8 de Novembro de 2008

Compromisso e obrigação

O que não podemos confundir é Compromisso com Obrigação.
Alguns líderes não sabem muito a diferença entre essas duas palavras e acabam deixando para os servos uma visão errada do que é o compromisso.
Quando estamos realmente comprometidos somos felizes, somos livres, pois a nossa doação é verdadeira e prazerosa. Sempre é bom servir ao Senhor e cada vez mais queremos nos dedicar, pois se trata de uma alegria constante. E não vemos a hora de chegar o dia do grupo de oração, o dia do ensaio do ministério de música, o dia da missa… tudo pra gente é muito bom.

Compromisso é saber que tenho nas mãos uma grande responsabilidade e Deus pode contar conosco, pois o nosso sim é verdadeiro. Temos falhas, mas sabemos muito bem que não podemos dar mancada, aliás quando damos, nos sentimos tristes, chateados. Mas é sempre hora de voltar atrás e recomeçar.

Quando temos compromisso com algo, temos zelo, cuidamos, temos carinho… Não tratamos as coisas de qualquer jeito. Não esperamos a cobrança dos coordenadores ou de quaisquer outras pessoas. Nós mesmos vamos atrás. Se há algo para ser feito vamos em frente, mãos à obra, pois para nós o importante é servir ao Senhor, é alegrar o coração de Deus. Não importa se é varrer um chão ou dar uma palestra na frente de vários bispos…. o nosso coração está em paz e sabemos que o pouquinho que contribuímos é muito para aqueles que reconhecem o nosso trabalho.

Somos ainda, livres para dizer NÃO em algumas vezes.
Não somos obrigados a concordar com tudo e estar disponíveis a qualquer momento.
Aquele que tem compromisso com a verdade, com a Igreja, com Cristo e com os irmãos não teme dizer não. Ele sabe que na hora H mesmo, podem contar com ele.

A obrigação ao contrário, só gera mal-estar, ambiente pesado, chateação e desânimo.
Alguns líderes que só querem saber de mandar, com o passar do tempo ficarão sozinhos, isso é certeza, pois ninguém gosta de ficar perto de quem acha que sabe tudo.
Quem pensa que sabe demais é porque não ainda não descobriu a essência do compromisso.

O compromisso é amor, mas a obrigação nos torna escravos.
Claro que há obrigações e obrigações, mas espero que tenham entendido o sentido do que estou falando.

Deus abençoe e seja feliz!
Jorge

30 de Outubro de 2008

Conduzindo um grupo

Arquivado sob: Grupo de Oração, Violões - Guitarra, Cantores, Coordenadores, Maria — admin @ 13:09

Hoje vou colocar algo mais prático, de como conduzir um grupo de oração.
Neste exemplo vou citar uma música e trabalhar sua letra, onde podemos colocar orações, pedir ao povo para abrir o coração etc.
(Obs: cada pessoa tem a sua forma própria de conduzir. E outra: na hora o Espírito Santo nos inspira a conduzir da forma que Ele quer, por isso por favor: não achem que a forma que direi abaixo é o correto, pois é só um exemplo, em especial aos irmãos que têm um pouco de dificuldade na condução de um grupo de oração e gostariam de saber como fazer).

Aqui podemos nos imaginar em um grupo de oração e estamos para entrar no momento onde falamos de Nossa Senhora, ok?
A música que pegarei como exemplo é uma chamada “Doce Mulher”, da Comunidade Shalom, CD Todo Teu.

As partes em negrito serão a música. E as partes em itálico seria o ministro conduzindo.

A música diz assim:
Vem à minha casa, ó doce Mulher
Faz do meu coração o teu lar, eu sei, teu Filho, assim o quer…

Você agora meu irmão, diz:Vem a minha casa…

Coloque a mão no seu coração e repita… Vem a minha casa…Convide Nossa Senhora… sua casa aqui pode ser o seu coração… deixe-a entrar… mas também a convide para entrar em sua casa mesmo, visitar seus familiares, seus filhos, seus pais e irmãos… peça para que ela entre abençoando e trazendo paz a todos…
Vem à minha casa, ó doce Mulher
Maria, a minha casa, agora tua casa é….

Diga isso mesmo à Nossa Senhora, diga que ela é doce, que ela é querida por você… vem mãezinha… hoje nesse grupo de oração eu te convido mais uma vez: vem ao meu coração…

Teu olhar me faz caminhar. Tua voz firmeza me dá, esperança, sempre tenho em ti
E quando anoitece eu sinto a tua mão a me guiar no escuro e dar-me direção
Vem à minha casa…

Quero caminhar sempre contigo mãezinha, por isso fica comigo, dê-me sua mão, porque assim eu já não me sinto mais sozinho(a)…
E assim com essa música que hoje eu canto, “mesmo no escuro terei direção”… e sozinho(a) sei que já não estou…
Te amo muito ó Mãezinha…. faz do meu coração o teu lar…

Vem a minha casa…

Bom irmãos, é mais ou menos por aí… e por aí vai… teria muita dinâmica a se fazer em cima dessa letra, mas coloquei só uma idéia inicial. (E até pra ver o que vcs acham também…)
Essa é a minha forma de conduzir, mas não é regra e nem estou dizendo que estou certo, pois como disse é a forma que eu conduzo.
Há grupos de oração em que os ministros apenas tocam e não rezam… outros grupos rezam demais, a ponto de cansar a assembléia. Precisamos então encontrar o equilíbrio… de colocar música com oração. É muito mais gostoso, pois todos nós vamos sentindo a graça acontecer.

Tenham a certeza de uma coisa: além de cada um ter o seu próprio jeito de conduzir, a cada vez que você conduzir uma mesma música será de uma forma diferente, com um conteúdo diferente e com uma unção diferente. Não que Deus derrame mais unção em alguns dias do que em outros… não é nada disso. Mas depende muito de quanto nos abrimos para ação do Espírito Santo, depende de quanto de intimidade temos em nossas orações com Maria, com Deus… pois isso vai ajudar muito na fluidez da condução…

Espero que tenha te ajudado.

Outras dicas aos ministros de música serão encontradas aqui mesmo no Oficina da Música Católica.
Clique no link “Formação” e em seguida veja o item Dicas para os ministros de música no Grupo de Oração.

Deus abençoe!
Jorge

27 de Outubro de 2008

À beira do abismo

Engraçado como é a pedagogia da mamãe águia.
Ela empurra seus filhotes do alto de um abismo, para que eles mesmos descubram suas asas, caso contrário não haverá propósito em suas vidas. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o que é ser uma águia.
Eu até imagino que para a mamãe águia é uma tarefa difícil, pois ela acaba vendo seus filhotes com medo de cair e com isso seu coração também fica apreensivo. Mas ela sabe que é o melhor a se fazer e com certeza eles conseguirão voar.

Quantas e quantas vezes nos sentimos encurralados, à beira de um abismo, onde achamos que o melhor a se fazer é voltar, recuar, desistir… no entanto, Deus quer é nos empurrar…
Deus permite que cheguemos à beira do abismo para que possamos voar. E Ele nos capacita para isso!

E aí meu irmão, você que está prestes a ser “empurrado”… Vai abrir suas asas e voar, segundo o desejo de Deus ou vai se prender aos seus medos, dúvidas e inseguranças?

Pense nisso: se cremos em um Deus grande veremos um Deus grande.

Não pense que o abismo é simplesmente um lugar sem escapatória, mas pense que é um lugar onde poderemos superá-lo com a visão que ele nos proporciona.
Quando acharmos que não tem mais saída, que já não sabemos o que fazer, só basta uma coisa: confiar no empurrão de Deus!

Deus abençoe!
Jorge

22 de Outubro de 2008

Conteúdo admirável

Atualmente vemos muitos cantores famosos, onde muitos desejariam estar ao seu lado e quem sabe até tocar junto com eles.
Ministérios invejados, onde muitos procuram derrubá-los e tudo porque não suportam seu sucesso ou simplesmente por inveja… mas também há os ministérios que muitos gostariam de fazer parte porque atualmente “está na moda”. É o que mais toca, o mais chamado, o mais conhecido.
Vemos uma busca desenfreada para fazer parte da mídia, do reconhecimento.
E engraçado que ninguém quer fazer parte do ministério pequeno, daquele que não é conhecido e que tem poucos instrumentos. Seus músicos são iniciantes e aparentemente “nunca chegarão a lugar algum…”

Jesus no entanto, fazia milagres e pedia que não contassem nada a ninguém.
Jesus estava sempre no meio dos mais simples, dos desconhecidos.
Jesus se sentava ao lado dos pobres, pois sabia que eles não podiam retribuí-lo da mesma forma dos ricos.

Há pessoas que são lindas externamente, mas ao conhecê-las não encontramos a mesma beleza em seu interior.
Alguns são admirados pelos status e reconhecidas pelo trabalho que exercem. No entanto, acredito que quando chegarmos ao céu Deus nos cobrará os resultados e não pelo que fazíamos (pois é necessário fazer bem e não simplesmente fazer).
Refiro-me aos frutos que de fato demos e que permaneceram, pois a Palavra nos diz isso: “para que dêem frutos e frutos que permaneçam…” (Jo 15,16).

O conteúdo que mais deveria nos chamar a atenção é daqueles que de fato amam, que praticam a caridade, que são humildes.
Os ministérios que mais deveríamos gostar deveria ser aqueles que ao crescerem em sucesso têm em sua essência a frase de João Batista que dizia: “é necessário que Ele cresça e eu diminua…”

O que me admira não é um solo incrível de um guitarrista, pois isso qualquer um com muito estudo pode alcançar, mas o que me admira é ver que alguém tão bom tecnicamente consegue ser humilde como pessoa e não se distancia dos mais simples. Não esquece de suas origens, sua família, seus amigos, sua paróquia…

Tem gente correndo atrás de vasos ocos, aqueles que mostram por fora que são lindos e por isso chamam a atenção, mas depois de um tempo vemos que seu conteúdo não nos agrega em nada. E simplesmente porque a verdade não está neles. E a verdade sempre prevalece no final.

Aquilo que procuramos à finco com certeza encontraremos. Isso é certeza.
A questão é saber aquilo que você está procurando é para sua glória ou para a glória de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Outubro de 2008

Meu único modelo: Jesus!

Uma vez estive participando em um retiro, quando notei que no estacionamento havia um carro desligado, porém o motorista havia esquecido as lanternas ligadas. Como eu não sabia quem era o dono eu precisava avisar alguém que fizesse parte da equipe de organização do evento.

Nesse momento estava acontecendo o intervalo e os músicos do palco estavam apenas conversando e quem sabe corrigindo alguns detalhes. Então, chamei o único músico que eu conhecia (detalhe: é um músico católico muito famoso em nosso meio) e perguntei se ele poderia avisar sobre o carro que havia deixado a lanterna ligada. E estava com o papelzinho na minha mão, com a identificação da placa do veículo.
Para minha surpresa a resposta foi: “Vc não devia passar isso pra mim. Não sou eu quem devo dar recados. Agora eu estou ocupado…”
Confesso que além do susto (pois realmente eu não esperava tamanha arrogância) fiquei arrasado, pois era um músico no qual eu tinha a maior consideração, tenho seus CDs e realmente admirava sua forma de ministrar.

Bom, hoje após alguns anos já não tenho mais mágoa, mas vejo como o ser humano é pequeno. Um pouco de “brilho” e pronto, já achamos que somos alguém, que somos importantes.
Bom é Deus… e pronto!
Não vou citar o nome do cantor para não comprometer sua imagem, pois todos estamos sujeitos a cometer erros e talvez quem sabe, ele não estivesse em um dia bom, né? Melhor pensar assim, pois ele é quem estava perdendo com tudo isso, com esse tipo de comportamento.

A lição de hoje é: não devemos nos apegar e querer nos espelhar em pessoas. Nosso único modelo é e deve ser sempre Jesus Cristo. Apenas Ele.

Que possamos pedir a Deus a graça de ser humildes.
Que saibamos ser pequenos e dependentes Dele.
E que a arrogância e o estrelismo nunca nos alcance.

Deus abençoe!
Jorge

20 de Outubro de 2008

Respeitando limites

Você já notou que muitas vezes não respeitamos os limites das pessoas?
Por exemplo: alguém que é novo no ministério e está aprendendo a tocar ou cantar…. alguém que é novo como pregador ou intercessor…
Estamos sempre explorando seus limites, forçando-os a fazer aquilo que ainda não podem. Exigimos sempre mais e mais.
Mas a verdade é que Deus não faz isso com a gente e porque acabamos por ser assim?
Desta forma estamos agindo como no Evangelho, onde um homem não perdoou a dívida de seu servo.

Muitas vezes nem nós mesmos respeitamos nossos limites.
Lembro-me que no começo de minha caminhada no grupo de oração lutávamos para conseguir rezar um rosário por dia e se não conseguíssemos, ficávamos muito tristes e com sentimento de culpa.
Ou seja, não respeitávamos nós próprios, pois era uma mudança muito brusca: um dia você nem reza e no dia seguinte rezar um rosário de uma vez?!

Precisamos aprender a respeitar os limites, sejam os nossos ou dos nossos irmãos.
Há coisas que levam tempo, por isso sejamos mais caridosos, mais pacientes, pois as coisas acontecem na hora certa, na hora que Deus achar melhor.
Podemos incentivar, mas nunca forçar a barra.

Imagina se quiséssemos ter pressa a todo tempo e chegássemos em um hospital e disséssemos assim: “Ei, nada de colocar o soro gota-após-gota…. coloque tudo de uma vez na veia da pessoa, assim ele ficará curado rápido…
Assim só estaremos atrapalhando e vamos matar o paciente.

Há coisas que demoram mesmo. Uns mais e outros menos. Mas o importante é saber esperar. E esperar com paciência, respeito e caridade.
Nada de ficar reclamando, pois cada um tem o seu próprio progresso.

Deus abençoe!
Jorge

18 de Outubro de 2008

Uma briga com a Campanha da Fraternidade

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Coordenadores, padres — admin @ 13:36

Quando eu entrei para Igreja existia algo que realmente me incomodava: eram as campanhas da fraternidade. Sou sincero em dizer que não aceitava tocar suas músicas, partilhar suas experiências, enfim…

Hoje tenho minhas conclusões ainda, mas queria deixar um pedido:
Precisamos estar em comunhão com a Igreja, em especial com a CNBB, pois se nos foi colocado a CF (Campanha da Fraternidade) é porque existe a benção da Santa Sé, ou seja, do papa. Porém, não podemos perder a espiritualidade que é própria da época da quaresma, que é o jejum e a penitência.

Não podemos esquecer que vivemos um momento de dor, pois se trata de Jesus que será crucificado e morto.
Por isso a minha briga com a CF, pois eu sempre considerei que fala-se demais dela e pouco do sofrimento de Jesus.

Eu ainda tenho muito o que aprender, mas uma coisa é certa: a unidade precisa acontecer sempre, por isso nada de rebeldia. Nada de achar que nosso ministério que é o certo e que nossa espiritualidade é a que vale.
Aqueles que são líderes devem incentivar os servos, as famílias, o povo a participar daquilo que a Igreja vive. E não alimentar uma briga que não levará a lugar nenhum.

Bom, você deve ter notado que escrevi sobre a CF em uma época em que não tem nada a ver, mas foi proposital. Para viver bem esse período precisamos de tempo para estudá-lo, ver suas propostas e como será nossa participação.
Por isso, acesse a página da CNBB e conheça mais a fundo do que se trata a CF.
Também disponibilizei aqui no site Oficina da Música Católica, link “Downloads e Cifras” o hino da Campanha da Fraternidade 2009.

Abraço fraterno,
Jorge

14 de Outubro de 2008

João de Barro

Provavelmente você já ouviu falar na ave “João de Barro”, onde é conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno.

O que esse curioso pássaro tem a nos ensinar?
Vou deixar aqui na íntegra o que se fala a respeito dele. Leia com calma:

Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, parecendo realizar um rodízio entre dois a três ninhos, reparando ninhos velhos semi-destruídos. Quando não há mais espaço para a construção de novos ninhos, o pássaro o constrói em cima ou ao lado do velho…

Logo no início vemos que ele não se conforma em ficar muito tempo no mesmo ninho, ou seja, nós também não podemos nos conformar com a mesmice. Precisamos fazer como esse pássaro que sai em busca de um novo ninho. Com isso, não quero dizer que você deva deixar seu ministério ou seu grupo, muito pelo contrário, mas você fará como o João de Barro, que RECONSTRÓI o ninho semi-destruído.

Atualmente estamos vendo grupos destruídos, ministérios destruídos, coordenações enfraquecidas…
O João de Barro quando percebe que não há mais espaço pra ele constrói um outro ninho em cima ou ao lado do velho, ou seja, ele não se dá por vencido, não desanima. Sempre há um espacinho que lhe é de direito.

Tenha o discernimento de entender que aqui o que vale é a luta, é a restauração e a reconstrução do seu grupo, do seu ministério e até de você mesmo.
A questão não é disputa, onde achamos que aquilo que nós mesmos fazemos é que é bom. Não é isso. Mas fazermos bem e dar lugar também aos outros, pois o João de Barro quando faz seu ninho também oferece a outros pássaros. Ele compartilha, não é só dele…

O pássaro não é de barro, mas apenas seu nome. Porém, que possamos nós sermos de barro, pois assim deixaremos com que o oleiro, o verdadeiro artista nos modele conforme Sua vontade.
O barro quando em contato com a água, amolece. Então não perca tempo: amoleça seu coração, deixe com que a água do Espírito te toque e faça nova todas as coisas em sua vida.

Deus abençoe!
Jorge

7 de Outubro de 2008

Padres vs Servos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Coordenadores, Jovens, padres — admin @ 11:05

Claro que não vou criar polêmica com esse assunto, mas vejo que é importante falar a respeito.
Alguns integrantes da igreja, como por exemplo servos de grupos de oração, ministério de música, equipes de liturgia, etc, têm encontrado problemas no relacionamento com seus sacerdotes.

O que acontece? Muitas vezes há resistência do padre em apoiar alguns trabalhos, “dar carta branca” para certas atividades, enfim… E por quê? Porque vemos muitos abusos, falta de preparo, falta de zelo, falta de formação…

Por outro lado, o padre também conta com uma colaboração mais afinco dos servos, na participação de reuniões, trabalhos específicos, etc. E nem sempre os servos querem compromisso. Só ajudam se forem atendidos primeiro.
E aí gera aquela briga, né?

Em particular vemos resistência de padres que não são muito adeptos à RCC e com isso o grupo sofre, pois ficam limitados na execução de seus ministérios.

Sei também que há sacerdotes turrões, que não ficam satisfeitos com nada que fazemos. As vezes temos até a impressão que a perseguição é só com a gente, pois damos duro, enquanto que outras pastorias são as queridinhas do padre. Não é isso o que pensamos? Às vezes estamos errados, mas nem sempre…
É difícil conviver com um sacerdote que não acompanha nosso trabalho, não incentiva nosso esforço, ou até mesmo critica aquilo que estamos fazendo. Colocam sempre defeito em tudo o que é feito.
E preciso dizer aos padres agora: é por isso que muita gente boa está saindo da igreja. Infelizmente preciso dizer que parte da culpa também é deles. Talvez não inteiramente, mas são bastante responsáveis.
Concordem ou não… são formadores de opiniões e com isso a fé dos fiéis é altamente comprometida.

Bom, minha opinião pessoal diz que ambas as partes estão erradas quando não querem se abrir para um diálogo, para saber mais a respeito e ter uma boa formação sobre algum assunto.
Do meu ponto de vista sempre precisamos sentar e conversar, mas principalemente quando as alfinetadas estão querendo surgir.

O que não podemos é falar mal do nosso padre, criticá-lo e dizer que ele não entende nada. Não é por aí… Na realidade assim é que não vamos conquistá-lo mesmo, pois se existe orgulho da nossa parte, do lado do sacerdote também, pois é um ser humano e quem sabe não pode usar de sua autoridade (errando ou não) e nos proibir de fazer o que gostaríamos?

Todos temos muito o que aprender. Todos temos que dar uma chance e ouvir.
Jesus se sentava com os pecadores e cobradores de impostos, nós no entanto não queremos ouvir aqueles que trabalham conosco pela mesma causa. Depois não me venha falar em perdão e humildade.
E aquela passagem do Evangelho que diz que antes de apresentarmos nossa oferenda ao Senhor devemos nos reconciliar com nosso irmão?

Pois então irmãos, vamos manter a calma, pois o ambiente que Deus está presente é aquele onde há paz.
Temos muito mais a ganhar se trabalharmos juntos.

Aos sacerdotes queridos preciso dizer: temos muitas pessoas boas na igreja. Cheias de boa vontade e loucas por uma oportunidade. Quem sabe não é a hora de abrir o coração e investir nesses irmãos?
Termino pedindo vossas bençãos.

Abraço fraterno,
Jorge

4 de Outubro de 2008

Irmão Francisco…

Hoje, 04 de outubro… comemoramos o dia de São Francisco de Assis.
Esse grande santo da Igreja e que muitas vezes só é lembrado como “protetor dos animais”.
Parece que se esquecem de sua vida de santidade, de suas renúncias, do seu cuidado com os pobres e zelo pela igreja.
Não lembram que um chamado em sua alma ardia fortemente: “vai e reconstrói a minha igreja…”

Hoje nós músicos temos essa missão de continuar aquilo que Francisco começou. Com nosso ministério em mãos precisamos sim, cuidar da nossa Igreja, restaurando-a cada vez mais.
Por isso não temos o direito de destruir aquilo que Francisco começou, pois quando usamos nosso ministério para nos vangloriarmos, estamos distruindo aquilo que ele começou com humildade, carinho e amor.

Alguém que foi capaz de se atirar em uma roseira cheia de espinhos para não ouvir seus desejos carnais, tem muito a nos ensinar.
Alguém que criou o primeiro presépio tem muita espiritualidade para nos ensinar.
Alguém que criou a linda oração “fazei-me um instrumento de vossa paz” é capaz de mostrar-nos que não nosso ministério não vale nada se não formos humildes.

Nosso único desejo, nossa única intenção deveria ser a busca do reino acima de todas as coisas. Viver o amor como Jesus tanto insistiu.
Depois todas as coisas virão em acréscimo.

Deus abençoe!
Jorge

30 de Setembro de 2008

Salvem os grupos!

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 11:54

Queridos irmãos,
Sempre ouvimos daqueles que estão a mais tempo na caminhada e que passam por muitos lugares pregando, que os grupos de oração estão passando por dificuldades. Ouvimos dizer também que a RCC não é mais a mesma, que o povo não crê como antes, que não reza como antes, etc, etc…

Mas quero clamar aqui: Misericórdia!
Principalmente à vcs, que vêem tantos problemas, mencionam tantos erros, mas pouco fazem para ajudar. É muito fácil simplesmente apontar os erros, mas difícil é caminhar junto, no dia-a-dia e ver como é árdua a luta.

Claro, que muitos irmãos também colocam à nossa disposição preciosos trabalhos, como fitas e vídeos de pregação, livros e apostilas, dando orientações aos ministérios e grupos de oração. A esses irmãos, muito obrigado, pois realmente é difícil estar em tantos lugares e ajudando a tanta gente.

Porém, me refiro aos irmãos que ainda não se abriram ao espírito de compaixão e solidariedade.
Vemos por exemplo, irmãos que já foram coordenadores de grupo ou de ministério e que hoje mal participam do grupo, mas adoram botar defeito. Adoram dizer que na época deles o grupo era desse ou daquele jeito. Que o grupo era lotado e que a graça acontecia. Que o povo era sedento e a doação dos servos era outra…

Olha meus irmãos, com todo o respeito do mundo: eu dispenso esse tipo de comentário, pois fique bem claro que isso não vai edificar ninguém e nenhum grupo. Muito pelo contrário, só vai deixar um peso maior sobre os ombros do atual coordenador e dos servos. Muitos estão se doando sim, estão ralando pela causa, mas que por um motivo ou outro as coisas estão difíceis. E isso precisa ser respeitado.

Hoje, falar que um grupo de oração é pequeno ou praticamente vazio é dizer que é um grupo fracassado, mas eu discordo, pois para dizer isso a pessoa precisa ver o que de fato os servos estão enfrentando de dificuldades e provação. Ninguém sabe ao certo o quanto estão dando de si mesmos e o quanto estão orando a Deus por um milagre ou uma mudança.

Sei sim, que há servos no comodismo e que não querem compromisso. Falam demais e ajudam de menos. Sei que muitos poderiam ajudar, mas na verdade estão atrapalhando, pois levam o emblema do grupo de oração por todo o lugar, mas na realidade não servem como deveria. No entanto, não podemos discriminar os grupos que são pequenos, pois podem ser pequenos em aparência, mas grandes em verdade. Grandes em unção…

Irmãos, muito do que escrevo refere-se aquilo que vivo, por isso conto com a oração de vocês. O grupo de oração no qual participo está vivendo esse momento de dificuldade. Precisamos muito de ajuda e imagino o quanto de pessoas precisam também.
Não vamos criticar tanto os ministérios. Vamos é ajudá-los, apoiá-los… visite outros grupos, vai fazer bem para o ego deles. Vai ser um incentivo tenho certeza.

Por isso, termino esse artigo deixando o endereço do meu grupo de oração. Venha nos conhecer, venha nos ajudar.
Aliás, deixe aqui registrado também o endereço, dia e horário do seu grupo de oração.
(Siga o modelo que vou deixar abaixo).

Assim, vamos conhecendo e salvando todo os grupos que precisam de ajuda.

Deus abençoe!
Jorge
Grupo de Oração Providência Divina
Todos os sábados, às 17h.
Comunidade Sagrada Família (Paróquia Santa Terezinha)
Rua Feres Wardini, 35 - Pq. Savoy City - Sao Paulo - SP

25 de Setembro de 2008

Grupo de Oração ou Grupo de Reza?

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 16:38

Eu respeito todas as realidades de nossa Igreja e sei que nem todos são adeptos à identidade da renovação carismática, porém há grupos de oração que são frutos da RCC e deveriam caminhar de acordo com esse tipo de espiritualidade.
Onde estão os dons do Espírito Santo? Onde está a oração em línguas?
É triste sabe que muitos grupos não profetizam, não dão palavras de ciência e sabedoria…. onde estão as curas e os milagres?
Será que as pessoas que estão à frente, como coordenadores, ministros (seja de louvor, de cura, enfim…) não estão crendo com a mesma fé? Será que temos duvidado do poder de Deus?

Se crermos em um Deus grande veremos um Deus grande.
Se crermos em um Deus pequeno veremos um Deus pequeno.

Que Deus você está vendo agir em seu grupo de oração e no seu dia-a-dia?
Por que muitos não estão dando mais os frutos que davam antes?
Por que você tem andado desanimado?
Antigamente você dava o sangue. Vamos lá! Não podemos parar agora, pois o Senhor quer muito mais. Mesmo que pareça estar mais difícil.

Essas perguntas valem para todos nós. E que elas sejam a alavanca a nos levantar.
Vamos lá Renovação Carismática Católica!
Vamos arregaçar as mangas e trabalhar. Força! Oração e ousadia.
Não tenham medo. Apenas é preciso discernimento.

Deus abençoe!
Jorge

4 de Setembro de 2008

Seminário de Vida - parte 2

Em um seminário de vida nem sempre é fácil administrar o tempo que temos disponível, pois além dos momentos de louvor, perdão, etc, que já estamos acostumados no dia-a-dia do grupo de oração, ainda há o momento da partilha, ou seja, em grupos que ocorrem partilha geralmente diminuem o tempo da animação.

Aí já vai uma reflexão: porque sempre que precisam de “mais tempo” no grupo de oração, eles pensam em tirar dos músicos?
Veja só: se o pregador precisa de mais tempo que o normal eles dizem: “tudo bem, qualquer coisa nós diminuimos o tempo de animação”.
Se ao final do grupo houver alguma dinâmica, testemunhos, enfim… adivinha de onde eles arrumarão tempo?

Eu entendo que até podemos fazer isso, mas não podemos perder de mente que o ministério de música é algo essencial no grupo de oração. Não é o mais importante, mas não podemos tratar da música como algo secundário, do tipo que “se der pra colocar eu coloco…” Não pode ser assim. Quanto mais em um seminário…

Há coordenadores e servos que não dão o valor que de fato o ministério de música merece. Somos servos como todos os outros. Não somos melhores que ninguém, mas parece que algumas pessoas não dão valor para alguma coisas:
- os músicos sempre chegam antes para afinar e ligar os instrumentos (ou pelo menos deveriam chegar);
- os músicos estão entre os últimos a sair da igreja, pois enquanto todo mundo está em confraternização no final do grupo, nós estamos lá arrumando e guardando os instrumentos. (Fora quando não sobra comida pra gente…rsss… mas é verdade…)
- como já disse antes um bom músico não “faz tudo na hora”. Ele já vem exercendo seu ministério desde casa, quando separou as músicas, fez as leituras do dia, etc…
- o músico que erra ou desafina fica tão em destaque que alguns nos olham com desdém… ou seja, não podemos errar, pois somos julgados…

Não estou me fazendo de vítima e nem defendendo os músicos. Não somos coitadinhos e não precisamos disso. Mas é preciso reconhecer a importância de cada um no grupo.
Assim como os intercessores têm a difícil missão de rezar e rezar, (até mesmo em outros dias das semanas), os músicos também estão ali dando o seu sangue por amor à Deus.
Mas não é justo que alguns considerem o nosso ministério fácil, onde até dizem: “Ah, o ministério de vcs é fácil… é prazeroso….. o meu é que é complicado…”
Como se músico não passasse por provação, tentações…. como se fosse tudo um mar de rosas.

E onde quero chegar com tudo isso?
Para conduzir um seminário de vida é preciso estar com a cabeça boa, ou seja, todo o ambiente em harmonia, sem desavenças e sem competições. Os ministérios devem se ajudar e não criticar um ao outro. O músico precisa estar com a oração em dia, com a espiritualidade em dia…
O seminário de vida muitas vezes é o cartão de visita do seu grupo de oração. Há pessoas que nunca foram no grupo, mas foram conhecer o seminário, porém só irão voltar se gostarem. E aí é que está o segredo: o músico tem grande responsabilidade, pois a sua postura, sua autenticidade está em jogo.
Assim como a acolhida não pode falhar os músicos também não. Falhar não significa errar acordes, mas estou dizendo que o nosso cantar e o nosso conduzir deve ter uma única sintonia. Aquela que caminha de acordo com o RHEMA (a direção de Deus).

Em um cartão de visitas sempre há o nome de contato da pessoa, não é? Pois então… nós músicos somos o contato. Todos os servos são, sem exceção.
Algumas pessoas só voltarão no seminário se esse contato valer a pena.

Deus abençoe!
Jorge

3 de Setembro de 2008

Seminário de Vida - parte 1

A finalidade de um seminário de vida plena no Espírito Santo é levar os participantes ao batismo no Espírito Santo.
Em outras palavras aprofundamos nossa espiritualidade, de tal forma que criamos uma intimidade com o Senhor.

Geralmente os seminários seguem um padrão e vamos ao “esqueleto”, ou seja, como ele é feito:

São 9 encontros, onde a cada semana é abordado um tema.
Normalmente os temas são:

1º Encontro: O semeador
2º Encontro: O amor do Pai
3º Encontro: Pecado e Salvação
4º Encontro: A fé e a conversão;
5º Encontro: O Senhorio de Jesus
6º Encontro: Nossa Senhora
7º Encontro: Perdão
8º Encontro: Espírito Santo
9º Encontro: Vida em comunidade

Os temas podem se diferenciar, porém o mais importante é fazê-los bem e levar os participantes à uma vida espiritual mais rica e profunda.

Ao término de um Seminário de Vida sempre esperamos que no grupo de oração apareçam mais participantes, mais servos… por isso o trabalho deve ser contínuo, ou seja, formar o povo, a aplicação dos carismas… tudo isso não pode ser perdido. Tanto que, para dar um bom andamento ao grupo é necessário criar em seguida um Seminário de Dons, ou seja, um seminário para aqueles que já participaram do seminário de vida.

Bom, voltando ao Seminário de Vida: é importante que o ministro de música saiba como conduzir cada dia.
Por exemplo: não tem cabimento no 5º encontro, onde fala-se sobre o Senhorio de Jesus você falar apenas de perdão. Até porque esse tema ainda será abordado em outro dia.

Um bom ministro de música estudará os temas de acordo com a Palavra de Deus. Pegará as leituras mais indicadas e rezará com elas. Conduzirá todo o grupo sem se desviar do tema central. Os músicos criarão o clima perfeito para que o pregador venha com a mensagem de Deus para nós.
Se você estudar antes, verá que é possível separar músicas que falem a respeito do tema. Quer um exemplo? Seria legal colocar a música “Invocamos”, do Eros Biondini, no dia do Senhorio de Jesus. Outra música interessante seria aquela do Vida Reluz, “Declaramos”, pois ela diz “declaramos Jesus é o Senhor, pois com grande amor veio salvar…”

Então, além de termos as leituras na cabeça e as músicas mais apropriadas, com certeza o seminário fluirá como uma benção.

No meu ponto de vista a efusão do Espírito Santo deve acontecer em todos os encontros, inclusive nos dias de grupo de oração quando não há seminário.
É claro que muitos precisam de formação, a fim de entenderem o porquê das coisas e até mesmo para não se assustarem. No entanto, é nosso papel clamar o Espírito Santo. É nosso papel querer um reavivamento a cada encontro.

Ninguém é obrigado a concordar, mas particularmente me entristeço em saber que muitos de nós deixamos para fazer a oração somente no último dia do seminário, pois assim corremos o risco de não contar com a presença de todos. Assim, estamos dando mais valor apenas para o último encontro.
Você poderá me dizer que é preciso passar por um trabalho primeiro para depois receber a efusão, mas me desculpe, pois não concordo. Se lermos o livro dos Atos dos Apóstolos veremos Pedro dizendo “pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?”

Em todos os encontros precisamos de uma porção redobrada do Espírito Santo. Em todos os encontros precisamos do batismo e clamar a efusão. Assim nosso grupo será diferente, nosso seminário será diferente. Todos vão querer participar, porque sabem que ali SIM, sente-se a presença e a força de Deus.

Não é uma questão de dignidade, pois não somos mais merecedores do que os outros. Mas o fato é que as vezes colocamos regras demais, freamos a ação do Espírito, mas não podemos fazer isso.

Conduza de maneira diferente. Toque, cante diferente… Os músicos precisam experimentar do Seminário também.
Vocês não estão ali simplesmente para tocar e pronto. Não!
Já vi seminários que fazem momentos de partilha após (ou antes) da pregação, porém nesses momentos os músicos até saiam da igreja, pois diziam que “seu trabalho” naquele momento era aguardar. Imagina!! Os músicos precisam SIM, participar de todos os momentos, precisam de beber da graça, pois não somos cristãos-garçons.
Não estamos ali de enfeite.

Às vezes sinto falta de ver músicos clamando o Espírito Santo. Vejo muitos tocando… e até tocando bem…. muitos cantam com lindas vozes, mas não vejo o ardor, o desejo, a sede do Deus vivo….
Eu quero participar de grupos de oração e seminários, onde ao eu olhar para os músicos eu veja pessoas com desejo intenso de Deus. Que fecham seus olhos, que levantam os braços, que cantam do fundo da alma dizendo: “vem ó Espírito Santo”. Pessoas que de fato querem isso para sua vida.
Não basta simplesmente fazer uma segunda voz ou um solo… ser bom de técnica nessas horas não é o que faz diferença. E para falar a verdade, as pessoas que estão na igreja não estão muito preocupadas com a sua técnica. Elas querem mesmo é saber se com a sua técnica você é capaz de levá-las a Deus.
Esse é o seminário de vida verdadeiro.

Acho que ainda há muito o que se comentar sobre esse assunto. Pretendo continuar em breve….

Deus abençoe!
Jorge

29 de Agosto de 2008

Momento dos Recados

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Coordenadores — admin @ 08:56

Lembrei de algo que ainda não havia comentado aqui no BLOG: o momento dos recados após o grupo de oração ou ao final da missa.

Às vezes acabamos de participar de uma missa maravilhosa e estamos cheios de paz, quando de repente: a hora dos avisos estraga tudo! Por quê digo isso? Porque em algumas comunidades vemos uma tremenda desorganização neste momento. Vamos às coisas mais “comuns”:

- o comentarista dá tantos recados, mas tantos, que no final já esquecemos 80% deles;

- recados com muitíssimos detalhes, por exemplo: nos passam a data de um evento que vai acontecer daqui 3 meses, informando inclusive o endereço, cep, telefone da pessoa de contato, etc. Fora quando não vem uma mini-homilia do que será esse evento;

- outra coisa infelizmente comum de se ver: usam o momento dos avisos para chamar a atenção da assembléia por algum motivo, como por exemplo: dizer que os dizimistas não estão contribuindo ou que as pessoas precisam vir ao grupo de oração ou na reza do terço no meio da semana, enfim…

- dar recados sobre campanhas políticas (muitas vezes até pedindo votos!!)
- longas homenagens e agradecimentos;
- repetem o mesmo recado várias vezes;
- pessoas que nunca vêem em sua comunidade e de repente aparecem, só para dar os seus recados. (E detalhe: não deixam o comentarista falar);

- outro problema: forma-se uma fila ao lado do comentarista, onde cada um quer dar o seu próprio recado. Neste caso o comentarista fica em uma “saia-justa” danada, pois não pode ser indelicado com as pessoas, ainda mais diante de toda a assembléia.

- chegam de última hora e entregam um papel de qualquer jeito para o comentarista, dizendo para ele dar o recado. Às vezes ele já está dando os recados quando chegam “os atrasados”.

Queridos irmãos, vejam só quantas falhas e quantas coisas tristes de se ver. Eu poderia continuar enumerando e tenho certeza que você já viu muita coisa errada também.
Afinal, o que é preciso fazer: conversar com as lideranças e se for o caso participar das reuniões de conselho da comunidade. Levar esse assunto para frente sim, porque é lamentável assistir tamanha desorganização. Pense que muitos estão vindo pela primeira vez na comunidade e não são obrigados a passar por isso não.

Para quê existe o mural de recados se todo mundo quer subir no altar para falar do seu evento, do seu trabalho?
Há trabalhos que acontecem toda semana na igreja (e todo mundo sabe disso), mas fazem questão de anunciar. Por exemplo: “venham participar do grupo na terça-feira… venham rezar o terço todas as sextas… e etc…”
Que tal avisarmos então uma vez ao mês? E depois colocamos o recado no mural. Não precisa ficar avisando toda a semana. É só mais tempo que vamos levar na hora dos recados…

Tem igreja que só na hora dos recados leva quase 30 minutos. É um absurdo!
Gosto muito quando vou em missas e vejo que o próprio padre dá os recados. Gosto porque vejo que a maioria deles sabe como falar, pois resumem, não ficam dando um moooonte de recados. Claro que alguns se excedem e acabamos na mesma, mas a maioria não nos decepciona (rss..).

No grupo de oração também acontece o mesmo problema, mas de modo diferente. Vejam só:
- Há coordenadores que adoram um microfone e pegam a hora dos avisos para fazer uma pregação. Se querem falar sobre um retiro dizem que é muito bom e contam até como foi sua experiência certa vez. E aí vem tooooda aquela história.

- Outra coisa comum: fazer uma “maratona” de orações. Como diz um amigo meu: “as ladainhas”.
Já rezamos o grupo inteiro e no final ainda tem: “Jesus manso humilde de coração”… ave-maria, oração de não sei o quê… e assim vai…

- Ah… tem a “benção solene” também…. alguns coordenadores (ministros ou não) fazem uma cerimônia para despedir o povo que parece brincadeira. Fazem quase a fórmula da missa inteira para finalizar o grupo. Por exemplo: além de fazer o “O senhor esteja conosco…” mas o problema é que depois fazem todas aquelas orações que geralmente fazemos no final da missa…. “O Senhor se compadeça de vós… e que mostre vossa face…”

Gente, estamos no grupo de oração e não na missa. Cuidado com os excessos… os abusos… por isso que a RCC é atacada… as vezes por falta de discernimento dos próprios líderes.

Melhor fazer algo mais simples, mas discontraído e não demorado, pois você já percebeu que tanto na missa quanto no grupo se você demorar demais o povo se dispersa? Começam a conversar e nem prestam mais atenção. Só que o problema é que os amantes dos microfones continuam a falar e falar….
No caso da missa levamos o caso para a reunião de conselho, mas no grupo devemos levar para a reunião do núcleo (que no fundo tem o mesmo sentido).

É preciso abrir a mente dos coordenadores que fazem isso. Não tenham medo de falar. Chamem de canto e com tranquilidade conversem a respeito, dizendo se o momento dos recados não está sendo um pouquinho cansativo para o povo. Se não daria para ser algo mais dinâmico. Algo “diferente”.

Acho que é por isso que já vi muita gente indo embora da missa sem a benção final, pois não aguentaram tanta demora na hora dos recados.
E pra fechar com chave de ouro vem os parabéns. Chama-se todos os aniversariantes, aniversários de casamento, bodas, enfim…. só aí já foi quantos minutos?
Não estou dizendo em ter pressa na celebração, pois já participei de missas com 3 horas de duração que para mim foram uma benção, realmente maravilhosas. Mas estou dizendo que precisamos fazer as coisas bem feitas.

Bom, peguei um pouco pesado aqui hoje, mas espero que não me levem a mal e que tenham entendido.
Não é uma questão de ser apenas crítico, mas para aqueles que tiveram paciência de ler espero que me ajudem a levar essa mensagem para frente, afinal todos nós queremos o melhor para nossa igreja, não é verdade?

Deus abençoe!
Jorge

26 de Agosto de 2008

Você se cobra muito?

Arquivado sob: Grupo de Oração, Cantores, Coordenadores, Fé - Perseverança — admin @ 09:15

Sabe o que acontece? No início de nossa caminhada na igreja damos o sangue, trabalhamos duro e apesar das dificuldades estamos cheios de gás e nos sentimos felizes em servir à igreja e os irmãos. Porém, após algum tempo…. começamos a perceber que as coisas não mudam, notamos os erros que nunca são corrigidos, percebemos que nem todos estão se doando de coração e com a mesma entrega que nós. Em outras palavras, as coisas não estão caminhando da forma que nós gostaríamos que caminhassem. Com isso, acabamos nos decepcionando muito com as pessoas e com os acontecimentos. Vamos nos chateando, nos entristecendo e desanimando…. e aí uma gota de esperança: começamos a nos cobrar! Achamos que se tudo está acontecendo é por culpa nossa, que poderíamos estar mais firmes, com a vida de oração mais intensa. Chegamos a dizer que é culpa nossa o grupo de oração estar vazio, pois se eu tivesse rezado mais as coisas estariam diferentes. Dizemos ainda que se as pessoas saem da igreja é por culpa nossa, pois não soubemos acolher e acabamos explorando os irmãos.

Querido irmão, não se cobre tanto. Lembre-se que Deus está vendo o seu esforço. Ele não quer vê-lo triste, desanimado, sofrendo…
Se Ele te chamou é para uma missão em que sabia que não era fácil, mas acreditava que você poderia ser feliz com ela. E isso é possível!
Se você se cobrar demais daqui um tempo você vai fazer parte dessas estatísticas: “mais um que antes caminhava na igreja e hoje saiu…”

Não queira ser perfeito. Só Deus é perfeito. Às vezes as coisas não caminham da forma que gostaríamos mesmo. Isso é natural, é assim a caminhada.
Até Jesus precisou mudar seus planos. Lembra-se daquela mulher que pedia por sua filha e Jesus disse que não era certo tirar a comida dos filhos para dar aos cachorrinhos? Ou seja, Jesus tinha outros planos primeiro. Mas diante da insistência daquela mulher Jesus se compadeceu e mudou tudo. Atendeu o seu pedido…

É isso o que acontece. As coisas mudam… Não se cobre tanto.
Lógico que precisamos buscar sempre melhorar e crescer, mas também seja grato e feliz com aquilo que têm feito. O que você já faz na Igreja já é motivo de alegria para Deus. Ele se alegra com o seu serviço e com o seu ministério, pois o Senhor sempre se lembra do seu SIM.

Não ache que você não está fazendo as coisas direito. Claro que está. Mas a caminhada é feita de mudanças, assim como a passagem acima…
Quem se cobra demais corre o risco de entrar em depressão, de achar que não é capaz e que não é digno de estar na comunidade. E preciso dizer que você é digno sim, porque foi Jesus quem te chamou: “não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi”. (está no evangelho de João, capítulo 15).

Não diga que não valeu a pena o que você fez. Não diga que você não tem mais o que dar. Não diga por favor que você não sabe fazer nada.
Todos são chamados. Todos são amados e Deus está de braços abertos.

Não esquente sua cabeça. Cobrança demais gera estress…
Sinta-se feliz com o pouco (ou o muito) que você faz. Se der pra fazer mais ótimo, mas respeite seus limites, pois Deus mesmo respeita.

Deus abençoe!
Jorge

18 de Agosto de 2008

Deserto Espiritual

Quero escrever a respeito de dois tipos de deserto:

1º Deserto espiritual - é aquele que a pessoa depois de algum tempo já não sente mais a presença de Deus. Sente até mesmo que sua fé já não é mais a mesma e cada vez mais sua vida espiritual está na “secura”…
É muito comum vermos a desistência dos servos, pois a alegria já não existem mais em seus semblantes… a murmúria e a tristeza estão presentes o tempo inteiro.
Mas deixa eu dizer uma coisa: quem vive esse momento não deve desistir e nem desanimar, pois o deserto é algo que acontece mesmo. Todo mundo passa por isso. Se não passou com certeza ainda vai passar. Há pessoas que vivem esse deserto por anos.

Deserto é para os grandes! Lembre-se que Jesus passou 40 dias em um deserto e foi tentado pelo Diabo. Nem Jesus deixou de ser tentado…
Santa Tereza D’Avila viveu anos sem sentir a presença de Deus. Vejam que coisa! Uma santa e doutora da Igreja e não sentiu a Deus por tanto tempo. Por isso você não pode desanimar e desistir.

2º Deserto espiritual - é aquele em que você mesmo busca um momento a sós com Deus, onde afasta-se por algum tempo e busca fortalecimento espiritual. Como funciona isso?

Você se “isola” mesmo e fica em oração, com jejuns, leitura da Palavra e busca ao máximo intimidade com o Senhor. Ao contrário do primeiro tipo de deserto você sente forte a presença de Deus, pois é intenso o momento. Deus fala no fundo da sua alma e quando sair novamente em missão se sentirá seguro, mais forte e feliz.
É um momento oportuno para obter respostas de Deus, para entender algumas questões que estavam pendentes e que antes você não entendia.

Esse tipo de deserto é uma riqueza muito grande, mas nem todos o buscam, pois não é fácil vivê-lo. Justamente pelo nome: deserto é deserto. Não pense que é fácil ou brincadeira, pois a questão não é simplesmente se afastar e orar… é muito mais que isso. É um momento MUITO profundo de intimidade e até mesmo solidão. Você se isola por algum tempo (isso pode levar muitos dias)… passa por provação, em alguns momentos sente até que é loucura, mas se você perseverar com certeza colherá muitas bençãos.

Quando estamos nesse tipo de deserto espiritual não servimos à Igreja como antes. Deixamos nossos trabalhos, atividades, enfim, deixamos muita coisa de lado. Mas tudo por um motivo: à busca profunda de Deus. A busca de intimidade e fortalecimento do nosso espírito. Mas não se trata de uma busca egoísta e individualista, pois tudo é para a glória de Deus e em favor dos irmãos. Nos fortalecemos sim, mas para depois colocar nosso ministério à serviço mais uma vez, porém abastecidos de graça somos capazes de dar o nosso melhor.
Preciso dizer ainda que viver esta espiritualidade não significa se afastar das pessoas, deixar de falar com elas, pois tudo deve ser feito com muito discernimento. Se você tiver condições de se afastar mesmo, como uma viagem, um retiro, ótimo… melhor assim. No entanto, nem sempre teremos essas opções.
Talvez uma dica interessante seja fazer um retiro em um lugar afastado, com outras pessoas, onde você não conheça ninguém.

Certa vez eu li uma frase que dizia: “A solidão a chama, o silêncio a atrai, o deserto a conquista”.
E é isso mesmo. O deserto é o local de encontro com Deus. É um lugar e um tempo forte de oração.

O Senhor nos chama a uma intimidade e quer falar ao nosso coração. Você já foi ao deserto?
Conte-nos a sua experiência!

Deus abençoe!
Jorge

14 de Agosto de 2008

Deixe-se moldar

Mergulhar nas profundezas do coração de Deus é ter intimidade, abrir-se ao Espírito Santo, é deixar com que Deus nos modele por inteiro, é viver a vida nova na qual temos tanta sede.
É a transformação de nossa vida inteira, independente do que já tenhamos feito. Já não importa o homem velho que fomos, não importa o quanto pecamos e o mal que já fizemos. Mas agora somos nova criatura, pois estamos em Cristo Jesus.

Vamos pensar daqui pra frente. Você precisa se levantar meu irmão. Não pare por aí. Não desanime. Seu ministério é valioso e sua vida é uma benção pra muita gente. Pode acreditar.

Se descobrirmos verdadeiramente a riqueza que é ser um homem espiritual, uma mulher espiritual, jamais abandonaremos essa vida, pois é lindo, é maravilhoso ao mesmo tempo que é simples. Assim como diz a música é uma brisa suave que nos toca, invade e toma o espaço do nosso coração. E a luz que chegará até nossa alma dissipará todas as trevas…

Já não há mais lugar para o homem velho, para as coisas velhas e para o pecado. Sim, o pecado está diante de nós o tempo inteiro, mas já não nos preocupamos tanto com ele, pois o Senhor olha para a nossa luta e é isso o que importa.

Solte sua voz e clame, mas com amor:
“Sim Senhor, eu sei que sou pequeno… sei que sou pecador, mas quero te amar… eu sei que te amo Senhor, por isso vem ó Espírito Santo. Brisa leve, tão suave doce Espírito, Santo de Deus…”

Os carismas vão te acompanhar, a doçura do alto repousará sobre seu ministério e a sombra do Altíssimo te envolverá.
É uma questão de abertura. Quanto mais eu rezo, quanto mais eu busco e quanto mais eu quero, assim irei recebendo.
Basta ser fiel no pouco. E o Senhor confiará muito mais!

Deixe-se moldar, pois vale a pena.

Deus abençoe
Jorge

13 de Agosto de 2008

Preparando as músicas para o Grupo de Oração

Vou dizer à vcs como eu preparo as músicas para o grupo de oração, mas esta é uma forma que EU faço, ok? Não é uma regra e ninguém tem a obrigação de fazer do mesmo jeito, até porque existem formas distintas de trabalhar, realidades diferentes, enfim…

Bom, a primeira coisa que eu preciso saber é qual o tema do dia, ou seja, qual a direção que foi “programada” para aquele dia. Se é que há…. Por exemplo: você pode estar no meio de um seminário de vida e o tema do dia é “O Senhorio de Jesus”.
Então não tem cabimento eu ficar cantando músicas de perdão o tempo inteiro… ou apenas cantando à Nossa Senhora.

Alguns grupos gostam de abordar o Evangelho do dia, então eu leio antecipadamente e vejo do que se trata. Assim, as músicas terão sintonia com o tema.
Desta forma o trabalho dos pregadores não fica tão complicado, pois as vezes eles precisam dar uma volta danada para conseguir chegar ao tema. Por exemplo: vc ficou tocando o tempo inteiro músicas sobre Perdão, mas o pregador vai falar sobre o louvor. Aí ele precisa pegar esse gancho do perdão e ir conduzindo até o louvor. (pelo menos um bom pregador que tenha jogo de cintura vai fazer isso).

“A fase dois” é a seguinte: eu rezo com as músicas que eu vou tocar. Como é isso?
Eu toco e canto sozinho em casa. Enquanto isso vou prestando bastante atenção na letra e percebendo qual é a mensagem que ela pode levar aos participantes do grupo de oração. E aí eu vou conduzindo para mim mesmo.
Um exemplo prático: aquela música “Invocamos” do Eros Biondini. Eu a canto e depois fico dedilhando o violão baixinho e dizendo para mim mesmo: “eu invoco Senhor, o seu nome…. que o seu poder alcance todas as pessoas que vão participar do grupo hoje….” e assim por diante.

Não se trata de um ensaio, daquilo que vou dizer no grupo, mas isso é uma preparação. E costumo dizer que isso se chama intimidade com a música, pois você não vai ficar naquela tensão de decorar a letra na hora em que estiver cantando. Não vai ficar preocupado com as cifras, pois você já se preparou antes. Você já entende do que se trata a música, pois já rezou com ela. Você pode até pegar trechos da música e levar para a realidade das pessoas.

Na próxima fase da preparação das músicas para o grupo de oração eu separo por tipo, ou seja, tenho em mente (ou anotado) mais ou menos quantas músicas de cada estilo eu vou tocar. (Aqui vale lembrar que nem sempre as músicas que preparamos são as que na hora nós iremos tocar, pois muitas vezes o Senhor inspira outras. Isso é fato).
Mas na prática é assim: você pode separar umas 6 de louvor, 3 de perdão, 5 de meditação e assim por diante… Aqui o que vale é ter mais músicas do que propriamente você irá utilizá-las. Porque no exemplo acima, se você separou 3 músicas de perdão você verá na hora qual delas se encaixa melhor, entendeu? Não é para tocar todas.

Infelizmente alguns grupos apenas tocam, tocam e tocam…. acaba uma música e começa outra. E não vemos oração… mas também não deve ser simplesmente oração, mas oração com música, pois é disso que estou falando. E a idéia é essa: enquanto você toca determinada música, você conduz uma oração de acordo com ela. Por isso que eu disse que é preciso intimidade, preparação…

Como estou falando da MINHA realidade deixa eu continuar: eu particularmente não gosto da utilização de folhetos. Repito: estou falando da minha forma de conduzir. Pois sei que há muitos grupos que utilizam o louvemos, folhetos….
No meu ponto de vista é bom utilizá-los por um tempo, enquanto os musicistas estão aprendendo ou caso queiram tocar alguma música específica que eles não saibam ainda. Mas o legal é você ir ensinando a assembléia a cantar.

Sabe por quê eu não gosto de usar folhetos ou o louvemos? Porque no meu ponto de vista as pessoas ficam presas à eles, acabam não se abrindo à mensagem, aquilo que a música propõe. As pessoas acabam não batendo palmas, não levantam os braços. Não podem fechar os olhos para interiorização… enfim, acaba-se por perder muito em unção… e mais uma vez o pregador vai ter um trabalho danado para exercer seu ministério.

Aquele que conduz um grupo de oração pode ensinar as coreografias, as letras, o ritmo…
Você pode começar uma música sem os instrumentos e bem devagar para todos aprenderem e depois aos poucos vão entrando todos os instrumentos.
Conduza com alegria e faça o povo bater palmas, olhar para o irmão do lado, interagir…

As músicas que preparamos para o Grupo de Oração têm esse dever, de tocar o coração dos irmãos, seja na alegria ou na meditação…

Finalizando: não gosto de tocar sempre as mesmas músicas, pois o povo pode enjoar… mas também não gosto de tocar só músicas inéditas. É bom mesclar…. se todas as músicas forem novas o povo pode se sentir assim “por fora” do que está rolando…. eles gostam de participar cantando. Por isso não esqueça: é bom ensiná-los e incentivá-los.

Se você quer uma assembléia participativa você precisa incentivá-los. Uma boa dinâmica é aquela onde dizemos: “Agora só os homens. Agora só as mulheres…” E etc, etc…. há muitas formas…

Algumas sugestões de músicas para o Grupo de Oração poderão ser encontradas facilmente na primeira página desse site. O link chama-se “Partilha entre Músicos“.

Bom, ainda há muito o que falar sobre esse tema, pois essas foram algumas coisas que costumo fazer quando vou “preparar” a condução de um grupo de oração. Espero que te ajude.

Deus abençoe!
Jorge

11 de Agosto de 2008

Não é pela força…

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Fé - Perseverança, Jovens — admin @ 08:21

Impressionante como Jesus era capaz de convencer as pessoas… e ele não obrigava a ninguém. Não ficava de mau-humor… não ficava de cara amarrada…
No capítulo 4 do livro de Zacarias a mensagem é a mesma: “Não é pela força, mas pelo meu Espírito…”.

Tem gente ficando quase rouca de tanto gritar, de tanto implorar para que os outros lhe obedeçam, lhe sigam…
Esse não é o caminho, pois quando somos cheios do Espírito Santo e cheios de amor automaticamente teremos pessoas ao nosso redor. Pessoas que estarão dispostas a dar o sangue pela causa. Isso é fato!
Jesus chamava apenas uma vez e era o suficiente. Nós ficamos insistindo, insistindo… até que forçamos a barra e perdemos os irmãos de uma vez por todas.

Nesse mês de agosto, o mês das vocações precisamos ter em mente que o chamado deve ser definitivo. Então não adianta ninguém se sentir pressionado a servir na Igreja, no grupo de oração.

Por outro lado, há pessoas com medo de dizer sim à Deus, quando Ele na realidade não está pedindo nada demais.

Difícil foi o sim de Maria, onde precisou mudar seu plano de vida para viver conforme os desígnios de Deus.
Difícil foi o sim de Moisés, que jamais imaginava a missão que lhe esperava…
Difícil foi o sim de Abraão, quando Deus lhe pediu seu filho único…

Se não for pela força, mas pelo Espírito as coisas fluirão.
Então rezemos mais… sejamos mais dóceis… assim os irmãos serão tocados. Assim eles acreditarão que é possível seguir.

Deus abençoe!
Jorge

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