24 de Fevereiro de 2009

Seminário de vida - 4º dia: Fé e Conversão

Arquivado sob: Grupo de Oração, Seminário de Vida — admin @ 15:31

No 4º dia de um seminário de vida no Espírito geralmente desenvolvemos o tema “Fé e Conversão”. E é justamente nesse tema que vem minha reflexão de hoje.
Dependendo do ponto de vista podemos dizer que um depende do outro. Como assim? Muitas vezes para se ter fé é preciso passar por um momento de conversão. E para se converter é preciso ter fé.
Logicamente que há exceções, mas vejamos:

A fé (no meu ponto de vista) é um acreditar tão profundo, mas tão profundo que ninguém pode nos tirar essa esperança. Podem lhe tirar muitas coisas, dinheiro e bens, até mesmo amigos e familiares, mas ninguém lhe tira a fé, pois é algo que está enraizado dentro de nós.
A fé é tão interessante que até mesmo os mais “valentões”, aqueles que acham que não precisam de ninguém, muitas vezes até duvidando de Deus, enfim… até eles carregam dentro de si uma semente de fé. E a fé é justamente isso: uma semente, onde vamos cuidando, dia-após-dia… é uma semente que por vezes é vista como “morta”, que “já era”, mas que depois de algum tempo “uma força” aparece… e perguntamos a nós mesmos: “de onde vem essa força, essa esperança?” Eu lhes respondo: É a fé… aquela fé que um dia tratamos com tanto carinho, cultivando com zelo e amor, mas que por algum motivo de nossa vida foi abandonada.
A fé também nos aparece em momentos que já não acreditamos. Quando tudo parecia perdido, onde todos já não acreditavam e nem esperavam mais. De repente uma certeza dentro do nosso coração, uma força, uma luz… é a fé.

A conversão acontece também de diferentes formas, mas em especial quando precisamos de uma sacudida de Deus, ou seja, quando Deus decide que é hora de voltarmos para Ele. Pois é assim: Deus não desiste de nós, Ele vem atrás e insiste, nos persegue, nos cerca, até que nos rendamos. Você pode até desistir de Deus, mas Ele não desiste de nós. E é aí que surge a conversão. Desistimos de continuar por onde andávamos, com aqueles pensamentos e resolvemos “voltar”, nos converter. Vir ao caminho de Deus.
Alguns acabam passando por experiências fortíssimas como o caso de Paulo (At 9), outros acabam aceitando a Jesus com mais facilidade. Porém, o fato é que todos acabamos nos convertendo, nos tornando pessoas mais dóceis, mais sociáveis… os outros em nossa volta passam a nos estranhar porque nossa postura acaba mudando… É a busca pela vida nova. Isso é conversão. E é por isso que dizemos também que nossa conversão deve ser diária. Porque dia-a-dia nosso homem velho nos visita, nos propõe conforto e prazer. Quer que abandonemos a Deus a qualquer custo. E quando decidimos ficar com Deus por mais um dia é a conversão e a fé caminhando lado a lado.

Em um seminário de vida plena no Espírito Santo precisamos ter o cuidado de não acusar ninguém, mas em especial nesse dia… pois corremos o risco de mostrar as pessoas que são elas que precisam de fé, que elas precisam de conversão e não nós.
Os ministros de música, os pregadores, a acolhida, enfim, todos os servos precisam vivenciar a cada dia do seminário. Nesse dia da fé e conversão vivencie na profundidade, peça a Deus uma renovação da sua fé, participe e ore junto com a assembléia clamando por uma nova conversão, em especial aquela situação que deixamos escondida dentro do nosso coração e que precisa ser mudada.

Isso é fato: muitas pessoas são tocadas e convertidas quando vêem a conversão de outras. Elas pensam: “Nossa, eles estão levando a sério e estou vendo o que Deus está fazendo na vida deles. Por isso quero isso para minha vida também…”

Músicos: nossa postura é essencial para ajudar na conversão dos irmãos, por isso não perca tempo, não deixe de orar nos momentos do grupo, não deixe de assistir e se envolver nas pregações, pois isso vai fazer com que a sementinha da fé seja tratada mais uma vez. E ela vai crescer… e muito, confie!

Sementes de mostarda são pequenas, mas as árvores quando crescem são enormes. Há também as grandes árvores, jatobás… quantos e quantos anos elas não demoraram para crescer? É assim também a nossa fé: ela vai crescendo devagarzinho, mas sem parar…

Sugestões de músicas para tocarmos nesse dia:
- Deus é maior - Flavinho (Canção Nova)
- Noites traiçoeiras (Padre Marcelo Rossi)
- Busque o alto (Celina Borges)

Deus abençoe!
Jorge

16 de Fevereiro de 2009

Obediência no ministério de música

Quando falamos em obediência automaticamente nos vem à cabeça uma idéia de submissão, onde alguém “manda” e outro “obedece”.

Ser obediente na verdade é muito mais que obedecer. É uma disciplina, onde só é capaz de alcançá-la quem vencer seu próprio interior.
Como funciona isso?
Em nosso dia-a-dia temos para nós mesmos que aquele que manda é na verdade um chefe, um superior, ou em outras palavras alguém mais importante ou influente que nós. Mas não é bem assim. Aquele que obedece é na verdade livre…

Obedecer não quer dizer obediência, pois eu até posso fazer algo que me peçam, mas meu coração pode estar distante.
Quando eu tenho no meu coração a OBEDIÊNCIA, aí sim estamos falando de um dom, de algo que vem do alto, do coração de Deus.

O servo obediente é aquele que tem mansidão no seu coração, que não obedece por obedecer, mas obedece porque sabe das coisas. Procura entender que, quando ele coopera todos saem ganhando. Ele sabe que as vezes existe uma hierarquia sim, mas não por grau de importância, mas sim porque cada um é responsável em lançar sua semente. E tudo tem sua hora.

Nós que somos do ministério de música precisamos por demias desse dom (da obediência), pois como artistas de Deus a soberba e a vaidade nos visita muitas vezes, mexendo com nossa sensibilidade e atitudes.
Para ser obediente é preciso ter coragem, pois lembremos que a obediência de Jesus o levou até a morte.

Ministério de música que não tem obediência ao sacerdote, à igreja, aos coordenadores não chega muito longe. Aliás, chega… mas sem alicerce… muitas vezes sem casa.
Conheço ministérios muito bons tecnicamente (e até espiritualmente), mas se você perguntá-los de qual paróquia participam…. eles não poderão responder. Bateram muitas vezes de frente. Enfrentaram quando era hora de obedecer. Brigaram quando era hora de silenciar.

A obediência é uma virtude que poucos alcançam. Tanto que os santos buscavam em comum esses três itens: castidade, pobreza e obediência.
O músico que reconhece o seu lugar, a sua pequenez, sempre terá próximo de si grandes amigos. Terá um ministério forte, unido, capaz de obedecer uns aos outros, justamente porque o amor mútuo e o respeito vêem em primeiro lugar.
Quando vemos um músico que acha que só a opinião dele é a que vale, infelizmente é o princípio de uma catástrofe, pois como diz o ditado: “quanto mais alto, maior a queda”.
A desobediência foi o primeiro pecado que apareceu, (lembremos de Adão e Eva). E o coração de Deus se entristeceu…
Talvez seja o pecado que mais entristeça o coração de Deus. E é justamente isso que não queremos, não é verdade?

Não obedecemos porque levamos ordens. Mas obedecemos porque amamos, porque sabemos que para alguém é importante que sejamos assim.
Os pais quando desejam que seu filho seja obediente, é porque desejam o melhor para o seu filho. Esperam que ele seja um homem bom, justo e de caráter.

E é isso o que os coordenadores fazem conosco: buscam o nosso melhor.
Ser obediente também não significa dizer SIM para tudo que lhe pedem, mas avaliar todas as situações. Todos sairão ganhando com isso? Irmãos estão sendo promovidos através da minha obediência? Muitos serão edificados?
Maria disse SIM. E com essa obediência chegamos até Jesus.

Você com o seu SIM pode levar muitos irmãos até o céu. Disso eu tenho certeza….

Deus abençoe!
Jorge

11 de Fevereiro de 2009

Seminário de vida - 3º dia: Pecado e Salvação

Arquivado sob: Grupo de Oração, Seminário de Vida — admin @ 09:19

Por um homem e uma mulher chegamos ao pecado (Adão e Eva), mas também por uma mulher e um homem chegamos à salvação (Maria e Jesus).
Por que Maria? Porque ela disse SIM. E através desse SIM tivemos acesso ao homem mais maravilhoso que já existiu: Jesus!

O primeiro sinal de pecado em nós é a dificuldade de reconhecermos que erramos.
Todos nós somos pecadores, isso é fato, no entanto Deus está muito mais interessado em nossa luta do que em nossa condição.
Deus sempre nos dá mais uma chance quando nos reconhecemos pecadores e dependentes Dele.
E lembrando que quando somos batizados, a mancha do pecado original é apagada.

Às vezes, ouço pessoas dizendo: “Ah, estou pagando pelos meus pecados…”
Mas o fato é que Jesus já pagou por todos os nossos pecados. Com sua morte de cruz ele venceu inclusive o último inimigo, a morte.
Jesus não apenas nos traz salvação, mas Ele é a Salvação. Quando o reconhecemos como Senhor de nossas vidas já estamos assumindo nossa salvação.
Não significa que já estamos salvos e pronto, que não precisamos fazer mais nada. Não!
Precisamos continuar nossa caminhada, lutando, pecando muitas vezes, mas sempre nos levantando, na certeza de que alguém (Jesus) amou até o fim, à fim de deixar a salvação ao nosso alcance. E é isso mesmo, a salvação está ao nosso alcance. Não pense que porque você é pecador você não é digno do amor de Deus, não é digno de salvação, pois na realidade não é uma questão de dignidade ou merecimento, caso contrário estaríamos todos perdidos. Mas o fato é que Jesus já derramou o seu sangue por nós e isso é o que basta.

Meus queridos, em outras palavras ainda, nós precisamos recuperar o sentido do pecado, caso contrário não iremos nunca em busca do sacramento da Confissão e assim receber a absolvição de nossas ofensas. O pecado ainda, é uma realidade que nenhum de nós podemos escapar, por isso não queira ser um super-herói, dizendo que não precisa disso e daquilo. Precisamos sim, o tempo inteiro da benção de Deus, da salvação que vem de Deus.

Deus não desiste de você. O amor de Deus vai te perseguir, vai atrás de você até você dizer sim, pois ele não desiste de você nunca.
O segredo é você se deixar ser amado por Jesus.

Deus abençoe!
Jorge

5 de Fevereiro de 2009

Seminário de vida - 2º dia: O Amor do Pai

Arquivado sob: Grupo de Oração, Seminário de Vida — admin @ 13:28

Como 2º dia de um seminário de vida plena no Espírito Santo pretendo abordar aqui o tema: “O Amor do Pai”.
O mais importante (tanto para o ministro de música, quanto para o pregador) é deixar muito claro aos participantes do grupo de oração que todos são muito amados, muito queridos pelo Pai.

Nossa acolhida deve ser muito aconchegante, dizendo aos participantes por exemplo que o Pai está muito ansioso e feliz pela chegada deles.
Crie um clima de fraternidade, pois nunca podemos esquecer que naquele meio deve haver muitos corações feridos.
Brinque com as pessoas de modo a conversarem umas como as outras. Eu particularmente sempre gosto de dizer: “Fale para a pessoa do seu lado que você está muito feliz pela presença dela”.

Outro cuidado que devemos ter é na hora de ministrar momentos de perdão, pois uma vez mal ministrado podemos deixar um sentimento de culpa no ar.
E isso é tudo o que não queremos. O que mais desejamos é ver os irmãos correrem ao encontro do Pai, assim como fez o filho pródigo. (Lc 15)
Na história do filho pródigo o Pai não estava preocupado em saber o que aconteceu com seu filho, mas ele o recebe com alegria e ternura.

O Pai sempre conhece o seu filho. Apenas com um olhar e já sabe o que estamos passando.
Ele nos aceita como somos, não fica pedindo mudanças de comportamento, pois nos viu crescer, viu nossos primeiros passos, conhece nossos defeitos, mas também as qualidades. O Pai não faz distinção entre seus filhos, pois todos são muito queridos e amados.
As pessoas podem nos julgar, nos comparar, dizer muitas coisas a nosso respeito, mas o Amor do Pai é maior que tudo isso. Assim como a música do padre Cleidimar (Canção Nova) que diz: “o amor de Deus supera tudo…”

Tenho para mim que a maior forma de cativar alguém é pelo amor. São João da Cruz que dizia: “coloque amor onde não há amor e colherás amor”.
E quando cativamos pessoas nos tornamos responsáveis por elas. Há até uma frase no livro O Pequeno Príncipe, que diz exatamente isso: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
O amor que sinto pelo meu pai hoje é resposta daquilo que ele plantou no meu coração. Ele me cativou, me educou e me amor. E assim eu correspondo, amando-o também, gratuitamente e de todo o meu coração.
Hoje eu sou pai e não sou capaz de calcular o amor que sinto pelo meu filho, mas quero ser eternamente responsável por ele.
Responsabilidade não é ser dono, mas sim estabelecer um compromisso de amor.

E desejo do fundo do meu coração que todos que participarem de um seminário de vida, em especial no dia “O Amor do Pai”, experimentem de sua infinita misericórida, de seu grandioso amor e carreguem para sempre a certeza de que o Pai está sempre nos amando….

E lembre-se de uma coisa: se as pessoas experimentarem desse amor com certeza irão voltar ao grupo…

Quer algumas sugestões de músicas que podem ser tocadas nesse dia?
- O Pai está amando (Ricardo Sá - Canção Nova)
- Seu amor me conquistou (Walmir Alencar - CD Imagem e Semelhança)

Deus abençoe!
Jorge

4 de Fevereiro de 2009

Seminário de vida - 1º dia: O Semeador

Arquivado sob: Grupo de Oração, Seminário de Vida — admin @ 12:49

Em um seminário de vida plena no Espírito Santo vemos em comum alguns temas, onde “O Semeador” por exemplo é um deles.
Sendo assim, vou tentar ajudar com alguns esclarecimentos, ok?

Por que geralmente “O Semeador” é sempre o primeiro tema de um seminário? (Ou quase sempre….)
Porque é justamente isso. O semeador não é a pessoa que irá colher, mas aquele onde está o início de tudo. São as primeiras sementes lançadas sobre o solo (nossos corações).
E entendemos perfeitamente que, esse solo pode estar em fases diferentes: solo cheio de pedregulhos, solo sufocado pelos espinhos e a terra boa…

Encontramos esse texto em três evangelhos: Mt 13, 1-23 Mc 4, 1-20 e Lc 8, 4-15).
Mas começando nós vemos: “O semeador saiu para semear…”
Jesus diz que ele saiu para semear, mas em nenhum momento diz em que horário ele irá voltar e SE irá voltar.
Assim é nossa missão também: dissemos o nosso sim, somos chamados a ser semeadores da Palavra e do Bem, encontraremos muitos solos diferentes, mas o fato é que não há volta. O que quero dizer com isso? Quero dizer que não basta simplesmente sair, evangelizar um ou dois e depois acabou. Não! Muito pelo contrário… quando estamos à serviço do Senhor temos que ter em mente que nosso campo é muito maior do que pensamos.
Ainda nesse primeiro versículo vemos o seguinte: O semeador saiu, mas não sabemos para onde. Ou seja, não temos que escolher onde queremos evangelizar… apenas colocamos nossa disposição à serviço e onde Deus nos mandar, para lá iremos.

E por aí vai, pois todos conhecem bem essa parábola. E na realidade não vou me prender inteiramente a ela para evitar um texto tão extenso, porém é sempre bom termos em mente que apesar de ser um texto conhecido sempre há algo novo a nos ensinar, por isso se abra à graça. Se abra à novidade que o Senhor quer colocar hoje. Talvez você nunca tivesse olhado com os olhos que escrevi aqui no início. Mas é assim, Deus vai nos clareando as coisas na medida em que nós também desejamos isso.

Aos ministros de música em especial eu sugiro o seguinte: prepare bem as músicas antes do seminário. Não escolha qualquer uma simplesmente porque é legal ou bonita. Esse é o primeiro dia e precisamos de músicas que despertem o chamado, músicas de acolhida… Mas ao mesmo tempo músicas que nos enviem em missão, ou seja, canções que trazem em sua letra uma mensagem de coragem aos nossos corações, que tirem todas as nossas dúvidas… é hora de partir em missão, pois vc também é chamado a ser semeador.

Ministre esse dia de seminário de acordo com o tema, no entanto não queira fazer uma pregação.
Vá conduzindo de forma que as pessoas comecem a entrar nesse “terreno”, nesse campo onde o Semeador (o pregador que vem à seguir) virá com a mensagem, lançando as sementes.
Será muito mais fácil para todo mundo, pois a harmonia sempre gera frutos.

Quer uma sugestão de uma música legal que pode ser usada nesse dia?
Aquela do Dunga, chamada “Te encontrei” - CD Água Humilde. Preste atenção na letra dela. Veja se é ou não é uma letra para interiorização e criação de coragem?
Mas há outras músicas lindíssimas e que podem ser usadas no seu seminário…

Depois nos conte sua experiência.
Deus abençoe!
Jorge

2 de Fevereiro de 2009

Músicos afastados

Em especial aos músicos que estão afastados da igreja: andei refletindo muito nesses dias sobre nosso ministério e cheguei a algumas conclusões:
Aquele que recebeu verdadeiramente o chamado e tem o dom da música jamais pode abandonar seu ministério. Sabe por que? Porque é a nossa essência, é o nosso jeito de servir a Deus. É assim que somos felizes servindo, com o nosso cantar, com o nosso tocar. E tudo isso não pode ser jogado para o alto de uma hora para outra.
Eu até entendo que turbulações aparecem, mas depois de um tornado, uma tempestade sempre é hora de olhar em volta e recomeçar.
Eu não sei por quanto tempo temos que esperar para recomeçar, pois cada um sabe de suas dores, mas em algum momento será hora de retomar as atividades.
Em algum momento será preciso de coragem para olhar os cacos e humildemente se levantar, caso contrário, me desculpe dizer, mas o seu ministério por excelência não era esse, pois quando amamos algo sentimos falta… e se você já não sente mais saudade, se não sente mais dor é porque já é uma página virada em sua vida e que essa página não será reconstruída. Será simplesmente lida como passado.

Aqueles que se apaixonaram pelo chamado retornarão, com certeza. Quando menos esperarmos lá estarão eles. Muitos talvez nem acreditem… outros ficarão avaliando ou quem sabe até torçam contra, para que nunca voltemos, para que não dê certo, pois nossa presença incomoda as vezes… em especial aqueles que não querem nada com nada.

O meu intuito aqui não é julgar ninguém. Jamais… aliás, dos músicos que conheço e que estão afastados eu sinto muita falta de vê-los exercendo aquele ministério que um dia foi causa de tanta alegria em seus corações. Quantas vidas não foram transformadas através de suas mãos e de suas vozes…
Eu mesmo sinto falta do meu ministério, quando vejo que ele está estacionado… talvez seja até melhor usar essa palavra: “estacionado”, mas nunca “parado”, pois aquele que estaciona é apenas por um momento (seja o tempo que for), mas aquele que para é porque desistiu da caminhada.

Torço para que todos se levantem, na certeza de que muitas vezes Deus faz isso com a gente mesmo: nos ensina a recomeçar, para que jamais o orgulho tome conta de nós.

Deus abençoe!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.