27 de Março de 2009

Passando dos limites

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 09:43

Já passaram dos limites com você??! Penso que sim…
Com Jesus também passaram muitas vezes… não acreditavam nele, tramavam contra ele e tantas outras coisas que já sabemos…
Por mais que ele fosse Ele mesmo, com sua postura, com seu amor e compaixão, com seus gestos e com a Sua própria divindade, não acreditavam… ficavam colocando-o à prova…

Quanto mais a nós irmãos…
“Não é este o filho do carpinteiro?? E sua mãe não se chama Maria” conf. Mt 13

Convido você hoje a passar dos limites também…. assim, como o Senhor que tinha condição divina, mas não se apegou a isso e foi até a morte e morte de cruz (conf. Fl 2,8). Assim como Maria que tinha projetos para sua vida, mas passou dos limites e aceitou ser Mãe do Filho de Deus.

Passe dos limites hoje: não seja orgulhoso. Não sinta inveja. Perdoe!! Dê o braço a torcer… Jesus quando levou uma bofetada não revidou… (cf.Jo 18, 22) Dê o braço a torcer!!
Pois, quando falarem: “…não é vc que vai na Igreja? Não é vc que diz que tem que perdoar?…” Assuma esse propósito: vou passar dos limites, porque Jesus passou dos limites e derramou seu sangue na cruz por mim. Maria passou dos limites e aceitou ser minha mãe, quando via seu filho morrer na cruz.

“E sua mãe não se chama Maria?”
Sim, minha mãe se chama Maria!! E muitos a chamarão bem-aventurada!!! (Lc 1,48)

Deus abençoe!
Jorge Henrique

24 de Março de 2009

Altos e baixos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 09:40

Nossa caminhada é sempre marcada de altos e baixos. E há até uma música que diz: “há momentos que na vida pensamos em olhar pra trás, e é preciso pedir ajuda para poder continuar…”
É exatamente isso. Não podemos ser orgulhosos a ponto de achar que não precisamos de ajuda. E nossa ajuda maior é Cristo. Precisamos clamar pelo seu nome, pelo seu poder. E a música continua: “e clamamos o nome de Jesus… e clamamos o nome de Jesus…. e clamamos o nome de, o nome de Jesus… ele nos ajuda a carregar a cruz…”. Essa música eu aprendi em 1994 e até hoje continua tendo poder sobre minha vida, justamente pelo efeito que ela me causa.

Nossa ajuda maior é Cristo, sem dúvida, mas não precisamos esquecer que nosso irmão é sempre Jesus em nosso meio. Consequentemente precisamos uns dos outros.
Já vi situações onde irmãos só recorrem à “ajuda de fora”, ou seja, comunidades de vida específicas ou ainda padres que moram não sei onde… não estou condenando esse tipo de atitude, pois muitas vezes só assim mesmo para recebermos uma injeção de ânimo. Mas o que não pode acontecer é fazer pouco caso das pessoas que temos por perto ou até mesmo em casa. Não ache que você tem mais bagagem e por isso a oração do seu irmão não serve pra você, pois Deus ouve a oração de todos, mas principalmente a oração do pequeno, do simples. (Talvez tenha sido por isso que Deus escolheu Maria para ser a mãe do Senhor… Ela se colocou pequena diante de Deus: “eis aqui a serva do Senhor…”)

Muitas e muitas vezes quando eu vou pregar eu peço para que a minha esposa ore por mim. Eu confio na oração e intercessão dela.
E lembro ainda que muitas vezes em nosso grupo de oração nós rezávamos uns pelos outros diante do sacrário, pedindo a Deus um fortalecimento, um reavivamento em nossos ministérios.
Isso tem acontecido hoje em dia? Ou existe apenas uma panela entre os líderes e mais velhos de caminhada?

Na bíblia também diz que aquele que se considera de pé tome cuidado para não cair, pois hoje podemos estar muito bem, mas não sabemos o dia de amanhã.
Seja humilde… sempre é tempo de recomeçar. Realmente aparecerão momentos em que desejaremos parar, mas tenha calma, tenha fé, continue, persevere, pois depois de uma tempestade sempre há a calmaria.

Que bom que Jesus não exigiu currículo de seus discípulos, senão ele ficaria sozinho.
Também nós… talvez aqueles que não tenhamos valorizado sejam os que mais irão nos dar forças e serão capazes de nos entender nos momentos mais difíceis.

Deus abençoe!
Jorge

17 de Março de 2009

Seminário de vida - 6º dia: Maria

Arquivado sob: Grupo de Oração, Maria, Seminário de Vida — admin @ 11:19

Jesus que é amor, veio do amor, nasceu do Amor e chegou até nós para amar e nos ensinar a amar. Nasceu do amor porque veio do coração do Pai. E no coração do Pai só existe o amor….
Foi concebido pelo poder do Espírito Santo. Por isso é amor… O Espírito Santo é amor.

Nasceu de uma mulher… uma mulher simples, mas escolhida.
Deus Pai não escolheria uma mulher qualquer para que seu Filho nascesse. Ele queria que seu filho nascesse de uma mulher que pudesse dar amor a Jesus. De alguém que cuidasse com todo o carinho e zelo. De alguém que lhe apresentasse a Deus Pai…. Maria era essa mulher cheia de amor, caso contrário não faria o menor sentido Jesus nascer dela…

Nascemos e vivemos para amar e nada mais… Mas muito especial as mamães… elas aprendem de forma surpreendente como amar seus filhos, nos ensinando de fato o que é o amor em sua essência.
Será que você é capaz de imaginar Nossa Senhora grávida? Havia ou não havia amor ali?
Jesus não somente nasceu em um ambiente de amor, mas VIVEU em um ambiente de amor. Como não ser gratos a Maria por tudo o que ela fez? Pois primeiramente ela disse sim. Ela cedeu não apenas o seu corpo a fim de carregar Jesus em seu ventre, mas abriu mão de sua vida, de seus planos… tudo por amor a Deus.

Como não dizer obrigado a esta senhora?

Eu como católico sei muito bem que só devemos adorar a Deus, mas também não posso fechar meus olhos para essa realidade, pois tenho certeza que o próprio Deus é grato pelo sim de Maria.
Ele poderia muito bem escolher outra mulher e fazer do jeito que quisesse, mas foi assim que as coisas aconteceram.

Maria não foi o instrumento de um único momento, mas instrumento que até hoje toca os nossos corações, pois lembremos que ela era cheia de graças. E quantos foram chamados de “cheios de graças” na bíblia?
Costumo dizer que onde minha mãe não é bem recebida então eu também não sou bem-vindo…. talvez Jesus pense o mesmo, pois Ele sendo o amor não suportaria ver sua mãe sendo mal-tratada e mal-amada.

Neste 6º dia do seminário de vida plena no Espírito Santo vale muito a pena falar sobre a importância da família, pois Nossa Senhora é Mãe. Ela ama e intercede por seus filhos.
Muito legal também seria a prática de dinâmicas nesse dia.
Uma vez participei de um grupo de oração que no momento em que cantávamos uma música de Maria (estávamos sentados) e o servos passavam com um manto gigante sobre nós, enquanto o ministro conduzia a oração. Foi um momento muito bonito e especial.
Outras dinâmicas conhecidas é a entrada de Maria no início do grupo, onde a assembléia vai fazendo suas orações.

Acho que não preciso nem dizer que nesse dia as músicas serão voltadas para Maria, certo? rss…. mas além disso coloque músicas sobre relacionamentos familiares e de reconciliação.

Deus abençoe!
Jorge

13 de Março de 2009

Grupo de Oração na Quaresma

Arquivado sob: Grupo de Oração — admin @ 09:42

Coincidentemente recebi alguns emails parecidos, de irmãos perguntando como animar um grupo de oração na época de quaresma, ou até mesmo que músicas escolher nesse tempo em que a Igreja vive.

Nesse tempo (quaresma) sempre foi um período muito difícil pra mim, pois realmente requer muita atenção e discernimento na escolha das músicas. Sabe por que? Porque estamos em um tempo que exige maior recolhimento, no entanto, um grupo de oração não pode perder sua identidade de renovação carismática.

Sendo assim, o que eu sugiro: na escolha das músicas prestar bastante atenção nas letras, não colocando por exemplo músicas que falem de ressurreição. Vejamos uma: “Faço novas todas as coisas”. Repare nessa letra e veja como fala de ressurreição. Cuidado também com as músicas que falam muito de alegria e aleluia… Não que não possa conter essas palavras. Pode, mas não deve ficar em evidência…

Devemos continuar animando com carisma e alegria, atentando-se nesses cuidados. O grupo de oração deve sempre conter músicas de louvor, mas nossa expressão corporal conta muito também. Por exemplo, é lícito levantarmos os braços para louvar, mas em especial na quaresma podemos deixar de lado um pouquinho a questão de ficar dançando, pulando…. vamos aguardar a grande “explosão” da páscoa, da ressurreição do Senhor. E aí sim, nossos grupos voltam com todas as músicas e toda a alegria possível.
Atenção: não se trata de uma regra ou lei, pois não sou dono da verdade. É apenas uma sugestão que pode ser adotada ou não, ok?

Voltando: não precisamos perder a alegria, mas como bons ministros precisamos escolher as músicas com maior atenção. Não sou capaz de citar quais músicas podemos tocar, mas acho que com essas dicas será mais fácil encontrar uma que se adeque à realidade do seu grupo de oração.

Deus abençoe!
Jorge

12 de Março de 2009

A doçura de um chamado

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 14:03

Se existe uma coisa que não podemos perder é nossa ternura, pois a forma como conversamos com as pessoas é muito maior do que propriamente o conteúdo do que será dito.
Por exemplo: eu posso dar o mesmo recado de formas diferentes: sendo mais ríspido ou mais dócil…
Não podemos descontar nossos problemas nos irmãos ou servos de ministérios.

Aqueles que estão há mais tempo na Igreja deveriam dar exemplo e não colocar-se em uma postura de mandante, como se dissesse assim: “olha, estou há muito tempo na caminhada, por isso tudo aquilo que sofri agora você vai ter que passar também…”
Deus do céu, longe disso!
Deus é quem sabe o quanto precisamos sofrer e o que devemos passar. Não queiramos descarregar nos irmãos um fardo que eles não possam suportar. Não é porque as coisas foram difíceis até agora que todos também devam experimentar.

O fato de ser dócil não vai lhe tirar a autoridade de coordenador. Aliás, não é uma questão de ter autoridade, mas sim de assumir o chamado no qual nos foi confiado e saber como trabalhar, como lidar com as pessoas.
Tem gente que acha que ser coordenador é só mandar e pronto.
Da mesma forma que Jesus nos chamou com doçura, assim devemos continuar: sendo firmes sim, mas sem perder a ternura. O coordenador é o responsável por suas ovelhas, mas nem por isso deve fazer tudo sozinho. Deve ser amigo, partilhar com os irmãos porque afinal somos todos iguais.

No meu grupo de oração tinha um irmão que falava assim: “Quando quiserem me chamar a atenção estejam a vontade, pois eu não ligo, não me importo mesmo. Mas é preciso saber como chamar a atenção, pois é isso que faz a diferença pra mim…”
Jesus não obriga a ninguém e não somos nós que vamos querer fazer isso, né?

Só sei de uma coisa: todos nós somos muito amados, muito queridos por Deus. Todos somos muito importantes… não se esqueça disso. Podem nos criticar por muitas coisas, mas acima de tudo está o amor de Deus por nós. Somos valiosos e devemos ser tratados dessa forma: como pessoas valiosas.
O que você tem feito com as pérolas que Deus lhe confiou?
Que tal nos decidirmos a Deus um passo a mais em direção ao amor?
Tenho certeza que vale a pena o esforço.

Deus abençoe!
Jorge

5 de Março de 2009

Seminário de vida - 5º dia: O Senhorio de Jesus

Arquivado sob: Grupo de Oração, Seminário de Vida — admin @ 14:32

Sempre achei que esse tema era um dos mais fortes, pois do meu ponto de vista é um dos que batem mais diretamente de frente com o inimigo.
Aqui neste tema declaramos Jesus como nosso único Senhor e salvador, renunciando também toda espécie de sorte, superstição, espírito de adivinhação, horóscopo, etc… Abandonamos o velho homem e vivenciamos o homem novo (lê-se também mulher nova), onde seguimos apenas Jesus e apenas à Ele servimos e adoramos.

Sugiro a escolha de músicas fortes nesse dia, por exemplo: O Senhor é Rei, Levanta-te, Declaramos (do Vida Reluz), Podes Reinar, Invocamos, enfim… há uma infinidade de opções. Mas o fato é que ministrar nesse dia é uma experiência única, pois precisamos deixar claro aos irmãos que não há outros deuses, não há outros profetas, mas apenas Jesus, que deve ser o centro de nossas vidas.
Jesus é o Senhor dos milagres, por isso não tenha medo ou vergonha de confirmar essas situações caso o Senhor te mostre. (Ousadia irmãos, mas com discernimento heim).

Como disse no começo é um tema que bate de frente com o inimigo, por isso ele não está nada feliz conosco. Sendo assim, após o seminário é comum vermos situações onde os irmãos passam a ser mais tentados, mais provados. Mas resistam por amor a Jesus. É lógico que seremos tentados, pois o inimigo não quer perder nunca. Mas sei lá… parece que não entra na cabeça dele que ele é um derrotado. Foi derrotado na cruz…
Não podemos ter medo, jamais, pois Jesus está sempre conosco.

No dia do seminário mesmo precisamos estar atentos com as possíveis “mudanças de comportamento” dos participantes. A equipe de servos precisa estar atenta, além de preparada espiritualmente (com confissão, orações, jejum, participação na santa missa). O que quero dizer com “mudanças de comportamento?”
Quero me referir à possíveis manifestações do inimigo. Não quero me aprofundar nesse assunto, mas é preciso deixar claro que sempre incomodamos o inimigo quando servimos a Deus. Então, quando declaramos Jesus como nosso Senhor, quando fazemos renúncias, é comum ver pessoas com mal estar, com momentos de rebeldia, enfim, há diversos tipos de manifestações, até as consideradas mais sérias: diabólicas.

Os servos precisam ter autoridade de saber como lidar com as situações.
O pregador também precisa ter jogo de cintura, pois ele vai mexer muito com o que cada um acredita. (Eu sei muito bem que precisamos fazer a vontade de Deus, mas apesar de firmes em nossa pregação jamais podemos perder a ternura).

Mais do que declarar Jesus como nosso Senhor apenas com nossas bocas precisamos declará-lo Senhor de nossas vidas em nosso dia-a-dia, com nossa postura e testemunho.
Não tem cabimento por exemplo, ir à missa todos os domingos e durante a semana participar de um centro espírita. (Nada contra os espíritas, aliás conheço pessoas maravilhosas que são dessa religião). Mas o fato é que são coisas distintas e não podemos misturar.
Declarar Jesus como Senhor é não pactuar com certas atitudes, por exemplo continuar acreditando em horóscopos ou cartomantes.
E por aí vai irmãos… é muito assunto para falar.

No final deste dia de seminário é bom fazermos uma boa oração. Forte e de coração.
Valeria muito se tivéssemos a presença de um padre para dar uma benção especial, quem sabe até com o Santíssimo.
Outra coisa que seria muito legal seria uma efusão do Espírito. Aqui muitos não concordarão comigo, mas vou dizer o que acho: esse negócio de fazer a efusão só no último dia está errado. Não podemos minimizar a ação do Espírito Santo. Nossos grupos precisam de um reavivamento a cada encontro, em todos as reuniões e dias de seminário. Mas aí é uma questão de ponto de vista, não é?
Isso requer planejmanto, estrutura, servos preparados e boa vontade.

Tire o que for melhor para a realidade do seu grupo e mãos a obra!

Deus abençoe!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.