11 de Novembro de 2009

Reunião de Conselho

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, padres — admin @ 13:17

Queridos, mais uma vez quero deixar claro que não sou dono da verdade e nunca fui, mas abaixo seguem algumas opiniões do Meu Ponto de vista, ok? Espero que sejam úteis a vcs…

O que eu entendo por reunião de conselho é o seguinte: trata-se (como o próprio nome já diz) de uma reunião com os coordenadores de cada pastoral e lideranças de uma forma geral com o fim de resolver possíveis problemas, propor melhorias para igreja, organização de eventos, criação de novos projetos, etc, etc, etc…

No entanto, para se fluir bem uma reunião de conselho e principalmente obter bons resultados (pois é o que esperamos) é extremamente necessário uma boa organização e uma administração firme.
Por exemplo: devemos ter um presidente (ou grande responsável) pela reunião. De preferência o padre ou alguém que ele nomear e que esteja bem claro aqui: deve ser alguém com boa visão geral de todas as atividades da comunidade (por isso acho melhor o padre).
O padre como presidente deste núcleo pode nomear alguns “cargos”, assim fica mais fácil de administrar: um cuidando das finanças, outro responsável por eventos em geral e por aí vai…
Assim, ao invés do padre ficar indo de pastoral em pastoral ele já terá as pessoas certas, os coordenadores ou responsáveis por cada núcleo.

Bom, é claro que na reunião de conselho a presença de um coordenador ou representante direto é mais que indispensável.
E aqui o ministério de música também precisa se impor. Talvez um Coordenador geral dos ministérios ou dependendo de cada realidade haverão dois ou mais representantes. Mas o por quê do ministério de música em uma reunião de conselho?
Porque tudo o que for discutido também terá o nosso aval. E muito mais do que isso: devemos ser um com a Igreja, mostrando que não estamos ali apenas para tocar e ir embora, mas nos preocupamos com o bem estar de todos e que buscamos cada vez mais uma Igreja mais unida, mais Santa e que serve melhor.

Uma reclamação por partes dos músicos que é muito comum de se ver é o seguinte: “Ah, decidiram isso e aquilo na reunião de conselho e nem nos avisaram…” “Ah, agora o ministério de música será obrigado a fazer isso ou aquilo…e eu não concordo…”
Irmãos, por isso é importante a presença do Ministério de Música em uma reunião de conselho, pois quando fazemos a nossa parte ninguém terá o direito de reclamar depois.
Talvez em algumas realidades seja melhor a presença de alguém responsável pela Liturgia de um modo geral, mas é um risco, pois essa pessoa terá uma responsabilidade imensa de manter o ministério de música informado sobre tudo o que estiver acontecendo. E outro problema seria o seguinte: ele tomaria as decisões por nós, o que não é muito aconselhado também. Por isso, melhor participar mesmo…

O ministério de música costuma ser muito atacado nessas reuniões, pois alguns integrantes dizem que não temos compromisso ou que só estamos de “oba-oba”… e mais uma porção de coisas que não são verdades. Somos UM com a Igreja e temos o nosso valor, porém só seremos respeitados e tratados como devemos se fizermos a nossa parte, se mostrarmos que realmente estamos aptos e viver uma cumplicidade verdadeira com as outras pastorais. Eu sei muito bem que cada um deve cuidar do que é seu e não se intrometer na atividade dos outros, mas demonstrar compaixão, interesse e oferecer ajuda aos outros membros da Igreja não é nada demais, aliás é nossa obrigação.

Bom, voltando à reunião de conselho:
- O presidente inicia colocando os assuntos em pauta.
- Cada coordenador já deve trazer seus assuntos anotados, suas datas para possíveis eventos, etc. Nada de ficar lá na hora lembrando sobre o que se tem para falar. Isso só atrasa mais a reunião.
- Esteja sempre presente um representante de pastoral ou ministério, caso o principal responsável precise faltar.
- Evite-se comentários demasiadamente extensos e desnecessários. Isso também gera stress, atrasando a reunião e provocando cansaço nos integrantes.
- Ninguém espera de uma reunião de conselho algo extremamente sério e sem brincadeiras, muito pelo contrário, deve haver sempre um clima de alegria e fraternidade, afinal estamos ali pelo mesmo propósito e somos todos amigos, porém precisamos saber ponderar as coisas, senão cairemos naquela do “fala, fala e nada acontece…”
- Pontualidade “Britânica”. Respeitem os horários e comecem e finalizem no horário estabelecido. Ganharemos mais respeito entre as pessoas, que vão acreditar cada vez mais que ali há um trabalho sério.
- O presidente terá o papel de distinguir quando uma determinada conversa está saindo do eixo e colocar todos de volta à direção certa.
- Reunião de conselho não é lugar de “lavar roupa suja”, ou seja, brigar com os irmãos de comunidade, ou ainda ficar apontando defeitos, etc.
O correto seria expor as falhas/problemas que houveram em algum dia e tentar encontrar uma forma de não acontecer mais. Estamos na Igreja e cadê o exemplo do perdão? Não acreditamos nisso? Então… nada de pecuinhas e brigas…. se for para participar da Comunidade e ficar só querendo arrumar briga é melhor ficar em casa. Por isso, é importante que antes da reunião de conselho haja um momento de oração para que tudo ocorra bem segundo a benção de Deus.

- Talvez uma idéia bem frutuosa seria um caderno de presença com a assinatura de todos os presentes. Por quê disso? Porque é bom termos um histórico, mas além disso, no futuro seria possível saber quem estava presente na reunião quando foi tomada uma decisão específica.

Adquirir uma boa estrutura leva tempo e exige-se não apenas boa administração, mas bom planejamento e compromisso, por isso devemos seguir devagar, um passo de cada vez, e, logicamente sem esquecer de nossa realidade. Não adianta querer implementar algo completamente distante, futurístico, que vimos em algum lugar, pois nem sempre o que é bom para um será bom para nós.

Tenho certeza que muitos de vocês poderão contribuir muito nesse artigo, pois há muito o que se falar ainda…

Grande abraço
Jorge

1 de Outubro de 2009

O Padre e o Ator

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Fé - Perseverança, padres — admin @ 09:06

Geralmente escrevo meus próprios artigos, mas hoje resolvi colocar essa história (coletada da internet mesmo), onde poderemos refletir sobre o que acontece em muitas das nossas celebrações…

Havia dois irmãos. Um resolveu ser padre e foi para o seminário. O outro preferiu seguir carreira como ator. Muitos anos se passaram sem que se vissem.
Alguns anos mais tarde, finalmente os dois se encontraram na casa dos pais. Nessa ocasião, os dois irmãos combinaram que um visitaria o outro quando estivesse exercendo a sua “profissão”.

Algum tempo depois, sentado no meio da platéia, diante do palco onde dentro de instantes seu irmão ator entraria em cena, o padre esperava. Quando as cortinas se abriram, o padre ficou de “boca aberta”. Cenário bem montado, palmas vibrantes, atenção e silêncio, o som harmonioso da orquestra, tudo perfeito.

O apresentador começou a falar (sem papel na mão). Explicou o sentido da peça para os dias de hoje. Falou sobre o autor, os atores e os detalhes do cenário. A apresentação foi um sucesso. Quando as cortinas se fecharam, todos, de pé, não paravam de aplaudir.

Muitos foram ao camarim do irmão ator para parabenizá-lo. Comentavam trechos da peça… tiravam lições para suas vidas.
Chegou o dia em que o ator visitaria o irmão padre. Encontrou-se, então, sentado na igreja, cercado por uma fria assembléia, num auditório não muito confortável. Olhava para o altar, onde um cenário sem muita criatividade parecia não ser trocado há muitos anos.

De repente, alguém tomou um desafinado violão e pôs-se a exigir que todos o acompanhassem em uma melodia que não era possível escutar devido ao barulho de uma estridente bateria.

Foi então que surgiu seu irmão. Lá na frente, ocomentarista leu alguma coisa. Mas não se pôde entender muito bem o que iria acontecer, nem a importância disso para os dias de hoje. Não havia palmas. Por outro lado, em nenhum momento houve silêncio completo.

No final da missa, o padre voltou para a sacristia. Só o irmão ator foi cumprimentá-lo. O padre perguntou-lhe:

- Por que as coisas são assim? Lá no teatro as pessoas eram tão atenciosas. Aqui tudo parece ser diferente. Que acontece?
E o irmão disse: - Você quer minha opinião sincera? - Claro… diga o que você pensa! - respondeu o padre.

E o ator disse: - É que lá nós representamos mentiras como se fossem verdades, e aqui vocês representam verdades como se fossem mentiras!!!

Realmente é para se pensar…. Por isso, se você pode fazer algo para ajudar sua comunidade, sua paróquia, seu padre… não perca tempo! Vá em frente, pois Deus merece o nosso melhor!

Grande abraço,
Jorge

6 de Dezembro de 2008

Aos Coordenadores e Líderes

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, padres — admin @ 18:20

À você meu irmão que recebeu esse chamado, de estar à frente de um povo, coordenando, liderando, incentivando e reascendendo o fogo dos irmãos.
Sabia que Deus sonhou com você? Já estava nos planos Dele que um dia você assumiria esse chamado.
Alguns relutaram, não acreditaram que seriam capazes, mas que acabaram por aceitar e disseram o seu sim.
Sabemos muito bem que o fato de ser um coordenador não significa que somos melhores, aliás a pedagogia de Deus é interessante, pois ele coloca à frente do povo pessoas com pouca instrução, pessoas aparentemente não preparadas, enfim, Deus e seus mistérios… Não foi assim que Ele escolheu Moisés, Davi, Pedro e tantos outros? Pessoas que jamais esperaríamos alguma coisa. E com você meu irmão coordenador é a mesma coisa. Deus sonhou com você. Deus esperava por você.

O coordenador, que tantas vezes é mal interpretado, não é acreditado, desvalorizado… tantas vezes o coordenador precisa de seus servos e é deixado na mão.
Os servos pedem uma coisa e ele atende. Depois os próprios servos reclamam de tantas atividades.
Se o coordenador pede algo, logo reclamam… todas as brigas e encrencas ele acaba se envolvendo, pois a fofoca também é comum nos dias de hoje.

Meus irmãos líderes: muitas vezes viveremos a aridez, o deserto, a solidão… a secura da espiritualidade e o abandono daqueles que jamais esperaríamos. Lembre-se que até Jesus foi abandonado e justamente na hora em que ele mais precisava do apoio de seus discípulos.
O coordenador tem o difícil papel de sempre estar bem, de sempre realimentar a fé o ardor dos servos. Não importa o que ele passou em casa, se está brigado ou se no trabalho foi um dia difícil. A questão é que ele sempre será uma referência. As pessoas não se preocupam com você, não pensam que são seres humanos como todos os outros.

Por isso é preciso amar nossos líderes, coordenadores, padres… sim, eles têm inúmeros defeitos, assim também como nós. Mas hoje não quero falar de defeitos, pois já escrevi muito a respeito disso.
Hoje com sua licença, lhe peço o direito de falar em defesa daqueles que Deus escolheu, para estar à frente, tomando chibatadas e passando muitas vezes por injustiças e humilhações.

O coordenador (assim como os padres, líderes, catequistas, etc) são os pastores do nosso meio. Precisam ter a incrível habilidade de ser o coração, de amar e zelar por cada ovelhinha. Algumas dão um trabalho danado, mas não importa: o pastor dá a vida pelas suas ovelhas. Reza por elas, se importa, se preocupa, ama… sabe da importância de cada uma.
O verdadeiro pastor é aquele em que as ovelhas podem contar com ele a qualquer hora e em qualquer momento.

Infelizmente tenho visto muito desses pastores se enfraquecerem e pelas mais diversas formas. Alguns porque já estão cansados, outros por serem aingidos pelos próprios servos. Outros até, não vêem a hora de aparecer um novo coordenador para assumir suas atribuições. Mas não isso o que Deus quer… se Ele sonhou com você é porque VOCÊ tinha que passar por isso. E o tempo nos dirá onde iremos parar.
Por ora, continue firme. Continue caminhando, não desanime. Como eu disse acima, as vezes passaremos por fortes momentos de aridez e até solidão, mas os grandes homens conseguem se fortalecer mesmo quando muitos não acreditam mais.
Lembremos dos grandes homens que buscaram forças na solidão e no deserto: Elias, João Batista, Jesus… e tem mais: tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. É assim que a Palavra nos ensina, não é? Então…

Assim como a ave fênix, onde segundo a mitologia grega, que acreditava que ela renascia das cinzas, assim são os verdadeiros pastores, os verdadeiros líderes que Deus acredita: eles ressurgem, renascem, mesmo que em meio à dor e lágrimas.
E sabe o por quê disso? Porque um coração adorador jamais volta atrás.

Chegam as grandes tempestades e muitos são arrastados. Mas depois de uma grande tempestade sempre vem a calmaria. E junto com ela espero que você esteja lá…

Se tua alma suspira a face de Deus, com certeza o teu sim nos inclina a adorar a Deus.
E é isso o que esperamos de vocês irmãos líderes: sejam fiéis, caminhem no amor…. pois perseverando no amor é a única prova de que vocês realmente são como o bom pastor em nossas vidas.

Deus abençoe!
Jorge

1 de Dezembro de 2008

O Amado de Deus

Olá amigos,
Minha reflexão de hoje é em cima de uma música do Vida Reluz (O Amado).
Hoje entendo um pouco mais sobre essa música, pois diz muito da realidade que estou vivendo.
Não vou deixar a letra inteira, mas algumas partes, que gostaria de saber se também dizem da sua vida.

“Vejam só aonde eu fui chegar / Não imaginei ir tão distante assim
Teu olhar por certo me atraiu / E a sua voz ainda ressoa em mim…

… Dono de mim não sou / Me acostumei ser Teu
Lutei pra chegar até aqui / Pois trago em mim Teu amor…
Desde que te encontrei e em Teu caminho andei / Teus passos imitei e decidi não voltar…”

Cada vez acredito mais que a essência da letra de uma música só pode sentir aquele que a experimenta.
Quando vejo partes dessa linda canção como “me acostumei a ser teu…” fico pensando na escolha que fiz para minha vida, quantas vezes consagrei a minha história, minha família, meu ministério e o meu servir. Me acostumei a ser de Deus….

Por fim, a música ainda diz algo interessante: “Dizem que o mesmo já não sou / Mas trago em mim Teu amor…”

À partir do momento em que pessoas disserem que já não somos mais os mesmos, fiquemos felizes, pois já é um pouco do Cristo que estamos deixando transparecer em nós.
E assim poderemos cantar: “Sou do amado meu… e o meu amado é meu…”

Deus abençoe!
Jorge

26 de Novembro de 2008

Cansaço do músico

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, padres — admin @ 13:17

Temos todo o direito de nos sentirmos cansados e isso acontece principalmente quando assumimos muitos compromissos, quando nossa agenda está cheia ou ainda quando somos exigidos com muitas atividades na paróquia.
Quando o nosso cansaço é físico ou simplesmente mental, tudo bem, pois é uma questão de reorganizar as coisas. De repente, não assumir tantos compromissos e recomeçar…. o problema quando o cansaço é daquele tipo: “não aguento mais”, ou seja, quando você fica “de saco-cheio” de tanto trabalhar. Quando você já não sente prazer e tudo parece ser uma obrigação. Aí a coisa complica…

Precisamos sempre renovar as nossas forças, por isso te aconselho a fazer um retiro de vez em quando, mas um retiro onde você não tenha que se preocupar em servir, ministrar, tocar, etc. Todos nós precisamos beber da graça, caso contrário fica difícil mesmo, pois às vezes parece que nadamos contra a maré.
Não desanime, não se entristeça, pois em nenhum momento disseram para nós que seria fácil. Vale muito a pena servir a Deus, mas somos seres humanos e de vez em quando precisamos descansar, repor as energias…

Há ministérios de música que tocam em 3, 4, 5 missas em um mesmo dia. Outros, tocam apenas uma missa por domingo, porém TODOS OS DOMINGOS…
Apesar de ser uma benção esse tipo de atividade, muitas vezes ficamos privados de fazer aquele que gostaríamos, como estar com a família, fazer um trabalho da faculdade ou simplesmente descansar.
Infelizmente muitas paróquias e comunidades estão passando por uma aridez muito grande de servos que servem à Santa Igreja, por isso acabam por nos explorar demasiadamente, ainda que involuntariamente. E quando chega nesse ponto é hora de parar e conversar. Dizer aos coordenadores, ao padre que está havendo um excesso de trabalho e que as coisas precisam ser acertadas. Um revezamento entre as equipes de trabalho é uma boa alternativa.

Não estou dizendo para você parar com o que faz atualmente, mas é bom tomar cuidado para não assumir tantas coisas ao mesmo tempo, senão lá na frente você vai querer jogar tudo para o alto e dificilmente estará disponível para o serviço da igreja.

O que mais queremos é ver músicos (e os demais servos também) dispostos à servir a Santa Igreja!

Deus abençoe!
Jorge

24 de Novembro de 2008

Ternura de Mensagem?

Um amigo meu já me dizia que “não é a mensagem em si que faz a diferença, mas a forma em que ela é transmitida”.

Vejam só: imagine que eu precise chamar a atenção de alguém por algum motivo, talvez por algum erro, sei lá… eu tenho muitas formas de dizer isso, porém imaginem que eu tenha digo com rispidez e grosseria. Porém outra pessoa, vai dar essa mesma notícia e comece assim: “olha irmão, eu tenho uma coisa que é difícil para se dizer, mas que precisa ser dita. Por favor não me leve a mal, mas…”
Soa ou não soa diferente?

Da mesma forma é a nossa música. Ela alcançará não apenas os ouvidos, mas também o coração e os sentimentos das pessoas, porém depende muito da forma que estamos nos expressando. Depende de quanta emoção, de quanta entrega eu tenho colocado.
Da mesma forma que há uma frase de Sao João da Cruz, que diz: “coloque amor onde não há amor e colherás amor…” também podemos dizer isso em nossas músicas: Coloque vida e colherás vida. Coloque emoção e as pessoas sentirão essa emoção. Coloque qualidade na execução e colherás admiração e respeito (lembrando que nada é para o nosso próprio ego).

Bom, eu citei exemplos relacionados à música, mas e em nossa vida de uma forma geral: Como você tem transmitido sua mensagem?
Ninguém tem nada a ver com os nossos problemas, por isso independente de como estamos precisamos sempre ter ternura em nossa maneira de falar e agir.
Fácil não é, mas também não é justo “descascar o abacaxi” nos irmãos…

Se não tomarmos cuidado teremos sérios problemas com nossos amigos e familiares, pois é como eu disse acima: “não é a mensagem em si que faz a diferença, mas a forma em que ela é transmitida“.
Há várias coisas que precisam ser levadas em conta: como falar, em que momento, diante de quem, etc…
Com discernimento e ternura chegaremos longe. Se Deus quiser…

Deus abençoe!
Jorge

20 de Outubro de 2008

Respeitando limites

Você já notou que muitas vezes não respeitamos os limites das pessoas?
Por exemplo: alguém que é novo no ministério e está aprendendo a tocar ou cantar…. alguém que é novo como pregador ou intercessor…
Estamos sempre explorando seus limites, forçando-os a fazer aquilo que ainda não podem. Exigimos sempre mais e mais.
Mas a verdade é que Deus não faz isso com a gente e porque acabamos por ser assim?
Desta forma estamos agindo como no Evangelho, onde um homem não perdoou a dívida de seu servo.

Muitas vezes nem nós mesmos respeitamos nossos limites.
Lembro-me que no começo de minha caminhada no grupo de oração lutávamos para conseguir rezar um rosário por dia e se não conseguíssemos, ficávamos muito tristes e com sentimento de culpa.
Ou seja, não respeitávamos nós próprios, pois era uma mudança muito brusca: um dia você nem reza e no dia seguinte rezar um rosário de uma vez?!

Precisamos aprender a respeitar os limites, sejam os nossos ou dos nossos irmãos.
Há coisas que levam tempo, por isso sejamos mais caridosos, mais pacientes, pois as coisas acontecem na hora certa, na hora que Deus achar melhor.
Podemos incentivar, mas nunca forçar a barra.

Imagina se quiséssemos ter pressa a todo tempo e chegássemos em um hospital e disséssemos assim: “Ei, nada de colocar o soro gota-após-gota…. coloque tudo de uma vez na veia da pessoa, assim ele ficará curado rápido…
Assim só estaremos atrapalhando e vamos matar o paciente.

Há coisas que demoram mesmo. Uns mais e outros menos. Mas o importante é saber esperar. E esperar com paciência, respeito e caridade.
Nada de ficar reclamando, pois cada um tem o seu próprio progresso.

Deus abençoe!
Jorge

18 de Outubro de 2008

Uma briga com a Campanha da Fraternidade

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Coordenadores, padres — admin @ 13:36

Quando eu entrei para Igreja existia algo que realmente me incomodava: eram as campanhas da fraternidade. Sou sincero em dizer que não aceitava tocar suas músicas, partilhar suas experiências, enfim…

Hoje tenho minhas conclusões ainda, mas queria deixar um pedido:
Precisamos estar em comunhão com a Igreja, em especial com a CNBB, pois se nos foi colocado a CF (Campanha da Fraternidade) é porque existe a benção da Santa Sé, ou seja, do papa. Porém, não podemos perder a espiritualidade que é própria da época da quaresma, que é o jejum e a penitência.

Não podemos esquecer que vivemos um momento de dor, pois se trata de Jesus que será crucificado e morto.
Por isso a minha briga com a CF, pois eu sempre considerei que fala-se demais dela e pouco do sofrimento de Jesus.

Eu ainda tenho muito o que aprender, mas uma coisa é certa: a unidade precisa acontecer sempre, por isso nada de rebeldia. Nada de achar que nosso ministério que é o certo e que nossa espiritualidade é a que vale.
Aqueles que são líderes devem incentivar os servos, as famílias, o povo a participar daquilo que a Igreja vive. E não alimentar uma briga que não levará a lugar nenhum.

Bom, você deve ter notado que escrevi sobre a CF em uma época em que não tem nada a ver, mas foi proposital. Para viver bem esse período precisamos de tempo para estudá-lo, ver suas propostas e como será nossa participação.
Por isso, acesse a página da CNBB e conheça mais a fundo do que se trata a CF.
Também disponibilizei aqui no site Oficina da Música Católica, link “Downloads e Cifras” o hino da Campanha da Fraternidade 2009.

Abraço fraterno,
Jorge

7 de Outubro de 2008

Padres vs Servos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Coordenadores, Jovens, padres — admin @ 11:05

Claro que não vou criar polêmica com esse assunto, mas vejo que é importante falar a respeito.
Alguns integrantes da igreja, como por exemplo servos de grupos de oração, ministério de música, equipes de liturgia, etc, têm encontrado problemas no relacionamento com seus sacerdotes.

O que acontece? Muitas vezes há resistência do padre em apoiar alguns trabalhos, “dar carta branca” para certas atividades, enfim… E por quê? Porque vemos muitos abusos, falta de preparo, falta de zelo, falta de formação…

Por outro lado, o padre também conta com uma colaboração mais afinco dos servos, na participação de reuniões, trabalhos específicos, etc. E nem sempre os servos querem compromisso. Só ajudam se forem atendidos primeiro.
E aí gera aquela briga, né?

Em particular vemos resistência de padres que não são muito adeptos à RCC e com isso o grupo sofre, pois ficam limitados na execução de seus ministérios.

Sei também que há sacerdotes turrões, que não ficam satisfeitos com nada que fazemos. As vezes temos até a impressão que a perseguição é só com a gente, pois damos duro, enquanto que outras pastorias são as queridinhas do padre. Não é isso o que pensamos? Às vezes estamos errados, mas nem sempre…
É difícil conviver com um sacerdote que não acompanha nosso trabalho, não incentiva nosso esforço, ou até mesmo critica aquilo que estamos fazendo. Colocam sempre defeito em tudo o que é feito.
E preciso dizer aos padres agora: é por isso que muita gente boa está saindo da igreja. Infelizmente preciso dizer que parte da culpa também é deles. Talvez não inteiramente, mas são bastante responsáveis.
Concordem ou não… são formadores de opiniões e com isso a fé dos fiéis é altamente comprometida.

Bom, minha opinião pessoal diz que ambas as partes estão erradas quando não querem se abrir para um diálogo, para saber mais a respeito e ter uma boa formação sobre algum assunto.
Do meu ponto de vista sempre precisamos sentar e conversar, mas principalemente quando as alfinetadas estão querendo surgir.

O que não podemos é falar mal do nosso padre, criticá-lo e dizer que ele não entende nada. Não é por aí… Na realidade assim é que não vamos conquistá-lo mesmo, pois se existe orgulho da nossa parte, do lado do sacerdote também, pois é um ser humano e quem sabe não pode usar de sua autoridade (errando ou não) e nos proibir de fazer o que gostaríamos?

Todos temos muito o que aprender. Todos temos que dar uma chance e ouvir.
Jesus se sentava com os pecadores e cobradores de impostos, nós no entanto não queremos ouvir aqueles que trabalham conosco pela mesma causa. Depois não me venha falar em perdão e humildade.
E aquela passagem do Evangelho que diz que antes de apresentarmos nossa oferenda ao Senhor devemos nos reconciliar com nosso irmão?

Pois então irmãos, vamos manter a calma, pois o ambiente que Deus está presente é aquele onde há paz.
Temos muito mais a ganhar se trabalharmos juntos.

Aos sacerdotes queridos preciso dizer: temos muitas pessoas boas na igreja. Cheias de boa vontade e loucas por uma oportunidade. Quem sabe não é a hora de abrir o coração e investir nesses irmãos?
Termino pedindo vossas bençãos.

Abraço fraterno,
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.