22 de Dezembro de 2009

O Natal está chegando

Arquivado sob: Fé - Perseverança — admin @ 12:36

Você já reparou como é uma mãe grávida com seu filho que está para nascer?
Existe todo um zelo, um carinho, ansiedade e ao mesmo tempo alegria… e principalmente, uma preparação, pois está para vir o Filho…

Assim, neste tempo de Advento que se aproxima possamos preparar o nosso coração para chegada, daquele que nos amou primeiro: Jesus!

Vamos nos alegrar, porque a Alegria estará em nosso meio de maneira mais intensa neste Natal.
“e muitos se alegrarão com o seu nascimento…” Lc 1, 14
É promessa de Deus: muitos se alegrarão!!

Não só Nossa Senhora se alegrava com as coisas que aconteciam e com a promessa de Deus se realizando, mas o próprio povo exclamava:
“Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste.” Lc 11, 27

Felizes somos nós, os convidados para a Ceia do Senhor!!
Prepara o teu coração!
Jorge

21 de Dezembro de 2009

Rezando pelo inesperado

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Maria — admin @ 21:37

Quero convidar você hoje a rezar pelo inesperado. Você já pensou nisso?! Rezar pelo inesperado…
Como somos pegos de surpresa… nas mais variadas situações do nosso dia a dia…

Maria não esperava que um anjo aparecesse em sua presença. E embora ela tenha ficado pertubada, “o anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.” (Lc 1, 30)
E encontrar graça diante de Deus é manter vigilância, ser mesmo pessoa de oração e obras.
“Olhai! Vigiai! porque não sabeis quando chegará o tempo.” (Mc 13, 33)

O próprio Senhor foi pego de surpresa em várias ocasiões… quando abriram o teto de uma casa e desciam um paralítico em uma cama, para que ele o curasse. Ou ainda quando Jesus estava ensinando e chegaram com aquela mulher que foi pega em adultério… e Jesus não a condenou…

Penso que esse é um grande tesouro para nós: vigiar e orar. Não apenas vigiar mas orar. Não apenas orar, mas vigiar.
Para que no inesperado Deus seja mais!

E assim poder ouvir como Nossa Senhora ouviu: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus…”

Deus abençoe o seu dia.
Jorge Henrique

20 de Dezembro de 2009

A sombra do altíssimo te revestirá

Arquivado sob: Maria — admin @ 09:39

Quero partilhar hoje algo que estive rezando certa vez… Eu estava pensando naquilo que é impossível pra mim… e pedindo a consolação de Nossa Senhora. E meditei sobre essa passagem. Espero que te ajude também, pois a Sombra do Altíssimo está sobre nós!

“Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra.
porque a Deus nenhuma coisa é impossível…”

Muitas vezes somos nós que dizemos isso: “Como se fará isso?” “Como agir Senhor?” “Sou tão pequeno… tem pessoas melhores e mais capacitadas que eu para resolver isso…”
Mas Deus vem em nosso auxílio dizendo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra”.

Tome posse dessa Palavra, pois ela é a verdade e tem poder.

Pois a Deus nada é impossível!!!

Dia Santo pra vcs!
Jorge

19 de Dezembro de 2009

O bálsamo da graça

Arquivado sob: Maria — admin @ 07:40

“Suave é o cheiro dos teus perfumes; como perfume derramado é o teu nome…” Ct 1, 3

Como perfume derramado é o teu nome ó Maria, Mãe Santíssima!!

Aquele que se deixa levar por essa leveza, por essa suavidade que é a própria presença de Maria, chega a ser capaz de entoar um canto que é próprio do Espírito.
E ela se deixou levar pelo único e mesmo Espírito Santo: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador…”

Que o bálsamo de Maria venha infundir em nossas almas a certeza de que o amor de Deus por nós é sem fim.
E que a singela presença daquela que é Bem-Aventurada possa trazer paz ao nosso coração.

Com minha sinceras orações.
Jorge Henrique

18 de Dezembro de 2009

Disponibilidade no servir

Arquivado sob: Maria — admin @ 18:41

“Disse então Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra’. E o anjo ausentou-se dela.”
Lc 1, 38

“E ao anjo ausentou-se dela.”
Aquilo que o anjo tinha acabado de ouvir foi o suficiente. Era exatamente o que Deus esperava e precisava ouvir de Maria.
Ver sua entrega e a sua disponibilidade. O seu sim.

Deus é assim conosco também. Não espera muitas coisas a serem ditas. Mas o suficiente, o necessário!
E você? Está disponível para que se cumpra a vontade de Deus em sua vida?!

Rezo hoje por sua disponibilidade no Senhor.
Com carinho e minhas orações.

Jorge

17 de Dezembro de 2009

O negócio é ter fé!

Arquivado sob: Fé - Perseverança, Maria — admin @ 10:10

“Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.
Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.
Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.
Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.
Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.”
Lc 2,16-20

Muitas vezes estamos como esses pastores: “com grande pressa”, com a agitação e as preocupações do nosso dia-a-dia.

Não percebendo muitas vezes que o Senhor nos convida a cada instante a viver no Seu amor. Consolando e compreendendo, amando e perdoando e partilhando nossas tristezas e alegrias com nossos irmãos. Talvez não seja fácil, mas é um convite ou melhor, um desafio que vale a pena!
E sabemos que na presença do Senhor ficamos maravilhados, envolvido em seu amor e sua infinita misericórdia. E todos verão em nós “algo diferente”, onde todos irão se admirar também conosco, porque estaremos levando essa luz, essa presença inigualável do Senhor Jesus.

Guarde as palavras do Senhor, meditando-as no seu coração, assim como Maria, aquela que em tudo soube esperar.
Convido você a parar por alguns instantes. Reze uma Ave-Maria. Consagrando nosso dia nas mãos de Nossa Senhora.
Na certeza que Deus nos olha, como olhava para Nossa Mãe, medite e contemple momentos de amor com a Santíssima Virgem e o esposo Adorado: Jesus, nosso Senhor!

E assim, louvaremos a Deus por tudo e sem cessar, como fizeram os pastores naquele dia tão esperado.
Esse é o dia que o Senhor fez para nós! (Sl 117,24)

Com carinho e minhas orações.
Jorge

11 de Dezembro de 2009

Aguardando o momento certo

Arquivado sob: Fé - Perseverança, EU - Jorge — admin @ 09:13

Quando eu comecei a trabalhar eu tinha 16 anos de idade e meu emprego foi em um escritório de contabilidade, como office-boy, o que na época eu não gostava, pois meus amigos já trabalhavam internamente como auxiliares, assistentes e outras funções. O fato é que eu me sentia inferior à eles, achando que meu salário era o menor, que meu emprego era o pior, que o local onde eu trabalhava era o mais longe e que eles sabiam muito mais coisas do que eu na vida profissional.
Talvez um pouco de manha? Talvez… Um pouco de “chororô” como dizem…. e lógico que em graus maiores isso chegaria a um complexo de inferioridade. Mas não foi o meu caso…

Quase três anos depois mudei de empresa (na qual estou até hoje - quase 13 anos!), e desta vez para trabalhar como arquivista em um escritório de advocacia. E boas notícias dessa vez: eu trabalharia interno e meu salário era o dobro do que eu ganhava. Porém, a distância quase que triplicou, onde (até hoje) levo no mínimo 4 horas no trânsito. Mas até aí não considerei esse o maior problema. Acontece que como arquivista eu passava a maior parte do dia em pé dentro dos arquivos deslizantes, o que fazia minhas pernas doerem demais. Então eu pensava: “quando eu era office-boy pelo menos eu ficava andando, então não doíam tanto, com excessão das gigantescas filas de banco, que me faziam amaldiçoar minha função”. Infelizmente era assim que eu pensava. Apesar de temente à Deus, não tinha costume algum de ir à igreja e muito menos interesse por qualquer tipo de espiritualidade.
Trabalhando como arquivista eu tive que suportar 1 ano de dores nas pernas, em seguida peguei minhas férias. Quando retornei recebi o que eu considero até hoje como presente de Deus, um convite para trabalhar na área de informática (no qual me formei e continuo trabalhando até hoje).

Acontece que não temos a plena visão das coisas e penso que isso é natural. Temos a tendência de sempre estar reclamando por alguma coisa. Ao invés de agradecer pelo que se tem é mais fácil reclamar pelo que não se tem.
Claro que eu agradecia pelo que tinha, aliás agradeço até hoje, mas existe um lado humano, não sei bem ao certo dizer que lado é esse que nos faz reclamar do que conquistamos ou aprendemos.

Hoje entendo muita coisa, mas com certeza há muito mais coisas que não sei e que um dia serão claras para mim. Talvez seja como aquele versículo da bíblia que diz: “Agora vemos como que em espelho, obscuramente, mas então veremos face a face..” Um dia entenderemos o porquê das coisas e agradeceremos pelo que passamos, pois tudo é aprendizado, conhecimento. Por isso, temos que tomar cuidado com nossas palavras e comportamentos no tempo presente.
Hoje eu vejo o quão importante foi trabalhar como office-boy, quantas coisas eu aprendi, como fiquei mais esperto… e assim com todas as profissões e áreas da vida.

Na Igreja acontece algo parecido. Começamos como quem não quer nada e aceitamos qualquer coisa que nos passem, pois o “importante é servir a Deus”. Nosso coração está alegre, em festa e de fato somos puros para tantas coisas. Mas depois de algum tempo exigimos posições e achamos que por estar a mais tempo na igreja temos algum direito a mais que outros irmãos. É como se pedissemos um aumento de salário por ser velho de casa. Achamos que temos o direito de ocupar posições de liderança e coordenação, enquanto que os outros devem colocar a mão na massa.
Mas não é nada disso: temos que continuar trabalhando sempre da mesma forma e com o coração e em paz. Do contrário, não adiantará nada o nosso esforço.

Como músico da Igreja eu queria no início aprender logo, “ser bom logo”, mas não é assim que funcionam as coisas. No caso da música, exige-se muita dedicação e estudo, mas só colocando em prática mesmo o que aprendemos. E isso leva tempo, é preciso passar por muitas experiências e das mais diferentes formas e situações. No entanto, o aprendizado também vem através de quedas, perdas e derrotas. Por isso não podemos nos frustrar. Faz parte. Nos torna mais fortes para o desafio de amanhã.

Talvez hoje você não esteja entendendo muita coisa, quem sabe (do seu ponto de vista) até sofrendo injustiças, mas é como eu disse acima: hoje vemos que em espelho, mas depois tudo se tornará claro, nítido.
Não temos a plena visão das coisas ainda. Mas amanhã saberemos um pouquinho mais.

É o exercício da paciência e perseverança, onde o tempo se encarregará de nos ensinar tudo no devido momento. Da nossa parte cabe confiar.

Grande abraço,
Jorge

9 de Dezembro de 2009

MISSA - PARTE 5 - SALMOS

Arquivado sob: Liturgia - Missa — admin @ 09:24

Primeiramente eu gostaria de dizer que a melhor explicação sobre o livro dos Salmos que eu já vi encontra-se na Bíblia da CNBB, por isso vale muito a pena dar uma lida na introdução desse livro tão enriquecedor.

Bom, já que comecei citando a Bíblia CNBB, vejam o que ela diz na introdução do livro dos Salmos: “é bom ter em mente que os Salmos foram feitos para ser cantados e não simplesmente rezados“.

Nós músicos deveríamos rezar mais com os salmos, assim aprofundaríamos em nossa espiritualidade. O próprio Jesus meditava sobre os Salmos. Na cruz rezou o salmo 22, cujo começo lemos em Mc 15,34 e Mt 27,46, e morreu pronunciando o v.6 do salmo 31.

O Salmo é a nossa resposta à Deus sobre a primeira leitura.
Este é o canto mais importante da liturgia da Palavra ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo, estreita laços de amor e fidelidade, e por isso nunca deveria ser excluído. Se o salmo for cantado é bom que a assembléia cante ao menos o refrão, sendo executado pelo solista as estrofes.

Neste canto o acompanhamento dos instrumentos deve ser discreto, mais suave que em outros cantos, especialmente quando o solista canta.
Uma alternativa para quem não puder cantá-lo integralmente seria cantar apenas o refrão e nas estrofes segue-se a leitura normalmente.

Outra fonte que dispensa apresentação é o IGMR (Instrução Geral do Missal Romano), inclusive você pode baixá-lo aqui mesmo no site Oficina da Música Católica, na sessão “Formação”. Bom, em seu número 57 lemos o seguinte:
não é lícito substituir as leituras e o salmo responsorial, que contêm a palavra de Deus, por outros textos não bíblicos“.

Vamos aprender um pouquinho mais lendo também esse trecho (número 61 do IGMR):
A primeira leitura é seguida do salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra e tem, por si mesmo, grande importância litúrgica e pastoral, pois favorece a meditação da Palavra de Deus. O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente toma-se do Lecionário.

Convém que o salmo responsorial seja cantado, pelo menos no que se refere à resposta do povo. O salmista ou cantor do salmo, do ambão ou de outro sítio conveniente, recita os versículos do salmo; toda a assembléia escuta sentada, ou, de preferência, nele participa do modo costumado com o refrão, a não ser que o salmo seja recitado todo seguido, sem refrão. Todavia, para facilitar ao povo a resposta salmódica (refrão), fez-se, para os diferentes tempos e as várias categorias de cantos, uma seleção de responsarias e salmos, que podem ser utilizados, em vez do texto correspondente à leitura, quando o salmo é cantado.

Se o salmo não puder ser cantado, recita-se do modo mais indicado para favorecer a meditação da palavra de Deus.
Em vez do salmo que vem indicado no Lecionário, também se pode cantar ou o responsório gradual tirado do Gradual Romano ou um salmo responsorial ou aleluiático do Gradual simples, na forma indicada nestes livros
“.

Gostei muito de ler certa vez em um dos livros do Monsenhor Jonas quando ele disse que um Salmo é como uma fruta. Uma fruta é leve, sempre cai bem e podemos comê-la a qualquer hora. Assim é também o salmo: podemos lê-lo a qualquer momento, seja ao acordar, durante o dia, em intervalos do trabalho, à noite, antes de executar algum trabalho em sinal de preparação, mas também após fazer algo em sinal de agradecimento.

E vejam que interessante: após a comunhão também podemos cantar um salmo, como também citado abaixo pelo IGMR, em seu número 88:
Terminada a distribuição da Comunhão, o sacerdote e os fiéis, conforme a oportunidade, oram alguns momentos em silêncio. Se quiser-se, também pode ser cantado por toda a assembléia um salmo ou outro cântico de louvor ou um hino“.

Na ausência de um salmista um leitor pode recitar o Salmo.

Outra coisa lindíssima de ser ler que também fiz questão de extrair do IGMR, em seu número 102:

Compete ao salmista proferir o salmo ou o cântico bíblico que vem entre as leituras. Para desempenhar bem a sua função, é necessário que o salmista seja competente na arte de salmodiar e dotado de pronúncia correta e dicção perfeita“.

Competente na ARTE DE SALMODIAR. Então vemos aqui que salmodiar chega a ser uma arte. Por isso devemos fazê-la com todo carinho e competência.

Um erro comum que vemos nas comunidades são pessoas que: ou têm dificuldade de leitura e não são dotadas de pronúncia correta ou ainda: não têm dicção perfeita. O que significa isso? Que é preciso dizer com clareza, de modo que todos possam entender bem o que é dito. Isso é importantíssimo. E a forma como tocamos o salmo também colabora muito (seja para pior ou melhor), pois temos a tendência de colocar um arranjo muito carregado, dificultando assim a escuta perfeita da recitação do salmo.

Assim, como em várias partes da missa é sempre importante pensar no seguinte: é necessário colocar aquele efeito de guitarra tão pesado? É necessário a bateria “pegar pesado”? Temos que ter consciência que nesse momento estamos ouvindo a Palavra de Deus e nem todos sabem ler ou tem folhetos em mãos. A escuta das leituras e do Salmo pode ser a única chance que uma pessoa tem de ouvir o Senhor falando. Por isso devemos caprichar!

Mais uma coisa a título de formação no número 135 do IGMR:

Se não há leitor, é o próprio sacerdote que de pé proclama, no ambão, todas as leituras e o salmo. Ali também, se usar-se o incenso, impõe incenso e benze-o, e, profundamente inclinado, diz : Purificai o meu coração (Munda cor meum)“.

Para finalizar vou deixar aqui algumas “classificações”, se é que posso assim chamar. Mas funcionalidade seria a seguinte: você pode deixar alguns arranjos prontos (de backup) e tocar de acordo com a situação. Por exemplo: nos salmos de ação de graças ou hinos você terá um arranjo mais expressivo, mais alegre. E essa mesma forma de tocar não faz sentido para salmos de súplicas ou penitenciais. Entende?
Essa é a idéia. Saber colocar uma melodia de acordo com o salmo, assim estaríamos ainda mais integrados com a liturgia.

Gêneros dos Salmos:
Hinos - louvam a majestade do Senhor, manifestada na natureza e na história de Israel
Súplicas - descrevem a Dues os males do momento pedindo salvação.
Ação de Graças - agradecem a Deus pela salvação obtida
Sapienciais - meditam sobre a Lei e ensinam como seguir os caminhos de Deus.
Litúrgicos - nos fala de procissões e sacrifícios, oráculos e bençãos.
Históricos - rezam a Deus com os fatos da vida e do passado de Israel, meditando-os para deles tirar lições de vida.
Régios ou Messiânicos - aqueles que vêem na pessoa do rei um representante de Deus, encarregado de salvar o povo.
Imprecatórios - contém expressões de vingança contra os inimigos. Para entendê-los é preciso recordar o tempo e a cultura onde nasceram.

É preciso deixar claro que nem sempre o pensamento do autor segue um caminho único muitas vezes num mesmo salmo os sentimentos e as formas se sucedem, dificultando uma classificação precisa. Mas de qualquer forma segue uma classificação “padrão” para auxiliar:

Agradecimento coletivo: 66, 75, 85, 107, 124, 126
Agradecimento individual: 9, 18, 30, 34, 92, 115, 116, 120, 138
Cântico de Sião: 46, 48, 76, 84, 87, 122, 137
Confiança: 3, 4, 11, 16, 23, 27, 62, 63, 71, 91, 121, 125, 129, 131
Denúncia profética: 58, 82
Hinos: 8, 19, 29, 33, 65, 67, 96, 100, 104, 111, 113, 114, 117, 135, 145, 146, 147, 148, 149, 150
Históricos: 78, 105, 106
Litúrgicos: 24, 50, 68, 81, 95, 118, 134, 136
Penitenciais: 6, 32, 38, 51, 102, 130, 143
Régios: 2, 20, 21, 45, 72, 89, 110, 132
Salmos do Reino: 47, 93, 97, 98, 99
Sapienciais: 1, 15, 36, 37, 49, 52, 73, 101, 112, 119, 127, 128, 133, 139
Súplicas coletivas: 12, 14, 44, 53, 60, 74, 79, 80, 83, 90, 123, 144
Súplicas individuais: 5, 7, 13, 17, 22, 25, 26, 28, 31, 35, 39, 41, 42, 43, 54, 55, 56, 57, 59, 61, 64, 69, 70, 77, 86, 88, 94, 108, 109, 140, 141, 142.

Deus abençoe!
Jorge

3 de Dezembro de 2009

Não leva jeito para música

Após responder uma pergunta de uma irmã achei que seria interessante escrever um artigo a respeito: sobre aquelas pessoas que tem vontade de cantar na Igreja, mas que por um motivo ou outro não iniciaram ainda, talvez por não terem ido atrás, por terem sido impedidas, ou quem sabe até mesmo consideradas incapazes.

Acontece o seguinte: o sol nasceu pra todos. A mesma chuva que cai sobre mim cai sobre você também. Por isso, não tem essa de um ser melhor que o outro, por isso não devemos nos desvalorizar e muito menos desvalorizar aos outros.
Eu acredito sim em DOM. Há pessoas que realmente nasceram com um DOM para alguma coisa, no caso aqui vou me referir à música. Conheço pessoas que trazem um talento musical desde crianças e isso é incontestável. No entanto, elas não são as únicas aptas para fazer parte de um ministério de música. Eu por exemplo sou fruto do esforço, da pura vontade de querer aprender, pois sinto muita dificuldade. Muitas vezes até hoje penso que realmente não levo jeito para coisa, mas meu amor pela música é maior.

Não sou bom tecnicamente, mas também não sou plenamente leigo no assunto. E acho que é a partir daí que podemos entender se podemos ou não ingressar em um ministério de música. Precisamos ter a humildade de reconhecer quando não levamos jeito com a coisa. E aí temos duas alternativas: ou corremos atrás de aprender direito, fazendo aulas e estudando (se dedicar mesmo!) ou desistimos e passemos a servir em outro ministério.
Há pessoas que têm dificuldade ao extremo, não conseguem perceber quando estão desafinadas, fora do tom, etc. E para quem não corre atrás (estudar e praticar bastante) isso dá muito trabalho de resolver. E preciso ser franco: acaba atrapalhando os irmãos mais experientes e por mais que tenham boa vontade de ajudar e ensinar ainda tem o nosso próprio lado de se dedicar de verdade.

Tem gente que confunde as coisas. Acha que porque está na Igreja não precisa “de tanto assim”. Ora, como assim “tanto assim”? Deus merece o melhor.
Em todos os lugares vemos músicos profissionais, cantores cada vez mais buscando técnicas apuradas, aparelhagens de primeira, com tecnologias cada vez mais avançadas e pessoas que realmente entendem do que estão fazendo. E achamos que só na Igreja “não precisa disso” porque Deus é amor, Deus é simplicidade…. Ah, me desculpa…. não concordo mesmo, faça-me o favor.

Sim, Deus é amor, é simples e todas essas coisas que sabemos, mas MERECE O MELHOR. Precisamos de músicos que se dediquem e que na medida do possível busquem aperfeiçoamentos. Claro que citei algumas coisas um pouco além, mas é que precisamos abrir esse leque e ter mais visão das coisas e não simplesmente ficar fechados em nosso mundinho, na mesmice.
Não estou pedindo ou alegando que equipamentos caros são os melhores ou ainda que só os músicos formados em faculdade que devem tocar na Igreja. Não é isso… um bom entendedor: sabe do que estou dizendo.
Se pudermos alcançar tudo isso, ótimo. Até porque entendo que também falamos em dinheiro quando pensamos em tudo isso. Mas o ponto essencial de tudo isso é o seguinte: Deus merece o melhor. Se o nosso melhor hoje é fazer aulas de violão, que façamos. Se nosso melhor é aprender técnica vocal, aprender a não desafinar, ensaiar, etc, então é isso, que possamos ir atrás.

Quem tem maior experiência com a música reconhece logo de cara quando alguém não leva jeito. Mas tenho certeza que um bom músico, ou seja, aquele que tem espírito de companheirismo e compreensão nunca irá dizer palavras de desaprovação ou desesperança. Ele será realista dizendo que será difícil, mas não impossível, bastando estudar e ter paciência.

Uma última questão. Há muita gente boa com vontade de cantar e tocar na igreja, mas ainda não o fizeram porque não receberam o nosso convite. Porém, nem sempre os músicos da igreja sabem da vontade desses irmãos. Temos aí duas questões então: nós que precisamos convidar mais os irmãos (fora que precisamos ter a boa vontade de ensiná-los) e também esses irmãos, que devem vir atrás. Tomar coragem mesmo e ir conversar com o ministério de música, com os responsáveis ou líderes. Se for o caso conversar com o padre (pois muitas vezes ele é o responsável pelas equipes de canto da paróquia).

O irmão que tem o desejo de cantar na Igreja e ainda não sabe nada deve explicar sua situação para quem de respeito. Não tenha vergonha. É como diz o ditado: “estrada de mil léguas começa com o primeiro passo”. Então é assim: devagarzinho, estudando, praticando, ensaiando… Tem que ter muita paciência também, pois as vezes o aprendizado leva tempo e parece um caminho de pedregulhos. No meu caso por exemplo achei que não ia aprender nunca. Achava difícil demais tocar violão e julguei muitas vezes dizendo que não tinha nascido para isso.

Uma outra consciência que o irmão que está começando deve ter a seguinte: não é porque você acabou de entrar em uma escola de música ou foi chamado (ou aceito) para ensaiar com um ministério de música, que você já será o responsável em cantar o salmo da missa, ou ainda será o vocalista principal, etc. Calma! Tudo tem o seu tempo. Aliás, seria de grande discernimento se nunca quiséssemos almejar nada. Nada de querer entrar para o ministério só por ter o desejo de um dia ser aplaudido.
É como sempre digo aqui: Jesus nos ensinou a buscar o último lugar. (Lc 14,9).

Levar jeito ou não para música é uma questão de ponto de vista. Melhor é não julgar isso, pois o tempo prova muita coisa.
E Deus sempre capacita seus escolhidos.

Deus abençoe!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.