19 de Fevereiro de 2010

Músicos como Zaqueu

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 13:03

No capítulo 19 de Lucas vemos aquela passagem onde Jesus se encontra com Zaqueu e lhe diz:
“Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa…”
Como sabemos Zaqueu estava em cima de uma árvore vendo Jesus passar.

Hoje Jesus está dizendo o mesmo para nós músicos: desça de tua vaidade, saia de seu comodismo, chega de seu estrelismo. Hoje eu vou visitar a sua casa, o seu coração, a sua verdade.

Naqueles dias as pessoas questionaram muito o fato de Jesus querer se encontrar com um cobrador de impostos, considerados tão pecadores. Da mesma forma hoje Jesus se propõe a nos visitar, nós que somos também tão pecadores e pequenos. Nós que não somos dignos desta visita. Deus quer visitar principalmente a nossa verdade, para que toda impureza se dissipe e venha reinar o verdadeiro amor.
Músicos cheios de espiritualidade verdadeira só serão bons ministros, bons seres humanos se abrirem-se a essa graça.
É muito fácil cantar ou ministrar “deixa a luz do céu entrar meu irmão”, quando nós na verdade não deixamos Jesus entrar completamente. Deixamos Jesus entrar somente até certo ponto, somente até a sala de estar, onde vemos que aparentemente está tudo organizado.

No final deste capítulo Jesus diz que veio “salvar o que estava perdido”.

Muitas vezes me considero perdido sim, por quê não? Somos humanos, fracos e sujeito a falhas o tempo inteiro. Por isso, devemos sempre nos reconhecer dependentes de Jesus e deixar com que ele nos salve, com que Ele recupere tudo o que está perdido em nossa vida.
Quem sabe não temos perdido em espiritualidade ou até mesmo em humanidade. Talvez não tenhamos ouvido nossos irmãos como eles merecem. Talvez estejamos preocupados demais com o nosso som ou nosso status.

Tudo isso precisa ser revisto. Jesus precisa nos visitar. Por isso, vamos fazer como Zaqueu e descer desta árvore. Da árvore do orgulho e da mentira. Da árvore da falsa humildade e do ego elevado.
Assim Jesus salva a nós mesmos, nossa família, nosso ministério, a nossa vida em comunidade, o nosso grupo de oração e todos os aspectos de nossa vida.

Que assim seja.
Grande abraço,
Jorge

27 de Janeiro de 2010

A sabedoria está no ar

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 09:22

Não sei se vcs já tiveram a oportunidade de ler um livro chamado “O guardião de memórias”, mas retrata a história de um homem que tomou uma decisão, diga-se de passagem equivocada. E no desenrolar do livro fiquei pensando sobre as decisões que tomamos na vida. Como elas têm força e podem mudar todo o nosso futuro.
Aí fiquei pensando nas vezes que nós como ministros de músicas dizemos: “hoje é um dia decisão, você precisa dar o seu sim a Deus…” e assim por diante…
Ora, dizer sim a Deus não é pouca coisa. É decisão para toda a vida. Mas o fato é que implica em várias outras coisas: no tempo que temos disponível, nas escolhas que teremos que fazer, nas renúncias, em nossa postura, e por aí vai…

Não temos noção das consequências que enfrentaremos, por isso qualquer decisão deve ser pensada com carinho, com cuidado.
Não se afobe em responder muito rápido um convite. Se você deve aceitar entrar para um ministério, se aceita ou não fazer uma pregação, entrar para uma comunidade de vida… calma. Pense com carinho. Apresente a Deus e deixe que Ele te mostre se é um caminho que você deve percorrer.

Bom, como comecei o artigo falando a respeito de um livro que li, quero terminar recomendando um outro livro, chamado “A sabedoria está no ar”, do Monsenhor Jonas Abib, da Canção Nova.
É um livro pequeno, você poderá lê-lo rapidinho. Mas é riquíssimo em espiritualidade e tenho certeza que você ganhará muito em maturidade.

Em nosso ministério eu vejo muitas pessoas ungidas, sedentas de Deus e que trabalham com muita alegria na Igreja. Mas não é raro vermos precipitações e falta de discernimento.
Por isso, leia com calma esse bom livro. Sua mente se abrirá para muitas coisas, isso eu posso lhe garantir. Não trata-se de propaganda, mas de uma realidade que experimentei por isso compartilho. Com nossa mente mais aberta e mais maturidade entenderemos sobre como tomar decisões de maneira correta.

Deus abençoe!
Jorge

14 de Janeiro de 2010

Sem medo de amar

Arquivado sob: Fé - Perseverança — admin @ 13:04

Há uma frase do padre Fabio de Mello que é muito bonita e diz:

“Amar talvez seja isso: descobrir o que o outro fala mesmo quando ele não diz…”

Todos nós experimentamos isso em nossas vidas, mas nem sempre reparamos. Nem sempre damos conta de quanto conhecemos alguém (ou quanto não conhecemos). Mas são detalhes pequenos e que fazem diferença.
As vezes chamamos de entrosamento, afinidade, quando na verdade tudo isso é amor.

Você já percebeu que quando existe intimidade entre você e outra pessoa basta um olhar para que tudo seja entendido?
É assim, “as realidades que falam sem precisar dizer…”

Talvez se nos atentássemos mais aos detalhes, na forma em que as pessoas nos olham… talvez se nos demorássemos ainda que por um instante em atenção ao olhar do outro entenderíamos e descobriríamos quais são os nossos amigos de verdade. Quando há amor há cumplicidade…

Falar de amor nem sempre é fácil, causa estranheza, soa “cafona”.
Porém, aquele que mais amamos era o especialista em amar e falar de amor. Amou tanto que foi parar na cruz.

Muita gente ainda diz: “eu não me revelo mesmo, não me mostro, porque já sofri muito nessa vida…”
Jesus também sofreu, mas decidiu amar…

Não precisamos ter medo de onde vamos chegar, pq na realidade só iremos chegar em algum lugar se em nossas bagagens estiver o amor.
Também não precisamos ter medo de demonstrá-lo, porque quanto mais dá-lo mais receberemos.
É um paradoxo, mas todos sabem que no fundo é uma realidade.

Deus abençoe!
Jorge

22 de Dezembro de 2009

O Natal está chegando

Arquivado sob: Fé - Perseverança — admin @ 12:36

Você já reparou como é uma mãe grávida com seu filho que está para nascer?
Existe todo um zelo, um carinho, ansiedade e ao mesmo tempo alegria… e principalmente, uma preparação, pois está para vir o Filho…

Assim, neste tempo de Advento que se aproxima possamos preparar o nosso coração para chegada, daquele que nos amou primeiro: Jesus!

Vamos nos alegrar, porque a Alegria estará em nosso meio de maneira mais intensa neste Natal.
“e muitos se alegrarão com o seu nascimento…” Lc 1, 14
É promessa de Deus: muitos se alegrarão!!

Não só Nossa Senhora se alegrava com as coisas que aconteciam e com a promessa de Deus se realizando, mas o próprio povo exclamava:
“Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste.” Lc 11, 27

Felizes somos nós, os convidados para a Ceia do Senhor!!
Prepara o teu coração!
Jorge

21 de Dezembro de 2009

Rezando pelo inesperado

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Maria — admin @ 21:37

Quero convidar você hoje a rezar pelo inesperado. Você já pensou nisso?! Rezar pelo inesperado…
Como somos pegos de surpresa… nas mais variadas situações do nosso dia a dia…

Maria não esperava que um anjo aparecesse em sua presença. E embora ela tenha ficado pertubada, “o anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.” (Lc 1, 30)
E encontrar graça diante de Deus é manter vigilância, ser mesmo pessoa de oração e obras.
“Olhai! Vigiai! porque não sabeis quando chegará o tempo.” (Mc 13, 33)

O próprio Senhor foi pego de surpresa em várias ocasiões… quando abriram o teto de uma casa e desciam um paralítico em uma cama, para que ele o curasse. Ou ainda quando Jesus estava ensinando e chegaram com aquela mulher que foi pega em adultério… e Jesus não a condenou…

Penso que esse é um grande tesouro para nós: vigiar e orar. Não apenas vigiar mas orar. Não apenas orar, mas vigiar.
Para que no inesperado Deus seja mais!

E assim poder ouvir como Nossa Senhora ouviu: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus…”

Deus abençoe o seu dia.
Jorge Henrique

17 de Dezembro de 2009

O negócio é ter fé!

Arquivado sob: Fé - Perseverança, Maria — admin @ 10:10

“Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.
Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.
Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.
Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.
Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.”
Lc 2,16-20

Muitas vezes estamos como esses pastores: “com grande pressa”, com a agitação e as preocupações do nosso dia-a-dia.

Não percebendo muitas vezes que o Senhor nos convida a cada instante a viver no Seu amor. Consolando e compreendendo, amando e perdoando e partilhando nossas tristezas e alegrias com nossos irmãos. Talvez não seja fácil, mas é um convite ou melhor, um desafio que vale a pena!
E sabemos que na presença do Senhor ficamos maravilhados, envolvido em seu amor e sua infinita misericórdia. E todos verão em nós “algo diferente”, onde todos irão se admirar também conosco, porque estaremos levando essa luz, essa presença inigualável do Senhor Jesus.

Guarde as palavras do Senhor, meditando-as no seu coração, assim como Maria, aquela que em tudo soube esperar.
Convido você a parar por alguns instantes. Reze uma Ave-Maria. Consagrando nosso dia nas mãos de Nossa Senhora.
Na certeza que Deus nos olha, como olhava para Nossa Mãe, medite e contemple momentos de amor com a Santíssima Virgem e o esposo Adorado: Jesus, nosso Senhor!

E assim, louvaremos a Deus por tudo e sem cessar, como fizeram os pastores naquele dia tão esperado.
Esse é o dia que o Senhor fez para nós! (Sl 117,24)

Com carinho e minhas orações.
Jorge

11 de Dezembro de 2009

Aguardando o momento certo

Arquivado sob: Fé - Perseverança, EU - Jorge — admin @ 09:13

Quando eu comecei a trabalhar eu tinha 16 anos de idade e meu emprego foi em um escritório de contabilidade, como office-boy, o que na época eu não gostava, pois meus amigos já trabalhavam internamente como auxiliares, assistentes e outras funções. O fato é que eu me sentia inferior à eles, achando que meu salário era o menor, que meu emprego era o pior, que o local onde eu trabalhava era o mais longe e que eles sabiam muito mais coisas do que eu na vida profissional.
Talvez um pouco de manha? Talvez… Um pouco de “chororô” como dizem…. e lógico que em graus maiores isso chegaria a um complexo de inferioridade. Mas não foi o meu caso…

Quase três anos depois mudei de empresa (na qual estou até hoje - quase 13 anos!), e desta vez para trabalhar como arquivista em um escritório de advocacia. E boas notícias dessa vez: eu trabalharia interno e meu salário era o dobro do que eu ganhava. Porém, a distância quase que triplicou, onde (até hoje) levo no mínimo 4 horas no trânsito. Mas até aí não considerei esse o maior problema. Acontece que como arquivista eu passava a maior parte do dia em pé dentro dos arquivos deslizantes, o que fazia minhas pernas doerem demais. Então eu pensava: “quando eu era office-boy pelo menos eu ficava andando, então não doíam tanto, com excessão das gigantescas filas de banco, que me faziam amaldiçoar minha função”. Infelizmente era assim que eu pensava. Apesar de temente à Deus, não tinha costume algum de ir à igreja e muito menos interesse por qualquer tipo de espiritualidade.
Trabalhando como arquivista eu tive que suportar 1 ano de dores nas pernas, em seguida peguei minhas férias. Quando retornei recebi o que eu considero até hoje como presente de Deus, um convite para trabalhar na área de informática (no qual me formei e continuo trabalhando até hoje).

Acontece que não temos a plena visão das coisas e penso que isso é natural. Temos a tendência de sempre estar reclamando por alguma coisa. Ao invés de agradecer pelo que se tem é mais fácil reclamar pelo que não se tem.
Claro que eu agradecia pelo que tinha, aliás agradeço até hoje, mas existe um lado humano, não sei bem ao certo dizer que lado é esse que nos faz reclamar do que conquistamos ou aprendemos.

Hoje entendo muita coisa, mas com certeza há muito mais coisas que não sei e que um dia serão claras para mim. Talvez seja como aquele versículo da bíblia que diz: “Agora vemos como que em espelho, obscuramente, mas então veremos face a face..” Um dia entenderemos o porquê das coisas e agradeceremos pelo que passamos, pois tudo é aprendizado, conhecimento. Por isso, temos que tomar cuidado com nossas palavras e comportamentos no tempo presente.
Hoje eu vejo o quão importante foi trabalhar como office-boy, quantas coisas eu aprendi, como fiquei mais esperto… e assim com todas as profissões e áreas da vida.

Na Igreja acontece algo parecido. Começamos como quem não quer nada e aceitamos qualquer coisa que nos passem, pois o “importante é servir a Deus”. Nosso coração está alegre, em festa e de fato somos puros para tantas coisas. Mas depois de algum tempo exigimos posições e achamos que por estar a mais tempo na igreja temos algum direito a mais que outros irmãos. É como se pedissemos um aumento de salário por ser velho de casa. Achamos que temos o direito de ocupar posições de liderança e coordenação, enquanto que os outros devem colocar a mão na massa.
Mas não é nada disso: temos que continuar trabalhando sempre da mesma forma e com o coração e em paz. Do contrário, não adiantará nada o nosso esforço.

Como músico da Igreja eu queria no início aprender logo, “ser bom logo”, mas não é assim que funcionam as coisas. No caso da música, exige-se muita dedicação e estudo, mas só colocando em prática mesmo o que aprendemos. E isso leva tempo, é preciso passar por muitas experiências e das mais diferentes formas e situações. No entanto, o aprendizado também vem através de quedas, perdas e derrotas. Por isso não podemos nos frustrar. Faz parte. Nos torna mais fortes para o desafio de amanhã.

Talvez hoje você não esteja entendendo muita coisa, quem sabe (do seu ponto de vista) até sofrendo injustiças, mas é como eu disse acima: hoje vemos que em espelho, mas depois tudo se tornará claro, nítido.
Não temos a plena visão das coisas ainda. Mas amanhã saberemos um pouquinho mais.

É o exercício da paciência e perseverança, onde o tempo se encarregará de nos ensinar tudo no devido momento. Da nossa parte cabe confiar.

Grande abraço,
Jorge

3 de Dezembro de 2009

Não leva jeito para música

Após responder uma pergunta de uma irmã achei que seria interessante escrever um artigo a respeito: sobre aquelas pessoas que tem vontade de cantar na Igreja, mas que por um motivo ou outro não iniciaram ainda, talvez por não terem ido atrás, por terem sido impedidas, ou quem sabe até mesmo consideradas incapazes.

Acontece o seguinte: o sol nasceu pra todos. A mesma chuva que cai sobre mim cai sobre você também. Por isso, não tem essa de um ser melhor que o outro, por isso não devemos nos desvalorizar e muito menos desvalorizar aos outros.
Eu acredito sim em DOM. Há pessoas que realmente nasceram com um DOM para alguma coisa, no caso aqui vou me referir à música. Conheço pessoas que trazem um talento musical desde crianças e isso é incontestável. No entanto, elas não são as únicas aptas para fazer parte de um ministério de música. Eu por exemplo sou fruto do esforço, da pura vontade de querer aprender, pois sinto muita dificuldade. Muitas vezes até hoje penso que realmente não levo jeito para coisa, mas meu amor pela música é maior.

Não sou bom tecnicamente, mas também não sou plenamente leigo no assunto. E acho que é a partir daí que podemos entender se podemos ou não ingressar em um ministério de música. Precisamos ter a humildade de reconhecer quando não levamos jeito com a coisa. E aí temos duas alternativas: ou corremos atrás de aprender direito, fazendo aulas e estudando (se dedicar mesmo!) ou desistimos e passemos a servir em outro ministério.
Há pessoas que têm dificuldade ao extremo, não conseguem perceber quando estão desafinadas, fora do tom, etc. E para quem não corre atrás (estudar e praticar bastante) isso dá muito trabalho de resolver. E preciso ser franco: acaba atrapalhando os irmãos mais experientes e por mais que tenham boa vontade de ajudar e ensinar ainda tem o nosso próprio lado de se dedicar de verdade.

Tem gente que confunde as coisas. Acha que porque está na Igreja não precisa “de tanto assim”. Ora, como assim “tanto assim”? Deus merece o melhor.
Em todos os lugares vemos músicos profissionais, cantores cada vez mais buscando técnicas apuradas, aparelhagens de primeira, com tecnologias cada vez mais avançadas e pessoas que realmente entendem do que estão fazendo. E achamos que só na Igreja “não precisa disso” porque Deus é amor, Deus é simplicidade…. Ah, me desculpa…. não concordo mesmo, faça-me o favor.

Sim, Deus é amor, é simples e todas essas coisas que sabemos, mas MERECE O MELHOR. Precisamos de músicos que se dediquem e que na medida do possível busquem aperfeiçoamentos. Claro que citei algumas coisas um pouco além, mas é que precisamos abrir esse leque e ter mais visão das coisas e não simplesmente ficar fechados em nosso mundinho, na mesmice.
Não estou pedindo ou alegando que equipamentos caros são os melhores ou ainda que só os músicos formados em faculdade que devem tocar na Igreja. Não é isso… um bom entendedor: sabe do que estou dizendo.
Se pudermos alcançar tudo isso, ótimo. Até porque entendo que também falamos em dinheiro quando pensamos em tudo isso. Mas o ponto essencial de tudo isso é o seguinte: Deus merece o melhor. Se o nosso melhor hoje é fazer aulas de violão, que façamos. Se nosso melhor é aprender técnica vocal, aprender a não desafinar, ensaiar, etc, então é isso, que possamos ir atrás.

Quem tem maior experiência com a música reconhece logo de cara quando alguém não leva jeito. Mas tenho certeza que um bom músico, ou seja, aquele que tem espírito de companheirismo e compreensão nunca irá dizer palavras de desaprovação ou desesperança. Ele será realista dizendo que será difícil, mas não impossível, bastando estudar e ter paciência.

Uma última questão. Há muita gente boa com vontade de cantar e tocar na igreja, mas ainda não o fizeram porque não receberam o nosso convite. Porém, nem sempre os músicos da igreja sabem da vontade desses irmãos. Temos aí duas questões então: nós que precisamos convidar mais os irmãos (fora que precisamos ter a boa vontade de ensiná-los) e também esses irmãos, que devem vir atrás. Tomar coragem mesmo e ir conversar com o ministério de música, com os responsáveis ou líderes. Se for o caso conversar com o padre (pois muitas vezes ele é o responsável pelas equipes de canto da paróquia).

O irmão que tem o desejo de cantar na Igreja e ainda não sabe nada deve explicar sua situação para quem de respeito. Não tenha vergonha. É como diz o ditado: “estrada de mil léguas começa com o primeiro passo”. Então é assim: devagarzinho, estudando, praticando, ensaiando… Tem que ter muita paciência também, pois as vezes o aprendizado leva tempo e parece um caminho de pedregulhos. No meu caso por exemplo achei que não ia aprender nunca. Achava difícil demais tocar violão e julguei muitas vezes dizendo que não tinha nascido para isso.

Uma outra consciência que o irmão que está começando deve ter a seguinte: não é porque você acabou de entrar em uma escola de música ou foi chamado (ou aceito) para ensaiar com um ministério de música, que você já será o responsável em cantar o salmo da missa, ou ainda será o vocalista principal, etc. Calma! Tudo tem o seu tempo. Aliás, seria de grande discernimento se nunca quiséssemos almejar nada. Nada de querer entrar para o ministério só por ter o desejo de um dia ser aplaudido.
É como sempre digo aqui: Jesus nos ensinou a buscar o último lugar. (Lc 14,9).

Levar jeito ou não para música é uma questão de ponto de vista. Melhor é não julgar isso, pois o tempo prova muita coisa.
E Deus sempre capacita seus escolhidos.

Deus abençoe!
Jorge

6 de Novembro de 2009

Nosso valor

Arquivado sob: Fé - Perseverança — admin @ 09:27

Meu recado de hoje é o seguinte: vc é muito mais valioso do que imagina, por isso não se preocupe em fazer com que as pessoas o encontrem… mas deixe que tudo ocorra naturalmente. E o que quero dizer com isso?
Há pessoas que sentem a necessidade de ser amadas, de ser procuradas, de ser valorizadas… e por isso vivem à promoção de si mesmas, tentando de alguma forma chamar a atenção, se expondo para que os outros notem suas atitudes, seus resultados, enfim…

Acontece que Deus nos criou a sua imagem e semelhança, logo somos feitos de amor. Temos uma centelha desse amor em nossa essência, por isso não devemos nos preocupar. Somos pérolas que devem ser lapidadas no decorrer da vida, e deixe-me dizer: não é todo mundo que sabe a arte de lapidar, porque isso exige paciência, exige acreditar e acima de tudo dedicação.
Quem deseja investir em você (seja como um novo servo da igreja, no trabalho ou em um relacionamento) saberá como agir e dará o valor que você realmente merece.

Afinal, somos muito mais valiosos que os lírios do campos… e valemos muito mais que os pássaros….

Deus abençoe!
Jorge

14 de Outubro de 2009

Grupo a luz de velas

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 13:42

Lembro-me de certa vez que chegamos para preparar o grupo de oração e de repente houve um “apagão”. Ficamos às escuras, pois havia chovido muito.
Todo o grupo estava comprometido porque em uma hora as pessoas começariam a chegar para rezar o terço e participar do grupo de oração.
Nossos músicos não poderiam ligar seus instrumentos.
O pregador também teria que “levar no gogó”, ou seja, não haveria microfone.

Não tínhamos dúvidas que independente da energia elétrica o grupo deveria prosseguir. Sendo assim, pegamos várias velas e fomos colocando em toda a igreja.
E não é que deu um clima agradável? Ficou até que romântico..rsss…. mas a verdade é que as pessoas iam chegando ao grupo e vendo nossa nova decoração e esboçavam sorrisos de incentivo e orgulho, como que dizendo a si mesmos: “poxa, que legal, mesmo assim vai ter grupo”.

Bom, começamos o grupo e aparentemente até mais empolgados, pois realmente estava tudo muito diferente, onde víamos que a ação de Deus não dependia de nenhuma tecnologia, mas simplesmente da fé, do amor, do nosso esforço e desejo de servir. Com isso, até nossa oração parecia diferente. Parecia que estávamos com mais fé e mais fervorosos.

Quando no meio de um forte louvor a luz da igreja se acendeu. Todos se alegraram e continuavam a orar, mas desta vez com mais intensidade ainda agradecendo a Deus por tudo o que Ele estava realizando. Até mesmo pela luz que havia voltado.
Automaticamente eu fui até a mesa de som e já ia ligar os instrumentos quando um dos irmãos me disse: “Não Jorge…. deixe como está… Hoje Deus quer que seja assim…” E eu consenti… era isso mesmo!
O grupo foi uma benção e todos também gostaram.

Deus sempre quer que nosso grupos sejam simples. Não significa porém, que devemos abrir mãos de tecnologias ou toda estrutura que obtivemos durante toda a caminhada, mas a nossa postura deve ser diferente, deve ser simples. Assim como Deus. Deus é simples. Nós é que complicamos as vezes.

Outra lição que podemos tirar desse episódio é que devemos continuar. Não reter-se diante da primeira dificuldade e barreira.
Há uma frase que é usada no circo e que vale muito a pena dizer aqui: “O show deve continuar….

Jesus um dia disse: “Meu Pai trabalha até agora, então eu também estou trabalhando…” (Jo 5,17)
Assim também nós devemos continuar. Quem foi que falou que é hora de parar?

Deus abençoe!
Jorge

1 de Outubro de 2009

O Padre e o Ator

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Fé - Perseverança, padres — admin @ 09:06

Geralmente escrevo meus próprios artigos, mas hoje resolvi colocar essa história (coletada da internet mesmo), onde poderemos refletir sobre o que acontece em muitas das nossas celebrações…

Havia dois irmãos. Um resolveu ser padre e foi para o seminário. O outro preferiu seguir carreira como ator. Muitos anos se passaram sem que se vissem.
Alguns anos mais tarde, finalmente os dois se encontraram na casa dos pais. Nessa ocasião, os dois irmãos combinaram que um visitaria o outro quando estivesse exercendo a sua “profissão”.

Algum tempo depois, sentado no meio da platéia, diante do palco onde dentro de instantes seu irmão ator entraria em cena, o padre esperava. Quando as cortinas se abriram, o padre ficou de “boca aberta”. Cenário bem montado, palmas vibrantes, atenção e silêncio, o som harmonioso da orquestra, tudo perfeito.

O apresentador começou a falar (sem papel na mão). Explicou o sentido da peça para os dias de hoje. Falou sobre o autor, os atores e os detalhes do cenário. A apresentação foi um sucesso. Quando as cortinas se fecharam, todos, de pé, não paravam de aplaudir.

Muitos foram ao camarim do irmão ator para parabenizá-lo. Comentavam trechos da peça… tiravam lições para suas vidas.
Chegou o dia em que o ator visitaria o irmão padre. Encontrou-se, então, sentado na igreja, cercado por uma fria assembléia, num auditório não muito confortável. Olhava para o altar, onde um cenário sem muita criatividade parecia não ser trocado há muitos anos.

De repente, alguém tomou um desafinado violão e pôs-se a exigir que todos o acompanhassem em uma melodia que não era possível escutar devido ao barulho de uma estridente bateria.

Foi então que surgiu seu irmão. Lá na frente, ocomentarista leu alguma coisa. Mas não se pôde entender muito bem o que iria acontecer, nem a importância disso para os dias de hoje. Não havia palmas. Por outro lado, em nenhum momento houve silêncio completo.

No final da missa, o padre voltou para a sacristia. Só o irmão ator foi cumprimentá-lo. O padre perguntou-lhe:

- Por que as coisas são assim? Lá no teatro as pessoas eram tão atenciosas. Aqui tudo parece ser diferente. Que acontece?
E o irmão disse: - Você quer minha opinião sincera? - Claro… diga o que você pensa! - respondeu o padre.

E o ator disse: - É que lá nós representamos mentiras como se fossem verdades, e aqui vocês representam verdades como se fossem mentiras!!!

Realmente é para se pensar…. Por isso, se você pode fazer algo para ajudar sua comunidade, sua paróquia, seu padre… não perca tempo! Vá em frente, pois Deus merece o nosso melhor!

Grande abraço,
Jorge

29 de Setembro de 2009

Complexo de inferioridade

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Promoção Humana — admin @ 13:37

Uma das coisas que não nos deixa crescer ou progredir é a ausência de estímulos. É a falta ou quem sabe até o medo de acreditarmos em nós mesmos. Acreditar no nosso potencial e crer na fé que nos leva mais longe.

Com isso, quero dizer que precisamos promover o nosso próximo, o máximo que pudermos. E Jesus era especialista em fazer isso, tanto que escolheu para apóstolos aqueles que a olhos humanos não seriam os melhores ou escolhidos.

Pode ser que haja em nosso ministério alguém assim, que não acredita mais, mas que carrega em si próprio um grande potencial. E pode ter certeza de uma coisa: essa pessoa está precisando do nosso incentivo, do nosso “empurrão” e da nossa palavra de motivação. Precisamos ser motivadores e promover ao máximo aqueles que Deus nos confiou.

Talvez tenhamos em nosso grupo grandes pregadores, excelentes servos, que por um motivo ou outro ainda não explodiram em seus ministérios. Por isso, é preciso dar uma chance, arriscar, incentivar. Acreditar que eles são capazes sim e muito mais que isso: que eles são importantes para nós.
Isso não se mostra apenas em palavras, mas em gestos, portanto, não perca tempo e coloque esse povo bom para trabalhar.

E eu garanto uma coisa: a nossa palavra, o nosso convite pode fazer toda a diferença. E você vai perceber o quanto esse irmão ficará feliz com O SEU ACREDITAR.
A vida não é feita de escolhas? Então… faça a sua. Invista no seu irmão!

Deus abençoe!
Jorge

22 de Agosto de 2009

A Música no Céu

A canção que eu acredito que será ouvida no céu será aquela do amor, ou seja, a canção dos puros de coração.
Quem estiver no céu verá a glória do Senhor, verá cânticos de adoração em sua maior pureza e com toda a sua essência.

Não estaremos preocupados em quem vai tocar, quem vai ministrar. Não estaremos preocupados com os vocais, se haverá bateria ou teclado.
Não olharemos para o braço do guitarrista para ver o solo que ele estará fazendo, pois entenderemos de uma vez por todas que o mais importante e centro de todas as coisas será o Rei Jesus.
Ninguém vai lembrar de técnica, pois a segunda voz aparecerá naturalmente. Essa segunda voz é a voz da alma…

Faremos parte de um único coral, onde aprenderemos com os anjos o que é a verdadeira adoração.
Veremos Maria Santíssima e todos os santos.
Veremos nossos entes queridos e amigos que tanto amamos.
E na mais linda troca de olhares veremos que tudo valeu a pena.

Ouviremos o mais belo cântico em línguas, que resplandecerá com toda a força.
Os puros de coração verão a Deus e os que lutaram pela justiça serão saciados.

O nosso lugar é o céu. É ali que eu quero cantar…
Eu não sou digno e nem merecedor de nada, mas é o que eu acredito e onde eu quero viver.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Agosto de 2009

Músicos e a Cura Interior

Acredito que nunca esquecerei de um retiro que participei certa vez, pois após um momento de oração um irmão disse assim pra mim: “quando eu orava por você eu via saindo de você claves e notas musicais, porém elas se partiam ao meio, caindo gotas de óleo… então perguntei a Deus o que era aquilo no qual tive o discernimento que era a cura que você deve levar através de sua música…”.
Com isso, quero dizer que todos nós músicos somos portadores desse dom, dessa cura que deve chegar aos irmãos, mas em especial me refiro à cura interior, pois ela não apenas cura nossas feridas, mas também nos liberta de toda espécie de mal.

Todos nós temos necessidade de cura interior, pois trazemos feridas internas, por vezes ocultas e que podem nos influenciar negativamente em nossas ações e também em nosso comportamento, uma vez que permanecem em nosso subconsciente.
Podemos chamar essas feridas de traumas, pois se manifestam em nós de diferentes maneiras, como ódio, angústia, desânimo, etc.

A cura interior pode ser instantânea sim, mas muitas vezes é demorada, pois o trabalho a ser desenvolvido leva-se dias, semanas, meses…
É preciso muita abertura para se alcançar a cura interior. É preciso muita renúncia e transparência com Jesus. E particularmente eu recomendo uma boa confissão antes de fazer qualquer experiência de oração.
A cura interior é pedir a Jesus que retorne à época em que fomos traumatizados e cure todos os nossos traumas, inclusive os efeitos que eles causaram.

Você músico, ministro, que deseja ser um ministro da cura interior precisa mais do que nunca ser íntimo de Jesus. Nosso tocar e cantar pode ajudar e muito, mas sempre quando agimos de coração reto, quando oramos com as pessoas, quando temos compaixão e somos instrumentos nas mãos do verdadeiro artista.

Sim, eu acredito piamente que uma pessoa pode ser tocada e curada através da música, pois está aí a musicoterapia que não me deixa mentir, mas além disso, nós musicistas de Deus, temos que levar nossa música de maneira diferente: o evangelho em forma de música, a voz de Jesus em forma de música, o toque de Deus em forma de música.
Quando nossa voz se abrir nossa alma também deve cantar, pois a verdade que existe em nós faz muita diferença para quem precisa da cura.

Falar da cura interior sempre será um assunto extremamente extenso, por isso deixo aqui essas poucas palavras, mas que espero que ajude a todos.
E que o próprio Espírito Santo nos esclareça todas as coisas, nos dê a docilidade necessária para saber viver a cada momento.

Lembre-se: essas notas musicais com óleo são o bálsamo de que muitos precisam, por isso tenha zelo pelo dom maravilhoso que Deus lhe deu. É Jesus que cura e nós somos apenas um canal…

Deus abençoe!
Jorge

20 de Agosto de 2009

Como águias…

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Jovens — admin @ 20:57

Diz o site do Wikipedia:
A fênix é um pássaro da mitologia grega e egípcia que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas…

Essa teoria nos faz aprender algo muito bonito, interessante e incentivador, que é:
Todo cristão, fiel à causa e mais ainda a Jesus pode “renascer”, mas principalmente quando ninguém mais acredita, quando acharam que já estávamos mortos ou que havíamos sido vencidos.
E particularmente sendo um cristão católico posso dizer que é de admirar quando estamos caídos e de repentemente uma força surge, nos ergue e nos encoraja. É a força do Cristo crucificado, mas que ressuscitou e alimenta a nossa alma.

Assim, como essa águia podemos “ressurgir” das cinzas e dar a volta por cima. Por isso acredite, confie!!
Ela é capaz de suportar cargas pesadas… e nós também suportaremos, pois Deus nunca nos dará uma carga maior do que a que podemos suportar.

Deus abençoe! Força irmão!
Jorge

17 de Agosto de 2009

Seguindo o seu próprio caminho

Arquivado sob: Fé - Perseverança, Lembranças — admin @ 12:03

De vez em quando me bate uma saudade dos amigos de antigamente… acho que todo mundo sente essa falta…
Em especial quero lembrar aqui daqueles que EU VI dando a vida pelo Evangelho, pelo serviço na igreja, pelas pessoas… quanta doação, suor, esforço e entrega…
Hoje muitos não estão mais na igreja e outros até participam da missa, mas já não exercem trabalhos assíduos como antes…

Só sei que cada um foi seguindo seu caminho, conhecendo novas realidades e indo atrás de sonhos. Alguns conseguiram estudar, outros conseguiram ótimos empregos…. alguns casados, com filhos, outros namorando, viajando… e assim a vida continua, cada um seguindo o seu próprio caminho…

Aos que continuaram na igreja eu só posso dizer o seguinte: continue firme e caminhe, mas nunca se esqueça desses amigos, daqueles que um dia estiveram ao seu lado e te deram tanta força.

E saiba de uma coisa: todo o seu esforço e sacrifício deve ser com prazer, caso contrário você fará parte desta estatística: dos que não estão mais na igreja.
Toda luta, sofrimento e cansaço valem a pena quando são para Deus. Mas quando começamos a nos desgastar de tal forma a nos prejudicar aí complica… quando começamos a reclamar de tudo e fazemos vista grossa é hora de parar e rever os conceitos. É hora de se acalmar e refletir, pois o que Deus mais quer é nossa felicidade. Ele nos deu a liberdade para sabermos utiliza-la.

Estamos onde deveríamos estar, mas podemos mudar o rumo das coisas dependendo de nossas atitudes.
Estamos onde deveríamos estar, mas a forma como estamos faz toda a diferença.

Deus quer sua felicidade, lembre-se disso!

Abraço fraterno,
Jorge

11 de Agosto de 2009

Vontade de desistir

Arquivado sob: Fé - Perseverança — admin @ 13:06

Até o profeta Elias teve vontade de desistir (“…para mim chega…”), chegando até mesmo a desejar a morte. (Cf Rs19,4)
Essa passagem da bíblia é maravilhosa, pois nos ensina muito. Vejam só: o anjo do Senhor aparece a Elias e lhe dá de comer. Em seguida Elias se encoraja e sente-se forte novamente para continuar na caminhada.

Assim também somos nós, muitas vezes com vontade de desistir, diante de tantos problemas (e para falar a verdade parece que o fardo cada vez é mais pesado, não é?).
Mas o Senhor sempre colocará anjos na sua vida, mostrando o que vc deve comer, te encorajando e de alguma forma mostrando que vale a pena continuar.

Elias pediu a morte, Jesus chorou lágrimas como lágrimas de sangue, os apóstolos apanharam muito… e nós? Será que não estamos reclamando demais, sendo que estamos em uma posição até mesmo mais cômoda?
Cabe a você a decisão de continuar…

Força meu irmão!
Deus abençoe!
Jorge

5 de Agosto de 2009

Ministério na mesmice

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Jovens — admin @ 12:18

Não é a toa que muitos ministérios estão se desfazendo, pois estão deixando a rotina fazer parte da vida deles. Estão se acomodando com o ritmo atual e já não procuraram novidades, entre outras palavras não estão deixando com que o renovar do Espírito passe na frente.
Ficar sempre no ensaio, tocar na missa, ensaio, tocar na missa…. ou ainda ensaio e tocar no grupo, e por aí vai…
Cedo ou tarde a mesmice chega e com ela o desânimo, as brigas, etc…

Um grande segredo é que nós músicos não podemos nos tratar apenas como servos, que sempre têm algum serviço pra fazer, mas devemos lembrar que somos amigos e a conquista da amizade acontece a cada dia.
Uma amizade bonita sempre vai querer surpreender, trazer o novo de Deus… e com certeza a mesmice não irá prevalecer.

Deus abençoe!
Jorge

28 de Julho de 2009

O amor pela causa

Arquivado sob: Fé - Perseverança — admin @ 11:51

Músicos que passam pela experiência do Getsêmani são músicos mais fortes, pois experimentaram (ou experimentam atualmente) grande dor, porém continuam com o SIM amoroso dentro de si mesmos.

Carregar o SIM não é coisa fácil não, pois não imaginamos até onde podemos ir ou o que pode nos custar.
E outra: devemos não somente ter um compromisso, mas um compromisso COM AMOR PELA CAUSA. E isso significa enfrentar tudo o que vier pela frente.
Haverá vezes em seu ministério que tudo parecerá estar de cabeça pra baixo: desentendimentos, falta de fervor, mesmices, enfim… tudo muito diferente do que havíamos sonhado. No entanto, aquele que nos colocou nesse ministério sabe de todas as coisas e Ele mesmo por quem nos apaixonamos um dia há de nos dar sabedoria e temperança para continuarmos.

Aquele que desiste facilmente se esquece do “Amor pela Causa”.
E é isso o que me impulsiona, que me faz continuar.
Se for para caminhar por mim mesmo, desisto, desanimo.

Acho que vale a pena essa reflexão:
Tudo posso naquele que me fortalece… então, ainda não é hora de parar!

Deus abençoe!
Jorge

17 de Julho de 2009

Choro de guerreiro

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 08:51

De certa forma precisamos ser guerreiros as vezes. E na batalha da vida nem sempre as lágrimas mais bonitas são aquelas que são carregadas de emoções, mas aquelas que vêem carregadas de uma história. Histórias de conquistas e aprendizados…

Vejo irmãos que choram de alegria em ação de graças por tantas maravilhas que o Senhor proporcionou. Irmãos que enfrentam turbulações até mesmo dentro da Igreja, onde parecem estar nadando contra a maré, mas que mesmo assim não desistem, persevaram no Senhor… Irmãos que choram por não serem compreendidos…

E de maneira muito especial eu choro quando perco um irmão na fé. Quando vejo uma história tão bonita acabar. Quando vejo alguém que acreditava tanto, que lutava tanto pela igreja, pela evangelização, pela salvação das almas… e que por um motivo ou outro acabou desistindo.
Choro porque é difícil resgatá-los… choro porque precisamos respeitar a opinião deles sem interferir em suas decisões.
Porque se insistirmos muito somos capazes de perdê-los para sempre. E há muita gente que confunde as coisas…

Assim como o Amor precisamos ser pacientes e suportar, nem que isso nos custe lágrimas.
Há uma canção do Padre Fabio de Melo que diz: “até mesmo o soldado de coragem tem direito de ter medo e de chorar”
Aliás, temos todo o direito de nos sentirmos fracos as vezes.

Nós somos esses soldados, esses guerreiros da igreja, que muitas vezes experimentamos a dor e o choro.
Podemos até ter perdido uma luta, mas não a batalha.

Jesus também chorou e ressuscitou!
E aí, vamos ficar parados? Lógico que não…. força meu irmão!

Deus abençoe!
Jorge

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