19 de Novembro de 2008

Função do Ministério de Música no Grupo de Oração

Com muita alegria pude participar um pouco nesse final de semana de um evento de nossa diocese, chamado “Encontrar-te”.
Bom, o tema da minha pregação era “Função do Ministério de Música no Grupo de Oração”.
E partilho com vcs aquilo que coloquei aos irmãos:

Dentro de tantas funções o nosso ministério tem duas que gostaria de destacar:

1º. Levar as pessoas a ter uma experiência pessoal com Deus.
2º. Somos responsáveis em alimentar o fervor das pessoas.

Acredito que sem esses dois itens nosso ministério estará incompleto, pois pense comigo: não basta apenas cantar e tocar bem… por outro lado, ainda que levemos as pessoas a ter uma experiência pessoal com Deus é necessário continuar “regando essa planta”, ou seja, o segundo item no qual mencionei acima: “alimentanr o fervor” dos irmãos, pois constantemente caímos, somos fracos, desanimamos, nos decepcionamos…

O difícil para um ministro de música é fazer isso tudo acontecer quando nós mesmos estamos passando por dificuldades, ou quem sabe vivendo um tempo de aridez.
Por isso costumo dizer que nosso ministério é prazeroso, porém árduo como os outros. É prazeroso porque é muito bom tocar e cantar… e pra Deus é melhor ainda.
Mas é árduo porque não importa a condição que estejamos vivendo, pois DEVEMOS ser SEMPRE canal da graça para os irmãos. No nosso ministério não tem essa de “hoje não estou legal…” Não tem. Precisamos sempre estar bem para que os irmãos tenham a experiência íntima com Jesus, além do fervor realimentado.
E só pode estar bem aquele que também experimenta da graça.
As pessoas esperam de nós, indiretamente, mas esperam… é nosso rosto que estão vendo ali e por isso nos doamos com tudo o que temos.

Ainda pretendo partilhar mais a respeito, mas acho que já deu pra você ter uma idéia de qual é nossa função.

Deus abençoe!
Jorge

12 de Novembro de 2008

A unção do alto

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Compositores — admin @ 12:03

Há uma frase de um poeta que diz: “somos aquilo que acreditamos ser”.

Muitas vezes é verdade mesmo, porém depende muito daquilo que assumimos para nossa vida. Por exemplo:
Uma vez participávamos de um retiro, onde a pessoa que conduzia pedia para que os coordenadores ficassem ao centro de um círculo e recebessem orações dos irmãos. Ao final da oração eu partilhava com um irmão que havia orado por mim e ele me disse uma coisa que jamais eu vou esquecer e que, apesar da responsabilidade e de minha pequenez eu resolvi assumir pra mim. Ele disse:
enquanto eu orava eu via saindo de você muitas notas musicais e claves… elas saiam de vc e no alto elas se partiam… porém ao se partirem gotas de óleo saiam delas e caiam sobre as pessoas e elas eram curadas…” Ele completou: “é a unção que Deus está lhe dando através do seu ministério. É o dom da cura através da sua música…

Irmãos, eu partilho isso com muita humildade, mas de maneira alguma me vanglorio disso. Também não me considero portador de bençãos especiais. Não é nada disso… O que eu quero dizer é que se você confiar, se você assumir para sua vida aquilo que Deus lhe colocou…. você pode chegar longe.
Sei que naquele momento me senti pequeno, mas agradecido a Deus, pois sei a miséria que sou… Assumi para mim e comecei a acreditar mais e mais que minha música pode levar cura aos corações, independente se canto bem, se toco bem, isso não importa. (ajuda é claro) Mas o meu desejo de lapidar o meu ministério aumentou, pois agora quero ser o portador da cura de Deus.
E essa é mais uma das missões de um ministério de música: ser como o arcanjo Rafael, que leva a cura até as pessoas.

Da nossa parte devemos assumir isso: somos pequenos, mas que nosso ministério possa curar muitos corações.
Não importa o momento que estejamos passando. Se Deus te escolheu é porque Ele tem um plano e nunca faz as coisas pela metade.

Jesus eu confio em vós!

Deus abençoe!
Jorge

29 de Outubro de 2008

Sempre as mesmas músicas!

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Compositores — admin @ 13:11

Algumas vezes somos tentados a cantar ou tocar apenas as músicas que gostamos, no entanto, nem sempre é o correto agir assim.
Eu por exemplo, quando comecei na igreja não gostava de tocar de jeito nenhum as músicas da Campanha da Fraternidade. Quando chegava nessa época o padre sempre nos cobrava e eu esquivava, colocando outras músicas. (obediência nada….) Com o tempo fiquei obediente.

Bom, outra situação comum: “ah, se for pra tocar essa música eu não quero… só toco se for tal música…”
Queridos… a música precisa atingir os corações, e particularmente penso que deve atingir o nosso primeiro quando estamos nessa fase.
Nem que seja por pura obediência, mas devemos exercer o nosso ministério na fidelidade.
Há dias em que realmente não gostaríamos de tocar uma determinada música, mas somos portadores de uma mensagem. E que deve ser levada, pois embora o nosso coração esteja fechado, muitos serão tocados por aquela música. Sim, aquela música de novo!

Eu mesmo, conheço um irmão que me disse que no grupo de oração dele sempre tocam as mesmas músicas de Espírito Santo, de louvor, etc… sempre as mesmas!

Temos toda a liberdade do mundo de conversar com o coordenador do ministério, com os integrantes e até com o padre em relação ao repertório, mas quando já estivermos com as músicas em mãos não podemos reclamar… vamos em frente, exercendo nosso ministério e colocando amor em nossas atitudes, pois a música também chega diferente ao coração das pessoas quando colocamos amor e entrega.
Quantas vezes já pensei: “poxa, de novo tocar Restauração (do Dunga)…. de novo tocar “Louvado seja o meu Senhor”… mas só Deus sabe o quanto de almas são resgatadas quando tocamos…. aqui não é o nosso EU que deve estar à frente, mas a vontade do Senhor, por isso mãos à obra.

É comum ainda dizermos “estou enjoado daquela música”.
Veja bem, somos humanos e se sobrecarregados de cantarmos sempre a mesma música, em todo o grupo de oração, em toda a missa, é possível SIM que fiquemos enjoados. No entanto, além de ter a liberdade de selecionar novas canções, também podemos tentar executá-la de modo diferente. Quem sabe se em um novo ritmo você não se aproxime dela novamente?
Com isso, não quero que me interpretem mal, pois não estou “quebrando” nenhuma regra, não estou desrespeitando o autor da música. Também não é plágio… mas trata-se de uma forma de tentar se aproximar daquela música que um dia tocou tanto o seu coração. Como disse acima, somos humanos… e quem nunca ficou enjoado de alguma música? Seja de tanto ouvirmos, cantarmos ou tocá-la…
Talvez alguns não concordem com minha opinião, mas é o que faço, pois tantas músicas que nasceram do coração de Deus não podem ser perdidas com o tempo…

Por fim, precisamos sempre pedir a Deus a graça de mais uma vez essa música fazer em nós novas todas as coisas.

Deus abençoe!
Jorge

24 de Outubro de 2008

Músicos envolvidos

Uma coisa que realmente me chama a atenção é quando vejo uma música sendo executada e todos os seus integrantes estão cantando.
Ontem no programa Academia do Som da Canção Nova estava o Dunga, mas percebi que na maioria das músicas que ele cantava os outros músicos cantavam juntos… independente de ter um microfone com eles (e realmente não havia).

Aí parei para pensar… se eles cantam juntos não é porque a música é simplesmente bonita, mas porque aquilo os envolvia. E é isso que precisamos em nossa vida de ministério: estar envolvidos com as músicas que tocamos e cantamos.
Quando há unção nós sentimos vontade de fazer parte dessa experiência. Nesse caso que eu citei os músicos se interessaram em cantar, pois com certeza a letra, a melodia, enfim, algo os tocava, motivava, impulsionava.

Claro que nem todos gostam de cantar, mas se possível, se vc quiser…. vc que é instrumentista faça a experiência de cantar também. Enquanto o vocalista estiver cantando, vc ali do seu canto, com o seu instrumento, saboreie também a canção. Sinta o que a letra da música traz até você, pois ela é capaz de mexer com o nosso interior, é capaz de tocar em nossos sentimentos, de nos trazer uma cura, uma libertação. Tudo depende de quão envolvidos nós estamos.
Entendo perfeitamente que muitas vezes apesar de não estar cantando podemos sentir o que a música está nos passando. E isso acontece comigo também, pois muitas vezes não canto. Mas o que estou dizendo é principalmente à vc que nunca fez essa experiência.

Não seja indiferente, frio… a música tem o poder de transformar.
E detalhe, agora por experiência própria: quando você percebe que outro do seu ministério também está cantando vc se alegra. Aí você olha para o outro lado e percebe que outro instrumentista também está experimentando da mesma graça… e assim todos vão cantando…. a assembléia também…. e todos se envolvem. O povo perceberá que não importa pra vcs se serão aplaudidos ou se estão tocando mal, mas eles perceberão que algo naquela música é capaz de mexer com vocês, com seus corações e sentimentos.

E isso é o que desejamos a todos: que se envolvam, que deixam a unção do Espírito Santo acontecer em suas vidas, seja através de nossos instrumentos ou de nossas vozes.
Vamos dar mais esse passo…

Deus abençoe!
Jorge

23 de Outubro de 2008

O verdadeiro ministério de música

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 11:57

O perigo de dar razão as modinhas em nossa volta é que a maioria delas são passageiras. E que triste saber que muitos não percebem isso, pois continuam se apegando aos ministérios que aparentemente têm futuro. Se apegam aos ministérios de música que mais tocam, que são chamados para eventos, barzinhos de Jesus, noites de louvor, etc… Acham eles o máximo, imbatíveis… tsc…
Mas a essência de um ministério de música não é simplesmente tocar. Isso é muito fácil. Aliás, qualquer um pode fazer isso.
Mas um ministério maduro, do jeito que Deus quer é aquele que tem compromisso com a verdade, que passa por dificuldades, mas que nem por isso deixa de lutar pela santidade. Um ministério bom é aquele que leva até o coração das pessoas a cura que vem de Deus. É o ministério que é cheio da Palavra de Deus e procura vivê-la diariamente.
Querer fazer parte de uma banda só porque ela tem bons equipamentos, instrumentos e quantidade de pessoas não é o principal.

Devemos exercer bem nosso ministério onde Deus nos colocou.
Não fique achando que um ministério é perfeito só porque eles tocam bem ou são afinados. Técnica não é tudo… é importante, mas não se surpreenda muito com o exterior. Veja se de fato os músicos estão levando graça de Deus às pessoas… se têm trabalho com suas paróquias, se participam assiduamente da santa missa… examine tudo, mas fique apenas com o que é bom… não é assim que nos ensina a Palavra de Deus?

Tenho certeza que você é inteligente para entender o que estou querendo dizer.

Devemos construir nossa casa cavando bem fundo e colocando os alicerces na rocha, ou seja, em Jesus, pois ali sim está nossa segurança. Jesus não é uma modinha que vai passar, pois pode vir a inundação, tribulações, que nada vai nos abalar, porque nosso alicerce está bem construído.

Confie mais nas pessoas que Deus colocou ao seu lado, pois vcs também podem chegar longe. Talvez seja questão de acertar alguns pontos… talvez na técnica, talvez na espiritualidade.
E tudo isso se conquista com o tempo… aliás, o tempo é um bom professor.
Há um tempo pra cada coisa…

Deus abençoe!
Jorge

22 de Outubro de 2008

Conteúdo admirável

Atualmente vemos muitos cantores famosos, onde muitos desejariam estar ao seu lado e quem sabe até tocar junto com eles.
Ministérios invejados, onde muitos procuram derrubá-los e tudo porque não suportam seu sucesso ou simplesmente por inveja… mas também há os ministérios que muitos gostariam de fazer parte porque atualmente “está na moda”. É o que mais toca, o mais chamado, o mais conhecido.
Vemos uma busca desenfreada para fazer parte da mídia, do reconhecimento.
E engraçado que ninguém quer fazer parte do ministério pequeno, daquele que não é conhecido e que tem poucos instrumentos. Seus músicos são iniciantes e aparentemente “nunca chegarão a lugar algum…”

Jesus no entanto, fazia milagres e pedia que não contassem nada a ninguém.
Jesus estava sempre no meio dos mais simples, dos desconhecidos.
Jesus se sentava ao lado dos pobres, pois sabia que eles não podiam retribuí-lo da mesma forma dos ricos.

Há pessoas que são lindas externamente, mas ao conhecê-las não encontramos a mesma beleza em seu interior.
Alguns são admirados pelos status e reconhecidas pelo trabalho que exercem. No entanto, acredito que quando chegarmos ao céu Deus nos cobrará os resultados e não pelo que fazíamos (pois é necessário fazer bem e não simplesmente fazer).
Refiro-me aos frutos que de fato demos e que permaneceram, pois a Palavra nos diz isso: “para que dêem frutos e frutos que permaneçam…” (Jo 15,16).

O conteúdo que mais deveria nos chamar a atenção é daqueles que de fato amam, que praticam a caridade, que são humildes.
Os ministérios que mais deveríamos gostar deveria ser aqueles que ao crescerem em sucesso têm em sua essência a frase de João Batista que dizia: “é necessário que Ele cresça e eu diminua…”

O que me admira não é um solo incrível de um guitarrista, pois isso qualquer um com muito estudo pode alcançar, mas o que me admira é ver que alguém tão bom tecnicamente consegue ser humilde como pessoa e não se distancia dos mais simples. Não esquece de suas origens, sua família, seus amigos, sua paróquia…

Tem gente correndo atrás de vasos ocos, aqueles que mostram por fora que são lindos e por isso chamam a atenção, mas depois de um tempo vemos que seu conteúdo não nos agrega em nada. E simplesmente porque a verdade não está neles. E a verdade sempre prevalece no final.

Aquilo que procuramos à finco com certeza encontraremos. Isso é certeza.
A questão é saber aquilo que você está procurando é para sua glória ou para a glória de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Outubro de 2008

Meu único modelo: Jesus!

Uma vez estive participando em um retiro, quando notei que no estacionamento havia um carro desligado, porém o motorista havia esquecido as lanternas ligadas. Como eu não sabia quem era o dono eu precisava avisar alguém que fizesse parte da equipe de organização do evento.

Nesse momento estava acontecendo o intervalo e os músicos do palco estavam apenas conversando e quem sabe corrigindo alguns detalhes. Então, chamei o único músico que eu conhecia (detalhe: é um músico católico muito famoso em nosso meio) e perguntei se ele poderia avisar sobre o carro que havia deixado a lanterna ligada. E estava com o papelzinho na minha mão, com a identificação da placa do veículo.
Para minha surpresa a resposta foi: “Vc não devia passar isso pra mim. Não sou eu quem devo dar recados. Agora eu estou ocupado…”
Confesso que além do susto (pois realmente eu não esperava tamanha arrogância) fiquei arrasado, pois era um músico no qual eu tinha a maior consideração, tenho seus CDs e realmente admirava sua forma de ministrar.

Bom, hoje após alguns anos já não tenho mais mágoa, mas vejo como o ser humano é pequeno. Um pouco de “brilho” e pronto, já achamos que somos alguém, que somos importantes.
Bom é Deus… e pronto!
Não vou citar o nome do cantor para não comprometer sua imagem, pois todos estamos sujeitos a cometer erros e talvez quem sabe, ele não estivesse em um dia bom, né? Melhor pensar assim, pois ele é quem estava perdendo com tudo isso, com esse tipo de comportamento.

A lição de hoje é: não devemos nos apegar e querer nos espelhar em pessoas. Nosso único modelo é e deve ser sempre Jesus Cristo. Apenas Ele.

Que possamos pedir a Deus a graça de ser humildes.
Que saibamos ser pequenos e dependentes Dele.
E que a arrogância e o estrelismo nunca nos alcance.

Deus abençoe!
Jorge

20 de Outubro de 2008

Respeitando limites

Você já notou que muitas vezes não respeitamos os limites das pessoas?
Por exemplo: alguém que é novo no ministério e está aprendendo a tocar ou cantar…. alguém que é novo como pregador ou intercessor…
Estamos sempre explorando seus limites, forçando-os a fazer aquilo que ainda não podem. Exigimos sempre mais e mais.
Mas a verdade é que Deus não faz isso com a gente e porque acabamos por ser assim?
Desta forma estamos agindo como no Evangelho, onde um homem não perdoou a dívida de seu servo.

Muitas vezes nem nós mesmos respeitamos nossos limites.
Lembro-me que no começo de minha caminhada no grupo de oração lutávamos para conseguir rezar um rosário por dia e se não conseguíssemos, ficávamos muito tristes e com sentimento de culpa.
Ou seja, não respeitávamos nós próprios, pois era uma mudança muito brusca: um dia você nem reza e no dia seguinte rezar um rosário de uma vez?!

Precisamos aprender a respeitar os limites, sejam os nossos ou dos nossos irmãos.
Há coisas que levam tempo, por isso sejamos mais caridosos, mais pacientes, pois as coisas acontecem na hora certa, na hora que Deus achar melhor.
Podemos incentivar, mas nunca forçar a barra.

Imagina se quiséssemos ter pressa a todo tempo e chegássemos em um hospital e disséssemos assim: “Ei, nada de colocar o soro gota-após-gota…. coloque tudo de uma vez na veia da pessoa, assim ele ficará curado rápido…
Assim só estaremos atrapalhando e vamos matar o paciente.

Há coisas que demoram mesmo. Uns mais e outros menos. Mas o importante é saber esperar. E esperar com paciência, respeito e caridade.
Nada de ficar reclamando, pois cada um tem o seu próprio progresso.

Deus abençoe!
Jorge

19 de Outubro de 2008

Músicos apaixonados

Uma coisa que sempre defendi em nosso ministério é o seguinte: ao mesmo tempo que sabemos que trata-se de um serviço sério que prestamos a Deus, ao mesmo tempo é prazeroso. É bom ou não é tocar e cantar para Deus?

Porém, com o tempo vemos muitos músicos desistindo da Igreja. Eu particularmente tenho visto muita gente se distanciando. E não tenho receio algum em dizer que em minha própria paróquia muitos músicos abandonaram… e como tenho saudades deles… queria tanto vê-los novamente nas missas, nos grupos…
Bom, Deus é quem sabe…. mas se dependesse da minha vontade e da minha oração eu os queria de volta o mais depressa possível.

Agora a vcs músicos que continuam na missão: nós precisamos nos apaixonar novamente pelo nosso ministério. Precisamos retomar aquele amor que sentimos quando servimos pelas primeiras vezes.
Vcs são capazes de lembrar quando começaram os primeiros ensaios, os primeiros encontros… o ministério se formando…. quantas lutas, quantas correrias, não é mesmo?

E isso só pode ser recuperado se nos apaixonarmos. Primeiramente pelo nosso próprio chamado, pois Deus sempre nos quer perto Dele. Ele quer precisar de nós, mas não porque somos melhores, mas porque os dons de Deus são irrevogáveis, e se Ele nos deu esse dom, essa voz, esse jeito de ministrar, então é porque temos muito o que dar ainda.
Precisamos nos apaixonar pelo nosso ministério, ainda que custe muito esforço, muita luta… Esse amor, essa paixão às vezes leva tempo, por isso tenha paciência, aguarde mais um pouco. Não tome decisõe precipitadas quanto ao seu ministério. Não queira falar tudo o que lhe vir na cabeça. Ame mais. Esforce-se para olhar com outros olhos. Deixa Deus lapidar….

Tenho certeza que sendo músicos apaixonados todos a nossa volta serão inflamados pelo fogo desse amor.

Deus abençoe!
Jorge

17 de Outubro de 2008

Música Secular - Podemos ouvir?

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Jovens, Compositores — admin @ 18:11

A resposta é simples e curta: sim.

O cuidado que devemos ter é que a letra de algumas músicas podem nos influenciar de forma negativa.
Se o conteúdo de uma música (que não é da Igreja) traz à você coisas boas, não vejo problema algum em ouvi-las. Muito pelo contrário, devemos ouví-las SIM.

Está errado aquele que diz que SÓ DEVEMOS OUVIR músicas da igreja, especialmente católicas. Estaríamos sendo injustos com aqueles que estudaram música, que trabalham sério e dedicam sua vida à arte musical. E que também enviam suas mensagens a nós, seja de paz, de fraternidade, poesias, enfim… (e para falar a verdade tem muita gente que é mais santo que nós que participamos da igreja).
Afinal, todos temos o que aprender. Quem está na Igreja não é melhor que ninguém.

O que não podemos fazer é dar audiência para músicas que nos destroem, que promovem a desunião de famílias, relacionamentos. Músicas que não se importam com o bem estar das pessoas… em outras palavras músicas egoístas.

A música que promove apenas a sensualidade, sedução, enfim, só podem levar para um único lugar.
Da mesma forma nós músicos católicos: nossa música deve levar as pessoas à um só lugar: ao céu, ao coração de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

16 de Outubro de 2008

Salmo surpresa

Estávamos uma vez diante do sacrário, adorando a Jesus (geralmente finalizamos o grupo de oração fazendo esta adoração). Aí me lembro que a pessoa que estava conduzindo a oração neste dia falou assim “agora nós vamos cantar um salmo ao Senhor… um salmo onde possamos adorá-lo…

Confesso que fui pego de surpresa, pois realmente eu não esperava por aquilo. Na realidade já estava dedilhando uma outra música no violão e só estava esperando ela terminar para começarmos a cantar.
Bom, na hora mudei os planos e tratei de pensar em algum salmo (e que ainda precisava ser de adoração, exaltação ao Senhor, pois era o momento que estávamos experimentando).

Por incrível que pareça não me vinha nenhum na cabeça e eu dedilhando o violão como que tentando achar alguma melodia, algo que eu pudesse lembrar rápido. Fui mudando as tonalidades, o dedilhado e nada… Comecei a ficar um pouco tenso porque a pessoa insistia: “…vamos, vamos cantar um salmo em adoração ao Senhor…
Vejam só que fria… rsss…

Bom, no final deu tudo certo, pois lembrei de um salmo e finalizamos o grupo.
Logicamente no final conversei com essa irmã e expliquei que algumas coisas precisam ser “combinadas”. Não sair pedindo qualquer música e há qualquer hora. Claro que conversei numa boa e ela entendeu que eu tinha ficado numa “saia justa”.

Com tudo isso refleti no seguinte: precisamos SEMPRE estar preparados. Não basta fazer uma listinha das músicas que vamos tocar no grupo de oração. No início até entendo, mas com o tempo é bom ter um acervo de músicas, dos vários momentos que são utilizados no grupo.

Pensei também a respeito do seguinte: todos os domingos nós músicos estamos acostumados a tocar o Salmo de resposta, porém vem a dúvida: será que sabemos mesmo o que estamos cantando? Se o salmo é de ação de graças ou súplica, se é um salmo de louvor ou poéticos, enfim… nós músicos precisamos ter mais intimidade com os Salmos, pois tenho certeza que muitas vezes após sair da Santa Missa nem lembramos mais que salmo foi cantado.

Precisamos de mais intimidade com os salmos para também rezá-los com eles, para também levá-los ao coração das pessoas. Para inserí-los no nosso dia-a-dia.
Faça essa experiência: após a missa tente lembrar quais foram as leituras do dia. Com isso você estará medindo seu nível de atenção com a liturgia da Palavra.
Uma boa ajuda também é ter o costume de ler as leituras do dia e não simplesmente se prender só às leituras do domingo.

Em um livro do monsenhor Jonas Abib, diz que salmos são como frutas, que são bem-vindas em todos os instantes.
Sempre é bom ler e meditar um Salmo.

Meu convite final é esse: sermos salmistas de verdade, que experimentam profundamente o que esses hinos podem fazer em nossas vidas.
Assim não seremos pegos de surpresa nos mais diversos dias de nossas vidas.

Deus abençoe!
Jorge

14 de Outubro de 2008

João de Barro

Provavelmente você já ouviu falar na ave “João de Barro”, onde é conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno.

O que esse curioso pássaro tem a nos ensinar?
Vou deixar aqui na íntegra o que se fala a respeito dele. Leia com calma:

Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, parecendo realizar um rodízio entre dois a três ninhos, reparando ninhos velhos semi-destruídos. Quando não há mais espaço para a construção de novos ninhos, o pássaro o constrói em cima ou ao lado do velho…

Logo no início vemos que ele não se conforma em ficar muito tempo no mesmo ninho, ou seja, nós também não podemos nos conformar com a mesmice. Precisamos fazer como esse pássaro que sai em busca de um novo ninho. Com isso, não quero dizer que você deva deixar seu ministério ou seu grupo, muito pelo contrário, mas você fará como o João de Barro, que RECONSTRÓI o ninho semi-destruído.

Atualmente estamos vendo grupos destruídos, ministérios destruídos, coordenações enfraquecidas…
O João de Barro quando percebe que não há mais espaço pra ele constrói um outro ninho em cima ou ao lado do velho, ou seja, ele não se dá por vencido, não desanima. Sempre há um espacinho que lhe é de direito.

Tenha o discernimento de entender que aqui o que vale é a luta, é a restauração e a reconstrução do seu grupo, do seu ministério e até de você mesmo.
A questão não é disputa, onde achamos que aquilo que nós mesmos fazemos é que é bom. Não é isso. Mas fazermos bem e dar lugar também aos outros, pois o João de Barro quando faz seu ninho também oferece a outros pássaros. Ele compartilha, não é só dele…

O pássaro não é de barro, mas apenas seu nome. Porém, que possamos nós sermos de barro, pois assim deixaremos com que o oleiro, o verdadeiro artista nos modele conforme Sua vontade.
O barro quando em contato com a água, amolece. Então não perca tempo: amoleça seu coração, deixe com que a água do Espírito te toque e faça nova todas as coisas em sua vida.

Deus abençoe!
Jorge

8 de Outubro de 2008

Ensaio musical

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 11:09

Está aí uma coisa que sempre foi difícil pra mim, por mais que eu desejasse: ensaiar bem.
O ensaio de um ministério de música é importantíssimo, pois além de dar um entrosamento entre os integrantes, serão corrigidas algumas falhas, também poderemos inserir novas técnicas, lances de vozes, etc.
Não basta simplesmente dizer que na hora o Espírito Santo inspira ou que já toca há muito tempo com o mesmo pessoal e não precisa de ensaio. Sempre precisamos.

Um problema constante é a falta de tempo, e então o ensaio é comprometido, pois MAIS UMA VEZ deixamos de ensaiar.
Eu mesmo não vou ser hipócrita e meus irmãos de ministérios sabem o quanto é difícil conciliarmos os horários. Mas quando possivel devemos fazê-los bem.

O que é triste é vermos brincadeiras na hora dos ensaios, pois alguns ministérios têm a chance de se reunir, mas não aproveitam bem o horário que têm em mãos.
Ao invés de levar a sério e procurar aperfeiçoar suas músicas, o que vemos é o seguinte: conversas paralelas, atrasos, o guitarrista fazendo um solinho enquanto os vocalistas estão decidindo que música irão cantar… ou seja: o ensaio vira uma bagunça.

Imagina se um time de futebol no momento de treinar fizesse uma bagunça. O que aconteceria? Na hora do jogo não saberiam o que fazer e certamente perderiam feio…

Vamos procurar ser mais responsáveis, pontuais, levar a sério o ministério que Deus nos deu.
Procure levar seus instrumentos afinados, para na hora do ensaio perder o menos tempo possível com isso. Chegue antes se for o caso e já deixe os microfones e instrumentos prontos.
Não deixem para escolher as músicas só na hora do ensaio. Já venham com elas prontas em mãos. Aliás, deixe mais músicas, pois de repente vocês podem mudar de idéia e aí não perderão mais tempo pensando em qual música tocar.

Cantores: não esqueçam de beber muita água, pois nos ensaios é que sentimos o maior desgaste.
Instrumentistas: não deixem para aprender a música só na hora do ensaio. Ensaio é para aperfeiçoá-la. Aprenda e treine em casa. Por isso é importante saber as músicas que ensaiaremos antecipadamente.
Se possível cada integrante deveria ficar com uma folha das músicas, assim cada um tem o seu espaço próprio para anotações, enfim…

Com um ensaio bem feito as coisas começarão a fluir e você sentirá vontade de participar novamente.
Respeite os horários. Se vocês decidiram duas horas de ensaio, não fiquem 2 horas e meia. Procurem a disciplina ao máximo e aos poucos os resultados aparecerão.

Ter responsabilidade e disciplina é não significa que não haverá clima de alegria. Muito pelo contrário, nos ensaios deve sempre haver discontração, boas risadas e partilha.
Não esqueçam de fazer uma boa oração também, apresentando tudo ao Senhor.

Conte-nos sua experiência!
Deus abençoe!
Jorge

4 de Outubro de 2008

Irmão Francisco…

Hoje, 04 de outubro… comemoramos o dia de São Francisco de Assis.
Esse grande santo da Igreja e que muitas vezes só é lembrado como “protetor dos animais”.
Parece que se esquecem de sua vida de santidade, de suas renúncias, do seu cuidado com os pobres e zelo pela igreja.
Não lembram que um chamado em sua alma ardia fortemente: “vai e reconstrói a minha igreja…”

Hoje nós músicos temos essa missão de continuar aquilo que Francisco começou. Com nosso ministério em mãos precisamos sim, cuidar da nossa Igreja, restaurando-a cada vez mais.
Por isso não temos o direito de destruir aquilo que Francisco começou, pois quando usamos nosso ministério para nos vangloriarmos, estamos distruindo aquilo que ele começou com humildade, carinho e amor.

Alguém que foi capaz de se atirar em uma roseira cheia de espinhos para não ouvir seus desejos carnais, tem muito a nos ensinar.
Alguém que criou o primeiro presépio tem muita espiritualidade para nos ensinar.
Alguém que criou a linda oração “fazei-me um instrumento de vossa paz” é capaz de mostrar-nos que não nosso ministério não vale nada se não formos humildes.

Nosso único desejo, nossa única intenção deveria ser a busca do reino acima de todas as coisas. Viver o amor como Jesus tanto insistiu.
Depois todas as coisas virão em acréscimo.

Deus abençoe!
Jorge

4 de Setembro de 2008

Seminário de Vida - parte 2

Em um seminário de vida nem sempre é fácil administrar o tempo que temos disponível, pois além dos momentos de louvor, perdão, etc, que já estamos acostumados no dia-a-dia do grupo de oração, ainda há o momento da partilha, ou seja, em grupos que ocorrem partilha geralmente diminuem o tempo da animação.

Aí já vai uma reflexão: porque sempre que precisam de “mais tempo” no grupo de oração, eles pensam em tirar dos músicos?
Veja só: se o pregador precisa de mais tempo que o normal eles dizem: “tudo bem, qualquer coisa nós diminuimos o tempo de animação”.
Se ao final do grupo houver alguma dinâmica, testemunhos, enfim… adivinha de onde eles arrumarão tempo?

Eu entendo que até podemos fazer isso, mas não podemos perder de mente que o ministério de música é algo essencial no grupo de oração. Não é o mais importante, mas não podemos tratar da música como algo secundário, do tipo que “se der pra colocar eu coloco…” Não pode ser assim. Quanto mais em um seminário…

Há coordenadores e servos que não dão o valor que de fato o ministério de música merece. Somos servos como todos os outros. Não somos melhores que ninguém, mas parece que algumas pessoas não dão valor para alguma coisas:
- os músicos sempre chegam antes para afinar e ligar os instrumentos (ou pelo menos deveriam chegar);
- os músicos estão entre os últimos a sair da igreja, pois enquanto todo mundo está em confraternização no final do grupo, nós estamos lá arrumando e guardando os instrumentos. (Fora quando não sobra comida pra gente…rsss… mas é verdade…)
- como já disse antes um bom músico não “faz tudo na hora”. Ele já vem exercendo seu ministério desde casa, quando separou as músicas, fez as leituras do dia, etc…
- o músico que erra ou desafina fica tão em destaque que alguns nos olham com desdém… ou seja, não podemos errar, pois somos julgados…

Não estou me fazendo de vítima e nem defendendo os músicos. Não somos coitadinhos e não precisamos disso. Mas é preciso reconhecer a importância de cada um no grupo.
Assim como os intercessores têm a difícil missão de rezar e rezar, (até mesmo em outros dias das semanas), os músicos também estão ali dando o seu sangue por amor à Deus.
Mas não é justo que alguns considerem o nosso ministério fácil, onde até dizem: “Ah, o ministério de vcs é fácil… é prazeroso….. o meu é que é complicado…”
Como se músico não passasse por provação, tentações…. como se fosse tudo um mar de rosas.

E onde quero chegar com tudo isso?
Para conduzir um seminário de vida é preciso estar com a cabeça boa, ou seja, todo o ambiente em harmonia, sem desavenças e sem competições. Os ministérios devem se ajudar e não criticar um ao outro. O músico precisa estar com a oração em dia, com a espiritualidade em dia…
O seminário de vida muitas vezes é o cartão de visita do seu grupo de oração. Há pessoas que nunca foram no grupo, mas foram conhecer o seminário, porém só irão voltar se gostarem. E aí é que está o segredo: o músico tem grande responsabilidade, pois a sua postura, sua autenticidade está em jogo.
Assim como a acolhida não pode falhar os músicos também não. Falhar não significa errar acordes, mas estou dizendo que o nosso cantar e o nosso conduzir deve ter uma única sintonia. Aquela que caminha de acordo com o RHEMA (a direção de Deus).

Em um cartão de visitas sempre há o nome de contato da pessoa, não é? Pois então… nós músicos somos o contato. Todos os servos são, sem exceção.
Algumas pessoas só voltarão no seminário se esse contato valer a pena.

Deus abençoe!
Jorge

25 de Agosto de 2008

Dicas aos Salmistas

Vou tentar colocar aqui pra vocês algumas dicas que considero úteis aos salmistas.

- Dê preferência em CANTAR o salmo, pois o próprio nome já diz: que se trata de CANÇÕES utilizadas com instrumentos;

- Particularmente não acho legal substituir o salmo por uma música de meditação. Embora eu já tenha lido em documentos que podemos escolher uma música de reflexão que responda à primeira leitura. Mas faça o seguinte: aprenda o salmo. Com certeza será melhor;

- Apenas um salmista. Nada de um monte de gente no ambão da Palavra. Os outros podem entrar no refrão juntamente com a assembléia;

- Não deixe para conhecer o salmo minutos antes de cantá-lo. É sempre bom ENTENDER do que se trata o salmo. Tendo a idéia principal do salmo ficará mais fácil sua execução. Quando entendemos a letra não ficamos tão presos aos folhetos e poderemos até olhar para as pessoas. Seremos capazes de colocar até mesmo mais emoção em nosso canto;

- Quando cantamos precisamos ter a certeza que o som está claro para as pessoas. É triste quando vamos em uma missa e não conseguimos entender o que diz o salmista, pois ele canta “para dentro” e a dicção não é clara;

- Não coloque uma introdução TÃÃÃO grande antes de cantar o salmo. (Ou até mesmo aqueles solos demorados no meio da música). Estamos na missa e não em um show. Com certeza se você fizer com carinho e atenção será capaz de identificar qual a melhor forma de aplicar os tempos;

- Quando for escolher o ritmo que será dado ao salmo é bom estudá-lo antes, para saber se trata de um agradecimento, louvor, pedido de perdão. Veja se você acha que tem cabimento colocar bateria, todos os instrumentos, aquele ritmo alegre enquanto você diz: “lavai-me Senhor e ficarei mais branco do que a neve… não retireis de mim o vosso Santo Espírito (cf Sl 51)”. Lembre-se que além de estudar o salmo é preciso ter discernimento;

- A utilização de instrumentos também deve ser levada em conta. Nem sempre todos os instrumentos deverão participar, em especial nos tempos de quaresma e advento. (Até podem ser usados, mas com muita sabedoria e descrição);

- Dê preferência à ritmos que sejam fáceis para assembléia entender e até cantar junto nos refrões. Alguns ritmos “quebrados” ou acelerados demais podem ser de difícil compreensão e acompanhamento;

- Tente novos ritmos, conheça novos ritmos. Se não houver músicos com o dom da criação compre CDs de liturgia, pois há uma infinidade de formas de cantar o salmo. (Nesta dica vale lembrar que em algumas paróquias o padre já tem como definido a forma que sempre deverá ser entoado este cântico, ok? Neste caso, seguimos na obediência);

- Eu tenho para mim que o refrão deve ser cantado (e tocado) sempre diferente das estrofes, assim evitamos certa “mesmice” na música inteira. O que tornaria a música um pouco tediosa;

- Não faça do local onde será cantado o salmo um palco, onde você quer mais a atenção do que todos em sua volta. Simplesmente cante com simplicidade e volte para o seu lugar;

- Nossa postura sempre será observada, por isso nada de chamar a atenção com o excesso de gestos, danças, etc. O ambão da Palavra não é lugar disso;

- Cuidado também com a aparência. Não vá muito “emperequetado”, com roupas que chamem a atenção (roupas curtas, etc). Mas lembre-se de ir bem vestido e com roupa limpa. Mostre que aquele momento é importante para você, por isso dê-lhe toda a dignidade que ele merece;

- TERMINANTEMENTE PROIBIDO dar recados, fazer “mini-homilias”, contar historinhas, conduzir orações, testemunhos, enfim… vc entendeu. Ali é para recitar o salmo, cantar o salmo;

- Ficar acenando para as pessoas também não é legal. Lembre-se que naquele momento a Palavra de Deus precisa atingir os corações. Depois você conversa com seus irmãos;

- O fato de cantarmos o salmo não nos dá título de sermos melhores que ninguém. Por isso, nada de arrogância com as pessoas. Não ache que você é o máximo, ok?

- Dê oportunidade para aqueles que sentem o chamado a serem salmistas. Mas para isso é sempre importante o ensaio e a formação. Cuidado para não entitular alguém como único e exclusivo salmista. (Uma sugestão seria fazer escalas - nos casos onde houver vários salmistas);

Bom, espero que as dicas tenham sido úteis pra vocês. Caso queiram relacionar mais itens ou adicionar algum comentário estejam à vontade, ok? É sempre um prazer ver a participação dos irmãos aqui no BLOG.

Deus abençoe!

Jorge

21 de Agosto de 2008

Carta aos Artistas

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 13:09

No documento que o papa João Paulo II escreveu (Carta aos Artistas) diz em um dos seus parágrafos o seguinte:

A Igreja tem necessidade dos músicos
Vejam que maravilhoso: Fazemos parte de um corpo que precisa de nós.
Aquele que é da Igreja e ousa dizer que não precisa de nós (músicos) está mentindo, ou pelo menos não está em comunhão com ela, pois o documento diz claramente que “A Igreja tem necessidade dos músicos”.

Somos artistas de Deus, por isso nunca ache que esse ministério não tem valor e que não temos importância.
A Igreja precisa de nós sim. Foi um papa que escreveu isso.

E o documento continua: “Quantas composições sacras foram elaboradas, ao longo dos séculos, por pessoas profundamente imbuídas pelo sentido do mistério…
Que coisa mais linda…
Precisamos cada vez mais de pessoas apaixonadas pelo mistério, para que continuemos a compor canções que agradem o coração de Deus e que caminham de acordo com a verdade.

Não faça músicas de qualquer jeito, não cante de qualquer jeito.
Como já disse aqui em outras vezes a técnica é importântíssima sim, mas devemos cantar também com a nossa emoção.
Atualmente vemos músicos muito bons tecnicamente, mas que se você reparar com atenção notará que não há sentimento, não há o carisma. Mas agora passe essa mesma música para alguém apaixonado pela Igreja, por Deus e em seus mistérios e peça para que cante ou toque. Você sentirá algo diferente no ar.
É dessas pessoas que o documento está dizendo: “pessoas profundamente imbuídas pelo sentido do mistério”.

Vejam outra parte linda da Carta aos Artistas:
…implica o convite a penetrar, pela intuição criativa, no mistério de Deus encarnado…

Deus te encoraja hoje a confiar em sua intuição, em seu amor.
Você pode ir longe…. volte a apaixonar-se por Deus e mergulhe em Seu coração.

Uma vez consagrado para sempre consagrado.
Vejam o que diz a música da Eliana Ribeiro:

Um consagrado para amar,
Um consagrado pra se doar,
Um amor que tudo suporta,
Um amor que não dá pra improvisar.
Um consagrado para amar,
Um consagrado pra se doar,
Um amor que não busca interesses seus,
É o mais puro amor, o amor de Deus!

Que tal ler a Carta aos Artistas? É só entrar aqui e fazer o download do documento.

O seu ministério é lindo, não desista dele. A igreja tem necessidade dos músicos!

Deus abençoe!
Jorge

18 de Agosto de 2008

Deserto Espiritual

Quero escrever a respeito de dois tipos de deserto:

1º Deserto espiritual - é aquele que a pessoa depois de algum tempo já não sente mais a presença de Deus. Sente até mesmo que sua fé já não é mais a mesma e cada vez mais sua vida espiritual está na “secura”…
É muito comum vermos a desistência dos servos, pois a alegria já não existem mais em seus semblantes… a murmúria e a tristeza estão presentes o tempo inteiro.
Mas deixa eu dizer uma coisa: quem vive esse momento não deve desistir e nem desanimar, pois o deserto é algo que acontece mesmo. Todo mundo passa por isso. Se não passou com certeza ainda vai passar. Há pessoas que vivem esse deserto por anos.

Deserto é para os grandes! Lembre-se que Jesus passou 40 dias em um deserto e foi tentado pelo Diabo. Nem Jesus deixou de ser tentado…
Santa Tereza D’Avila viveu anos sem sentir a presença de Deus. Vejam que coisa! Uma santa e doutora da Igreja e não sentiu a Deus por tanto tempo. Por isso você não pode desanimar e desistir.

2º Deserto espiritual - é aquele em que você mesmo busca um momento a sós com Deus, onde afasta-se por algum tempo e busca fortalecimento espiritual. Como funciona isso?

Você se “isola” mesmo e fica em oração, com jejuns, leitura da Palavra e busca ao máximo intimidade com o Senhor. Ao contrário do primeiro tipo de deserto você sente forte a presença de Deus, pois é intenso o momento. Deus fala no fundo da sua alma e quando sair novamente em missão se sentirá seguro, mais forte e feliz.
É um momento oportuno para obter respostas de Deus, para entender algumas questões que estavam pendentes e que antes você não entendia.

Esse tipo de deserto é uma riqueza muito grande, mas nem todos o buscam, pois não é fácil vivê-lo. Justamente pelo nome: deserto é deserto. Não pense que é fácil ou brincadeira, pois a questão não é simplesmente se afastar e orar… é muito mais que isso. É um momento MUITO profundo de intimidade e até mesmo solidão. Você se isola por algum tempo (isso pode levar muitos dias)… passa por provação, em alguns momentos sente até que é loucura, mas se você perseverar com certeza colherá muitas bençãos.

Quando estamos nesse tipo de deserto espiritual não servimos à Igreja como antes. Deixamos nossos trabalhos, atividades, enfim, deixamos muita coisa de lado. Mas tudo por um motivo: à busca profunda de Deus. A busca de intimidade e fortalecimento do nosso espírito. Mas não se trata de uma busca egoísta e individualista, pois tudo é para a glória de Deus e em favor dos irmãos. Nos fortalecemos sim, mas para depois colocar nosso ministério à serviço mais uma vez, porém abastecidos de graça somos capazes de dar o nosso melhor.
Preciso dizer ainda que viver esta espiritualidade não significa se afastar das pessoas, deixar de falar com elas, pois tudo deve ser feito com muito discernimento. Se você tiver condições de se afastar mesmo, como uma viagem, um retiro, ótimo… melhor assim. No entanto, nem sempre teremos essas opções.
Talvez uma dica interessante seja fazer um retiro em um lugar afastado, com outras pessoas, onde você não conheça ninguém.

Certa vez eu li uma frase que dizia: “A solidão a chama, o silêncio a atrai, o deserto a conquista”.
E é isso mesmo. O deserto é o local de encontro com Deus. É um lugar e um tempo forte de oração.

O Senhor nos chama a uma intimidade e quer falar ao nosso coração. Você já foi ao deserto?
Conte-nos a sua experiência!

Deus abençoe!
Jorge

14 de Agosto de 2008

Deixe-se moldar

Mergulhar nas profundezas do coração de Deus é ter intimidade, abrir-se ao Espírito Santo, é deixar com que Deus nos modele por inteiro, é viver a vida nova na qual temos tanta sede.
É a transformação de nossa vida inteira, independente do que já tenhamos feito. Já não importa o homem velho que fomos, não importa o quanto pecamos e o mal que já fizemos. Mas agora somos nova criatura, pois estamos em Cristo Jesus.

Vamos pensar daqui pra frente. Você precisa se levantar meu irmão. Não pare por aí. Não desanime. Seu ministério é valioso e sua vida é uma benção pra muita gente. Pode acreditar.

Se descobrirmos verdadeiramente a riqueza que é ser um homem espiritual, uma mulher espiritual, jamais abandonaremos essa vida, pois é lindo, é maravilhoso ao mesmo tempo que é simples. Assim como diz a música é uma brisa suave que nos toca, invade e toma o espaço do nosso coração. E a luz que chegará até nossa alma dissipará todas as trevas…

Já não há mais lugar para o homem velho, para as coisas velhas e para o pecado. Sim, o pecado está diante de nós o tempo inteiro, mas já não nos preocupamos tanto com ele, pois o Senhor olha para a nossa luta e é isso o que importa.

Solte sua voz e clame, mas com amor:
“Sim Senhor, eu sei que sou pequeno… sei que sou pecador, mas quero te amar… eu sei que te amo Senhor, por isso vem ó Espírito Santo. Brisa leve, tão suave doce Espírito, Santo de Deus…”

Os carismas vão te acompanhar, a doçura do alto repousará sobre seu ministério e a sombra do Altíssimo te envolverá.
É uma questão de abertura. Quanto mais eu rezo, quanto mais eu busco e quanto mais eu quero, assim irei recebendo.
Basta ser fiel no pouco. E o Senhor confiará muito mais!

Deixe-se moldar, pois vale a pena.

Deus abençoe
Jorge

4 de Agosto de 2008

Cuidado. Vigiai!

Uma coisa é certa: se você não tomar cuidado vai cair… Vai cair sim….
Se não vigiar cedo ou tarde cairá na cilada do inimigo. É uma questão de tempo…
Não adianta querer dar uma de durão, de que comigo não acontece, enfim…. se não for vigilante vai ser pego.

Nossa vigilância precisa ser levada mais a sério.
Desculpe-me a força da expressão agora, mas não interessa se você não está com dificuldades, se está passando por provação, se está em depressão…. pegue o seu terço, reze! Não perca tempo, é urgente!
Talvez você já tenha esperado demais. Não espere chegar determinada situação. Não espere sua fé “melhorar”. Isso não existe, pois você que precisa correr atrás.
Procure tempo. Não seja vencido por ele. Reze no ônibus, na fila do banco, enfim, reze, leia a Palavra, aprofunde-se na espiritualidade e não saia mais dela, pois aqueles que se consideram firmes podem cair sim.

Ser vencido pelo inimigo é muito fácil, porque ele apresenta coisas boas pra gente. Coisas que nos alegram (ainda que por algum tempo), coisas que dão prazer e nos satisfazem.
Mas vai durar por apenas algum tempo. Depois você é candidato à tristeza e depressão, candidato à revolta e indignação consigo mesmo. Não queira passar por isso.

Volte para aquela espiritualidade que um dia você teve. Aliás, mergulhe mais ainda no coração de Deus, porque o tempo está passando e muitos estão sendo vencidos… e como eu já disse aqui algumas vezes: nós somos escravos de quem nos vence. Por isso, se caiu é melhor levantar-se. Se está no fundo do poço você só tem uma saída: para cima.
Não importa o tamanho do seu pecado ou do erro que você cometeu. Agora não tem jeito: levante a cabeça e vamos em frente…. se pecou, fazer o quê? Somos seres humanos… somos fracos…. mas não fique mais escravizado.
Quebre estas correntes agora mesmo em nome de Jesus.

Meu irmão, minha irmã… todos nós estamos sujeitos. Eu também não sou santinho. Eu também sofro tentações. Eu também passo por desânimo e dificuldades. Mas eu não posso parar se algo aconteceu.
Ninguém está livre disso. Todos nós somos alvo do inimigo. Por isso, além de desviar das flechas inflamadas é melhor estar com o escudo da vigilância.

Vamos! Bola pra frente. Chega de mornidão.
Levante-se e tenha coragem!

Bom, esse é meu grito de alerta de hoje. Espero que vc me leve a sério.

Deus abençoe!
Jorge

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