24 de Outubro de 2008

Músicos envolvidos

Uma coisa que realmente me chama a atenção é quando vejo uma música sendo executada e todos os seus integrantes estão cantando.
Ontem no programa Academia do Som da Canção Nova estava o Dunga, mas percebi que na maioria das músicas que ele cantava os outros músicos cantavam juntos… independente de ter um microfone com eles (e realmente não havia).

Aí parei para pensar… se eles cantam juntos não é porque a música é simplesmente bonita, mas porque aquilo os envolvia. E é isso que precisamos em nossa vida de ministério: estar envolvidos com as músicas que tocamos e cantamos.
Quando há unção nós sentimos vontade de fazer parte dessa experiência. Nesse caso que eu citei os músicos se interessaram em cantar, pois com certeza a letra, a melodia, enfim, algo os tocava, motivava, impulsionava.

Claro que nem todos gostam de cantar, mas se possível, se vc quiser…. vc que é instrumentista faça a experiência de cantar também. Enquanto o vocalista estiver cantando, vc ali do seu canto, com o seu instrumento, saboreie também a canção. Sinta o que a letra da música traz até você, pois ela é capaz de mexer com o nosso interior, é capaz de tocar em nossos sentimentos, de nos trazer uma cura, uma libertação. Tudo depende de quão envolvidos nós estamos.
Entendo perfeitamente que muitas vezes apesar de não estar cantando podemos sentir o que a música está nos passando. E isso acontece comigo também, pois muitas vezes não canto. Mas o que estou dizendo é principalmente à vc que nunca fez essa experiência.

Não seja indiferente, frio… a música tem o poder de transformar.
E detalhe, agora por experiência própria: quando você percebe que outro do seu ministério também está cantando vc se alegra. Aí você olha para o outro lado e percebe que outro instrumentista também está experimentando da mesma graça… e assim todos vão cantando…. a assembléia também…. e todos se envolvem. O povo perceberá que não importa pra vcs se serão aplaudidos ou se estão tocando mal, mas eles perceberão que algo naquela música é capaz de mexer com vocês, com seus corações e sentimentos.

E isso é o que desejamos a todos: que se envolvam, que deixam a unção do Espírito Santo acontecer em suas vidas, seja através de nossos instrumentos ou de nossas vozes.
Vamos dar mais esse passo…

Deus abençoe!
Jorge

18 de Outubro de 2008

Uma briga com a Campanha da Fraternidade

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Coordenadores, padres — admin @ 13:36

Quando eu entrei para Igreja existia algo que realmente me incomodava: eram as campanhas da fraternidade. Sou sincero em dizer que não aceitava tocar suas músicas, partilhar suas experiências, enfim…

Hoje tenho minhas conclusões ainda, mas queria deixar um pedido:
Precisamos estar em comunhão com a Igreja, em especial com a CNBB, pois se nos foi colocado a CF (Campanha da Fraternidade) é porque existe a benção da Santa Sé, ou seja, do papa. Porém, não podemos perder a espiritualidade que é própria da época da quaresma, que é o jejum e a penitência.

Não podemos esquecer que vivemos um momento de dor, pois se trata de Jesus que será crucificado e morto.
Por isso a minha briga com a CF, pois eu sempre considerei que fala-se demais dela e pouco do sofrimento de Jesus.

Eu ainda tenho muito o que aprender, mas uma coisa é certa: a unidade precisa acontecer sempre, por isso nada de rebeldia. Nada de achar que nosso ministério que é o certo e que nossa espiritualidade é a que vale.
Aqueles que são líderes devem incentivar os servos, as famílias, o povo a participar daquilo que a Igreja vive. E não alimentar uma briga que não levará a lugar nenhum.

Bom, você deve ter notado que escrevi sobre a CF em uma época em que não tem nada a ver, mas foi proposital. Para viver bem esse período precisamos de tempo para estudá-lo, ver suas propostas e como será nossa participação.
Por isso, acesse a página da CNBB e conheça mais a fundo do que se trata a CF.
Também disponibilizei aqui no site Oficina da Música Católica, link “Downloads e Cifras” o hino da Campanha da Fraternidade 2009.

Abraço fraterno,
Jorge

16 de Outubro de 2008

Salmo surpresa

Estávamos uma vez diante do sacrário, adorando a Jesus (geralmente finalizamos o grupo de oração fazendo esta adoração). Aí me lembro que a pessoa que estava conduzindo a oração neste dia falou assim “agora nós vamos cantar um salmo ao Senhor… um salmo onde possamos adorá-lo…

Confesso que fui pego de surpresa, pois realmente eu não esperava por aquilo. Na realidade já estava dedilhando uma outra música no violão e só estava esperando ela terminar para começarmos a cantar.
Bom, na hora mudei os planos e tratei de pensar em algum salmo (e que ainda precisava ser de adoração, exaltação ao Senhor, pois era o momento que estávamos experimentando).

Por incrível que pareça não me vinha nenhum na cabeça e eu dedilhando o violão como que tentando achar alguma melodia, algo que eu pudesse lembrar rápido. Fui mudando as tonalidades, o dedilhado e nada… Comecei a ficar um pouco tenso porque a pessoa insistia: “…vamos, vamos cantar um salmo em adoração ao Senhor…
Vejam só que fria… rsss…

Bom, no final deu tudo certo, pois lembrei de um salmo e finalizamos o grupo.
Logicamente no final conversei com essa irmã e expliquei que algumas coisas precisam ser “combinadas”. Não sair pedindo qualquer música e há qualquer hora. Claro que conversei numa boa e ela entendeu que eu tinha ficado numa “saia justa”.

Com tudo isso refleti no seguinte: precisamos SEMPRE estar preparados. Não basta fazer uma listinha das músicas que vamos tocar no grupo de oração. No início até entendo, mas com o tempo é bom ter um acervo de músicas, dos vários momentos que são utilizados no grupo.

Pensei também a respeito do seguinte: todos os domingos nós músicos estamos acostumados a tocar o Salmo de resposta, porém vem a dúvida: será que sabemos mesmo o que estamos cantando? Se o salmo é de ação de graças ou súplica, se é um salmo de louvor ou poéticos, enfim… nós músicos precisamos ter mais intimidade com os Salmos, pois tenho certeza que muitas vezes após sair da Santa Missa nem lembramos mais que salmo foi cantado.

Precisamos de mais intimidade com os salmos para também rezá-los com eles, para também levá-los ao coração das pessoas. Para inserí-los no nosso dia-a-dia.
Faça essa experiência: após a missa tente lembrar quais foram as leituras do dia. Com isso você estará medindo seu nível de atenção com a liturgia da Palavra.
Uma boa ajuda também é ter o costume de ler as leituras do dia e não simplesmente se prender só às leituras do domingo.

Em um livro do monsenhor Jonas Abib, diz que salmos são como frutas, que são bem-vindas em todos os instantes.
Sempre é bom ler e meditar um Salmo.

Meu convite final é esse: sermos salmistas de verdade, que experimentam profundamente o que esses hinos podem fazer em nossas vidas.
Assim não seremos pegos de surpresa nos mais diversos dias de nossas vidas.

Deus abençoe!
Jorge

7 de Outubro de 2008

Padres vs Servos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Coordenadores, Jovens, padres — admin @ 11:05

Claro que não vou criar polêmica com esse assunto, mas vejo que é importante falar a respeito.
Alguns integrantes da igreja, como por exemplo servos de grupos de oração, ministério de música, equipes de liturgia, etc, têm encontrado problemas no relacionamento com seus sacerdotes.

O que acontece? Muitas vezes há resistência do padre em apoiar alguns trabalhos, “dar carta branca” para certas atividades, enfim… E por quê? Porque vemos muitos abusos, falta de preparo, falta de zelo, falta de formação…

Por outro lado, o padre também conta com uma colaboração mais afinco dos servos, na participação de reuniões, trabalhos específicos, etc. E nem sempre os servos querem compromisso. Só ajudam se forem atendidos primeiro.
E aí gera aquela briga, né?

Em particular vemos resistência de padres que não são muito adeptos à RCC e com isso o grupo sofre, pois ficam limitados na execução de seus ministérios.

Sei também que há sacerdotes turrões, que não ficam satisfeitos com nada que fazemos. As vezes temos até a impressão que a perseguição é só com a gente, pois damos duro, enquanto que outras pastorias são as queridinhas do padre. Não é isso o que pensamos? Às vezes estamos errados, mas nem sempre…
É difícil conviver com um sacerdote que não acompanha nosso trabalho, não incentiva nosso esforço, ou até mesmo critica aquilo que estamos fazendo. Colocam sempre defeito em tudo o que é feito.
E preciso dizer aos padres agora: é por isso que muita gente boa está saindo da igreja. Infelizmente preciso dizer que parte da culpa também é deles. Talvez não inteiramente, mas são bastante responsáveis.
Concordem ou não… são formadores de opiniões e com isso a fé dos fiéis é altamente comprometida.

Bom, minha opinião pessoal diz que ambas as partes estão erradas quando não querem se abrir para um diálogo, para saber mais a respeito e ter uma boa formação sobre algum assunto.
Do meu ponto de vista sempre precisamos sentar e conversar, mas principalemente quando as alfinetadas estão querendo surgir.

O que não podemos é falar mal do nosso padre, criticá-lo e dizer que ele não entende nada. Não é por aí… Na realidade assim é que não vamos conquistá-lo mesmo, pois se existe orgulho da nossa parte, do lado do sacerdote também, pois é um ser humano e quem sabe não pode usar de sua autoridade (errando ou não) e nos proibir de fazer o que gostaríamos?

Todos temos muito o que aprender. Todos temos que dar uma chance e ouvir.
Jesus se sentava com os pecadores e cobradores de impostos, nós no entanto não queremos ouvir aqueles que trabalham conosco pela mesma causa. Depois não me venha falar em perdão e humildade.
E aquela passagem do Evangelho que diz que antes de apresentarmos nossa oferenda ao Senhor devemos nos reconciliar com nosso irmão?

Pois então irmãos, vamos manter a calma, pois o ambiente que Deus está presente é aquele onde há paz.
Temos muito mais a ganhar se trabalharmos juntos.

Aos sacerdotes queridos preciso dizer: temos muitas pessoas boas na igreja. Cheias de boa vontade e loucas por uma oportunidade. Quem sabe não é a hora de abrir o coração e investir nesses irmãos?
Termino pedindo vossas bençãos.

Abraço fraterno,
Jorge

29 de Agosto de 2008

Momento dos Recados

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Coordenadores — admin @ 08:56

Lembrei de algo que ainda não havia comentado aqui no BLOG: o momento dos recados após o grupo de oração ou ao final da missa.

Às vezes acabamos de participar de uma missa maravilhosa e estamos cheios de paz, quando de repente: a hora dos avisos estraga tudo! Por quê digo isso? Porque em algumas comunidades vemos uma tremenda desorganização neste momento. Vamos às coisas mais “comuns”:

- o comentarista dá tantos recados, mas tantos, que no final já esquecemos 80% deles;

- recados com muitíssimos detalhes, por exemplo: nos passam a data de um evento que vai acontecer daqui 3 meses, informando inclusive o endereço, cep, telefone da pessoa de contato, etc. Fora quando não vem uma mini-homilia do que será esse evento;

- outra coisa infelizmente comum de se ver: usam o momento dos avisos para chamar a atenção da assembléia por algum motivo, como por exemplo: dizer que os dizimistas não estão contribuindo ou que as pessoas precisam vir ao grupo de oração ou na reza do terço no meio da semana, enfim…

- dar recados sobre campanhas políticas (muitas vezes até pedindo votos!!)
- longas homenagens e agradecimentos;
- repetem o mesmo recado várias vezes;
- pessoas que nunca vêem em sua comunidade e de repente aparecem, só para dar os seus recados. (E detalhe: não deixam o comentarista falar);

- outro problema: forma-se uma fila ao lado do comentarista, onde cada um quer dar o seu próprio recado. Neste caso o comentarista fica em uma “saia-justa” danada, pois não pode ser indelicado com as pessoas, ainda mais diante de toda a assembléia.

- chegam de última hora e entregam um papel de qualquer jeito para o comentarista, dizendo para ele dar o recado. Às vezes ele já está dando os recados quando chegam “os atrasados”.

Queridos irmãos, vejam só quantas falhas e quantas coisas tristes de se ver. Eu poderia continuar enumerando e tenho certeza que você já viu muita coisa errada também.
Afinal, o que é preciso fazer: conversar com as lideranças e se for o caso participar das reuniões de conselho da comunidade. Levar esse assunto para frente sim, porque é lamentável assistir tamanha desorganização. Pense que muitos estão vindo pela primeira vez na comunidade e não são obrigados a passar por isso não.

Para quê existe o mural de recados se todo mundo quer subir no altar para falar do seu evento, do seu trabalho?
Há trabalhos que acontecem toda semana na igreja (e todo mundo sabe disso), mas fazem questão de anunciar. Por exemplo: “venham participar do grupo na terça-feira… venham rezar o terço todas as sextas… e etc…”
Que tal avisarmos então uma vez ao mês? E depois colocamos o recado no mural. Não precisa ficar avisando toda a semana. É só mais tempo que vamos levar na hora dos recados…

Tem igreja que só na hora dos recados leva quase 30 minutos. É um absurdo!
Gosto muito quando vou em missas e vejo que o próprio padre dá os recados. Gosto porque vejo que a maioria deles sabe como falar, pois resumem, não ficam dando um moooonte de recados. Claro que alguns se excedem e acabamos na mesma, mas a maioria não nos decepciona (rss..).

No grupo de oração também acontece o mesmo problema, mas de modo diferente. Vejam só:
- Há coordenadores que adoram um microfone e pegam a hora dos avisos para fazer uma pregação. Se querem falar sobre um retiro dizem que é muito bom e contam até como foi sua experiência certa vez. E aí vem tooooda aquela história.

- Outra coisa comum: fazer uma “maratona” de orações. Como diz um amigo meu: “as ladainhas”.
Já rezamos o grupo inteiro e no final ainda tem: “Jesus manso humilde de coração”… ave-maria, oração de não sei o quê… e assim vai…

- Ah… tem a “benção solene” também…. alguns coordenadores (ministros ou não) fazem uma cerimônia para despedir o povo que parece brincadeira. Fazem quase a fórmula da missa inteira para finalizar o grupo. Por exemplo: além de fazer o “O senhor esteja conosco…” mas o problema é que depois fazem todas aquelas orações que geralmente fazemos no final da missa…. “O Senhor se compadeça de vós… e que mostre vossa face…”

Gente, estamos no grupo de oração e não na missa. Cuidado com os excessos… os abusos… por isso que a RCC é atacada… as vezes por falta de discernimento dos próprios líderes.

Melhor fazer algo mais simples, mas discontraído e não demorado, pois você já percebeu que tanto na missa quanto no grupo se você demorar demais o povo se dispersa? Começam a conversar e nem prestam mais atenção. Só que o problema é que os amantes dos microfones continuam a falar e falar….
No caso da missa levamos o caso para a reunião de conselho, mas no grupo devemos levar para a reunião do núcleo (que no fundo tem o mesmo sentido).

É preciso abrir a mente dos coordenadores que fazem isso. Não tenham medo de falar. Chamem de canto e com tranquilidade conversem a respeito, dizendo se o momento dos recados não está sendo um pouquinho cansativo para o povo. Se não daria para ser algo mais dinâmico. Algo “diferente”.

Acho que é por isso que já vi muita gente indo embora da missa sem a benção final, pois não aguentaram tanta demora na hora dos recados.
E pra fechar com chave de ouro vem os parabéns. Chama-se todos os aniversariantes, aniversários de casamento, bodas, enfim…. só aí já foi quantos minutos?
Não estou dizendo em ter pressa na celebração, pois já participei de missas com 3 horas de duração que para mim foram uma benção, realmente maravilhosas. Mas estou dizendo que precisamos fazer as coisas bem feitas.

Bom, peguei um pouco pesado aqui hoje, mas espero que não me levem a mal e que tenham entendido.
Não é uma questão de ser apenas crítico, mas para aqueles que tiveram paciência de ler espero que me ajudem a levar essa mensagem para frente, afinal todos nós queremos o melhor para nossa igreja, não é verdade?

Deus abençoe!
Jorge

27 de Agosto de 2008

Cifras Católicas

Frequentemente recebo solicitações de cifras e partituras católicas. E não acho ruim, muito pelo contrário, sinto-me feliz quando posso ajudar, mas realmente é difícil atender todos os pedidos.
Na página principal do Oficina da Música Católica você encontrará um link chamado Downloads e Cifras. Ali você poderá baixar o louvemos, além de midis. Espero que te ajude!

Além disso, há um link aqui no site também onde falo que você pode tocar qualquer música em qualquer tom. Você escolhe! Acesse: “Progressão”.

O fato é que após algum tempo de músico vamos deixando “a cola” de lado, ou seja, procuramos não ficar tão presos às cifras e partituras, pois já estamos acostumados e para aqueles que estudam a técnica é um fator que faz diferença mesmo.
Minha dica é: além de estudar (não em uma escola), mas digo estudar-treinar as músicas que você deseja aprender. Acompanhe com as cifras sim, mas depois tente tocar sem olhar. Quando estiver seguro coloque em outro tom. E depois volte para o tom original. E aí você vai tentando sem olhar. É o segredo para ganhar mais confiança em tocar sem olhar.

As cifras devem nos ajudar principalmente quando estamos começando e não conhecemos as músicas, mas não devemos ficar presos à elas. Conheço pessoas que tocam há muitos anos na igreja e simplesmente não conseguem tocar se não houver “a folhinha” em sua frente. Mas sabe o que é isso? Insegurança. Você pode sim meu irmão. É só se esforçar um pouquinho que vai. Faça o que te falei: tente ir tocando aos pouquinhos e memorizando, mas depois largue a cola…

Quando comecei a tocar em grupo de oração eu sempre ficava com o louvemos do meu lado. Até aí normal, pois muita gente faz isso. Mas sabe onde perdemos com isso? Deixamos de ganhar na qualidade de condução do grupo e até mesmo “no sentir da música”. Não vemos a expressão das pessoas e com isso o RHEMA fica comprometido. O RHEMA é a direção de Deus. É preciso sentir isso… ver como está fluindo o grupo. E quando ficamos presos somente nas cifras deixamos de observar isso.

Da mesma forma na missa: se ficarmos olhando o tempo inteiro para o louvemos, partituras, etc, deixamos de observar a riqueza que está acontecendo no altar. Quantas vezes eu no momento do ofertório fiquei olhando para as cifras e tocando, enquanto o padre lavava suas mãos para o momento que viria a seguir: o sublime momento da transformação do pão e vinho em corpo e sangue. E também não olhava quando o padre levantava as oferendas ao céu e oferecia-as a Deus Pai. Eu perdia a chance de ver essa maravilha.
São gestos e ritos lindos que poderíamos aproveitar melhor, olhando e se apaixonando pela riqueza da liturgia. No entanto, estamos ali exercendo nosso ministério, porém de cabeça baixa e com medo de errar os acordes.

Não será o caso de ousar um pouquinho mais? Você pode meu irmão. Se até eu consegui (pois achava que não ia conseguir nunca) todos podem conseguir.

Da mesma forma os cantores. Eu já presenciei por exemplo o seguinte: o irmão sabia muito bem cantar a música, mas por estar com o folheto em mãos preferia ficar lendo e cantando “quadradinho” para não errar. Ou seja, a dinâmica fica comprometida. A unção fica comprometida. E a emoção que poderíamos dar não é a mesma.
Tente decorar. Decorar é isso: “de-cor… de-coração”.
Posso apostar que seu canto será lindo e mais frutuoso!

Finalizando: os louvemos, cifras e partituras, folhetos de missa, serão sempre bem-vindos, mas não podemos ser escravos deles!

Deus abençoe!
Jorge

25 de Agosto de 2008

Dicas aos Salmistas

Vou tentar colocar aqui pra vocês algumas dicas que considero úteis aos salmistas.

- Dê preferência em CANTAR o salmo, pois o próprio nome já diz: que se trata de CANÇÕES utilizadas com instrumentos;

- Particularmente não acho legal substituir o salmo por uma música de meditação. Embora eu já tenha lido em documentos que podemos escolher uma música de reflexão que responda à primeira leitura. Mas faça o seguinte: aprenda o salmo. Com certeza será melhor;

- Apenas um salmista. Nada de um monte de gente no ambão da Palavra. Os outros podem entrar no refrão juntamente com a assembléia;

- Não deixe para conhecer o salmo minutos antes de cantá-lo. É sempre bom ENTENDER do que se trata o salmo. Tendo a idéia principal do salmo ficará mais fácil sua execução. Quando entendemos a letra não ficamos tão presos aos folhetos e poderemos até olhar para as pessoas. Seremos capazes de colocar até mesmo mais emoção em nosso canto;

- Quando cantamos precisamos ter a certeza que o som está claro para as pessoas. É triste quando vamos em uma missa e não conseguimos entender o que diz o salmista, pois ele canta “para dentro” e a dicção não é clara;

- Não coloque uma introdução TÃÃÃO grande antes de cantar o salmo. (Ou até mesmo aqueles solos demorados no meio da música). Estamos na missa e não em um show. Com certeza se você fizer com carinho e atenção será capaz de identificar qual a melhor forma de aplicar os tempos;

- Quando for escolher o ritmo que será dado ao salmo é bom estudá-lo antes, para saber se trata de um agradecimento, louvor, pedido de perdão. Veja se você acha que tem cabimento colocar bateria, todos os instrumentos, aquele ritmo alegre enquanto você diz: “lavai-me Senhor e ficarei mais branco do que a neve… não retireis de mim o vosso Santo Espírito (cf Sl 51)”. Lembre-se que além de estudar o salmo é preciso ter discernimento;

- A utilização de instrumentos também deve ser levada em conta. Nem sempre todos os instrumentos deverão participar, em especial nos tempos de quaresma e advento. (Até podem ser usados, mas com muita sabedoria e descrição);

- Dê preferência à ritmos que sejam fáceis para assembléia entender e até cantar junto nos refrões. Alguns ritmos “quebrados” ou acelerados demais podem ser de difícil compreensão e acompanhamento;

- Tente novos ritmos, conheça novos ritmos. Se não houver músicos com o dom da criação compre CDs de liturgia, pois há uma infinidade de formas de cantar o salmo. (Nesta dica vale lembrar que em algumas paróquias o padre já tem como definido a forma que sempre deverá ser entoado este cântico, ok? Neste caso, seguimos na obediência);

- Eu tenho para mim que o refrão deve ser cantado (e tocado) sempre diferente das estrofes, assim evitamos certa “mesmice” na música inteira. O que tornaria a música um pouco tediosa;

- Não faça do local onde será cantado o salmo um palco, onde você quer mais a atenção do que todos em sua volta. Simplesmente cante com simplicidade e volte para o seu lugar;

- Nossa postura sempre será observada, por isso nada de chamar a atenção com o excesso de gestos, danças, etc. O ambão da Palavra não é lugar disso;

- Cuidado também com a aparência. Não vá muito “emperequetado”, com roupas que chamem a atenção (roupas curtas, etc). Mas lembre-se de ir bem vestido e com roupa limpa. Mostre que aquele momento é importante para você, por isso dê-lhe toda a dignidade que ele merece;

- TERMINANTEMENTE PROIBIDO dar recados, fazer “mini-homilias”, contar historinhas, conduzir orações, testemunhos, enfim… vc entendeu. Ali é para recitar o salmo, cantar o salmo;

- Ficar acenando para as pessoas também não é legal. Lembre-se que naquele momento a Palavra de Deus precisa atingir os corações. Depois você conversa com seus irmãos;

- O fato de cantarmos o salmo não nos dá título de sermos melhores que ninguém. Por isso, nada de arrogância com as pessoas. Não ache que você é o máximo, ok?

- Dê oportunidade para aqueles que sentem o chamado a serem salmistas. Mas para isso é sempre importante o ensaio e a formação. Cuidado para não entitular alguém como único e exclusivo salmista. (Uma sugestão seria fazer escalas - nos casos onde houver vários salmistas);

Bom, espero que as dicas tenham sido úteis pra vocês. Caso queiram relacionar mais itens ou adicionar algum comentário estejam à vontade, ok? É sempre um prazer ver a participação dos irmãos aqui no BLOG.

Deus abençoe!

Jorge

8 de Agosto de 2008

Namoro na missa

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Namoro / Casamento, Jovens — admin @ 08:16

Missa não é lugar de namorar. É o lugar dos namorados. Veja que diferente e que bonito.
Os namorados devem estar juntos SIM na missa, mas não de namoricos…
Desculpe-me falar, mas não é legal você participar de uma missa e ver um casalsinho se acariciando, beijando no pescoço, enfim….

Da mesma forma, no grupo de oração também não é propício ficar o tempo inteiro abraçado, pois ali é um lugar de oração, onde estamos buscando intimidade com o Senhor. Estamos buscando forças, enchendo-nos de bençãos e de paz. Partilhamos com os irmãos nossas vidas e experimentamos os carismas.

O comportamento que um casal precisa ter na missa ou no grupo de oração é o mesmo: mansidão, respeito… e todas as coisas que nós sabemos.
O triste é quando vemos um mal exemplo que vem dos próprios membros da Igreja. E não podemos deixar isso acontecer.

Veja como na Palavra de Deus temos algo sério que pode ser aplicado à nós. Está no evangelho de Mateus 18, 15-17:
“Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano”.

Olha aí… aquele que não se comporta está sujeito a ser exposto.

É melhor ter uma postura de cristão verdadeiro. As pessoas admiram isso. Deus se alegra com isso.
Se hoje muitos julgam o comportamento dos católicos é porque não viram aqueles que dão testemunho de verdade. De casais que oram juntos, participam da missa juntos, têm trabalhos em suas comunidades.

Imagine o seguinte: se você estivesse com o seu namorado ou sua namorada diante da Cruz, no dia que Jesus foi para o calvário. Imagine-se em Jerusalém, naquela colina chamada Gólgota.
Como vc se comportaria? Vc seria capaz de ficar beijando o pescoço dela na frente de Jesus?

Desculpe-me pegar um pouco pesado nos comentários, mas a missa tem muita importância e precisamos dar esse testemunho: de quanto valorizamos o santo sacrifício do calvário.
A missa sempre terá lugar para os namorados… lembre-se disso!

Deus abençoe!
Jorge

25 de Julho de 2008

Comportamento musical

Eu já fui bem mais crítico do que sou hoje. Mas isso não significa que eu abri mão das coisas ou esteja fazendo pouco caso… tampouco estou sendo indiferente. Mas com o tempo nós vamos amadurecendo em algumas coisas.

Vejam só: Eu tenho um amigo que é guitarrista e é um dos melhores que conheço, apesar dele nunca ter estudado teoria musical. Quando ele começou a tocar em comunidade mesmo era comigo que ele tocava, em nossa comunidade. Mas ele tinha um probleminha: se distraía facilmente na missa e acaba não prestando atenção na homilia do padre, pois quando eu percebia ele estava sempre brincando com o violão e tirando algum solinho.
Aí eu cutucava ele e dizia “depois vc toca, vamos prestar atenção no padre…” E assim fomos caminhando… confesso que muitas e muitas vezes eu me sentia um “mala”, de ficar chamando a atenção dele, mas no fundo eu queria o melhor pra ele. Mostrar que existe um tempo para cada coisa e queria que ele percebesse o quanto era importante participar mesmo da missa. Não estar apenas de corpo presente.

Bom, anos depois participei de um retiro para músicos e vi esse irmão testemunhando como foi seu início na Igreja, quando para minha surpresa ele relatou esse caso. E o que me impressionou foi que ele agradeceu por eu ter sido tão “chato” com ele…. rsss… talvez ele não gostasse das minhas chamadas de atenção, mas que anos depois ele entendeu o porque.
Comigo Deus também realizou essa obra, pois mostrou-me que aquilo que parecia ser uma “perseguição” da minha parte na realidade não era. Era para o bem dele. Nunca brigamos por isso… era apenas uns toques que eu dava: “…agora não irmão… vamos prestar atenção no padre… depois a gente toca…”

Um músico precisa ter um comportamento exemplar, mas não porque somos os melhores, longe disso. Mas porque estamos em uma posição onde os outros estão nos olhando o tempo inteiro. Muitos nos julgarão com os olhos, por isso se não dermos testemunho de nada adianta o nosso tocar.
As pessoas devem ver em nós músicos que não estamos ali apenas para tocar, mas que há Alguém que nos amou primeiro e nos chamou a ser músicos Dele. Tocamos para Ele, com Ele e Nele. A razão do nosso ministério é Ele, Jesus.

É comum ver músicos “sumirem” na hora da pregação, seja em um grupo de oração ou missa.
Desculpe-me, mas não é desses músicos que precisamos.
Precisamos de músicos que queiram também saborear a Palavra e beber da graça que vem do alto.

Eu acredito que preciso muito ainda aprender a conversar com as pessoas. Porque seres humanos têm seus sentimentos à flor da pele e não é todos os dias que irão aceitar nossos comentários e nossas cobranças.
Jesus não obrigava ninguém a nada, mas convencia a todos com o seu jeito de ser.

Que aprendamos a ser assim: não apenas jogar a semente, mas saber regá-la diariamente.

Deus abençoe!
Jorge

24 de Julho de 2008

Cordeiro… não!!

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Cantores — admin @ 08:08

Por não buscar formação (minha comunidade e eu) cometíamos erros na liturgia e vejam o que me aconteceu certa vez:
Nosso padre não pôde celebrar a missa, tampouco tínhamos ministros presentes. Naquela ocasião o celebrante foi um seminarista, que estava acompanhando o trabalho de nosso padre.
Bom, tudo ia bem durante a celebração até o cântico de Paz. Em seguida à este canto sabemos que é a hora do Cordeiro, mas na ausência do padre não podemos cantá-lo, porém (como eu já disse acima) nós não buscávamos formação e toda assembléia estava acostumada a cantar.

Naquela ocasião eu estava tocando sozinho e fui logo o primeiro a puxar o canto… e soltei a voz: “Cordeiro de Deus que tirai…” Nesse momento fui interrompido com um forte grito: “Não! Não! Cordeiro não!!”
Gente, escrevendo hoje eu dou risada, porque realmente foi hilário, mas naquela hora eu fiquei vermelho como um tomate e se pudesse ser uma ave eu seria um avestruz, para enfiar a cabeça dentro da terra de tanta vergonha que eu passei.
Vocês não fazem idéia da cara de reprovação que o celebrante fez. Ele me olhava e ao mesmo tempo fazia gesto com a mão (dizendo que não), e falando “Não… não, cordeiro não! Não se canta o cordeiro!!…”
Ok, Ok…. aprendi mais uma, eu pensei… (e parei na hora, lógico…rsss)

Simplesmente eu fiquei quieto, abaixei a cabeça e queimando de vergonha, afinal a assembléia inteira ficou me olhando. Imagino que muitos ficaram sem-graça por mim, mas tudo bem, passou…

Com tudo isso, quero que você saiba que “Não pode cantar o cordeiro”, (rsss…) quando estiver em uma celebração sem o padre. Ok?
Além disso, algumas vezes somos reprovados e não entendemos o porquê, mas Deus sabe. Por isso, não se chateie sem em algum momento as pessoas disseram não pra você. Sei também que o celebrante poderia pegar mais leve e conversar em particular (seria mais elegante, discreto e mais justo), mas não tem problema… ele continua sendo meu amigo.
Mas o fato é que as vezes precisamos de um “sacode”… senão a gente não aprende! Então eu repito: se você tomar um NÃO para algo que gostaria muito de fazer não fique triste. Amanhã você entenderá o porque. O tempo é um bom professor…

Até hoje meus amigos brincam comigo, dizendo: “Jorge, cordeiro não!!” rss….
Assim, eu aprendi que é preciso estudar liturgia, é preciso saber mais sobre a missa.

E você, sente-se preparado? Talvez seja urgente a hora de buscar formação litúrgica… ou se você já sabe bastante talvez seja a hora de despertar nos outros que não sabem o quanto é importante conhecer a liturgia da Igreja.

Deus abençoe!
Jorge

23 de Junho de 2008

Anawin - o canto dos pequenos

Deus capacita…

De vez em quando eu brigo com uns amigos, mas para o próprio bem deles.
Acontece o seguinte: quando eu não estou presente no grupo de oração ou na missa eles dizem: “Ah Jorge, canta você… eu não sei… minha voz é isso e aquilo…” Aí eu falo que eles também podem, que também são capazes.
Ontem devido a alguns compromissos cheguei atrasado na missa e pude contemplar meus irmãos cantando. E que maravilha: que Deus abençoe suas vozes e seus intrumentos.
Que bom saber que nós não somos nada e que Deus capacita a todos imensamente.

Com essa introdução eu quero dizer que todos são capazes. Não pense que é só aquele que tem a melhor voz ou aquele que toca melhor. Minha voz por exemplo nem é bonita…. eu canto porque amo e porque Deus me deu esse dom.
Lembre-se que Deus olhou para a humildade da pobrezinha Maria.
Ele também olha pra você. Anime-se e enfrente, pois o Espírito que Deus nos deu é um Espírito de coragem!!

Há ministérios que deixam até de tocar se o vocalista principal não aparecer. E infelizmente alguns vocalistas sentem-se os mais importantes por conta disso.
Não é verdade. O mais importante é a voz do Criador que ecoa através das nossas vozes.
A partir do momento em que eu achar que a minha voz é a que faz diferença é o momento em que eu esqueço que o Senhor escolheu a pobrezinha Maria….
E se não for para ser como ela eu prefiro não cantar mais, pois o Magnificat só pode brotar no coração do humilde.

Deus abençoe!
Jorge

16 de Junho de 2008

Altar: nossa inspiração

Uma vez eu li em um livro de liturgia que o Altar é Cristo. E se pararmos para observar veremos o quão é importante.
O sacerdote faz sua reverência e sempre o beija no início e término de cada missa. Incensa-o e ali acontece o sacrifício de Nosso Senhor.

Antigamente os sacerdotes chegavam só até certo ponto, mas o único que podia chegar até o altar mesmo era o sumo sacerdote, para vermos a tamanha importância que lhe era dada. E esse sacerdote subia amarrado com uma corda em sua cintura, pois se, por ventura morresse seria puxado de volta. E detalhe: o sumo sacerdote só poderia ir até o Santo dos Santos uma vez por ano.
Mas quebrar esse laço de amor e fidelidade com o Senhor não era permitido. O lugar do Santo dos Santos, o lugar mais digno, onde não teríamos acesso.

Tudo isso é bíblico meus queridos… e logicamente encontraremos também nos livros mais específicos sobre liturgia.

Por tudo isso o altar deve ser nossa fonte de inspiração. A inspiração do nosso canto, da nossa música, da nossa doação.
Olhamos para ele e lembramos que o sacrifício acontece diante dos nossos olhos. Cristo é imolado e se faz alimento… por amor a nós.

E ficamos tristes quando descobrimos que alguns irmãos não sabem de sua importância e dignidade.
Note que os noivos que se casam na Igreja prometem diante de Deus, dos irmãos e diante do altar. É ali que a benção é selada. Dele vem a força e mostra-nos o compromisso que teremos com a Igreja. Não é pouca coisa não.

Se você quer uma fonte de inspiração para sua música olhe para o sacrário sim. Olhe para cruz também. Mas olhe para o altar, pois ele nos lembra onde estamos.
No meu casamento eu lembro que estava escrito no altar: “Estamos na presença de Deus”.
E que essa presença seja nosso motivo de continuar caminhando, pois Jesus não desistiu.

Também foi entre o altar e o sacrário que muitas vezes minha esposa e eu colocamos nossas vidas, entregando e consagrando todo o nosso namoro nas mãos do Senhor. Diante do lugar onde celebramos o banquete do cordeiro choramos muitas vezes, mas também nos alegramos, porque recemos uma força que é indiscritível: a força do amor.

Um irmão me perguntou nesse final de semana de onde veio a idéia de criar esse site.
Fiquei pensando e não soube muito bem o que responder… mas sinto SIM, que uma das fontes de inspiração, só pode ter sido o altar, pois ele é Cristo, nosso refúgio, nosso lugar e de onde vem toda a inspiração.

Deus o abençoe!
Jorge

4 de Junho de 2008

Cantar ou Comungar?

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Cantores — admin @ 14:33

Há muito tempo atrás nosso ministério de música era responsável em tocar todos os domingos na missa, e embora muito bom, acabou nos sobrecarregando muito. E diante de todas as atividades acabamos nos perdendo um pouco. E vou explicar o que aconteceu:
Percebi que na hora da comunhão nossos cantores comungavam muito rápido (na verdade mal comungavam) e já começavam a cantar novamente. E fui deixando isso acontecer até que não aguentei mais e conversei com eles. Disse que era importante SIM o nosso canto, mas Jesus era mais importante. O nosso maior momento de intimidade com o Senhor é justamente quando o recebemos na comunhão.
E quantos músicos não estão passando por isso?

Estamos tão preocupados com o nosso servir que acabamos deixando a graça passar. E isso não pode acontecer.
Se queremos músicos fortes e cheios de unção precisamos experimentar o Senhor a cada comunhão.

Tenho certeza que você tem uma experiência a nos contar… e mais certeza ainda que muitos poderão ser tocados com o seu testemunho.

Deus abençoe!
Jorge

3 de Junho de 2008

Missa com Jovens

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Jovens — admin @ 09:01

Faz um tempo que ando pensando algo: onde estão os jovens da Igreja?
Vou pegar como referência minha paróquia com suas comunidades. As missas eram repletas de jovens e com eles toda a sua alegria e energia.
Hoje tenho visto o quanto os jovens estão se afastando das missas. E de quem é a culpa? Boa pergunta…

Na minha comunidade por exemplo, o 4º domingo deveria ser dos jovens, mas não há mais jovens que queiram nos ajudar com a liturgia. O grupo de oração acabou assumindo esse domingo.
É urgente! Precisamos trazer os jovens para a Igreja novamente. Mas principalmente para as missas.
Eu dei um exemplo de minha comunidade, mas tenho visto em muitos lugares que a quantidade de jovens não é mais como antigamente.

Como o nosso querido papa João Paulo dizia, os jovens são a força da Igreja e se estamos perdendo uma porção deles como vai ser?

Minha reflexão hoje nos convida a pensar em algo estratégico: como resgatá-los novamente?
Precisamos ser estrategistas no Espírito. E que Deus nos dê o discernimento para saber não somente como trazê-los de volta à casa do Pai, mas precisamos saber como trabalhar com eles.

Tenho certeza que os comentários de você serão muito preciosos….

Deus abençoe!
Jorge

30 de Abril de 2008

Arquivado sob: Liturgia - Missa — admin @ 08:23

Há uma estorinha que é fantástica e nos leva a refletir como tem sido nossa entrega em nosso ministério, mas também em nossa participação na santa missa.
E você, como tem participado? Espero que com alegria, disposição, seriedade e compromisso. Mas principalmente de coração e com toda a nossa alma.

E hora de pensar no que eu posso fazer para mudar…. o que precisa melhorar?
Só um pequeno detalhe: quando vamos ao cinema, teatro ou em uma festa, procuramos estar sempre arrumados, de banho tomado. Sempre estamos com dinheiro no bolso e com nosso humor da melhor forma possível.
E na Igreja? E na missa? Qual tem sido o meu comportamento?
Mas podemos melhorar e ajudar a todos a mudar.

Reflita:

A pequena história que segue poderá ilustrar um pouco o que acontece em nossas celebrações.

Havia dois irmãos. Um resolveu ser padre e foi para o seminário. O outro preferiu seguir carreira como ator. Muitos anos se passaram sem que se vissem.

Alguns anos mais tarde, finalmente os dois se encontraram na casa dos pais. Nessa ocasião, os dois irmãos combinaram que um visitaria o outro quando estivesse exercendo a sua “profissão”.

Algum tempo depois, sentado no meio da platéia, diante do palco onde dentro de instantes seu irmão ator entraria em cena, o padre esperava. Quando as cortinas se abriram, o padre ficou de “boca aberta”. Cenário bem montado, palmas vibrantes, atenção e silêncio, o som harmonioso da orquestra, tudo perfeito.

O apresentador começou a falar (sem papel na mão). Explicou o sentido da peça para os dias de hoje. Falou sobre o autor, os atores e os detalhes do cenário. A apresentação foi um sucesso. Quando as cortinas se fecharam, todos, de pé, não paravam de aplaudir.

Muitos foram ao camarim do irmão ator para parabenizá-lo. Comentavam trechos da peça… tiravam lições para suas vidas.

Chegou o dia em que o ator visitaria o irmão padre. Encontrou-se, então, sentado na igreja, cercado por uma fria assembléia, num auditório não muito confortável. Olhava para o altar, onde um cenário sem muita criatividade parecia não ser trocado há muitos anos.

De repente, alguém tomou um desafinado violão e pôs-se a exigir que todos o acompanhassem em uma melodia que não era possível escutar devido ao barulho de uma estridente bateria.

Foi então que surgiu seu irmão. Lá na frente, ocomentarista leu alguma coisa. Mas não se pôde entender muito bem o que iria acontecer, nem a importância disso para os dias de hoje. Não havia palmas. Por outro lado, em nenhum momento houve silêncio completo.

No final da missa, o padre voltou para a sacristia. Só o irmão ator foi cumprimentá-lo. O padre perguntou-lhe:

- Por que as coisas são assim? Lá no teatro as pessoas eram tão atenciosas. Aqui tudo parece ser diferente. Que acontece?

E o irmão disse: - Você quer minha opinião sincera? - Claro… diga o que você pensa! - respondeu o padre.

E o ator disse: - É que lá nós representamos mentiras como se fossem verdades, e aqui vocês representam verdades como se fossem mentiras!!!

Pe. Joãozinho, CSJ - livro: “Curso de Liturgia

Deus abençoe!
Jorge

3 de Março de 2008

Missa ou Show?

Arquivado sob: Liturgia - Missa — admin @ 11:04

Talvez muitos não concordem com o que vou escrever aqui, enfim é o meu ponto de vista.

Tenho a impressão as vezes que muitos músicos parecem tocar por tocar nas missas, como se não tivessem nada para fazer em casa ou algo assim. Ou tocam na missa talvez para mostrar seus dotes musicais, mostrar o solo que aprendeu a fazer ou o arranjo diferente que fez para alguma música.
Outros cantam com tanta indiferença no rosto que nos dá a impressão de saturação. Como se fossem obrigados a cantar somente “aquela” música para determinado momento da celebração.

Queridos, nós somos livres. É claro que existe o nosso compromisso também, mas somos livres para dizer o que sentimos também. É necessário um bom diálogo com a equipe de liturgia ou com o padre (e sei que nem todos os padres dão essa abertura para conversa).
Mas precisamos ter a consciência que quando tocamos na missa estamos tocando no Calvário, ou seja, é o Santo Sacrifício, onde o verdadeiro e Sumo Sacerdote Jesus se dá como alimento para nós.
E é egoísmo pensar somente nos nossos interesses, querendo colocar as músicas que nós queremos para celebração, ou fazer “aquele barulho”, dando a sensação que trata-se de um show e não de uma missa. Jovens que vêm vestidas de tal maneira que parecem que vão à alguma festa, com tanta maquiagem e perfume, que acabam tirando a atenção de toda a assembléia.
Sim, Deus merece o melhor, mas precisamos ter discernimento e prudência. O nosso papel é cantar e tocar PARA Deus, e não tocar na intenção de ser reconhecido.

Há ainda algo que eu gostaria de comentar: me parece também que muitos não vêem a hora da missa acabar para começar uma verdadeira festa com o seu ministério de música. Tocam todos os estilos de músicas possíveis, aumentam o som e ficam brincando, improvisando e não dando atenção para assembléia, que ainda está saindo da missa, em clima de oração.
Creio que o canto final deve ser alegre sim, mas temos que tomar cuidado para não fugirmos da liturgia e precisamos entender que estamos dentro de uma Igreja. Há pessoas que após a missa querem um momento de silêncio para rezar. Há outros que tentam conversar com os amigos, mas não conseguem, pois o som fica altíssimo.

Vejamos o que diz o livro de Eclesiastes 3,1.7: “Há um tempo para cada coisa. Há tempo para calar e tempo para falar”.
Descubra o momento certo para apresentar sua musicalidade. Com isso, só temos a ganhar!

Grande abraço
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.