6 de Janeiro de 2009

Grupo de Oração ungido

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Lembranças — admin @ 12:57

Eu não lembro exatamente quando foi a primeira vez que participei de um grupo de oração, mas lembro-me que foi em 1998, pois foi o ano da minha “mudança”, do meu SIM definitivo para Deus e mais especificametne falando para a Renovação Carismática.
Acontece que naquela época eu estava tão sedento de Deus que participava em grupo de oração todos os dias. Cada dia em uma comunidade diferente. Com isso acabei conhecendo várias realidades diferentes (e me apaixonando por todas elas).
Claro que dependendo do grupo eu me sentia mais acolhido, sentia que a unção era diferente, o modo de conduzir, as pregações, etc. Mas pra mim o mais importante era participar, pois realmente estava na sede… (escrevendo isso agora me bateu uma saudade…).

Com o tempo fui aprendendo muitas coisas, até que recebi a graça de participar de um grupo de oração em minha própria comunidade. Nessa época nós apenas participávamos, pois um ministério mais experiente conduzia todo o grupo, a fim de nos ensinar como é que se trabalha em um grupo de oração.
E lembro claramente como era nossa sede: todos nós do grupo sentíamos muita vontade de servir a Deus, pois quando o animador dizia “levante seus braços e peça o Espírito Santo”…. nossa, vcs não fazem idéia… naquele momento não existia mais nada em nossa volta, apenas a sede de Deus. Soltávamos a voz, pedíamos com força, com desejo, com amor… era como se fôssemos até o céu (se é que não íamos mesmo).

Éramos participativos, obedientes. Tudo o que o ministro pedia nós fazíamos.
Quando o pregador começava nós prestávamos atenção com nossa vida. Anotávamos as passagens, participávamos dos momentos de oração, havia emoção (quantas vezes não chorei…)
Quando o grupo acabava comentávamos uns com os outros sobre como havia sido bom aquele dia, como a pregação havia tocado, como aquela música era linda, ou seja, a unção estava presente em nós mesmo que estivéssemos fora do grupo. E na realidade não víamos a hora de chegar o sábado novamente para participarmos do grupo de oração.

Hoje em dia vejo algo diferente acontecendo… Não vejo as pessoas com a mesma sede, com a mesma busca e entrega. Até mesmo a alegria não existe em profundidade. Os ministros de música se esforçam ao máximo que podem, mas dificilmente conseguem envolver as pessoas como antigamente. Hoje quase imploramos pela participação das pessoas. São alguns que ficam no fundo da igreja conversando, outros de braços cruzados, outros ainda nem entram na igreja e ficam namorando lá fora.
Há aqueles que estão participando porém sempre com um olho de desconfiança. Se pedimos para fechar os olhos eles duvidam, fechando por um instante e depois já abrem os olhos, parecendo que estão cansados de tudo isso.
Com isso me pergunto sobre várias coisas: será que aqueles que estão à frente hoje realmente estão passando as coisas da forma certa? Ou talvez a busca dos novos não seja a mesma de nós do passado?
Talvez um pouco dos dois… talvez existam regras demais. Talvez estejamos exigindo muito das pessoas, querendo um curriculum primeiro, para que depois a pessoa participe na essência do nosso grupo. A mesma coisa acontece quando vamos inserir um novo servo no grupo.

É hora de olhar para dentro de nós mesmos e fazermos a nossa parte. Fazer bem feito. Com entrega, carinho e amor.
A nossa busca nunca pode acabar, caso contrário a unção do grupo será comprometida.
Se crermos num Deus grande veremos um Deus grande em nosso grupo de oração. Se crermos em um Deus pequeno veremos um Deus pequeno…

Vale a reflexão. Deus abençoe!
Jorge

1 Comentário »

  1. A paz,gostaria de saber se crianças na idade de 12 e 13 anos podem cantar num ministério de música de um grupo de oração.Q Deus abençoe vcs.

    Comentário de rose — 31 de Julho de 2010 @ 04:07

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