4 de Novembro de 2008

A morte que nos chama

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, EU - Jorge — admin @ 13:23

Ontem enquanto voltava do meu curso de inglês fiquei pensando sobre uma passagem do Evangelho que diz: “se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer dá muito fruto..” (Jo 12,24)
E o engraçado é que lembrei dessa passagem por acaso… nem sei o porquê…
Aí quando cheguei em casa, após tomar banho e comer alguma coisa fiquei assistindo o finalzinho de uma pregação do padre Léo, que estava passando na Canção Nova. E vejam que curioso: ele estava falando sobre a morte, que não devemos ter medo, etc, etc….
E foi então que associei as duas coisas: Sem mais e nem menos eu me lembro de uma passagem que dizia a respeito de morte (o grão de trigo precisa morrer), e depois o Padre Léo vem com uma pregação sobre o mesmo assunto. Não tive dúvidas, Deus queria falar algo. Aliás, estou até agora tentando entender, mas vamos à inspiração de hoje…

Fiquei pensando hoje enquanto vinha ao trabalho sobre o trabalho que tenho exercido na igreja… quanto tempo já estou trabalhando para o Senhor, quantos SIM’s eu já dei, quantas provações e dificuldades apareceram pelo caminho, mas sempre perseverei.
Ontem mesmo um irmão me falou o seguinte: “nem todo mundo leva a sério o compromisso como vc…”
Confesso que me bateu uma dor no coração, pois na realidade ele estava me mostrando que muitos no decorrer da caminhada acabam desistindo. E é verdade… já escrevi sobre isso muitas vezes aqui. E essa realidade não está longe da que estou vivendo atualmente, pois vejo minha comunidade e meu grupo de oração caminhando pela graça, pois muitas vezes seus membros sentem-se desanimados, cansados, enfim… realmente é muito difícil.

É difícil continuar caminhando quando você vê que por mais que você se esforce, por mais que vc se doe, as coisas parecem que não caminham. Você espera por resultados e aparentemente não vê nada… onde estão as pessoas nas quais tanto esperamos e gostaríamos de vê-las?
Não tenho medo de ser sincero não: tem horas em que nós não conseguimos ver uma luz no fim do túnel. Aparentemente é o fim… ou pelo menos achamos que ele está se aproximando e nos sentimos impotentes, pois “tudo” o que poderíamos fazer já foi feito (ou está sendo feito), mas nada…. Deus está em silêncio…
Aos poucos vamos desanimando, perdendo o gás e em outras palavras, vamos morrendo… tudo o que era tão bonito e que nos dava tanto prazer parece que foi por água abaixo.
E a Palavra de Deus que me incomoda com tantas passagens, como aquela do Evangelho de João 13, que diz ao meu coração: “Ele amou até o fim…”
E fico pensando se não estou entregando os pontos antes da hora, pois se Jesus amou até o fim, significa que eu também preciso ir….
Por outro lado, algo em nós diz: “… o que mais fazer? Já tentei muitas coisas…. não sei mais o que fazer…”

Estou escrevendo isso na convicção de que muitos estão passando por isso. Posso até apostar…

Foi então que consegui ligar as coisas. “Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer dá muito fruto…”
Nunca é fácil morrer para aqueles que tem sede de continuar. Nunca é fácil parar quando estamos com vontade de seguir em frente.
E fica essa questão no ar: “Será que o meu tempo de servir Deus desta forma acabou? Será que Ele quer que eu “morra”, para que assim dê frutos de uma forma diferente? Será?”
Questionei Deus com muitas perguntas… não tenho vergonha ou receio de relatar aqui. Eu disse no meu íntimo: “Senhor, é isso realmente o que o Senhor quer? Pois não é fácil pra mim…. morrer pra mim é entregar os pontos, desistir. E o Senhor sabe que eu não sou assim, não gosto disso, pois é como se eu desistisse de alcançar a vitória… e todas as minhas lutas? Eu sei que o Senhor viu a tudo isso e me abençoa por tudo isso, mas e aí, como vai ser? Onde eu devo ficar então?
Talvez o meu serviço já tenha sido concluído e o Senhor vê que não posso dar mais nada melhor… é isso?”

Nem sempre…
O Senhor permanece em silêncio…

Eu tento enfrentá-lo dizendo: “olha, o futuro da minha comunidade, do meu grupo, do meu servir, daquilo que gosto de fazer está em jogo… se o Senhor permanece em silêncio o que eu faço? Pois do jeito que está…. já viu…. faça alguma coisa Senhor, fala-nos alguma coisa…”

Será que chegou a minha hora de morrer? Talvez… Deus é quem sabe e por isso permanece no silêncio. Mas se Ele está no silêncio assim eu também devo permanecer: caminhando, trabalhando (e com alegria), mas também em silêncio, não tendo medo que, se Ele me quiser morto é porque uma ressurreição frutuosa está prometida para mim, pois o Senhor é justo e não se esquece daqueles que trabalham pelo seu reino.

Queridos irmãos, a mensagem é essa: não podemos ter medo de morrer quando o Senhor nos coloca essa condição, pois só daremos muitos frutos quando ressuscitarmos da forma que Ele deseja para a nossa vida.
Continue caminhando, mas aguarde com paciência… muitas vezes há confusões em nossas cabeças, por isso não tome decisões precipitadas. Deus sabe tudo.

Um coração adorador não volta atrás.
De certo, aqueles que o Senhor chamou sempre terão tarefas a fazer. Não se preocupe tanto e seja mais feliz com o que tem desempenhado. Apenas não se acomode. Continue caminhando!

Deus abençoe!
Jorge

31 de Outubro de 2008

Deus falou comigo!

Arquivado sob: Fé - Perseverança, EU - Jorge — admin @ 13:02

Vejam só como Deus fala conosco:
Nesta semana houve um dia em que eu reclamei bastante do meu trabalho, das coisas que tenho feito ultimamente, enfim, sendo bem sincero: eu fui um chato o dia inteiro e só fiquei reclamando. Não descarreguei em ninguém, mas como ser humano também sou falho (e sei muito bem que preciso me policiar quanto a isso) e assim foi o meu dia.
Quando chegou à noite em casa, era 23:59h e tocou o meu celular. Adivinhem…. ligação do meu trabalho…. aí fiquei mais 20 minutos resolvendo um problema com uma pessoa, que graças a Deus no final deu tudo certo e pude ajudá-la, pois realmente era um caso urgente. (Devia ser mesmo, pelo horário…rsss…)

O fato é que, eu passei o dia inteiro reclamando e quando chegou o meu horário de descanso ainda tive que trabalhar… mas por incrível que pareça eu atendi com boa vontade e sem reclamar.
Mas quando desliguei o telefone ainda dei uma última chorada, dizendo à minha esposa: “olha só isso… já tive um dia que foi um saco e ainda tenho que trabalhar nesse horário…”
Minha esposa respondeu: “Não fica assim, amanhã é outro dia e pensa que pelo menos você fez mais uma boa ação….”
Realmente ela estava certa.

Então, antes de dormir peguei um livrinho que gosto de ler (Imitação de Cristo) e na página que abri dizia o seguinte:
“Não reclame tanto da vida… pense nos sofrimentos alheios…”
Preciso dizer mais alguma coisa? Quebrou ou não quebrou minhas pernas?
Mas apesar da mensagem ter sido forte para mim ao mesmo tempo foi consoladora, pois me fez refletir sobre o quanto precisamos ser gratos. Falou ainda dos sofrimentos de Cristo… foi muito bom pra mim. Aprendi que sempre devemos ser gratos.

Não quero dizer com isso que de agora em diante eu serei uma nova pessoa, mas com esse testemunho quero lhe dizer que Deus sempre fala conosco.
Naquele dia eu só deixei para ouví-lo à noite, mas tenho certeza que Ele passou o dia inteiro falando comigo. Nós que muitas vezes acabamos não dando ouvidos, pois como é que dizemos mesmo? “Não tive tempo…” é sempre assim… “não tenho tempo para rezar, não tenho tempo para ler a bíblia…”
Mas Deus sabe como nos pegar…

Deus abençoe!
Jorge

18 de Setembro de 2008

A voz que acalma

Arquivado sob: Maria, EU - Jorge — admin @ 16:19

Olá amigos, após algum tempo estou de volta. Quero partilhar com vocês uma grande alegria, e que ao mesmo tempo, acaba justificando minha ausência aqui no BLOG: meu filhinho Rafael nasceu.
Graças a Deus está tudo bem com ele e com minha esposa Jake.

Bom, vamos lá: escolhi o tema “A voz que acalma” pelo seguinte: agora que sou pai vejo mais de perto a importância de uma mãe.
Quando meu filho chora, nem sempre o colo do pai resolve. Nem sempre meus carinhos são suficientes… mas quando vai para o colo da mãe e escuta sua voz é incrível…. o bebê se acalma e a tranqüilidade reina mais uma vez.

Assim devemos ser nós: quando houver turbulências em nossa volta devemos correr para os braços da mãe, para o colo da mãe. Devemos nos apegar à essa voz que nos acalma e nos conforta: a voz de Maria.
Ela que soube amar nos momentos de dificuldade e provação quando seu filho Jesus ainda era pequeno, também sabe como cuidar de nós, pois às vezes somos como crianças indefesas que têm como única alternativa o carinho materno.

Temos ouvido muita coisa… temos experimentado fortes provações, decepções…. e apenas o carinho de uma mãe é capaz de amar acima de tudo isso.
Apeguemo-nos à Maria e deixemos com que o Magnificat desta mãe maravilhosa ecoe em nossos corações e em nossa alma.

Veja uma fotinho do Rafael, nosso filho querido.

Deus abençoe!
Jorge

15 de Julho de 2008

Homem das multidões

Arquivado sob: Coordenadores, EU - Jorge — admin @ 08:07

Na última sexta-feira Deus colocou no meu coração uma coisa: que eu não sou um homem das multidões.
Fiquei pensando sobre isso e agradeci a Deus por não ouvir isso em outra época. Se tivesse ouvido há um tempo atrás acredito que eu ficaria triste, pois sempre lutei muito para arrebanhar o povo. Hoje, um pouco mais maduro não me sinto triste por essa palavra do Senhor, até porque é uma verdade, e outra: eu não deixo de ser agraciado por não ser um homem das multidões.
Deus sabe muito bem o que faz e talvez se Ele colocasse em minhas mãos um povo numeroso eu poderia me perder, vangloriando a mim mesmo. E está aí uma coisa que sempre tive medo e pedi a Deus: para que eu nunca me perdesse no orgulho e auto-suficiência.
Sempre que eu lia aquela passagem onde o Senhor dizia a Paulo que um povo numeroso pertencia a ele, eu achava que aquela mensagem era para mim. E talvez seja ainda, mas no tempo do Senhor. Mas não me importo mais… não fico triste também porque Deus sabe todas as coisas e não sei se eu teria a paciência de Moisés, como ele teve com aquele povo cabeça dura. Não sei se eu teria a garra de Judas Macabeu, que sabia liderar um povo e sabia como “pôr fogo” em seus ânimos. Não sei se eu teria o “gogó” de João Batista para anunciar sem medo e viver a santidade em meio a uma vida “rústica”, pois sabemos que ele vivia no deserto. Muito menos eu seria como Jesus, que conseguia cativar a qualquer um com usa maneira de ser, com o seu jeito de falar, olhar.
Jesus não arrastava multidões simplesmente pela pregação ou por seus milagres. Com certeza existia algo diferente naquele homem, que, as pessoas ao olharem pra ele viam algo diferente, sentiam que suas vidas podiam ser mudadas porque alguém acredita neles.
Jesus era esse homem das multidões, que não se colocava em posição de destaque, mas que destacava o que existia de melhor nas pessoas.

Eu conheço três pessoas (pensando agora de imediato) que são homens de conduzir multidões. Tenho certeza que são.
Por um tempo até estiveram afastados do Senhor, mas esse chamado “um povo numeroso te pertence” soou mais alto não somente em seus ouvidos, mas ardia como chama em seus corações. E isso não significa peso na consciência, mas comprometimento com a causa. Espero que eles leiam essa mensagem algum dia.

Que Deus continue a usar os homens das multidões. Que sejam a exemplo do bom pastor, homens inflamados do Espírito e abertos aos carismas.

Elias foi um profeta poderoso, mas não lembro dele andando em meio a multidões, como Josué, Davi ou Pedro.
E isso conforta o meu coração.

Quanto a mim só quero ser aquilo que Deus quer que eu seja.

Deus abençoe!
Jorge

30 de Junho de 2008

Ouvindo a voz de Deus

Arquivado sob: Coordenadores, Fé - Perseverança, Namoro / Casamento, EU - Jorge — admin @ 13:10

Certas coisas nós deveríamos saber ouvir e descartá-las de nossas vidas, simplesmente porque não são importantes e não devem ficar em nós. Coisas que não irão nos agregar em nada. E o grande problema é que nos prendemos justamente à essas coisas.
São pessoas que não nos compreendem, que nos julgam, pessoas que não sabem exatamente da história e acabam por tomar decisões precipitadas. Assim, acabamos ouvindo coisas desnecessárias.
Mas o grande problema não é simplesmente ouvir, mas aquilo que guardamos em nosso coração quando ouvimos.
Certas coisas irão apenas nos machucar ou mexer em algo que estava quieto, que aliás, poderia ser evitado.

Uma parcela de culpa também é nossa, pois depositamos confiança demais nas pessoas, esperamos demais delas… a nossa escuta não está no Senhor e é por isso que nos decepcionamos ou ficamos irritados.
Quando ouvimos a voz de Deus algo acontece dentro de nós, pois a voz do Senhor é firme sim, mas há ternura. E essa ternura nos encurrala e nos leva a tomar uma decisão: É melhor ouvir a voz de Deus ou continuar confiando na minha própria intuição.

É verdade ou não é, que por um período você experimenta dessa escuta, mas que, por algum motivo ou outro você acaba se desviando e volta a confiar “no seu próprio taco”?
E é aí que tudo começa a dar errado novamente…

Não se ouve Deus no barulho. Não se encontra o Senhor nos lugares errados.
Melhor é ter um pouco mais de paciência e você o ouvirá. Assimile bem o que Ele te fala e tenha discernimento para tomar alguma ação.
Deus até se cala em alguns momentos, porém, em outros Ele fala… e muito… mas somos nós que não ouvimos, não paramos.

Se você quer que as coisas caminhem diferente na sua vida, na sua paróquia ou em seu grupo de oração é melhor silenciar um pouco mais, pois a Palavra já nos ensina: “…Fala Senhor, que o teu servo escuta…” (1Sm 3, 1-10)

Deus abençoe!
Jorge

29 de Maio de 2008

Um pouco mais de mim…

Arquivado sob: EU - Jorge — admin @ 08:39

Em 1999 quando nosso grupo foi fundado tínhamos nossos formadores à frente, conduzindo, pregando e formando o nosso grupo de oração.
Naquela época eu já buscava muito o Senhor, pois desde 1998 eu participava praticamente de todos os grupos de orações que conhecia, em todos os dias da semana.
Minha sede era tanta que eu queria mais e mais….

Bom, no final de 99 (acho que novembro mais ou menos) eu fiz minha primeira pregação.
E aconteceu assim: O Rodrigo, Sergio e eu - os dois primeiros eram do Jerusalém, ministério no qual nos formou, estávamos indo buscar umas caixas de som em uma Igreja para um evento que ia acontecer no próximo mês. Foi quando eles disseram: “HOJE, VOCÊ que vai pregar no grupo.”
Eu empalideci e disse: “O quê? Vcs estão loucos… não, não e não!! Eu não estou preparado, de jeito nenhum…”
E essa “discussão” se estendeu por um bom tempo, até que fui vencido.
E eu sempre digo que somos escravos de quem nos vence. Naquele dia fui vencido pela Misericórdia de Deus. E ela tem conduzido minha vida até hoje.

Lembro que minha pregação era sobre a passagem de Jesus andando sobre as águas e dizia para Pedro: “Vem…”
E eu dizia o mesmo para as pessoas, que, quando eu fui chamado para pregar também senti muito medo, mas o Senhor estava me chamando: “Vem Jorge, você não vai afundar… olhe para mim. Fixe os seus olhos em mim e venha.”
E foi o que eu disse para as pessoas na pregação; Que Jesus estava chamando a muitos ali, mas alguns estavam com medo de sair de suas barcas, pois tinham medo de afundar e de enfrentar tempestades. Mas ainda assim Jesus estava chamando: “Não tenham medo, sou eu! Venha…”

Até hoje tenho olhado para Jesus e sei que nos momentos em que desvio meu olhar são os momentos em que começo a afundar.

É o que tenho para te dizer hoje: não desvie os seus olhos de Jesus. Que o seu ministério olhe atentamente para Jesus. Que ouça a SUA voz e siga em frente!

Deus abençoe!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.