a boa vontade de ensiná-los) e também esses irmãos, que devem vir atrás. Tomar coragem mesmo e ir conversar com o ministério de música, com os responsáveis ou líderes. Se for o caso conversar com o padre (pois muitas vezes ele é o responsável pelas equipes de canto da paróquia).

O irmão que tem o desejo de cantar na Igreja e ainda não sabe nada deve explicar sua situação para quem de respeito. Não tenha vergonha. É como diz o ditado: “estrada de mil léguas começa com o primeiro passo”. Então é assim: devagarzinho, estudando, praticando, ensaiando… Tem que ter muita paciência também, pois as vezes o aprendizado leva tempo e parece um caminho de pedregulhos. No meu caso por exemplo achei que não ia aprender nunca. Achava difícil demais tocar violão e julguei muitas vezes dizendo que não tinha nascido para isso.

Uma outra consciência que o irmão que está começando deve ter a seguinte: não é porque você acabou de entrar em uma escola de música ou foi chamado (ou aceito) para ensaiar com um ministério de música, que você já será o responsável em cantar o salmo da missa, ou ainda será o vocalista principal, etc. Calma! Tudo tem o seu tempo. Aliás, seria de grande discernimento se nunca quiséssemos almejar nada. Nada de querer entrar para o ministério só por ter o desejo de um dia ser aplaudido.
É como sempre digo aqui: Jesus nos ensinou a buscar o último lugar. (Lc 14,9).

Levar jeito ou não para música é uma questão de ponto de vista. Melhor é não julgar isso, pois o tempo prova muita coisa.
E Deus sempre capacita seus escolhidos.

Deus abençoe!
Jorge

24 de Novembro de 2009

Apenas um convidado

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 09:01

Fiquei muito feliz quando recebi o convite de um amigo, me chamando para cantar na missa em sua comunidade. E além desta honra ele me pediu uma ajuda para escolhermos as músicas que seriam cantadas. Bom, passei o repertório pra ele e deixei claro que eram apenas sugestões, no qual ele tinha todo o direito de acatar ou não. Tanto que nem todas as músicas foram de fato escolhidas.

Bom, com essa introdução eu quero dizer o seguinte: quando nós somos convidados para alguma coisa, seja para tocar, cantar ou ajudar em algo, nós somos apenas convidados… simplesmente convidados… temos que saber o nosso lugar. Não temos que achar que porque fomos chamados temos algum direito de mudar as coisas. Não é porque fomos gentilmente lembrados que somos mais importantes que alguém. Não! Vamos lá, façamos o nosso trabalho, agradecemos e é isso, ponto final.

Acontece que vemos brigas desnecessárias por causa disso. São irmãos que se consideram importantes demais a ponto de dizer: “Ok, eu vou tocar com vocês, mas apenas se eu fizer aquele solo….” ou “…apenas se eu cantar o salmo…” ou ainda: “… só se cantarmos tal música….”
É triste vermos esse espírito (desculpe-me dizer, mas…tão pequeno).
Ah, ainda tem aqueles casos de “pecuinha”, por exemplo: “Ok, eu toco com vcs, mas apenas se fulano não tocar…” ou “só toco se fulano cantar comigo…”

Parece até brincadeira, mas existe sim esse tipo de imaturidade. Por isso, da importância de alguém mais experiente, um líder…

Jesus nos ensinou que quando formos chamados para uma festa devemos nos sentar nos últimos lugares, então o dono da festa nos verá e nos chamará para um lugar mais a frente. Deu pra entender não deu?
Nada de querer aparecer. Quando somos chamados de “convidados especiais” significa que somos queridos e fomos lembrados carinhosamente pelos nossos amigos. Convidado especial não significa especial por suas qualidades técnicas ou por sua voz maravilhosa. Não é nada disso.

Ah, outra coisa importante: quando somos convidados (pelo menos eu penso assim) devemos nos comprometer por inteiro, ou seja: precisamos ensaiar também, não apenas chegar na hora para cantar. Também devemos ajudar nos preparativos, ajudar a montar os instrumentos, aparelhagem técnica, etc. Quando acabar a missa (ou grupo de oração, evento, etc) também devemos continuar ali, ajudando, arrumando tudo. Nada de ir embora e dizer “minha parte terminou…”

E vejam que interessante: aquele que tem a voz bonita ou que toca bem é até lembrado, mas não do mesmo jeito que aquele irmão que partilha de todos os momentos.
Um “Obrigado” aos irmãos que nos convidaram também faz muita diferença viu? Nunca se esqueça disso. Mas que seja sincero, de coração… pois a missa não foi mais bonita apenas por nossa participação. Seria muita demagogia da nossa parte pensar assim. A missa foi mais bonita, o grupo foi mais bonito pelo sim verdadeiro de cada coração que ali trabalhou, que preparou o evento, a celebração e por todas as pessoas presentes. Tudo ficou mais bonito devido ao empenho, dedicação e esforço de cada um.

Nós por nós mesmos não somos nem uma gotinha nesse oceano. Busquemos o último lugar, que é o nosso verdadeiro lugar.

Acredito fielmente que trabalhando dessa forma, sempre com zelo e consideração aos irmãos só temos a ganhar.

Deus abençoe!
Jorge

22 de Agosto de 2009

A Música no Céu

A canção que eu acredito que será ouvida no céu será aquela do amor, ou seja, a canção dos puros de coração.
Quem estiver no céu verá a glória do Senhor, verá cânticos de adoração em sua maior pureza e com toda a sua essência.

Não estaremos preocupados em quem vai tocar, quem vai ministrar. Não estaremos preocupados com os vocais, se haverá bateria ou teclado.
Não olharemos para o braço do guitarrista para ver o solo que ele estará fazendo, pois entenderemos de uma vez por todas que o mais importante e centro de todas as coisas será o Rei Jesus.
Ninguém vai lembrar de técnica, pois a segunda voz aparecerá naturalmente. Essa segunda voz é a voz da alma…

Faremos parte de um único coral, onde aprenderemos com os anjos o que é a verdadeira adoração.
Veremos Maria Santíssima e todos os santos.
Veremos nossos entes queridos e amigos que tanto amamos.
E na mais linda troca de olhares veremos que tudo valeu a pena.

Ouviremos o mais belo cântico em línguas, que resplandecerá com toda a força.
Os puros de coração verão a Deus e os que lutaram pela justiça serão saciados.

O nosso lugar é o céu. É ali que eu quero cantar…
Eu não sou digno e nem merecedor de nada, mas é o que eu acredito e onde eu quero viver.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Agosto de 2009

Músicos e a Cura Interior

Acredito que nunca esquecerei de um retiro que participei certa vez, pois após um momento de oração um irmão disse assim pra mim: “quando eu orava por você eu via saindo de você claves e notas musicais, porém elas se partiam ao meio, caindo gotas de óleo… então perguntei a Deus o que era aquilo no qual tive o discernimento que era a cura que você deve levar através de sua música…”.
Com isso, quero dizer que todos nós músicos somos portadores desse dom, dessa cura que deve chegar aos irmãos, mas em especial me refiro à cura interior, pois ela não apenas cura nossas feridas, mas também nos liberta de toda espécie de mal.

Todos nós temos necessidade de cura interior, pois trazemos feridas internas, por vezes ocultas e que podem nos influenciar negativamente em nossas ações e também em nosso comportamento, uma vez que permanecem em nosso subconsciente.
Podemos chamar essas feridas de traumas, pois se manifestam em nós de diferentes maneiras, como ódio, angústia, desânimo, etc.

A cura interior pode ser instantânea sim, mas muitas vezes é demorada, pois o trabalho a ser desenvolvido leva-se dias, semanas, meses…
É preciso muita abertura para se alcançar a cura interior. É preciso muita renúncia e transparência com Jesus. E particularmente eu recomendo uma boa confissão antes de fazer qualquer experiência de oração.
A cura interior é pedir a Jesus que retorne à época em que fomos traumatizados e cure todos os nossos traumas, inclusive os efeitos que eles causaram.

Você músico, ministro, que deseja ser um ministro da cura interior precisa mais do que nunca ser íntimo de Jesus. Nosso tocar e cantar pode ajudar e muito, mas sempre quando agimos de coração reto, quando oramos com as pessoas, quando temos compaixão e somos instrumentos nas mãos do verdadeiro artista.

Sim, eu acredito piamente que uma pessoa pode ser tocada e curada através da música, pois está aí a musicoterapia que não me deixa mentir, mas além disso, nós musicistas de Deus, temos que levar nossa música de maneira diferente: o evangelho em forma de música, a voz de Jesus em forma de música, o toque de Deus em forma de música.
Quando nossa voz se abrir nossa alma também deve cantar, pois a verdade que existe em nós faz muita diferença para quem precisa da cura.

Falar da cura interior sempre será um assunto extremamente extenso, por isso deixo aqui essas poucas palavras, mas que espero que ajude a todos.
E que o próprio Espírito Santo nos esclareça todas as coisas, nos dê a docilidade necessária para saber viver a cada momento.

Lembre-se: essas notas musicais com óleo são o bálsamo de que muitos precisam, por isso tenha zelo pelo dom maravilhoso que Deus lhe deu. É Jesus que cura e nós somos apenas um canal…

Deus abençoe!
Jorge

15 de Julho de 2009

Exercício Espiritual

Eu considero uma revelação o que o Senhor me concedeu hoje, pois eu estava dormindo (no ônibus.. rss…) quando tive um sonho (isso mesmo, sonhei dormindo no ônibus, rss…), mas o fato é que a imagem era seguinte:
Papéis, como post-its (sabe aquele papelzinho amarelo de anotar recado? Então…).
E nesses papéis haviam passagens bíblicas, onde a cada dia eu podia ler um trecho. E o detalhe é que estavam em lugares específicos: como dentro da carteira, em cima do telefone, na geladeira, etc…
Com isso eu já não sei se eu estava acordado ou em próprio sonho tive o discernimento: O Senhor quer que tenhamos um contato maior com a Palavra.

Sabemos que muitas pessoas alegam não ter tempo para ler a bíblia, por isso esse exercício espiritual pode servir pra você.
Então minha dica (ou minha receitinha de bolo) é a seguinte:

Você pegará três pedacinhos de papel.

Em cada papel você anotará uma passagem bíblica, com o trecho e a indicação. Alguns exemplos:
- Até aqui nos ajudou o Senhor” - I Samuel 7,12
- Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi - Jo 15, 16.

E assim por diante…

Mas o detalhe importante aqui é o seguinte: separe apenas 3 pedacinhos de papel! Não mais que isso.

Você mesmo pode escolher as passagens. Não há regras quanto a isso. Simplesmente escolha algum versículo do livro que você quiser.
De repente alguma passagem que lhe chamou a atenção ou tocou o seu coração, não importa. Pode ser um versículo de um Salmo ou do Evangelho. Você escolhe!

Bom, após ter os três papéis em mãos você deixará cada um em um lugar diferente. Por exemplo:
- o primeiro papel você deixa na sua carteira
- o segundo você deixa próximo ao computador
- o terceiro junto ao celular.

Enfim, os locais você também pode escolher a vontade.
A regra é que os papéis fiquem em lugares VISÍVEIS, onde você não terá como passar por eles e ficar despercebido. E obviamente a idéia é que você leia esses papéis.

Então, durante o dia você (quando tiver tempo) fará a leitura desse papel.
Imagine que você está em seu ambiente de trabalho. Sabe quando você dá aquela pausa para beber água ou ir ao banheiro? Então, nessa hora você vai dar uma olhadinha no papel e fazer a leitura (de preferência em voz alta falando apenas para você mesmo).

Caso, você precise usar a carteira por exemplo, logo de cara bateria os olhos na leitura bíblica e o procedimento é o mesmo: ler em voz alta para você mesmo.
Imagine vc dizendo: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”.

E mais legal ainda se você disser no final a citação bíblica. Então ficaria assim:
“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi. Evangelho de João, capitulo 15, versículo 16″.
Deu pra entender? É fácil e simples…

Esses papéis você manterá com você por uma semana, no máximo 10 dias. (Depois você pode jogá-los fora, ou melhor, se quiser pode dar à alguém…. E ainda: se estiver fazendo esse exercício espiritual junto com outra pessoa vocês podem trocar os papéizinhos. Não seria legal?).

Bom, aí você começa tudo de novo, escolhe outras três passagens bíblicas, anote e guarde nos locais desejados (que poderão ser inclusive trocados).

Qual a idéia disso tudo? Trata-se de um exercício espiritual.
É simplesmente um pouco mais de contato com a Palavra de Deus. Um pouco mais de aproximação com o Senhor.
Talvez você tenha no coração um desejo de ler mais a bíblia, mas nunca encontra tempo.

E essa é uma forma de te ajudar, e lhe digo: não é nada demais e nem precisa exigir tanto de você mesmo.
Não queira fazer várias passagens bíblicas ou todo dia uma leitura diferente. Comece degavar, dessa forma, assim você não desanima e nem desiste.
Se você for rígido com você mesmo, se colocar como obrigação aí não adianta… você vai achar chato, maçante e logo desiste… tenha esse exercício espiritual como algo prazeroso e sem obrigações. Não é nada impossível, por isso faça essa experiência!

E tem mais: lendo por dias seguintes você acabará memorizando algumas passagens. Isso é muito legal também.

Depois me conte a experiência. Não coloque empecilhos sem antes ter começado. Não diga que vai ser chato ou que não adiantará.
Fala o teste. Faça a experiência! E depois você nos diga o que você achou… Testemunhe aqui as maravilhas que o Senhor realizou em sua vida.

Tenho certeza que todos gostarão de ver o seu testemunho aqui no site.

Deus abençoe!
Jorge

2 de Julho de 2009

Músicos estacionados

Deus quando toma uma decisão Ele não brinca ou fica em cima do muro como nós, por isso se você recebeu o chamado para servi-lo, seja na música ou em outro ministério acredite: é pra valer! Deus vai te capacitar e te dar tudo o que for necessário para que você cumpra BEM a missão.

Lembro que certa vez liguei para um irmão chamando-o para cantar comigo em uma missa e então ele disse:
“Ah irmão… vc sabe como está minha situação… EU ESTOU PARADO… não estou mais cantando no grupo de oração e até mesmo na missa raramente apareço… nem m e considero mais músico…”
E eu (insistente como sou) repliquei: “Mas irmão, como você me fala uma coisa dessas? Vc pode até estar passando por um momento difícil, mas não diga isso. NÃO DIGA QUE NÃO É MÚSICO E QUE SEU MINISTÉRIO ACABOU, porque Deus age através de você. Esse é o ministério que Deus lhe confiou, é um DOM que Ele te deu..”

Bom, acabei não ganhando a discussão, porque de fato ele não aceitou o meu convite e estava super-desanimado. Mas também pudera, eu entendia e respeitei sua decisão. Eu acompanhei bem de perto sua caminhada. Era um irmão dedicado, realmente de Deus. Ativo na comunidade e estava presente em tudo o que podia. Chegou fazer parte de uma comunidade de aliança e tudo caminhava bem. Claro que existiam muitos ventos contras e as provações eram cada vez maiores, mas mesmo assim ele (e seus irmãos) perseveravam na caminhada. Até que aconteceram muitas coisas e resumindo a Comunidade se desfez, ele saiu do grupo e consequentemente houve um rompimento de suas atividades. Aliás, não apenas de sua parte, mas de vários integrantes… vários mesmo, que inclusive hoje estão afetados. Alguns já erguidos, outros se erguendo e infelizmente alguns ainda à se levantar. (E com fé em Deus haverão de superar).

Com essa introdução eu quero dizer o seguinte: muitas vezes nós músicos usamos essa expressão: “Estou parado, não estou mais tocando, cantando…”
Meus irmãos, eu faço um apelo agora: não diga mais isso, que está parado, pois aquilo que Deus nos confiou é para valer. Na realidade também não sei explicar como deveríamos dizer quando não estamos exercendo o nosso ministério, mas o fato é que passamos por momentos de deserto, por momentos de silêncio e pelas mais diferentes experiências e tudo o que não podemos fazer é PARAR. Porque quando paramos de fato, esfriamos. E aí é difícil retomar, é difícil recomeçar, pois conhecemos um outro lado da história, onde já não temos obrigações, mas simplesmente confortos e prazeres, chegando até mesmo a pensar que “é melhor assim, longe da igreja…”
Nunca será melhor ficar longe da igreja! Pois a Igreja é o corpo místico de Cristo e não podemos ficar afastados.

Preciso ser bem transparente com vocês, pois esses pensamentos também me visitam, onde me coloco em dúvidas se de fato estou exercendo o meu ministério.
Por que digo isso? Porque alguns meses atrás eu (e meus irmãos) experimentamos uma dor muito grande e forte, que inclusive nos afeta hoje: o término do nosso grupo de oração. Só Deus sabe o que vivemos e o que passamos. Mas o pior é você terminar algo querendo continuar…. não estou me fazendo de vítimas, pois quem sabe a história sabe do que estou falando. Mas praticamente fomos forçados a encerrar nossas atividades. Foi muito dolorido e ainda é, mas acreditamos na Palavra que diz “tudo concorre para o bem daqueles que amam o Senhor”.

Então quando tudo isso aconteceu fiquei me perguntando: “E agora como vai ser? Como vou servir o Senhor e onde vou exercer o meu ministério? Onde vou tocar e cantar? Pois são as coisas que mais me apaixonei no exercício de servir a Deus…”
Contei com a presença forte e consoladora de minha esposa que sempre me apoiou e me deu forças dizendo: “Calma, Deus sabe tudo… Ele sabe o que é melhor pra nós”
Eu me sentia como um desempregado e que precisa sustentar uma família. Eu queria resolver as coisas rápido e inclusive pensei sobre esse site “Oficina da Música Católica”, no qual cuido com tanto carinho. Pensei: “serei um hipócrita em falar de servir na igreja se agora nem eu estou cantando mais… como vou falar de música se não toco mais o meu violão?…”

Como eu disse acima Deus não brinca e se nos chamou é para valer, por isso tenho aguardado em paz, mas atento, pois Deus sempre fala. E o mais incrível e maravilhoso é que após essa enchurrada de acontecimentos o meu site passou a ser mais acessado. Tenho recebido o triplo de emails que recebia. Estou sendo convidado para pregar em muitos lugares e justamente para falar aos ministérios de música. E sendo bem sincero acabo questionando o Senhor dizendo: “mas Senhor, justo agora o Senhor me chama? Não seria melhor eu me acertar primeiro? Me firmar em um ministério e na comunidade?” Mas a certeza que chega ao meu coração é que todos esses chamados são respostas do Senhor, como que dizendo: “Veja, o seu ministério não acabou. Quem disse que acabou? Foram homens? Eu o Senhor não disse isso, por isso continue… continue a evangelizar… tudo ao seu devido tempo…”
E isso me conforta muito porque lembro da Palavra que diz: “existe um tempo pra cada coisa (Ecl 3)”

E assim tem sido irmãos… vou caminhando, pois se o Senhor colocou essa certeza no meu coração então devo continuar. Continuar evangelizando na certeza que não estou sendo hipócrita, muito pelo contrário, procuro dar à vocês alguma ajuda, qualquer dica, tudo o que eu puder colaborar, pois “de graças recebestes, de graças dai…”

Você pode até estar estacionado, mas não parado, pois são coisas bem distintas. Existe uma grande diferença nisso. Estar estacionado é estar por algum tempo, mas existe uma certeza de recomeçar. Estar parado e sinônimo de abandonar, de não querer mais. E olha só: quem se apaixona pelo Senhor de verdade não pensa em abandonar tudo, pois “um verdadeiro adorador não volta atrás”, como nos diz o padre Roberto da Toca de Assis.

Se alguém me pergunta o que estou fazendo na igreja eu digo: “estou caminhando irmão… devagarzinho, mas eu vou…”
Vamos caminhando na graça, pois o apóstolo Paulo também nos ensinou isso: “Só a graça de Deus já nos basta…”

E quero terminar dizendo a vocês o mesmo que tenho ouvido do Senhor a cada dia:
“O seu ministério não acabou. Quem disse que acabou? Foram homens? Eu o Senhor não disse isso, por isso continue… continue a evangelizar… tudo ao seu devido tempo…”
Eu Jorge, não posso lhe dizer quanto tempo vai demorar essas turbulências, mas posso dizer uma coisa: fomos escolhidos e somos amados. Não somos melhores que ninguém, mas se Deus nos escolheu é preciso ir até o fim… porque vale a pena!

Deus o abençoe!
Jorge

29 de Junho de 2009

Formas de ministrar

Vou tentar mencionar aqui quais são as formas de ministrar e então deixar claro que não existe um jeito único e certo de se ministrar.
Por isso, quando falamos em ministrar a música é preciso levar em conta alguns aspectos:

- Público alvo
Se estou ministrando para adolescentes que estão iniciando na caminhada ou adultos que são veteranos na igreja;
É muito importante pensar nisso, pois a dinâmica de condução é bem diferente.

Falando ainda em público alvo é preciso saber se você estará ministrando para músicos, intercessores, se é um retiro de cura e libertação, ou ainda se você estará diante de uma assembléia geral, ou seja, todos os tipos reunidos.

- Local
Trata-se de um local fechado? Por exemplo retiros específicos e tal….
Ou é na própria igreja, de repente antes de uma missa, com famílias presentes, etc…
Também precisamos ter esse discernimento, pois extravagâncias podem chocar as pessoas.

Bom, então vamos agora à parte mais direta da coisa, ou seja, quais são as formas mais comuns que tenho visto e os tipos de ministros de música.
Como eu disse acima não há forma única e exclusiva de se ministrar, mas o ideal seria o equilíbrio das melhores maneiras, ou seja, não ficar preso somente à cantar e tocar, mas também não ficar o grupo todo apenas orando, pois é preciso MÚSICA…. enfim, desejo que você encontre aquilo que mais agrade o seu coração e faça como nos diz a Palavra: “ficar com aquilo que é bom e descartar o resto…”

Ministro do louvor
Tem aquele ministro de música que tem seu foco principal na animação mesmo, no louvor, ou seja, seu ponto forte é saber lidar com as pessoas, fazer o clima ficar legal e etc. Tudo isso favorece para o momento de interiorzação.

Ministro da Oração
Outro tipo de ministro de música é aquele que se dedica mais à parte de orações, meditações e contemplações.

Ministro da Intercessão
Esse é um tipo de ministrar que me agrada muito. Por quê? Porque além de ministrar e saber orar o ministro de música como interceder pelo povo, pelas situações, enfim, ele põe a mão na massa mesmo. Ora de verdade!

Ministro Falante
É aquele irmão que as vezes esquece das dinâmicas que um grupo de oração deve ter e fica apenas falando… fala e fala…. e fala de novo… rsss.. Então canta-se uma música ou outra e torna a falar e falar….
Aqui é bom lembrar que já teremos um irmão para fazer a pregação, por isso tome cuidado para não deixar o grupo cansativo demais. Há pessoas que veem ao grupo após um dia de trabalho e já estão suficientemente cansadas para ficar em pé ouvindo tanto tempo.

Vários Ministros
Há grupos que usam uma maneira interessante de se conduzir. Eles colocam um irmão para ficar com a parte do louvor e outro para parte de perdão. Mais um fica com a parte do Espírito Santo e assim por diante.
Embora seja uma forma de interagir entre os ministros é sempre bom ter alguém para ser o “carro-chefe”, ou seja, ele será o responsável em olhar as extravagâncias de horários, se ninguém está querendo aparecer demais e por conta disso acaba se perdendo, etc…
Dá para se fazer bem feito, mas requer entrosamento entre os integrantes de ministério

Ministro de música mandão
Esse realmente é triste de se ver, pois é aquele que parece que está nos dando broncas, do tipo: “Vamos, vocês parecem que estão mortos… é por isso que as coisas não acontecem com vocês… é preciso orar, vamos gente!”
Muito cuidado com esse tipo de irmão. É preciso orientá-lo, pois por mais absurdo que pareça existe sim esse tipo de condução. É o irmão que sempre acha que está certo e que a vida dele é que é um exemplo de vida.

As formas de se conduzir propriamente ditas dependem muito da situação, por isso é preciso vida de oração e sensibilidade, pois podemos estar no meio de uma condução e o Senhor nos mostrar outros caminhos. Caso isso aconteça é preciso ternura e entrosamento com o ministério. Mostrar com jeito e simplicidade que poderíamos tocar tal música e etc. Sempre convidar as pessoas e nunca ordenar. Por isso precisamos também ter várias músicas “de backup”, já ensaiadas, assim não seremos pegos totalmente de surpresa.
Obviamente o ministro também precisa da sensibilidade para saber se os músicos sabem as músicas e se estão preparados para uma possível mudança de direção.

Algumas dinâmicas também são interessantes, como pedir para a assembléia imaginar um lugar bonito, tranquilo e então conduzir a oração.
Imaginar situações na própria bíblia também é legal, por exemplo imaginar-se presente no dia que Jesus ensinou os discípulos a orarem o Pai Nosso, ou quem sabe imaginar-se presente na ressurreição de Lázaro, ou ainda no dia que Jesus curou o cego….
Tudo isso vai depender também da sua criatividade, mas além de pedir ao Senhor esse dom é preciso colocar em prática. Experimente fazer sozinho primeiro. Ministre para você mesmo e veja o que pode ser melhorado.

Pegar músicas e fazer a assembléia meditar em cima da letra também é uma ótima forma de interiorização. Mesmo as músicas mais agitadas podem começar devagarzinho a fim de entendê-las com mais atenção.

Brincadeiras no momento do louvor também ajudam na abertura principalmente daqueles que estão triste ou com os corações endurecidos.
Mas aqui vale uma importantíssima observação: cuidado com os tipos de brincadeiras. Perceba se no meio da assembléia não há algum deficiente físico ou mental, se não há mulheres grávidas ou com crianças de colo. Se há idosos ou casais de namorados.
Tudo isso precisa ser analisado, pois certas brincadeiras podem causa mal-estar entre as pessoas. Imagine por exemplo uma situação onde você coloca várias duplas, uma pessoa de frente para outra. Aí você deixa um homem com uma mulher. Caso um dos dois seja comprometido fica complicado, é constrangedor… ou ainda: se você pega uma jovem carente ela já pode interpretar aquele momento de oração de maneira diferente.

Nossa intenção é sempre a melhor possível, mas nunca sabemos como está a cabeça das pessoas, por isso Discernimento!!!

Na hora de ministrar não cante tantas músicas inéditas, pois o povo se sente “por fora”…
Um amigo meu me disse certa vez: “Ah, eu fiquei tão sem graça quando fui naquele grupo de oração. Um não sabia nenhuma música…
Claro que o nosso papel é ensinar também, mas coloque músicas conhecidas a fim de todo mundo participar.

Intercale entre homens e mulheres cantando, por exemplo: “agora só os homens… agora só as mulheres

Detalhes simples também fazem toda a diferença. Por exemplo: se você pedir para as pessoas fecharem os olhos, não se esqueça de pedir para abri-los, pois o que parece óbvio para nós pode não ser para os outros. A mesma coisa serve quando você pedir para as pessoas levantarem os braços. Seja atencioso e não esqueça deles com os braços erguidos.
E mais: se você pedir para fechar os olhos ou levantarem os braços, não esqueça que você também deve fazer isso. Precisamos não somente dar exemplo, mas participar com eles… não estamos ali para mandar, mas para louvor e orar em conjunto…

Uma outra coisa que sempre acontece é pedir para as pessoas darem as mãos. E aí o ministro de música esquece que eles estão assim e começa a cantar uma música enorme. Em seguida começa a rezar e depois dá-lhe mini pregação… e os coitados lá de mãos dadas… Gente, é preciso discernimento. Já pensou se está numa época do calor: o irmão suando e não aguentando mais…

Olhe sempre para as pessoas. Não fique tanto tempo de costas ou simplesmente de lado para a assembléia. Lógico que Jesus é que precisa aparecer, mas precisamos desse contato também. É importante.

Irmãos, eu teria muito a mencionar ainda, mas espero que de alguma forma vocês gostem desse artigo. E mais ainda: que seja útil na vida ministerial de vocês.

Deus abençoe!
Jorge

22 de Maio de 2009

A arte de encantar

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 09:13

Minha esposa costumava brincar, dizendo que: “O Jorge canta e eu encanto…” e acredito que é isso mesmo: todo músico precisa ter em seu ministério a arte de encantar, ou seja, não estamos ali apenas como garçons, servindo nossa música e depois vamos embora. Mas através de nossas canções deveríamos ser capazes de encantar também, porque as pessoas ao olharem para nossa postura, espiritualidade deveriam olhar além e pensar: “realmente ele faz isso com amor, realmente isso vem de Deus…” e com esse pensamento voltar-se mais para Deus.

Aliás, onde estão os verdadeiros músicos? Aqueles que arrebanham multidões para o Senhor? Será que Deus já não está com saudades daqueles músicos? Que são justamente aqueles adoradores do Evangelho, que adoram o Senhor em Espírito e em Verdade.

É claro que é super-agradável ouvir um músico tecnicamente bom, afinal quem não gosta de uma boa música? Nossos ouvidos agradecem… ao mesmo tempo é insuportável ouvir alguém absolutamente desafinado e que você vê que não leva jeito com a coisa, mas que ainda por cima não faz nada para melhorar. Pois precisamos respeitar, entender e ter paciência com os que estão aprendendo, desde que vejamos neles a vontade de aprender e crescer. (Agora estou pensando em todos que ainda têm paciência comigo… Obrigado meus queridos…)

Mas o músico que, além de ser bom tecnicamente é capaz de encantar com a sua arte chega mais longe. Ele revela a beleza de Deus e devolve inclusive uma alegria que já não havia mais. Não é absurdo nenhum dizer que muitos já não acreditam mais… desistiram… cansaram… olham e percebem as mesmas coisas, as mesmas mancadas… quantas lutas e barreiras, quantas resistências. E obviamente se cansam de dar murros em pontas de facas. Infelizmente com isso só vemos mais baixas aparecendo, ou seja, mais ex-servos de Deus…

Mas o músico que na beleza da expressão reflete o Deus verdadeiro, o Deus vivo, muda tudo.
Encantar não trata-se apenas de executar nossa musicalidade com perfeição, mas como seres humanos mostramos o amor verdadeiro que há em nós. Não há vangloriosidade e nem exibicionismo, pois somos nós mesmos… a simplicidade mora em nós e estamos sempre perto das pessoas. Não nos achamos melhores que ninguém e sempre estendemos a mão, princialmente quando mais precisam de nós.
O músico que não dá as costas para os amigos, mesmo nos momentos mais difíceis… esse é o músico do coração de Deus. É o músico que tem em sua essência e em sua alma a arte de encantar.

O músico que encanta é aquele que é comunidade e não apenas um membro isolado. Não procura caminhar sozinho, mas procura dar sua contribuição no dia-a-dia, é dizimista, é conhecido pelo nome e não apenas como o “jovem que toca na missa”.
Ele é uma pessoa do povão, que não julga ninguém, que faz amizades e não se envolve com fofocas. Não está preocupado com o crédito que estão lhe dando, mas é humilde e tranquilo.

A arte de encantar consiste em trazer dignidade à vida daqueles que já não acreditam, que estão tristes e abatidos.
Ser do coração de Deus é buscar a pureza em todos os momentos, não apenas quando estamos com um microfone na mão ou na frente da assembléia.
Com isso as pessoas se interessarão mais por nós do que por aquilo que fazemos. E através de nós levaremos Deus até elas.
Nós por nós mesmos não somos nada, porém jamais podemos esquecer que somos imagem e semelhança de Deus.

Que a beleza da expressão habite a sua alma e que as pessoas ao olharem para você e seu ministério vejam que ali sim existe um ministro de música. Alguém que ama a Deus, que é apaixonado por Deus. E tudo o que faz é para honra e glória do Senhor.

Deus o abençoe!
Jorge

13 de Maio de 2009

Quando a música parar…

Há uma canção do padre Zezinho que diz assim: “quando Jesus passar eu quero estar no meu lugar…”.
E assim eu também quero dizer: “Quando a música parar eu quero estar no meu lugar…”
O que quero dizer com isso?
Que jamais poderemos esquecer de nossas raízes e temos que reconhecer onde é o nosso lugar. Quando acabar um show, um evento, aquele momento de “vc tocou demais hoje”, precisamos sempre voltar para o nosso ninho de amor, nossa casa, nosso grupo, nossa comunidade.
Assim Deus sempre colocará em nós a serenidade. Precisamos ser simples. Nosso Pai é simples.

Nosso lugar não é na frente de muitas pessoas batendo palmas para nós, pois não somos dignos disso.
Sim, eu entendo que somos merecedores de congratulações pela nossa entrega e dedicação, por todo o nosso conhecimento técnico, por tudo aquilo que aprendemos e estudamos. E com isso buscamos o melhor para Deus e para os irmãos.
Mas não podemos achar que todas as aclamações são justas e que sempre haveremos de merecê-las. Não… temos que fazer parte do Evangelho que nos ensina a busca constante do último lugar. “Buscai os últimos lugares… ” (Lc 14,9)

Quando a música parar é hora de refletir em minhas ações, é hora de perceber se passei dos limites, se deixei de ser eu mesmo enquanto cantava, tocava…
Quando a música parar é hora de voltar para a família, para o meu berço, minhas raízes queridas.
A família sabe de fato quem verdadeiramente eu sou, sabe de minhas misérias e limitações.

Em outras palavras é o momento da verdade, pois precisamos nos recolher e silenciar o coração e agradecer a Deus pelo que aconteceu. Através de nossa música muitos se alegrarão, choraram e foram tocados. A nossa voz chegou em lugares que jamais saberemos e a cura também aconteceu. Por tudo isso precisamos agradecer a Deus, pelo dom que Ele nos concedeu e pela oportunidade única que foi essa. Seja um grande show ou um terço rezando em família, não importa…

O fato é que quando a música para nós voltamos a ser nós mesmos. Não que mudamos de personalidade enquanto ministramos, mas ali somos um com o Espírito Santo que faz tudo através de nós, pois sozinhos nada podemos…

Em seguida é tempo de recomeçar, pois a missão não acabou… novos encontros surgirão, novas oportunidades, novas pessoas em nossas vidas, novos desafios… Deus nos confiará muitas missões ainda, por isso se não nos adestrarmos agora lá na frente não saberemos como agir.
Pense que sempre estamos passando por uma experiência que lá na frente será muito bem usada.

Que tenhamos sempre em nossa alma a mesma convicção do salmista, que disse:
“Não a nós Senhor, não a nós… mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade…” (Sl 115,1)
E assim reconhecemos que toda glória é para o Senhor e não para nós.

Deus abençoe!
Jorge

11 de Maio de 2009

Músicos renovados

Todo aquele que mergulha em águas profundas e experimenta da verdadeira riqueza do Espírito Santo não deseja mais voltar atrás…. em outras palavras há aquela frase do padre Roberto da Toca de Assis, que diz “um verdadeiro adorador não volta atrás”
Quando sentimos aquela vontadezinha (triste) de largar, abandonar tudo, de tristeza ou desânimo, não desista!!! Persevere…. a verdade é que precisamos cada vez mais mergulhar em águas mais profundas. Quanto mais nos aproximamos do Senhor mais precisamos de intimidade. Não adianta ir até certo ponto e achar que assim já está bom.
Nossos ministérios não podem se sentir satisfeitos em apenas chegar até certo ponto e parar, mas devemos cada vez mais avançar. Cada vez reunir um rebanho maior, cada vez mais buscar uma nova unção. O Espírito Santo é um só, mas a experiência com Ele é única e sempre nova, por isso não devemos nos acomodar.

Atualmente vemos pessoas desistindo de participar dos encontros, grupos de orações… e sabe o por quê? Porque as pessoas querem algo novo, buscam por experiências cada vez mais intensas. (E por isso muitas vezes acabam se perdendo com outras coisas).
Mas o fato é que uma vez em contato com esse “algo novo”, com certeza elas voltarão. Elas virão novamente em busca dessa água viva, pois elas pensarão assim: “ali sim, ali eu senti a presença forte do Espírito Santo”.

Não apenas cantar da boca para fora, não apenas mais um grupo de oração. Não apenas mais uma missa.
Mas a experiência única e profunda a cada encontro. Como se fosse o último dia de nossas vidas… clame o Espírito Santo com um canto novo, com a sua vida, com a sua voz…. beba e experimenta da graça novamente. Se abra a essa luz como em tempos atrás… lembre-se do quanto vc se alegrava com isso, do quanto isso te abastecia e renovava o ardor em sua alma.

Muitos querem também essa experiência. E posso dizer que isso também depende de nós.
A forma em que levamos a mensagem faz toda a diferença.

Não canse não meu irmão, não desista, não pule fora. As vezes é difícil mesmo por isso persevere. Lute!! Vc consegue! Há muito vento soprando contra, muitas vozes em nossas cabeças, muita gente dizendo para irmos ao contrário, que não adianta mais…. mas siga a voz do coração e acredite que o sopro do Espírito é muito mais forte, pois é aquele que dá vida. No livro de gênesis logo no capítulo 1 vemos que o Espírito pairava sobre as águas… e aparece justamente no capítulo 1 da bíblia, para que nos encorage e nos dê força.
Desejo que esse mesmo Espírito de força venha hoje sobre sua vida e seu ministério.

Deus abençoe!
Jorge

7 de Maio de 2009

Postura do músico

Nosso comportamento e postura sempre será alvo de comentários, mas principalmente quando chamamos a atenção, seja de maneira positiva ou negativa.
Músicos que tocam nas missas por exemplo: geralmente estão em um local onde toda a assembléia pode vê-los. Por isso, devemos nos policiar o tempo inteiro e tomar cuidado para que nossa postura não chame atenção. Músicos que ficam brincando, fazendo solinhos com seus instrumentos no meio de uma homilia por exemplo… certamente atrairão olhares…. músicos que deixaram para escolher o restante das músicas no meio da missa com certeza também chamarão a atenção.
Neste segundo exemplo o problema foi a desorganização, mas de qualquer forma também entra nesse contexto.

De nada adianta termos instrumentos e equipamentos de última geração, termos um ministério bem ensaiado e ótima qualidade técnica se nossa postura não caminha de acordo com aquilo que acreditamos.
O músico cristão tem uma missão diferenciada do músico que não toca na igreja. Sabe por quê? Porque até mesmo em nosso silêncio somos capazes de levar almas até o céu. Na medida em que demonstramos o nosso amor a Deus através de nossas ações muitos irmãos são tocados. A humildade e simplicidade de nosso viver pode trazer esperança à aqueles que já não acreditavam mais. O músico da igreja não é melhor que os outros, mas nossa missão vai muito mais além do que propriamente tocar.

No meio de um grupo de oração por exemplo: na hora da pregação o ideal é que o ministério de música participe, ouvindo atentamente o que o pregador diz. Até porque pode se fazer necessária nossa participação. De repente o pregador pede uma música, um fundo musical… mas não só por isso… nós também precisamos de reabastecimento, de um renovar de nossa espiritualidade. E muitas vezes quando tocamos nem sempre sentimos o que a assembléia sente, pois estamos ali trabalhando e nos doando. Algumas vezes mais preocupados em servir do que em sentir… E são justamente nessas horas em que temos a grande chance de beber da graça. No momento “do banco”, do silêncio, da escuta e interiorização… é a nossa oportunidade de ouvir o Senhor e por isso não podemos perder tempo.

Comportamento e postura no entanto, não significa apenas ficar sentadinho em silêncio, mas é muito mais que isso. É demonstrar o cristianismo que acreditamos e amamos em toda a nossa vida. Sendo pessoas alegres e bem-humoradas. (Nada pior do que ficar ao lado de alguém mal-humorado, não é verdade? Principalmente quando o irmão é da igreja. Aí ficamos até em dúvida do porquê desse irmão não se abrir à graça). Demonstrar o nosso amor a Deus em todas as nossas ações, mostrando compaixão quando necessário. Sendo gentis e educados, sabendo dizer “obrigado” ou “por favor”.

São coisas que trazemos do berço, da família e jamais poderemos perder. Aparentemente são coisas tão básicas que alguém pode chegar e me dizer: “Ah, mas isso todo mundo sabe e é o mínimo que devemos ser…”
Sim, mas o inimigo quer nos confundir e a vaidade nos visita a cada instante. O orgulho pode encher nossa cabeça de modo a deixarmos de lado todas essas coisas.

Ser da igreja não é ser carrancudo ou triste, muito pelo contrário… tem gente que acha que porque está na igreja não deve mais brincar… que deve mudar o seu jeito e ser uma pessoa séria… Não é nada disso… Eu devo mostrar com meu comportamento que tudo isso me faz bem, me faz mais feliz. Sirvo a Deus com liberdade, mostrando que sou inteligente e sei o que quero para minha vida.

A exemplo de Maria que disse “Eis aqui a humilde serva do Senhor…” eu desejo que em vossos corações esteja sempre essa certeza:
Quanto mais humilde e simples maior testemunho de vida eu tenho para dar.

Deus abençoe!
Jorge

27 de Abril de 2009

Escolhendo músicas para missa

Há padres que exigem de seus ministérios de música a execução de músicas exclusiamente dos folhetos de missa, pois esses cânticos seguem a liturgia, além de estar em unidade com toda a Igreja. No entanto, estaremos em união SIM com a Igreja, mesmo cantando outras músicas, porém seguindo a liturgia à risca. Por isso, vou relatar aqui algumas dicas de como escolher as músicas corretamente para missa.

É importante dizer ainda que, um bom músico não deve ser preguiçoso, ou seja, precisa saber de liturgia. Não tenha preguiça de ler, de estudar… Não estou dizendo que é preciso devorar todos os documentos da CNBB ou estabelecer regras rígidas, mas se queremos fazer algo bem feito é preciso conhecimento, pois a Palavra de Deus diz que o “povo peca por falta de conhecimento”. E fazer algo bem feito é sinal de nosso amor por Deus.

Bom, aqui no site Oficina da Música Católica você encontrará um link chamado “Formação”. Nele você verá uma sessão chamada “Igreja”, onde estão disponíveis alguns downloads de documentos importantes da Igreja, que ajudarão principalmente aos músicos, entre eles o Missal Romano. Olha só que legal…

Além de documentos propriamente ditos, há CDs, videos de formação, enfim, muita coisa boa para se ver e ouvir, onde é possível aprender muito e consequentemente saber selecionar as músicas para a celebração da Santa Missa de forma correta.

Então vamos as dicas na escolha das músicas:

1. Se você tiver condições de ter em mãos o folheto da missa antecipadamente, ótimo, assim já te ajudará bastante.
E como? Com o folheto você terá em mãos toda a liturgia, as leituras da missa, os momentos, etc.

2. Como eu disse é preciso um conhecimento (ainda que mínimo de liturgia), por isso não se esqueça do Tempo Litúrgico que vive a Igreja (se é quaresma, tempo normal, etc). Aliás, recomendo o link “Liturgia” aqui do site Oficina da Música Católica. Ali eu dou dicas importantes das músicas que podem ser utilizadas.

3. Prepare tudo antecipadamente. Nada de chegar 30 minutos antes da missa e selecionar as músicas.

4. Quando sentar para preparar as músicas esteja em mãos com caneta, papel, bíblia, louvemos e se você tiver o hábito de ter documentos da Igreja, ótimo. Tais como CIC (Catecismo da Igreja Católica), Doctos da CNBB, tais como IGMR (Instrução Geral do Missal Romano), etc…
Por que é importante tais documentos quando estamos selecionando as músicas? Porque eles nos tirarão muitas dúvidas, além de enriquecer nosso conhecimento, colocando por exemplo coisas que são permitidas e que não sabíamos. Por exemplo, você sabe o que é a “sequência pascal”? Então, através desses documentos vamos aprendendo…

5. Se você tiver em mãos outros livros católicos, com letras, cifras, partituras, tudo será útil também. Mas assegure-se que as novas músicas estão bem ensaiadas.
Se de vez em quando você quiser dar uma variada, ou seja, colocar novas músicas na missa esteja à vontade, desde que:
- o conteúdo da letra seja litúrgico;
- você está pensando na realidade da assembléia (se a música é apropriada para crianças, jovens, idosos, etc);
- se são canções onde o povo poderá participar (aqui vale a distribuição de folhetos ou utilização de projetores);

6. Cuidado ao escolher músicas demasiadamente longas. Por exemplo o cântico de entrada deve terminar quando o sacerdote chegar ao altar.
O ofertório não pode ser tão extenso a ponto do padre ficar parado aguardando o ministério terminar a canção.
Atenção também com as introduções, pois as vezes ficamos muito tempo no solinho do teclado ou guitarra que até começar a música mesmo já se foi o tempo…

7. Em especial para as músicas novas: leia com cuidado toda sua letra. Perceba se o conteúdo é adequado. Por exemplo aquela música “renova-me”. Não é música de Ato Penitencial, ok? (Relembro que estudando um pouquinho de liturgia vamos entendendo os motivos).
O Glória também… não é só porque a música diz “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo” que podemo ser usadas.

8. Experimente colocar músicas que tratem diretamente com o tema do dia. Imagine por exemplo que o Evangelho do dia fala sobre o Filho Pródigo. Então tente colocar as músicas de forma a refletirmos sobre isso. Faça com que as pessoas saiam da missa lembrando o foco principal.

9. Não devemos escolher uma música só porque ela é bonita. Gosto é gosto e a beleza de cada música depende muito da forma em que a executamos.

10. Deixe sempre algumas músicas de “backup”. Alguns momentos podem se prolongar, por isso é bom termos mais de uma opção para vários momentos.

11. Também é interessante ter em mãos algumas músicas que você sabe que o padre sempre pede de última hora. Não tem nada mais embaraçoso do que ficar “catando milho” na frente da assembléia. Músicas como: Deus Trino, Parabéns pra você, Oração pela família, Nossa Senhora, A nós descei divina luz, etc… estão sempre as mais pedidas pelos padres…

12. Cantos muito floridos ou ainda com a melodia difícil de ser seguida pela assembléia também deve ser levado em consideração. É mais lícito escolhermos músicas onde todos possam cantar com facilidade. Não pense apenas no ministério de música.

13. Sobre o salmo: procure não substituir o salmo por outras canções. Também não procure lê-lo, pois o próprio nome Salmo quer dizer isso: música acompanhada por instrumentos musicais. Há CDs belíssimos para nos ajudar. Uma observação aqui: preste atenção no tipo de salmo que será cantado. Se fala de súplica ou louvor, ação de graças, etc. Para cada tipo há uma forma mais adequada para tocar. Nada de bateria, bater palmas e muita animação no salmo 51 por exemplo…
Ensaiem bem o salmo. E o mais importante é aparecer a voz do Salmista e não os instrumentos.
Que o salmista leia e entenda o salmo. Que ele perceba que relação há entre o salmo e as leituras. Isso é importantíssimo, pois vai nos ajudar de que maneira deveríamos cantá-lo. Se com alegria, etc…

14. Siga de acordo com o tema do dia. Se você percebe que é um dia de mais recolhimento coloque canções mais suaves.

15. Se é dia do padroeiro ou alguma festa também vale a pena colocar músicas com esses temas.

16. Ao chegar na igreja chegue com tudo em mãos. Nada de ficar naquela correria perguntando onde está o louvemos e as cifras…. Assim todos terão mais tranquilidade para se preparar e quem sabe até uma ensaiadinha com a assembléia antes da missa.

17. Principalmente se for um padre novo: pergunte se ele costuma cantar algumas partes específicas da missa ou se ele prefere que seja rezado: tais como: Deus Trino, Pai Nosso, Cordeiro, Paz, Amém, Oração Eucarística… esteja em sintonia com o padre. Assim vocês não serão pegos de surpresa.
Ah, há aquelas missas de cura e libertação da RCC (Renovação Carismática Católica), onde os padres acabam cantando e pedindo mais músicas. Vale muito a pena uma conversa antecipadamente. De repente ele já te passa quais músicas costuma pedir….

18. Não deixe como responsável apenas uma pessoa para separar as músicas. Todos os integrantes do ministério precisam aprender liturgia, pois além de rica ela é linda. De vez em quando façam um rodízio para quem poderá separá-las. Ou melhor ainda, se todos estiverem juntos preparando as músicas, assim vocês estarão em formação constante.

19. Pense também se no dia os músicos terão folhas em mãos, ou seja, se estarão em posições confortáveis, com microfones disponíveis, etc.
Imagine por exemplo 3 pessoas com um único folheto lendo e cantando todos ao mesmo tempo. Fica complicado, né?

É muita coisa não é? Mas garanto que é prazeroso. Dar o nosso melhor a Deus sempre vale a pena, pois “o que poderemos retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que Ele fez em nosso favor?” (Sl 115).

Deus abençoe!
Jorge

15 de Abril de 2009

Músicos experientes

Ontem eu estava ounvindo no meu carro um CD do Tom Jobim e o interessante é que antes de cantar uma música ele fez vários agradecimentos, mas em especial ele dedicou aquela música aos formadores dele, aqueles que tiveram paciência com ele e se dedicaram no ensino de sua musicalidade.
Achei muito bonito e a partir disso me veio a inspiração de escrever esse artigo…

Temos muito a aprender com os músicos mais experientes. Seja na técnica ou na experiência de caminhada na igreja.
Quando no coração desse músico ainda existe a docilidade, a paciência, o gosto em partilhar, todos saimos ganhando, o grupo de oração, todo o ministério de música, enfim, tudo caminha bem e em harmonia.
No entanto, os músicos mais velhos de caminhada tendem a ter alguns problemas:
- a soberba e o orgulho (acham que sua técnica já chegou em um nível tão alto que não aceitam tocar com músicos iniciantes);
- acreditam que sempre estão certos, só porque estão há mais tempo na igreja;
- alguns ficam presos a acontecimentos do passado e nunca querem se atualizar (seja no repertório de músicas ou em dinâmicas, dizendo que antigamente era assim e tudo dava certo). Lembremos que o Espírito Santo é sempre novo….
- infelizmente da boca do músico mais antigo não sai obrigado e muito menos pede ajuda. É como se ele estivesse se rebaixando. (Parece até que esqueceu que Jesus lavou os pés dos discípulos);
- o músico mais velho de caminhada tende a ficar analisando os mais novos ou integrantes de outros grupos. Olhando como eles ministram, se estão desafinados, se isso ou aquilo…. ou seja, ele não consegue mais experimentar da graça. Aliás, até consegue sim… quando são músicos com técnica mais apurada ou ainda quando são músicos famosos… aí eles até se abrem para graça. (Isso as vezes….)
- músicos “velhos” acreditam que apenas o seu jeito de conduzir, de tocar e cantar é que é o certo…
- e uma coisa infelizmente triste é que os veteranos nunca acham que a mensagem é pra eles, pois eles já sabem muito bem disso. Sempre acham que a pregação é para os novatos… muitos até nem se interessam em ver a pregação, em especial quando o pregador é novo na fé também ou se a leitura é alguma que eles consideram “as de sempre”…. lembremos que a Palavra é sempre nova e Deus faz nova todas as coisas, por isso Deus pode tocar nossos corações da forma que Ele quiser, com quem Ele quiser, quando Ele quiser e utilizando de quem ele quiser.

O problema é que o fato de estar muito tempo não igreja não significa que somos experientes. Experiência vem com o tempo, isso todos sabemos, mas há músicos que são velhos de igreja, mas são novos no grupo de oração por exemplo. A dinâmica é outra, a espiritualidade é outra…
Temos muito a aprender com os novos: eles sempre acreditam que é possível melhorar. Eles estão sempre na sede do Deus vivo, querendo experimentar o fogo do céu. (Os mais antigos já estão “acostumados demais” com isso…).
Os neófitos (novos na fé) estão sempre felizes e dispostos a ajudar. Não tem tempo ruim. Não ficam escolhendo nada, pois o importante é colaborar. (o outro em compensação anda sempre resmungando ou reclamando, com cara feia e a simpatia já não é mais o seu forte).

E lógico também, que o músico veterano, o experiente tem infinitas qualidades, isso não podemos esquecer. Ele já passou por muitas coisas, já presenciou muitos momentos e principalmente: já fez muito pela igreja e pelos irmãos. Não podemos descartar isso. Quantas e quantas pessoas já não foram formadas por eles também?
E isso é o que desejamos, que esse estilo, que essa forma de caminhar nunca se perca.

Irmãos, há casos e casos… lógico que fui ao extremo com alguns exemplos, mas isso é fato em alguns lugares. Você músico que já está na caminhada há um bom tempo e que continua na humildade, trabalhando com amor, meus parabéns, continue assim e que Deus abençoe o seu ministério. Você porém, que notou que precisa ser lapidado em alguns pontos, procure renovar-se por favor, por amor a Cristo, mas por amor também ao ministério que Ele te confiou. Esse ministério que um dia você aceitou com um SIM verdadeiro e cheio de alegria.

Todos somos irmãos e ninguém é melhor que ninguém. E na realidade só queremos ver nossos músicos experientes cada vez mais lindos e ungidos, caminhando na humildade e simplicidade. Trazendo cada vez mais ovelhas para o rebanho de Nosso Senhor.

Deus abençoe!
Jorge

16 de Fevereiro de 2009

Obediência no ministério de música

Quando falamos em obediência automaticamente nos vem à cabeça uma idéia de submissão, onde alguém “manda” e outro “obedece”.

Ser obediente na verdade é muito mais que obedecer. É uma disciplina, onde só é capaz de alcançá-la quem vencer seu próprio interior.
Como funciona isso?
Em nosso dia-a-dia temos para nós mesmos que aquele que manda é na verdade um chefe, um superior, ou em outras palavras alguém mais importante ou influente que nós. Mas não é bem assim. Aquele que obedece é na verdade livre…

Obedecer não quer dizer obediência, pois eu até posso fazer algo que me peçam, mas meu coração pode estar distante.
Quando eu tenho no meu coração a OBEDIÊNCIA, aí sim estamos falando de um dom, de algo que vem do alto, do coração de Deus.

O servo obediente é aquele que tem mansidão no seu coração, que não obedece por obedecer, mas obedece porque sabe das coisas. Procura entender que, quando ele coopera todos saem ganhando. Ele sabe que as vezes existe uma hierarquia sim, mas não por grau de importância, mas sim porque cada um é responsável em lançar sua semente. E tudo tem sua hora.

Nós que somos do ministério de música precisamos por demias desse dom (da obediência), pois como artistas de Deus a soberba e a vaidade nos visita muitas vezes, mexendo com nossa sensibilidade e atitudes.
Para ser obediente é preciso ter coragem, pois lembremos que a obediência de Jesus o levou até a morte.

Ministério de música que não tem obediência ao sacerdote, à igreja, aos coordenadores não chega muito longe. Aliás, chega… mas sem alicerce… muitas vezes sem casa.
Conheço ministérios muito bons tecnicamente (e até espiritualmente), mas se você perguntá-los de qual paróquia participam…. eles não poderão responder. Bateram muitas vezes de frente. Enfrentaram quando era hora de obedecer. Brigaram quando era hora de silenciar.

A obediência é uma virtude que poucos alcançam. Tanto que os santos buscavam em comum esses três itens: castidade, pobreza e obediência.
O músico que reconhece o seu lugar, a sua pequenez, sempre terá próximo de si grandes amigos. Terá um ministério forte, unido, capaz de obedecer uns aos outros, justamente porque o amor mútuo e o respeito vêem em primeiro lugar.
Quando vemos um músico que acha que só a opinião dele é a que vale, infelizmente é o princípio de uma catástrofe, pois como diz o ditado: “quanto mais alto, maior a queda”.
A desobediência foi o primeiro pecado que apareceu, (lembremos de Adão e Eva). E o coração de Deus se entristeceu…
Talvez seja o pecado que mais entristeça o coração de Deus. E é justamente isso que não queremos, não é verdade?

Não obedecemos porque levamos ordens. Mas obedecemos porque amamos, porque sabemos que para alguém é importante que sejamos assim.
Os pais quando desejam que seu filho seja obediente, é porque desejam o melhor para o seu filho. Esperam que ele seja um homem bom, justo e de caráter.

E é isso o que os coordenadores fazem conosco: buscam o nosso melhor.
Ser obediente também não significa dizer SIM para tudo que lhe pedem, mas avaliar todas as situações. Todos sairão ganhando com isso? Irmãos estão sendo promovidos através da minha obediência? Muitos serão edificados?
Maria disse SIM. E com essa obediência chegamos até Jesus.

Você com o seu SIM pode levar muitos irmãos até o céu. Disso eu tenho certeza….

Deus abençoe!
Jorge

2 de Fevereiro de 2009

Músicos afastados

Em especial aos músicos que estão afastados da igreja: andei refletindo muito nesses dias sobre nosso ministério e cheguei a algumas conclusões:
Aquele que recebeu verdadeiramente o chamado e tem o dom da música jamais pode abandonar seu ministério. Sabe por que? Porque é a nossa essência, é o nosso jeito de servir a Deus. É assim que somos felizes servindo, com o nosso cantar, com o nosso tocar. E tudo isso não pode ser jogado para o alto de uma hora para outra.
Eu até entendo que turbulações aparecem, mas depois de um tornado, uma tempestade sempre é hora de olhar em volta e recomeçar.
Eu não sei por quanto tempo temos que esperar para recomeçar, pois cada um sabe de suas dores, mas em algum momento será hora de retomar as atividades.
Em algum momento será preciso de coragem para olhar os cacos e humildemente se levantar, caso contrário, me desculpe dizer, mas o seu ministério por excelência não era esse, pois quando amamos algo sentimos falta… e se você já não sente mais saudade, se não sente mais dor é porque já é uma página virada em sua vida e que essa página não será reconstruída. Será simplesmente lida como passado.

Aqueles que se apaixonaram pelo chamado retornarão, com certeza. Quando menos esperarmos lá estarão eles. Muitos talvez nem acreditem… outros ficarão avaliando ou quem sabe até torçam contra, para que nunca voltemos, para que não dê certo, pois nossa presença incomoda as vezes… em especial aqueles que não querem nada com nada.

O meu intuito aqui não é julgar ninguém. Jamais… aliás, dos músicos que conheço e que estão afastados eu sinto muita falta de vê-los exercendo aquele ministério que um dia foi causa de tanta alegria em seus corações. Quantas vidas não foram transformadas através de suas mãos e de suas vozes…
Eu mesmo sinto falta do meu ministério, quando vejo que ele está estacionado… talvez seja até melhor usar essa palavra: “estacionado”, mas nunca “parado”, pois aquele que estaciona é apenas por um momento (seja o tempo que for), mas aquele que para é porque desistiu da caminhada.

Torço para que todos se levantem, na certeza de que muitas vezes Deus faz isso com a gente mesmo: nos ensina a recomeçar, para que jamais o orgulho tome conta de nós.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Janeiro de 2009

Começando no ministério de música

Arquivado sob: Grupo de Oração, Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas — admin @ 16:01

Para iniciar em um ministério de música precisamos saber de duas coisas:

1. Não basta apenas saber tocar e cantar, pois isso é fácil, mas precisamos de servos que tenham o desejo, a sede de servir a Deus e aos irmãos.
E isso existe de nós: tempo, doação, dedicação, comprometimento, cumplicidade, fidelidade, zelo, disciplina, enfim… a lista aqui pode ser enorme. Mas o fato é que precisa estar bem claro que se queremos ser músicos de Deus que sejamos inteiramente Dele. Não basta ser apenas cristãos de final de semana.

E outro ponto é óbvio:
2. É preciso levar jeito com a coisa - ou seja, deve se ter o mínimo de conhecimento musical. Entender alguns conceitos de afinação, tonalidade, tempo, ritmo, etc.

Na realidade tudo se aprende com o tempo, mas eu sempre sugiro que tenhamos alguém para nos dar um suporte no início. Alguém que já tenha experiência, uma boa formação e que possa nos acompanhar e orientar.
Além disso, seria interessante (e muito importante) visitar outros grupos de oração. Ver como eles trabalham, como é a realidade de cada um, quais são os momentos que eles utilizam (Maria, Perdão, Louvor, etc). Como os ministérios se comportam, como o animador conduz o grupo e assim por diante…

Faça também a seguinte experiência: conduza pra você mesmo. Toque para você mesmo. Sinta a música, não apenas decore, senão você estará como um garçom aos irmãos e o ideal é que você também beba da graça.

Por fim eu sugiro vc ler o seguinte artigo:
Conduzindo um grupo (escrito em 30/out/2008) - é uma dica simples, uma idéia, que talvez te ajude…

Deus abençoe!
Jorge

8 de Janeiro de 2009

Pregação Copiada

Lembro uma vez de estar no grupo de oração quando de repente o pregador começou… e aí fui notando que já havia ouvido aquela pregação antes. Era muito familiar… então fui prestando mais atenção e forçando minha memória. Até que lembrei! O pregador estava falando exatamente igual a uma fita de pregação do padre Léo. Até os exemplos eram iguais, impressionante.
Fiquei abismado pq eu não conseguia acreditar que aquele pregador estava fazendo aquilo. Principalmente pelos exemplos de vida, pois eram os mesmos que o padre Léo havia citado… mas também na forma de fazer a reflexão da Palavra, enfim, muito igual.

Com isso tirei minha conclusão: qual era a verdade que estava imbutida naquela pregação? Qual era de fato o testemunho que o pregador estava dando?
Para muitos talvez tenha sido uma ótima palestra e até espero em Deus que tenha dado seus frutos, mas dentro de mim ficou aquele questionamento: por que alguém faria isso? Acho que porque não havia se preparado e com isso pegou um CD de pregação e decorou o máximo que pode. Ou talvez porque não considerava o seu próprio conteúdo ungido (se for isso é uma pena, pois precisamos confiar em Deus, pois é Ele quem capacita).

Da mesma forma os ministros de música: não precisamos copiar ninguém. Cada um tem o seu próprio estilo. Eu diria que até podemos pegar alguém como referência, pois principalmente para os iniciantes é difícil mesmo. Mas depois de algum tempo você acaba tendo o seu próprio estilo.
Não queira ser igual aos outros. Vc tem o seu próprio estilo. Não ache que copiando o outro irmão vc terá a mesma unção ou qualidade. (Na verdade corremos o risco de fazer papel de ridículo - desculpem-me a expressão).
É muito mais gostoso participar de um grupo e ver que o ministro tem personalidade, é natural, é simples… lembre-se que falar bonito não é ter unção. Pois isso se conquista não apenas com o tempo, mas principalmente nos momentos de intimidade com Deus, como a oração, adoração, comunhão…

Volto a repetir: não é pecado nenhum você ter alguém como referência, pois isso chama-se identidade. De repente você se identifica muito com a forma de uma pessoa, por isso traça os mesmos caminhos, tenta as mesmas formas de se comunicar com as pessoas. Mas com o tempo você vai ganhando personalidade própria. Aliás é preciso isso, pois o Espírito Santo é sempre novo.

Deus abençoe o seu ministério!
Jorge

30 de Dezembro de 2008

O nosso lugar

Há muito tempo atrás eu estava conversando com um irmão sobre qual é o nosso verdadeiro ministério e ele me disse assim: “Eu não sei se você tem outros ministérios, mas uma coisa eu tenho certeza: o seu ministério é o de música. Não sei se vc será um instrumentista, cantor ou animador, mas sinto no coração que é a música”.
Fiquei muito feliz com aquilo e sabia muito bem que aquelas palavras não eram porque eu era bom em alguma coisa, muito pelo contrário, pois quem me conhece sabe muito bem das minhas limitações. Se para fazer parte de um ministério de música eu precisasse ser bom na técnica eu estaria perdido. Até hoje… mas Deus tem seus desígnios e sempre tem um lugar para cada um de nós.

Eu sei que muitos sentem-se tristes por não saberem onde é o seu lugar dentro da igreja, da família ou da sociedade, mas é preciso ter calma, paciência e fé.
Por exemplo: o fato de você não ter conseguido uma namorada ou namorado não significa que você não tenha vocação para o matrimônio. Não precisa ficar apavorado e tentar uma vocação religiosa. Tenha calma! Assim você corre o risco de ser um mal religioso, pois talvez não seja o seu verdadeiro chamado.

Outros tentam desesperadamente participar de vários ministérios ao mesmo tempo: intercessão, acolhida, pregação, etc… participam de todas as reuniões possíveis, todos os eventos, enfim, diz a todo mundo que participa de vários ministérios. Mas sabe de uma coisa: na realidade não é nenhum desses… quando vemos sinal de desespero, de querer mostrar para as pessoas significa que ainda não estamos suficientemente maduros ainda.

Dentro de uma empresa há pessoas que “precisam” mostrar que sabem mais que os outros, tornando-se até “puxa-sacos” para conseguirem algo, mas na realidade ainda não estão sendo elas mesmas, pois também não encontraram o seu lugar.

Precisamos apenas ser nós mesmos, continuar trabalhando com fé, perseverança e paciência, pois no tempo certo (quando menos esperarmos) Deus nos mostrará o caminho. Aliás, quem sabe Ele já não esteja mostrando e você não tenha percebido ainda?
De qualquer forma o seu namorado aparecerá. O seu ministério aparecerá. O seu trabalho aparecerá.

E vamos em frente…
Deus abençoe!
Jorge

1 de Dezembro de 2008

O Amado de Deus

Olá amigos,
Minha reflexão de hoje é em cima de uma música do Vida Reluz (O Amado).
Hoje entendo um pouco mais sobre essa música, pois diz muito da realidade que estou vivendo.
Não vou deixar a letra inteira, mas algumas partes, que gostaria de saber se também dizem da sua vida.

“Vejam só aonde eu fui chegar / Não imaginei ir tão distante assim
Teu olhar por certo me atraiu / E a sua voz ainda ressoa em mim…

… Dono de mim não sou / Me acostumei ser Teu
Lutei pra chegar até aqui / Pois trago em mim Teu amor…
Desde que te encontrei e em Teu caminho andei / Teus passos imitei e decidi não voltar…”

Cada vez acredito mais que a essência da letra de uma música só pode sentir aquele que a experimenta.
Quando vejo partes dessa linda canção como “me acostumei a ser teu…” fico pensando na escolha que fiz para minha vida, quantas vezes consagrei a minha história, minha família, meu ministério e o meu servir. Me acostumei a ser de Deus….

Por fim, a música ainda diz algo interessante: “Dizem que o mesmo já não sou / Mas trago em mim Teu amor…”

À partir do momento em que pessoas disserem que já não somos mais os mesmos, fiquemos felizes, pois já é um pouco do Cristo que estamos deixando transparecer em nós.
E assim poderemos cantar: “Sou do amado meu… e o meu amado é meu…”

Deus abençoe!
Jorge

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