29 de Junho de 2009

Formas de ministrar

Vou tentar mencionar aqui quais são as formas de ministrar e então deixar claro que não existe um jeito único e certo de se ministrar.
Por isso, quando falamos em ministrar a música é preciso levar em conta alguns aspectos:

- Público alvo
Se estou ministrando para adolescentes que estão iniciando na caminhada ou adultos que são veteranos na igreja;
É muito importante pensar nisso, pois a dinâmica de condução é bem diferente.

Falando ainda em público alvo é preciso saber se você estará ministrando para músicos, intercessores, se é um retiro de cura e libertação, ou ainda se você estará diante de uma assembléia geral, ou seja, todos os tipos reunidos.

- Local
Trata-se de um local fechado? Por exemplo retiros específicos e tal….
Ou é na própria igreja, de repente antes de uma missa, com famílias presentes, etc…
Também precisamos ter esse discernimento, pois extravagâncias podem chocar as pessoas.

Bom, então vamos agora à parte mais direta da coisa, ou seja, quais são as formas mais comuns que tenho visto e os tipos de ministros de música.
Como eu disse acima não há forma única e exclusiva de se ministrar, mas o ideal seria o equilíbrio das melhores maneiras, ou seja, não ficar preso somente à cantar e tocar, mas também não ficar o grupo todo apenas orando, pois é preciso MÚSICA…. enfim, desejo que você encontre aquilo que mais agrade o seu coração e faça como nos diz a Palavra: “ficar com aquilo que é bom e descartar o resto…”

Ministro do louvor
Tem aquele ministro de música que tem seu foco principal na animação mesmo, no louvor, ou seja, seu ponto forte é saber lidar com as pessoas, fazer o clima ficar legal e etc. Tudo isso favorece para o momento de interiorzação.

Ministro da Oração
Outro tipo de ministro de música é aquele que se dedica mais à parte de orações, meditações e contemplações.

Ministro da Intercessão
Esse é um tipo de ministrar que me agrada muito. Por quê? Porque além de ministrar e saber orar o ministro de música como interceder pelo povo, pelas situações, enfim, ele põe a mão na massa mesmo. Ora de verdade!

Ministro Falante
É aquele irmão que as vezes esquece das dinâmicas que um grupo de oração deve ter e fica apenas falando… fala e fala…. e fala de novo… rsss.. Então canta-se uma música ou outra e torna a falar e falar….
Aqui é bom lembrar que já teremos um irmão para fazer a pregação, por isso tome cuidado para não deixar o grupo cansativo demais. Há pessoas que veem ao grupo após um dia de trabalho e já estão suficientemente cansadas para ficar em pé ouvindo tanto tempo.

Vários Ministros
Há grupos que usam uma maneira interessante de se conduzir. Eles colocam um irmão para ficar com a parte do louvor e outro para parte de perdão. Mais um fica com a parte do Espírito Santo e assim por diante.
Embora seja uma forma de interagir entre os ministros é sempre bom ter alguém para ser o “carro-chefe”, ou seja, ele será o responsável em olhar as extravagâncias de horários, se ninguém está querendo aparecer demais e por conta disso acaba se perdendo, etc…
Dá para se fazer bem feito, mas requer entrosamento entre os integrantes de ministério

Ministro de música mandão
Esse realmente é triste de se ver, pois é aquele que parece que está nos dando broncas, do tipo: “Vamos, vocês parecem que estão mortos… é por isso que as coisas não acontecem com vocês… é preciso orar, vamos gente!”
Muito cuidado com esse tipo de irmão. É preciso orientá-lo, pois por mais absurdo que pareça existe sim esse tipo de condução. É o irmão que sempre acha que está certo e que a vida dele é que é um exemplo de vida.

As formas de se conduzir propriamente ditas dependem muito da situação, por isso é preciso vida de oração e sensibilidade, pois podemos estar no meio de uma condução e o Senhor nos mostrar outros caminhos. Caso isso aconteça é preciso ternura e entrosamento com o ministério. Mostrar com jeito e simplicidade que poderíamos tocar tal música e etc. Sempre convidar as pessoas e nunca ordenar. Por isso precisamos também ter várias músicas “de backup”, já ensaiadas, assim não seremos pegos totalmente de surpresa.
Obviamente o ministro também precisa da sensibilidade para saber se os músicos sabem as músicas e se estão preparados para uma possível mudança de direção.

Algumas dinâmicas também são interessantes, como pedir para a assembléia imaginar um lugar bonito, tranquilo e então conduzir a oração.
Imaginar situações na própria bíblia também é legal, por exemplo imaginar-se presente no dia que Jesus ensinou os discípulos a orarem o Pai Nosso, ou quem sabe imaginar-se presente na ressurreição de Lázaro, ou ainda no dia que Jesus curou o cego….
Tudo isso vai depender também da sua criatividade, mas além de pedir ao Senhor esse dom é preciso colocar em prática. Experimente fazer sozinho primeiro. Ministre para você mesmo e veja o que pode ser melhorado.

Pegar músicas e fazer a assembléia meditar em cima da letra também é uma ótima forma de interiorização. Mesmo as músicas mais agitadas podem começar devagarzinho a fim de entendê-las com mais atenção.

Brincadeiras no momento do louvor também ajudam na abertura principalmente daqueles que estão triste ou com os corações endurecidos.
Mas aqui vale uma importantíssima observação: cuidado com os tipos de brincadeiras. Perceba se no meio da assembléia não há algum deficiente físico ou mental, se não há mulheres grávidas ou com crianças de colo. Se há idosos ou casais de namorados.
Tudo isso precisa ser analisado, pois certas brincadeiras podem causa mal-estar entre as pessoas. Imagine por exemplo uma situação onde você coloca várias duplas, uma pessoa de frente para outra. Aí você deixa um homem com uma mulher. Caso um dos dois seja comprometido fica complicado, é constrangedor… ou ainda: se você pega uma jovem carente ela já pode interpretar aquele momento de oração de maneira diferente.

Nossa intenção é sempre a melhor possível, mas nunca sabemos como está a cabeça das pessoas, por isso Discernimento!!!

Na hora de ministrar não cante tantas músicas inéditas, pois o povo se sente “por fora”…
Um amigo meu me disse certa vez: “Ah, eu fiquei tão sem graça quando fui naquele grupo de oração. Um não sabia nenhuma música…
Claro que o nosso papel é ensinar também, mas coloque músicas conhecidas a fim de todo mundo participar.

Intercale entre homens e mulheres cantando, por exemplo: “agora só os homens… agora só as mulheres

Detalhes simples também fazem toda a diferença. Por exemplo: se você pedir para as pessoas fecharem os olhos, não se esqueça de pedir para abri-los, pois o que parece óbvio para nós pode não ser para os outros. A mesma coisa serve quando você pedir para as pessoas levantarem os braços. Seja atencioso e não esqueça deles com os braços erguidos.
E mais: se você pedir para fechar os olhos ou levantarem os braços, não esqueça que você também deve fazer isso. Precisamos não somente dar exemplo, mas participar com eles… não estamos ali para mandar, mas para louvor e orar em conjunto…

Uma outra coisa que sempre acontece é pedir para as pessoas darem as mãos. E aí o ministro de música esquece que eles estão assim e começa a cantar uma música enorme. Em seguida começa a rezar e depois dá-lhe mini pregação… e os coitados lá de mãos dadas… Gente, é preciso discernimento. Já pensou se está numa época do calor: o irmão suando e não aguentando mais…

Olhe sempre para as pessoas. Não fique tanto tempo de costas ou simplesmente de lado para a assembléia. Lógico que Jesus é que precisa aparecer, mas precisamos desse contato também. É importante.

Irmãos, eu teria muito a mencionar ainda, mas espero que de alguma forma vocês gostem desse artigo. E mais ainda: que seja útil na vida ministerial de vocês.

Deus abençoe!
Jorge

26 de Junho de 2009

Gratidão eterna

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Jovens — admin @ 14:10

Um sinal de gratidão que sempre deveríamos ter é o nosso profundo obrigado por aqueles que nos apresentaram a Jesus, pois em outras palavras eles foram os responsáveis pelo amor que agora sentimos. Sem eles jamais nos apaixonaríamos por Jesus. Sem eles não teríamos essa sede pelo Espírito Santo. Sem o convite deles jamais participaríamos de um encontro ou do grupo de oração.
Aprendemos que servir na Igreja é bom e nos faz bem. E tudo isso nos torna mais felizes e úteis, pois a impressão que temos é que finalmente encontramos o nosso lugar.

E infelizmente muitos dos que nos apresentaram esse Deus tão grande e poderoso já não estão mais entre nós, pois muitos abandonaram a caminhada, outros se rebeleram e alguns até esfriaram na fé…
De vez em quando eu encontro com um ou outro que eram assíduos no serviço da evangelização quando eu estava começando na Igreja. Lembro o quanto eram fiéis e comprometidos. Como buscavam a santidade e tinham vida de oração. Realmente dava gosto de ver (e por vezes até uma santa inveja, pois eu desejava ser como eles). Mas que por algum motivo acabaram largando tudo e os motivos são os mais diversos possíveis. E o fato é que mesmo hoje eu continuando na Igreja não sou tão fiel como eles eram. E isso não podemos nos orgulhar, pois a nossa força deve estar sempre no amor, ou seja, na medida em que eu amo o que faço com certeza os resultados serão muito mais bonitos.
Deus porém, tem seus desígnios e nos mantém firmes na caminhada. É certo no entanto, que as vezes damos vaciladas e cometemos erros, mas faz parte da vida.

Devemos ser gratos por todos aqueles que tiveram paciência conosco, que nos formaram, dedicaram tempo e passaram tudo o que puderam para nós.
Esses que tanto devem ter orado e jejuado por nossa conversão. Esses que devem ter ido atrás de livros, CDs, enfim, tudo o que podiam para nos convencer, para nos trazer para mais perto daquele que hoje tanto amamos: Jesus.

Será que agora não está mais do que na hora de retribuirmos? Seja rezando por eles ou indo atrás daqueles que já não estão mais na caminhada?

O que não pode acontecer da nossa parte é o coração prepotente, achando que conquistamos tudo por nossos próprios esforços e que hoje somos muito mais do que antes. Ou pior ainda: nos considerarmos melhores que nossos formadores, com mais fé, com melhor espiritualidade ou com mais conteúdo de formação.
Na realidade não somos nada, pois somos todos iguais perante Deus.
Melhor é aquele que consegue a cada dia uma intimidade maior com o Senhor, mas que jamais perde a sua essência, ou seja, continua sendo amigo de todos e humilde. Pessoas simples e sempre agradecidas…

Obrigado meus irmãos queridos, a todos vocês que de alguma forma investiram na minha formação. Que acreditaram que eu podia caminhar nessa Santa Igreja, que hoje amo tanto. Se hoje estou forte ou se estou fraco não importa. O que importa é que o SEU SIM me ajudou a estar aqui hoje. Me fez uma pessoa melhor.
Por vezes caindo e levantando, mas continuo trabalhando pela evangelização. Não sou o melhor, mas sou mais um da messe do Senhor.

E se de alguma forma não retribuimos como deveríamos, saibam que toda semente tem o seu tempo…
E espero um dia poder retribuir por tudo o que recebi.

A meta agora é ser aquilo que Deus sempre imaginou para nós. Vamos em busca disso!!

Um grande abraço,
Jorge

19 de Junho de 2009

Medo de cantar

Arquivado sob: Cantores — admin @ 17:08

Não há nada de errado em sentir medo na hora de cantar, aliás, por vezes é muito bom e saudável que isso aconteça, pois nos coloca em nosso devido lugar. Caso contrário acharíamos que somos capazes de tudo e que podemos resolver todas as coisas sozinhos. Porém, esse medo é mais comum para aqueles que estão começando, vivendo suas primeiras experiências…
Os veteranos também vivenciam o medo, claro que de maneira diferente, pois o tempo nos ensina muito e aos poucos vamos ficando mais seguros.

Medo todos nós podemos sentir, mas o que não podemos é permanecer nesse medo, ou seja, se isso estiver impossibilitando você de exercer o seu ministério aí já é complicado, é hora de resolver a situação.
Deus nos capacita e presenteia a cada um com seus dons e em especial aos cantores eu digo: vocês são porta-vozes de Deus, mensageiros de uma Palavra que é viva, que leva esperança e cura. Pessoas se sentirão tocadas ao ouvir sua voz, outros desistirão de cometer loucuras ao ouvir uma canção de seus lábios. Sim, tudo vem de Deus e há uma série de fatores que também trabalham em conjunto com os cantores, mas se você cantor, cantora, não soltar a sua voz… se você não enfrentar esse friozinho na barriga, não enfrentar esse medo tudo estará comprometido.

Há pessoas que têm vozes lindíssimas, mas pela insegurança e medo não soltam a voz com a autoridade que deviam, e aí comprometem a vontade de Deus. Como assim? Quero dizer que você pode ir muito mais longe quando se abandona plenamente na vontade do Senhor.
O eco da sua voz não vai atingir apenas naquele momento, mas por muito tempo ficará na mente dos irmãos a mensagem que um dia chegou através de canção.

Tenha calma e paciência, pois talvez não seja o momento AGORA de você sair se expondo, pois beber um vidro de remédio de uma só vez também não cura ninguém. Saiba respeitar seus limites, ore bastante. Se estiver estudando música, faça com empenho e dedicação, mas no momento de cantar não tenha dúvidas: Deus está com você!
Não fique achando que sua voz é feia ou que a voz de fulano é melhor. Deus dá um timbre a cada um, mas a força da unção não depende apenas de afinamento e técnica (embora ajude muitíssimo e isso precisa ser levado em conta), mas depende também da nossa vida de intimidade com o Senhor.

Aprenda com os mais experientes. Observe bastante, se possível peça dicas.
Cantar, ensaiar ao lado de alguém com mais tempo de caminhada também ajuda muito, pois nos sentimos mais seguros.
Apenas não tente copiar os estilos, pois Deus vai te moldar num estilo único, pode ter certeza, mas não esqueça que isso leva tempo, por isso nada de desespero, ok?

Até você que está em dúvidas se o seu ministério é a música e quem sabe ser um cantor, não tenha medo… pergunte a Deus, peça ajuda aos irmãos… se é algo que você ama porque não ir em busca desse objetivo? Não aceite o NÃO de um ou outro, mas primeiro colha as respostas de Deus.
Apenas busque com discernimento, ou seja, se for o caso estude música, aprenda com quem sabe e por aí vai…

Deus não está preocupado com a voz mais bonita, mas com o coração mais bonito.

Deus abençoe!
Jorge

16 de Junho de 2009

Problemas com servos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Fé - Perseverança, Jovens — admin @ 14:07

Como lidar com pessoas que definitivamente são “difíceis”?

Sabe aquele servo que dá um trabalhão? Seja na falta de compromisso, desobediência, ou ainda aquele servo que quer assumir todos os ministérios de uma só vez? Pois é, há servos que se dizem integrantes de todos os ministérios. Dizem que são músicos, intercessores, pregadores, também são da acolhida e por aí vai…

Sempre temos algum tipo de problema no nosso grupo de oração ou ministério de música. Mas o maior problema mesmo quando precisamos tratar de relacionamentos, pois colocamos em risco nossa amizade, quem sabe um namoro ou casamento, colocamos em risco o bem estar do grupo e da comunidade…. etc, etc…
É difícil lidar com pessoas que não aceitam opiniões, que não querem nos ouvir e muitas vezes até se acham “donos da razão”…

Logicamente que o primeiro ingrediente é a oração. Mas deve ser AQUELA oração… constante, perseverante, que não se cansa, que enfrenta todas as turbulências e não é vencida pelo tempo. Pelo contrário, as dificuldades só fortalecem essa oração, pois ela é acompanhada de uma fé inquebrantável e o fervor é alimentado a cada dia, a cada missa e comunhão, a cada confissão.

Meus queridos irmãos, não podemos dar pouca importância para essa questão. Se de fato você quer resolver seus problemas, inclusive com os servos rebeldes, não há dica mágica. Reze e reze! Pois tem horas que só Deus mesmo.

Bom, além disso vale muito a pena trazer pessoas de fora para o nosso meio. Para quê? Para aplicar uma formação com um tema específico.
Reuna o seu grupo e os servos em uma data em que todos possam participar e coloquem um tema em comum que atraia a curiosidade deles.
Traga alguém que desperte interesse, pois infelizmente é mais fácil ouvir alguém de fora do que nós “da casa”.

Participar de retiros sempre nos fortalece também, particularmente nossa vida espiritual e nosso fervor missionário.

Uma coisa simples mas que dá muito resultado também é reunir a galera para assistir uma palestra, um documentário interessante ou ainda um filme.
Palestras para músicos por exemplo há um acervo enorme com a Comunidade Canção Nova, Comunidade Recado e Comunidade Shalom, que podemos adquirir facilmente. Sem contar os retiros específicos para músicos que são excelentes para nosso reabastecimento e formação.

Por incrível que pareça outra experiência maravilhosa é reunir os servos apenas para o lazer. Encontrar-se na casa de alguém e jogar conversa fora, assistir um filme, comer alguma coisa. De repente pegar um violão e louvar a Deus… nada de obrigações e regras, sabe? Nada de grupo de oração na casa de alguém… simplesmente se encontrar para confraternizar e partilhar…. pois a ausência desses momentos causa stress e desgaste nas pessoas. Quem sabe não é isso que está faltando no seu grupo?

Momentos de partilha também são riquíssimos, pois você dá a oportunidade das pessoas dizerem o que estão sentindo, quais são as dificuldades que estão enfrentando, especialmente no grupo de oração. Deixe com que as pessoas falem. Não as repreenda e nem exija nada…
Há líderes e coordenadores que não querem ouvir também e acreditam que apenas a sua palavra é a que vale, por isso é importante esses momentos de partilha e discontração, uma vez que as pessoas vão ficando mais transparentes umas com as outras.

O segredo dos grupos, ministérios e comunidades viverem tanto tempo é amor que existem entre elas.
Jesus também teve um trabalhão danado para lidar com o comportamento daquelas pessoas, mas nem por isso ficava depressivo ou explodindo toda hora… o segredo dele era a oração, o exemplo, ou seja, o testemunho de vida e acima de tudo o amor.
Coloque amor onde não há amor e colherás amor….

Deus abençoe!
Jorge

12 de Junho de 2009

Bancos vazios

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 09:50

Infelizmente é uma realidade, mas nossos grupos estão cada vez mais vazios, nossas missas estão cada vez com menos participantes e os servos cada vez menos comprometidos… O inimigo de Deus tem jogado sujo e com isso tem derrubando um exército numeroso que na realidade pertence ao Senhor!!
E aqueles que estão na caminhada, que continuam na caminhada, que estão firmes, ainda que caindo, mas levantando, tem por obrigação faz algo, seja ir em busca pessoalmente desses irmãos ou orando fervorosamente por isso, porque já não podemos ver tantas baixas assim e não fazermos nada.

Claro que há igrejas que estão muito bem, com suas missas cheias, com seus projetos em andamento e servos bem dispostos, mas me refiro a uma grande maioria que não há como negar: os bancos estão mais vazios!
Há algumas explicações SIM para isso:
- São as igrejas não-católicas que estão conquistando cada vez mais seu espaço;
- É a ação do inimigo, que coloca no coração das pessoas muitos tipos de sentimento: preguiça, briga, fofoca, desânimo, tristeza, etc…
- São os próprios servos católicos que não têm postura cristã, pois muitas vezes louvam apenas com a boca, mas seus corações estão distantes… e com isso não servem com amor e zelo, mas como algo automático e sem cumplicidade;
- É a falta de formação e discernimento dos líderes, que acabam por fazer tantas coisas erradas que chega a nos assustar;

Bom, eu poderia continuar enumerando as causas, mas o mais importante é nos concentrarmos em soluções, que aliás não é novidade nenhuma para nós.
Precisamos ser mais caridosos, mais acolhedores, deixar a frieza de lado… tem gente que está sempre preocupado com o que há pra fazer e não se preocupa com a vida das pessoas. O ser humano é muito mais importante do que a tarefa que ele executa.
Por trás de cada servo há uma pessoa maravilhosa, com uma história linda e que muitas vezes está passando por um momento difícil. Não desconsidere isso, não vire as costas pra isso.

Nossas igrejas voltarão a encher, nossos grupos voltarão a encher sim, desde que não compliquemos tanto. No início a igreja era fervorosa porque o povo era simples, não ficavam colocando tanta regra, tanta burocracia.
Opa, espera aí agora… me entendam bem, pois precisamos de regras e métodos sim, pois isso é sinal de organização. O que não precisamos é de complicar, ok?

Então… precisamos renovar o ardor de nossa fé. Ficar na mesma não vai resolver nada. Onde estão os grandes adoradores da bíblia?
Você já viu algum peixe que não gosta de água? Ou um cachorro que não gosta de latir? Ou ainda um pássaro que não gosta de voar? No entanto, vemos (e como vemos) cristãos que não gostam de orar… que têm preguiça de orar… que tudo é mais importante que a oração. Sempre a deixamos em segundo plano… e isso não pode acontecer, pois é combustível, é que nos faz caminhar para mais longe. Se quisermos vencer todos esses obstáculos não podemos ficar sem esse combustível.
E sabe por que é tão difícil? Porque não se vê prazer na oração. É como se fosse um martírio, algo que não dá prazer… mas há uma explicação para isso. Talvez tenham te passado como uma obrigação, onde você PRECISAVA orar, você TEM que orar… e não é assim, pois Deus não nos obriga a nada.

Volte a adquirir o gosto pela oração, pois na verdade trata-se de uma relação de amor com Deus. É nosso sinal de gratidão e intimidade com quem realmente nos ama e não nos obriga a nada. Não é coordenador de nada…. Ele simplesmente nos ama…
Experimente retomar a oração, mas sem colocar metas. Apenas ore…. na simplicidade… abra o seu coração para Deus e diga o que sente. Aos pouquinhos você perceberá que já é algo natural, que você sente prazer nisso. E tudo em nossa volta começará a mudar, pois nos tornaremos mais dóceis e nosso comportamento atrairá as pessoas novamente. A igreja voltará a ser o ninho de amor que Deus sempre sonhou. As pessoas voltarão, pois elas verão que ali no grupo de oração existe a verdade. Não se ora da boca pra fora. Se ora no Espírito, na unção.

E é isso o que eu desejo a todos nós. Vem ó Espírito Santo!
Deus abençoe!
Jorge

2 de Junho de 2009

Celebração matrimonial

Arquivado sob: Namoro / Casamento — admin @ 09:30

Com frequência tenho recebido emails de pessoas pedindo músicas para casamento e que sejam católicas.
Isso é muito bom, mas há algo que vale a pena ser considerado também: há músicas que não são católicas, mas que trazem em sua letra mensagens de amor entre os noivos, mensagens que diz a respeito do relacionamento de ambos, e isso precisa ser levado em conta.

Não pense que somente as músicas cristãs devem ser lembradas nesse momento, pois algumas falam dos obstáculos que foram enfrentados e juntos também foram superados. O mais importante é a mensagem, é o compromisso de amor e cumplicidade que terão de agora em diante.

Logicamente há músicas cristãs, católicas que são lindíssimas e podem ser usadas, mas não sintam-se mal caso queiram colocar outros estilos, porém tenham sempre o cuidado para não colocar músicas bonitas instrumentalmente, mas que em sua letra não condizem com a realidade que se vive ou que se deseja viver.

Bom, algumas sugestões de músicas católicas e que podem ser usadas em casamentos serão encontradas aqui mesmo no Oficina da Música Católica. Acessem na página principal um link chamado “Partilha entre músicos“.
Deus abençoe!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.