27 de Janeiro de 2009

Reconhecimento de um trabalho

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Fé - Perseverança, Jovens — admin @ 13:05

De vez em quando nossa mente gosta de nos pregar uma peça: ela nos diz que poderíamos ter feito melhor, pois aquilo que foi feito não ficou tão bom… nossa música não tocou os corações, nossa pregação não teve força e nossa entrega não foi verdadeira.
Logicamente que tudo isso também acontece, mas não podemos deixar de agradecer a Deus, pois se algo aconteceu é porque de alguma forma Ele permitiu, certo?

Não fique desvalorizando o seu trabalho, pois só Deus sabe até onde ele chegou.
Às vezes ficamos nos condenando ou até mesmo nos comparando com os outros, sendo que se o nosso trabalho foi feito com carinho, amor e dedicação é o que importa. Com o tempo vamos ganhando experiência, vamos lapidando aquilo no qual queremos mais qualidade, pois como sempre digo aqui o importante é sempre ir atrás de formação, pois ela é a guardiã dos carismas.

Quantas e quantas vezes eu ministrei, preguei, cantei, toquei e depois havia me sentido péssimo? Justamente por achar que não tinha sido bom o meu trabalho. Algumas vezes por não se considerar preparado, outras por achar que tinha me perdido. Mas até nesses momentos Deus vem em nosso socorro e derrama sua unção sobre todos.
E nessas vezes muitos chegaram até mim e disseram que haviam sido tocados, que Deus tinha falado diretamente em seus corações….

Vai entender não é? Deus é assim: capacita aqueles que Ele escolhe e através daquilo que para nós parece mistério é capaz de curar muitas almas.

Por isso, devemos continuar caminhando sim, mas na certeza de que nosso trabalho não é em vão.
Mesmo o “menor” trabalho é grande diante de Deus.
Há uma frase de uma Santa (Teresa D’Avila) que diz: “Para quem ama tudo se torna grande”.

Não há trabalho pequeno ou grande, mais ou menos importante. Há o trabalho que é feito com amor ou não.

Na realidade eu não sei se o que você está precisando atualmente é pelo menos de um obrigado, um reconhecimento.
Sendo assim segue o meu obrigado a você: Deus abençoe meu irmão, minha irmã. Continue assim.
Não desanime não… Alguns podem não reconhecer o que você tem feito, mas Deus está vendo…

Seu trabalho é demais. É lindo. Deus está feliz com o seu sim, viu?

Deus abençoe!
Jorge

21 de Janeiro de 2009

Começando no ministério de música

Arquivado sob: Grupo de Oração, Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas — admin @ 16:01

Para iniciar em um ministério de música precisamos saber de duas coisas:

1. Não basta apenas saber tocar e cantar, pois isso é fácil, mas precisamos de servos que tenham o desejo, a sede de servir a Deus e aos irmãos.
E isso existe de nós: tempo, doação, dedicação, comprometimento, cumplicidade, fidelidade, zelo, disciplina, enfim… a lista aqui pode ser enorme. Mas o fato é que precisa estar bem claro que se queremos ser músicos de Deus que sejamos inteiramente Dele. Não basta ser apenas cristãos de final de semana.

E outro ponto é óbvio:
2. É preciso levar jeito com a coisa - ou seja, deve se ter o mínimo de conhecimento musical. Entender alguns conceitos de afinação, tonalidade, tempo, ritmo, etc.

Na realidade tudo se aprende com o tempo, mas eu sempre sugiro que tenhamos alguém para nos dar um suporte no início. Alguém que já tenha experiência, uma boa formação e que possa nos acompanhar e orientar.
Além disso, seria interessante (e muito importante) visitar outros grupos de oração. Ver como eles trabalham, como é a realidade de cada um, quais são os momentos que eles utilizam (Maria, Perdão, Louvor, etc). Como os ministérios se comportam, como o animador conduz o grupo e assim por diante…

Faça também a seguinte experiência: conduza pra você mesmo. Toque para você mesmo. Sinta a música, não apenas decore, senão você estará como um garçom aos irmãos e o ideal é que você também beba da graça.

Por fim eu sugiro vc ler o seguinte artigo:
Conduzindo um grupo (escrito em 30/out/2008) - é uma dica simples, uma idéia, que talvez te ajude…

Deus abençoe!
Jorge

18 de Janeiro de 2009

Troca de coordenadores

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 10:23

Uma pergunta de um irmão recentemente sobre esse assunto me fez pensar que deveria escrever sobre isso: a troca de coordenadores em um grupo de oração.
Vejamos que curioso: você já percebeu que muitos almejam esse “cargo” por muito tempo e quando conseguem não querem mais largar? Ou… quando conseguem não vêem a hora de pular fora. Reclamam que é uma provação, que os servos não colaboram e por aí vai…

Temos um outro cenário também, onde os atuais coordenadores passam por muitas dificuldades, pois a assembléia (e até os próprios servos) não confiam em sua liderança. Questionam sua forma de coordenar, muitas vezes dizendo que o antigo coordenador era melhor porque ele fazia assim e assado…
Acontece que Deus sempre nos abençoa, independentemente do lugar que estamos servindo, seja como coordenador ou em qualquer outro serviço dentro da Igreja.
Logicamente haverá momentos árduos, onde as coisas aparentemente não caminham e com isso nossa sensibilidade é abalada, pois achamos que é culpa nossa. E com isso a tendência é um desgaste muito grande, pois o novo coordenador tentará de todas as formas “resolver” a situação. Mas acredito que o segredo é nossa confiança e firmeza em Deus, ou seja, não devemos nos afastar Dele. Não devemos abandonar nossa oração, pois foi Ele quem nos escolheu, então Ele que nos capacite. Da nossa parte devemos permanecer fiéis, trabalhando e confiando…

A experiência vem com o tempo, por isso não se desespere. Mas também não procure ser como o antigo coordenador, pois cada um de nós tem o seu próprio jeito.
Há coisas que devemos conquistar, por isso seja você mesmo.

Vou citar algumas dicas para que o grupo não se disperse e tenham você como um coordenador que na realidade é um só com eles:
- Seja você mesmo e nunca perca a simplicidade. Ninguém gosta de ser tratado como empregado. Lembre-se que o ministério da coordenação é o ministério do pastoreio, por isso cuide das ovelhas. E se você quer ser como Jesus lembre-se que estamos aqui para servir e não para ser servidos;

- O coordenador sempre se preocupa com os servos, ou seja, liga para eles, mantém contato, conquista sua amizade. Não está preocupado em coordená-los, mas preocupado em saber do seu bem-estar e se todos estão felizes servindo a Deus;

- Não fique dando ordens nas pessoas, pois você não é dono e nem chefe delas;

- Faça momentos de partilhas, momentos de encontro para reuniões. Não limite-se apenas à reuniões e trabalhos que devem ser feitos, pois somos seres humanos com a correria do nosso dia-a-dia e precisamos de algo que nos dê prazer não obrigação;

- Organize seminários de vida, de cura, de dons…. tudo isso vai aproximar a assembléia e seu grupo encherá novamente. Coloque o povo para trabalhar, pois Deus abençoa nosso ministério;

- Interaja com as pessoas. Elas não gostam de ficar simplismente como ouvintes ou expectadores, mas querem participar. Dê chances, oportunidades… Não ache que só você é capaz de executar tal tarefa. Confie!

E por aí vai irmãos… espero que tenha ajudado.
Deus abençoe!
Jorge

9 de Janeiro de 2009

Fofoca na Igreja

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 17:38

Infelizmente essa é uma questão que vemos presente em todos os lugares, inclusive dentro da Igreja: a fofoca!

A Palavra de Deus nos ensina que a boca fala daquilo que o coração está cheio.
E vc já reparou que aqueles que estão envolvidos em fofoca são sempre os mesmos? Impressionante… o que será que há dentro do coração deles heim?

Jesus também nos ensinou que muitas coisas entram em nossos corações, mas o mais importante é aquilo que deixamos sair. E partindo desse princípio será que a fofoca é o mais importante na vida desses irmãos? Pois é o que tem saído de suas bocas…

Hoje uma grande dávida, uma grande demonstração de luta pela santidade é conseguir segurar a língua. Conseguir guardar um segredo ou não falar mal de uma pessoa… enfim, aquele que vence sua própria língua é como um sábio. No livro dos Provérbios também diz isso: que é mais sábio aquele que demora para falar. Aquele que mais ouve do que fala.

Irmãos, as coisas já são difíceis, mesmo na igreja. Mas se continuarmos a colocar lenha na fogueira tudo irá piorar.
Sei que muitas vezes vemos coisas erradas. E até entendo que precisamos denunciar, mas tudo dentro de um bom-senso, de uma sabedoria. Nem tudo aquilo que achamos é o correto e justamente por isso que precisamos saber guardar silêncio. Guardar o silêncio quando muitas vezes é dificílimo… ficar calado quando somos atingidos diretamente ou até mesmo indiretamente. Precisamos ter o controle das coisas, guardar nossa língua não é fácil não… pois se tivermos sabedoria saberemos a hora de certa de falar. E não somente a hora certa, mas para a pessoa certa e no momento certo.
Assim não pecamos com a divulgação de boatos, fofocas, etc.

É o que desejo a vocês irmãos: que nosso Deus nos dê a sabedoria do silêncio.

Deus abençoe!
Jorge

8 de Janeiro de 2009

Pregação Copiada

Lembro uma vez de estar no grupo de oração quando de repente o pregador começou… e aí fui notando que já havia ouvido aquela pregação antes. Era muito familiar… então fui prestando mais atenção e forçando minha memória. Até que lembrei! O pregador estava falando exatamente igual a uma fita de pregação do padre Léo. Até os exemplos eram iguais, impressionante.
Fiquei abismado pq eu não conseguia acreditar que aquele pregador estava fazendo aquilo. Principalmente pelos exemplos de vida, pois eram os mesmos que o padre Léo havia citado… mas também na forma de fazer a reflexão da Palavra, enfim, muito igual.

Com isso tirei minha conclusão: qual era a verdade que estava imbutida naquela pregação? Qual era de fato o testemunho que o pregador estava dando?
Para muitos talvez tenha sido uma ótima palestra e até espero em Deus que tenha dado seus frutos, mas dentro de mim ficou aquele questionamento: por que alguém faria isso? Acho que porque não havia se preparado e com isso pegou um CD de pregação e decorou o máximo que pode. Ou talvez porque não considerava o seu próprio conteúdo ungido (se for isso é uma pena, pois precisamos confiar em Deus, pois é Ele quem capacita).

Da mesma forma os ministros de música: não precisamos copiar ninguém. Cada um tem o seu próprio estilo. Eu diria que até podemos pegar alguém como referência, pois principalmente para os iniciantes é difícil mesmo. Mas depois de algum tempo você acaba tendo o seu próprio estilo.
Não queira ser igual aos outros. Vc tem o seu próprio estilo. Não ache que copiando o outro irmão vc terá a mesma unção ou qualidade. (Na verdade corremos o risco de fazer papel de ridículo - desculpem-me a expressão).
É muito mais gostoso participar de um grupo e ver que o ministro tem personalidade, é natural, é simples… lembre-se que falar bonito não é ter unção. Pois isso se conquista não apenas com o tempo, mas principalmente nos momentos de intimidade com Deus, como a oração, adoração, comunhão…

Volto a repetir: não é pecado nenhum você ter alguém como referência, pois isso chama-se identidade. De repente você se identifica muito com a forma de uma pessoa, por isso traça os mesmos caminhos, tenta as mesmas formas de se comunicar com as pessoas. Mas com o tempo você vai ganhando personalidade própria. Aliás é preciso isso, pois o Espírito Santo é sempre novo.

Deus abençoe o seu ministério!
Jorge

6 de Janeiro de 2009

Grupo de Oração ungido

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Lembranças — admin @ 12:57

Eu não lembro exatamente quando foi a primeira vez que participei de um grupo de oração, mas lembro-me que foi em 1998, pois foi o ano da minha “mudança”, do meu SIM definitivo para Deus e mais especificametne falando para a Renovação Carismática.
Acontece que naquela época eu estava tão sedento de Deus que participava em grupo de oração todos os dias. Cada dia em uma comunidade diferente. Com isso acabei conhecendo várias realidades diferentes (e me apaixonando por todas elas).
Claro que dependendo do grupo eu me sentia mais acolhido, sentia que a unção era diferente, o modo de conduzir, as pregações, etc. Mas pra mim o mais importante era participar, pois realmente estava na sede… (escrevendo isso agora me bateu uma saudade…).

Com o tempo fui aprendendo muitas coisas, até que recebi a graça de participar de um grupo de oração em minha própria comunidade. Nessa época nós apenas participávamos, pois um ministério mais experiente conduzia todo o grupo, a fim de nos ensinar como é que se trabalha em um grupo de oração.
E lembro claramente como era nossa sede: todos nós do grupo sentíamos muita vontade de servir a Deus, pois quando o animador dizia “levante seus braços e peça o Espírito Santo”…. nossa, vcs não fazem idéia… naquele momento não existia mais nada em nossa volta, apenas a sede de Deus. Soltávamos a voz, pedíamos com força, com desejo, com amor… era como se fôssemos até o céu (se é que não íamos mesmo).

Éramos participativos, obedientes. Tudo o que o ministro pedia nós fazíamos.
Quando o pregador começava nós prestávamos atenção com nossa vida. Anotávamos as passagens, participávamos dos momentos de oração, havia emoção (quantas vezes não chorei…)
Quando o grupo acabava comentávamos uns com os outros sobre como havia sido bom aquele dia, como a pregação havia tocado, como aquela música era linda, ou seja, a unção estava presente em nós mesmo que estivéssemos fora do grupo. E na realidade não víamos a hora de chegar o sábado novamente para participarmos do grupo de oração.

Hoje em dia vejo algo diferente acontecendo… Não vejo as pessoas com a mesma sede, com a mesma busca e entrega. Até mesmo a alegria não existe em profundidade. Os ministros de música se esforçam ao máximo que podem, mas dificilmente conseguem envolver as pessoas como antigamente. Hoje quase imploramos pela participação das pessoas. São alguns que ficam no fundo da igreja conversando, outros de braços cruzados, outros ainda nem entram na igreja e ficam namorando lá fora.
Há aqueles que estão participando porém sempre com um olho de desconfiança. Se pedimos para fechar os olhos eles duvidam, fechando por um instante e depois já abrem os olhos, parecendo que estão cansados de tudo isso.
Com isso me pergunto sobre várias coisas: será que aqueles que estão à frente hoje realmente estão passando as coisas da forma certa? Ou talvez a busca dos novos não seja a mesma de nós do passado?
Talvez um pouco dos dois… talvez existam regras demais. Talvez estejamos exigindo muito das pessoas, querendo um curriculum primeiro, para que depois a pessoa participe na essência do nosso grupo. A mesma coisa acontece quando vamos inserir um novo servo no grupo.

É hora de olhar para dentro de nós mesmos e fazermos a nossa parte. Fazer bem feito. Com entrega, carinho e amor.
A nossa busca nunca pode acabar, caso contrário a unção do grupo será comprometida.
Se crermos num Deus grande veremos um Deus grande em nosso grupo de oração. Se crermos em um Deus pequeno veremos um Deus pequeno…

Vale a reflexão. Deus abençoe!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.