22 de Agosto de 2009

A Música no Céu

A canção que eu acredito que será ouvida no céu será aquela do amor, ou seja, a canção dos puros de coração.
Quem estiver no céu verá a glória do Senhor, verá cânticos de adoração em sua maior pureza e com toda a sua essência.

Não estaremos preocupados em quem vai tocar, quem vai ministrar. Não estaremos preocupados com os vocais, se haverá bateria ou teclado.
Não olharemos para o braço do guitarrista para ver o solo que ele estará fazendo, pois entenderemos de uma vez por todas que o mais importante e centro de todas as coisas será o Rei Jesus.
Ninguém vai lembrar de técnica, pois a segunda voz aparecerá naturalmente. Essa segunda voz é a voz da alma…

Faremos parte de um único coral, onde aprenderemos com os anjos o que é a verdadeira adoração.
Veremos Maria Santíssima e todos os santos.
Veremos nossos entes queridos e amigos que tanto amamos.
E na mais linda troca de olhares veremos que tudo valeu a pena.

Ouviremos o mais belo cântico em línguas, que resplandecerá com toda a força.
Os puros de coração verão a Deus e os que lutaram pela justiça serão saciados.

O nosso lugar é o céu. É ali que eu quero cantar…
Eu não sou digno e nem merecedor de nada, mas é o que eu acredito e onde eu quero viver.

Deus abençoe!
Jorge

15 de Julho de 2009

Exercício Espiritual

Eu considero uma revelação o que o Senhor me concedeu hoje, pois eu estava dormindo (no ônibus.. rss…) quando tive um sonho (isso mesmo, sonhei dormindo no ônibus, rss…), mas o fato é que a imagem era seguinte:
Papéis, como post-its (sabe aquele papelzinho amarelo de anotar recado? Então…).
E nesses papéis haviam passagens bíblicas, onde a cada dia eu podia ler um trecho. E o detalhe é que estavam em lugares específicos: como dentro da carteira, em cima do telefone, na geladeira, etc…
Com isso eu já não sei se eu estava acordado ou em próprio sonho tive o discernimento: O Senhor quer que tenhamos um contato maior com a Palavra.

Sabemos que muitas pessoas alegam não ter tempo para ler a bíblia, por isso esse exercício espiritual pode servir pra você.
Então minha dica (ou minha receitinha de bolo) é a seguinte:

Você pegará três pedacinhos de papel.

Em cada papel você anotará uma passagem bíblica, com o trecho e a indicação. Alguns exemplos:
- Até aqui nos ajudou o Senhor” - I Samuel 7,12
- Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi - Jo 15, 16.

E assim por diante…

Mas o detalhe importante aqui é o seguinte: separe apenas 3 pedacinhos de papel! Não mais que isso.

Você mesmo pode escolher as passagens. Não há regras quanto a isso. Simplesmente escolha algum versículo do livro que você quiser.
De repente alguma passagem que lhe chamou a atenção ou tocou o seu coração, não importa. Pode ser um versículo de um Salmo ou do Evangelho. Você escolhe!

Bom, após ter os três papéis em mãos você deixará cada um em um lugar diferente. Por exemplo:
- o primeiro papel você deixa na sua carteira
- o segundo você deixa próximo ao computador
- o terceiro junto ao celular.

Enfim, os locais você também pode escolher a vontade.
A regra é que os papéis fiquem em lugares VISÍVEIS, onde você não terá como passar por eles e ficar despercebido. E obviamente a idéia é que você leia esses papéis.

Então, durante o dia você (quando tiver tempo) fará a leitura desse papel.
Imagine que você está em seu ambiente de trabalho. Sabe quando você dá aquela pausa para beber água ou ir ao banheiro? Então, nessa hora você vai dar uma olhadinha no papel e fazer a leitura (de preferência em voz alta falando apenas para você mesmo).

Caso, você precise usar a carteira por exemplo, logo de cara bateria os olhos na leitura bíblica e o procedimento é o mesmo: ler em voz alta para você mesmo.
Imagine vc dizendo: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”.

E mais legal ainda se você disser no final a citação bíblica. Então ficaria assim:
“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi. Evangelho de João, capitulo 15, versículo 16″.
Deu pra entender? É fácil e simples…

Esses papéis você manterá com você por uma semana, no máximo 10 dias. (Depois você pode jogá-los fora, ou melhor, se quiser pode dar à alguém…. E ainda: se estiver fazendo esse exercício espiritual junto com outra pessoa vocês podem trocar os papéizinhos. Não seria legal?).

Bom, aí você começa tudo de novo, escolhe outras três passagens bíblicas, anote e guarde nos locais desejados (que poderão ser inclusive trocados).

Qual a idéia disso tudo? Trata-se de um exercício espiritual.
É simplesmente um pouco mais de contato com a Palavra de Deus. Um pouco mais de aproximação com o Senhor.
Talvez você tenha no coração um desejo de ler mais a bíblia, mas nunca encontra tempo.

E essa é uma forma de te ajudar, e lhe digo: não é nada demais e nem precisa exigir tanto de você mesmo.
Não queira fazer várias passagens bíblicas ou todo dia uma leitura diferente. Comece degavar, dessa forma, assim você não desanima e nem desiste.
Se você for rígido com você mesmo, se colocar como obrigação aí não adianta… você vai achar chato, maçante e logo desiste… tenha esse exercício espiritual como algo prazeroso e sem obrigações. Não é nada impossível, por isso faça essa experiência!

E tem mais: lendo por dias seguintes você acabará memorizando algumas passagens. Isso é muito legal também.

Depois me conte a experiência. Não coloque empecilhos sem antes ter começado. Não diga que vai ser chato ou que não adiantará.
Fala o teste. Faça a experiência! E depois você nos diga o que você achou… Testemunhe aqui as maravilhas que o Senhor realizou em sua vida.

Tenho certeza que todos gostarão de ver o seu testemunho aqui no site.

Deus abençoe!
Jorge

7 de Julho de 2009

Correria em dias de eventos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 18:45

Para mim sempre foi muito gratificante fazer aquela correria nos dias de eventos. Por exemplo uma noite de louvor que meu grupo de oração estivesse organizando ou ainda algum retiro…
E é preciso dizer que podemos nos desgastar muito se não for feito com organização.
O correto é sempre fazer reuniões com antecedência. E o tempo ideal para essas reuniões depende muito da grandiosidade do evento, da experiência que você já tem com eventos, da quantidade de pessoas que irão trabalhar e assim por diante.

O mais importante é todos terem a consciência de que estamos trabalhando para Deus e por isso precisamos fazer com carinho e dedicação. Nada de corpo mole nessas horas. Nada de chegar 5 minutos antes do evento, achando que todo mundo já fez a sua parte. Nessas horas é preciso compromisso, zelo e cumplicidade.
Se todo mundo se doar o evento será lindo e maravilhoso.

Uma coisa que acabava comigo (fisicamente, emocionalmente e com isso um stress danado) era o fato de ficar o dia inteiro na correria, atrás de som, cuidando da limpeza do salão e outras coisas e ainda por cima chegar no horário para o início do evento. Aí eu fazia um esforço sobre-humano para conseguir ser pontual e de repente via outros irmãos chegando no horário que queriam, sem ao menos se preocuparem se tudo estava certo. Tudo isso é desgastante e acabamos descarregando em cima daqueles que menos culpa têm. Por isso, cuidado!

Meus irmãos, não deixem isso acontecer. Programem-se antes, façam tudo com carinho e organização.
Não queira fazer tudo sozinho. Dividam as tarefas e cobrem mesmo. Não podemos ficar com medo de ser chatos, caso contrário, colocaremos em risco o futuro do nosso evento ou festa.

Abaixo estão algumas dicas para organização de um evento, mas sempre lembrando que para cada realidade existe uma forma de trabalhar.

Dirigentes

Bom, a primeira questão é marcar uma reunião com o núcleo, ou seja, com os líderes, com aqueles que estão e estarão à frente do evento. Ali vocês decidirão as idéias principais do que deverá acontecer.
Em seguida, fazer uma reunião com todos os servos para explicar com tudo funcionará. Mas atenção: dependendo do evento o número de servos será muito grande, por isso talvez não seja possível fazer uma reunião com todos. Nesse caso, cada líder, cada coordenador de cada área será responsável em conversar com sua equipe.

Lembrando que não podemos jamais de esquecer a oração. Antes e após as reuniões, durante a semana em casa e em todos os lugares. É sempre bom lembrar do que está para acontecer e pedir para que Deus abençoe esse trabalho. E agradecer também pela oportunidade que o Senhor está nos dando, nos confiando algo tão bonito e tão importante.

É importante que todos os líderes tenham em mão o cronograma do evento, com os horários e o que irá acontecer.
Façam o possível para cumprir os horários, senão outros setores poderão ser atingidos, ainda que indiretamente.

Um papel também pode ser distribuído com o nome dos coordenadores envolvidos e telefones. Assim vocês podem ir se falando durante as semanas antecedentes ao evento.

Intercessão
Equipes de intercessão serão ótimas, pois estarão no combate espiritual, defendendo-nos para que tudo corra bem.
Aqui, dependendo da estrutura que se tem em mãos, poderão ser feitos atendimentos espirituais no próprio dia do evento. Imagine por exemplo tendas de orações ou simplesmente um lugar simples, com espaço para um bate-papo, onde os participantes partilharão suas dificuldades e receberão algum tipo de formação, sempre através de orações.

Uma dica bem interessante é não sobrecarregar ninguém, deixando cada pessoa responsável por uma área do evento. Por exemplo, um fica responsável pelo som e músicos, outro pode cuidar da decoração, outro ainda fica com o papel de contactar os pregadores, etc, etc… são muitas coisas, mas tudo depende do evento que será feito.

Acolhida

O ministério de acolhida nessas horas faz toda a diferença. Pois, muitos grupos fazem cadastros das pessoas que vêem ao grupo de oração, anotando endereços, telefones e emails. E nesta hora é uma ótima oportunidade enviar uma mala-direta, com o convite. Até mesmo uma simples ligação telefônica faz toda a diferença, pois a pessoa vai se sentir lembrada e querida.
Se no dia do evento você conseguirem cadastrar mais pessoas, melhor ainda. Assim serão mais convidados para o próximo evento!
Lembrar-se do público especial também, tal como idosos, deficientes, gestantes, etc… Certifique-se que há acentos para eles. Se há acesso para eles… imagine muitas escadas para um idoso, é complicado…
O som extremamente geralmente é desagradável ao público mais velho. Tenha caridade e discernimento. Será que é necessário colocar um som tão alto mesmo?

Pode ser papel da Acolhida a entrega de lembrancinhas aos participantes. Nesta lembrancinha pode conter o dia do grupo de oração ou horário da missa, etc.

Apoio
Equipes de apoio poderão ser formadas e o papel delas será justamente esse: ajudar os servos de todas as outras equipes, fazendo algum tipo de correria, indo atrás de alguma coisa que de repente está faltando, algo que precisa ser comprado, etc, etc.

Livraria
Barracas de artigos religiosos sempre serão bem-vindos, pois é uma grande oportunidade de evangelizar aqueles que não costumam vir à igreja.
Estabelecer alianças com outros parceiros costuma dar muito certo também. Por exemplo: convide uma comunidade de aliança para trazer sua barra e seus produtos de evangelização para venda.
Além disso, tente entrar em contato com lojas ou livrarias católicas, negociando uma possível consignação, onde em cima da venda vocês ganharão alguma porcentagem em cima. Assim a loja ganha com as vendas e a igreja ainda arrecada algum fundo.

Divulgação

Dependendo do papel a ser desempenhado será necessário uma equipe e não apenas uma pessoa. Imagine por exemplo quem ficar com a parte da divulgação, que é uma das mais importantes. Aliás, pecamos muito nessa questão, pois investimos tempo, as vezes dinheiro, tantas coisas…. fazemos um evento tão bonito, conseguimos trazer pessoas de fora para vir em nossa paróquia e de repente: poucas pessoas…
Este grande problema é a divulgação que não é bem feita ou que peca em alguns aspectos. Uma erro muito comum de se ver é a falta de uma pessoa para contato, como nome, telefone, email… isso quando não esquecemos de colocar o endereço do evento.

Tudo pode ser lembrado e pode ser usado na divulgação de nossos eventos: internet, emails, orkut… panfletos e cartazes… rádios (em especial católicas)… e até mesmo televisão, pq não? Tudo é uma questão de correr atrás, de se esforçar… Aqueles carros com alto falantes que passam pelas ruas também é bem interessante. Fazer camisetas, adesivos, tudo o que puder para que fique na memória das pessoas.

Crianças
Outra idéia bem legal é lembrar das crianças, de ter um cantinho especial para elas brincarem. O ministério que cuida dessas crianças poderão ajudar com muita eficiência nisso…. e uma coisa mais legal ainda é lembrar de deixar um cantinho para fraldários. Imagine que há mulheres com crianças de colo e que precisam trocar suas fraldas? Vai ajudá-las demais…. (hoje sinto isso na pele, pois meu filho ainda é um bebê….)

Som e Imagem
A decoração é super-importante e trará a idéia do ambiente em que estaremos inseridos. Invista mesmo na decoração, com imagens, cartazes e mais ainda: se for uma festa temática melhor ainda, pois seremos mais diretos ao alvo.

Se houver uma estrutura legal tentem gravar o evento ou partes dele, tais como pregações, momentos do show, depoimentos das pessoas, etc… e depois tentem vender ou distribuir para as pessoas.
Façam uma capinha legal para as fitas, Cds, DVDs e promovam ao máximo o grupo de orações de vocês, o ministério que fazem parte, mas principalmente a nossa igreja no qual tanto amamos.

Outras dicas gerais

Tenha ainda em mãos ferramentas de backup. O que é isso?
Imagine o seguinte: vc chamou um pregador de fora e na última hora ele dá um cano. E agora?
Se foi algo bem planejado você já deixou alguém (que pode ser do grupo ou não) como estepe, pronto para uma pregação surpresa, caso necessário.
Da mesma forma temos que fazer com a aparelhagem e som. Se possível, não use a força máxima que tiver em mãos, pois se uma caixa de som der problema por exemplo, você terá outra de reserva.

Eu sei muito bem que dificilmente alguém terá toda essa estrutura (e eu mesmo nunca tive), mas como citei no início são apenas dicas e sempre com o intuito de ajudar e clarear um pouco mais as idéias.

- A presença de um sacerdote, mesmo que rápida, sempre é muito boa, pois mostra nossa unidade e obediência com ele e com a igreja. Se for o caso, chame-o para fazer a abertura ou o encerramento com uma benção. Tenho certeza que ele vai se sentir feliz e importante com o convite.

- Trazer pessoas famosas também atrai um público fantástico, mas é preciso avaliar se financeiramente valerá a pena.
Eu mesmo já tive uma experiência triste onde conseguimos uma pessoa famosa, mas passamos um apuro danado para cobrir o valor cobrado.

- Agendem uma data que esteja de acordo com o conselho da paróquia, para não interferir com outras datas importantes.

- Deixar bem claro para onde o dinheiro será destinado. Essa é uma questão delicada e que infelizmente gera muitos problemas.

Se crermos em um Deus grande veremos um Deus grande. Se crermos em um Deus pequeno veremos um Deus pequeno.
Por isso, não tenha medo de ser ousado. Ousadia com discernimento!

Deus abençoe!
Jorge

2 de Julho de 2009

Músicos estacionados

Deus quando toma uma decisão Ele não brinca ou fica em cima do muro como nós, por isso se você recebeu o chamado para servi-lo, seja na música ou em outro ministério acredite: é pra valer! Deus vai te capacitar e te dar tudo o que for necessário para que você cumpra BEM a missão.

Lembro que certa vez liguei para um irmão chamando-o para cantar comigo em uma missa e então ele disse:
“Ah irmão… vc sabe como está minha situação… EU ESTOU PARADO… não estou mais cantando no grupo de oração e até mesmo na missa raramente apareço… nem m e considero mais músico…”
E eu (insistente como sou) repliquei: “Mas irmão, como você me fala uma coisa dessas? Vc pode até estar passando por um momento difícil, mas não diga isso. NÃO DIGA QUE NÃO É MÚSICO E QUE SEU MINISTÉRIO ACABOU, porque Deus age através de você. Esse é o ministério que Deus lhe confiou, é um DOM que Ele te deu..”

Bom, acabei não ganhando a discussão, porque de fato ele não aceitou o meu convite e estava super-desanimado. Mas também pudera, eu entendia e respeitei sua decisão. Eu acompanhei bem de perto sua caminhada. Era um irmão dedicado, realmente de Deus. Ativo na comunidade e estava presente em tudo o que podia. Chegou fazer parte de uma comunidade de aliança e tudo caminhava bem. Claro que existiam muitos ventos contras e as provações eram cada vez maiores, mas mesmo assim ele (e seus irmãos) perseveravam na caminhada. Até que aconteceram muitas coisas e resumindo a Comunidade se desfez, ele saiu do grupo e consequentemente houve um rompimento de suas atividades. Aliás, não apenas de sua parte, mas de vários integrantes… vários mesmo, que inclusive hoje estão afetados. Alguns já erguidos, outros se erguendo e infelizmente alguns ainda à se levantar. (E com fé em Deus haverão de superar).

Com essa introdução eu quero dizer o seguinte: muitas vezes nós músicos usamos essa expressão: “Estou parado, não estou mais tocando, cantando…”
Meus irmãos, eu faço um apelo agora: não diga mais isso, que está parado, pois aquilo que Deus nos confiou é para valer. Na realidade também não sei explicar como deveríamos dizer quando não estamos exercendo o nosso ministério, mas o fato é que passamos por momentos de deserto, por momentos de silêncio e pelas mais diferentes experiências e tudo o que não podemos fazer é PARAR. Porque quando paramos de fato, esfriamos. E aí é difícil retomar, é difícil recomeçar, pois conhecemos um outro lado da história, onde já não temos obrigações, mas simplesmente confortos e prazeres, chegando até mesmo a pensar que “é melhor assim, longe da igreja…”
Nunca será melhor ficar longe da igreja! Pois a Igreja é o corpo místico de Cristo e não podemos ficar afastados.

Preciso ser bem transparente com vocês, pois esses pensamentos também me visitam, onde me coloco em dúvidas se de fato estou exercendo o meu ministério.
Por que digo isso? Porque alguns meses atrás eu (e meus irmãos) experimentamos uma dor muito grande e forte, que inclusive nos afeta hoje: o término do nosso grupo de oração. Só Deus sabe o que vivemos e o que passamos. Mas o pior é você terminar algo querendo continuar…. não estou me fazendo de vítimas, pois quem sabe a história sabe do que estou falando. Mas praticamente fomos forçados a encerrar nossas atividades. Foi muito dolorido e ainda é, mas acreditamos na Palavra que diz “tudo concorre para o bem daqueles que amam o Senhor”.

Então quando tudo isso aconteceu fiquei me perguntando: “E agora como vai ser? Como vou servir o Senhor e onde vou exercer o meu ministério? Onde vou tocar e cantar? Pois são as coisas que mais me apaixonei no exercício de servir a Deus…”
Contei com a presença forte e consoladora de minha esposa que sempre me apoiou e me deu forças dizendo: “Calma, Deus sabe tudo… Ele sabe o que é melhor pra nós”
Eu me sentia como um desempregado e que precisa sustentar uma família. Eu queria resolver as coisas rápido e inclusive pensei sobre esse site “Oficina da Música Católica”, no qual cuido com tanto carinho. Pensei: “serei um hipócrita em falar de servir na igreja se agora nem eu estou cantando mais… como vou falar de música se não toco mais o meu violão?…”

Como eu disse acima Deus não brinca e se nos chamou é para valer, por isso tenho aguardado em paz, mas atento, pois Deus sempre fala. E o mais incrível e maravilhoso é que após essa enchurrada de acontecimentos o meu site passou a ser mais acessado. Tenho recebido o triplo de emails que recebia. Estou sendo convidado para pregar em muitos lugares e justamente para falar aos ministérios de música. E sendo bem sincero acabo questionando o Senhor dizendo: “mas Senhor, justo agora o Senhor me chama? Não seria melhor eu me acertar primeiro? Me firmar em um ministério e na comunidade?” Mas a certeza que chega ao meu coração é que todos esses chamados são respostas do Senhor, como que dizendo: “Veja, o seu ministério não acabou. Quem disse que acabou? Foram homens? Eu o Senhor não disse isso, por isso continue… continue a evangelizar… tudo ao seu devido tempo…”
E isso me conforta muito porque lembro da Palavra que diz: “existe um tempo pra cada coisa (Ecl 3)”

E assim tem sido irmãos… vou caminhando, pois se o Senhor colocou essa certeza no meu coração então devo continuar. Continuar evangelizando na certeza que não estou sendo hipócrita, muito pelo contrário, procuro dar à vocês alguma ajuda, qualquer dica, tudo o que eu puder colaborar, pois “de graças recebestes, de graças dai…”

Você pode até estar estacionado, mas não parado, pois são coisas bem distintas. Existe uma grande diferença nisso. Estar estacionado é estar por algum tempo, mas existe uma certeza de recomeçar. Estar parado e sinônimo de abandonar, de não querer mais. E olha só: quem se apaixona pelo Senhor de verdade não pensa em abandonar tudo, pois “um verdadeiro adorador não volta atrás”, como nos diz o padre Roberto da Toca de Assis.

Se alguém me pergunta o que estou fazendo na igreja eu digo: “estou caminhando irmão… devagarzinho, mas eu vou…”
Vamos caminhando na graça, pois o apóstolo Paulo também nos ensinou isso: “Só a graça de Deus já nos basta…”

E quero terminar dizendo a vocês o mesmo que tenho ouvido do Senhor a cada dia:
“O seu ministério não acabou. Quem disse que acabou? Foram homens? Eu o Senhor não disse isso, por isso continue… continue a evangelizar… tudo ao seu devido tempo…”
Eu Jorge, não posso lhe dizer quanto tempo vai demorar essas turbulências, mas posso dizer uma coisa: fomos escolhidos e somos amados. Não somos melhores que ninguém, mas se Deus nos escolheu é preciso ir até o fim… porque vale a pena!

Deus o abençoe!
Jorge

29 de Junho de 2009

Formas de ministrar

Vou tentar mencionar aqui quais são as formas de ministrar e então deixar claro que não existe um jeito único e certo de se ministrar.
Por isso, quando falamos em ministrar a música é preciso levar em conta alguns aspectos:

- Público alvo
Se estou ministrando para adolescentes que estão iniciando na caminhada ou adultos que são veteranos na igreja;
É muito importante pensar nisso, pois a dinâmica de condução é bem diferente.

Falando ainda em público alvo é preciso saber se você estará ministrando para músicos, intercessores, se é um retiro de cura e libertação, ou ainda se você estará diante de uma assembléia geral, ou seja, todos os tipos reunidos.

- Local
Trata-se de um local fechado? Por exemplo retiros específicos e tal….
Ou é na própria igreja, de repente antes de uma missa, com famílias presentes, etc…
Também precisamos ter esse discernimento, pois extravagâncias podem chocar as pessoas.

Bom, então vamos agora à parte mais direta da coisa, ou seja, quais são as formas mais comuns que tenho visto e os tipos de ministros de música.
Como eu disse acima não há forma única e exclusiva de se ministrar, mas o ideal seria o equilíbrio das melhores maneiras, ou seja, não ficar preso somente à cantar e tocar, mas também não ficar o grupo todo apenas orando, pois é preciso MÚSICA…. enfim, desejo que você encontre aquilo que mais agrade o seu coração e faça como nos diz a Palavra: “ficar com aquilo que é bom e descartar o resto…”

Ministro do louvor
Tem aquele ministro de música que tem seu foco principal na animação mesmo, no louvor, ou seja, seu ponto forte é saber lidar com as pessoas, fazer o clima ficar legal e etc. Tudo isso favorece para o momento de interiorzação.

Ministro da Oração
Outro tipo de ministro de música é aquele que se dedica mais à parte de orações, meditações e contemplações.

Ministro da Intercessão
Esse é um tipo de ministrar que me agrada muito. Por quê? Porque além de ministrar e saber orar o ministro de música como interceder pelo povo, pelas situações, enfim, ele põe a mão na massa mesmo. Ora de verdade!

Ministro Falante
É aquele irmão que as vezes esquece das dinâmicas que um grupo de oração deve ter e fica apenas falando… fala e fala…. e fala de novo… rsss.. Então canta-se uma música ou outra e torna a falar e falar….
Aqui é bom lembrar que já teremos um irmão para fazer a pregação, por isso tome cuidado para não deixar o grupo cansativo demais. Há pessoas que veem ao grupo após um dia de trabalho e já estão suficientemente cansadas para ficar em pé ouvindo tanto tempo.

Vários Ministros
Há grupos que usam uma maneira interessante de se conduzir. Eles colocam um irmão para ficar com a parte do louvor e outro para parte de perdão. Mais um fica com a parte do Espírito Santo e assim por diante.
Embora seja uma forma de interagir entre os ministros é sempre bom ter alguém para ser o “carro-chefe”, ou seja, ele será o responsável em olhar as extravagâncias de horários, se ninguém está querendo aparecer demais e por conta disso acaba se perdendo, etc…
Dá para se fazer bem feito, mas requer entrosamento entre os integrantes de ministério

Ministro de música mandão
Esse realmente é triste de se ver, pois é aquele que parece que está nos dando broncas, do tipo: “Vamos, vocês parecem que estão mortos… é por isso que as coisas não acontecem com vocês… é preciso orar, vamos gente!”
Muito cuidado com esse tipo de irmão. É preciso orientá-lo, pois por mais absurdo que pareça existe sim esse tipo de condução. É o irmão que sempre acha que está certo e que a vida dele é que é um exemplo de vida.

As formas de se conduzir propriamente ditas dependem muito da situação, por isso é preciso vida de oração e sensibilidade, pois podemos estar no meio de uma condução e o Senhor nos mostrar outros caminhos. Caso isso aconteça é preciso ternura e entrosamento com o ministério. Mostrar com jeito e simplicidade que poderíamos tocar tal música e etc. Sempre convidar as pessoas e nunca ordenar. Por isso precisamos também ter várias músicas “de backup”, já ensaiadas, assim não seremos pegos totalmente de surpresa.
Obviamente o ministro também precisa da sensibilidade para saber se os músicos sabem as músicas e se estão preparados para uma possível mudança de direção.

Algumas dinâmicas também são interessantes, como pedir para a assembléia imaginar um lugar bonito, tranquilo e então conduzir a oração.
Imaginar situações na própria bíblia também é legal, por exemplo imaginar-se presente no dia que Jesus ensinou os discípulos a orarem o Pai Nosso, ou quem sabe imaginar-se presente na ressurreição de Lázaro, ou ainda no dia que Jesus curou o cego….
Tudo isso vai depender também da sua criatividade, mas além de pedir ao Senhor esse dom é preciso colocar em prática. Experimente fazer sozinho primeiro. Ministre para você mesmo e veja o que pode ser melhorado.

Pegar músicas e fazer a assembléia meditar em cima da letra também é uma ótima forma de interiorização. Mesmo as músicas mais agitadas podem começar devagarzinho a fim de entendê-las com mais atenção.

Brincadeiras no momento do louvor também ajudam na abertura principalmente daqueles que estão triste ou com os corações endurecidos.
Mas aqui vale uma importantíssima observação: cuidado com os tipos de brincadeiras. Perceba se no meio da assembléia não há algum deficiente físico ou mental, se não há mulheres grávidas ou com crianças de colo. Se há idosos ou casais de namorados.
Tudo isso precisa ser analisado, pois certas brincadeiras podem causa mal-estar entre as pessoas. Imagine por exemplo uma situação onde você coloca várias duplas, uma pessoa de frente para outra. Aí você deixa um homem com uma mulher. Caso um dos dois seja comprometido fica complicado, é constrangedor… ou ainda: se você pega uma jovem carente ela já pode interpretar aquele momento de oração de maneira diferente.

Nossa intenção é sempre a melhor possível, mas nunca sabemos como está a cabeça das pessoas, por isso Discernimento!!!

Na hora de ministrar não cante tantas músicas inéditas, pois o povo se sente “por fora”…
Um amigo meu me disse certa vez: “Ah, eu fiquei tão sem graça quando fui naquele grupo de oração. Um não sabia nenhuma música…
Claro que o nosso papel é ensinar também, mas coloque músicas conhecidas a fim de todo mundo participar.

Intercale entre homens e mulheres cantando, por exemplo: “agora só os homens… agora só as mulheres

Detalhes simples também fazem toda a diferença. Por exemplo: se você pedir para as pessoas fecharem os olhos, não se esqueça de pedir para abri-los, pois o que parece óbvio para nós pode não ser para os outros. A mesma coisa serve quando você pedir para as pessoas levantarem os braços. Seja atencioso e não esqueça deles com os braços erguidos.
E mais: se você pedir para fechar os olhos ou levantarem os braços, não esqueça que você também deve fazer isso. Precisamos não somente dar exemplo, mas participar com eles… não estamos ali para mandar, mas para louvor e orar em conjunto…

Uma outra coisa que sempre acontece é pedir para as pessoas darem as mãos. E aí o ministro de música esquece que eles estão assim e começa a cantar uma música enorme. Em seguida começa a rezar e depois dá-lhe mini pregação… e os coitados lá de mãos dadas… Gente, é preciso discernimento. Já pensou se está numa época do calor: o irmão suando e não aguentando mais…

Olhe sempre para as pessoas. Não fique tanto tempo de costas ou simplesmente de lado para a assembléia. Lógico que Jesus é que precisa aparecer, mas precisamos desse contato também. É importante.

Irmãos, eu teria muito a mencionar ainda, mas espero que de alguma forma vocês gostem desse artigo. E mais ainda: que seja útil na vida ministerial de vocês.

Deus abençoe!
Jorge

16 de Junho de 2009

Problemas com servos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Fé - Perseverança, Jovens — admin @ 14:07

Como lidar com pessoas que definitivamente são “difíceis”?

Sabe aquele servo que dá um trabalhão? Seja na falta de compromisso, desobediência, ou ainda aquele servo que quer assumir todos os ministérios de uma só vez? Pois é, há servos que se dizem integrantes de todos os ministérios. Dizem que são músicos, intercessores, pregadores, também são da acolhida e por aí vai…

Sempre temos algum tipo de problema no nosso grupo de oração ou ministério de música. Mas o maior problema mesmo quando precisamos tratar de relacionamentos, pois colocamos em risco nossa amizade, quem sabe um namoro ou casamento, colocamos em risco o bem estar do grupo e da comunidade…. etc, etc…
É difícil lidar com pessoas que não aceitam opiniões, que não querem nos ouvir e muitas vezes até se acham “donos da razão”…

Logicamente que o primeiro ingrediente é a oração. Mas deve ser AQUELA oração… constante, perseverante, que não se cansa, que enfrenta todas as turbulências e não é vencida pelo tempo. Pelo contrário, as dificuldades só fortalecem essa oração, pois ela é acompanhada de uma fé inquebrantável e o fervor é alimentado a cada dia, a cada missa e comunhão, a cada confissão.

Meus queridos irmãos, não podemos dar pouca importância para essa questão. Se de fato você quer resolver seus problemas, inclusive com os servos rebeldes, não há dica mágica. Reze e reze! Pois tem horas que só Deus mesmo.

Bom, além disso vale muito a pena trazer pessoas de fora para o nosso meio. Para quê? Para aplicar uma formação com um tema específico.
Reuna o seu grupo e os servos em uma data em que todos possam participar e coloquem um tema em comum que atraia a curiosidade deles.
Traga alguém que desperte interesse, pois infelizmente é mais fácil ouvir alguém de fora do que nós “da casa”.

Participar de retiros sempre nos fortalece também, particularmente nossa vida espiritual e nosso fervor missionário.

Uma coisa simples mas que dá muito resultado também é reunir a galera para assistir uma palestra, um documentário interessante ou ainda um filme.
Palestras para músicos por exemplo há um acervo enorme com a Comunidade Canção Nova, Comunidade Recado e Comunidade Shalom, que podemos adquirir facilmente. Sem contar os retiros específicos para músicos que são excelentes para nosso reabastecimento e formação.

Por incrível que pareça outra experiência maravilhosa é reunir os servos apenas para o lazer. Encontrar-se na casa de alguém e jogar conversa fora, assistir um filme, comer alguma coisa. De repente pegar um violão e louvar a Deus… nada de obrigações e regras, sabe? Nada de grupo de oração na casa de alguém… simplesmente se encontrar para confraternizar e partilhar…. pois a ausência desses momentos causa stress e desgaste nas pessoas. Quem sabe não é isso que está faltando no seu grupo?

Momentos de partilha também são riquíssimos, pois você dá a oportunidade das pessoas dizerem o que estão sentindo, quais são as dificuldades que estão enfrentando, especialmente no grupo de oração. Deixe com que as pessoas falem. Não as repreenda e nem exija nada…
Há líderes e coordenadores que não querem ouvir também e acreditam que apenas a sua palavra é a que vale, por isso é importante esses momentos de partilha e discontração, uma vez que as pessoas vão ficando mais transparentes umas com as outras.

O segredo dos grupos, ministérios e comunidades viverem tanto tempo é amor que existem entre elas.
Jesus também teve um trabalhão danado para lidar com o comportamento daquelas pessoas, mas nem por isso ficava depressivo ou explodindo toda hora… o segredo dele era a oração, o exemplo, ou seja, o testemunho de vida e acima de tudo o amor.
Coloque amor onde não há amor e colherás amor….

Deus abençoe!
Jorge

18 de Maio de 2009

Saber dizer não

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Fé - Perseverança, Jovens — admin @ 09:49

Uma tarefa difícil em nossos dias é saber dizer não. Pois dependendo do contexto podemos parecer grossos ou insensíveis.
E acontece que muitas vezes acamos fazendo algo contra a nossa própria vontade apenas para não ficar chato e não contrariar o desejo daquele que nos pede.
Então eu pergunto: e nosso próprio desejo e vontade não contam?
Aí vem o pessoal com aquela conversa: “Ah, mas o mais importante é fazer a vontade de Deus e não a nossa…” E eu concordo plenamente com isso, mas o Senhor também nos deu vontade própria, liberdade e inteligência. Por isso, não precisamos ser bobos… não podemos deixar que abusem de nossa boa vontade. O fato de ser de Deus não significa que precisamos ser tolos…

Saber dizer não com inteligência é sinal de sabedoria. Peçamos então o discernimento para nunca magoarmos aqueles que ouvem o nosso NÃO. Para que entendam que por vezes é necessário aceitar essa resposta.

Há músicos que já não têm tempo para si mesmos. Querem descansar, curtir a família, participar simplesmente de uma missa, mas cada vez mais são chamados, cada vez mais são escalados, não conseguindo dizer o que realmente sentem, que de repente, ainda que por um curto período gostariam de ficar no anonimato.
Ou ainda, há a situação inversa, onde o próprio músico deveria saber a sua hora e dizer não algumas vezes. Também precisamos parar… parar para analisar os fatos, acalmar nossas sensibilidades e ser povo ao menos uma vez. Não achar que nossa posição é de destaque, pois de fato não é. O nosso serviço é de destaque porque é para Deus e para os irmãos. Mas a nossa posição não é. Estar em uma posição e ser de uma posição são coisas diferentes.

Dizer NÃO não quer dizer que somos do contra, que estamos nadando contra a maré. Mas é mostrar que temos opinião própria também. E nossa opinião é importante SIM.
Não precisamos ser ignorantes para demonstrar isso, por isso peçamos doçura e serenidade ao Senhor.

Dizer não para o pecado, para a injustiça e para todo o mal… tudo isso nos faz mais santos.
Obviamente nossa postura diz muito mais que palavras, por isso quando não puder dizer às claras, apenas demonstre a sua real posição.

Músico guerreiro, que derrama sua lágrima e seu suor dia-a-dia… sei que você passa por isso… precisa aceitar muitas coisas, mesmo quando não concorda… mas é a escola da vida, que nos traz cada vez mais experiências, mas também que sempre nos dá uma nova visão e um novo entendimento.

E que Deus abençoe a todos nós.
Jorge

11 de Maio de 2009

Músicos renovados

Todo aquele que mergulha em águas profundas e experimenta da verdadeira riqueza do Espírito Santo não deseja mais voltar atrás…. em outras palavras há aquela frase do padre Roberto da Toca de Assis, que diz “um verdadeiro adorador não volta atrás”
Quando sentimos aquela vontadezinha (triste) de largar, abandonar tudo, de tristeza ou desânimo, não desista!!! Persevere…. a verdade é que precisamos cada vez mais mergulhar em águas mais profundas. Quanto mais nos aproximamos do Senhor mais precisamos de intimidade. Não adianta ir até certo ponto e achar que assim já está bom.
Nossos ministérios não podem se sentir satisfeitos em apenas chegar até certo ponto e parar, mas devemos cada vez mais avançar. Cada vez reunir um rebanho maior, cada vez mais buscar uma nova unção. O Espírito Santo é um só, mas a experiência com Ele é única e sempre nova, por isso não devemos nos acomodar.

Atualmente vemos pessoas desistindo de participar dos encontros, grupos de orações… e sabe o por quê? Porque as pessoas querem algo novo, buscam por experiências cada vez mais intensas. (E por isso muitas vezes acabam se perdendo com outras coisas).
Mas o fato é que uma vez em contato com esse “algo novo”, com certeza elas voltarão. Elas virão novamente em busca dessa água viva, pois elas pensarão assim: “ali sim, ali eu senti a presença forte do Espírito Santo”.

Não apenas cantar da boca para fora, não apenas mais um grupo de oração. Não apenas mais uma missa.
Mas a experiência única e profunda a cada encontro. Como se fosse o último dia de nossas vidas… clame o Espírito Santo com um canto novo, com a sua vida, com a sua voz…. beba e experimenta da graça novamente. Se abra a essa luz como em tempos atrás… lembre-se do quanto vc se alegrava com isso, do quanto isso te abastecia e renovava o ardor em sua alma.

Muitos querem também essa experiência. E posso dizer que isso também depende de nós.
A forma em que levamos a mensagem faz toda a diferença.

Não canse não meu irmão, não desista, não pule fora. As vezes é difícil mesmo por isso persevere. Lute!! Vc consegue! Há muito vento soprando contra, muitas vozes em nossas cabeças, muita gente dizendo para irmos ao contrário, que não adianta mais…. mas siga a voz do coração e acredite que o sopro do Espírito é muito mais forte, pois é aquele que dá vida. No livro de gênesis logo no capítulo 1 vemos que o Espírito pairava sobre as águas… e aparece justamente no capítulo 1 da bíblia, para que nos encorage e nos dê força.
Desejo que esse mesmo Espírito de força venha hoje sobre sua vida e seu ministério.

Deus abençoe!
Jorge

22 de Abril de 2009

O resgate de quem amamos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Fé - Perseverança — admin @ 09:38

Eu já mencionei algumas vezes que quando eu recebi o chamado de caminhar na Igreja uma leitura me chamou a atenção: “de agora em diante você será pescador de homens”. Essa frase foi de Jesus para Pedro e eu resolvi assumir para minha vida. Com isso não apenas entrei para servir na Igreja, mas minha postura foi sempre aproximar as pessoas e não distanciá-las.

Passagens como aquela que Jesus diz que se uma ovelha se perder o pastor vai atrás delas sempre tocaram o meu coração.
Anos atrás em nosso grupo de oração eu vi muita gente saindo do grupo e a cada membro que nos deixava uma nova dor nós sentíamos. E eu em especial no meu íntimo pensava: “Deus quer que eu seja um pescador de homens, mas parece que estou fazendo o contrário… as pessoas estão saindo da igreja… a culpa deve ser minha…”
A verdade é que nem sempre a culpa é nossa, pois fazemos tudo direitinho, segundo o coração de Deus. Mas certas coisas acontecem no seu devido tempo…

Entenda isso: as coisas não são sempre da forma que achamos que deveriam ser… dê tempo ao tempo, mas jamais deixe de amar. Continue lutando por quem você ama. Continue acreditando e investindo nisso, porém não seja chato, não pressione ninguém… Se formos mais compreensíveis e aceitar as pessoas da forma que elas são será muito melhor.
Poderemos até não perceber mas um resgate já estará acontecendo. Os irmãos vão pensar assim: “poxa, eu nem estou mais na igreja e ele me trata com tanto carinho e tanto amor, sem nenhuma pressão… é desse tipo de amizade que eu preciso… é desse tipo de pessoa que a igreja deveria estar cheia…”

De vez em quando faça um convite sim, para seus irmãos participarem por exemplo de uma missa ou algum evento, mas no geral deixem-os à vontade e em paz. Jesus não obrigava a ninguém, mas algo em sua própria vida atraia as pessoas até Ele.
Que Deus nos dê o discernimento para agirmos da mesma forma.

Somos muito mais santos quando somos dóceis e compreensíveis. As pessoas precisam ver em nosso rosto um semblante feliz, de quem serve na igreja com liberdade e não obrigação. Nossa alegria deve ser verdadeira… isso é o que chama a atenção das pessoas. Se ficarmos sempre de mal-humor não resgataremos ninguém, pois é muito melhor ficar em casa com nossa família e em paz do que viver na igreja e viver em conflito com os irmãos.

Seja simples e assim não perderá a amizade daqueles que você ama. O resgate virá com o tempo, pois a cada encontro, a cada palavra que tivermos com nossos irmãos será uma semente lançada. E se não tivermos a chance de cultivá-la o tempo se encarregará disso…
E já diz uma música da Shalom que: “É preciso acreditar que aquilo que se rega com amor o tempo faz brotar…”

Deus abençoe!
Jorge

15 de Abril de 2009

Músicos experientes

Ontem eu estava ounvindo no meu carro um CD do Tom Jobim e o interessante é que antes de cantar uma música ele fez vários agradecimentos, mas em especial ele dedicou aquela música aos formadores dele, aqueles que tiveram paciência com ele e se dedicaram no ensino de sua musicalidade.
Achei muito bonito e a partir disso me veio a inspiração de escrever esse artigo…

Temos muito a aprender com os músicos mais experientes. Seja na técnica ou na experiência de caminhada na igreja.
Quando no coração desse músico ainda existe a docilidade, a paciência, o gosto em partilhar, todos saimos ganhando, o grupo de oração, todo o ministério de música, enfim, tudo caminha bem e em harmonia.
No entanto, os músicos mais velhos de caminhada tendem a ter alguns problemas:
- a soberba e o orgulho (acham que sua técnica já chegou em um nível tão alto que não aceitam tocar com músicos iniciantes);
- acreditam que sempre estão certos, só porque estão há mais tempo na igreja;
- alguns ficam presos a acontecimentos do passado e nunca querem se atualizar (seja no repertório de músicas ou em dinâmicas, dizendo que antigamente era assim e tudo dava certo). Lembremos que o Espírito Santo é sempre novo….
- infelizmente da boca do músico mais antigo não sai obrigado e muito menos pede ajuda. É como se ele estivesse se rebaixando. (Parece até que esqueceu que Jesus lavou os pés dos discípulos);
- o músico mais velho de caminhada tende a ficar analisando os mais novos ou integrantes de outros grupos. Olhando como eles ministram, se estão desafinados, se isso ou aquilo…. ou seja, ele não consegue mais experimentar da graça. Aliás, até consegue sim… quando são músicos com técnica mais apurada ou ainda quando são músicos famosos… aí eles até se abrem para graça. (Isso as vezes….)
- músicos “velhos” acreditam que apenas o seu jeito de conduzir, de tocar e cantar é que é o certo…
- e uma coisa infelizmente triste é que os veteranos nunca acham que a mensagem é pra eles, pois eles já sabem muito bem disso. Sempre acham que a pregação é para os novatos… muitos até nem se interessam em ver a pregação, em especial quando o pregador é novo na fé também ou se a leitura é alguma que eles consideram “as de sempre”…. lembremos que a Palavra é sempre nova e Deus faz nova todas as coisas, por isso Deus pode tocar nossos corações da forma que Ele quiser, com quem Ele quiser, quando Ele quiser e utilizando de quem ele quiser.

O problema é que o fato de estar muito tempo não igreja não significa que somos experientes. Experiência vem com o tempo, isso todos sabemos, mas há músicos que são velhos de igreja, mas são novos no grupo de oração por exemplo. A dinâmica é outra, a espiritualidade é outra…
Temos muito a aprender com os novos: eles sempre acreditam que é possível melhorar. Eles estão sempre na sede do Deus vivo, querendo experimentar o fogo do céu. (Os mais antigos já estão “acostumados demais” com isso…).
Os neófitos (novos na fé) estão sempre felizes e dispostos a ajudar. Não tem tempo ruim. Não ficam escolhendo nada, pois o importante é colaborar. (o outro em compensação anda sempre resmungando ou reclamando, com cara feia e a simpatia já não é mais o seu forte).

E lógico também, que o músico veterano, o experiente tem infinitas qualidades, isso não podemos esquecer. Ele já passou por muitas coisas, já presenciou muitos momentos e principalmente: já fez muito pela igreja e pelos irmãos. Não podemos descartar isso. Quantas e quantas pessoas já não foram formadas por eles também?
E isso é o que desejamos, que esse estilo, que essa forma de caminhar nunca se perca.

Irmãos, há casos e casos… lógico que fui ao extremo com alguns exemplos, mas isso é fato em alguns lugares. Você músico que já está na caminhada há um bom tempo e que continua na humildade, trabalhando com amor, meus parabéns, continue assim e que Deus abençoe o seu ministério. Você porém, que notou que precisa ser lapidado em alguns pontos, procure renovar-se por favor, por amor a Cristo, mas por amor também ao ministério que Ele te confiou. Esse ministério que um dia você aceitou com um SIM verdadeiro e cheio de alegria.

Todos somos irmãos e ninguém é melhor que ninguém. E na realidade só queremos ver nossos músicos experientes cada vez mais lindos e ungidos, caminhando na humildade e simplicidade. Trazendo cada vez mais ovelhas para o rebanho de Nosso Senhor.

Deus abençoe!
Jorge

9 de Abril de 2009

Novos eventos católicos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Jovens — admin @ 09:51

Sabe o que falta para muitos de nós católicos, mas em especial aos que estão à frente dos grupos e ministérios e organizadores de eventos católicos?
O desejo de trazer algo novo.
O que quero dizer com isso? Perceba que os grupos acontecem sempre da mesma forma, com as mesmas (e poucas) dinâmicas. Os eventos são sempre os mesmos, os ministérios e pregadores são os mesmos…. consequentemente as pessoas vão se desinteressando. E precisamos cada vez mais atrai-las para Deus.

Está mais do que na hora de reavivar a espiritualidade das pessoas. A cada grupo precisa acontecer a Efusão do Espírito Santo. Não deixar apenas para o último dia de um seminário de vida plena no Espírito Santo. Não deixar apenas para os eventos ou em missas de cura e libertação.
Precisamos ler mais a bíblia a ponto de trazer ao povo o conhecimento, pois a Palavra também diz que o povo peca por falta de conhecimento.
Pegue uma passagem bíblica por exemplo e medite profundamente, vivencie primeiramente em particular e depois partilhando com o seu grupo.
E então leve isso para frente!

As famosas Tardes ou Noites de Louvor, Barzinhos de Jesus, etc, devem continuar acontecendo sim, pois são muito bons, mas precisamos experimentar novos eventos. O Espírito Santo é criativo e pode nos mostrar o que fazer. Apareça com novos eventos, surpreenda os irmãos! As pessoa serão atraídas nem que seja pela curiosidade. E ali acontecerá a evangelização em massa.
Imagine algum evento falando sobre a Transfiguração de Jesus ou quem sabe sobre o rosto resplandescente de Moisés ao se encontrar com Deus na montanha…
Tantas passagens maravilhosas na bíblia que poderíamos explorar…. Pegue alguma passagem marcante do Antigo Testamento e transforme isso em evento.

Tenho certeza que você terá muito a partilhar conosco!

Deus abençoe!
Jorge

12 de Março de 2009

A doçura de um chamado

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 14:03

Se existe uma coisa que não podemos perder é nossa ternura, pois a forma como conversamos com as pessoas é muito maior do que propriamente o conteúdo do que será dito.
Por exemplo: eu posso dar o mesmo recado de formas diferentes: sendo mais ríspido ou mais dócil…
Não podemos descontar nossos problemas nos irmãos ou servos de ministérios.

Aqueles que estão há mais tempo na Igreja deveriam dar exemplo e não colocar-se em uma postura de mandante, como se dissesse assim: “olha, estou há muito tempo na caminhada, por isso tudo aquilo que sofri agora você vai ter que passar também…”
Deus do céu, longe disso!
Deus é quem sabe o quanto precisamos sofrer e o que devemos passar. Não queiramos descarregar nos irmãos um fardo que eles não possam suportar. Não é porque as coisas foram difíceis até agora que todos também devam experimentar.

O fato de ser dócil não vai lhe tirar a autoridade de coordenador. Aliás, não é uma questão de ter autoridade, mas sim de assumir o chamado no qual nos foi confiado e saber como trabalhar, como lidar com as pessoas.
Tem gente que acha que ser coordenador é só mandar e pronto.
Da mesma forma que Jesus nos chamou com doçura, assim devemos continuar: sendo firmes sim, mas sem perder a ternura. O coordenador é o responsável por suas ovelhas, mas nem por isso deve fazer tudo sozinho. Deve ser amigo, partilhar com os irmãos porque afinal somos todos iguais.

No meu grupo de oração tinha um irmão que falava assim: “Quando quiserem me chamar a atenção estejam a vontade, pois eu não ligo, não me importo mesmo. Mas é preciso saber como chamar a atenção, pois é isso que faz a diferença pra mim…”
Jesus não obriga a ninguém e não somos nós que vamos querer fazer isso, né?

Só sei de uma coisa: todos nós somos muito amados, muito queridos por Deus. Todos somos muito importantes… não se esqueça disso. Podem nos criticar por muitas coisas, mas acima de tudo está o amor de Deus por nós. Somos valiosos e devemos ser tratados dessa forma: como pessoas valiosas.
O que você tem feito com as pérolas que Deus lhe confiou?
Que tal nos decidirmos a Deus um passo a mais em direção ao amor?
Tenho certeza que vale a pena o esforço.

Deus abençoe!
Jorge

27 de Janeiro de 2009

Reconhecimento de um trabalho

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Fé - Perseverança, Jovens — admin @ 13:05

De vez em quando nossa mente gosta de nos pregar uma peça: ela nos diz que poderíamos ter feito melhor, pois aquilo que foi feito não ficou tão bom… nossa música não tocou os corações, nossa pregação não teve força e nossa entrega não foi verdadeira.
Logicamente que tudo isso também acontece, mas não podemos deixar de agradecer a Deus, pois se algo aconteceu é porque de alguma forma Ele permitiu, certo?

Não fique desvalorizando o seu trabalho, pois só Deus sabe até onde ele chegou.
Às vezes ficamos nos condenando ou até mesmo nos comparando com os outros, sendo que se o nosso trabalho foi feito com carinho, amor e dedicação é o que importa. Com o tempo vamos ganhando experiência, vamos lapidando aquilo no qual queremos mais qualidade, pois como sempre digo aqui o importante é sempre ir atrás de formação, pois ela é a guardiã dos carismas.

Quantas e quantas vezes eu ministrei, preguei, cantei, toquei e depois havia me sentido péssimo? Justamente por achar que não tinha sido bom o meu trabalho. Algumas vezes por não se considerar preparado, outras por achar que tinha me perdido. Mas até nesses momentos Deus vem em nosso socorro e derrama sua unção sobre todos.
E nessas vezes muitos chegaram até mim e disseram que haviam sido tocados, que Deus tinha falado diretamente em seus corações….

Vai entender não é? Deus é assim: capacita aqueles que Ele escolhe e através daquilo que para nós parece mistério é capaz de curar muitas almas.

Por isso, devemos continuar caminhando sim, mas na certeza de que nosso trabalho não é em vão.
Mesmo o “menor” trabalho é grande diante de Deus.
Há uma frase de uma Santa (Teresa D’Avila) que diz: “Para quem ama tudo se torna grande”.

Não há trabalho pequeno ou grande, mais ou menos importante. Há o trabalho que é feito com amor ou não.

Na realidade eu não sei se o que você está precisando atualmente é pelo menos de um obrigado, um reconhecimento.
Sendo assim segue o meu obrigado a você: Deus abençoe meu irmão, minha irmã. Continue assim.
Não desanime não… Alguns podem não reconhecer o que você tem feito, mas Deus está vendo…

Seu trabalho é demais. É lindo. Deus está feliz com o seu sim, viu?

Deus abençoe!
Jorge

18 de Janeiro de 2009

Troca de coordenadores

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 10:23

Uma pergunta de um irmão recentemente sobre esse assunto me fez pensar que deveria escrever sobre isso: a troca de coordenadores em um grupo de oração.
Vejamos que curioso: você já percebeu que muitos almejam esse “cargo” por muito tempo e quando conseguem não querem mais largar? Ou… quando conseguem não vêem a hora de pular fora. Reclamam que é uma provação, que os servos não colaboram e por aí vai…

Temos um outro cenário também, onde os atuais coordenadores passam por muitas dificuldades, pois a assembléia (e até os próprios servos) não confiam em sua liderança. Questionam sua forma de coordenar, muitas vezes dizendo que o antigo coordenador era melhor porque ele fazia assim e assado…
Acontece que Deus sempre nos abençoa, independentemente do lugar que estamos servindo, seja como coordenador ou em qualquer outro serviço dentro da Igreja.
Logicamente haverá momentos árduos, onde as coisas aparentemente não caminham e com isso nossa sensibilidade é abalada, pois achamos que é culpa nossa. E com isso a tendência é um desgaste muito grande, pois o novo coordenador tentará de todas as formas “resolver” a situação. Mas acredito que o segredo é nossa confiança e firmeza em Deus, ou seja, não devemos nos afastar Dele. Não devemos abandonar nossa oração, pois foi Ele quem nos escolheu, então Ele que nos capacite. Da nossa parte devemos permanecer fiéis, trabalhando e confiando…

A experiência vem com o tempo, por isso não se desespere. Mas também não procure ser como o antigo coordenador, pois cada um de nós tem o seu próprio jeito.
Há coisas que devemos conquistar, por isso seja você mesmo.

Vou citar algumas dicas para que o grupo não se disperse e tenham você como um coordenador que na realidade é um só com eles:
- Seja você mesmo e nunca perca a simplicidade. Ninguém gosta de ser tratado como empregado. Lembre-se que o ministério da coordenação é o ministério do pastoreio, por isso cuide das ovelhas. E se você quer ser como Jesus lembre-se que estamos aqui para servir e não para ser servidos;

- O coordenador sempre se preocupa com os servos, ou seja, liga para eles, mantém contato, conquista sua amizade. Não está preocupado em coordená-los, mas preocupado em saber do seu bem-estar e se todos estão felizes servindo a Deus;

- Não fique dando ordens nas pessoas, pois você não é dono e nem chefe delas;

- Faça momentos de partilhas, momentos de encontro para reuniões. Não limite-se apenas à reuniões e trabalhos que devem ser feitos, pois somos seres humanos com a correria do nosso dia-a-dia e precisamos de algo que nos dê prazer não obrigação;

- Organize seminários de vida, de cura, de dons…. tudo isso vai aproximar a assembléia e seu grupo encherá novamente. Coloque o povo para trabalhar, pois Deus abençoa nosso ministério;

- Interaja com as pessoas. Elas não gostam de ficar simplismente como ouvintes ou expectadores, mas querem participar. Dê chances, oportunidades… Não ache que só você é capaz de executar tal tarefa. Confie!

E por aí vai irmãos… espero que tenha ajudado.
Deus abençoe!
Jorge

8 de Janeiro de 2009

Pregação Copiada

Lembro uma vez de estar no grupo de oração quando de repente o pregador começou… e aí fui notando que já havia ouvido aquela pregação antes. Era muito familiar… então fui prestando mais atenção e forçando minha memória. Até que lembrei! O pregador estava falando exatamente igual a uma fita de pregação do padre Léo. Até os exemplos eram iguais, impressionante.
Fiquei abismado pq eu não conseguia acreditar que aquele pregador estava fazendo aquilo. Principalmente pelos exemplos de vida, pois eram os mesmos que o padre Léo havia citado… mas também na forma de fazer a reflexão da Palavra, enfim, muito igual.

Com isso tirei minha conclusão: qual era a verdade que estava imbutida naquela pregação? Qual era de fato o testemunho que o pregador estava dando?
Para muitos talvez tenha sido uma ótima palestra e até espero em Deus que tenha dado seus frutos, mas dentro de mim ficou aquele questionamento: por que alguém faria isso? Acho que porque não havia se preparado e com isso pegou um CD de pregação e decorou o máximo que pode. Ou talvez porque não considerava o seu próprio conteúdo ungido (se for isso é uma pena, pois precisamos confiar em Deus, pois é Ele quem capacita).

Da mesma forma os ministros de música: não precisamos copiar ninguém. Cada um tem o seu próprio estilo. Eu diria que até podemos pegar alguém como referência, pois principalmente para os iniciantes é difícil mesmo. Mas depois de algum tempo você acaba tendo o seu próprio estilo.
Não queira ser igual aos outros. Vc tem o seu próprio estilo. Não ache que copiando o outro irmão vc terá a mesma unção ou qualidade. (Na verdade corremos o risco de fazer papel de ridículo - desculpem-me a expressão).
É muito mais gostoso participar de um grupo e ver que o ministro tem personalidade, é natural, é simples… lembre-se que falar bonito não é ter unção. Pois isso se conquista não apenas com o tempo, mas principalmente nos momentos de intimidade com Deus, como a oração, adoração, comunhão…

Volto a repetir: não é pecado nenhum você ter alguém como referência, pois isso chama-se identidade. De repente você se identifica muito com a forma de uma pessoa, por isso traça os mesmos caminhos, tenta as mesmas formas de se comunicar com as pessoas. Mas com o tempo você vai ganhando personalidade própria. Aliás é preciso isso, pois o Espírito Santo é sempre novo.

Deus abençoe o seu ministério!
Jorge

6 de Janeiro de 2009

Grupo de Oração ungido

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Lembranças — admin @ 12:57

Eu não lembro exatamente quando foi a primeira vez que participei de um grupo de oração, mas lembro-me que foi em 1998, pois foi o ano da minha “mudança”, do meu SIM definitivo para Deus e mais especificametne falando para a Renovação Carismática.
Acontece que naquela época eu estava tão sedento de Deus que participava em grupo de oração todos os dias. Cada dia em uma comunidade diferente. Com isso acabei conhecendo várias realidades diferentes (e me apaixonando por todas elas).
Claro que dependendo do grupo eu me sentia mais acolhido, sentia que a unção era diferente, o modo de conduzir, as pregações, etc. Mas pra mim o mais importante era participar, pois realmente estava na sede… (escrevendo isso agora me bateu uma saudade…).

Com o tempo fui aprendendo muitas coisas, até que recebi a graça de participar de um grupo de oração em minha própria comunidade. Nessa época nós apenas participávamos, pois um ministério mais experiente conduzia todo o grupo, a fim de nos ensinar como é que se trabalha em um grupo de oração.
E lembro claramente como era nossa sede: todos nós do grupo sentíamos muita vontade de servir a Deus, pois quando o animador dizia “levante seus braços e peça o Espírito Santo”…. nossa, vcs não fazem idéia… naquele momento não existia mais nada em nossa volta, apenas a sede de Deus. Soltávamos a voz, pedíamos com força, com desejo, com amor… era como se fôssemos até o céu (se é que não íamos mesmo).

Éramos participativos, obedientes. Tudo o que o ministro pedia nós fazíamos.
Quando o pregador começava nós prestávamos atenção com nossa vida. Anotávamos as passagens, participávamos dos momentos de oração, havia emoção (quantas vezes não chorei…)
Quando o grupo acabava comentávamos uns com os outros sobre como havia sido bom aquele dia, como a pregação havia tocado, como aquela música era linda, ou seja, a unção estava presente em nós mesmo que estivéssemos fora do grupo. E na realidade não víamos a hora de chegar o sábado novamente para participarmos do grupo de oração.

Hoje em dia vejo algo diferente acontecendo… Não vejo as pessoas com a mesma sede, com a mesma busca e entrega. Até mesmo a alegria não existe em profundidade. Os ministros de música se esforçam ao máximo que podem, mas dificilmente conseguem envolver as pessoas como antigamente. Hoje quase imploramos pela participação das pessoas. São alguns que ficam no fundo da igreja conversando, outros de braços cruzados, outros ainda nem entram na igreja e ficam namorando lá fora.
Há aqueles que estão participando porém sempre com um olho de desconfiança. Se pedimos para fechar os olhos eles duvidam, fechando por um instante e depois já abrem os olhos, parecendo que estão cansados de tudo isso.
Com isso me pergunto sobre várias coisas: será que aqueles que estão à frente hoje realmente estão passando as coisas da forma certa? Ou talvez a busca dos novos não seja a mesma de nós do passado?
Talvez um pouco dos dois… talvez existam regras demais. Talvez estejamos exigindo muito das pessoas, querendo um curriculum primeiro, para que depois a pessoa participe na essência do nosso grupo. A mesma coisa acontece quando vamos inserir um novo servo no grupo.

É hora de olhar para dentro de nós mesmos e fazermos a nossa parte. Fazer bem feito. Com entrega, carinho e amor.
A nossa busca nunca pode acabar, caso contrário a unção do grupo será comprometida.
Se crermos num Deus grande veremos um Deus grande em nosso grupo de oração. Se crermos em um Deus pequeno veremos um Deus pequeno…

Vale a reflexão. Deus abençoe!
Jorge

6 de Dezembro de 2008

Aos Coordenadores e Líderes

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, padres — admin @ 18:20

À você meu irmão que recebeu esse chamado, de estar à frente de um povo, coordenando, liderando, incentivando e reascendendo o fogo dos irmãos.
Sabia que Deus sonhou com você? Já estava nos planos Dele que um dia você assumiria esse chamado.
Alguns relutaram, não acreditaram que seriam capazes, mas que acabaram por aceitar e disseram o seu sim.
Sabemos muito bem que o fato de ser um coordenador não significa que somos melhores, aliás a pedagogia de Deus é interessante, pois ele coloca à frente do povo pessoas com pouca instrução, pessoas aparentemente não preparadas, enfim, Deus e seus mistérios… Não foi assim que Ele escolheu Moisés, Davi, Pedro e tantos outros? Pessoas que jamais esperaríamos alguma coisa. E com você meu irmão coordenador é a mesma coisa. Deus sonhou com você. Deus esperava por você.

O coordenador, que tantas vezes é mal interpretado, não é acreditado, desvalorizado… tantas vezes o coordenador precisa de seus servos e é deixado na mão.
Os servos pedem uma coisa e ele atende. Depois os próprios servos reclamam de tantas atividades.
Se o coordenador pede algo, logo reclamam… todas as brigas e encrencas ele acaba se envolvendo, pois a fofoca também é comum nos dias de hoje.

Meus irmãos líderes: muitas vezes viveremos a aridez, o deserto, a solidão… a secura da espiritualidade e o abandono daqueles que jamais esperaríamos. Lembre-se que até Jesus foi abandonado e justamente na hora em que ele mais precisava do apoio de seus discípulos.
O coordenador tem o difícil papel de sempre estar bem, de sempre realimentar a fé o ardor dos servos. Não importa o que ele passou em casa, se está brigado ou se no trabalho foi um dia difícil. A questão é que ele sempre será uma referência. As pessoas não se preocupam com você, não pensam que são seres humanos como todos os outros.

Por isso é preciso amar nossos líderes, coordenadores, padres… sim, eles têm inúmeros defeitos, assim também como nós. Mas hoje não quero falar de defeitos, pois já escrevi muito a respeito disso.
Hoje com sua licença, lhe peço o direito de falar em defesa daqueles que Deus escolheu, para estar à frente, tomando chibatadas e passando muitas vezes por injustiças e humilhações.

O coordenador (assim como os padres, líderes, catequistas, etc) são os pastores do nosso meio. Precisam ter a incrível habilidade de ser o coração, de amar e zelar por cada ovelhinha. Algumas dão um trabalho danado, mas não importa: o pastor dá a vida pelas suas ovelhas. Reza por elas, se importa, se preocupa, ama… sabe da importância de cada uma.
O verdadeiro pastor é aquele em que as ovelhas podem contar com ele a qualquer hora e em qualquer momento.

Infelizmente tenho visto muito desses pastores se enfraquecerem e pelas mais diversas formas. Alguns porque já estão cansados, outros por serem aingidos pelos próprios servos. Outros até, não vêem a hora de aparecer um novo coordenador para assumir suas atribuições. Mas não isso o que Deus quer… se Ele sonhou com você é porque VOCÊ tinha que passar por isso. E o tempo nos dirá onde iremos parar.
Por ora, continue firme. Continue caminhando, não desanime. Como eu disse acima, as vezes passaremos por fortes momentos de aridez e até solidão, mas os grandes homens conseguem se fortalecer mesmo quando muitos não acreditam mais.
Lembremos dos grandes homens que buscaram forças na solidão e no deserto: Elias, João Batista, Jesus… e tem mais: tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. É assim que a Palavra nos ensina, não é? Então…

Assim como a ave fênix, onde segundo a mitologia grega, que acreditava que ela renascia das cinzas, assim são os verdadeiros pastores, os verdadeiros líderes que Deus acredita: eles ressurgem, renascem, mesmo que em meio à dor e lágrimas.
E sabe o por quê disso? Porque um coração adorador jamais volta atrás.

Chegam as grandes tempestades e muitos são arrastados. Mas depois de uma grande tempestade sempre vem a calmaria. E junto com ela espero que você esteja lá…

Se tua alma suspira a face de Deus, com certeza o teu sim nos inclina a adorar a Deus.
E é isso o que esperamos de vocês irmãos líderes: sejam fiéis, caminhem no amor…. pois perseverando no amor é a única prova de que vocês realmente são como o bom pastor em nossas vidas.

Deus abençoe!
Jorge

1 de Dezembro de 2008

O Amado de Deus

Olá amigos,
Minha reflexão de hoje é em cima de uma música do Vida Reluz (O Amado).
Hoje entendo um pouco mais sobre essa música, pois diz muito da realidade que estou vivendo.
Não vou deixar a letra inteira, mas algumas partes, que gostaria de saber se também dizem da sua vida.

“Vejam só aonde eu fui chegar / Não imaginei ir tão distante assim
Teu olhar por certo me atraiu / E a sua voz ainda ressoa em mim…

… Dono de mim não sou / Me acostumei ser Teu
Lutei pra chegar até aqui / Pois trago em mim Teu amor…
Desde que te encontrei e em Teu caminho andei / Teus passos imitei e decidi não voltar…”

Cada vez acredito mais que a essência da letra de uma música só pode sentir aquele que a experimenta.
Quando vejo partes dessa linda canção como “me acostumei a ser teu…” fico pensando na escolha que fiz para minha vida, quantas vezes consagrei a minha história, minha família, meu ministério e o meu servir. Me acostumei a ser de Deus….

Por fim, a música ainda diz algo interessante: “Dizem que o mesmo já não sou / Mas trago em mim Teu amor…”

À partir do momento em que pessoas disserem que já não somos mais os mesmos, fiquemos felizes, pois já é um pouco do Cristo que estamos deixando transparecer em nós.
E assim poderemos cantar: “Sou do amado meu… e o meu amado é meu…”

Deus abençoe!
Jorge

24 de Novembro de 2008

Ternura de Mensagem?

Um amigo meu já me dizia que “não é a mensagem em si que faz a diferença, mas a forma em que ela é transmitida”.

Vejam só: imagine que eu precise chamar a atenção de alguém por algum motivo, talvez por algum erro, sei lá… eu tenho muitas formas de dizer isso, porém imaginem que eu tenha digo com rispidez e grosseria. Porém outra pessoa, vai dar essa mesma notícia e comece assim: “olha irmão, eu tenho uma coisa que é difícil para se dizer, mas que precisa ser dita. Por favor não me leve a mal, mas…”
Soa ou não soa diferente?

Da mesma forma é a nossa música. Ela alcançará não apenas os ouvidos, mas também o coração e os sentimentos das pessoas, porém depende muito da forma que estamos nos expressando. Depende de quanta emoção, de quanta entrega eu tenho colocado.
Da mesma forma que há uma frase de Sao João da Cruz, que diz: “coloque amor onde não há amor e colherás amor…” também podemos dizer isso em nossas músicas: Coloque vida e colherás vida. Coloque emoção e as pessoas sentirão essa emoção. Coloque qualidade na execução e colherás admiração e respeito (lembrando que nada é para o nosso próprio ego).

Bom, eu citei exemplos relacionados à música, mas e em nossa vida de uma forma geral: Como você tem transmitido sua mensagem?
Ninguém tem nada a ver com os nossos problemas, por isso independente de como estamos precisamos sempre ter ternura em nossa maneira de falar e agir.
Fácil não é, mas também não é justo “descascar o abacaxi” nos irmãos…

Se não tomarmos cuidado teremos sérios problemas com nossos amigos e familiares, pois é como eu disse acima: “não é a mensagem em si que faz a diferença, mas a forma em que ela é transmitida“.
Há várias coisas que precisam ser levadas em conta: como falar, em que momento, diante de quem, etc…
Com discernimento e ternura chegaremos longe. Se Deus quiser…

Deus abençoe!
Jorge

8 de Novembro de 2008

Compromisso e obrigação

O que não podemos confundir é Compromisso com Obrigação.
Alguns líderes não sabem muito a diferença entre essas duas palavras e acabam deixando para os servos uma visão errada do que é o compromisso.
Quando estamos realmente comprometidos somos felizes, somos livres, pois a nossa doação é verdadeira e prazerosa. Sempre é bom servir ao Senhor e cada vez mais queremos nos dedicar, pois se trata de uma alegria constante. E não vemos a hora de chegar o dia do grupo de oração, o dia do ensaio do ministério de música, o dia da missa… tudo pra gente é muito bom.

Compromisso é saber que tenho nas mãos uma grande responsabilidade e Deus pode contar conosco, pois o nosso sim é verdadeiro. Temos falhas, mas sabemos muito bem que não podemos dar mancada, aliás quando damos, nos sentimos tristes, chateados. Mas é sempre hora de voltar atrás e recomeçar.

Quando temos compromisso com algo, temos zelo, cuidamos, temos carinho… Não tratamos as coisas de qualquer jeito. Não esperamos a cobrança dos coordenadores ou de quaisquer outras pessoas. Nós mesmos vamos atrás. Se há algo para ser feito vamos em frente, mãos à obra, pois para nós o importante é servir ao Senhor, é alegrar o coração de Deus. Não importa se é varrer um chão ou dar uma palestra na frente de vários bispos…. o nosso coração está em paz e sabemos que o pouquinho que contribuímos é muito para aqueles que reconhecem o nosso trabalho.

Somos ainda, livres para dizer NÃO em algumas vezes.
Não somos obrigados a concordar com tudo e estar disponíveis a qualquer momento.
Aquele que tem compromisso com a verdade, com a Igreja, com Cristo e com os irmãos não teme dizer não. Ele sabe que na hora H mesmo, podem contar com ele.

A obrigação ao contrário, só gera mal-estar, ambiente pesado, chateação e desânimo.
Alguns líderes que só querem saber de mandar, com o passar do tempo ficarão sozinhos, isso é certeza, pois ninguém gosta de ficar perto de quem acha que sabe tudo.
Quem pensa que sabe demais é porque não ainda não descobriu a essência do compromisso.

O compromisso é amor, mas a obrigação nos torna escravos.
Claro que há obrigações e obrigações, mas espero que tenham entendido o sentido do que estou falando.

Deus abençoe e seja feliz!
Jorge

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