2 de Junho de 2009

Celebração matrimonial

Arquivado sob: Namoro / Casamento — admin @ 09:30

Com frequência tenho recebido emails de pessoas pedindo músicas para casamento e que sejam católicas.
Isso é muito bom, mas há algo que vale a pena ser considerado também: há músicas que não são católicas, mas que trazem em sua letra mensagens de amor entre os noivos, mensagens que diz a respeito do relacionamento de ambos, e isso precisa ser levado em conta.

Não pense que somente as músicas cristãs devem ser lembradas nesse momento, pois algumas falam dos obstáculos que foram enfrentados e juntos também foram superados. O mais importante é a mensagem, é o compromisso de amor e cumplicidade que terão de agora em diante.

Logicamente há músicas cristãs, católicas que são lindíssimas e podem ser usadas, mas não sintam-se mal caso queiram colocar outros estilos, porém tenham sempre o cuidado para não colocar músicas bonitas instrumentalmente, mas que em sua letra não condizem com a realidade que se vive ou que se deseja viver.

Bom, algumas sugestões de músicas católicas e que podem ser usadas em casamentos serão encontradas aqui mesmo no Oficina da Música Católica. Acessem na página principal um link chamado “Partilha entre músicos“.
Deus abençoe!
Jorge

30 de Dezembro de 2008

O nosso lugar

Há muito tempo atrás eu estava conversando com um irmão sobre qual é o nosso verdadeiro ministério e ele me disse assim: “Eu não sei se você tem outros ministérios, mas uma coisa eu tenho certeza: o seu ministério é o de música. Não sei se vc será um instrumentista, cantor ou animador, mas sinto no coração que é a música”.
Fiquei muito feliz com aquilo e sabia muito bem que aquelas palavras não eram porque eu era bom em alguma coisa, muito pelo contrário, pois quem me conhece sabe muito bem das minhas limitações. Se para fazer parte de um ministério de música eu precisasse ser bom na técnica eu estaria perdido. Até hoje… mas Deus tem seus desígnios e sempre tem um lugar para cada um de nós.

Eu sei que muitos sentem-se tristes por não saberem onde é o seu lugar dentro da igreja, da família ou da sociedade, mas é preciso ter calma, paciência e fé.
Por exemplo: o fato de você não ter conseguido uma namorada ou namorado não significa que você não tenha vocação para o matrimônio. Não precisa ficar apavorado e tentar uma vocação religiosa. Tenha calma! Assim você corre o risco de ser um mal religioso, pois talvez não seja o seu verdadeiro chamado.

Outros tentam desesperadamente participar de vários ministérios ao mesmo tempo: intercessão, acolhida, pregação, etc… participam de todas as reuniões possíveis, todos os eventos, enfim, diz a todo mundo que participa de vários ministérios. Mas sabe de uma coisa: na realidade não é nenhum desses… quando vemos sinal de desespero, de querer mostrar para as pessoas significa que ainda não estamos suficientemente maduros ainda.

Dentro de uma empresa há pessoas que “precisam” mostrar que sabem mais que os outros, tornando-se até “puxa-sacos” para conseguirem algo, mas na realidade ainda não estão sendo elas mesmas, pois também não encontraram o seu lugar.

Precisamos apenas ser nós mesmos, continuar trabalhando com fé, perseverança e paciência, pois no tempo certo (quando menos esperarmos) Deus nos mostrará o caminho. Aliás, quem sabe Ele já não esteja mostrando e você não tenha percebido ainda?
De qualquer forma o seu namorado aparecerá. O seu ministério aparecerá. O seu trabalho aparecerá.

E vamos em frente…
Deus abençoe!
Jorge

24 de Novembro de 2008

Ternura de Mensagem?

Um amigo meu já me dizia que “não é a mensagem em si que faz a diferença, mas a forma em que ela é transmitida”.

Vejam só: imagine que eu precise chamar a atenção de alguém por algum motivo, talvez por algum erro, sei lá… eu tenho muitas formas de dizer isso, porém imaginem que eu tenha digo com rispidez e grosseria. Porém outra pessoa, vai dar essa mesma notícia e comece assim: “olha irmão, eu tenho uma coisa que é difícil para se dizer, mas que precisa ser dita. Por favor não me leve a mal, mas…”
Soa ou não soa diferente?

Da mesma forma é a nossa música. Ela alcançará não apenas os ouvidos, mas também o coração e os sentimentos das pessoas, porém depende muito da forma que estamos nos expressando. Depende de quanta emoção, de quanta entrega eu tenho colocado.
Da mesma forma que há uma frase de Sao João da Cruz, que diz: “coloque amor onde não há amor e colherás amor…” também podemos dizer isso em nossas músicas: Coloque vida e colherás vida. Coloque emoção e as pessoas sentirão essa emoção. Coloque qualidade na execução e colherás admiração e respeito (lembrando que nada é para o nosso próprio ego).

Bom, eu citei exemplos relacionados à música, mas e em nossa vida de uma forma geral: Como você tem transmitido sua mensagem?
Ninguém tem nada a ver com os nossos problemas, por isso independente de como estamos precisamos sempre ter ternura em nossa maneira de falar e agir.
Fácil não é, mas também não é justo “descascar o abacaxi” nos irmãos…

Se não tomarmos cuidado teremos sérios problemas com nossos amigos e familiares, pois é como eu disse acima: “não é a mensagem em si que faz a diferença, mas a forma em que ela é transmitida“.
Há várias coisas que precisam ser levadas em conta: como falar, em que momento, diante de quem, etc…
Com discernimento e ternura chegaremos longe. Se Deus quiser…

Deus abençoe!
Jorge

6 de Novembro de 2008

Conflito com Deus?

Arquivado sob: Fé - Perseverança, Namoro / Casamento, Jovens — admin @ 08:41

Esteja certo de uma coisa: Deus sempre fala conosco e nos chama e de diferentes maneiras para diferentes propósitos.
Sim, existe também a nossa busca, discernimento, etc, mas se você tem vocação para determinada coisa, Deus também irá mostrar, talvez com algum sinal ou situações, pessoas que Ele colocará em sua vida, enfim… o importante é não tomar decisões precipitadas ou de cabeça quente.

Claro que temos todo o direito do mundo de errar, de achar que era o momento certo e depois ver que não era nada disso. Aliás, isso é até bom em alguns casos, pois acaba confirmando que nossa vocação era “aquela outra”.
Mas se possível, pense com carinho, com a mente tranquila, mas principalmente ore bastante, peça bastante sabedoria e discernimento ao Senhor, pois Ele responderá. Lembre-se: o tempo é de Deus.

Agora por favor: não venha me dizer que orou durante sei lá quantos anos e o Senhor nunca respondeu, então você decidiu por conta própria que você não tinha vocação e resolveu traçar o próprio caminho, pois sua decisão foi prazerosa e assim você tem vivido feliz.

Existe um ditado popular que diz: “cada cabeça uma sentença”… até aí tudo bem, pois vc até pode fazer o que quiser da sua vida, pois vc é livre, mas o que quero dizer é que muitos colocam a culpa no Senhor, como se Ele fosse obrigado a lhe falar dentro de um prazo que você mesmo estipulou. Por exemplo: “Deus precisa me falar se eu tenho vocação para o casamento até o ano que vem”.
Gente, que absurdo. Pelo amor de Deus…

E outra: quem garante que Deus já não está falando e vc que não está sabendo ouvir ou está se fazendo de bobo, pois na verdade gostaria de ouvir outra coisa?

Finalizando: eu gosto muito de assistir jogos de futebol e muitas vezes os jogos são decididos em detalhes.
Em nossa vida é a mesma coisa: devemos prestar atenção nos detalhes. Não espere algo sobrenatural, uma luz, uma voz vinda do céu até você…
Preste atenção nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nas pessoas que você menos esperava.

Deus tem muito a nos falar. Deus abençoe!
Jorge

20 de Outubro de 2008

Respeitando limites

Você já notou que muitas vezes não respeitamos os limites das pessoas?
Por exemplo: alguém que é novo no ministério e está aprendendo a tocar ou cantar…. alguém que é novo como pregador ou intercessor…
Estamos sempre explorando seus limites, forçando-os a fazer aquilo que ainda não podem. Exigimos sempre mais e mais.
Mas a verdade é que Deus não faz isso com a gente e porque acabamos por ser assim?
Desta forma estamos agindo como no Evangelho, onde um homem não perdoou a dívida de seu servo.

Muitas vezes nem nós mesmos respeitamos nossos limites.
Lembro-me que no começo de minha caminhada no grupo de oração lutávamos para conseguir rezar um rosário por dia e se não conseguíssemos, ficávamos muito tristes e com sentimento de culpa.
Ou seja, não respeitávamos nós próprios, pois era uma mudança muito brusca: um dia você nem reza e no dia seguinte rezar um rosário de uma vez?!

Precisamos aprender a respeitar os limites, sejam os nossos ou dos nossos irmãos.
Há coisas que levam tempo, por isso sejamos mais caridosos, mais pacientes, pois as coisas acontecem na hora certa, na hora que Deus achar melhor.
Podemos incentivar, mas nunca forçar a barra.

Imagina se quiséssemos ter pressa a todo tempo e chegássemos em um hospital e disséssemos assim: “Ei, nada de colocar o soro gota-após-gota…. coloque tudo de uma vez na veia da pessoa, assim ele ficará curado rápido…
Assim só estaremos atrapalhando e vamos matar o paciente.

Há coisas que demoram mesmo. Uns mais e outros menos. Mas o importante é saber esperar. E esperar com paciência, respeito e caridade.
Nada de ficar reclamando, pois cada um tem o seu próprio progresso.

Deus abençoe!
Jorge

29 de Setembro de 2008

Relacionamento desgastado

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Namoro / Casamento, Jovens — admin @ 14:56

Infelizmente é comum o que temos visto em alguns lugares: relacionamentos desgastados. E isto pode se tornar um problema ainda maior quando interfere na atividade dentro da Igreja. Vamos aos exemplos:

- namorados que são do mesmo ministério de música e acabam brigando… o que acontece? Todos acabam sendo afetados, pois não há aquela clima de harmonia;
- casais que servem em um grupo de oração e estão brigados. Interfere na vida dos servos, do coordenador, enfim, fica complicado conversar com um, sendo que o outro não quer colaborar…
- relacionamentos de amizades que duraram por tanto tempo e de repente, se vêem acabar justamente por causa da Igreja. Como assim? Imagine o seguinte: dois amigos de longa data. Certo diz conhecem a Jesus e passam a servir a Igreja, porém, um é mais assíduo na participação. O outro nem tanto. Mas aí acontece que um dos amigos começa a forçar a barra, dizendo que ele precisa se doar mais…. e mais… e mais….
Começa a esquecer que ali existia uma amizade forte e passa a ser um “chato” (desculpe-me pela expressão, mas é verdade), pois o relacionamento começou a mudar.

Tudo na vida desse irmão é a Igreja e não se importa mais com família, com os amigos (e em especial aqueles que não estão na caminhada), também trata com indiferença os colegas do trabalho, afinal, “eles não tem discernimento, não são como eu que “conhecem” a Jesus… não receberam ainda os dons do Espírito Santo…”
Querendo ou não a visão dessa pessoa fica tão reduzida, tão focada, que no fim das contas ela quem é que precisa de uma reflexão sobre sua própria vida…

Deus não quer que nossos relacionamentos se desgastem, muito pelo contrário, Ele é o motivo da nossa alegria e nossa força. Com o nosso testemunho temos que nos apaixonar a cada dia pelos irmãos, pelos nossos familiares e com os cônjuges.
Deus precisa ser algo que atrai as pessoas, não que afaste.
Tem gente que está afastando Deus das pessoas, justamente pelo seu jeito fanático e sem discernimento.

Bom, para aqueles que estão vivendo momentos perturbados eu aconselho: é hora de restaurar o tesouro que você conheceu. É hora de remodelar a obra de arte que Deus colocou em sua vida.
Re-conquiste aqueles que você ama. E isso nem sempre é fácil, pois exige de nós humildade, um pouco mais de paciência, mas principalmente humanidade.
Seja simples e tenha coragem. No começo as pessoas estranharão sua atitude, mas aos poucos perceberão que você deixou “a ficha cair”.

Com perseverança podemos chegar lá. Aqueles que Deus nos como presente não podemos perdê-los assim tão facilmente.

Deus abençoe!
Jorge

14 de Agosto de 2008

Deixe-se moldar

Mergulhar nas profundezas do coração de Deus é ter intimidade, abrir-se ao Espírito Santo, é deixar com que Deus nos modele por inteiro, é viver a vida nova na qual temos tanta sede.
É a transformação de nossa vida inteira, independente do que já tenhamos feito. Já não importa o homem velho que fomos, não importa o quanto pecamos e o mal que já fizemos. Mas agora somos nova criatura, pois estamos em Cristo Jesus.

Vamos pensar daqui pra frente. Você precisa se levantar meu irmão. Não pare por aí. Não desanime. Seu ministério é valioso e sua vida é uma benção pra muita gente. Pode acreditar.

Se descobrirmos verdadeiramente a riqueza que é ser um homem espiritual, uma mulher espiritual, jamais abandonaremos essa vida, pois é lindo, é maravilhoso ao mesmo tempo que é simples. Assim como diz a música é uma brisa suave que nos toca, invade e toma o espaço do nosso coração. E a luz que chegará até nossa alma dissipará todas as trevas…

Já não há mais lugar para o homem velho, para as coisas velhas e para o pecado. Sim, o pecado está diante de nós o tempo inteiro, mas já não nos preocupamos tanto com ele, pois o Senhor olha para a nossa luta e é isso o que importa.

Solte sua voz e clame, mas com amor:
“Sim Senhor, eu sei que sou pequeno… sei que sou pecador, mas quero te amar… eu sei que te amo Senhor, por isso vem ó Espírito Santo. Brisa leve, tão suave doce Espírito, Santo de Deus…”

Os carismas vão te acompanhar, a doçura do alto repousará sobre seu ministério e a sombra do Altíssimo te envolverá.
É uma questão de abertura. Quanto mais eu rezo, quanto mais eu busco e quanto mais eu quero, assim irei recebendo.
Basta ser fiel no pouco. E o Senhor confiará muito mais!

Deixe-se moldar, pois vale a pena.

Deus abençoe
Jorge

8 de Agosto de 2008

Namoro na missa

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Namoro / Casamento, Jovens — admin @ 08:16

Missa não é lugar de namorar. É o lugar dos namorados. Veja que diferente e que bonito.
Os namorados devem estar juntos SIM na missa, mas não de namoricos…
Desculpe-me falar, mas não é legal você participar de uma missa e ver um casalsinho se acariciando, beijando no pescoço, enfim….

Da mesma forma, no grupo de oração também não é propício ficar o tempo inteiro abraçado, pois ali é um lugar de oração, onde estamos buscando intimidade com o Senhor. Estamos buscando forças, enchendo-nos de bençãos e de paz. Partilhamos com os irmãos nossas vidas e experimentamos os carismas.

O comportamento que um casal precisa ter na missa ou no grupo de oração é o mesmo: mansidão, respeito… e todas as coisas que nós sabemos.
O triste é quando vemos um mal exemplo que vem dos próprios membros da Igreja. E não podemos deixar isso acontecer.

Veja como na Palavra de Deus temos algo sério que pode ser aplicado à nós. Está no evangelho de Mateus 18, 15-17:
“Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano”.

Olha aí… aquele que não se comporta está sujeito a ser exposto.

É melhor ter uma postura de cristão verdadeiro. As pessoas admiram isso. Deus se alegra com isso.
Se hoje muitos julgam o comportamento dos católicos é porque não viram aqueles que dão testemunho de verdade. De casais que oram juntos, participam da missa juntos, têm trabalhos em suas comunidades.

Imagine o seguinte: se você estivesse com o seu namorado ou sua namorada diante da Cruz, no dia que Jesus foi para o calvário. Imagine-se em Jerusalém, naquela colina chamada Gólgota.
Como vc se comportaria? Vc seria capaz de ficar beijando o pescoço dela na frente de Jesus?

Desculpe-me pegar um pouco pesado nos comentários, mas a missa tem muita importância e precisamos dar esse testemunho: de quanto valorizamos o santo sacrifício do calvário.
A missa sempre terá lugar para os namorados… lembre-se disso!

Deus abençoe!
Jorge

4 de Agosto de 2008

Cuidado. Vigiai!

Uma coisa é certa: se você não tomar cuidado vai cair… Vai cair sim….
Se não vigiar cedo ou tarde cairá na cilada do inimigo. É uma questão de tempo…
Não adianta querer dar uma de durão, de que comigo não acontece, enfim…. se não for vigilante vai ser pego.

Nossa vigilância precisa ser levada mais a sério.
Desculpe-me a força da expressão agora, mas não interessa se você não está com dificuldades, se está passando por provação, se está em depressão…. pegue o seu terço, reze! Não perca tempo, é urgente!
Talvez você já tenha esperado demais. Não espere chegar determinada situação. Não espere sua fé “melhorar”. Isso não existe, pois você que precisa correr atrás.
Procure tempo. Não seja vencido por ele. Reze no ônibus, na fila do banco, enfim, reze, leia a Palavra, aprofunde-se na espiritualidade e não saia mais dela, pois aqueles que se consideram firmes podem cair sim.

Ser vencido pelo inimigo é muito fácil, porque ele apresenta coisas boas pra gente. Coisas que nos alegram (ainda que por algum tempo), coisas que dão prazer e nos satisfazem.
Mas vai durar por apenas algum tempo. Depois você é candidato à tristeza e depressão, candidato à revolta e indignação consigo mesmo. Não queira passar por isso.

Volte para aquela espiritualidade que um dia você teve. Aliás, mergulhe mais ainda no coração de Deus, porque o tempo está passando e muitos estão sendo vencidos… e como eu já disse aqui algumas vezes: nós somos escravos de quem nos vence. Por isso, se caiu é melhor levantar-se. Se está no fundo do poço você só tem uma saída: para cima.
Não importa o tamanho do seu pecado ou do erro que você cometeu. Agora não tem jeito: levante a cabeça e vamos em frente…. se pecou, fazer o quê? Somos seres humanos… somos fracos…. mas não fique mais escravizado.
Quebre estas correntes agora mesmo em nome de Jesus.

Meu irmão, minha irmã… todos nós estamos sujeitos. Eu também não sou santinho. Eu também sofro tentações. Eu também passo por desânimo e dificuldades. Mas eu não posso parar se algo aconteceu.
Ninguém está livre disso. Todos nós somos alvo do inimigo. Por isso, além de desviar das flechas inflamadas é melhor estar com o escudo da vigilância.

Vamos! Bola pra frente. Chega de mornidão.
Levante-se e tenha coragem!

Bom, esse é meu grito de alerta de hoje. Espero que vc me leve a sério.

Deus abençoe!
Jorge

31 de Julho de 2008

A serpente em nosso meio

A serpente quando apareceu para Eva não foi de uma forma assustadora. Nós vemos muito bem um diálogo ali, “uma tranquilidade” no ar… e Eva foi seduzida, foi enganada, pois a astúcia da serpente foi “perfeita”.

Sabe de uma coisa? Há inimigos nossos que são declarados, outros porém, vestem-se como serpentes. E o pior é que precisamos “pisar em ovos” para tratar com algumas pessoas. Temos que tomar um cuidado danado, pois nunca se sabe o que pode sair dessa pessoa.
Alguns têm influência sobre nós e por isso estamos à mercê deles… por exemplo, pessoas que são “escravizadas” por chefes ou que de alguma forma são subordinadas à algum tipo de autoridade. Aí somos obrigados a ficar “fazendo média”… é horrível isso, não é?

Às vezes conseguimos distância e é o melhor que se deve fazer mesmo, mas o problema é que as vezes também somos obrigados a conviver, ouvir, ver coisas que não nos interessa, que não nos agrega em nada. E mais ainda: há pessoas que parecem que trazem em si uma carga negativa, o mal, sei lá… Deus nos livre! Mas é verdade…
Parece que estão sempre de mal-humor e tentam descontar em nós… alguns esguicham seu veneno com palavras, outros através da autoridade.

Agora, a tristeza maior é quando vemos pessoas que são da Igreja e que estão envenenadas. Aí não contentes, procuram envenenar os outros também. Procuram seduzir os outros e levar para o mal caminho (do mesmo jeitinho que a serpente fez com Eva).

Cuidado meus irmãos. Jesus disse para vigiarmos e orar. Esta é a nossa vacina, mas isso não significa que seremos picados… essa “vacina” tem o poder de nos fortificar, para quando acontecer isso termos forças, não cairmos nessas ciladas.
Nossa Senhora não pisa na cabeça da serpente? Então, no entanto, ela ainda tem a audácia de picar os calcanhares de Maria… quanto mais a nós.

Tenho medo também de elogio demais… Sabe aquelas pessoas que você sabe muito bem que não gostam de você ou que por algum motivo não vão com a nossa cara? Então… e de repente querem ser muito amiguinhos, enchem a gente de elogio… Cuidado irmãos! Olha a astúcia do inimigo…
Eu acredito na mudança de vida sim. Sei que a pessoa que está no mal caminho pode se converter e querer se aproximar com a gente na melhor das intenções, mas é preciso estar atento, porque o inimigo é cara de pau. Foi capaz de desafiar Jesus no deserto, quanto mais a nós.

Em nosso meio há muitas serpentes e não podemos dar vez à elas. Algumas somos obrigados a conviver, outras podemos descartar de nosso meio.
Um homem ou mulher de Deus não pode ter medo e se dá o respeito, por isso mantenha sua postura de cristão firme.
Continue caminhando… dê seu testemunho!

Deus abençoe!
Jorge

11 de Julho de 2008

1 Corintios 13

Ainda que o meu tocar atraisse muitas pessoas até o grupo de oração e minha técnica fosse completamente apurada, sem amor eu nada seria.
Ainda que minha pregação fosse carregada da unção a ponto de ver pessoas transformadas, sem amor eu nada seria.
Mesmo que eu conhecesse todos os ministérios e soubesse como conduzir um grande povo; mesmo com toda a fé do mundo… eu não seria nada sem o amor.
O amor é bom, é paciente. Ele nunca sai de moda. É a força mais poderosa que existe, porque é capaz de reconstruir o que ninguém acredita mais. O amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O nosso ministério vai passar, nosso grupo de oração vai passar, a nossa coordenação vai passar, mas o amor jamais acabará.
Se eu quero conquistar as pessoas não é pela minha força, mas também não será somente pela oração.
Ganhar é muito fácil, mas para conquistar é preciso de amor.

Certa vez participei de uma formação onde o tema era grupo de oração, e a formadora disse: o grupo de oração é dividido em duas partes: 50% é a acolhida do grupo e os outros 50% é dividido em todas as outras partes juntas.
Aí fiquei pensando… realmente…. a acolhida precisa ser a mais importante de todas as coisas, pois é ali que o amor vai resplandecer primeiro.
Talvez nem tudo esteja tão claro e você não esteja me entendendo, mas isso porque vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos o amor face a face.

Que permaneça sempre entre nós todos os dons e carismas, que os ministérios sejam santos, que os pregadores e coordenadores tenham sabedoria de conduzir o povo, que os músicos sejam instrumentos da vontade de Deus, mas entre todas essas coisas, que permaneça o amor, pois ele é maior que tudo.

Deus abençoe!
Jorge

7 de Julho de 2008

Solo santo

Arquivado sob: Namoro / Casamento — admin @ 08:42

Os dois lugares de maior benção dentro de nossa casa são: a mesa da cozinha e a cama do casal.
A primeira por ser o lugar onde a família se reune e faz sua ceia juntos. O segundo (a cama) é o lugar onde Deus abençoa o matrimônio e onde o casal sela o seu amor.
Com essa introdução quero meditar sobre uma pregação que vi do Dunga neste final de semana. Ele dizia que a cama do motel é o “parque de diversões” de Satanás. Pelo seguinte: ali deita-se: homem com homem, mulher com mulher, homem casado com mulher casada (onde obviamente os dois estão traindo seus cônjuges) e assim por diante.
Naquela cama é selada a vontade de Satanás e ali ele se diverte e destrói as famílias, as vidas…

Você que já foi em um motel, por favor não vá mais.
Você que tem curiosidade e gostaria de conhecer, por favor esqueça isso.
Não queira se deitar na mesma cama onde houve profanação, orgia, consumo de drogas, traição e todo tipo de pecado.

Aos casados: um dia seus pés pisaram o solo sagrado da Igreja e o Senhor naquele momento dizia: “Tire as sandálias dos pés, pois o lugar que você estão é santo”…. e o selo desta benção, desta santidade nos acompanha para todos os lugares. Então não se contamine: não pise com pés santos em solo pecaminoso.

O olhar de Jesus, o seu jeito e suas atitudes marcaram a vida de Maria Madalena, fazendo com que ela deixasse a vida de prostituição.
Por isso, peço a Deus que também as nossas atitudes mexam com o interior das pessoas, fazendo com que elas voltem para o solo santo.

Deus abençoe!
Jorge

2 de Julho de 2008

Discernir primeiro

Há algo muito interessante no início do Evangelho de Lucas. O autor diz que estudou cuidadosamente os fatos que aconteceram. Ou seja, ele não queria escrever ou falar qualquer coisa antes de ir atrás de fatos concretos, de conversar com pessoas que foram testemunhas oculares dos acontecimentos, ou seja, tiveram contato direto com Jesus. E só depois veio a escrever para nós…

Esse início de capítulo nos ensina que não devemos ser precipitados, que não devemos agir na empolgação e nem pela emoção.
Imagine o que Lucas sentia quando as pessoas relatavam os milagres de Jesus… ele poderia ser levado pela emoção e pregar aquilo que lhe viesse na cabeça. Mas não…. leia o início do evangelho. Ele teve paciência, estudou, agiu com discernimento e no momento certo expôs para nós os relatos desse livro sagrado.

Assim também deve ser em nossa vida. Quando nos precipitamos corremos o risco de tomar decisões erradas. E algumas vezes as decisões são irreversíveis. Por isso, tenha cuidado. Melhor é agir com prudência e discernimento.
Jesus não se precipitava quando era pressionado. Pilatos e Herodes o interrogaram com arrogância e prepotência, no entanto sua espiritualidade lhe dava um autro-controle fora de série. Os fariseus o colocavam sempre em emboscadas, mas Jesus não ia na conversa deles… muito pelo contrário, deixava eles falarem tudo o que queriam e depois do silêncio vinha a palavra de sabedoria.

Hoje minha dica é essa: vamos ouvir mais, discernir mais… e no tempo exato, aí sim, vamos falar e agir.

Deus abençoe!
Jorge

30 de Junho de 2008

Ouvindo a voz de Deus

Arquivado sob: Coordenadores, Fé - Perseverança, Namoro / Casamento, EU - Jorge — admin @ 13:10

Certas coisas nós deveríamos saber ouvir e descartá-las de nossas vidas, simplesmente porque não são importantes e não devem ficar em nós. Coisas que não irão nos agregar em nada. E o grande problema é que nos prendemos justamente à essas coisas.
São pessoas que não nos compreendem, que nos julgam, pessoas que não sabem exatamente da história e acabam por tomar decisões precipitadas. Assim, acabamos ouvindo coisas desnecessárias.
Mas o grande problema não é simplesmente ouvir, mas aquilo que guardamos em nosso coração quando ouvimos.
Certas coisas irão apenas nos machucar ou mexer em algo que estava quieto, que aliás, poderia ser evitado.

Uma parcela de culpa também é nossa, pois depositamos confiança demais nas pessoas, esperamos demais delas… a nossa escuta não está no Senhor e é por isso que nos decepcionamos ou ficamos irritados.
Quando ouvimos a voz de Deus algo acontece dentro de nós, pois a voz do Senhor é firme sim, mas há ternura. E essa ternura nos encurrala e nos leva a tomar uma decisão: É melhor ouvir a voz de Deus ou continuar confiando na minha própria intuição.

É verdade ou não é, que por um período você experimenta dessa escuta, mas que, por algum motivo ou outro você acaba se desviando e volta a confiar “no seu próprio taco”?
E é aí que tudo começa a dar errado novamente…

Não se ouve Deus no barulho. Não se encontra o Senhor nos lugares errados.
Melhor é ter um pouco mais de paciência e você o ouvirá. Assimile bem o que Ele te fala e tenha discernimento para tomar alguma ação.
Deus até se cala em alguns momentos, porém, em outros Ele fala… e muito… mas somos nós que não ouvimos, não paramos.

Se você quer que as coisas caminhem diferente na sua vida, na sua paróquia ou em seu grupo de oração é melhor silenciar um pouco mais, pois a Palavra já nos ensina: “…Fala Senhor, que o teu servo escuta…” (1Sm 3, 1-10)

Deus abençoe!
Jorge

16 de Junho de 2008

Altar: nossa inspiração

Uma vez eu li em um livro de liturgia que o Altar é Cristo. E se pararmos para observar veremos o quão é importante.
O sacerdote faz sua reverência e sempre o beija no início e término de cada missa. Incensa-o e ali acontece o sacrifício de Nosso Senhor.

Antigamente os sacerdotes chegavam só até certo ponto, mas o único que podia chegar até o altar mesmo era o sumo sacerdote, para vermos a tamanha importância que lhe era dada. E esse sacerdote subia amarrado com uma corda em sua cintura, pois se, por ventura morresse seria puxado de volta. E detalhe: o sumo sacerdote só poderia ir até o Santo dos Santos uma vez por ano.
Mas quebrar esse laço de amor e fidelidade com o Senhor não era permitido. O lugar do Santo dos Santos, o lugar mais digno, onde não teríamos acesso.

Tudo isso é bíblico meus queridos… e logicamente encontraremos também nos livros mais específicos sobre liturgia.

Por tudo isso o altar deve ser nossa fonte de inspiração. A inspiração do nosso canto, da nossa música, da nossa doação.
Olhamos para ele e lembramos que o sacrifício acontece diante dos nossos olhos. Cristo é imolado e se faz alimento… por amor a nós.

E ficamos tristes quando descobrimos que alguns irmãos não sabem de sua importância e dignidade.
Note que os noivos que se casam na Igreja prometem diante de Deus, dos irmãos e diante do altar. É ali que a benção é selada. Dele vem a força e mostra-nos o compromisso que teremos com a Igreja. Não é pouca coisa não.

Se você quer uma fonte de inspiração para sua música olhe para o sacrário sim. Olhe para cruz também. Mas olhe para o altar, pois ele nos lembra onde estamos.
No meu casamento eu lembro que estava escrito no altar: “Estamos na presença de Deus”.
E que essa presença seja nosso motivo de continuar caminhando, pois Jesus não desistiu.

Também foi entre o altar e o sacrário que muitas vezes minha esposa e eu colocamos nossas vidas, entregando e consagrando todo o nosso namoro nas mãos do Senhor. Diante do lugar onde celebramos o banquete do cordeiro choramos muitas vezes, mas também nos alegramos, porque recemos uma força que é indiscritível: a força do amor.

Um irmão me perguntou nesse final de semana de onde veio a idéia de criar esse site.
Fiquei pensando e não soube muito bem o que responder… mas sinto SIM, que uma das fontes de inspiração, só pode ter sido o altar, pois ele é Cristo, nosso refúgio, nosso lugar e de onde vem toda a inspiração.

Deus o abençoe!
Jorge

23 de Maio de 2008

Em busca da liberdade

Ainda quero falar um pouco sobre liberdade.
Como citei no último artigo somos escravos de quem nos vence. Pense nisso: somos escravos de quem nos vence… Quem tem vencido você ultimamente?
Se Jesus nos venceu somos escravos dele. E estar com Ele é ser livre. E isso é bom….
E ao mesmo tempo é um paradoxo interessante.

Você já percebeu como as pessoas ao nosso redor querem nos aprisionar?
Seja no trabalho, na escola, faculdade, na Igreja e até mesmo em casa…
1- Veja só: no trabalho querem que demos o sangue, e, muitas vezes não estão nem um pouco preocupados com a nossa vida particular. É verdade ou não é?
2- Os estudos tomam tanto tempo nosso que se levarmos ao pé da letra não teremos tempo para fazer mais nada.
E como tenho visto pessoas se distanciando da Igreja porque começaram a fazer faculdade e dizem que não têm mais tempo… e por favor não me venham com a desculpa que realmente não dá para conciliar. Eu também sou formado: fiz faculdade e passei por todas as dificuldades que muitos estão passando agora. Eu sei muito bem o quanto a faculdade pode agregar, mas sei também o quanto ela pode destruir. E estou vendo isso acontecer….
3- Na Igreja nos enchem de tantas atividades que parece que não temos mais casa, pois passamos mais tempo dentro da Igreja do que com nossa família. Fora a seguinte questão: “se você falta um dia no grupo de oração, em uma quermesse, enfim, em qualquer atividade, já começa uma cobrança sem fim – somos quase apedrejados e crucificados.”
Não é isso que Jesus quer para nós…
4- Em casa a família também nos aprisiona quando não respeita nossas decisões. Às vezes gostaríamos de estar mais na Igreja ou de sair mais com os amigos, no entanto, sempre tem alguém para criticar aquilo que de fato gostaríamos de fazer.
5- Nos relacionamentos a namorada pega no pé do namorado porque este precisa trabalhar até mais tarde; o esposo não quer saber de ver a esposa tanto tempo na Igreja; a esposa briga porque o esposo não ajuda cuidar dos filhos….

E por aí vai….. e qual o preço da nossa liberdade?
O preço foi o sangue derramado na cruz. Se lembrássemos um pouco mais do sacrifício de Jesus pararíamos de olhar tanto para nossas vontades.
Jesus foi crucificado para que você e eu fôssemos salvos, fôssemos livres e principalmente felizes.

Atualmente algumas pessoas estão confundindo as coisas, pois acham que liberdade é sair fazendo aquilo que lhe der na telha, pois “chega de fazer tudo aquilo que os outros mandam… também tenho direito de fazer aquilo que gosto e aquilo que quero”…

Mas vamos meditar em uma das cartas do nosso querido Papa João Paulo II:
“Liberdade não é fazer só o que nós queremos, mas sim fazer o que é preciso…”.
E isso deu até música, pois nosso querido diácono Nelsinho Correa da Canção Nova entendeu bem a mensagem e transmitiu a todos nós.

Faça o que tem que ser feito – por ser preciso.
Faça que tem que ser feito – por amor.
Faça que tem que ser feito – com alegria.

Não se estresse tanto. Releve mais as coisas. Perdoe mais… para que esquentar tanto a cabeça? Talvez você ande bem explosivo ultimamente… Já notou se isto está acontecendo mesmo?
Não assuma também tantos compromissos. Pegue poucas coisas e faça-as bem feitas e com amor.

Se conseguirmos entender isso e colocar em prática vamos viver melhor. Os outros tentarão nos cutucar, nos criticar, achar que estamos fazendo desfeita das coisas, mas não é isso…. acontece que, nossa paz de espírito estará transbordante. E ela será capaz de fazer diferença na vida das pessoas.

Por que há tantas pessoas que não esquentam a cabeça, que servem na Igreja e estão sempre felizes? Porque entenderam essa mensagem e conseguem vive bem…

Tudo isso vai alegrar o coração de Deus.
E com certeza vai alegrar o seu coração também. E no momento em que sentir que está feliz é porque está gozando da verdadeira liberdade.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Maio de 2008

Enfim, liberdade!!!

Vou abordar aqui um assunto muito interessante e que tem tudo a ver com a gente: nossa liberdade!

1ª Fase: Todo aquele que conhece a Jesus é nova criatura: é livre.
Mas aí vamos analisar alguns pontos:
Quando temos uma experiência com Jesus nosso coração se alegra, parece que tudo em nossa vida é renovado. Queremos nos doar mais, temos tempo para a Igreja. Tudo o que nos passam nós queremos abraçar. Não é importa o quanto isso vai custar e nem quanto tempo vai levar. O que importa é que estamos cheios de gás e energia. Acreditamos que o mundo pode mudar, pois Jesus é mais!

2ª Fase: Depois de um tempo vamos nos sentindo sobrecarregados, mais cansados, sem tempo…. e começamos a notar que enquanto damos o sangue muitos ao nosso redor estão só de boa… nada de colaborar. Mas ainda assim vamos caminhando. E de vez em quando sofrendo uns trancos, mas vamos levando.

3ª Fase: Algo diferente está acontecendo…. sentimos um peso na consciência danada, porque achamos que todos estão se dedicando, menos nós… que somos muito pecadores. E que se estamos tristes e sem ânimo é culpa nossa porque deixamos a oração de lado. Dizemos ainda que deixamos de ser fiéis… algumas vezes pensamos que Deus se distanciou de nós… mas tb reconhecemos o quanto esfriamos.

4ª Fase: Realmente sentimos falta do nosso tempo. Parece que ninguém se importa mais com nada e tudo o que se tem para fazer somos nós que precisamos resolver.
Nessa fase, já temos coragem de dizer que as pessoas estão erradas, porém, estamos tão críticos que beiramos ser insuportáveis. Mas o nosso stress já está em um nível que nem nós percebemos mais. As pessoas já comentam a nosso respeito, mas nem sempre percebemos. E quando percebemos consideramos que ELES estão errados, que ELES são fracos e se entregaram. Não possuem a garra, a “FÉ” que nós temos.

Olha isso gente… vamos analisar com calma. Não é isso o que acontece? Talvez esteja acontecendo com vc nesse momento…
Tenho muitas respostas para dizer o porquê disso acontecer. Vou tentar lembrar algumas:
- Um erro foi querer justamente abraçar tudo de uma vez. Essa afobação não é boa a longo prazo. No começo parece fácil e é até prazeroso, mas com o tempo fica difícil… muito difícil… principalmente quando trabalhamos tanto e parece que as coisas não mudam.
- Outro ponto: Nosso stress chegou a um ponto que exigimos demais das pessoas. Já não tratamos com amor, carinho e respeito. Já não tratamos como amigos, mas como operários que precisam ter os horários sempre disponíveis com a nossa vontade. E isso tem tirado muita gente da igreja. Infelizmente….
- E isso? Passamos a nos cobrar demais. E aí fica um peso terrível. Queremos dividir as tarefas, mas parece que ninguém quer ajudar: muito pelo contrário, se puderem tirar mais de suas costas e mandar pra nós melhor ainda… e isso vai nos irritando. Principalmente para quem tem pavio curto.
- Com certeza também temos uma parcela de culpa, pois já não procuramos nos aprofundar com retiros, experiências de oração, etc…. ficamos em nosso mundinho fechado e com isso mais desânimo.

Nessa fase muitos já pulam fora, pois consideram que ninguém merece isso… chega!
Bom, para quem continua perseverando vem a próxima etapa…

4ª Fase: Continuamos na Igreja, mas já perdemos a alegria e o prazer de servir. Tudo é uma obrigação, mas continuamos caminhando e não sabemos direito o porquê… Temos conhecimento que é necessário estar na Igreja, mas pensamos em como seria bom se largássemos tudo.
Tudo é muito desgastante e nosso compromisso já anda bem comprometido. Se der pra fazer eu faço, senão alguém se vira…

5ª Fase: Dizemos que vamos dar “mais uma chance para a Igreja”. (Como se fôssemos de dizer isso… tsc…) Mas é o que dizemos, ainda que dentro de nós mesmos.
Tentamos fazer um último esforço e se der certo ótimo, porque o que importa agora são os resultados. Nem chamamos mais de frutos.
Nessa fase nossa docilidade quase não existe mais e nossa vida de oração está praticamente apagada.

O perigo dessa fase é que já somos formadores de opiniões. Somos muitas vezes líderes, coordenadores e principalmente influentes. Influentes sim, porque nossa palavra tem um peso muito grande para os outros. É como que se fosse assim: o que falarmos está decidido, os outros irão aceitar e apoiar.
Então percebam o seguinte: se eu desistir posso levar muitos comigo, ou no mínimo deixá-los cheios de dúvidas e confusões em suas cabeças….

6ª Fase: Essa é a mais triste, porque fomos vencidos por esse turbilhão de coisas. Saímos da Igreja. Vamos à missa quando dá na telha (isso se estivermos indo).
Grupo de oração e outros serviços nem pensar.
Vem um tempo de depressão (que as vezes demora… e muito…)… vem o tempo de tristeza profunda… e como dói… quem está vivendo esse momento sabe o quanto dói, e por muitos motivos: porque se decepcinaram com muitas pessoas, com muitas situações. Foram traídos, inventaram fofocas, não acreditaram em você…. e cada vez mais coisas… e tudo isso só veio trazer a certeza que o melhor era sair mesmo da Igreja.
Pensamentos começam a vir à tona: “perdi muito tempo da minha vida na Igreja com pessoas que não eram verdadeiramente amigas…” “…foi bom enquanto estive na Igreja, mas agora é uma nova fase e estou muito feliz, pois finalmente me sinto LIVRE…”

E eis aí o ponto chave de tudo isso que escrevi: as pessoas querem duas coisas para si: Uma é a felicidade e a outra a liberdade. Mas notem que no começo desse artigo comecei dizendo que, quem tem a Jesus é livre.
Porque somos escravos de quem nos vence. Se o pecado nos vence somos prisioneiros dele. Mas se é Jesus quem nos vence, somos livres… porque o que Ele mais quer é nossa felicidade, pois nos ama.
Se você um dia entrou para a Igreja foi para servir sim, mas com alegria e com amor. Aquele prazer que foi perdido precisa ser recuperado, porque jamais Jesus nos colocaria em sua Igreja para sermos infelizes e vivermos tristes e/ou estressados.

O sentimento de culpa que muitos têm carregado precisa cair por terra. Jesus sabe muito bem da dificuldade que temos, das nossas tentações, provações, quantas lutas…
Vc não precisa ficar se achando culpado das coisas terem dado errado ou até mesmo por não conseguir os resultados que você esperava. Deus está presente em todo o momento e tem visto qual foi nossa dedicação.
Sirva sim com alegria, mas saiba moderar as coisas.
É melhor não assumir tantas coisas do que assumir tudo e lá na frente jogar para o alto por se sentir pressionado.

Veja se você entende o que quero dizer: se colocarmos muita água em uma plantinha poderemos matá-la. Será que não é por isso que nossos servos estão se distanciando?
Devemos beber da graça sim e servir à Deus, à Igreja e aos irmãos é sempre uma benção. Mas temos que ser moderados, é preciso discernimento para saber viver em harmonia com os amigos da igreja e sem se distanciar da família e dos amigos que não são da igreja.

E sabe por que os que saíram da igreja não voltam mais? Porque finalmente sentiram o gosto da liberdade. Conseguem ver o quanto estão felizes.
E parece que é assim que acontece mesmo: quem está fora sente-se mais feliz do que aqueles que estão dentro da Igreja.
Isso não pode acontecer. É preciso discernimento quando resolvermos trabalhar para igreja.

Talvez seja a hora de você rever alguns conceitos. Trabalhar para Deus é bom e sempre será bom. Mas saiba que Deus resolve todas as coisas e não nós.
Não se prenda à pessoas. Espelhe-se somente em Jesus. Ele não falha. Ele não vai te decepcionar. As pessoas sim, mas Jesus não…
Todos querem se sentir livres porque isso traz felicidade. Mas Jesus é a felicidade.

A escolha é sua: você pode ser feliz SIM com Jesus e trabalhando na Igreja. Apenas não espere muito das pessoas. Acredite nelas, mas saiba que todos nós somos falhos.

Não há nada tão grande que não possa ser perdoado. Não interessa o que os outros pensam, pois Jesus sempre estará de braços abertos para nós.
Esse é o amor verdadeiro.

“Recomeçar é de novo buscar…”
Espero que você pense a respeito…

Deus abençoe!
Jorge

2 de Maio de 2008

Namoro santo dos músicos

Arquivado sob: Namoro / Casamento — admin @ 07:52

Queridos, sei que algo é muito importante para nós: nossa afetividade. E é preciso levar a sério, pois nós músicos estamos sempre à frente, ou seja, expostos às pessoas e querendo ou não as pessoas reparam em nossas atitudes e comportamentos.
Uma vez que participei de uma missa campal, onde na hora da homilia, enquanto o padre falava reparei que o ministério de música estava absolutamente disperso. Para se ter uma idéia estava rolando “algumas conversas paralelas” e o pior: “algumas trocas de beijos” entre os próprios integrantes do ministério.
Pessoal, desculpem-me se estou tocando em um assunto delicado, mas não é para dar bronca em ninguém, mas sim alertá-los que na Santa Missa não é local para essas coisas. Aliás, muito cuidado com essa troca de carinho dentro da Igreja, pois como disse no início somos observados o tempo inteiro.

Hoje sou casado, graças a Deus. Sou muito feliz em meu casamento e estamos esperando um bebê… tudo para a glória de Deus. E quero dizer que dificuldades sempre existem, mas Deus precisa estar em primeiro plano. Sempre!
No começo do meu namoro (minha esposa Jake pode confirmar), tivemos um pouco de dificuldade para ficar em harmonia, pois as opiniões ainda eram muito diferentes. Mas vou contar um segredo do que fazíamos: íamos para a igreja em um horário que não tinha ninguém (por graça temos a chave de nossa comunidade e nosso padre já autorizou, pois sempre chegamos cedo para ajudar na arrumação das coisas). Então, chegando cedo nós íamos para diante do sacrário e ficávamos sentados lá… consagrando nosso namoro a Deus. Que Deus sempre nos abençoasse e olhasse por nós. Pedíamos forças para superar as barreiras e nos consagrávamos totalmente ao Senhor.
E quantas vezes choramos diante do Senhor…. tantas vezes…. minha esposa pode testemunhar isso.

Não é na “paulada” que se resolve as coisas. É no amor, mas com Deus no centro de tudo. Não basta os dois serem da Igreja. É preciso oração, consagração a cada dia.
Hoje, todos os dias antes de dormir eu renovo a consagração do meu matrimônio, sempre agradecendo a Deus. Ofereço minha esposa e agora meu filho que está por vir, pois sem o Senhor em nosso meio não somos nada. Nossa família será desustruturada.

Vejo namoros começando e terminando muito rápido. Aí quando vamos perguntar o que aconteceu ouvimos o seguinte: “ah, não deu certo porque nós não combinávamos…” ou pior: brigas por não aceitar o outro como ele é realmente.
Gente: não adianta você esperar alguém perfeito, porque só Deus é perfeito.
Precisamos aprender uns com os outros. Cada um tem sua própria personalidade: alguns são mais explosivos, outros mais calmos…. os gostos nem sempre serão os mesmos. Minha esposa e eu por exemplo discordamos de muitas coisas, mas não é por isso que não nos amamos, pois aprendemos a respeitar o gosto e a opinião um do outro.
Nós não somos referência para ninguém, mas nosso esforço é diário. Não pensem que tudo é um mar de rosas, mas somos felizes e buscamos a Deus ao máximo que podemos. E é isso que eu desejo a vocês: coloquem Deus no meio de sua relação e seu namoro será mais santo. Seu noivado será mais santo e com certeza seu casamento será mais santo.

E lembro-lhes de uma coisa: é muito difícil para um músico exercer seu ministério quando existe um desiquilíbrio no namoro ou casamento. Pois levamos nossa chateação para a Igreja. É verdade ou não é que indiretamente atingimos as pessoas com isso?
Tomem cuidado, porque ninguém é obrigado a aguentar nosso mal-humor e nem ouvir nossas lamúrias.

Certo? Conto com vocês. Vamos nos esforçar para ser músicos santos. Vamos dar testemunho!

Hoje quero assinar esse artigo da seguinte forma:

Deus abençoe!
Jorge, Jake e Rafael (nosso bebê)

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.