19 de Novembro de 2008

Função do Ministério de Música no Grupo de Oração

Com muita alegria pude participar um pouco nesse final de semana de um evento de nossa diocese, chamado “Encontrar-te”.
Bom, o tema da minha pregação era “Função do Ministério de Música no Grupo de Oração”.
E partilho com vcs aquilo que coloquei aos irmãos:

Dentro de tantas funções o nosso ministério tem duas que gostaria de destacar:

1º. Levar as pessoas a ter uma experiência pessoal com Deus.
2º. Somos responsáveis em alimentar o fervor das pessoas.

Acredito que sem esses dois itens nosso ministério estará incompleto, pois pense comigo: não basta apenas cantar e tocar bem… por outro lado, ainda que levemos as pessoas a ter uma experiência pessoal com Deus é necessário continuar “regando essa planta”, ou seja, o segundo item no qual mencionei acima: “alimentanr o fervor” dos irmãos, pois constantemente caímos, somos fracos, desanimamos, nos decepcionamos…

O difícil para um ministro de música é fazer isso tudo acontecer quando nós mesmos estamos passando por dificuldades, ou quem sabe vivendo um tempo de aridez.
Por isso costumo dizer que nosso ministério é prazeroso, porém árduo como os outros. É prazeroso porque é muito bom tocar e cantar… e pra Deus é melhor ainda.
Mas é árduo porque não importa a condição que estejamos vivendo, pois DEVEMOS ser SEMPRE canal da graça para os irmãos. No nosso ministério não tem essa de “hoje não estou legal…” Não tem. Precisamos sempre estar bem para que os irmãos tenham a experiência íntima com Jesus, além do fervor realimentado.
E só pode estar bem aquele que também experimenta da graça.
As pessoas esperam de nós, indiretamente, mas esperam… é nosso rosto que estão vendo ali e por isso nos doamos com tudo o que temos.

Ainda pretendo partilhar mais a respeito, mas acho que já deu pra você ter uma idéia de qual é nossa função.

Deus abençoe!
Jorge

10 de Novembro de 2008

Misericórdia Infinita e Tempestades da Vida

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 12:50

Vou iniciar com um trecho de uma música do Walmir Alencar chamada “Misericórdia Infinita”:

Olha para tua história, tua vida, o que ainda te prende ao que passou?
Se tantos hinos cantamos, tantos salmos recitamos Falando da misericórdia infinita do Pai…

Nesse início de música eu sinto como que, um convite a nunca perder a esperança.
Logo no início lemos: “o que ainda te prende ao que passou?“.
Isso é fato: se nos prendermos demais ao que passou não conseguiremos viver BEM o agora. E muito menos aquilo que vem pela frente.

Olha para a tua história. Ela é linda. Não porque serve como referência aos outros, mas é linda porque foi você quem a viveu.

Tantos hinos cantamos, tantos salmos recitamos…” Vc pode usar ainda esse início de frase como “tantas coisas eu já fiz… tanto o que falei da Misericórdia infinita do Pai…”
A sua luta não é em vão, por isso não desmereça o seu esforço.
Quem sentiu na pele o que você sentiu? Apenas você…. e só Deus sabe o quanto te custou cada etapa da sua vida.

A vida não é feita apenas de acertos, por isso não se culpe tanto. Não seria justo um auto-condenamento, sendo que… “tantos hinos cantamos….

Só o amor não passa, por isso exerça o seu ministério a cada dia, porém cada vez com mais amor… pois só o amor é capaz de suportar as difíceis tempestades da vida.
O problema não é recuar diante de uma tempestade. O problema é não querer entrar mais no mar, por achar que uma nova tempestade estará a sua espera.
Lembre-se que Jesus acalmou o mar. Então, basta estarmos no mesmo barco que Ele e confiar, pois mar é isso mesmo: um dia de águas calmas, outros de furacões…

Por que ainda te prende ao que passou?
Pense que o tempo é um professor que nos ensina direitinho.

…quantos salmos recitamos falando da misericórdia infinita do Pai…

Deus abençoe!
Jorge

8 de Novembro de 2008

Compromisso e obrigação

O que não podemos confundir é Compromisso com Obrigação.
Alguns líderes não sabem muito a diferença entre essas duas palavras e acabam deixando para os servos uma visão errada do que é o compromisso.
Quando estamos realmente comprometidos somos felizes, somos livres, pois a nossa doação é verdadeira e prazerosa. Sempre é bom servir ao Senhor e cada vez mais queremos nos dedicar, pois se trata de uma alegria constante. E não vemos a hora de chegar o dia do grupo de oração, o dia do ensaio do ministério de música, o dia da missa… tudo pra gente é muito bom.

Compromisso é saber que tenho nas mãos uma grande responsabilidade e Deus pode contar conosco, pois o nosso sim é verdadeiro. Temos falhas, mas sabemos muito bem que não podemos dar mancada, aliás quando damos, nos sentimos tristes, chateados. Mas é sempre hora de voltar atrás e recomeçar.

Quando temos compromisso com algo, temos zelo, cuidamos, temos carinho… Não tratamos as coisas de qualquer jeito. Não esperamos a cobrança dos coordenadores ou de quaisquer outras pessoas. Nós mesmos vamos atrás. Se há algo para ser feito vamos em frente, mãos à obra, pois para nós o importante é servir ao Senhor, é alegrar o coração de Deus. Não importa se é varrer um chão ou dar uma palestra na frente de vários bispos…. o nosso coração está em paz e sabemos que o pouquinho que contribuímos é muito para aqueles que reconhecem o nosso trabalho.

Somos ainda, livres para dizer NÃO em algumas vezes.
Não somos obrigados a concordar com tudo e estar disponíveis a qualquer momento.
Aquele que tem compromisso com a verdade, com a Igreja, com Cristo e com os irmãos não teme dizer não. Ele sabe que na hora H mesmo, podem contar com ele.

A obrigação ao contrário, só gera mal-estar, ambiente pesado, chateação e desânimo.
Alguns líderes que só querem saber de mandar, com o passar do tempo ficarão sozinhos, isso é certeza, pois ninguém gosta de ficar perto de quem acha que sabe tudo.
Quem pensa que sabe demais é porque não ainda não descobriu a essência do compromisso.

O compromisso é amor, mas a obrigação nos torna escravos.
Claro que há obrigações e obrigações, mas espero que tenham entendido o sentido do que estou falando.

Deus abençoe e seja feliz!
Jorge

7 de Novembro de 2008

Católicos vs Não-Católicos

Arquivado sob: Grupo de Oração — admin @ 12:51

Ontem eu estive em uma livraria, onde para minha surpresa o vendedor era um ex-seminarista. Sendo assim, ele pode me ajudar com maior facilidade, já que o livro que eu procurava era sobre religião.
E no decorrer da conversa ele me disse uma frase que me inspirou em escrever o artigo de hoje. A frase é do querido Papa João XXIII:
“…aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa…”

Vejam que beleza de frase. E Jesus já nos ensinava isso quando dizia que acima de tudo estava o amor.
Eu por exemplo, tenho um grande amigo que nem cristão é… mas o amor que temos um pelo outro não irá nos separar. É um grande amigo e que já nos conhecemos desde a infância. Hoje ele é meu padrinho de casamento e embora não tenhamos nos encontrado muito ultimamente, sabemos muito bem que nossa amizade é verdadeira. E a religião nunca foi problema para nós. Sempre respeitamos um ao outro.
Para se ter uma idéia, antes de eu casar ele ia na minha casa e ficávamos lá jogando conversa fora, até que eu percebia que era hora de eu tomar banho e ir para o grupo de oração ou para missa, e ele não se importava em ir embora. Ele aguardava eu me arrumar e tal, mas depois ia em paz para casa.
Nunca houve um dia em que ele tenha me impedido de ir. Nunca a igreja foi uma barreira para nós.

Tem muita gente por aí que nem católico é, mas que são muito mais santos do que nós. Disso eu não tenho dúvida.

E aí vem meu questionamento de hoje: por que entre nós católicos, muitas vezes até do mesmo grupo de oração, acabamos colocando mais barreiras entre nós mesmos?
Por exemplo: você tem uma amizade de longos anos, quando de repente um participa da igreja e outro não. E aí começam os conflitos. Um não concorda com a decisão do outro e acha que pelo fato de estar na igreja o outro é obrigado a participar também.

Outro exemplo: quando participamos do mesmo grupo parece que esquecemos as amizades, e aí vem só trabalho e mais trabalho. Quando encontramos com alguém do ministério já perguntamos se ele fez ou deixou de fazer tal coisa. Nem perguntamos se está tudo bem…
Além disso, esquecemos dos amigos que não são da igreja. Achamos que eles não têm mais o mesmo espaço em nossas vidas como antes.

Meus irmãos… por favor…. vamos reler a frase do início desse artigo: “aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa”
Temos tanta riqueza entre os nossos amigos. Não queiramos perdê-los…. ame mais… ser apaixonado pela Igreja é uma coisa, mas fanatismo é outra história…
Não esqueça suas raízes. Não abandone aqueles que sempre te amaram, pois muitas vezes nós que nos distanciamos… e eles continuam lá… a nos esperar de braços abertos, pois…”aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa”.

Deus abençoe!
Jorge

4 de Novembro de 2008

A morte que nos chama

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, EU - Jorge — admin @ 13:23

Ontem enquanto voltava do meu curso de inglês fiquei pensando sobre uma passagem do Evangelho que diz: “se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer dá muito fruto..” (Jo 12,24)
E o engraçado é que lembrei dessa passagem por acaso… nem sei o porquê…
Aí quando cheguei em casa, após tomar banho e comer alguma coisa fiquei assistindo o finalzinho de uma pregação do padre Léo, que estava passando na Canção Nova. E vejam que curioso: ele estava falando sobre a morte, que não devemos ter medo, etc, etc….
E foi então que associei as duas coisas: Sem mais e nem menos eu me lembro de uma passagem que dizia a respeito de morte (o grão de trigo precisa morrer), e depois o Padre Léo vem com uma pregação sobre o mesmo assunto. Não tive dúvidas, Deus queria falar algo. Aliás, estou até agora tentando entender, mas vamos à inspiração de hoje…

Fiquei pensando hoje enquanto vinha ao trabalho sobre o trabalho que tenho exercido na igreja… quanto tempo já estou trabalhando para o Senhor, quantos SIM’s eu já dei, quantas provações e dificuldades apareceram pelo caminho, mas sempre perseverei.
Ontem mesmo um irmão me falou o seguinte: “nem todo mundo leva a sério o compromisso como vc…”
Confesso que me bateu uma dor no coração, pois na realidade ele estava me mostrando que muitos no decorrer da caminhada acabam desistindo. E é verdade… já escrevi sobre isso muitas vezes aqui. E essa realidade não está longe da que estou vivendo atualmente, pois vejo minha comunidade e meu grupo de oração caminhando pela graça, pois muitas vezes seus membros sentem-se desanimados, cansados, enfim… realmente é muito difícil.

É difícil continuar caminhando quando você vê que por mais que você se esforce, por mais que vc se doe, as coisas parecem que não caminham. Você espera por resultados e aparentemente não vê nada… onde estão as pessoas nas quais tanto esperamos e gostaríamos de vê-las?
Não tenho medo de ser sincero não: tem horas em que nós não conseguimos ver uma luz no fim do túnel. Aparentemente é o fim… ou pelo menos achamos que ele está se aproximando e nos sentimos impotentes, pois “tudo” o que poderíamos fazer já foi feito (ou está sendo feito), mas nada…. Deus está em silêncio…
Aos poucos vamos desanimando, perdendo o gás e em outras palavras, vamos morrendo… tudo o que era tão bonito e que nos dava tanto prazer parece que foi por água abaixo.
E a Palavra de Deus que me incomoda com tantas passagens, como aquela do Evangelho de João 13, que diz ao meu coração: “Ele amou até o fim…”
E fico pensando se não estou entregando os pontos antes da hora, pois se Jesus amou até o fim, significa que eu também preciso ir….
Por outro lado, algo em nós diz: “… o que mais fazer? Já tentei muitas coisas…. não sei mais o que fazer…”

Estou escrevendo isso na convicção de que muitos estão passando por isso. Posso até apostar…

Foi então que consegui ligar as coisas. “Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer dá muito fruto…”
Nunca é fácil morrer para aqueles que tem sede de continuar. Nunca é fácil parar quando estamos com vontade de seguir em frente.
E fica essa questão no ar: “Será que o meu tempo de servir Deus desta forma acabou? Será que Ele quer que eu “morra”, para que assim dê frutos de uma forma diferente? Será?”
Questionei Deus com muitas perguntas… não tenho vergonha ou receio de relatar aqui. Eu disse no meu íntimo: “Senhor, é isso realmente o que o Senhor quer? Pois não é fácil pra mim…. morrer pra mim é entregar os pontos, desistir. E o Senhor sabe que eu não sou assim, não gosto disso, pois é como se eu desistisse de alcançar a vitória… e todas as minhas lutas? Eu sei que o Senhor viu a tudo isso e me abençoa por tudo isso, mas e aí, como vai ser? Onde eu devo ficar então?
Talvez o meu serviço já tenha sido concluído e o Senhor vê que não posso dar mais nada melhor… é isso?”

Nem sempre…
O Senhor permanece em silêncio…

Eu tento enfrentá-lo dizendo: “olha, o futuro da minha comunidade, do meu grupo, do meu servir, daquilo que gosto de fazer está em jogo… se o Senhor permanece em silêncio o que eu faço? Pois do jeito que está…. já viu…. faça alguma coisa Senhor, fala-nos alguma coisa…”

Será que chegou a minha hora de morrer? Talvez… Deus é quem sabe e por isso permanece no silêncio. Mas se Ele está no silêncio assim eu também devo permanecer: caminhando, trabalhando (e com alegria), mas também em silêncio, não tendo medo que, se Ele me quiser morto é porque uma ressurreição frutuosa está prometida para mim, pois o Senhor é justo e não se esquece daqueles que trabalham pelo seu reino.

Queridos irmãos, a mensagem é essa: não podemos ter medo de morrer quando o Senhor nos coloca essa condição, pois só daremos muitos frutos quando ressuscitarmos da forma que Ele deseja para a nossa vida.
Continue caminhando, mas aguarde com paciência… muitas vezes há confusões em nossas cabeças, por isso não tome decisões precipitadas. Deus sabe tudo.

Um coração adorador não volta atrás.
De certo, aqueles que o Senhor chamou sempre terão tarefas a fazer. Não se preocupe tanto e seja mais feliz com o que tem desempenhado. Apenas não se acomode. Continue caminhando!

Deus abençoe!
Jorge

30 de Outubro de 2008

Conduzindo um grupo

Arquivado sob: Grupo de Oração, Violões - Guitarra, Cantores, Coordenadores, Maria — admin @ 13:09

Hoje vou colocar algo mais prático, de como conduzir um grupo de oração.
Neste exemplo vou citar uma música e trabalhar sua letra, onde podemos colocar orações, pedir ao povo para abrir o coração etc.
(Obs: cada pessoa tem a sua forma própria de conduzir. E outra: na hora o Espírito Santo nos inspira a conduzir da forma que Ele quer, por isso por favor: não achem que a forma que direi abaixo é o correto, pois é só um exemplo, em especial aos irmãos que têm um pouco de dificuldade na condução de um grupo de oração e gostariam de saber como fazer).

Aqui podemos nos imaginar em um grupo de oração e estamos para entrar no momento onde falamos de Nossa Senhora, ok?
A música que pegarei como exemplo é uma chamada “Doce Mulher”, da Comunidade Shalom, CD Todo Teu.

As partes em negrito serão a música. E as partes em itálico seria o ministro conduzindo.

A música diz assim:
Vem à minha casa, ó doce Mulher
Faz do meu coração o teu lar, eu sei, teu Filho, assim o quer…

Você agora meu irmão, diz:Vem a minha casa…

Coloque a mão no seu coração e repita… Vem a minha casa…Convide Nossa Senhora… sua casa aqui pode ser o seu coração… deixe-a entrar… mas também a convide para entrar em sua casa mesmo, visitar seus familiares, seus filhos, seus pais e irmãos… peça para que ela entre abençoando e trazendo paz a todos…
Vem à minha casa, ó doce Mulher
Maria, a minha casa, agora tua casa é….

Diga isso mesmo à Nossa Senhora, diga que ela é doce, que ela é querida por você… vem mãezinha… hoje nesse grupo de oração eu te convido mais uma vez: vem ao meu coração…

Teu olhar me faz caminhar. Tua voz firmeza me dá, esperança, sempre tenho em ti
E quando anoitece eu sinto a tua mão a me guiar no escuro e dar-me direção
Vem à minha casa…

Quero caminhar sempre contigo mãezinha, por isso fica comigo, dê-me sua mão, porque assim eu já não me sinto mais sozinho(a)…
E assim com essa música que hoje eu canto, “mesmo no escuro terei direção”… e sozinho(a) sei que já não estou…
Te amo muito ó Mãezinha…. faz do meu coração o teu lar…

Vem a minha casa…

Bom irmãos, é mais ou menos por aí… e por aí vai… teria muita dinâmica a se fazer em cima dessa letra, mas coloquei só uma idéia inicial. (E até pra ver o que vcs acham também…)
Essa é a minha forma de conduzir, mas não é regra e nem estou dizendo que estou certo, pois como disse é a forma que eu conduzo.
Há grupos de oração em que os ministros apenas tocam e não rezam… outros grupos rezam demais, a ponto de cansar a assembléia. Precisamos então encontrar o equilíbrio… de colocar música com oração. É muito mais gostoso, pois todos nós vamos sentindo a graça acontecer.

Tenham a certeza de uma coisa: além de cada um ter o seu próprio jeito de conduzir, a cada vez que você conduzir uma mesma música será de uma forma diferente, com um conteúdo diferente e com uma unção diferente. Não que Deus derrame mais unção em alguns dias do que em outros… não é nada disso. Mas depende muito de quanto nos abrimos para ação do Espírito Santo, depende de quanto de intimidade temos em nossas orações com Maria, com Deus… pois isso vai ajudar muito na fluidez da condução…

Espero que tenha te ajudado.

Outras dicas aos ministros de música serão encontradas aqui mesmo no Oficina da Música Católica.
Clique no link “Formação” e em seguida veja o item Dicas para os ministros de música no Grupo de Oração.

Deus abençoe!
Jorge

27 de Outubro de 2008

À beira do abismo

Engraçado como é a pedagogia da mamãe águia.
Ela empurra seus filhotes do alto de um abismo, para que eles mesmos descubram suas asas, caso contrário não haverá propósito em suas vidas. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o que é ser uma águia.
Eu até imagino que para a mamãe águia é uma tarefa difícil, pois ela acaba vendo seus filhotes com medo de cair e com isso seu coração também fica apreensivo. Mas ela sabe que é o melhor a se fazer e com certeza eles conseguirão voar.

Quantas e quantas vezes nos sentimos encurralados, à beira de um abismo, onde achamos que o melhor a se fazer é voltar, recuar, desistir… no entanto, Deus quer é nos empurrar…
Deus permite que cheguemos à beira do abismo para que possamos voar. E Ele nos capacita para isso!

E aí meu irmão, você que está prestes a ser “empurrado”… Vai abrir suas asas e voar, segundo o desejo de Deus ou vai se prender aos seus medos, dúvidas e inseguranças?

Pense nisso: se cremos em um Deus grande veremos um Deus grande.

Não pense que o abismo é simplesmente um lugar sem escapatória, mas pense que é um lugar onde poderemos superá-lo com a visão que ele nos proporciona.
Quando acharmos que não tem mais saída, que já não sabemos o que fazer, só basta uma coisa: confiar no empurrão de Deus!

Deus abençoe!
Jorge

24 de Outubro de 2008

Músicos envolvidos

Uma coisa que realmente me chama a atenção é quando vejo uma música sendo executada e todos os seus integrantes estão cantando.
Ontem no programa Academia do Som da Canção Nova estava o Dunga, mas percebi que na maioria das músicas que ele cantava os outros músicos cantavam juntos… independente de ter um microfone com eles (e realmente não havia).

Aí parei para pensar… se eles cantam juntos não é porque a música é simplesmente bonita, mas porque aquilo os envolvia. E é isso que precisamos em nossa vida de ministério: estar envolvidos com as músicas que tocamos e cantamos.
Quando há unção nós sentimos vontade de fazer parte dessa experiência. Nesse caso que eu citei os músicos se interessaram em cantar, pois com certeza a letra, a melodia, enfim, algo os tocava, motivava, impulsionava.

Claro que nem todos gostam de cantar, mas se possível, se vc quiser…. vc que é instrumentista faça a experiência de cantar também. Enquanto o vocalista estiver cantando, vc ali do seu canto, com o seu instrumento, saboreie também a canção. Sinta o que a letra da música traz até você, pois ela é capaz de mexer com o nosso interior, é capaz de tocar em nossos sentimentos, de nos trazer uma cura, uma libertação. Tudo depende de quão envolvidos nós estamos.
Entendo perfeitamente que muitas vezes apesar de não estar cantando podemos sentir o que a música está nos passando. E isso acontece comigo também, pois muitas vezes não canto. Mas o que estou dizendo é principalmente à vc que nunca fez essa experiência.

Não seja indiferente, frio… a música tem o poder de transformar.
E detalhe, agora por experiência própria: quando você percebe que outro do seu ministério também está cantando vc se alegra. Aí você olha para o outro lado e percebe que outro instrumentista também está experimentando da mesma graça… e assim todos vão cantando…. a assembléia também…. e todos se envolvem. O povo perceberá que não importa pra vcs se serão aplaudidos ou se estão tocando mal, mas eles perceberão que algo naquela música é capaz de mexer com vocês, com seus corações e sentimentos.

E isso é o que desejamos a todos: que se envolvam, que deixam a unção do Espírito Santo acontecer em suas vidas, seja através de nossos instrumentos ou de nossas vozes.
Vamos dar mais esse passo…

Deus abençoe!
Jorge

22 de Outubro de 2008

Conteúdo admirável

Atualmente vemos muitos cantores famosos, onde muitos desejariam estar ao seu lado e quem sabe até tocar junto com eles.
Ministérios invejados, onde muitos procuram derrubá-los e tudo porque não suportam seu sucesso ou simplesmente por inveja… mas também há os ministérios que muitos gostariam de fazer parte porque atualmente “está na moda”. É o que mais toca, o mais chamado, o mais conhecido.
Vemos uma busca desenfreada para fazer parte da mídia, do reconhecimento.
E engraçado que ninguém quer fazer parte do ministério pequeno, daquele que não é conhecido e que tem poucos instrumentos. Seus músicos são iniciantes e aparentemente “nunca chegarão a lugar algum…”

Jesus no entanto, fazia milagres e pedia que não contassem nada a ninguém.
Jesus estava sempre no meio dos mais simples, dos desconhecidos.
Jesus se sentava ao lado dos pobres, pois sabia que eles não podiam retribuí-lo da mesma forma dos ricos.

Há pessoas que são lindas externamente, mas ao conhecê-las não encontramos a mesma beleza em seu interior.
Alguns são admirados pelos status e reconhecidas pelo trabalho que exercem. No entanto, acredito que quando chegarmos ao céu Deus nos cobrará os resultados e não pelo que fazíamos (pois é necessário fazer bem e não simplesmente fazer).
Refiro-me aos frutos que de fato demos e que permaneceram, pois a Palavra nos diz isso: “para que dêem frutos e frutos que permaneçam…” (Jo 15,16).

O conteúdo que mais deveria nos chamar a atenção é daqueles que de fato amam, que praticam a caridade, que são humildes.
Os ministérios que mais deveríamos gostar deveria ser aqueles que ao crescerem em sucesso têm em sua essência a frase de João Batista que dizia: “é necessário que Ele cresça e eu diminua…”

O que me admira não é um solo incrível de um guitarrista, pois isso qualquer um com muito estudo pode alcançar, mas o que me admira é ver que alguém tão bom tecnicamente consegue ser humilde como pessoa e não se distancia dos mais simples. Não esquece de suas origens, sua família, seus amigos, sua paróquia…

Tem gente correndo atrás de vasos ocos, aqueles que mostram por fora que são lindos e por isso chamam a atenção, mas depois de um tempo vemos que seu conteúdo não nos agrega em nada. E simplesmente porque a verdade não está neles. E a verdade sempre prevalece no final.

Aquilo que procuramos à finco com certeza encontraremos. Isso é certeza.
A questão é saber aquilo que você está procurando é para sua glória ou para a glória de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Outubro de 2008

Meu único modelo: Jesus!

Uma vez estive participando em um retiro, quando notei que no estacionamento havia um carro desligado, porém o motorista havia esquecido as lanternas ligadas. Como eu não sabia quem era o dono eu precisava avisar alguém que fizesse parte da equipe de organização do evento.

Nesse momento estava acontecendo o intervalo e os músicos do palco estavam apenas conversando e quem sabe corrigindo alguns detalhes. Então, chamei o único músico que eu conhecia (detalhe: é um músico católico muito famoso em nosso meio) e perguntei se ele poderia avisar sobre o carro que havia deixado a lanterna ligada. E estava com o papelzinho na minha mão, com a identificação da placa do veículo.
Para minha surpresa a resposta foi: “Vc não devia passar isso pra mim. Não sou eu quem devo dar recados. Agora eu estou ocupado…”
Confesso que além do susto (pois realmente eu não esperava tamanha arrogância) fiquei arrasado, pois era um músico no qual eu tinha a maior consideração, tenho seus CDs e realmente admirava sua forma de ministrar.

Bom, hoje após alguns anos já não tenho mais mágoa, mas vejo como o ser humano é pequeno. Um pouco de “brilho” e pronto, já achamos que somos alguém, que somos importantes.
Bom é Deus… e pronto!
Não vou citar o nome do cantor para não comprometer sua imagem, pois todos estamos sujeitos a cometer erros e talvez quem sabe, ele não estivesse em um dia bom, né? Melhor pensar assim, pois ele é quem estava perdendo com tudo isso, com esse tipo de comportamento.

A lição de hoje é: não devemos nos apegar e querer nos espelhar em pessoas. Nosso único modelo é e deve ser sempre Jesus Cristo. Apenas Ele.

Que possamos pedir a Deus a graça de ser humildes.
Que saibamos ser pequenos e dependentes Dele.
E que a arrogância e o estrelismo nunca nos alcance.

Deus abençoe!
Jorge

20 de Outubro de 2008

Respeitando limites

Você já notou que muitas vezes não respeitamos os limites das pessoas?
Por exemplo: alguém que é novo no ministério e está aprendendo a tocar ou cantar…. alguém que é novo como pregador ou intercessor…
Estamos sempre explorando seus limites, forçando-os a fazer aquilo que ainda não podem. Exigimos sempre mais e mais.
Mas a verdade é que Deus não faz isso com a gente e porque acabamos por ser assim?
Desta forma estamos agindo como no Evangelho, onde um homem não perdoou a dívida de seu servo.

Muitas vezes nem nós mesmos respeitamos nossos limites.
Lembro-me que no começo de minha caminhada no grupo de oração lutávamos para conseguir rezar um rosário por dia e se não conseguíssemos, ficávamos muito tristes e com sentimento de culpa.
Ou seja, não respeitávamos nós próprios, pois era uma mudança muito brusca: um dia você nem reza e no dia seguinte rezar um rosário de uma vez?!

Precisamos aprender a respeitar os limites, sejam os nossos ou dos nossos irmãos.
Há coisas que levam tempo, por isso sejamos mais caridosos, mais pacientes, pois as coisas acontecem na hora certa, na hora que Deus achar melhor.
Podemos incentivar, mas nunca forçar a barra.

Imagina se quiséssemos ter pressa a todo tempo e chegássemos em um hospital e disséssemos assim: “Ei, nada de colocar o soro gota-após-gota…. coloque tudo de uma vez na veia da pessoa, assim ele ficará curado rápido…
Assim só estaremos atrapalhando e vamos matar o paciente.

Há coisas que demoram mesmo. Uns mais e outros menos. Mas o importante é saber esperar. E esperar com paciência, respeito e caridade.
Nada de ficar reclamando, pois cada um tem o seu próprio progresso.

Deus abençoe!
Jorge

19 de Outubro de 2008

Músicos apaixonados

Uma coisa que sempre defendi em nosso ministério é o seguinte: ao mesmo tempo que sabemos que trata-se de um serviço sério que prestamos a Deus, ao mesmo tempo é prazeroso. É bom ou não é tocar e cantar para Deus?

Porém, com o tempo vemos muitos músicos desistindo da Igreja. Eu particularmente tenho visto muita gente se distanciando. E não tenho receio algum em dizer que em minha própria paróquia muitos músicos abandonaram… e como tenho saudades deles… queria tanto vê-los novamente nas missas, nos grupos…
Bom, Deus é quem sabe…. mas se dependesse da minha vontade e da minha oração eu os queria de volta o mais depressa possível.

Agora a vcs músicos que continuam na missão: nós precisamos nos apaixonar novamente pelo nosso ministério. Precisamos retomar aquele amor que sentimos quando servimos pelas primeiras vezes.
Vcs são capazes de lembrar quando começaram os primeiros ensaios, os primeiros encontros… o ministério se formando…. quantas lutas, quantas correrias, não é mesmo?

E isso só pode ser recuperado se nos apaixonarmos. Primeiramente pelo nosso próprio chamado, pois Deus sempre nos quer perto Dele. Ele quer precisar de nós, mas não porque somos melhores, mas porque os dons de Deus são irrevogáveis, e se Ele nos deu esse dom, essa voz, esse jeito de ministrar, então é porque temos muito o que dar ainda.
Precisamos nos apaixonar pelo nosso ministério, ainda que custe muito esforço, muita luta… Esse amor, essa paixão às vezes leva tempo, por isso tenha paciência, aguarde mais um pouco. Não tome decisõe precipitadas quanto ao seu ministério. Não queira falar tudo o que lhe vir na cabeça. Ame mais. Esforce-se para olhar com outros olhos. Deixa Deus lapidar….

Tenho certeza que sendo músicos apaixonados todos a nossa volta serão inflamados pelo fogo desse amor.

Deus abençoe!
Jorge

16 de Outubro de 2008

Salmo surpresa

Estávamos uma vez diante do sacrário, adorando a Jesus (geralmente finalizamos o grupo de oração fazendo esta adoração). Aí me lembro que a pessoa que estava conduzindo a oração neste dia falou assim “agora nós vamos cantar um salmo ao Senhor… um salmo onde possamos adorá-lo…

Confesso que fui pego de surpresa, pois realmente eu não esperava por aquilo. Na realidade já estava dedilhando uma outra música no violão e só estava esperando ela terminar para começarmos a cantar.
Bom, na hora mudei os planos e tratei de pensar em algum salmo (e que ainda precisava ser de adoração, exaltação ao Senhor, pois era o momento que estávamos experimentando).

Por incrível que pareça não me vinha nenhum na cabeça e eu dedilhando o violão como que tentando achar alguma melodia, algo que eu pudesse lembrar rápido. Fui mudando as tonalidades, o dedilhado e nada… Comecei a ficar um pouco tenso porque a pessoa insistia: “…vamos, vamos cantar um salmo em adoração ao Senhor…
Vejam só que fria… rsss…

Bom, no final deu tudo certo, pois lembrei de um salmo e finalizamos o grupo.
Logicamente no final conversei com essa irmã e expliquei que algumas coisas precisam ser “combinadas”. Não sair pedindo qualquer música e há qualquer hora. Claro que conversei numa boa e ela entendeu que eu tinha ficado numa “saia justa”.

Com tudo isso refleti no seguinte: precisamos SEMPRE estar preparados. Não basta fazer uma listinha das músicas que vamos tocar no grupo de oração. No início até entendo, mas com o tempo é bom ter um acervo de músicas, dos vários momentos que são utilizados no grupo.

Pensei também a respeito do seguinte: todos os domingos nós músicos estamos acostumados a tocar o Salmo de resposta, porém vem a dúvida: será que sabemos mesmo o que estamos cantando? Se o salmo é de ação de graças ou súplica, se é um salmo de louvor ou poéticos, enfim… nós músicos precisamos ter mais intimidade com os Salmos, pois tenho certeza que muitas vezes após sair da Santa Missa nem lembramos mais que salmo foi cantado.

Precisamos de mais intimidade com os salmos para também rezá-los com eles, para também levá-los ao coração das pessoas. Para inserí-los no nosso dia-a-dia.
Faça essa experiência: após a missa tente lembrar quais foram as leituras do dia. Com isso você estará medindo seu nível de atenção com a liturgia da Palavra.
Uma boa ajuda também é ter o costume de ler as leituras do dia e não simplesmente se prender só às leituras do domingo.

Em um livro do monsenhor Jonas Abib, diz que salmos são como frutas, que são bem-vindas em todos os instantes.
Sempre é bom ler e meditar um Salmo.

Meu convite final é esse: sermos salmistas de verdade, que experimentam profundamente o que esses hinos podem fazer em nossas vidas.
Assim não seremos pegos de surpresa nos mais diversos dias de nossas vidas.

Deus abençoe!
Jorge

15 de Outubro de 2008

Chamas de um ministério

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 13:30

Ontem estive observando o fogão de minha casa. Percebi que as chamas não estavam da mesma cor, ou seja, o gás estava acabando. E com isso me veio a inspiração de escrever esse BLOG e de dizer que em nossa vida também funciona da mesma forma. Quando nosso “gás” está acabando nossas chamas vão mudando de cor. Espero que vc esteja entendendo o que quero dizer.

Quando percebemos que já não somos os mesmos, que o amor não é o mesmo, que nosso esforço, nossa dedicação, enfim, toda a nossa a luta já não é a mesma, está na hora de trocar nosso gás. Em outras palavras, está na hora de reabastecer.

Não deixe simplesmente acabar o gás para então pensar no reabastecimento. Senão você correrá o risco de ir deixando e deixando… e acaba por se acostumar com a mornidão (algumas vezes até com a frieza espiritual)…

Sempre é tempo de recomeçar. Sempre é tempo do reabastecimento, e melhor dizendo: de um reavivamento espiritual.
Por isso, nunca deixe de buscar, não distancie da Palavra e da oração. Participe de retiros, pois nos fortalecem muito. Chame pessoas de fora para aplicar uma formação ao seu ministério. Não deixe de participar das missas, pois tudo isso faz com que esfriemos na fé.

Comecei dizendo que as cores das chamas de um fogão nos dizem que é hora de trocar o gás. Assim você também: repare se as cores das suas chamas estão mudando.
Precisamos ser constantemente labaredas que por onde quer que passem ascendam a esperança das pessoas, aqueçam a fé daqueles que precisam e queime tudo aquilo que não presta e que está à nossa volta, pois o Espírito Santo é fogo abrasador e uma vez que Ele está dentro de nós, nossas chamas estarão sempre ardendo com a unçaõ que vem do alto.

Deus abençoe!
Jorge

14 de Outubro de 2008

João de Barro

Provavelmente você já ouviu falar na ave “João de Barro”, onde é conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno.

O que esse curioso pássaro tem a nos ensinar?
Vou deixar aqui na íntegra o que se fala a respeito dele. Leia com calma:

Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, parecendo realizar um rodízio entre dois a três ninhos, reparando ninhos velhos semi-destruídos. Quando não há mais espaço para a construção de novos ninhos, o pássaro o constrói em cima ou ao lado do velho…

Logo no início vemos que ele não se conforma em ficar muito tempo no mesmo ninho, ou seja, nós também não podemos nos conformar com a mesmice. Precisamos fazer como esse pássaro que sai em busca de um novo ninho. Com isso, não quero dizer que você deva deixar seu ministério ou seu grupo, muito pelo contrário, mas você fará como o João de Barro, que RECONSTRÓI o ninho semi-destruído.

Atualmente estamos vendo grupos destruídos, ministérios destruídos, coordenações enfraquecidas…
O João de Barro quando percebe que não há mais espaço pra ele constrói um outro ninho em cima ou ao lado do velho, ou seja, ele não se dá por vencido, não desanima. Sempre há um espacinho que lhe é de direito.

Tenha o discernimento de entender que aqui o que vale é a luta, é a restauração e a reconstrução do seu grupo, do seu ministério e até de você mesmo.
A questão não é disputa, onde achamos que aquilo que nós mesmos fazemos é que é bom. Não é isso. Mas fazermos bem e dar lugar também aos outros, pois o João de Barro quando faz seu ninho também oferece a outros pássaros. Ele compartilha, não é só dele…

O pássaro não é de barro, mas apenas seu nome. Porém, que possamos nós sermos de barro, pois assim deixaremos com que o oleiro, o verdadeiro artista nos modele conforme Sua vontade.
O barro quando em contato com a água, amolece. Então não perca tempo: amoleça seu coração, deixe com que a água do Espírito te toque e faça nova todas as coisas em sua vida.

Deus abençoe!
Jorge

7 de Outubro de 2008

Padres vs Servos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Coordenadores, Jovens, padres — admin @ 11:05

Claro que não vou criar polêmica com esse assunto, mas vejo que é importante falar a respeito.
Alguns integrantes da igreja, como por exemplo servos de grupos de oração, ministério de música, equipes de liturgia, etc, têm encontrado problemas no relacionamento com seus sacerdotes.

O que acontece? Muitas vezes há resistência do padre em apoiar alguns trabalhos, “dar carta branca” para certas atividades, enfim… E por quê? Porque vemos muitos abusos, falta de preparo, falta de zelo, falta de formação…

Por outro lado, o padre também conta com uma colaboração mais afinco dos servos, na participação de reuniões, trabalhos específicos, etc. E nem sempre os servos querem compromisso. Só ajudam se forem atendidos primeiro.
E aí gera aquela briga, né?

Em particular vemos resistência de padres que não são muito adeptos à RCC e com isso o grupo sofre, pois ficam limitados na execução de seus ministérios.

Sei também que há sacerdotes turrões, que não ficam satisfeitos com nada que fazemos. As vezes temos até a impressão que a perseguição é só com a gente, pois damos duro, enquanto que outras pastorias são as queridinhas do padre. Não é isso o que pensamos? Às vezes estamos errados, mas nem sempre…
É difícil conviver com um sacerdote que não acompanha nosso trabalho, não incentiva nosso esforço, ou até mesmo critica aquilo que estamos fazendo. Colocam sempre defeito em tudo o que é feito.
E preciso dizer aos padres agora: é por isso que muita gente boa está saindo da igreja. Infelizmente preciso dizer que parte da culpa também é deles. Talvez não inteiramente, mas são bastante responsáveis.
Concordem ou não… são formadores de opiniões e com isso a fé dos fiéis é altamente comprometida.

Bom, minha opinião pessoal diz que ambas as partes estão erradas quando não querem se abrir para um diálogo, para saber mais a respeito e ter uma boa formação sobre algum assunto.
Do meu ponto de vista sempre precisamos sentar e conversar, mas principalemente quando as alfinetadas estão querendo surgir.

O que não podemos é falar mal do nosso padre, criticá-lo e dizer que ele não entende nada. Não é por aí… Na realidade assim é que não vamos conquistá-lo mesmo, pois se existe orgulho da nossa parte, do lado do sacerdote também, pois é um ser humano e quem sabe não pode usar de sua autoridade (errando ou não) e nos proibir de fazer o que gostaríamos?

Todos temos muito o que aprender. Todos temos que dar uma chance e ouvir.
Jesus se sentava com os pecadores e cobradores de impostos, nós no entanto não queremos ouvir aqueles que trabalham conosco pela mesma causa. Depois não me venha falar em perdão e humildade.
E aquela passagem do Evangelho que diz que antes de apresentarmos nossa oferenda ao Senhor devemos nos reconciliar com nosso irmão?

Pois então irmãos, vamos manter a calma, pois o ambiente que Deus está presente é aquele onde há paz.
Temos muito mais a ganhar se trabalharmos juntos.

Aos sacerdotes queridos preciso dizer: temos muitas pessoas boas na igreja. Cheias de boa vontade e loucas por uma oportunidade. Quem sabe não é a hora de abrir o coração e investir nesses irmãos?
Termino pedindo vossas bençãos.

Abraço fraterno,
Jorge

4 de Outubro de 2008

Irmão Francisco…

Hoje, 04 de outubro… comemoramos o dia de São Francisco de Assis.
Esse grande santo da Igreja e que muitas vezes só é lembrado como “protetor dos animais”.
Parece que se esquecem de sua vida de santidade, de suas renúncias, do seu cuidado com os pobres e zelo pela igreja.
Não lembram que um chamado em sua alma ardia fortemente: “vai e reconstrói a minha igreja…”

Hoje nós músicos temos essa missão de continuar aquilo que Francisco começou. Com nosso ministério em mãos precisamos sim, cuidar da nossa Igreja, restaurando-a cada vez mais.
Por isso não temos o direito de destruir aquilo que Francisco começou, pois quando usamos nosso ministério para nos vangloriarmos, estamos distruindo aquilo que ele começou com humildade, carinho e amor.

Alguém que foi capaz de se atirar em uma roseira cheia de espinhos para não ouvir seus desejos carnais, tem muito a nos ensinar.
Alguém que criou o primeiro presépio tem muita espiritualidade para nos ensinar.
Alguém que criou a linda oração “fazei-me um instrumento de vossa paz” é capaz de mostrar-nos que não nosso ministério não vale nada se não formos humildes.

Nosso único desejo, nossa única intenção deveria ser a busca do reino acima de todas as coisas. Viver o amor como Jesus tanto insistiu.
Depois todas as coisas virão em acréscimo.

Deus abençoe!
Jorge

2 de Outubro de 2008

O poder do louvor

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 15:01

Todos nós conhecemos aquela frase de Santo Agostinho, que dizia “quem canta reza duas vezes”, no entanto, fiquei aqui pensando: o que será que faz aquele que louva do fundo de sua alma? Pois o louvor liberta, o louvor verdadeiro e que vem do mais íntimo da nossa alma chega até o coração de Deus.

Estou me referindo ao louvor como profunda ação de graças, quando estamos maravilhados e eternamente agradecidos ao Senhor. Nossa alegria é tanta que queremos bendizê-lo, adorá-lo, dizer que Ele é Santo e Senhor de nossas vidas. E que não há outro Deus, além de nosso Pai do céu, que reina com Jesus e na unidade do Espírito Santo.

Mas agora está aqui um segredo: o louvor não é só para quem está feliz. Muito pelo contrário, o louvor deve acontecer sempre em nossas vidas, pois podemos estar com o coração apertadinho, mas nosso espírito está em paz porque vive na intimidade de Deus, sendo capaz de louvar, de dar glórias em quaisquer momentos.

E Deus reconhece isso. Deus sabe qual é o louvor verdadeiro.
Deus sabe quando estamos apenas falando da boca para fora ou quando estamos querendo aparecer.
O louvor liberta, ajuda-nos a esquecer de problemas. Faz com que saibamos superá-los sem revolta, com confiança em Deus.

Quando participamos de um grupo de oração e o ministro de louvor pede para que levantemos os braços, não tenha vergonha, dúvida, medo ou desconfiança. Simplesmente se abandone nos braços do Pai. Ele te acolhe, te ouve e te ama.

É no louvor que Deus habita. E Satanás não tem poder sobre o louvor, pois ele mesmo não é capaz de fazer isso. Não é capaz de reconhecer a soberania de Jesus e tende a nos perturbar.

O louvor é uma maravilhosa chave para iniciarmos um processo de cura interior.

Que saibamos sempre louvar aquele que é e sempre será!

Deus abençoe!
Jorge

30 de Setembro de 2008

Salvem os grupos!

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 11:54

Queridos irmãos,
Sempre ouvimos daqueles que estão a mais tempo na caminhada e que passam por muitos lugares pregando, que os grupos de oração estão passando por dificuldades. Ouvimos dizer também que a RCC não é mais a mesma, que o povo não crê como antes, que não reza como antes, etc, etc…

Mas quero clamar aqui: Misericórdia!
Principalmente à vcs, que vêem tantos problemas, mencionam tantos erros, mas pouco fazem para ajudar. É muito fácil simplesmente apontar os erros, mas difícil é caminhar junto, no dia-a-dia e ver como é árdua a luta.

Claro, que muitos irmãos também colocam à nossa disposição preciosos trabalhos, como fitas e vídeos de pregação, livros e apostilas, dando orientações aos ministérios e grupos de oração. A esses irmãos, muito obrigado, pois realmente é difícil estar em tantos lugares e ajudando a tanta gente.

Porém, me refiro aos irmãos que ainda não se abriram ao espírito de compaixão e solidariedade.
Vemos por exemplo, irmãos que já foram coordenadores de grupo ou de ministério e que hoje mal participam do grupo, mas adoram botar defeito. Adoram dizer que na época deles o grupo era desse ou daquele jeito. Que o grupo era lotado e que a graça acontecia. Que o povo era sedento e a doação dos servos era outra…

Olha meus irmãos, com todo o respeito do mundo: eu dispenso esse tipo de comentário, pois fique bem claro que isso não vai edificar ninguém e nenhum grupo. Muito pelo contrário, só vai deixar um peso maior sobre os ombros do atual coordenador e dos servos. Muitos estão se doando sim, estão ralando pela causa, mas que por um motivo ou outro as coisas estão difíceis. E isso precisa ser respeitado.

Hoje, falar que um grupo de oração é pequeno ou praticamente vazio é dizer que é um grupo fracassado, mas eu discordo, pois para dizer isso a pessoa precisa ver o que de fato os servos estão enfrentando de dificuldades e provação. Ninguém sabe ao certo o quanto estão dando de si mesmos e o quanto estão orando a Deus por um milagre ou uma mudança.

Sei sim, que há servos no comodismo e que não querem compromisso. Falam demais e ajudam de menos. Sei que muitos poderiam ajudar, mas na verdade estão atrapalhando, pois levam o emblema do grupo de oração por todo o lugar, mas na realidade não servem como deveria. No entanto, não podemos discriminar os grupos que são pequenos, pois podem ser pequenos em aparência, mas grandes em verdade. Grandes em unção…

Irmãos, muito do que escrevo refere-se aquilo que vivo, por isso conto com a oração de vocês. O grupo de oração no qual participo está vivendo esse momento de dificuldade. Precisamos muito de ajuda e imagino o quanto de pessoas precisam também.
Não vamos criticar tanto os ministérios. Vamos é ajudá-los, apoiá-los… visite outros grupos, vai fazer bem para o ego deles. Vai ser um incentivo tenho certeza.

Por isso, termino esse artigo deixando o endereço do meu grupo de oração. Venha nos conhecer, venha nos ajudar.
Aliás, deixe aqui registrado também o endereço, dia e horário do seu grupo de oração.
(Siga o modelo que vou deixar abaixo).

Assim, vamos conhecendo e salvando todo os grupos que precisam de ajuda.

Deus abençoe!
Jorge
Grupo de Oração Providência Divina
Todos os sábados, às 17h.
Comunidade Sagrada Família (Paróquia Santa Terezinha)
Rua Feres Wardini, 35 - Pq. Savoy City - Sao Paulo - SP

29 de Setembro de 2008

Relacionamento desgastado

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Namoro / Casamento, Jovens — admin @ 14:56

Infelizmente é comum o que temos visto em alguns lugares: relacionamentos desgastados. E isto pode se tornar um problema ainda maior quando interfere na atividade dentro da Igreja. Vamos aos exemplos:

- namorados que são do mesmo ministério de música e acabam brigando… o que acontece? Todos acabam sendo afetados, pois não há aquela clima de harmonia;
- casais que servem em um grupo de oração e estão brigados. Interfere na vida dos servos, do coordenador, enfim, fica complicado conversar com um, sendo que o outro não quer colaborar…
- relacionamentos de amizades que duraram por tanto tempo e de repente, se vêem acabar justamente por causa da Igreja. Como assim? Imagine o seguinte: dois amigos de longa data. Certo diz conhecem a Jesus e passam a servir a Igreja, porém, um é mais assíduo na participação. O outro nem tanto. Mas aí acontece que um dos amigos começa a forçar a barra, dizendo que ele precisa se doar mais…. e mais… e mais….
Começa a esquecer que ali existia uma amizade forte e passa a ser um “chato” (desculpe-me pela expressão, mas é verdade), pois o relacionamento começou a mudar.

Tudo na vida desse irmão é a Igreja e não se importa mais com família, com os amigos (e em especial aqueles que não estão na caminhada), também trata com indiferença os colegas do trabalho, afinal, “eles não tem discernimento, não são como eu que “conhecem” a Jesus… não receberam ainda os dons do Espírito Santo…”
Querendo ou não a visão dessa pessoa fica tão reduzida, tão focada, que no fim das contas ela quem é que precisa de uma reflexão sobre sua própria vida…

Deus não quer que nossos relacionamentos se desgastem, muito pelo contrário, Ele é o motivo da nossa alegria e nossa força. Com o nosso testemunho temos que nos apaixonar a cada dia pelos irmãos, pelos nossos familiares e com os cônjuges.
Deus precisa ser algo que atrai as pessoas, não que afaste.
Tem gente que está afastando Deus das pessoas, justamente pelo seu jeito fanático e sem discernimento.

Bom, para aqueles que estão vivendo momentos perturbados eu aconselho: é hora de restaurar o tesouro que você conheceu. É hora de remodelar a obra de arte que Deus colocou em sua vida.
Re-conquiste aqueles que você ama. E isso nem sempre é fácil, pois exige de nós humildade, um pouco mais de paciência, mas principalmente humanidade.
Seja simples e tenha coragem. No começo as pessoas estranharão sua atitude, mas aos poucos perceberão que você deixou “a ficha cair”.

Com perseverança podemos chegar lá. Aqueles que Deus nos como presente não podemos perdê-los assim tão facilmente.

Deus abençoe!
Jorge

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