19 de Novembro de 2008

Função do Ministério de Música no Grupo de Oração

Com muita alegria pude participar um pouco nesse final de semana de um evento de nossa diocese, chamado “Encontrar-te”.
Bom, o tema da minha pregação era “Função do Ministério de Música no Grupo de Oração”.
E partilho com vcs aquilo que coloquei aos irmãos:

Dentro de tantas funções o nosso ministério tem duas que gostaria de destacar:

1º. Levar as pessoas a ter uma experiência pessoal com Deus.
2º. Somos responsáveis em alimentar o fervor das pessoas.

Acredito que sem esses dois itens nosso ministério estará incompleto, pois pense comigo: não basta apenas cantar e tocar bem… por outro lado, ainda que levemos as pessoas a ter uma experiência pessoal com Deus é necessário continuar “regando essa planta”, ou seja, o segundo item no qual mencionei acima: “alimentanr o fervor” dos irmãos, pois constantemente caímos, somos fracos, desanimamos, nos decepcionamos…

O difícil para um ministro de música é fazer isso tudo acontecer quando nós mesmos estamos passando por dificuldades, ou quem sabe vivendo um tempo de aridez.
Por isso costumo dizer que nosso ministério é prazeroso, porém árduo como os outros. É prazeroso porque é muito bom tocar e cantar… e pra Deus é melhor ainda.
Mas é árduo porque não importa a condição que estejamos vivendo, pois DEVEMOS ser SEMPRE canal da graça para os irmãos. No nosso ministério não tem essa de “hoje não estou legal…” Não tem. Precisamos sempre estar bem para que os irmãos tenham a experiência íntima com Jesus, além do fervor realimentado.
E só pode estar bem aquele que também experimenta da graça.
As pessoas esperam de nós, indiretamente, mas esperam… é nosso rosto que estão vendo ali e por isso nos doamos com tudo o que temos.

Ainda pretendo partilhar mais a respeito, mas acho que já deu pra você ter uma idéia de qual é nossa função.

Deus abençoe!
Jorge

12 de Novembro de 2008

A unção do alto

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Compositores — admin @ 12:03

Há uma frase de um poeta que diz: “somos aquilo que acreditamos ser”.

Muitas vezes é verdade mesmo, porém depende muito daquilo que assumimos para nossa vida. Por exemplo:
Uma vez participávamos de um retiro, onde a pessoa que conduzia pedia para que os coordenadores ficassem ao centro de um círculo e recebessem orações dos irmãos. Ao final da oração eu partilhava com um irmão que havia orado por mim e ele me disse uma coisa que jamais eu vou esquecer e que, apesar da responsabilidade e de minha pequenez eu resolvi assumir pra mim. Ele disse:
enquanto eu orava eu via saindo de você muitas notas musicais e claves… elas saiam de vc e no alto elas se partiam… porém ao se partirem gotas de óleo saiam delas e caiam sobre as pessoas e elas eram curadas…” Ele completou: “é a unção que Deus está lhe dando através do seu ministério. É o dom da cura através da sua música…

Irmãos, eu partilho isso com muita humildade, mas de maneira alguma me vanglorio disso. Também não me considero portador de bençãos especiais. Não é nada disso… O que eu quero dizer é que se você confiar, se você assumir para sua vida aquilo que Deus lhe colocou…. você pode chegar longe.
Sei que naquele momento me senti pequeno, mas agradecido a Deus, pois sei a miséria que sou… Assumi para mim e comecei a acreditar mais e mais que minha música pode levar cura aos corações, independente se canto bem, se toco bem, isso não importa. (ajuda é claro) Mas o meu desejo de lapidar o meu ministério aumentou, pois agora quero ser o portador da cura de Deus.
E essa é mais uma das missões de um ministério de música: ser como o arcanjo Rafael, que leva a cura até as pessoas.

Da nossa parte devemos assumir isso: somos pequenos, mas que nosso ministério possa curar muitos corações.
Não importa o momento que estejamos passando. Se Deus te escolheu é porque Ele tem um plano e nunca faz as coisas pela metade.

Jesus eu confio em vós!

Deus abençoe!
Jorge

30 de Outubro de 2008

Conduzindo um grupo

Arquivado sob: Grupo de Oração, Violões - Guitarra, Cantores, Coordenadores, Maria — admin @ 13:09

Hoje vou colocar algo mais prático, de como conduzir um grupo de oração.
Neste exemplo vou citar uma música e trabalhar sua letra, onde podemos colocar orações, pedir ao povo para abrir o coração etc.
(Obs: cada pessoa tem a sua forma própria de conduzir. E outra: na hora o Espírito Santo nos inspira a conduzir da forma que Ele quer, por isso por favor: não achem que a forma que direi abaixo é o correto, pois é só um exemplo, em especial aos irmãos que têm um pouco de dificuldade na condução de um grupo de oração e gostariam de saber como fazer).

Aqui podemos nos imaginar em um grupo de oração e estamos para entrar no momento onde falamos de Nossa Senhora, ok?
A música que pegarei como exemplo é uma chamada “Doce Mulher”, da Comunidade Shalom, CD Todo Teu.

As partes em negrito serão a música. E as partes em itálico seria o ministro conduzindo.

A música diz assim:
Vem à minha casa, ó doce Mulher
Faz do meu coração o teu lar, eu sei, teu Filho, assim o quer…

Você agora meu irmão, diz:Vem a minha casa…

Coloque a mão no seu coração e repita… Vem a minha casa…Convide Nossa Senhora… sua casa aqui pode ser o seu coração… deixe-a entrar… mas também a convide para entrar em sua casa mesmo, visitar seus familiares, seus filhos, seus pais e irmãos… peça para que ela entre abençoando e trazendo paz a todos…
Vem à minha casa, ó doce Mulher
Maria, a minha casa, agora tua casa é….

Diga isso mesmo à Nossa Senhora, diga que ela é doce, que ela é querida por você… vem mãezinha… hoje nesse grupo de oração eu te convido mais uma vez: vem ao meu coração…

Teu olhar me faz caminhar. Tua voz firmeza me dá, esperança, sempre tenho em ti
E quando anoitece eu sinto a tua mão a me guiar no escuro e dar-me direção
Vem à minha casa…

Quero caminhar sempre contigo mãezinha, por isso fica comigo, dê-me sua mão, porque assim eu já não me sinto mais sozinho(a)…
E assim com essa música que hoje eu canto, “mesmo no escuro terei direção”… e sozinho(a) sei que já não estou…
Te amo muito ó Mãezinha…. faz do meu coração o teu lar…

Vem a minha casa…

Bom irmãos, é mais ou menos por aí… e por aí vai… teria muita dinâmica a se fazer em cima dessa letra, mas coloquei só uma idéia inicial. (E até pra ver o que vcs acham também…)
Essa é a minha forma de conduzir, mas não é regra e nem estou dizendo que estou certo, pois como disse é a forma que eu conduzo.
Há grupos de oração em que os ministros apenas tocam e não rezam… outros grupos rezam demais, a ponto de cansar a assembléia. Precisamos então encontrar o equilíbrio… de colocar música com oração. É muito mais gostoso, pois todos nós vamos sentindo a graça acontecer.

Tenham a certeza de uma coisa: além de cada um ter o seu próprio jeito de conduzir, a cada vez que você conduzir uma mesma música será de uma forma diferente, com um conteúdo diferente e com uma unção diferente. Não que Deus derrame mais unção em alguns dias do que em outros… não é nada disso. Mas depende muito de quanto nos abrimos para ação do Espírito Santo, depende de quanto de intimidade temos em nossas orações com Maria, com Deus… pois isso vai ajudar muito na fluidez da condução…

Espero que tenha te ajudado.

Outras dicas aos ministros de música serão encontradas aqui mesmo no Oficina da Música Católica.
Clique no link “Formação” e em seguida veja o item Dicas para os ministros de música no Grupo de Oração.

Deus abençoe!
Jorge

29 de Outubro de 2008

Sempre as mesmas músicas!

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Compositores — admin @ 13:11

Algumas vezes somos tentados a cantar ou tocar apenas as músicas que gostamos, no entanto, nem sempre é o correto agir assim.
Eu por exemplo, quando comecei na igreja não gostava de tocar de jeito nenhum as músicas da Campanha da Fraternidade. Quando chegava nessa época o padre sempre nos cobrava e eu esquivava, colocando outras músicas. (obediência nada….) Com o tempo fiquei obediente.

Bom, outra situação comum: “ah, se for pra tocar essa música eu não quero… só toco se for tal música…”
Queridos… a música precisa atingir os corações, e particularmente penso que deve atingir o nosso primeiro quando estamos nessa fase.
Nem que seja por pura obediência, mas devemos exercer o nosso ministério na fidelidade.
Há dias em que realmente não gostaríamos de tocar uma determinada música, mas somos portadores de uma mensagem. E que deve ser levada, pois embora o nosso coração esteja fechado, muitos serão tocados por aquela música. Sim, aquela música de novo!

Eu mesmo, conheço um irmão que me disse que no grupo de oração dele sempre tocam as mesmas músicas de Espírito Santo, de louvor, etc… sempre as mesmas!

Temos toda a liberdade do mundo de conversar com o coordenador do ministério, com os integrantes e até com o padre em relação ao repertório, mas quando já estivermos com as músicas em mãos não podemos reclamar… vamos em frente, exercendo nosso ministério e colocando amor em nossas atitudes, pois a música também chega diferente ao coração das pessoas quando colocamos amor e entrega.
Quantas vezes já pensei: “poxa, de novo tocar Restauração (do Dunga)…. de novo tocar “Louvado seja o meu Senhor”… mas só Deus sabe o quanto de almas são resgatadas quando tocamos…. aqui não é o nosso EU que deve estar à frente, mas a vontade do Senhor, por isso mãos à obra.

É comum ainda dizermos “estou enjoado daquela música”.
Veja bem, somos humanos e se sobrecarregados de cantarmos sempre a mesma música, em todo o grupo de oração, em toda a missa, é possível SIM que fiquemos enjoados. No entanto, além de ter a liberdade de selecionar novas canções, também podemos tentar executá-la de modo diferente. Quem sabe se em um novo ritmo você não se aproxime dela novamente?
Com isso, não quero que me interpretem mal, pois não estou “quebrando” nenhuma regra, não estou desrespeitando o autor da música. Também não é plágio… mas trata-se de uma forma de tentar se aproximar daquela música que um dia tocou tanto o seu coração. Como disse acima, somos humanos… e quem nunca ficou enjoado de alguma música? Seja de tanto ouvirmos, cantarmos ou tocá-la…
Talvez alguns não concordem com minha opinião, mas é o que faço, pois tantas músicas que nasceram do coração de Deus não podem ser perdidas com o tempo…

Por fim, precisamos sempre pedir a Deus a graça de mais uma vez essa música fazer em nós novas todas as coisas.

Deus abençoe!
Jorge

27 de Outubro de 2008

À beira do abismo

Engraçado como é a pedagogia da mamãe águia.
Ela empurra seus filhotes do alto de um abismo, para que eles mesmos descubram suas asas, caso contrário não haverá propósito em suas vidas. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o que é ser uma águia.
Eu até imagino que para a mamãe águia é uma tarefa difícil, pois ela acaba vendo seus filhotes com medo de cair e com isso seu coração também fica apreensivo. Mas ela sabe que é o melhor a se fazer e com certeza eles conseguirão voar.

Quantas e quantas vezes nos sentimos encurralados, à beira de um abismo, onde achamos que o melhor a se fazer é voltar, recuar, desistir… no entanto, Deus quer é nos empurrar…
Deus permite que cheguemos à beira do abismo para que possamos voar. E Ele nos capacita para isso!

E aí meu irmão, você que está prestes a ser “empurrado”… Vai abrir suas asas e voar, segundo o desejo de Deus ou vai se prender aos seus medos, dúvidas e inseguranças?

Pense nisso: se cremos em um Deus grande veremos um Deus grande.

Não pense que o abismo é simplesmente um lugar sem escapatória, mas pense que é um lugar onde poderemos superá-lo com a visão que ele nos proporciona.
Quando acharmos que não tem mais saída, que já não sabemos o que fazer, só basta uma coisa: confiar no empurrão de Deus!

Deus abençoe!
Jorge

24 de Outubro de 2008

Músicos envolvidos

Uma coisa que realmente me chama a atenção é quando vejo uma música sendo executada e todos os seus integrantes estão cantando.
Ontem no programa Academia do Som da Canção Nova estava o Dunga, mas percebi que na maioria das músicas que ele cantava os outros músicos cantavam juntos… independente de ter um microfone com eles (e realmente não havia).

Aí parei para pensar… se eles cantam juntos não é porque a música é simplesmente bonita, mas porque aquilo os envolvia. E é isso que precisamos em nossa vida de ministério: estar envolvidos com as músicas que tocamos e cantamos.
Quando há unção nós sentimos vontade de fazer parte dessa experiência. Nesse caso que eu citei os músicos se interessaram em cantar, pois com certeza a letra, a melodia, enfim, algo os tocava, motivava, impulsionava.

Claro que nem todos gostam de cantar, mas se possível, se vc quiser…. vc que é instrumentista faça a experiência de cantar também. Enquanto o vocalista estiver cantando, vc ali do seu canto, com o seu instrumento, saboreie também a canção. Sinta o que a letra da música traz até você, pois ela é capaz de mexer com o nosso interior, é capaz de tocar em nossos sentimentos, de nos trazer uma cura, uma libertação. Tudo depende de quão envolvidos nós estamos.
Entendo perfeitamente que muitas vezes apesar de não estar cantando podemos sentir o que a música está nos passando. E isso acontece comigo também, pois muitas vezes não canto. Mas o que estou dizendo é principalmente à vc que nunca fez essa experiência.

Não seja indiferente, frio… a música tem o poder de transformar.
E detalhe, agora por experiência própria: quando você percebe que outro do seu ministério também está cantando vc se alegra. Aí você olha para o outro lado e percebe que outro instrumentista também está experimentando da mesma graça… e assim todos vão cantando…. a assembléia também…. e todos se envolvem. O povo perceberá que não importa pra vcs se serão aplaudidos ou se estão tocando mal, mas eles perceberão que algo naquela música é capaz de mexer com vocês, com seus corações e sentimentos.

E isso é o que desejamos a todos: que se envolvam, que deixam a unção do Espírito Santo acontecer em suas vidas, seja através de nossos instrumentos ou de nossas vozes.
Vamos dar mais esse passo…

Deus abençoe!
Jorge

23 de Outubro de 2008

O verdadeiro ministério de música

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 11:57

O perigo de dar razão as modinhas em nossa volta é que a maioria delas são passageiras. E que triste saber que muitos não percebem isso, pois continuam se apegando aos ministérios que aparentemente têm futuro. Se apegam aos ministérios de música que mais tocam, que são chamados para eventos, barzinhos de Jesus, noites de louvor, etc… Acham eles o máximo, imbatíveis… tsc…
Mas a essência de um ministério de música não é simplesmente tocar. Isso é muito fácil. Aliás, qualquer um pode fazer isso.
Mas um ministério maduro, do jeito que Deus quer é aquele que tem compromisso com a verdade, que passa por dificuldades, mas que nem por isso deixa de lutar pela santidade. Um ministério bom é aquele que leva até o coração das pessoas a cura que vem de Deus. É o ministério que é cheio da Palavra de Deus e procura vivê-la diariamente.
Querer fazer parte de uma banda só porque ela tem bons equipamentos, instrumentos e quantidade de pessoas não é o principal.

Devemos exercer bem nosso ministério onde Deus nos colocou.
Não fique achando que um ministério é perfeito só porque eles tocam bem ou são afinados. Técnica não é tudo… é importante, mas não se surpreenda muito com o exterior. Veja se de fato os músicos estão levando graça de Deus às pessoas… se têm trabalho com suas paróquias, se participam assiduamente da santa missa… examine tudo, mas fique apenas com o que é bom… não é assim que nos ensina a Palavra de Deus?

Tenho certeza que você é inteligente para entender o que estou querendo dizer.

Devemos construir nossa casa cavando bem fundo e colocando os alicerces na rocha, ou seja, em Jesus, pois ali sim está nossa segurança. Jesus não é uma modinha que vai passar, pois pode vir a inundação, tribulações, que nada vai nos abalar, porque nosso alicerce está bem construído.

Confie mais nas pessoas que Deus colocou ao seu lado, pois vcs também podem chegar longe. Talvez seja questão de acertar alguns pontos… talvez na técnica, talvez na espiritualidade.
E tudo isso se conquista com o tempo… aliás, o tempo é um bom professor.
Há um tempo pra cada coisa…

Deus abençoe!
Jorge

22 de Outubro de 2008

Conteúdo admirável

Atualmente vemos muitos cantores famosos, onde muitos desejariam estar ao seu lado e quem sabe até tocar junto com eles.
Ministérios invejados, onde muitos procuram derrubá-los e tudo porque não suportam seu sucesso ou simplesmente por inveja… mas também há os ministérios que muitos gostariam de fazer parte porque atualmente “está na moda”. É o que mais toca, o mais chamado, o mais conhecido.
Vemos uma busca desenfreada para fazer parte da mídia, do reconhecimento.
E engraçado que ninguém quer fazer parte do ministério pequeno, daquele que não é conhecido e que tem poucos instrumentos. Seus músicos são iniciantes e aparentemente “nunca chegarão a lugar algum…”

Jesus no entanto, fazia milagres e pedia que não contassem nada a ninguém.
Jesus estava sempre no meio dos mais simples, dos desconhecidos.
Jesus se sentava ao lado dos pobres, pois sabia que eles não podiam retribuí-lo da mesma forma dos ricos.

Há pessoas que são lindas externamente, mas ao conhecê-las não encontramos a mesma beleza em seu interior.
Alguns são admirados pelos status e reconhecidas pelo trabalho que exercem. No entanto, acredito que quando chegarmos ao céu Deus nos cobrará os resultados e não pelo que fazíamos (pois é necessário fazer bem e não simplesmente fazer).
Refiro-me aos frutos que de fato demos e que permaneceram, pois a Palavra nos diz isso: “para que dêem frutos e frutos que permaneçam…” (Jo 15,16).

O conteúdo que mais deveria nos chamar a atenção é daqueles que de fato amam, que praticam a caridade, que são humildes.
Os ministérios que mais deveríamos gostar deveria ser aqueles que ao crescerem em sucesso têm em sua essência a frase de João Batista que dizia: “é necessário que Ele cresça e eu diminua…”

O que me admira não é um solo incrível de um guitarrista, pois isso qualquer um com muito estudo pode alcançar, mas o que me admira é ver que alguém tão bom tecnicamente consegue ser humilde como pessoa e não se distancia dos mais simples. Não esquece de suas origens, sua família, seus amigos, sua paróquia…

Tem gente correndo atrás de vasos ocos, aqueles que mostram por fora que são lindos e por isso chamam a atenção, mas depois de um tempo vemos que seu conteúdo não nos agrega em nada. E simplesmente porque a verdade não está neles. E a verdade sempre prevalece no final.

Aquilo que procuramos à finco com certeza encontraremos. Isso é certeza.
A questão é saber aquilo que você está procurando é para sua glória ou para a glória de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Outubro de 2008

Meu único modelo: Jesus!

Uma vez estive participando em um retiro, quando notei que no estacionamento havia um carro desligado, porém o motorista havia esquecido as lanternas ligadas. Como eu não sabia quem era o dono eu precisava avisar alguém que fizesse parte da equipe de organização do evento.

Nesse momento estava acontecendo o intervalo e os músicos do palco estavam apenas conversando e quem sabe corrigindo alguns detalhes. Então, chamei o único músico que eu conhecia (detalhe: é um músico católico muito famoso em nosso meio) e perguntei se ele poderia avisar sobre o carro que havia deixado a lanterna ligada. E estava com o papelzinho na minha mão, com a identificação da placa do veículo.
Para minha surpresa a resposta foi: “Vc não devia passar isso pra mim. Não sou eu quem devo dar recados. Agora eu estou ocupado…”
Confesso que além do susto (pois realmente eu não esperava tamanha arrogância) fiquei arrasado, pois era um músico no qual eu tinha a maior consideração, tenho seus CDs e realmente admirava sua forma de ministrar.

Bom, hoje após alguns anos já não tenho mais mágoa, mas vejo como o ser humano é pequeno. Um pouco de “brilho” e pronto, já achamos que somos alguém, que somos importantes.
Bom é Deus… e pronto!
Não vou citar o nome do cantor para não comprometer sua imagem, pois todos estamos sujeitos a cometer erros e talvez quem sabe, ele não estivesse em um dia bom, né? Melhor pensar assim, pois ele é quem estava perdendo com tudo isso, com esse tipo de comportamento.

A lição de hoje é: não devemos nos apegar e querer nos espelhar em pessoas. Nosso único modelo é e deve ser sempre Jesus Cristo. Apenas Ele.

Que possamos pedir a Deus a graça de ser humildes.
Que saibamos ser pequenos e dependentes Dele.
E que a arrogância e o estrelismo nunca nos alcance.

Deus abençoe!
Jorge

20 de Outubro de 2008

Respeitando limites

Você já notou que muitas vezes não respeitamos os limites das pessoas?
Por exemplo: alguém que é novo no ministério e está aprendendo a tocar ou cantar…. alguém que é novo como pregador ou intercessor…
Estamos sempre explorando seus limites, forçando-os a fazer aquilo que ainda não podem. Exigimos sempre mais e mais.
Mas a verdade é que Deus não faz isso com a gente e porque acabamos por ser assim?
Desta forma estamos agindo como no Evangelho, onde um homem não perdoou a dívida de seu servo.

Muitas vezes nem nós mesmos respeitamos nossos limites.
Lembro-me que no começo de minha caminhada no grupo de oração lutávamos para conseguir rezar um rosário por dia e se não conseguíssemos, ficávamos muito tristes e com sentimento de culpa.
Ou seja, não respeitávamos nós próprios, pois era uma mudança muito brusca: um dia você nem reza e no dia seguinte rezar um rosário de uma vez?!

Precisamos aprender a respeitar os limites, sejam os nossos ou dos nossos irmãos.
Há coisas que levam tempo, por isso sejamos mais caridosos, mais pacientes, pois as coisas acontecem na hora certa, na hora que Deus achar melhor.
Podemos incentivar, mas nunca forçar a barra.

Imagina se quiséssemos ter pressa a todo tempo e chegássemos em um hospital e disséssemos assim: “Ei, nada de colocar o soro gota-após-gota…. coloque tudo de uma vez na veia da pessoa, assim ele ficará curado rápido…
Assim só estaremos atrapalhando e vamos matar o paciente.

Há coisas que demoram mesmo. Uns mais e outros menos. Mas o importante é saber esperar. E esperar com paciência, respeito e caridade.
Nada de ficar reclamando, pois cada um tem o seu próprio progresso.

Deus abençoe!
Jorge

19 de Outubro de 2008

Músicos apaixonados

Uma coisa que sempre defendi em nosso ministério é o seguinte: ao mesmo tempo que sabemos que trata-se de um serviço sério que prestamos a Deus, ao mesmo tempo é prazeroso. É bom ou não é tocar e cantar para Deus?

Porém, com o tempo vemos muitos músicos desistindo da Igreja. Eu particularmente tenho visto muita gente se distanciando. E não tenho receio algum em dizer que em minha própria paróquia muitos músicos abandonaram… e como tenho saudades deles… queria tanto vê-los novamente nas missas, nos grupos…
Bom, Deus é quem sabe…. mas se dependesse da minha vontade e da minha oração eu os queria de volta o mais depressa possível.

Agora a vcs músicos que continuam na missão: nós precisamos nos apaixonar novamente pelo nosso ministério. Precisamos retomar aquele amor que sentimos quando servimos pelas primeiras vezes.
Vcs são capazes de lembrar quando começaram os primeiros ensaios, os primeiros encontros… o ministério se formando…. quantas lutas, quantas correrias, não é mesmo?

E isso só pode ser recuperado se nos apaixonarmos. Primeiramente pelo nosso próprio chamado, pois Deus sempre nos quer perto Dele. Ele quer precisar de nós, mas não porque somos melhores, mas porque os dons de Deus são irrevogáveis, e se Ele nos deu esse dom, essa voz, esse jeito de ministrar, então é porque temos muito o que dar ainda.
Precisamos nos apaixonar pelo nosso ministério, ainda que custe muito esforço, muita luta… Esse amor, essa paixão às vezes leva tempo, por isso tenha paciência, aguarde mais um pouco. Não tome decisõe precipitadas quanto ao seu ministério. Não queira falar tudo o que lhe vir na cabeça. Ame mais. Esforce-se para olhar com outros olhos. Deixa Deus lapidar….

Tenho certeza que sendo músicos apaixonados todos a nossa volta serão inflamados pelo fogo desse amor.

Deus abençoe!
Jorge

17 de Outubro de 2008

Música Secular - Podemos ouvir?

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Jovens, Compositores — admin @ 18:11

A resposta é simples e curta: sim.

O cuidado que devemos ter é que a letra de algumas músicas podem nos influenciar de forma negativa.
Se o conteúdo de uma música (que não é da Igreja) traz à você coisas boas, não vejo problema algum em ouvi-las. Muito pelo contrário, devemos ouví-las SIM.

Está errado aquele que diz que SÓ DEVEMOS OUVIR músicas da igreja, especialmente católicas. Estaríamos sendo injustos com aqueles que estudaram música, que trabalham sério e dedicam sua vida à arte musical. E que também enviam suas mensagens a nós, seja de paz, de fraternidade, poesias, enfim… (e para falar a verdade tem muita gente que é mais santo que nós que participamos da igreja).
Afinal, todos temos o que aprender. Quem está na Igreja não é melhor que ninguém.

O que não podemos fazer é dar audiência para músicas que nos destroem, que promovem a desunião de famílias, relacionamentos. Músicas que não se importam com o bem estar das pessoas… em outras palavras músicas egoístas.

A música que promove apenas a sensualidade, sedução, enfim, só podem levar para um único lugar.
Da mesma forma nós músicos católicos: nossa música deve levar as pessoas à um só lugar: ao céu, ao coração de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

16 de Outubro de 2008

Salmo surpresa

Estávamos uma vez diante do sacrário, adorando a Jesus (geralmente finalizamos o grupo de oração fazendo esta adoração). Aí me lembro que a pessoa que estava conduzindo a oração neste dia falou assim “agora nós vamos cantar um salmo ao Senhor… um salmo onde possamos adorá-lo…

Confesso que fui pego de surpresa, pois realmente eu não esperava por aquilo. Na realidade já estava dedilhando uma outra música no violão e só estava esperando ela terminar para começarmos a cantar.
Bom, na hora mudei os planos e tratei de pensar em algum salmo (e que ainda precisava ser de adoração, exaltação ao Senhor, pois era o momento que estávamos experimentando).

Por incrível que pareça não me vinha nenhum na cabeça e eu dedilhando o violão como que tentando achar alguma melodia, algo que eu pudesse lembrar rápido. Fui mudando as tonalidades, o dedilhado e nada… Comecei a ficar um pouco tenso porque a pessoa insistia: “…vamos, vamos cantar um salmo em adoração ao Senhor…
Vejam só que fria… rsss…

Bom, no final deu tudo certo, pois lembrei de um salmo e finalizamos o grupo.
Logicamente no final conversei com essa irmã e expliquei que algumas coisas precisam ser “combinadas”. Não sair pedindo qualquer música e há qualquer hora. Claro que conversei numa boa e ela entendeu que eu tinha ficado numa “saia justa”.

Com tudo isso refleti no seguinte: precisamos SEMPRE estar preparados. Não basta fazer uma listinha das músicas que vamos tocar no grupo de oração. No início até entendo, mas com o tempo é bom ter um acervo de músicas, dos vários momentos que são utilizados no grupo.

Pensei também a respeito do seguinte: todos os domingos nós músicos estamos acostumados a tocar o Salmo de resposta, porém vem a dúvida: será que sabemos mesmo o que estamos cantando? Se o salmo é de ação de graças ou súplica, se é um salmo de louvor ou poéticos, enfim… nós músicos precisamos ter mais intimidade com os Salmos, pois tenho certeza que muitas vezes após sair da Santa Missa nem lembramos mais que salmo foi cantado.

Precisamos de mais intimidade com os salmos para também rezá-los com eles, para também levá-los ao coração das pessoas. Para inserí-los no nosso dia-a-dia.
Faça essa experiência: após a missa tente lembrar quais foram as leituras do dia. Com isso você estará medindo seu nível de atenção com a liturgia da Palavra.
Uma boa ajuda também é ter o costume de ler as leituras do dia e não simplesmente se prender só às leituras do domingo.

Em um livro do monsenhor Jonas Abib, diz que salmos são como frutas, que são bem-vindas em todos os instantes.
Sempre é bom ler e meditar um Salmo.

Meu convite final é esse: sermos salmistas de verdade, que experimentam profundamente o que esses hinos podem fazer em nossas vidas.
Assim não seremos pegos de surpresa nos mais diversos dias de nossas vidas.

Deus abençoe!
Jorge

14 de Outubro de 2008

João de Barro

Provavelmente você já ouviu falar na ave “João de Barro”, onde é conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno.

O que esse curioso pássaro tem a nos ensinar?
Vou deixar aqui na íntegra o que se fala a respeito dele. Leia com calma:

Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, parecendo realizar um rodízio entre dois a três ninhos, reparando ninhos velhos semi-destruídos. Quando não há mais espaço para a construção de novos ninhos, o pássaro o constrói em cima ou ao lado do velho…

Logo no início vemos que ele não se conforma em ficar muito tempo no mesmo ninho, ou seja, nós também não podemos nos conformar com a mesmice. Precisamos fazer como esse pássaro que sai em busca de um novo ninho. Com isso, não quero dizer que você deva deixar seu ministério ou seu grupo, muito pelo contrário, mas você fará como o João de Barro, que RECONSTRÓI o ninho semi-destruído.

Atualmente estamos vendo grupos destruídos, ministérios destruídos, coordenações enfraquecidas…
O João de Barro quando percebe que não há mais espaço pra ele constrói um outro ninho em cima ou ao lado do velho, ou seja, ele não se dá por vencido, não desanima. Sempre há um espacinho que lhe é de direito.

Tenha o discernimento de entender que aqui o que vale é a luta, é a restauração e a reconstrução do seu grupo, do seu ministério e até de você mesmo.
A questão não é disputa, onde achamos que aquilo que nós mesmos fazemos é que é bom. Não é isso. Mas fazermos bem e dar lugar também aos outros, pois o João de Barro quando faz seu ninho também oferece a outros pássaros. Ele compartilha, não é só dele…

O pássaro não é de barro, mas apenas seu nome. Porém, que possamos nós sermos de barro, pois assim deixaremos com que o oleiro, o verdadeiro artista nos modele conforme Sua vontade.
O barro quando em contato com a água, amolece. Então não perca tempo: amoleça seu coração, deixe com que a água do Espírito te toque e faça nova todas as coisas em sua vida.

Deus abençoe!
Jorge

8 de Outubro de 2008

Ensaio musical

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 11:09

Está aí uma coisa que sempre foi difícil pra mim, por mais que eu desejasse: ensaiar bem.
O ensaio de um ministério de música é importantíssimo, pois além de dar um entrosamento entre os integrantes, serão corrigidas algumas falhas, também poderemos inserir novas técnicas, lances de vozes, etc.
Não basta simplesmente dizer que na hora o Espírito Santo inspira ou que já toca há muito tempo com o mesmo pessoal e não precisa de ensaio. Sempre precisamos.

Um problema constante é a falta de tempo, e então o ensaio é comprometido, pois MAIS UMA VEZ deixamos de ensaiar.
Eu mesmo não vou ser hipócrita e meus irmãos de ministérios sabem o quanto é difícil conciliarmos os horários. Mas quando possivel devemos fazê-los bem.

O que é triste é vermos brincadeiras na hora dos ensaios, pois alguns ministérios têm a chance de se reunir, mas não aproveitam bem o horário que têm em mãos.
Ao invés de levar a sério e procurar aperfeiçoar suas músicas, o que vemos é o seguinte: conversas paralelas, atrasos, o guitarrista fazendo um solinho enquanto os vocalistas estão decidindo que música irão cantar… ou seja: o ensaio vira uma bagunça.

Imagina se um time de futebol no momento de treinar fizesse uma bagunça. O que aconteceria? Na hora do jogo não saberiam o que fazer e certamente perderiam feio…

Vamos procurar ser mais responsáveis, pontuais, levar a sério o ministério que Deus nos deu.
Procure levar seus instrumentos afinados, para na hora do ensaio perder o menos tempo possível com isso. Chegue antes se for o caso e já deixe os microfones e instrumentos prontos.
Não deixem para escolher as músicas só na hora do ensaio. Já venham com elas prontas em mãos. Aliás, deixe mais músicas, pois de repente vocês podem mudar de idéia e aí não perderão mais tempo pensando em qual música tocar.

Cantores: não esqueçam de beber muita água, pois nos ensaios é que sentimos o maior desgaste.
Instrumentistas: não deixem para aprender a música só na hora do ensaio. Ensaio é para aperfeiçoá-la. Aprenda e treine em casa. Por isso é importante saber as músicas que ensaiaremos antecipadamente.
Se possível cada integrante deveria ficar com uma folha das músicas, assim cada um tem o seu espaço próprio para anotações, enfim…

Com um ensaio bem feito as coisas começarão a fluir e você sentirá vontade de participar novamente.
Respeite os horários. Se vocês decidiram duas horas de ensaio, não fiquem 2 horas e meia. Procurem a disciplina ao máximo e aos poucos os resultados aparecerão.

Ter responsabilidade e disciplina é não significa que não haverá clima de alegria. Muito pelo contrário, nos ensaios deve sempre haver discontração, boas risadas e partilha.
Não esqueçam de fazer uma boa oração também, apresentando tudo ao Senhor.

Conte-nos sua experiência!
Deus abençoe!
Jorge

4 de Outubro de 2008

Irmão Francisco…

Hoje, 04 de outubro… comemoramos o dia de São Francisco de Assis.
Esse grande santo da Igreja e que muitas vezes só é lembrado como “protetor dos animais”.
Parece que se esquecem de sua vida de santidade, de suas renúncias, do seu cuidado com os pobres e zelo pela igreja.
Não lembram que um chamado em sua alma ardia fortemente: “vai e reconstrói a minha igreja…”

Hoje nós músicos temos essa missão de continuar aquilo que Francisco começou. Com nosso ministério em mãos precisamos sim, cuidar da nossa Igreja, restaurando-a cada vez mais.
Por isso não temos o direito de destruir aquilo que Francisco começou, pois quando usamos nosso ministério para nos vangloriarmos, estamos distruindo aquilo que ele começou com humildade, carinho e amor.

Alguém que foi capaz de se atirar em uma roseira cheia de espinhos para não ouvir seus desejos carnais, tem muito a nos ensinar.
Alguém que criou o primeiro presépio tem muita espiritualidade para nos ensinar.
Alguém que criou a linda oração “fazei-me um instrumento de vossa paz” é capaz de mostrar-nos que não nosso ministério não vale nada se não formos humildes.

Nosso único desejo, nossa única intenção deveria ser a busca do reino acima de todas as coisas. Viver o amor como Jesus tanto insistiu.
Depois todas as coisas virão em acréscimo.

Deus abençoe!
Jorge

4 de Setembro de 2008

Seminário de Vida - parte 2

Em um seminário de vida nem sempre é fácil administrar o tempo que temos disponível, pois além dos momentos de louvor, perdão, etc, que já estamos acostumados no dia-a-dia do grupo de oração, ainda há o momento da partilha, ou seja, em grupos que ocorrem partilha geralmente diminuem o tempo da animação.

Aí já vai uma reflexão: porque sempre que precisam de “mais tempo” no grupo de oração, eles pensam em tirar dos músicos?
Veja só: se o pregador precisa de mais tempo que o normal eles dizem: “tudo bem, qualquer coisa nós diminuimos o tempo de animação”.
Se ao final do grupo houver alguma dinâmica, testemunhos, enfim… adivinha de onde eles arrumarão tempo?

Eu entendo que até podemos fazer isso, mas não podemos perder de mente que o ministério de música é algo essencial no grupo de oração. Não é o mais importante, mas não podemos tratar da música como algo secundário, do tipo que “se der pra colocar eu coloco…” Não pode ser assim. Quanto mais em um seminário…

Há coordenadores e servos que não dão o valor que de fato o ministério de música merece. Somos servos como todos os outros. Não somos melhores que ninguém, mas parece que algumas pessoas não dão valor para alguma coisas:
- os músicos sempre chegam antes para afinar e ligar os instrumentos (ou pelo menos deveriam chegar);
- os músicos estão entre os últimos a sair da igreja, pois enquanto todo mundo está em confraternização no final do grupo, nós estamos lá arrumando e guardando os instrumentos. (Fora quando não sobra comida pra gente…rsss… mas é verdade…)
- como já disse antes um bom músico não “faz tudo na hora”. Ele já vem exercendo seu ministério desde casa, quando separou as músicas, fez as leituras do dia, etc…
- o músico que erra ou desafina fica tão em destaque que alguns nos olham com desdém… ou seja, não podemos errar, pois somos julgados…

Não estou me fazendo de vítima e nem defendendo os músicos. Não somos coitadinhos e não precisamos disso. Mas é preciso reconhecer a importância de cada um no grupo.
Assim como os intercessores têm a difícil missão de rezar e rezar, (até mesmo em outros dias das semanas), os músicos também estão ali dando o seu sangue por amor à Deus.
Mas não é justo que alguns considerem o nosso ministério fácil, onde até dizem: “Ah, o ministério de vcs é fácil… é prazeroso….. o meu é que é complicado…”
Como se músico não passasse por provação, tentações…. como se fosse tudo um mar de rosas.

E onde quero chegar com tudo isso?
Para conduzir um seminário de vida é preciso estar com a cabeça boa, ou seja, todo o ambiente em harmonia, sem desavenças e sem competições. Os ministérios devem se ajudar e não criticar um ao outro. O músico precisa estar com a oração em dia, com a espiritualidade em dia…
O seminário de vida muitas vezes é o cartão de visita do seu grupo de oração. Há pessoas que nunca foram no grupo, mas foram conhecer o seminário, porém só irão voltar se gostarem. E aí é que está o segredo: o músico tem grande responsabilidade, pois a sua postura, sua autenticidade está em jogo.
Assim como a acolhida não pode falhar os músicos também não. Falhar não significa errar acordes, mas estou dizendo que o nosso cantar e o nosso conduzir deve ter uma única sintonia. Aquela que caminha de acordo com o RHEMA (a direção de Deus).

Em um cartão de visitas sempre há o nome de contato da pessoa, não é? Pois então… nós músicos somos o contato. Todos os servos são, sem exceção.
Algumas pessoas só voltarão no seminário se esse contato valer a pena.

Deus abençoe!
Jorge

3 de Setembro de 2008

Seminário de Vida - parte 1

A finalidade de um seminário de vida plena no Espírito Santo é levar os participantes ao batismo no Espírito Santo.
Em outras palavras aprofundamos nossa espiritualidade, de tal forma que criamos uma intimidade com o Senhor.

Geralmente os seminários seguem um padrão e vamos ao “esqueleto”, ou seja, como ele é feito:

São 9 encontros, onde a cada semana é abordado um tema.
Normalmente os temas são:

1º Encontro: O semeador
2º Encontro: O amor do Pai
3º Encontro: Pecado e Salvação
4º Encontro: A fé e a conversão;
5º Encontro: O Senhorio de Jesus
6º Encontro: Nossa Senhora
7º Encontro: Perdão
8º Encontro: Espírito Santo
9º Encontro: Vida em comunidade

Os temas podem se diferenciar, porém o mais importante é fazê-los bem e levar os participantes à uma vida espiritual mais rica e profunda.

Ao término de um Seminário de Vida sempre esperamos que no grupo de oração apareçam mais participantes, mais servos… por isso o trabalho deve ser contínuo, ou seja, formar o povo, a aplicação dos carismas… tudo isso não pode ser perdido. Tanto que, para dar um bom andamento ao grupo é necessário criar em seguida um Seminário de Dons, ou seja, um seminário para aqueles que já participaram do seminário de vida.

Bom, voltando ao Seminário de Vida: é importante que o ministro de música saiba como conduzir cada dia.
Por exemplo: não tem cabimento no 5º encontro, onde fala-se sobre o Senhorio de Jesus você falar apenas de perdão. Até porque esse tema ainda será abordado em outro dia.

Um bom ministro de música estudará os temas de acordo com a Palavra de Deus. Pegará as leituras mais indicadas e rezará com elas. Conduzirá todo o grupo sem se desviar do tema central. Os músicos criarão o clima perfeito para que o pregador venha com a mensagem de Deus para nós.
Se você estudar antes, verá que é possível separar músicas que falem a respeito do tema. Quer um exemplo? Seria legal colocar a música “Invocamos”, do Eros Biondini, no dia do Senhorio de Jesus. Outra música interessante seria aquela do Vida Reluz, “Declaramos”, pois ela diz “declaramos Jesus é o Senhor, pois com grande amor veio salvar…”

Então, além de termos as leituras na cabeça e as músicas mais apropriadas, com certeza o seminário fluirá como uma benção.

No meu ponto de vista a efusão do Espírito Santo deve acontecer em todos os encontros, inclusive nos dias de grupo de oração quando não há seminário.
É claro que muitos precisam de formação, a fim de entenderem o porquê das coisas e até mesmo para não se assustarem. No entanto, é nosso papel clamar o Espírito Santo. É nosso papel querer um reavivamento a cada encontro.

Ninguém é obrigado a concordar, mas particularmente me entristeço em saber que muitos de nós deixamos para fazer a oração somente no último dia do seminário, pois assim corremos o risco de não contar com a presença de todos. Assim, estamos dando mais valor apenas para o último encontro.
Você poderá me dizer que é preciso passar por um trabalho primeiro para depois receber a efusão, mas me desculpe, pois não concordo. Se lermos o livro dos Atos dos Apóstolos veremos Pedro dizendo “pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?”

Em todos os encontros precisamos de uma porção redobrada do Espírito Santo. Em todos os encontros precisamos do batismo e clamar a efusão. Assim nosso grupo será diferente, nosso seminário será diferente. Todos vão querer participar, porque sabem que ali SIM, sente-se a presença e a força de Deus.

Não é uma questão de dignidade, pois não somos mais merecedores do que os outros. Mas o fato é que as vezes colocamos regras demais, freamos a ação do Espírito, mas não podemos fazer isso.

Conduza de maneira diferente. Toque, cante diferente… Os músicos precisam experimentar do Seminário também.
Vocês não estão ali simplesmente para tocar e pronto. Não!
Já vi seminários que fazem momentos de partilha após (ou antes) da pregação, porém nesses momentos os músicos até saiam da igreja, pois diziam que “seu trabalho” naquele momento era aguardar. Imagina!! Os músicos precisam SIM, participar de todos os momentos, precisam de beber da graça, pois não somos cristãos-garçons.
Não estamos ali de enfeite.

Às vezes sinto falta de ver músicos clamando o Espírito Santo. Vejo muitos tocando… e até tocando bem…. muitos cantam com lindas vozes, mas não vejo o ardor, o desejo, a sede do Deus vivo….
Eu quero participar de grupos de oração e seminários, onde ao eu olhar para os músicos eu veja pessoas com desejo intenso de Deus. Que fecham seus olhos, que levantam os braços, que cantam do fundo da alma dizendo: “vem ó Espírito Santo”. Pessoas que de fato querem isso para sua vida.
Não basta simplesmente fazer uma segunda voz ou um solo… ser bom de técnica nessas horas não é o que faz diferença. E para falar a verdade, as pessoas que estão na igreja não estão muito preocupadas com a sua técnica. Elas querem mesmo é saber se com a sua técnica você é capaz de levá-las a Deus.
Esse é o seminário de vida verdadeiro.

Acho que ainda há muito o que se comentar sobre esse assunto. Pretendo continuar em breve….

Deus abençoe!
Jorge

1 de Setembro de 2008

Até onde chega o meu canto?

Arquivado sob: Cantores — admin @ 13:00

Até onde você acha que chega a sua música, sua voz? Só Deus sabe…
Uma vez fomos rezar um terço na casa de uma senhora e logo no final ela disse que gostava de chegar cedo na missa para nos ver cantando. Pois fazíamos assim: chegávamos cedo, afinávamos os instrumentos e passávamos as músicas da missa. Depois com o tempo que restava ficávamos cantando algumas músicas que favoreciam a oração.
Eu nunca podia imaginar que o simples cantar era capaz de tocar o coração de alguém e depois disso passei a levar mais a sério o meu ministério.
Deus pode chegar onde não imaginamos, por isso nunca duvide, não desconfie da unção que está sobre você, pois o SIM que dissemos pode chegar muito longe e nem sempre veremos os resultados diante dos nossos olhos.
Por hora, faça simplesmente a sua parte: cante, toque, ministre… tenha em mente que é sério o serviço que prestamos. E Deus quer tocar sim todos os corações.

Deus abençoe!
Jorge

27 de Agosto de 2008

Cifras Católicas

Frequentemente recebo solicitações de cifras e partituras católicas. E não acho ruim, muito pelo contrário, sinto-me feliz quando posso ajudar, mas realmente é difícil atender todos os pedidos.
Na página principal do Oficina da Música Católica você encontrará um link chamado Downloads e Cifras. Ali você poderá baixar o louvemos, além de midis. Espero que te ajude!

Além disso, há um link aqui no site também onde falo que você pode tocar qualquer música em qualquer tom. Você escolhe! Acesse: “Progressão”.

O fato é que após algum tempo de músico vamos deixando “a cola” de lado, ou seja, procuramos não ficar tão presos às cifras e partituras, pois já estamos acostumados e para aqueles que estudam a técnica é um fator que faz diferença mesmo.
Minha dica é: além de estudar (não em uma escola), mas digo estudar-treinar as músicas que você deseja aprender. Acompanhe com as cifras sim, mas depois tente tocar sem olhar. Quando estiver seguro coloque em outro tom. E depois volte para o tom original. E aí você vai tentando sem olhar. É o segredo para ganhar mais confiança em tocar sem olhar.

As cifras devem nos ajudar principalmente quando estamos começando e não conhecemos as músicas, mas não devemos ficar presos à elas. Conheço pessoas que tocam há muitos anos na igreja e simplesmente não conseguem tocar se não houver “a folhinha” em sua frente. Mas sabe o que é isso? Insegurança. Você pode sim meu irmão. É só se esforçar um pouquinho que vai. Faça o que te falei: tente ir tocando aos pouquinhos e memorizando, mas depois largue a cola…

Quando comecei a tocar em grupo de oração eu sempre ficava com o louvemos do meu lado. Até aí normal, pois muita gente faz isso. Mas sabe onde perdemos com isso? Deixamos de ganhar na qualidade de condução do grupo e até mesmo “no sentir da música”. Não vemos a expressão das pessoas e com isso o RHEMA fica comprometido. O RHEMA é a direção de Deus. É preciso sentir isso… ver como está fluindo o grupo. E quando ficamos presos somente nas cifras deixamos de observar isso.

Da mesma forma na missa: se ficarmos olhando o tempo inteiro para o louvemos, partituras, etc, deixamos de observar a riqueza que está acontecendo no altar. Quantas vezes eu no momento do ofertório fiquei olhando para as cifras e tocando, enquanto o padre lavava suas mãos para o momento que viria a seguir: o sublime momento da transformação do pão e vinho em corpo e sangue. E também não olhava quando o padre levantava as oferendas ao céu e oferecia-as a Deus Pai. Eu perdia a chance de ver essa maravilha.
São gestos e ritos lindos que poderíamos aproveitar melhor, olhando e se apaixonando pela riqueza da liturgia. No entanto, estamos ali exercendo nosso ministério, porém de cabeça baixa e com medo de errar os acordes.

Não será o caso de ousar um pouquinho mais? Você pode meu irmão. Se até eu consegui (pois achava que não ia conseguir nunca) todos podem conseguir.

Da mesma forma os cantores. Eu já presenciei por exemplo o seguinte: o irmão sabia muito bem cantar a música, mas por estar com o folheto em mãos preferia ficar lendo e cantando “quadradinho” para não errar. Ou seja, a dinâmica fica comprometida. A unção fica comprometida. E a emoção que poderíamos dar não é a mesma.
Tente decorar. Decorar é isso: “de-cor… de-coração”.
Posso apostar que seu canto será lindo e mais frutuoso!

Finalizando: os louvemos, cifras e partituras, folhetos de missa, serão sempre bem-vindos, mas não podemos ser escravos deles!

Deus abençoe!
Jorge

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