11 de Maio de 2009

Músicos renovados

Todo aquele que mergulha em águas profundas e experimenta da verdadeira riqueza do Espírito Santo não deseja mais voltar atrás…. em outras palavras há aquela frase do padre Roberto da Toca de Assis, que diz “um verdadeiro adorador não volta atrás”
Quando sentimos aquela vontadezinha (triste) de largar, abandonar tudo, de tristeza ou desânimo, não desista!!! Persevere…. a verdade é que precisamos cada vez mais mergulhar em águas mais profundas. Quanto mais nos aproximamos do Senhor mais precisamos de intimidade. Não adianta ir até certo ponto e achar que assim já está bom.
Nossos ministérios não podem se sentir satisfeitos em apenas chegar até certo ponto e parar, mas devemos cada vez mais avançar. Cada vez reunir um rebanho maior, cada vez mais buscar uma nova unção. O Espírito Santo é um só, mas a experiência com Ele é única e sempre nova, por isso não devemos nos acomodar.

Atualmente vemos pessoas desistindo de participar dos encontros, grupos de orações… e sabe o por quê? Porque as pessoas querem algo novo, buscam por experiências cada vez mais intensas. (E por isso muitas vezes acabam se perdendo com outras coisas).
Mas o fato é que uma vez em contato com esse “algo novo”, com certeza elas voltarão. Elas virão novamente em busca dessa água viva, pois elas pensarão assim: “ali sim, ali eu senti a presença forte do Espírito Santo”.

Não apenas cantar da boca para fora, não apenas mais um grupo de oração. Não apenas mais uma missa.
Mas a experiência única e profunda a cada encontro. Como se fosse o último dia de nossas vidas… clame o Espírito Santo com um canto novo, com a sua vida, com a sua voz…. beba e experimenta da graça novamente. Se abra a essa luz como em tempos atrás… lembre-se do quanto vc se alegrava com isso, do quanto isso te abastecia e renovava o ardor em sua alma.

Muitos querem também essa experiência. E posso dizer que isso também depende de nós.
A forma em que levamos a mensagem faz toda a diferença.

Não canse não meu irmão, não desista, não pule fora. As vezes é difícil mesmo por isso persevere. Lute!! Vc consegue! Há muito vento soprando contra, muitas vozes em nossas cabeças, muita gente dizendo para irmos ao contrário, que não adianta mais…. mas siga a voz do coração e acredite que o sopro do Espírito é muito mais forte, pois é aquele que dá vida. No livro de gênesis logo no capítulo 1 vemos que o Espírito pairava sobre as águas… e aparece justamente no capítulo 1 da bíblia, para que nos encorage e nos dê força.
Desejo que esse mesmo Espírito de força venha hoje sobre sua vida e seu ministério.

Deus abençoe!
Jorge

17 de Março de 2009

Seminário de vida - 6º dia: Maria

Arquivado sob: Grupo de Oração, Maria, Seminário de Vida — admin @ 11:19

Jesus que é amor, veio do amor, nasceu do Amor e chegou até nós para amar e nos ensinar a amar. Nasceu do amor porque veio do coração do Pai. E no coração do Pai só existe o amor….
Foi concebido pelo poder do Espírito Santo. Por isso é amor… O Espírito Santo é amor.

Nasceu de uma mulher… uma mulher simples, mas escolhida.
Deus Pai não escolheria uma mulher qualquer para que seu Filho nascesse. Ele queria que seu filho nascesse de uma mulher que pudesse dar amor a Jesus. De alguém que cuidasse com todo o carinho e zelo. De alguém que lhe apresentasse a Deus Pai…. Maria era essa mulher cheia de amor, caso contrário não faria o menor sentido Jesus nascer dela…

Nascemos e vivemos para amar e nada mais… Mas muito especial as mamães… elas aprendem de forma surpreendente como amar seus filhos, nos ensinando de fato o que é o amor em sua essência.
Será que você é capaz de imaginar Nossa Senhora grávida? Havia ou não havia amor ali?
Jesus não somente nasceu em um ambiente de amor, mas VIVEU em um ambiente de amor. Como não ser gratos a Maria por tudo o que ela fez? Pois primeiramente ela disse sim. Ela cedeu não apenas o seu corpo a fim de carregar Jesus em seu ventre, mas abriu mão de sua vida, de seus planos… tudo por amor a Deus.

Como não dizer obrigado a esta senhora?

Eu como católico sei muito bem que só devemos adorar a Deus, mas também não posso fechar meus olhos para essa realidade, pois tenho certeza que o próprio Deus é grato pelo sim de Maria.
Ele poderia muito bem escolher outra mulher e fazer do jeito que quisesse, mas foi assim que as coisas aconteceram.

Maria não foi o instrumento de um único momento, mas instrumento que até hoje toca os nossos corações, pois lembremos que ela era cheia de graças. E quantos foram chamados de “cheios de graças” na bíblia?
Costumo dizer que onde minha mãe não é bem recebida então eu também não sou bem-vindo…. talvez Jesus pense o mesmo, pois Ele sendo o amor não suportaria ver sua mãe sendo mal-tratada e mal-amada.

Neste 6º dia do seminário de vida plena no Espírito Santo vale muito a pena falar sobre a importância da família, pois Nossa Senhora é Mãe. Ela ama e intercede por seus filhos.
Muito legal também seria a prática de dinâmicas nesse dia.
Uma vez participei de um grupo de oração que no momento em que cantávamos uma música de Maria (estávamos sentados) e o servos passavam com um manto gigante sobre nós, enquanto o ministro conduzia a oração. Foi um momento muito bonito e especial.
Outras dinâmicas conhecidas é a entrada de Maria no início do grupo, onde a assembléia vai fazendo suas orações.

Acho que não preciso nem dizer que nesse dia as músicas serão voltadas para Maria, certo? rss…. mas além disso coloque músicas sobre relacionamentos familiares e de reconciliação.

Deus abençoe!
Jorge

5 de Março de 2009

Seminário de vida - 5º dia: O Senhorio de Jesus

Arquivado sob: Grupo de Oração, Seminário de Vida — admin @ 14:32

Sempre achei que esse tema era um dos mais fortes, pois do meu ponto de vista é um dos que batem mais diretamente de frente com o inimigo.
Aqui neste tema declaramos Jesus como nosso único Senhor e salvador, renunciando também toda espécie de sorte, superstição, espírito de adivinhação, horóscopo, etc… Abandonamos o velho homem e vivenciamos o homem novo (lê-se também mulher nova), onde seguimos apenas Jesus e apenas à Ele servimos e adoramos.

Sugiro a escolha de músicas fortes nesse dia, por exemplo: O Senhor é Rei, Levanta-te, Declaramos (do Vida Reluz), Podes Reinar, Invocamos, enfim… há uma infinidade de opções. Mas o fato é que ministrar nesse dia é uma experiência única, pois precisamos deixar claro aos irmãos que não há outros deuses, não há outros profetas, mas apenas Jesus, que deve ser o centro de nossas vidas.
Jesus é o Senhor dos milagres, por isso não tenha medo ou vergonha de confirmar essas situações caso o Senhor te mostre. (Ousadia irmãos, mas com discernimento heim).

Como disse no começo é um tema que bate de frente com o inimigo, por isso ele não está nada feliz conosco. Sendo assim, após o seminário é comum vermos situações onde os irmãos passam a ser mais tentados, mais provados. Mas resistam por amor a Jesus. É lógico que seremos tentados, pois o inimigo não quer perder nunca. Mas sei lá… parece que não entra na cabeça dele que ele é um derrotado. Foi derrotado na cruz…
Não podemos ter medo, jamais, pois Jesus está sempre conosco.

No dia do seminário mesmo precisamos estar atentos com as possíveis “mudanças de comportamento” dos participantes. A equipe de servos precisa estar atenta, além de preparada espiritualmente (com confissão, orações, jejum, participação na santa missa). O que quero dizer com “mudanças de comportamento?”
Quero me referir à possíveis manifestações do inimigo. Não quero me aprofundar nesse assunto, mas é preciso deixar claro que sempre incomodamos o inimigo quando servimos a Deus. Então, quando declaramos Jesus como nosso Senhor, quando fazemos renúncias, é comum ver pessoas com mal estar, com momentos de rebeldia, enfim, há diversos tipos de manifestações, até as consideradas mais sérias: diabólicas.

Os servos precisam ter autoridade de saber como lidar com as situações.
O pregador também precisa ter jogo de cintura, pois ele vai mexer muito com o que cada um acredita. (Eu sei muito bem que precisamos fazer a vontade de Deus, mas apesar de firmes em nossa pregação jamais podemos perder a ternura).

Mais do que declarar Jesus como nosso Senhor apenas com nossas bocas precisamos declará-lo Senhor de nossas vidas em nosso dia-a-dia, com nossa postura e testemunho.
Não tem cabimento por exemplo, ir à missa todos os domingos e durante a semana participar de um centro espírita. (Nada contra os espíritas, aliás conheço pessoas maravilhosas que são dessa religião). Mas o fato é que são coisas distintas e não podemos misturar.
Declarar Jesus como Senhor é não pactuar com certas atitudes, por exemplo continuar acreditando em horóscopos ou cartomantes.
E por aí vai irmãos… é muito assunto para falar.

No final deste dia de seminário é bom fazermos uma boa oração. Forte e de coração.
Valeria muito se tivéssemos a presença de um padre para dar uma benção especial, quem sabe até com o Santíssimo.
Outra coisa que seria muito legal seria uma efusão do Espírito. Aqui muitos não concordarão comigo, mas vou dizer o que acho: esse negócio de fazer a efusão só no último dia está errado. Não podemos minimizar a ação do Espírito Santo. Nossos grupos precisam de um reavivamento a cada encontro, em todos as reuniões e dias de seminário. Mas aí é uma questão de ponto de vista, não é?
Isso requer planejmanto, estrutura, servos preparados e boa vontade.

Tire o que for melhor para a realidade do seu grupo e mãos a obra!

Deus abençoe!
Jorge

24 de Fevereiro de 2009

Seminário de vida - 4º dia: Fé e Conversão

Arquivado sob: Grupo de Oração, Seminário de Vida — admin @ 15:31

No 4º dia de um seminário de vida no Espírito geralmente desenvolvemos o tema “Fé e Conversão”. E é justamente nesse tema que vem minha reflexão de hoje.
Dependendo do ponto de vista podemos dizer que um depende do outro. Como assim? Muitas vezes para se ter fé é preciso passar por um momento de conversão. E para se converter é preciso ter fé.
Logicamente que há exceções, mas vejamos:

A fé (no meu ponto de vista) é um acreditar tão profundo, mas tão profundo que ninguém pode nos tirar essa esperança. Podem lhe tirar muitas coisas, dinheiro e bens, até mesmo amigos e familiares, mas ninguém lhe tira a fé, pois é algo que está enraizado dentro de nós.
A fé é tão interessante que até mesmo os mais “valentões”, aqueles que acham que não precisam de ninguém, muitas vezes até duvidando de Deus, enfim… até eles carregam dentro de si uma semente de fé. E a fé é justamente isso: uma semente, onde vamos cuidando, dia-após-dia… é uma semente que por vezes é vista como “morta”, que “já era”, mas que depois de algum tempo “uma força” aparece… e perguntamos a nós mesmos: “de onde vem essa força, essa esperança?” Eu lhes respondo: É a fé… aquela fé que um dia tratamos com tanto carinho, cultivando com zelo e amor, mas que por algum motivo de nossa vida foi abandonada.
A fé também nos aparece em momentos que já não acreditamos. Quando tudo parecia perdido, onde todos já não acreditavam e nem esperavam mais. De repente uma certeza dentro do nosso coração, uma força, uma luz… é a fé.

A conversão acontece também de diferentes formas, mas em especial quando precisamos de uma sacudida de Deus, ou seja, quando Deus decide que é hora de voltarmos para Ele. Pois é assim: Deus não desiste de nós, Ele vem atrás e insiste, nos persegue, nos cerca, até que nos rendamos. Você pode até desistir de Deus, mas Ele não desiste de nós. E é aí que surge a conversão. Desistimos de continuar por onde andávamos, com aqueles pensamentos e resolvemos “voltar”, nos converter. Vir ao caminho de Deus.
Alguns acabam passando por experiências fortíssimas como o caso de Paulo (At 9), outros acabam aceitando a Jesus com mais facilidade. Porém, o fato é que todos acabamos nos convertendo, nos tornando pessoas mais dóceis, mais sociáveis… os outros em nossa volta passam a nos estranhar porque nossa postura acaba mudando… É a busca pela vida nova. Isso é conversão. E é por isso que dizemos também que nossa conversão deve ser diária. Porque dia-a-dia nosso homem velho nos visita, nos propõe conforto e prazer. Quer que abandonemos a Deus a qualquer custo. E quando decidimos ficar com Deus por mais um dia é a conversão e a fé caminhando lado a lado.

Em um seminário de vida plena no Espírito Santo precisamos ter o cuidado de não acusar ninguém, mas em especial nesse dia… pois corremos o risco de mostrar as pessoas que são elas que precisam de fé, que elas precisam de conversão e não nós.
Os ministros de música, os pregadores, a acolhida, enfim, todos os servos precisam vivenciar a cada dia do seminário. Nesse dia da fé e conversão vivencie na profundidade, peça a Deus uma renovação da sua fé, participe e ore junto com a assembléia clamando por uma nova conversão, em especial aquela situação que deixamos escondida dentro do nosso coração e que precisa ser mudada.

Isso é fato: muitas pessoas são tocadas e convertidas quando vêem a conversão de outras. Elas pensam: “Nossa, eles estão levando a sério e estou vendo o que Deus está fazendo na vida deles. Por isso quero isso para minha vida também…”

Músicos: nossa postura é essencial para ajudar na conversão dos irmãos, por isso não perca tempo, não deixe de orar nos momentos do grupo, não deixe de assistir e se envolver nas pregações, pois isso vai fazer com que a sementinha da fé seja tratada mais uma vez. E ela vai crescer… e muito, confie!

Sementes de mostarda são pequenas, mas as árvores quando crescem são enormes. Há também as grandes árvores, jatobás… quantos e quantos anos elas não demoraram para crescer? É assim também a nossa fé: ela vai crescendo devagarzinho, mas sem parar…

Sugestões de músicas para tocarmos nesse dia:
- Deus é maior - Flavinho (Canção Nova)
- Noites traiçoeiras (Padre Marcelo Rossi)
- Busque o alto (Celina Borges)

Deus abençoe!
Jorge

11 de Fevereiro de 2009

Seminário de vida - 3º dia: Pecado e Salvação

Arquivado sob: Grupo de Oração, Seminário de Vida — admin @ 09:19

Por um homem e uma mulher chegamos ao pecado (Adão e Eva), mas também por uma mulher e um homem chegamos à salvação (Maria e Jesus).
Por que Maria? Porque ela disse SIM. E através desse SIM tivemos acesso ao homem mais maravilhoso que já existiu: Jesus!

O primeiro sinal de pecado em nós é a dificuldade de reconhecermos que erramos.
Todos nós somos pecadores, isso é fato, no entanto Deus está muito mais interessado em nossa luta do que em nossa condição.
Deus sempre nos dá mais uma chance quando nos reconhecemos pecadores e dependentes Dele.
E lembrando que quando somos batizados, a mancha do pecado original é apagada.

Às vezes, ouço pessoas dizendo: “Ah, estou pagando pelos meus pecados…”
Mas o fato é que Jesus já pagou por todos os nossos pecados. Com sua morte de cruz ele venceu inclusive o último inimigo, a morte.
Jesus não apenas nos traz salvação, mas Ele é a Salvação. Quando o reconhecemos como Senhor de nossas vidas já estamos assumindo nossa salvação.
Não significa que já estamos salvos e pronto, que não precisamos fazer mais nada. Não!
Precisamos continuar nossa caminhada, lutando, pecando muitas vezes, mas sempre nos levantando, na certeza de que alguém (Jesus) amou até o fim, à fim de deixar a salvação ao nosso alcance. E é isso mesmo, a salvação está ao nosso alcance. Não pense que porque você é pecador você não é digno do amor de Deus, não é digno de salvação, pois na realidade não é uma questão de dignidade ou merecimento, caso contrário estaríamos todos perdidos. Mas o fato é que Jesus já derramou o seu sangue por nós e isso é o que basta.

Meus queridos, em outras palavras ainda, nós precisamos recuperar o sentido do pecado, caso contrário não iremos nunca em busca do sacramento da Confissão e assim receber a absolvição de nossas ofensas. O pecado ainda, é uma realidade que nenhum de nós podemos escapar, por isso não queira ser um super-herói, dizendo que não precisa disso e daquilo. Precisamos sim, o tempo inteiro da benção de Deus, da salvação que vem de Deus.

Deus não desiste de você. O amor de Deus vai te perseguir, vai atrás de você até você dizer sim, pois ele não desiste de você nunca.
O segredo é você se deixar ser amado por Jesus.

Deus abençoe!
Jorge

5 de Fevereiro de 2009

Seminário de vida - 2º dia: O Amor do Pai

Arquivado sob: Grupo de Oração, Seminário de Vida — admin @ 13:28

Como 2º dia de um seminário de vida plena no Espírito Santo pretendo abordar aqui o tema: “O Amor do Pai”.
O mais importante (tanto para o ministro de música, quanto para o pregador) é deixar muito claro aos participantes do grupo de oração que todos são muito amados, muito queridos pelo Pai.

Nossa acolhida deve ser muito aconchegante, dizendo aos participantes por exemplo que o Pai está muito ansioso e feliz pela chegada deles.
Crie um clima de fraternidade, pois nunca podemos esquecer que naquele meio deve haver muitos corações feridos.
Brinque com as pessoas de modo a conversarem umas como as outras. Eu particularmente sempre gosto de dizer: “Fale para a pessoa do seu lado que você está muito feliz pela presença dela”.

Outro cuidado que devemos ter é na hora de ministrar momentos de perdão, pois uma vez mal ministrado podemos deixar um sentimento de culpa no ar.
E isso é tudo o que não queremos. O que mais desejamos é ver os irmãos correrem ao encontro do Pai, assim como fez o filho pródigo. (Lc 15)
Na história do filho pródigo o Pai não estava preocupado em saber o que aconteceu com seu filho, mas ele o recebe com alegria e ternura.

O Pai sempre conhece o seu filho. Apenas com um olhar e já sabe o que estamos passando.
Ele nos aceita como somos, não fica pedindo mudanças de comportamento, pois nos viu crescer, viu nossos primeiros passos, conhece nossos defeitos, mas também as qualidades. O Pai não faz distinção entre seus filhos, pois todos são muito queridos e amados.
As pessoas podem nos julgar, nos comparar, dizer muitas coisas a nosso respeito, mas o Amor do Pai é maior que tudo isso. Assim como a música do padre Cleidimar (Canção Nova) que diz: “o amor de Deus supera tudo…”

Tenho para mim que a maior forma de cativar alguém é pelo amor. São João da Cruz que dizia: “coloque amor onde não há amor e colherás amor”.
E quando cativamos pessoas nos tornamos responsáveis por elas. Há até uma frase no livro O Pequeno Príncipe, que diz exatamente isso: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
O amor que sinto pelo meu pai hoje é resposta daquilo que ele plantou no meu coração. Ele me cativou, me educou e me amor. E assim eu correspondo, amando-o também, gratuitamente e de todo o meu coração.
Hoje eu sou pai e não sou capaz de calcular o amor que sinto pelo meu filho, mas quero ser eternamente responsável por ele.
Responsabilidade não é ser dono, mas sim estabelecer um compromisso de amor.

E desejo do fundo do meu coração que todos que participarem de um seminário de vida, em especial no dia “O Amor do Pai”, experimentem de sua infinita misericórida, de seu grandioso amor e carreguem para sempre a certeza de que o Pai está sempre nos amando….

E lembre-se de uma coisa: se as pessoas experimentarem desse amor com certeza irão voltar ao grupo…

Quer algumas sugestões de músicas que podem ser tocadas nesse dia?
- O Pai está amando (Ricardo Sá - Canção Nova)
- Seu amor me conquistou (Walmir Alencar - CD Imagem e Semelhança)

Deus abençoe!
Jorge

4 de Fevereiro de 2009

Seminário de vida - 1º dia: O Semeador

Arquivado sob: Grupo de Oração, Seminário de Vida — admin @ 12:49

Em um seminário de vida plena no Espírito Santo vemos em comum alguns temas, onde “O Semeador” por exemplo é um deles.
Sendo assim, vou tentar ajudar com alguns esclarecimentos, ok?

Por que geralmente “O Semeador” é sempre o primeiro tema de um seminário? (Ou quase sempre….)
Porque é justamente isso. O semeador não é a pessoa que irá colher, mas aquele onde está o início de tudo. São as primeiras sementes lançadas sobre o solo (nossos corações).
E entendemos perfeitamente que, esse solo pode estar em fases diferentes: solo cheio de pedregulhos, solo sufocado pelos espinhos e a terra boa…

Encontramos esse texto em três evangelhos: Mt 13, 1-23 Mc 4, 1-20 e Lc 8, 4-15).
Mas começando nós vemos: “O semeador saiu para semear…”
Jesus diz que ele saiu para semear, mas em nenhum momento diz em que horário ele irá voltar e SE irá voltar.
Assim é nossa missão também: dissemos o nosso sim, somos chamados a ser semeadores da Palavra e do Bem, encontraremos muitos solos diferentes, mas o fato é que não há volta. O que quero dizer com isso? Quero dizer que não basta simplesmente sair, evangelizar um ou dois e depois acabou. Não! Muito pelo contrário… quando estamos à serviço do Senhor temos que ter em mente que nosso campo é muito maior do que pensamos.
Ainda nesse primeiro versículo vemos o seguinte: O semeador saiu, mas não sabemos para onde. Ou seja, não temos que escolher onde queremos evangelizar… apenas colocamos nossa disposição à serviço e onde Deus nos mandar, para lá iremos.

E por aí vai, pois todos conhecem bem essa parábola. E na realidade não vou me prender inteiramente a ela para evitar um texto tão extenso, porém é sempre bom termos em mente que apesar de ser um texto conhecido sempre há algo novo a nos ensinar, por isso se abra à graça. Se abra à novidade que o Senhor quer colocar hoje. Talvez você nunca tivesse olhado com os olhos que escrevi aqui no início. Mas é assim, Deus vai nos clareando as coisas na medida em que nós também desejamos isso.

Aos ministros de música em especial eu sugiro o seguinte: prepare bem as músicas antes do seminário. Não escolha qualquer uma simplesmente porque é legal ou bonita. Esse é o primeiro dia e precisamos de músicas que despertem o chamado, músicas de acolhida… Mas ao mesmo tempo músicas que nos enviem em missão, ou seja, canções que trazem em sua letra uma mensagem de coragem aos nossos corações, que tirem todas as nossas dúvidas… é hora de partir em missão, pois vc também é chamado a ser semeador.

Ministre esse dia de seminário de acordo com o tema, no entanto não queira fazer uma pregação.
Vá conduzindo de forma que as pessoas comecem a entrar nesse “terreno”, nesse campo onde o Semeador (o pregador que vem à seguir) virá com a mensagem, lançando as sementes.
Será muito mais fácil para todo mundo, pois a harmonia sempre gera frutos.

Quer uma sugestão de uma música legal que pode ser usada nesse dia?
Aquela do Dunga, chamada “Te encontrei” - CD Água Humilde. Preste atenção na letra dela. Veja se é ou não é uma letra para interiorização e criação de coragem?
Mas há outras músicas lindíssimas e que podem ser usadas no seu seminário…

Depois nos conte sua experiência.
Deus abençoe!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.