27 de Abril de 2009

Escolhendo músicas para missa

Há padres que exigem de seus ministérios de música a execução de músicas exclusiamente dos folhetos de missa, pois esses cânticos seguem a liturgia, além de estar em unidade com toda a Igreja. No entanto, estaremos em união SIM com a Igreja, mesmo cantando outras músicas, porém seguindo a liturgia à risca. Por isso, vou relatar aqui algumas dicas de como escolher as músicas corretamente para missa.

É importante dizer ainda que, um bom músico não deve ser preguiçoso, ou seja, precisa saber de liturgia. Não tenha preguiça de ler, de estudar… Não estou dizendo que é preciso devorar todos os documentos da CNBB ou estabelecer regras rígidas, mas se queremos fazer algo bem feito é preciso conhecimento, pois a Palavra de Deus diz que o “povo peca por falta de conhecimento”. E fazer algo bem feito é sinal de nosso amor por Deus.

Bom, aqui no site Oficina da Música Católica você encontrará um link chamado “Formação”. Nele você verá uma sessão chamada “Igreja”, onde estão disponíveis alguns downloads de documentos importantes da Igreja, que ajudarão principalmente aos músicos, entre eles o Missal Romano. Olha só que legal…

Além de documentos propriamente ditos, há CDs, videos de formação, enfim, muita coisa boa para se ver e ouvir, onde é possível aprender muito e consequentemente saber selecionar as músicas para a celebração da Santa Missa de forma correta.

Então vamos as dicas na escolha das músicas:

1. Se você tiver condições de ter em mãos o folheto da missa antecipadamente, ótimo, assim já te ajudará bastante.
E como? Com o folheto você terá em mãos toda a liturgia, as leituras da missa, os momentos, etc.

2. Como eu disse é preciso um conhecimento (ainda que mínimo de liturgia), por isso não se esqueça do Tempo Litúrgico que vive a Igreja (se é quaresma, tempo normal, etc). Aliás, recomendo o link “Liturgia” aqui do site Oficina da Música Católica. Ali eu dou dicas importantes das músicas que podem ser utilizadas.

3. Prepare tudo antecipadamente. Nada de chegar 30 minutos antes da missa e selecionar as músicas.

4. Quando sentar para preparar as músicas esteja em mãos com caneta, papel, bíblia, louvemos e se você tiver o hábito de ter documentos da Igreja, ótimo. Tais como CIC (Catecismo da Igreja Católica), Doctos da CNBB, tais como IGMR (Instrução Geral do Missal Romano), etc…
Por que é importante tais documentos quando estamos selecionando as músicas? Porque eles nos tirarão muitas dúvidas, além de enriquecer nosso conhecimento, colocando por exemplo coisas que são permitidas e que não sabíamos. Por exemplo, você sabe o que é a “sequência pascal”? Então, através desses documentos vamos aprendendo…

5. Se você tiver em mãos outros livros católicos, com letras, cifras, partituras, tudo será útil também. Mas assegure-se que as novas músicas estão bem ensaiadas.
Se de vez em quando você quiser dar uma variada, ou seja, colocar novas músicas na missa esteja à vontade, desde que:
- o conteúdo da letra seja litúrgico;
- você está pensando na realidade da assembléia (se a música é apropriada para crianças, jovens, idosos, etc);
- se são canções onde o povo poderá participar (aqui vale a distribuição de folhetos ou utilização de projetores);

6. Cuidado ao escolher músicas demasiadamente longas. Por exemplo o cântico de entrada deve terminar quando o sacerdote chegar ao altar.
O ofertório não pode ser tão extenso a ponto do padre ficar parado aguardando o ministério terminar a canção.
Atenção também com as introduções, pois as vezes ficamos muito tempo no solinho do teclado ou guitarra que até começar a música mesmo já se foi o tempo…

7. Em especial para as músicas novas: leia com cuidado toda sua letra. Perceba se o conteúdo é adequado. Por exemplo aquela música “renova-me”. Não é música de Ato Penitencial, ok? (Relembro que estudando um pouquinho de liturgia vamos entendendo os motivos).
O Glória também… não é só porque a música diz “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo” que podemo ser usadas.

8. Experimente colocar músicas que tratem diretamente com o tema do dia. Imagine por exemplo que o Evangelho do dia fala sobre o Filho Pródigo. Então tente colocar as músicas de forma a refletirmos sobre isso. Faça com que as pessoas saiam da missa lembrando o foco principal.

9. Não devemos escolher uma música só porque ela é bonita. Gosto é gosto e a beleza de cada música depende muito da forma em que a executamos.

10. Deixe sempre algumas músicas de “backup”. Alguns momentos podem se prolongar, por isso é bom termos mais de uma opção para vários momentos.

11. Também é interessante ter em mãos algumas músicas que você sabe que o padre sempre pede de última hora. Não tem nada mais embaraçoso do que ficar “catando milho” na frente da assembléia. Músicas como: Deus Trino, Parabéns pra você, Oração pela família, Nossa Senhora, A nós descei divina luz, etc… estão sempre as mais pedidas pelos padres…

12. Cantos muito floridos ou ainda com a melodia difícil de ser seguida pela assembléia também deve ser levado em consideração. É mais lícito escolhermos músicas onde todos possam cantar com facilidade. Não pense apenas no ministério de música.

13. Sobre o salmo: procure não substituir o salmo por outras canções. Também não procure lê-lo, pois o próprio nome Salmo quer dizer isso: música acompanhada por instrumentos musicais. Há CDs belíssimos para nos ajudar. Uma observação aqui: preste atenção no tipo de salmo que será cantado. Se fala de súplica ou louvor, ação de graças, etc. Para cada tipo há uma forma mais adequada para tocar. Nada de bateria, bater palmas e muita animação no salmo 51 por exemplo…
Ensaiem bem o salmo. E o mais importante é aparecer a voz do Salmista e não os instrumentos.
Que o salmista leia e entenda o salmo. Que ele perceba que relação há entre o salmo e as leituras. Isso é importantíssimo, pois vai nos ajudar de que maneira deveríamos cantá-lo. Se com alegria, etc…

14. Siga de acordo com o tema do dia. Se você percebe que é um dia de mais recolhimento coloque canções mais suaves.

15. Se é dia do padroeiro ou alguma festa também vale a pena colocar músicas com esses temas.

16. Ao chegar na igreja chegue com tudo em mãos. Nada de ficar naquela correria perguntando onde está o louvemos e as cifras…. Assim todos terão mais tranquilidade para se preparar e quem sabe até uma ensaiadinha com a assembléia antes da missa.

17. Principalmente se for um padre novo: pergunte se ele costuma cantar algumas partes específicas da missa ou se ele prefere que seja rezado: tais como: Deus Trino, Pai Nosso, Cordeiro, Paz, Amém, Oração Eucarística… esteja em sintonia com o padre. Assim vocês não serão pegos de surpresa.
Ah, há aquelas missas de cura e libertação da RCC (Renovação Carismática Católica), onde os padres acabam cantando e pedindo mais músicas. Vale muito a pena uma conversa antecipadamente. De repente ele já te passa quais músicas costuma pedir….

18. Não deixe como responsável apenas uma pessoa para separar as músicas. Todos os integrantes do ministério precisam aprender liturgia, pois além de rica ela é linda. De vez em quando façam um rodízio para quem poderá separá-las. Ou melhor ainda, se todos estiverem juntos preparando as músicas, assim vocês estarão em formação constante.

19. Pense também se no dia os músicos terão folhas em mãos, ou seja, se estarão em posições confortáveis, com microfones disponíveis, etc.
Imagine por exemplo 3 pessoas com um único folheto lendo e cantando todos ao mesmo tempo. Fica complicado, né?

É muita coisa não é? Mas garanto que é prazeroso. Dar o nosso melhor a Deus sempre vale a pena, pois “o que poderemos retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que Ele fez em nosso favor?” (Sl 115).

Deus abençoe!
Jorge

24 de Abril de 2009

Sinal de gratidão

Arquivado sob: EU - Jorge — admin @ 14:15

Hoje vou relatar um testemunho, uma coisa que eu fiz quando meu filho Rafael nasceu, há 7 meses atrás.

No dia em que estava marcado o parto nós fomos para o hospital à tardezinha, apesar do parto acontecer somente às 22h.
Minha esposa e eu decidimos não chamar ninguém, pois só veríamos o bebê mesmo por volta das 01h da manhã, sendo assim não poderíamos ter visitas.
Somente na manhã seguinte.

Bom, enquanto eu aguardava ser chamado (pois eu assisti e filmei o nascimento do Rafael) eu observava o comportamento das pessoas na sala de espera. Via como muitos estavam aflitos e ansiosos. (E não é para menos, pois trata-se de uma experiência maravilhosa).
Então um dos futuros papais que também estava aguardando me viu e disse: “Vc vai ser papai também?”
No qual eu confirmei ele disse: “Nossa, como vc está calmo… nós estamos aqui agoniados…”
Bom, até aí tudo bem, pois eu estava confiante em Deus que tudo daria certo.

Quando eu fui para sala que antecedia a sala de cirurgia eu encontrei com esse rapaz novamente. E encontrei também mais um outro rapaz que também era marinheiro de primeira viagem. Nós três desejamos sorte e felicidades uns aos outros e fomos conhecer nossos bebezinhos.

Graças a Deus foi tudo bem no nascimento do Rafael.
Logo após darmos as boas vindas a ele, a enfermeira encarregou-se de leva-lo ao berçario.
Foi então que notei que todos os pais nesse momento saiam logo atrás tirando fotos dos bebês e ficavam no vidro do berçario babando de alegria. E tudo isso era lindo de se ver.
Eu particularmente não segui a enfermeira. Eu quis ficar na sala de cirurgia com a minha esposa, pois queria ter certeza que tudo ocorreria bem. Aguardei até a médica fechar os pontos (foi cesariana). Só então sai…

Acontece que do ponto de onde eu estava não dava para ver o Rafael (havia uma multidão de pessoas tirando fotos nos vidros do berçario), então resolvi voltar para o quarto e aguardar até a chegada da Jake e do nosso bebê.
Isso era mais ou menos 22:30h e eu só veria ambos após a meia-noite.

Foi então que encontrei os novos papais que estavam comigo na sala de espera. Estavam super-felizes e demos parabéns uns aos outros.
Então um deles teve a idéia de ir lá fora do hospital para “tomar uma” em comemoração, no qual acabei recusando, pois eu queria ir para o quarto.

Chegando no quarto a primeira coisa que fiz foi ajoelhar-se e agradecer a Deus. Emocionado e rindo à toa eu agradecia muito a Deus. Dizia o quanto Ele era bom para mim e para minha família. Dizia que sem o Senhor nada disso seria possível. Eu não me cansava de agradecer e meu coração parecia querer saltar.
Só após esse momento profundo de ação de graças é que eu resolvi ligar para os avós, familiares e amigos.

O que quero dizer com essa história? Que sou exemplo para alguém? De jeito nenhum. Deus me conhece muito bem e sabe que não sou modelo para ninguém, mas com esse testemunho quero lembrar-lhes que sempre é momento de agradecer a Deus. Não podemos lembrar de Deus apenas nos momentos difíceis, mas também nesses momentos de alegria.
Acredito firmemente que o que Deus mais espera de nós é a nossa gratidão. Eucaristia inclusive, significa isso: Ação de Graças.
Quando eu fiquei na sala de cirurgia após o Rafael nascer também era uma forma de eu dizer à minha esposa: “Obrigado Jake… obrigado por trazer à luz o nosso filho…”

No quarto enquanto eu agradecia os outros papais estavam no bar bebendo…. não os julgo de forma alguma (afinal quem sou eu), mas eu tenho certeza que se eu estivesse com eles eu não lembraria de Deus. Eu não falaria oraria da mesma forma. Eu deixaria esse momento passar em branco.

Existe um tempo para cada coisa. E o momento da gratidão sempre é momento, por isso não deixe de render graças ao Senhor. Não deixe de dizer o seu obrigado a aqueles que tanto fizeram e têm feito por você. Não esqueça daqueles que você ama!

Deus abençoe!
Jorge

22 de Abril de 2009

O resgate de quem amamos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Fé - Perseverança — admin @ 09:38

Eu já mencionei algumas vezes que quando eu recebi o chamado de caminhar na Igreja uma leitura me chamou a atenção: “de agora em diante você será pescador de homens”. Essa frase foi de Jesus para Pedro e eu resolvi assumir para minha vida. Com isso não apenas entrei para servir na Igreja, mas minha postura foi sempre aproximar as pessoas e não distanciá-las.

Passagens como aquela que Jesus diz que se uma ovelha se perder o pastor vai atrás delas sempre tocaram o meu coração.
Anos atrás em nosso grupo de oração eu vi muita gente saindo do grupo e a cada membro que nos deixava uma nova dor nós sentíamos. E eu em especial no meu íntimo pensava: “Deus quer que eu seja um pescador de homens, mas parece que estou fazendo o contrário… as pessoas estão saindo da igreja… a culpa deve ser minha…”
A verdade é que nem sempre a culpa é nossa, pois fazemos tudo direitinho, segundo o coração de Deus. Mas certas coisas acontecem no seu devido tempo…

Entenda isso: as coisas não são sempre da forma que achamos que deveriam ser… dê tempo ao tempo, mas jamais deixe de amar. Continue lutando por quem você ama. Continue acreditando e investindo nisso, porém não seja chato, não pressione ninguém… Se formos mais compreensíveis e aceitar as pessoas da forma que elas são será muito melhor.
Poderemos até não perceber mas um resgate já estará acontecendo. Os irmãos vão pensar assim: “poxa, eu nem estou mais na igreja e ele me trata com tanto carinho e tanto amor, sem nenhuma pressão… é desse tipo de amizade que eu preciso… é desse tipo de pessoa que a igreja deveria estar cheia…”

De vez em quando faça um convite sim, para seus irmãos participarem por exemplo de uma missa ou algum evento, mas no geral deixem-os à vontade e em paz. Jesus não obrigava a ninguém, mas algo em sua própria vida atraia as pessoas até Ele.
Que Deus nos dê o discernimento para agirmos da mesma forma.

Somos muito mais santos quando somos dóceis e compreensíveis. As pessoas precisam ver em nosso rosto um semblante feliz, de quem serve na igreja com liberdade e não obrigação. Nossa alegria deve ser verdadeira… isso é o que chama a atenção das pessoas. Se ficarmos sempre de mal-humor não resgataremos ninguém, pois é muito melhor ficar em casa com nossa família e em paz do que viver na igreja e viver em conflito com os irmãos.

Seja simples e assim não perderá a amizade daqueles que você ama. O resgate virá com o tempo, pois a cada encontro, a cada palavra que tivermos com nossos irmãos será uma semente lançada. E se não tivermos a chance de cultivá-la o tempo se encarregará disso…
E já diz uma música da Shalom que: “É preciso acreditar que aquilo que se rega com amor o tempo faz brotar…”

Deus abençoe!
Jorge

15 de Abril de 2009

Músicos experientes

Ontem eu estava ounvindo no meu carro um CD do Tom Jobim e o interessante é que antes de cantar uma música ele fez vários agradecimentos, mas em especial ele dedicou aquela música aos formadores dele, aqueles que tiveram paciência com ele e se dedicaram no ensino de sua musicalidade.
Achei muito bonito e a partir disso me veio a inspiração de escrever esse artigo…

Temos muito a aprender com os músicos mais experientes. Seja na técnica ou na experiência de caminhada na igreja.
Quando no coração desse músico ainda existe a docilidade, a paciência, o gosto em partilhar, todos saimos ganhando, o grupo de oração, todo o ministério de música, enfim, tudo caminha bem e em harmonia.
No entanto, os músicos mais velhos de caminhada tendem a ter alguns problemas:
- a soberba e o orgulho (acham que sua técnica já chegou em um nível tão alto que não aceitam tocar com músicos iniciantes);
- acreditam que sempre estão certos, só porque estão há mais tempo na igreja;
- alguns ficam presos a acontecimentos do passado e nunca querem se atualizar (seja no repertório de músicas ou em dinâmicas, dizendo que antigamente era assim e tudo dava certo). Lembremos que o Espírito Santo é sempre novo….
- infelizmente da boca do músico mais antigo não sai obrigado e muito menos pede ajuda. É como se ele estivesse se rebaixando. (Parece até que esqueceu que Jesus lavou os pés dos discípulos);
- o músico mais velho de caminhada tende a ficar analisando os mais novos ou integrantes de outros grupos. Olhando como eles ministram, se estão desafinados, se isso ou aquilo…. ou seja, ele não consegue mais experimentar da graça. Aliás, até consegue sim… quando são músicos com técnica mais apurada ou ainda quando são músicos famosos… aí eles até se abrem para graça. (Isso as vezes….)
- músicos “velhos” acreditam que apenas o seu jeito de conduzir, de tocar e cantar é que é o certo…
- e uma coisa infelizmente triste é que os veteranos nunca acham que a mensagem é pra eles, pois eles já sabem muito bem disso. Sempre acham que a pregação é para os novatos… muitos até nem se interessam em ver a pregação, em especial quando o pregador é novo na fé também ou se a leitura é alguma que eles consideram “as de sempre”…. lembremos que a Palavra é sempre nova e Deus faz nova todas as coisas, por isso Deus pode tocar nossos corações da forma que Ele quiser, com quem Ele quiser, quando Ele quiser e utilizando de quem ele quiser.

O problema é que o fato de estar muito tempo não igreja não significa que somos experientes. Experiência vem com o tempo, isso todos sabemos, mas há músicos que são velhos de igreja, mas são novos no grupo de oração por exemplo. A dinâmica é outra, a espiritualidade é outra…
Temos muito a aprender com os novos: eles sempre acreditam que é possível melhorar. Eles estão sempre na sede do Deus vivo, querendo experimentar o fogo do céu. (Os mais antigos já estão “acostumados demais” com isso…).
Os neófitos (novos na fé) estão sempre felizes e dispostos a ajudar. Não tem tempo ruim. Não ficam escolhendo nada, pois o importante é colaborar. (o outro em compensação anda sempre resmungando ou reclamando, com cara feia e a simpatia já não é mais o seu forte).

E lógico também, que o músico veterano, o experiente tem infinitas qualidades, isso não podemos esquecer. Ele já passou por muitas coisas, já presenciou muitos momentos e principalmente: já fez muito pela igreja e pelos irmãos. Não podemos descartar isso. Quantas e quantas pessoas já não foram formadas por eles também?
E isso é o que desejamos, que esse estilo, que essa forma de caminhar nunca se perca.

Irmãos, há casos e casos… lógico que fui ao extremo com alguns exemplos, mas isso é fato em alguns lugares. Você músico que já está na caminhada há um bom tempo e que continua na humildade, trabalhando com amor, meus parabéns, continue assim e que Deus abençoe o seu ministério. Você porém, que notou que precisa ser lapidado em alguns pontos, procure renovar-se por favor, por amor a Cristo, mas por amor também ao ministério que Ele te confiou. Esse ministério que um dia você aceitou com um SIM verdadeiro e cheio de alegria.

Todos somos irmãos e ninguém é melhor que ninguém. E na realidade só queremos ver nossos músicos experientes cada vez mais lindos e ungidos, caminhando na humildade e simplicidade. Trazendo cada vez mais ovelhas para o rebanho de Nosso Senhor.

Deus abençoe!
Jorge

13 de Abril de 2009

Preocupações? Não!

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Maria — admin @ 08:05

Meu convite hoje é esse: Não se preocupar, pois o Senhor tem o controle de todas as coisas.
Tenha calma e confie, pois: “O Senhor conhece os que são seus…” 2Tm 2,19

Maria entre todas as mulheres foi a escolhida. Deus não a escolheu porque ela pregava ou cantava, mas porque ela era ela mesma. Na simplicidade, na humildade vivia conforme o desejo do Senhor.
Por isso não tenha medo. “O que nos resta dizer? Se Deus está a nosso favor, quem estará contra nós?” Rm 8, 31

E não nos preocupar com o que vão dizer de nós. Maria, sabia muito bem o que poderia ser uma jovem estar grávida nas condições que ela vivia. Ela não era casada e com certeza iriam apedrejá-la. Porém, o desejo em entregar-se nas mãos do Senhor falou muito mais alto. Dizendo: “Eis aqui a serva do Senhor”.
“Quem acusará os escolhidos de Deus?” Rm 8, 33

Enfim, desejo que o seu coração seja abrasado pelo fogo do Amor de Deus, que infunde em nossa alma a certeza de que Ele está no meio de nós.
“Quem nos poderá separar do amor de Cristo?” Rm 8,35

Com carinho e minhas orações.
Jorge Henrique

9 de Abril de 2009

Novos eventos católicos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Jovens — admin @ 09:51

Sabe o que falta para muitos de nós católicos, mas em especial aos que estão à frente dos grupos e ministérios e organizadores de eventos católicos?
O desejo de trazer algo novo.
O que quero dizer com isso? Perceba que os grupos acontecem sempre da mesma forma, com as mesmas (e poucas) dinâmicas. Os eventos são sempre os mesmos, os ministérios e pregadores são os mesmos…. consequentemente as pessoas vão se desinteressando. E precisamos cada vez mais atrai-las para Deus.

Está mais do que na hora de reavivar a espiritualidade das pessoas. A cada grupo precisa acontecer a Efusão do Espírito Santo. Não deixar apenas para o último dia de um seminário de vida plena no Espírito Santo. Não deixar apenas para os eventos ou em missas de cura e libertação.
Precisamos ler mais a bíblia a ponto de trazer ao povo o conhecimento, pois a Palavra também diz que o povo peca por falta de conhecimento.
Pegue uma passagem bíblica por exemplo e medite profundamente, vivencie primeiramente em particular e depois partilhando com o seu grupo.
E então leve isso para frente!

As famosas Tardes ou Noites de Louvor, Barzinhos de Jesus, etc, devem continuar acontecendo sim, pois são muito bons, mas precisamos experimentar novos eventos. O Espírito Santo é criativo e pode nos mostrar o que fazer. Apareça com novos eventos, surpreenda os irmãos! As pessoa serão atraídas nem que seja pela curiosidade. E ali acontecerá a evangelização em massa.
Imagine algum evento falando sobre a Transfiguração de Jesus ou quem sabe sobre o rosto resplandescente de Moisés ao se encontrar com Deus na montanha…
Tantas passagens maravilhosas na bíblia que poderíamos explorar…. Pegue alguma passagem marcante do Antigo Testamento e transforme isso em evento.

Tenho certeza que você terá muito a partilhar conosco!

Deus abençoe!
Jorge

8 de Abril de 2009

Servo rebelde

Arquivado sob: Grupo de Oração, Promoção Humana — admin @ 14:24

Sabe aquele servo que sempre dá problema?
Aquele que é rebelde, que chega atrasado, que não tem compromisso, que não se dedica…. ou quem sabe não gosta de ensaiar e quando chega no dia da apresentação está lá…. ou ainda aquele que quer assumir todos os ministérios ao mesmo tempo, que não participa das reuniões, que espalha fofocas no meio do grupo, que semeia discórdia… enfim, há tantas coisas que acontecem que seria impossível mencionar todas.

Vou contar um segredo pra vc: é possível colocar esses irmãos na linha. Sabe como? Dando o primeiro passo. Não exigindo tanto deles. Sendo mais santo, rezando mais, falando menos, dando mais exemplos. Fazendo a NOSSA PARTE!
Chega uma hora que não adianta ficar falando e falando, brigando e batendo na mesma tecla. Se você insistir demais vai acabar perdendo mais um servo. Se você ficar exigindo o servo perfeito na realidade perceberá que eles são melhores do que nós, pois estão sendo eles mesmos, mais verdadeiros.
Jesus não ficava pegando no pé dos apóstolos como nós ficamos, mas ele simplesmente dava o exemplo. Aquilo que ele pregava ele vivia. Simples…

Sabe como uma professora trata um aluno rebelde? Com sabedoria… pois muitas vezes não adianta dar castigo ou um monte de lição de casa.
Só conseguimos “vencê-los” quando o trazemos para o nosso lado. Dizendo por exemplo que esse aluno será o assistente da professora e que vai ajudar a tomar conta dos outros alunos. E sabe o que acontece? Ele vai se sentir importante e assumirá uma postura completamente diferente, justamente porque precisa mostrar aos outros alunos que agora ele tem uma responsabilidade.
Vc entendeu a mensagem?

Faça essa experiência: pegue o servo problemático e dê responsabilidades pra ele. Não tenha medo!
Ele precisa se sentir importante. (Porque na realidade ele é). Mas ele precisa sentir que algo que está em suas mãos só vai acontecer se ELE fizer. Se ELE cuidar e for o responsável…. Obviamente cada ministério ou grupo tem uma realidade e justamente por isso que o coordenador precisa ter discernimento e sensibilidade para fazer isso.
Nós não percebemos muito, mas muitos servos são problemáticos porque não são reconhecidos ou quem sabe porque não valorizamos o potencial deles. Eles querem que acreditemos neles… precisamos aprender a agradecer e elogiar também, ou seja, motivá-los, incendiar o desejo do servir.

Se mostrarmos realmente o quanto precisamos dos servos, o quanto eles são importantes para nós tudo será resolvido. É uma questão de tempo.
Descubra o que você pode colher de melhor desse servo e invista nisso!
Eu já vi por exemplo um servo que dava muito trabalho, pois o coordenador insistia que o lugar dele era a intercessão. No entanto, o servo não se animava com esse ministério, não se identificava. Aí comentei com esse meu amigo se não era o caso de investir em outro lugar, por exemplo acolhida, teatro, dança…. ministérios que interagem mais com a assembléia. Sabe o por quê disso? Porque percebi que o servo era uma pessoa muito carismática, gostava de conversar e se envolver… e notei que na intercessão ele se sentia preso.

Jesus também deve ter tido um trabalho danado para lidar com os apóstolos, pois cada um tinha uma personalidade: uns mais dedicados, outros mais turrões, quem sabe outros preguiçosos e etc, etc…
No nosso meio também não será diferente, pois servos rebeldes sempre teremos, mas buscando cada vez mais ser dóceis ao Espírito Santo seremos capazes de discernir como agir com nossos irmãos.
E lembre-se: o fato de um servo ser rebelde não significa que ele não é bom. É uma questão de saber lapidá-lo. E se você tiver paciência e ousadia com certeza encontrará uma pérola preciosa no seu grupo.

Deus abençoe!
Jorge

7 de Abril de 2009

Esfriamento espiritual

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 13:54

Gosto muito desta frase: “quando mais eu oro mais vontade eu tenho de orar… quanto menos eu oro menos vontade eu tenho de orar…”
É uma realidade que serve para todos nós, mas vou tentar citar aqui o que acontece com nossa vida espiritual.

Todo aquele que por um motivo ou outro se afasta da oração acaba esfriando. Isso é fato. Vejamos alguns sintomas:

- Cansaço / Stress - Parece que o mundo inteiro está em suas costas. Aquilo que deveria ser um prazer tem sido um martírio. O trabalho na igreja tem sido desgastante, as pessoas parecem que não colaboram e tudo sobra pra vc.

- Desânimo / Tristeza - Já não há vontade alguma de orar e até mesmo de ir para igreja. Em algum momento até bate um sentimento de culpa, uma auto-cobrança onde a pessoa pensa que não foi forte o suficiente, etc.

- Revolta / Distanciamento - No seu ponto de vista todo mundo não está nem aí e só você se dedica. O melhor é pular fora mesmo… assume que o melhor é abandonar o barco, pois todos pensam diferente de você e realmente não daria certo continuar.

O esfriamento espiritual aparecerá sempre que perdermos a intimidade com o Espírito Santo.
Momentos difíceis teremos mesmo e algumas vezes até a vontade de abandonar, de pular fora…. mas a nossa intimidade com o Espírito Santo é fundamental. Não podemos perdê-la…. ao acordar dê bom dia ao Espírito Santo, ao dormir dê boa noite… nas angústias, nas alegrias… partilhe todos os momentos com o Espírito Santo…. seja íntimo, crie essa relação de amor. Lembre-se que você está sempre acompanhado(a).
Podemos passar por muitas coisas, mas nada pode ser maior que essa intimidade. Ele é nosso amigo, pois é Deus! É a terceira pessoa da Santíssima Trindade.
A Palavra diz que Ele vem em nosso auxílio, vejam que lindo…. Ele vem em nosso auxílio….

A nossa beleza consiste também na beleza interior, ou seja, quando minha vida espiritual está bem eu acabo transmitindo isso de alguma forma. As pessoas poderão sentir o seu bem-estar, a sua paz. E não há preço que pague isso.

Não deixe o esfriamento espiritual, a preguiça te pegar… Quando perceber algum dos sintomas acima busque ajuda, ore, se aproxime de Deus novamente, pois geralmente somos nós que nos afastamos. Nunca Ele se afasta de nós.

Deus abençoe!
Jorge

6 de Abril de 2009

Nada é impossível

Arquivado sob: Fé - Perseverança, Maria — admin @ 07:54

Estive pensando naquilo que é impossível pra mim… e pedindo a consolação de Nossa Senhora. E meditei sobre essa passagem. Espero que te ajude também, pois a Sombra do Altíssimo está sobre nós!

“Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Porque a Deus nenhuma coisa é impossível…”

Muitas vezes somos nós que dizemos isso: “Como se fará isso?” “Como agir Senhor?” “Sou tão pequeno… tem pessoas melhores e mais capacitadas que eu para resolver isso…”
Mas Deus vem em nosso auxílio dizendo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra”.

Tome posse dessa Palavra, pois ela é a verdade e tem poder.

Pois a Deus nada é impossível!!!

Dia Santo pra vcs!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.