22 de Agosto de 2009

A Música no Céu

A canção que eu acredito que será ouvida no céu será aquela do amor, ou seja, a canção dos puros de coração.
Quem estiver no céu verá a glória do Senhor, verá cânticos de adoração em sua maior pureza e com toda a sua essência.

Não estaremos preocupados em quem vai tocar, quem vai ministrar. Não estaremos preocupados com os vocais, se haverá bateria ou teclado.
Não olharemos para o braço do guitarrista para ver o solo que ele estará fazendo, pois entenderemos de uma vez por todas que o mais importante e centro de todas as coisas será o Rei Jesus.
Ninguém vai lembrar de técnica, pois a segunda voz aparecerá naturalmente. Essa segunda voz é a voz da alma…

Faremos parte de um único coral, onde aprenderemos com os anjos o que é a verdadeira adoração.
Veremos Maria Santíssima e todos os santos.
Veremos nossos entes queridos e amigos que tanto amamos.
E na mais linda troca de olhares veremos que tudo valeu a pena.

Ouviremos o mais belo cântico em línguas, que resplandecerá com toda a força.
Os puros de coração verão a Deus e os que lutaram pela justiça serão saciados.

O nosso lugar é o céu. É ali que eu quero cantar…
Eu não sou digno e nem merecedor de nada, mas é o que eu acredito e onde eu quero viver.

Deus abençoe!
Jorge

15 de Julho de 2009

Exercício Espiritual

Eu considero uma revelação o que o Senhor me concedeu hoje, pois eu estava dormindo (no ônibus.. rss…) quando tive um sonho (isso mesmo, sonhei dormindo no ônibus, rss…), mas o fato é que a imagem era seguinte:
Papéis, como post-its (sabe aquele papelzinho amarelo de anotar recado? Então…).
E nesses papéis haviam passagens bíblicas, onde a cada dia eu podia ler um trecho. E o detalhe é que estavam em lugares específicos: como dentro da carteira, em cima do telefone, na geladeira, etc…
Com isso eu já não sei se eu estava acordado ou em próprio sonho tive o discernimento: O Senhor quer que tenhamos um contato maior com a Palavra.

Sabemos que muitas pessoas alegam não ter tempo para ler a bíblia, por isso esse exercício espiritual pode servir pra você.
Então minha dica (ou minha receitinha de bolo) é a seguinte:

Você pegará três pedacinhos de papel.

Em cada papel você anotará uma passagem bíblica, com o trecho e a indicação. Alguns exemplos:
- Até aqui nos ajudou o Senhor” - I Samuel 7,12
- Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi - Jo 15, 16.

E assim por diante…

Mas o detalhe importante aqui é o seguinte: separe apenas 3 pedacinhos de papel! Não mais que isso.

Você mesmo pode escolher as passagens. Não há regras quanto a isso. Simplesmente escolha algum versículo do livro que você quiser.
De repente alguma passagem que lhe chamou a atenção ou tocou o seu coração, não importa. Pode ser um versículo de um Salmo ou do Evangelho. Você escolhe!

Bom, após ter os três papéis em mãos você deixará cada um em um lugar diferente. Por exemplo:
- o primeiro papel você deixa na sua carteira
- o segundo você deixa próximo ao computador
- o terceiro junto ao celular.

Enfim, os locais você também pode escolher a vontade.
A regra é que os papéis fiquem em lugares VISÍVEIS, onde você não terá como passar por eles e ficar despercebido. E obviamente a idéia é que você leia esses papéis.

Então, durante o dia você (quando tiver tempo) fará a leitura desse papel.
Imagine que você está em seu ambiente de trabalho. Sabe quando você dá aquela pausa para beber água ou ir ao banheiro? Então, nessa hora você vai dar uma olhadinha no papel e fazer a leitura (de preferência em voz alta falando apenas para você mesmo).

Caso, você precise usar a carteira por exemplo, logo de cara bateria os olhos na leitura bíblica e o procedimento é o mesmo: ler em voz alta para você mesmo.
Imagine vc dizendo: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”.

E mais legal ainda se você disser no final a citação bíblica. Então ficaria assim:
“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi. Evangelho de João, capitulo 15, versículo 16″.
Deu pra entender? É fácil e simples…

Esses papéis você manterá com você por uma semana, no máximo 10 dias. (Depois você pode jogá-los fora, ou melhor, se quiser pode dar à alguém…. E ainda: se estiver fazendo esse exercício espiritual junto com outra pessoa vocês podem trocar os papéizinhos. Não seria legal?).

Bom, aí você começa tudo de novo, escolhe outras três passagens bíblicas, anote e guarde nos locais desejados (que poderão ser inclusive trocados).

Qual a idéia disso tudo? Trata-se de um exercício espiritual.
É simplesmente um pouco mais de contato com a Palavra de Deus. Um pouco mais de aproximação com o Senhor.
Talvez você tenha no coração um desejo de ler mais a bíblia, mas nunca encontra tempo.

E essa é uma forma de te ajudar, e lhe digo: não é nada demais e nem precisa exigir tanto de você mesmo.
Não queira fazer várias passagens bíblicas ou todo dia uma leitura diferente. Comece degavar, dessa forma, assim você não desanima e nem desiste.
Se você for rígido com você mesmo, se colocar como obrigação aí não adianta… você vai achar chato, maçante e logo desiste… tenha esse exercício espiritual como algo prazeroso e sem obrigações. Não é nada impossível, por isso faça essa experiência!

E tem mais: lendo por dias seguintes você acabará memorizando algumas passagens. Isso é muito legal também.

Depois me conte a experiência. Não coloque empecilhos sem antes ter começado. Não diga que vai ser chato ou que não adiantará.
Fala o teste. Faça a experiência! E depois você nos diga o que você achou… Testemunhe aqui as maravilhas que o Senhor realizou em sua vida.

Tenho certeza que todos gostarão de ver o seu testemunho aqui no site.

Deus abençoe!
Jorge

2 de Julho de 2009

Músicos estacionados

Deus quando toma uma decisão Ele não brinca ou fica em cima do muro como nós, por isso se você recebeu o chamado para servi-lo, seja na música ou em outro ministério acredite: é pra valer! Deus vai te capacitar e te dar tudo o que for necessário para que você cumpra BEM a missão.

Lembro que certa vez liguei para um irmão chamando-o para cantar comigo em uma missa e então ele disse:
“Ah irmão… vc sabe como está minha situação… EU ESTOU PARADO… não estou mais cantando no grupo de oração e até mesmo na missa raramente apareço… nem m e considero mais músico…”
E eu (insistente como sou) repliquei: “Mas irmão, como você me fala uma coisa dessas? Vc pode até estar passando por um momento difícil, mas não diga isso. NÃO DIGA QUE NÃO É MÚSICO E QUE SEU MINISTÉRIO ACABOU, porque Deus age através de você. Esse é o ministério que Deus lhe confiou, é um DOM que Ele te deu..”

Bom, acabei não ganhando a discussão, porque de fato ele não aceitou o meu convite e estava super-desanimado. Mas também pudera, eu entendia e respeitei sua decisão. Eu acompanhei bem de perto sua caminhada. Era um irmão dedicado, realmente de Deus. Ativo na comunidade e estava presente em tudo o que podia. Chegou fazer parte de uma comunidade de aliança e tudo caminhava bem. Claro que existiam muitos ventos contras e as provações eram cada vez maiores, mas mesmo assim ele (e seus irmãos) perseveravam na caminhada. Até que aconteceram muitas coisas e resumindo a Comunidade se desfez, ele saiu do grupo e consequentemente houve um rompimento de suas atividades. Aliás, não apenas de sua parte, mas de vários integrantes… vários mesmo, que inclusive hoje estão afetados. Alguns já erguidos, outros se erguendo e infelizmente alguns ainda à se levantar. (E com fé em Deus haverão de superar).

Com essa introdução eu quero dizer o seguinte: muitas vezes nós músicos usamos essa expressão: “Estou parado, não estou mais tocando, cantando…”
Meus irmãos, eu faço um apelo agora: não diga mais isso, que está parado, pois aquilo que Deus nos confiou é para valer. Na realidade também não sei explicar como deveríamos dizer quando não estamos exercendo o nosso ministério, mas o fato é que passamos por momentos de deserto, por momentos de silêncio e pelas mais diferentes experiências e tudo o que não podemos fazer é PARAR. Porque quando paramos de fato, esfriamos. E aí é difícil retomar, é difícil recomeçar, pois conhecemos um outro lado da história, onde já não temos obrigações, mas simplesmente confortos e prazeres, chegando até mesmo a pensar que “é melhor assim, longe da igreja…”
Nunca será melhor ficar longe da igreja! Pois a Igreja é o corpo místico de Cristo e não podemos ficar afastados.

Preciso ser bem transparente com vocês, pois esses pensamentos também me visitam, onde me coloco em dúvidas se de fato estou exercendo o meu ministério.
Por que digo isso? Porque alguns meses atrás eu (e meus irmãos) experimentamos uma dor muito grande e forte, que inclusive nos afeta hoje: o término do nosso grupo de oração. Só Deus sabe o que vivemos e o que passamos. Mas o pior é você terminar algo querendo continuar…. não estou me fazendo de vítimas, pois quem sabe a história sabe do que estou falando. Mas praticamente fomos forçados a encerrar nossas atividades. Foi muito dolorido e ainda é, mas acreditamos na Palavra que diz “tudo concorre para o bem daqueles que amam o Senhor”.

Então quando tudo isso aconteceu fiquei me perguntando: “E agora como vai ser? Como vou servir o Senhor e onde vou exercer o meu ministério? Onde vou tocar e cantar? Pois são as coisas que mais me apaixonei no exercício de servir a Deus…”
Contei com a presença forte e consoladora de minha esposa que sempre me apoiou e me deu forças dizendo: “Calma, Deus sabe tudo… Ele sabe o que é melhor pra nós”
Eu me sentia como um desempregado e que precisa sustentar uma família. Eu queria resolver as coisas rápido e inclusive pensei sobre esse site “Oficina da Música Católica”, no qual cuido com tanto carinho. Pensei: “serei um hipócrita em falar de servir na igreja se agora nem eu estou cantando mais… como vou falar de música se não toco mais o meu violão?…”

Como eu disse acima Deus não brinca e se nos chamou é para valer, por isso tenho aguardado em paz, mas atento, pois Deus sempre fala. E o mais incrível e maravilhoso é que após essa enchurrada de acontecimentos o meu site passou a ser mais acessado. Tenho recebido o triplo de emails que recebia. Estou sendo convidado para pregar em muitos lugares e justamente para falar aos ministérios de música. E sendo bem sincero acabo questionando o Senhor dizendo: “mas Senhor, justo agora o Senhor me chama? Não seria melhor eu me acertar primeiro? Me firmar em um ministério e na comunidade?” Mas a certeza que chega ao meu coração é que todos esses chamados são respostas do Senhor, como que dizendo: “Veja, o seu ministério não acabou. Quem disse que acabou? Foram homens? Eu o Senhor não disse isso, por isso continue… continue a evangelizar… tudo ao seu devido tempo…”
E isso me conforta muito porque lembro da Palavra que diz: “existe um tempo pra cada coisa (Ecl 3)”

E assim tem sido irmãos… vou caminhando, pois se o Senhor colocou essa certeza no meu coração então devo continuar. Continuar evangelizando na certeza que não estou sendo hipócrita, muito pelo contrário, procuro dar à vocês alguma ajuda, qualquer dica, tudo o que eu puder colaborar, pois “de graças recebestes, de graças dai…”

Você pode até estar estacionado, mas não parado, pois são coisas bem distintas. Existe uma grande diferença nisso. Estar estacionado é estar por algum tempo, mas existe uma certeza de recomeçar. Estar parado e sinônimo de abandonar, de não querer mais. E olha só: quem se apaixona pelo Senhor de verdade não pensa em abandonar tudo, pois “um verdadeiro adorador não volta atrás”, como nos diz o padre Roberto da Toca de Assis.

Se alguém me pergunta o que estou fazendo na igreja eu digo: “estou caminhando irmão… devagarzinho, mas eu vou…”
Vamos caminhando na graça, pois o apóstolo Paulo também nos ensinou isso: “Só a graça de Deus já nos basta…”

E quero terminar dizendo a vocês o mesmo que tenho ouvido do Senhor a cada dia:
“O seu ministério não acabou. Quem disse que acabou? Foram homens? Eu o Senhor não disse isso, por isso continue… continue a evangelizar… tudo ao seu devido tempo…”
Eu Jorge, não posso lhe dizer quanto tempo vai demorar essas turbulências, mas posso dizer uma coisa: fomos escolhidos e somos amados. Não somos melhores que ninguém, mas se Deus nos escolheu é preciso ir até o fim… porque vale a pena!

Deus o abençoe!
Jorge

15 de Abril de 2009

Músicos experientes

Ontem eu estava ounvindo no meu carro um CD do Tom Jobim e o interessante é que antes de cantar uma música ele fez vários agradecimentos, mas em especial ele dedicou aquela música aos formadores dele, aqueles que tiveram paciência com ele e se dedicaram no ensino de sua musicalidade.
Achei muito bonito e a partir disso me veio a inspiração de escrever esse artigo…

Temos muito a aprender com os músicos mais experientes. Seja na técnica ou na experiência de caminhada na igreja.
Quando no coração desse músico ainda existe a docilidade, a paciência, o gosto em partilhar, todos saimos ganhando, o grupo de oração, todo o ministério de música, enfim, tudo caminha bem e em harmonia.
No entanto, os músicos mais velhos de caminhada tendem a ter alguns problemas:
- a soberba e o orgulho (acham que sua técnica já chegou em um nível tão alto que não aceitam tocar com músicos iniciantes);
- acreditam que sempre estão certos, só porque estão há mais tempo na igreja;
- alguns ficam presos a acontecimentos do passado e nunca querem se atualizar (seja no repertório de músicas ou em dinâmicas, dizendo que antigamente era assim e tudo dava certo). Lembremos que o Espírito Santo é sempre novo….
- infelizmente da boca do músico mais antigo não sai obrigado e muito menos pede ajuda. É como se ele estivesse se rebaixando. (Parece até que esqueceu que Jesus lavou os pés dos discípulos);
- o músico mais velho de caminhada tende a ficar analisando os mais novos ou integrantes de outros grupos. Olhando como eles ministram, se estão desafinados, se isso ou aquilo…. ou seja, ele não consegue mais experimentar da graça. Aliás, até consegue sim… quando são músicos com técnica mais apurada ou ainda quando são músicos famosos… aí eles até se abrem para graça. (Isso as vezes….)
- músicos “velhos” acreditam que apenas o seu jeito de conduzir, de tocar e cantar é que é o certo…
- e uma coisa infelizmente triste é que os veteranos nunca acham que a mensagem é pra eles, pois eles já sabem muito bem disso. Sempre acham que a pregação é para os novatos… muitos até nem se interessam em ver a pregação, em especial quando o pregador é novo na fé também ou se a leitura é alguma que eles consideram “as de sempre”…. lembremos que a Palavra é sempre nova e Deus faz nova todas as coisas, por isso Deus pode tocar nossos corações da forma que Ele quiser, com quem Ele quiser, quando Ele quiser e utilizando de quem ele quiser.

O problema é que o fato de estar muito tempo não igreja não significa que somos experientes. Experiência vem com o tempo, isso todos sabemos, mas há músicos que são velhos de igreja, mas são novos no grupo de oração por exemplo. A dinâmica é outra, a espiritualidade é outra…
Temos muito a aprender com os novos: eles sempre acreditam que é possível melhorar. Eles estão sempre na sede do Deus vivo, querendo experimentar o fogo do céu. (Os mais antigos já estão “acostumados demais” com isso…).
Os neófitos (novos na fé) estão sempre felizes e dispostos a ajudar. Não tem tempo ruim. Não ficam escolhendo nada, pois o importante é colaborar. (o outro em compensação anda sempre resmungando ou reclamando, com cara feia e a simpatia já não é mais o seu forte).

E lógico também, que o músico veterano, o experiente tem infinitas qualidades, isso não podemos esquecer. Ele já passou por muitas coisas, já presenciou muitos momentos e principalmente: já fez muito pela igreja e pelos irmãos. Não podemos descartar isso. Quantas e quantas pessoas já não foram formadas por eles também?
E isso é o que desejamos, que esse estilo, que essa forma de caminhar nunca se perca.

Irmãos, há casos e casos… lógico que fui ao extremo com alguns exemplos, mas isso é fato em alguns lugares. Você músico que já está na caminhada há um bom tempo e que continua na humildade, trabalhando com amor, meus parabéns, continue assim e que Deus abençoe o seu ministério. Você porém, que notou que precisa ser lapidado em alguns pontos, procure renovar-se por favor, por amor a Cristo, mas por amor também ao ministério que Ele te confiou. Esse ministério que um dia você aceitou com um SIM verdadeiro e cheio de alegria.

Todos somos irmãos e ninguém é melhor que ninguém. E na realidade só queremos ver nossos músicos experientes cada vez mais lindos e ungidos, caminhando na humildade e simplicidade. Trazendo cada vez mais ovelhas para o rebanho de Nosso Senhor.

Deus abençoe!
Jorge

16 de Fevereiro de 2009

Obediência no ministério de música

Quando falamos em obediência automaticamente nos vem à cabeça uma idéia de submissão, onde alguém “manda” e outro “obedece”.

Ser obediente na verdade é muito mais que obedecer. É uma disciplina, onde só é capaz de alcançá-la quem vencer seu próprio interior.
Como funciona isso?
Em nosso dia-a-dia temos para nós mesmos que aquele que manda é na verdade um chefe, um superior, ou em outras palavras alguém mais importante ou influente que nós. Mas não é bem assim. Aquele que obedece é na verdade livre…

Obedecer não quer dizer obediência, pois eu até posso fazer algo que me peçam, mas meu coração pode estar distante.
Quando eu tenho no meu coração a OBEDIÊNCIA, aí sim estamos falando de um dom, de algo que vem do alto, do coração de Deus.

O servo obediente é aquele que tem mansidão no seu coração, que não obedece por obedecer, mas obedece porque sabe das coisas. Procura entender que, quando ele coopera todos saem ganhando. Ele sabe que as vezes existe uma hierarquia sim, mas não por grau de importância, mas sim porque cada um é responsável em lançar sua semente. E tudo tem sua hora.

Nós que somos do ministério de música precisamos por demias desse dom (da obediência), pois como artistas de Deus a soberba e a vaidade nos visita muitas vezes, mexendo com nossa sensibilidade e atitudes.
Para ser obediente é preciso ter coragem, pois lembremos que a obediência de Jesus o levou até a morte.

Ministério de música que não tem obediência ao sacerdote, à igreja, aos coordenadores não chega muito longe. Aliás, chega… mas sem alicerce… muitas vezes sem casa.
Conheço ministérios muito bons tecnicamente (e até espiritualmente), mas se você perguntá-los de qual paróquia participam…. eles não poderão responder. Bateram muitas vezes de frente. Enfrentaram quando era hora de obedecer. Brigaram quando era hora de silenciar.

A obediência é uma virtude que poucos alcançam. Tanto que os santos buscavam em comum esses três itens: castidade, pobreza e obediência.
O músico que reconhece o seu lugar, a sua pequenez, sempre terá próximo de si grandes amigos. Terá um ministério forte, unido, capaz de obedecer uns aos outros, justamente porque o amor mútuo e o respeito vêem em primeiro lugar.
Quando vemos um músico que acha que só a opinião dele é a que vale, infelizmente é o princípio de uma catástrofe, pois como diz o ditado: “quanto mais alto, maior a queda”.
A desobediência foi o primeiro pecado que apareceu, (lembremos de Adão e Eva). E o coração de Deus se entristeceu…
Talvez seja o pecado que mais entristeça o coração de Deus. E é justamente isso que não queremos, não é verdade?

Não obedecemos porque levamos ordens. Mas obedecemos porque amamos, porque sabemos que para alguém é importante que sejamos assim.
Os pais quando desejam que seu filho seja obediente, é porque desejam o melhor para o seu filho. Esperam que ele seja um homem bom, justo e de caráter.

E é isso o que os coordenadores fazem conosco: buscam o nosso melhor.
Ser obediente também não significa dizer SIM para tudo que lhe pedem, mas avaliar todas as situações. Todos sairão ganhando com isso? Irmãos estão sendo promovidos através da minha obediência? Muitos serão edificados?
Maria disse SIM. E com essa obediência chegamos até Jesus.

Você com o seu SIM pode levar muitos irmãos até o céu. Disso eu tenho certeza….

Deus abençoe!
Jorge

2 de Fevereiro de 2009

Músicos afastados

Em especial aos músicos que estão afastados da igreja: andei refletindo muito nesses dias sobre nosso ministério e cheguei a algumas conclusões:
Aquele que recebeu verdadeiramente o chamado e tem o dom da música jamais pode abandonar seu ministério. Sabe por que? Porque é a nossa essência, é o nosso jeito de servir a Deus. É assim que somos felizes servindo, com o nosso cantar, com o nosso tocar. E tudo isso não pode ser jogado para o alto de uma hora para outra.
Eu até entendo que turbulações aparecem, mas depois de um tornado, uma tempestade sempre é hora de olhar em volta e recomeçar.
Eu não sei por quanto tempo temos que esperar para recomeçar, pois cada um sabe de suas dores, mas em algum momento será hora de retomar as atividades.
Em algum momento será preciso de coragem para olhar os cacos e humildemente se levantar, caso contrário, me desculpe dizer, mas o seu ministério por excelência não era esse, pois quando amamos algo sentimos falta… e se você já não sente mais saudade, se não sente mais dor é porque já é uma página virada em sua vida e que essa página não será reconstruída. Será simplesmente lida como passado.

Aqueles que se apaixonaram pelo chamado retornarão, com certeza. Quando menos esperarmos lá estarão eles. Muitos talvez nem acreditem… outros ficarão avaliando ou quem sabe até torçam contra, para que nunca voltemos, para que não dê certo, pois nossa presença incomoda as vezes… em especial aqueles que não querem nada com nada.

O meu intuito aqui não é julgar ninguém. Jamais… aliás, dos músicos que conheço e que estão afastados eu sinto muita falta de vê-los exercendo aquele ministério que um dia foi causa de tanta alegria em seus corações. Quantas vidas não foram transformadas através de suas mãos e de suas vozes…
Eu mesmo sinto falta do meu ministério, quando vejo que ele está estacionado… talvez seja até melhor usar essa palavra: “estacionado”, mas nunca “parado”, pois aquele que estaciona é apenas por um momento (seja o tempo que for), mas aquele que para é porque desistiu da caminhada.

Torço para que todos se levantem, na certeza de que muitas vezes Deus faz isso com a gente mesmo: nos ensina a recomeçar, para que jamais o orgulho tome conta de nós.

Deus abençoe!
Jorge

1 de Dezembro de 2008

O Amado de Deus

Olá amigos,
Minha reflexão de hoje é em cima de uma música do Vida Reluz (O Amado).
Hoje entendo um pouco mais sobre essa música, pois diz muito da realidade que estou vivendo.
Não vou deixar a letra inteira, mas algumas partes, que gostaria de saber se também dizem da sua vida.

“Vejam só aonde eu fui chegar / Não imaginei ir tão distante assim
Teu olhar por certo me atraiu / E a sua voz ainda ressoa em mim…

… Dono de mim não sou / Me acostumei ser Teu
Lutei pra chegar até aqui / Pois trago em mim Teu amor…
Desde que te encontrei e em Teu caminho andei / Teus passos imitei e decidi não voltar…”

Cada vez acredito mais que a essência da letra de uma música só pode sentir aquele que a experimenta.
Quando vejo partes dessa linda canção como “me acostumei a ser teu…” fico pensando na escolha que fiz para minha vida, quantas vezes consagrei a minha história, minha família, meu ministério e o meu servir. Me acostumei a ser de Deus….

Por fim, a música ainda diz algo interessante: “Dizem que o mesmo já não sou / Mas trago em mim Teu amor…”

À partir do momento em que pessoas disserem que já não somos mais os mesmos, fiquemos felizes, pois já é um pouco do Cristo que estamos deixando transparecer em nós.
E assim poderemos cantar: “Sou do amado meu… e o meu amado é meu…”

Deus abençoe!
Jorge

24 de Novembro de 2008

Ternura de Mensagem?

Um amigo meu já me dizia que “não é a mensagem em si que faz a diferença, mas a forma em que ela é transmitida”.

Vejam só: imagine que eu precise chamar a atenção de alguém por algum motivo, talvez por algum erro, sei lá… eu tenho muitas formas de dizer isso, porém imaginem que eu tenha digo com rispidez e grosseria. Porém outra pessoa, vai dar essa mesma notícia e comece assim: “olha irmão, eu tenho uma coisa que é difícil para se dizer, mas que precisa ser dita. Por favor não me leve a mal, mas…”
Soa ou não soa diferente?

Da mesma forma é a nossa música. Ela alcançará não apenas os ouvidos, mas também o coração e os sentimentos das pessoas, porém depende muito da forma que estamos nos expressando. Depende de quanta emoção, de quanta entrega eu tenho colocado.
Da mesma forma que há uma frase de Sao João da Cruz, que diz: “coloque amor onde não há amor e colherás amor…” também podemos dizer isso em nossas músicas: Coloque vida e colherás vida. Coloque emoção e as pessoas sentirão essa emoção. Coloque qualidade na execução e colherás admiração e respeito (lembrando que nada é para o nosso próprio ego).

Bom, eu citei exemplos relacionados à música, mas e em nossa vida de uma forma geral: Como você tem transmitido sua mensagem?
Ninguém tem nada a ver com os nossos problemas, por isso independente de como estamos precisamos sempre ter ternura em nossa maneira de falar e agir.
Fácil não é, mas também não é justo “descascar o abacaxi” nos irmãos…

Se não tomarmos cuidado teremos sérios problemas com nossos amigos e familiares, pois é como eu disse acima: “não é a mensagem em si que faz a diferença, mas a forma em que ela é transmitida“.
Há várias coisas que precisam ser levadas em conta: como falar, em que momento, diante de quem, etc…
Com discernimento e ternura chegaremos longe. Se Deus quiser…

Deus abençoe!
Jorge

20 de Novembro de 2008

O deserto do músico

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Compositores — admin @ 17:51

Só é capaz de suportar o deserto o músico que for como João Batista, que não se preocupava com sua própria condição, mas vivia feliz com aquilo que Deus lhe dava a cada dia. E uma das coisas que Deus dava era a certeza de seu ministério. No caso de João Batista, a certeza era que ele era apenas uma voz… uma voz que clamava no deserto.
Para ele não importava se as pessoas estavam ouvindo ou se estavam praticando aquilo que ele pregava. O que importava é que ele devia fazer bem o seu papel, sua missão… pregava a conversão do coração, pregava o amor e a caridade, chamava os irmãos à um batismo que lhes devolvesse sua essência e que depois poderiam continuar suas vidas em paz.

Alguns hoje também vivem em meio ao deserto, porém ficam preocupados demais se os outros estão ouvindo, se estão seguindo sua voz.
Outros querem mostrar que estão no deserto da aridez, aquele deserto espiritual onde já não se sente a presença de Deus. E com isso se gabam, achando que todos devem admirá-lo por passar por tantas provações e continuar firme na caminhada. Mas aí fica uma questão: será que estão firmes mesmo? Será que estão sendo fiéis mesmo?

A experiência do deserto traz a nós crescimento, desde que saibamos vivê-lo. E como vivê-lo?
Como Jesus, sem reclamar, com espírito de paz e oração. Tendo a certeza que Deus está sempre presente, independente da provação.

Um músico é chamado a trilhar muitos caminhos, mas se por ventura, você estiver no deserto, não se desespere: viva bem o seu momento, tenha paciência, tenha calma. Cada coisa acontece no seu tempo, por isso persevere naquilo que acredita o seu coração.

Deus abençoe!
Jorge

12 de Novembro de 2008

A unção do alto

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Compositores — admin @ 12:03

Há uma frase de um poeta que diz: “somos aquilo que acreditamos ser”.

Muitas vezes é verdade mesmo, porém depende muito daquilo que assumimos para nossa vida. Por exemplo:
Uma vez participávamos de um retiro, onde a pessoa que conduzia pedia para que os coordenadores ficassem ao centro de um círculo e recebessem orações dos irmãos. Ao final da oração eu partilhava com um irmão que havia orado por mim e ele me disse uma coisa que jamais eu vou esquecer e que, apesar da responsabilidade e de minha pequenez eu resolvi assumir pra mim. Ele disse:
enquanto eu orava eu via saindo de você muitas notas musicais e claves… elas saiam de vc e no alto elas se partiam… porém ao se partirem gotas de óleo saiam delas e caiam sobre as pessoas e elas eram curadas…” Ele completou: “é a unção que Deus está lhe dando através do seu ministério. É o dom da cura através da sua música…

Irmãos, eu partilho isso com muita humildade, mas de maneira alguma me vanglorio disso. Também não me considero portador de bençãos especiais. Não é nada disso… O que eu quero dizer é que se você confiar, se você assumir para sua vida aquilo que Deus lhe colocou…. você pode chegar longe.
Sei que naquele momento me senti pequeno, mas agradecido a Deus, pois sei a miséria que sou… Assumi para mim e comecei a acreditar mais e mais que minha música pode levar cura aos corações, independente se canto bem, se toco bem, isso não importa. (ajuda é claro) Mas o meu desejo de lapidar o meu ministério aumentou, pois agora quero ser o portador da cura de Deus.
E essa é mais uma das missões de um ministério de música: ser como o arcanjo Rafael, que leva a cura até as pessoas.

Da nossa parte devemos assumir isso: somos pequenos, mas que nosso ministério possa curar muitos corações.
Não importa o momento que estejamos passando. Se Deus te escolheu é porque Ele tem um plano e nunca faz as coisas pela metade.

Jesus eu confio em vós!

Deus abençoe!
Jorge

29 de Outubro de 2008

Sempre as mesmas músicas!

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Compositores — admin @ 13:11

Algumas vezes somos tentados a cantar ou tocar apenas as músicas que gostamos, no entanto, nem sempre é o correto agir assim.
Eu por exemplo, quando comecei na igreja não gostava de tocar de jeito nenhum as músicas da Campanha da Fraternidade. Quando chegava nessa época o padre sempre nos cobrava e eu esquivava, colocando outras músicas. (obediência nada….) Com o tempo fiquei obediente.

Bom, outra situação comum: “ah, se for pra tocar essa música eu não quero… só toco se for tal música…”
Queridos… a música precisa atingir os corações, e particularmente penso que deve atingir o nosso primeiro quando estamos nessa fase.
Nem que seja por pura obediência, mas devemos exercer o nosso ministério na fidelidade.
Há dias em que realmente não gostaríamos de tocar uma determinada música, mas somos portadores de uma mensagem. E que deve ser levada, pois embora o nosso coração esteja fechado, muitos serão tocados por aquela música. Sim, aquela música de novo!

Eu mesmo, conheço um irmão que me disse que no grupo de oração dele sempre tocam as mesmas músicas de Espírito Santo, de louvor, etc… sempre as mesmas!

Temos toda a liberdade do mundo de conversar com o coordenador do ministério, com os integrantes e até com o padre em relação ao repertório, mas quando já estivermos com as músicas em mãos não podemos reclamar… vamos em frente, exercendo nosso ministério e colocando amor em nossas atitudes, pois a música também chega diferente ao coração das pessoas quando colocamos amor e entrega.
Quantas vezes já pensei: “poxa, de novo tocar Restauração (do Dunga)…. de novo tocar “Louvado seja o meu Senhor”… mas só Deus sabe o quanto de almas são resgatadas quando tocamos…. aqui não é o nosso EU que deve estar à frente, mas a vontade do Senhor, por isso mãos à obra.

É comum ainda dizermos “estou enjoado daquela música”.
Veja bem, somos humanos e se sobrecarregados de cantarmos sempre a mesma música, em todo o grupo de oração, em toda a missa, é possível SIM que fiquemos enjoados. No entanto, além de ter a liberdade de selecionar novas canções, também podemos tentar executá-la de modo diferente. Quem sabe se em um novo ritmo você não se aproxime dela novamente?
Com isso, não quero que me interpretem mal, pois não estou “quebrando” nenhuma regra, não estou desrespeitando o autor da música. Também não é plágio… mas trata-se de uma forma de tentar se aproximar daquela música que um dia tocou tanto o seu coração. Como disse acima, somos humanos… e quem nunca ficou enjoado de alguma música? Seja de tanto ouvirmos, cantarmos ou tocá-la…
Talvez alguns não concordem com minha opinião, mas é o que faço, pois tantas músicas que nasceram do coração de Deus não podem ser perdidas com o tempo…

Por fim, precisamos sempre pedir a Deus a graça de mais uma vez essa música fazer em nós novas todas as coisas.

Deus abençoe!
Jorge

27 de Outubro de 2008

À beira do abismo

Engraçado como é a pedagogia da mamãe águia.
Ela empurra seus filhotes do alto de um abismo, para que eles mesmos descubram suas asas, caso contrário não haverá propósito em suas vidas. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o que é ser uma águia.
Eu até imagino que para a mamãe águia é uma tarefa difícil, pois ela acaba vendo seus filhotes com medo de cair e com isso seu coração também fica apreensivo. Mas ela sabe que é o melhor a se fazer e com certeza eles conseguirão voar.

Quantas e quantas vezes nos sentimos encurralados, à beira de um abismo, onde achamos que o melhor a se fazer é voltar, recuar, desistir… no entanto, Deus quer é nos empurrar…
Deus permite que cheguemos à beira do abismo para que possamos voar. E Ele nos capacita para isso!

E aí meu irmão, você que está prestes a ser “empurrado”… Vai abrir suas asas e voar, segundo o desejo de Deus ou vai se prender aos seus medos, dúvidas e inseguranças?

Pense nisso: se cremos em um Deus grande veremos um Deus grande.

Não pense que o abismo é simplesmente um lugar sem escapatória, mas pense que é um lugar onde poderemos superá-lo com a visão que ele nos proporciona.
Quando acharmos que não tem mais saída, que já não sabemos o que fazer, só basta uma coisa: confiar no empurrão de Deus!

Deus abençoe!
Jorge

22 de Outubro de 2008

Conteúdo admirável

Atualmente vemos muitos cantores famosos, onde muitos desejariam estar ao seu lado e quem sabe até tocar junto com eles.
Ministérios invejados, onde muitos procuram derrubá-los e tudo porque não suportam seu sucesso ou simplesmente por inveja… mas também há os ministérios que muitos gostariam de fazer parte porque atualmente “está na moda”. É o que mais toca, o mais chamado, o mais conhecido.
Vemos uma busca desenfreada para fazer parte da mídia, do reconhecimento.
E engraçado que ninguém quer fazer parte do ministério pequeno, daquele que não é conhecido e que tem poucos instrumentos. Seus músicos são iniciantes e aparentemente “nunca chegarão a lugar algum…”

Jesus no entanto, fazia milagres e pedia que não contassem nada a ninguém.
Jesus estava sempre no meio dos mais simples, dos desconhecidos.
Jesus se sentava ao lado dos pobres, pois sabia que eles não podiam retribuí-lo da mesma forma dos ricos.

Há pessoas que são lindas externamente, mas ao conhecê-las não encontramos a mesma beleza em seu interior.
Alguns são admirados pelos status e reconhecidas pelo trabalho que exercem. No entanto, acredito que quando chegarmos ao céu Deus nos cobrará os resultados e não pelo que fazíamos (pois é necessário fazer bem e não simplesmente fazer).
Refiro-me aos frutos que de fato demos e que permaneceram, pois a Palavra nos diz isso: “para que dêem frutos e frutos que permaneçam…” (Jo 15,16).

O conteúdo que mais deveria nos chamar a atenção é daqueles que de fato amam, que praticam a caridade, que são humildes.
Os ministérios que mais deveríamos gostar deveria ser aqueles que ao crescerem em sucesso têm em sua essência a frase de João Batista que dizia: “é necessário que Ele cresça e eu diminua…”

O que me admira não é um solo incrível de um guitarrista, pois isso qualquer um com muito estudo pode alcançar, mas o que me admira é ver que alguém tão bom tecnicamente consegue ser humilde como pessoa e não se distancia dos mais simples. Não esquece de suas origens, sua família, seus amigos, sua paróquia…

Tem gente correndo atrás de vasos ocos, aqueles que mostram por fora que são lindos e por isso chamam a atenção, mas depois de um tempo vemos que seu conteúdo não nos agrega em nada. E simplesmente porque a verdade não está neles. E a verdade sempre prevalece no final.

Aquilo que procuramos à finco com certeza encontraremos. Isso é certeza.
A questão é saber aquilo que você está procurando é para sua glória ou para a glória de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Outubro de 2008

Meu único modelo: Jesus!

Uma vez estive participando em um retiro, quando notei que no estacionamento havia um carro desligado, porém o motorista havia esquecido as lanternas ligadas. Como eu não sabia quem era o dono eu precisava avisar alguém que fizesse parte da equipe de organização do evento.

Nesse momento estava acontecendo o intervalo e os músicos do palco estavam apenas conversando e quem sabe corrigindo alguns detalhes. Então, chamei o único músico que eu conhecia (detalhe: é um músico católico muito famoso em nosso meio) e perguntei se ele poderia avisar sobre o carro que havia deixado a lanterna ligada. E estava com o papelzinho na minha mão, com a identificação da placa do veículo.
Para minha surpresa a resposta foi: “Vc não devia passar isso pra mim. Não sou eu quem devo dar recados. Agora eu estou ocupado…”
Confesso que além do susto (pois realmente eu não esperava tamanha arrogância) fiquei arrasado, pois era um músico no qual eu tinha a maior consideração, tenho seus CDs e realmente admirava sua forma de ministrar.

Bom, hoje após alguns anos já não tenho mais mágoa, mas vejo como o ser humano é pequeno. Um pouco de “brilho” e pronto, já achamos que somos alguém, que somos importantes.
Bom é Deus… e pronto!
Não vou citar o nome do cantor para não comprometer sua imagem, pois todos estamos sujeitos a cometer erros e talvez quem sabe, ele não estivesse em um dia bom, né? Melhor pensar assim, pois ele é quem estava perdendo com tudo isso, com esse tipo de comportamento.

A lição de hoje é: não devemos nos apegar e querer nos espelhar em pessoas. Nosso único modelo é e deve ser sempre Jesus Cristo. Apenas Ele.

Que possamos pedir a Deus a graça de ser humildes.
Que saibamos ser pequenos e dependentes Dele.
E que a arrogância e o estrelismo nunca nos alcance.

Deus abençoe!
Jorge

20 de Outubro de 2008

Respeitando limites

Você já notou que muitas vezes não respeitamos os limites das pessoas?
Por exemplo: alguém que é novo no ministério e está aprendendo a tocar ou cantar…. alguém que é novo como pregador ou intercessor…
Estamos sempre explorando seus limites, forçando-os a fazer aquilo que ainda não podem. Exigimos sempre mais e mais.
Mas a verdade é que Deus não faz isso com a gente e porque acabamos por ser assim?
Desta forma estamos agindo como no Evangelho, onde um homem não perdoou a dívida de seu servo.

Muitas vezes nem nós mesmos respeitamos nossos limites.
Lembro-me que no começo de minha caminhada no grupo de oração lutávamos para conseguir rezar um rosário por dia e se não conseguíssemos, ficávamos muito tristes e com sentimento de culpa.
Ou seja, não respeitávamos nós próprios, pois era uma mudança muito brusca: um dia você nem reza e no dia seguinte rezar um rosário de uma vez?!

Precisamos aprender a respeitar os limites, sejam os nossos ou dos nossos irmãos.
Há coisas que levam tempo, por isso sejamos mais caridosos, mais pacientes, pois as coisas acontecem na hora certa, na hora que Deus achar melhor.
Podemos incentivar, mas nunca forçar a barra.

Imagina se quiséssemos ter pressa a todo tempo e chegássemos em um hospital e disséssemos assim: “Ei, nada de colocar o soro gota-após-gota…. coloque tudo de uma vez na veia da pessoa, assim ele ficará curado rápido…
Assim só estaremos atrapalhando e vamos matar o paciente.

Há coisas que demoram mesmo. Uns mais e outros menos. Mas o importante é saber esperar. E esperar com paciência, respeito e caridade.
Nada de ficar reclamando, pois cada um tem o seu próprio progresso.

Deus abençoe!
Jorge

17 de Outubro de 2008

Música Secular - Podemos ouvir?

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Jovens, Compositores — admin @ 18:11

A resposta é simples e curta: sim.

O cuidado que devemos ter é que a letra de algumas músicas podem nos influenciar de forma negativa.
Se o conteúdo de uma música (que não é da Igreja) traz à você coisas boas, não vejo problema algum em ouvi-las. Muito pelo contrário, devemos ouví-las SIM.

Está errado aquele que diz que SÓ DEVEMOS OUVIR músicas da igreja, especialmente católicas. Estaríamos sendo injustos com aqueles que estudaram música, que trabalham sério e dedicam sua vida à arte musical. E que também enviam suas mensagens a nós, seja de paz, de fraternidade, poesias, enfim… (e para falar a verdade tem muita gente que é mais santo que nós que participamos da igreja).
Afinal, todos temos o que aprender. Quem está na Igreja não é melhor que ninguém.

O que não podemos fazer é dar audiência para músicas que nos destroem, que promovem a desunião de famílias, relacionamentos. Músicas que não se importam com o bem estar das pessoas… em outras palavras músicas egoístas.

A música que promove apenas a sensualidade, sedução, enfim, só podem levar para um único lugar.
Da mesma forma nós músicos católicos: nossa música deve levar as pessoas à um só lugar: ao céu, ao coração de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

14 de Outubro de 2008

João de Barro

Provavelmente você já ouviu falar na ave “João de Barro”, onde é conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno.

O que esse curioso pássaro tem a nos ensinar?
Vou deixar aqui na íntegra o que se fala a respeito dele. Leia com calma:

Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, parecendo realizar um rodízio entre dois a três ninhos, reparando ninhos velhos semi-destruídos. Quando não há mais espaço para a construção de novos ninhos, o pássaro o constrói em cima ou ao lado do velho…

Logo no início vemos que ele não se conforma em ficar muito tempo no mesmo ninho, ou seja, nós também não podemos nos conformar com a mesmice. Precisamos fazer como esse pássaro que sai em busca de um novo ninho. Com isso, não quero dizer que você deva deixar seu ministério ou seu grupo, muito pelo contrário, mas você fará como o João de Barro, que RECONSTRÓI o ninho semi-destruído.

Atualmente estamos vendo grupos destruídos, ministérios destruídos, coordenações enfraquecidas…
O João de Barro quando percebe que não há mais espaço pra ele constrói um outro ninho em cima ou ao lado do velho, ou seja, ele não se dá por vencido, não desanima. Sempre há um espacinho que lhe é de direito.

Tenha o discernimento de entender que aqui o que vale é a luta, é a restauração e a reconstrução do seu grupo, do seu ministério e até de você mesmo.
A questão não é disputa, onde achamos que aquilo que nós mesmos fazemos é que é bom. Não é isso. Mas fazermos bem e dar lugar também aos outros, pois o João de Barro quando faz seu ninho também oferece a outros pássaros. Ele compartilha, não é só dele…

O pássaro não é de barro, mas apenas seu nome. Porém, que possamos nós sermos de barro, pois assim deixaremos com que o oleiro, o verdadeiro artista nos modele conforme Sua vontade.
O barro quando em contato com a água, amolece. Então não perca tempo: amoleça seu coração, deixe com que a água do Espírito te toque e faça nova todas as coisas em sua vida.

Deus abençoe!
Jorge

9 de Outubro de 2008

Composições católicas

Arquivado sob: Compositores — admin @ 17:05

Aqui vai o meu apelo aos irmãos que receberam de Deus o dom de compor canções:
Componham mais, falem de adoração, falem de fraternidade, falem de amor, falem de compromisso e responsabilidade. Falem de família e de perdão, enfim, levem à frente o dom que Deus te deu.

Comecei desta forma pois temos visto letras que estão destruindo as famílias, onde se incentiva o uso de drogas e toda espécie de maldade.
Um dia desses vi a letra de uma música que dizia: “anti-cristo super-star…” Vejam que absurdo…
Por isso eu faço esse apelo: vc que recebeu o dom de Deus, use-o, conquiste pessoas, faça acontecer, pois a unção de Deus está sobre voce, confie!
Se você não confiar, não se valorizar, estaremos perdendo tempo. Nosso campo de batalha estará sendo vencido por aqueles que não estão do lado de Deus.

Você pode não ter uma voz bonita ou quem sabe, nem toque algum instrumento. Mas através da letra que o Espírito Santo te inspirar muitos serão tocados por Deus, muitos serão curados.

Não hesite em ser esse cano, por onde passa a água viva, a água pura do Espírito.

Deus abençoe!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.