28 de Novembro de 2008

Santos demais

Arquivado sob: Fé - Perseverança, Santos — admin @ 12:53

A busca pela santidade deve ser diária, contínua e Deus olha muito mais para o nosso esforço e nossa verdade do que para aquilo que simplesmente prometemos ou tentamos mostrar aos outros.

Não adianta usar diariamente camisetas com frases bíblicas, imagens, se não costumo ler a Palavra frequentemente ou se não dedico algum tempo na oração.
As imagens de camisetas servem para edificar o próximo, além de mostrar algo no qual optamos. Eu particularmente gosto muito de usá-las, mas vale lembrar que não necessariamente significa que vivemos segundo o credo da nossa Igreja.

Tem gente querendo ser santo demais lá no céu sendo que ainda há muita gente aqui na terra para estendermos a mão.
Muitos querendo mostrar que oram muito, jejuam muito, mas que faltam com a simplicidade do dia-a-dia, faltam com a caridade. Se esquecem que muitos irmãos que não estão na igreja são muito mais santos que nós.

O engraçado é que até o jeito de falar muda. Colocam uma santidade no falar que as vezes até estranhamos. Aí fico me perguntando se em casa, diante dos pais, dos irmãos se falam dessa forma também.

Ontem assistindo um programa da Canção Nova vi o padre Fabio de Melo dizendo:
“Tem gente que fica com a cara amarrada o dia inteiro. Participa de uma missa em um domingo e quando chega em casa olha para os familiares e diz: “vcs não vão para a missa não?”
Parece um brucutu de tão mal-humorado. Mas não percebe que o único que está de mal com a vida ali é ele mesmo, pois os outros que nem foram para a igreja estão felizes.

Precisamos aprender a ser felizes e buscar nossa santidade sem querer mostrar nada para ninguém.
É muito melhor ser transparente. O fato de pecar não significa que não estou buscando minha santidade.
A questão é a seguinte: mesmo se eu errar feio, se eu pecar, se eu cair… o importante é que eu preciso recomeçar.
Não é assim que diz a música da Banda Dom? “Recomeçar é de novo buscar o caminho que me leva à salvação…”

Isso pra mim é santidade. É buscar forças de recomeçar quando todo mundo acha que você já entregou os pontos e que você não tem jeito.
E faço isso por conta própria, por amor que eu tenho à Deus e não para mostrar aos outros.

Deus abençoe!
Jorge

26 de Novembro de 2008

Cansaço do músico

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, padres — admin @ 13:17

Temos todo o direito de nos sentirmos cansados e isso acontece principalmente quando assumimos muitos compromissos, quando nossa agenda está cheia ou ainda quando somos exigidos com muitas atividades na paróquia.
Quando o nosso cansaço é físico ou simplesmente mental, tudo bem, pois é uma questão de reorganizar as coisas. De repente, não assumir tantos compromissos e recomeçar…. o problema quando o cansaço é daquele tipo: “não aguento mais”, ou seja, quando você fica “de saco-cheio” de tanto trabalhar. Quando você já não sente prazer e tudo parece ser uma obrigação. Aí a coisa complica…

Precisamos sempre renovar as nossas forças, por isso te aconselho a fazer um retiro de vez em quando, mas um retiro onde você não tenha que se preocupar em servir, ministrar, tocar, etc. Todos nós precisamos beber da graça, caso contrário fica difícil mesmo, pois às vezes parece que nadamos contra a maré.
Não desanime, não se entristeça, pois em nenhum momento disseram para nós que seria fácil. Vale muito a pena servir a Deus, mas somos seres humanos e de vez em quando precisamos descansar, repor as energias…

Há ministérios de música que tocam em 3, 4, 5 missas em um mesmo dia. Outros, tocam apenas uma missa por domingo, porém TODOS OS DOMINGOS…
Apesar de ser uma benção esse tipo de atividade, muitas vezes ficamos privados de fazer aquele que gostaríamos, como estar com a família, fazer um trabalho da faculdade ou simplesmente descansar.
Infelizmente muitas paróquias e comunidades estão passando por uma aridez muito grande de servos que servem à Santa Igreja, por isso acabam por nos explorar demasiadamente, ainda que involuntariamente. E quando chega nesse ponto é hora de parar e conversar. Dizer aos coordenadores, ao padre que está havendo um excesso de trabalho e que as coisas precisam ser acertadas. Um revezamento entre as equipes de trabalho é uma boa alternativa.

Não estou dizendo para você parar com o que faz atualmente, mas é bom tomar cuidado para não assumir tantas coisas ao mesmo tempo, senão lá na frente você vai querer jogar tudo para o alto e dificilmente estará disponível para o serviço da igreja.

O que mais queremos é ver músicos (e os demais servos também) dispostos à servir a Santa Igreja!

Deus abençoe!
Jorge

24 de Novembro de 2008

Ternura de Mensagem?

Um amigo meu já me dizia que “não é a mensagem em si que faz a diferença, mas a forma em que ela é transmitida”.

Vejam só: imagine que eu precise chamar a atenção de alguém por algum motivo, talvez por algum erro, sei lá… eu tenho muitas formas de dizer isso, porém imaginem que eu tenha digo com rispidez e grosseria. Porém outra pessoa, vai dar essa mesma notícia e comece assim: “olha irmão, eu tenho uma coisa que é difícil para se dizer, mas que precisa ser dita. Por favor não me leve a mal, mas…”
Soa ou não soa diferente?

Da mesma forma é a nossa música. Ela alcançará não apenas os ouvidos, mas também o coração e os sentimentos das pessoas, porém depende muito da forma que estamos nos expressando. Depende de quanta emoção, de quanta entrega eu tenho colocado.
Da mesma forma que há uma frase de Sao João da Cruz, que diz: “coloque amor onde não há amor e colherás amor…” também podemos dizer isso em nossas músicas: Coloque vida e colherás vida. Coloque emoção e as pessoas sentirão essa emoção. Coloque qualidade na execução e colherás admiração e respeito (lembrando que nada é para o nosso próprio ego).

Bom, eu citei exemplos relacionados à música, mas e em nossa vida de uma forma geral: Como você tem transmitido sua mensagem?
Ninguém tem nada a ver com os nossos problemas, por isso independente de como estamos precisamos sempre ter ternura em nossa maneira de falar e agir.
Fácil não é, mas também não é justo “descascar o abacaxi” nos irmãos…

Se não tomarmos cuidado teremos sérios problemas com nossos amigos e familiares, pois é como eu disse acima: “não é a mensagem em si que faz a diferença, mas a forma em que ela é transmitida“.
Há várias coisas que precisam ser levadas em conta: como falar, em que momento, diante de quem, etc…
Com discernimento e ternura chegaremos longe. Se Deus quiser…

Deus abençoe!
Jorge

22 de Novembro de 2008

Músicos como tartarugas

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 21:28

Há músicos como tartarugas, que caminham tão devagar que estão quase parando… Se as coisas estão caminhando bem, está ótimo, se não estão caminhando tanto faz… ou seja, pra ele tudo está bem, porém não há esforço, não há garra…

Eu não tenho nada contra as tartarugas, mas espero que você esteja me entendendo, pois tartarugas ficam ali paradinhas, caminham devagarzinho e quando se sentem atacadas recuam para dentro de seus cascos.
O problema é que há músicos que estão dentro do casco, ou seja, querem viver dentro de seu próprio mundinho (casco), não querem conhecer novas realidades, novos desafios… viver naquele “feijão com arroz”…

O que podemos pegar de bom da tartaruga é: ela anda devagar sim, mas chega longe… que seu ministério seja desta forma, caminhando sempre, ainda que devagar, mas com a certeza que chegará longe, pois estão fincados na Palavra e na Verdade.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Novembro de 2008

Guitarrista adorador

Arquivado sob: Violões - Guitarra — admin @ 12:47

Havia um guitarrista que todos os dias ia até sua paróquia e fica ajoelhado em frente ao sacrário. Ficava em adoração por um bom tempo, até mesmo horas…
Nossa paróquia não abre todos os dias, mas como ele tinha a chave da igreja seu acesso ficava mais fácil.
O que me admirava dessa atitude era o seguinte: esse irmão guitarrista é conhecidíssimo no meio católico, principalmente entre as bandas famosas, como Vida Reluz, Canção Nova, etc… até hoje ele toca com esses irmãos como free-lancer, por isso seu tempo é muito escasso para nossos paroquianos, afinal é o ganha pão dele.
Além de tocar nessas bandas ele trabalha como professor de música em sua própria casa.

É um irmão alegre, todo mundo gosta dele… simples, humilde e com o coração adorador.
Já faz um tempo que não o vejo, mas sinceramente espero que ele ainda esteja nesse ritmo, de adorar Jesus no sacrário diariamente, pois nem todos tem a mesma oportunidade devido a correria do dia-a-dia.
Esse gesto me fez ver que não importa qual é nossa qualidade musical, ministerial. O que importa é que Jesus não pode ser esquecido.
Não importa se nosso ministério é pequeno ou grande, se faz muitos shows ou não. Se estamos com problemas em nossa comunidade ou na vida espiritual.
Jesus não pode ser esquecido. Não é isso o que temos cantado tantas vezes? “Digno de todo o louvor e adoração…”

O meu olhar um dia foi tocado com o gesto desse irmão.
Ele não sabe que um dia eu estava de férias e vi quando ele entrou na igreja. Eu precisava falar com ele e então entrei na igreja logo atrás, quando para minha surpresa ele estava ajoelhado diante de Jesus. Resolvi aguardar, pois precisávamos conversar. Como eu estava no fundo da igreja resolvi ajoelhar também e ficar em oração.
Quando ele terminou e me viu ficou feliz, pois ficou surpreso com minha presença. (Na verdade o feliz ali era eu, pois com aquele gesto ele me levou à adoração).

Que nossos gestos, muito mais do que as palavras, possam levar nossos irmãos até o coração de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

20 de Novembro de 2008

O deserto do músico

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Compositores — admin @ 17:51

Só é capaz de suportar o deserto o músico que for como João Batista, que não se preocupava com sua própria condição, mas vivia feliz com aquilo que Deus lhe dava a cada dia. E uma das coisas que Deus dava era a certeza de seu ministério. No caso de João Batista, a certeza era que ele era apenas uma voz… uma voz que clamava no deserto.
Para ele não importava se as pessoas estavam ouvindo ou se estavam praticando aquilo que ele pregava. O que importava é que ele devia fazer bem o seu papel, sua missão… pregava a conversão do coração, pregava o amor e a caridade, chamava os irmãos à um batismo que lhes devolvesse sua essência e que depois poderiam continuar suas vidas em paz.

Alguns hoje também vivem em meio ao deserto, porém ficam preocupados demais se os outros estão ouvindo, se estão seguindo sua voz.
Outros querem mostrar que estão no deserto da aridez, aquele deserto espiritual onde já não se sente a presença de Deus. E com isso se gabam, achando que todos devem admirá-lo por passar por tantas provações e continuar firme na caminhada. Mas aí fica uma questão: será que estão firmes mesmo? Será que estão sendo fiéis mesmo?

A experiência do deserto traz a nós crescimento, desde que saibamos vivê-lo. E como vivê-lo?
Como Jesus, sem reclamar, com espírito de paz e oração. Tendo a certeza que Deus está sempre presente, independente da provação.

Um músico é chamado a trilhar muitos caminhos, mas se por ventura, você estiver no deserto, não se desespere: viva bem o seu momento, tenha paciência, tenha calma. Cada coisa acontece no seu tempo, por isso persevere naquilo que acredita o seu coração.

Deus abençoe!
Jorge

19 de Novembro de 2008

Função do Ministério de Música no Grupo de Oração

Com muita alegria pude participar um pouco nesse final de semana de um evento de nossa diocese, chamado “Encontrar-te”.
Bom, o tema da minha pregação era “Função do Ministério de Música no Grupo de Oração”.
E partilho com vcs aquilo que coloquei aos irmãos:

Dentro de tantas funções o nosso ministério tem duas que gostaria de destacar:

1º. Levar as pessoas a ter uma experiência pessoal com Deus.
2º. Somos responsáveis em alimentar o fervor das pessoas.

Acredito que sem esses dois itens nosso ministério estará incompleto, pois pense comigo: não basta apenas cantar e tocar bem… por outro lado, ainda que levemos as pessoas a ter uma experiência pessoal com Deus é necessário continuar “regando essa planta”, ou seja, o segundo item no qual mencionei acima: “alimentanr o fervor” dos irmãos, pois constantemente caímos, somos fracos, desanimamos, nos decepcionamos…

O difícil para um ministro de música é fazer isso tudo acontecer quando nós mesmos estamos passando por dificuldades, ou quem sabe vivendo um tempo de aridez.
Por isso costumo dizer que nosso ministério é prazeroso, porém árduo como os outros. É prazeroso porque é muito bom tocar e cantar… e pra Deus é melhor ainda.
Mas é árduo porque não importa a condição que estejamos vivendo, pois DEVEMOS ser SEMPRE canal da graça para os irmãos. No nosso ministério não tem essa de “hoje não estou legal…” Não tem. Precisamos sempre estar bem para que os irmãos tenham a experiência íntima com Jesus, além do fervor realimentado.
E só pode estar bem aquele que também experimenta da graça.
As pessoas esperam de nós, indiretamente, mas esperam… é nosso rosto que estão vendo ali e por isso nos doamos com tudo o que temos.

Ainda pretendo partilhar mais a respeito, mas acho que já deu pra você ter uma idéia de qual é nossa função.

Deus abençoe!
Jorge

13 de Novembro de 2008

Amadeus

Arquivado sob: Filmes — admin @ 08:14

Não sei se vocês já assistiram um filme chamado Amadeus, no qual fala um pouco sobre a vida do músico e compositor Mozart.
Não achei um filmão, mas é bem interessante…. e principalmente aos músicos eu recomendo.
Mozart foi um cara que nasceu com o dom para música. Realmente ele não precisava estudar como os outros, pois a música estava aflorada em sua pele e ainda quando criança compôs sua primeira música.

Causou muita polêmica, pois muitos o adoravam pela sua forma de ser, alegre, extrovertido, um musicista espetacular. Porém, outros o odiavam… simplesmente por inveja ou por não concordarem com sua postura, pois Mozart era da farra, bebia e saia com muitas mulheres.
Sendo assim, ele tinha dois extremos: era muito bom de um lado e complicado por outro. Disciplina por exemplo: zero! Mas era uma pessoa simples e simpática que todos gostavam de ficar ao seu lado.
Beethoven, que já era da época de Mozart (porém já mais velho) olhava com atenção para esse novo talento que surgia, mas lamentava em seu íntimo em saber que uma pedra preciosa como Mozart poderia ser destruída rapidamente devido aos seus maus comportamentos. Mas acima de tudo o respeitava, pois realmente era um músico diferente de todos que tinham surgido.

Logicamente para não contar todo o filme vou só dizer o seguinte: havia um outro músico e compositor (chamado Salieri) que tinha muita inveja de Mozart. Tentava sabotá-lo, destruí-lo… tudo porque não suportava viver com alguém que era melhor que ele musicalmente.

E com isso vem a lição de hoje para nós: muitos terão inveja de nós, porém nem sempre porque somos bons, mas simplesmente pela nossa forma de ser. Talvez apenas porque tenhamos amigos, ou quem sabe porque muitos gostam de ficar perto de nós. Mas assim como Mozart não devemos nos preocupar com isso. Ele levava com bom humor e seguia em frente. O seu ministério não era destruído simplesmente por verem falar dele.
Nós também: não vamos deixar nosso ministério ser destruído só porque os outros falam a respeito da gente. Que continuem a falar… também falavam de Jesus e mesmo assim continuou sua missão.
Não fomos chamados a agradar os gostos pessoais, mas em fazer a vontade de Deus.

O nome de Mozart era “Wolfgang Amadeus Mozart”.
O nome do filme chama-se “Amadeus”. Amadeus significa amado de Deus.
Todos nós somos amados de Deus. E Mozart, apesar do seu jeito de ser também era.
Independente se muitas vezes não tinha uma postura adequada… o que importa é que ele era amado de Deus e com isso continuou o seu ministério.

Que possamos permanecer na mesma fé, sabendo que também somos amados por Deus e por isso vamos continuar caminhando…

Deus abençoe!
Jorge

12 de Novembro de 2008

A unção do alto

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Compositores — admin @ 12:03

Há uma frase de um poeta que diz: “somos aquilo que acreditamos ser”.

Muitas vezes é verdade mesmo, porém depende muito daquilo que assumimos para nossa vida. Por exemplo:
Uma vez participávamos de um retiro, onde a pessoa que conduzia pedia para que os coordenadores ficassem ao centro de um círculo e recebessem orações dos irmãos. Ao final da oração eu partilhava com um irmão que havia orado por mim e ele me disse uma coisa que jamais eu vou esquecer e que, apesar da responsabilidade e de minha pequenez eu resolvi assumir pra mim. Ele disse:
enquanto eu orava eu via saindo de você muitas notas musicais e claves… elas saiam de vc e no alto elas se partiam… porém ao se partirem gotas de óleo saiam delas e caiam sobre as pessoas e elas eram curadas…” Ele completou: “é a unção que Deus está lhe dando através do seu ministério. É o dom da cura através da sua música…

Irmãos, eu partilho isso com muita humildade, mas de maneira alguma me vanglorio disso. Também não me considero portador de bençãos especiais. Não é nada disso… O que eu quero dizer é que se você confiar, se você assumir para sua vida aquilo que Deus lhe colocou…. você pode chegar longe.
Sei que naquele momento me senti pequeno, mas agradecido a Deus, pois sei a miséria que sou… Assumi para mim e comecei a acreditar mais e mais que minha música pode levar cura aos corações, independente se canto bem, se toco bem, isso não importa. (ajuda é claro) Mas o meu desejo de lapidar o meu ministério aumentou, pois agora quero ser o portador da cura de Deus.
E essa é mais uma das missões de um ministério de música: ser como o arcanjo Rafael, que leva a cura até as pessoas.

Da nossa parte devemos assumir isso: somos pequenos, mas que nosso ministério possa curar muitos corações.
Não importa o momento que estejamos passando. Se Deus te escolheu é porque Ele tem um plano e nunca faz as coisas pela metade.

Jesus eu confio em vós!

Deus abençoe!
Jorge

10 de Novembro de 2008

Misericórdia Infinita e Tempestades da Vida

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 12:50

Vou iniciar com um trecho de uma música do Walmir Alencar chamada “Misericórdia Infinita”:

Olha para tua história, tua vida, o que ainda te prende ao que passou?
Se tantos hinos cantamos, tantos salmos recitamos Falando da misericórdia infinita do Pai…

Nesse início de música eu sinto como que, um convite a nunca perder a esperança.
Logo no início lemos: “o que ainda te prende ao que passou?“.
Isso é fato: se nos prendermos demais ao que passou não conseguiremos viver BEM o agora. E muito menos aquilo que vem pela frente.

Olha para a tua história. Ela é linda. Não porque serve como referência aos outros, mas é linda porque foi você quem a viveu.

Tantos hinos cantamos, tantos salmos recitamos…” Vc pode usar ainda esse início de frase como “tantas coisas eu já fiz… tanto o que falei da Misericórdia infinita do Pai…”
A sua luta não é em vão, por isso não desmereça o seu esforço.
Quem sentiu na pele o que você sentiu? Apenas você…. e só Deus sabe o quanto te custou cada etapa da sua vida.

A vida não é feita apenas de acertos, por isso não se culpe tanto. Não seria justo um auto-condenamento, sendo que… “tantos hinos cantamos….

Só o amor não passa, por isso exerça o seu ministério a cada dia, porém cada vez com mais amor… pois só o amor é capaz de suportar as difíceis tempestades da vida.
O problema não é recuar diante de uma tempestade. O problema é não querer entrar mais no mar, por achar que uma nova tempestade estará a sua espera.
Lembre-se que Jesus acalmou o mar. Então, basta estarmos no mesmo barco que Ele e confiar, pois mar é isso mesmo: um dia de águas calmas, outros de furacões…

Por que ainda te prende ao que passou?
Pense que o tempo é um professor que nos ensina direitinho.

…quantos salmos recitamos falando da misericórdia infinita do Pai…

Deus abençoe!
Jorge

8 de Novembro de 2008

Compromisso e obrigação

O que não podemos confundir é Compromisso com Obrigação.
Alguns líderes não sabem muito a diferença entre essas duas palavras e acabam deixando para os servos uma visão errada do que é o compromisso.
Quando estamos realmente comprometidos somos felizes, somos livres, pois a nossa doação é verdadeira e prazerosa. Sempre é bom servir ao Senhor e cada vez mais queremos nos dedicar, pois se trata de uma alegria constante. E não vemos a hora de chegar o dia do grupo de oração, o dia do ensaio do ministério de música, o dia da missa… tudo pra gente é muito bom.

Compromisso é saber que tenho nas mãos uma grande responsabilidade e Deus pode contar conosco, pois o nosso sim é verdadeiro. Temos falhas, mas sabemos muito bem que não podemos dar mancada, aliás quando damos, nos sentimos tristes, chateados. Mas é sempre hora de voltar atrás e recomeçar.

Quando temos compromisso com algo, temos zelo, cuidamos, temos carinho… Não tratamos as coisas de qualquer jeito. Não esperamos a cobrança dos coordenadores ou de quaisquer outras pessoas. Nós mesmos vamos atrás. Se há algo para ser feito vamos em frente, mãos à obra, pois para nós o importante é servir ao Senhor, é alegrar o coração de Deus. Não importa se é varrer um chão ou dar uma palestra na frente de vários bispos…. o nosso coração está em paz e sabemos que o pouquinho que contribuímos é muito para aqueles que reconhecem o nosso trabalho.

Somos ainda, livres para dizer NÃO em algumas vezes.
Não somos obrigados a concordar com tudo e estar disponíveis a qualquer momento.
Aquele que tem compromisso com a verdade, com a Igreja, com Cristo e com os irmãos não teme dizer não. Ele sabe que na hora H mesmo, podem contar com ele.

A obrigação ao contrário, só gera mal-estar, ambiente pesado, chateação e desânimo.
Alguns líderes que só querem saber de mandar, com o passar do tempo ficarão sozinhos, isso é certeza, pois ninguém gosta de ficar perto de quem acha que sabe tudo.
Quem pensa que sabe demais é porque não ainda não descobriu a essência do compromisso.

O compromisso é amor, mas a obrigação nos torna escravos.
Claro que há obrigações e obrigações, mas espero que tenham entendido o sentido do que estou falando.

Deus abençoe e seja feliz!
Jorge

7 de Novembro de 2008

Católicos vs Não-Católicos

Arquivado sob: Grupo de Oração — admin @ 12:51

Ontem eu estive em uma livraria, onde para minha surpresa o vendedor era um ex-seminarista. Sendo assim, ele pode me ajudar com maior facilidade, já que o livro que eu procurava era sobre religião.
E no decorrer da conversa ele me disse uma frase que me inspirou em escrever o artigo de hoje. A frase é do querido Papa João XXIII:
“…aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa…”

Vejam que beleza de frase. E Jesus já nos ensinava isso quando dizia que acima de tudo estava o amor.
Eu por exemplo, tenho um grande amigo que nem cristão é… mas o amor que temos um pelo outro não irá nos separar. É um grande amigo e que já nos conhecemos desde a infância. Hoje ele é meu padrinho de casamento e embora não tenhamos nos encontrado muito ultimamente, sabemos muito bem que nossa amizade é verdadeira. E a religião nunca foi problema para nós. Sempre respeitamos um ao outro.
Para se ter uma idéia, antes de eu casar ele ia na minha casa e ficávamos lá jogando conversa fora, até que eu percebia que era hora de eu tomar banho e ir para o grupo de oração ou para missa, e ele não se importava em ir embora. Ele aguardava eu me arrumar e tal, mas depois ia em paz para casa.
Nunca houve um dia em que ele tenha me impedido de ir. Nunca a igreja foi uma barreira para nós.

Tem muita gente por aí que nem católico é, mas que são muito mais santos do que nós. Disso eu não tenho dúvida.

E aí vem meu questionamento de hoje: por que entre nós católicos, muitas vezes até do mesmo grupo de oração, acabamos colocando mais barreiras entre nós mesmos?
Por exemplo: você tem uma amizade de longos anos, quando de repente um participa da igreja e outro não. E aí começam os conflitos. Um não concorda com a decisão do outro e acha que pelo fato de estar na igreja o outro é obrigado a participar também.

Outro exemplo: quando participamos do mesmo grupo parece que esquecemos as amizades, e aí vem só trabalho e mais trabalho. Quando encontramos com alguém do ministério já perguntamos se ele fez ou deixou de fazer tal coisa. Nem perguntamos se está tudo bem…
Além disso, esquecemos dos amigos que não são da igreja. Achamos que eles não têm mais o mesmo espaço em nossas vidas como antes.

Meus irmãos… por favor…. vamos reler a frase do início desse artigo: “aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa”
Temos tanta riqueza entre os nossos amigos. Não queiramos perdê-los…. ame mais… ser apaixonado pela Igreja é uma coisa, mas fanatismo é outra história…
Não esqueça suas raízes. Não abandone aqueles que sempre te amaram, pois muitas vezes nós que nos distanciamos… e eles continuam lá… a nos esperar de braços abertos, pois…”aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa”.

Deus abençoe!
Jorge

6 de Novembro de 2008

Conflito com Deus?

Arquivado sob: Fé - Perseverança, Namoro / Casamento, Jovens — admin @ 08:41

Esteja certo de uma coisa: Deus sempre fala conosco e nos chama e de diferentes maneiras para diferentes propósitos.
Sim, existe também a nossa busca, discernimento, etc, mas se você tem vocação para determinada coisa, Deus também irá mostrar, talvez com algum sinal ou situações, pessoas que Ele colocará em sua vida, enfim… o importante é não tomar decisões precipitadas ou de cabeça quente.

Claro que temos todo o direito do mundo de errar, de achar que era o momento certo e depois ver que não era nada disso. Aliás, isso é até bom em alguns casos, pois acaba confirmando que nossa vocação era “aquela outra”.
Mas se possível, pense com carinho, com a mente tranquila, mas principalmente ore bastante, peça bastante sabedoria e discernimento ao Senhor, pois Ele responderá. Lembre-se: o tempo é de Deus.

Agora por favor: não venha me dizer que orou durante sei lá quantos anos e o Senhor nunca respondeu, então você decidiu por conta própria que você não tinha vocação e resolveu traçar o próprio caminho, pois sua decisão foi prazerosa e assim você tem vivido feliz.

Existe um ditado popular que diz: “cada cabeça uma sentença”… até aí tudo bem, pois vc até pode fazer o que quiser da sua vida, pois vc é livre, mas o que quero dizer é que muitos colocam a culpa no Senhor, como se Ele fosse obrigado a lhe falar dentro de um prazo que você mesmo estipulou. Por exemplo: “Deus precisa me falar se eu tenho vocação para o casamento até o ano que vem”.
Gente, que absurdo. Pelo amor de Deus…

E outra: quem garante que Deus já não está falando e vc que não está sabendo ouvir ou está se fazendo de bobo, pois na verdade gostaria de ouvir outra coisa?

Finalizando: eu gosto muito de assistir jogos de futebol e muitas vezes os jogos são decididos em detalhes.
Em nossa vida é a mesma coisa: devemos prestar atenção nos detalhes. Não espere algo sobrenatural, uma luz, uma voz vinda do céu até você…
Preste atenção nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nas pessoas que você menos esperava.

Deus tem muito a nos falar. Deus abençoe!
Jorge

4 de Novembro de 2008

A morte que nos chama

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, EU - Jorge — admin @ 13:23

Ontem enquanto voltava do meu curso de inglês fiquei pensando sobre uma passagem do Evangelho que diz: “se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer dá muito fruto..” (Jo 12,24)
E o engraçado é que lembrei dessa passagem por acaso… nem sei o porquê…
Aí quando cheguei em casa, após tomar banho e comer alguma coisa fiquei assistindo o finalzinho de uma pregação do padre Léo, que estava passando na Canção Nova. E vejam que curioso: ele estava falando sobre a morte, que não devemos ter medo, etc, etc….
E foi então que associei as duas coisas: Sem mais e nem menos eu me lembro de uma passagem que dizia a respeito de morte (o grão de trigo precisa morrer), e depois o Padre Léo vem com uma pregação sobre o mesmo assunto. Não tive dúvidas, Deus queria falar algo. Aliás, estou até agora tentando entender, mas vamos à inspiração de hoje…

Fiquei pensando hoje enquanto vinha ao trabalho sobre o trabalho que tenho exercido na igreja… quanto tempo já estou trabalhando para o Senhor, quantos SIM’s eu já dei, quantas provações e dificuldades apareceram pelo caminho, mas sempre perseverei.
Ontem mesmo um irmão me falou o seguinte: “nem todo mundo leva a sério o compromisso como vc…”
Confesso que me bateu uma dor no coração, pois na realidade ele estava me mostrando que muitos no decorrer da caminhada acabam desistindo. E é verdade… já escrevi sobre isso muitas vezes aqui. E essa realidade não está longe da que estou vivendo atualmente, pois vejo minha comunidade e meu grupo de oração caminhando pela graça, pois muitas vezes seus membros sentem-se desanimados, cansados, enfim… realmente é muito difícil.

É difícil continuar caminhando quando você vê que por mais que você se esforce, por mais que vc se doe, as coisas parecem que não caminham. Você espera por resultados e aparentemente não vê nada… onde estão as pessoas nas quais tanto esperamos e gostaríamos de vê-las?
Não tenho medo de ser sincero não: tem horas em que nós não conseguimos ver uma luz no fim do túnel. Aparentemente é o fim… ou pelo menos achamos que ele está se aproximando e nos sentimos impotentes, pois “tudo” o que poderíamos fazer já foi feito (ou está sendo feito), mas nada…. Deus está em silêncio…
Aos poucos vamos desanimando, perdendo o gás e em outras palavras, vamos morrendo… tudo o que era tão bonito e que nos dava tanto prazer parece que foi por água abaixo.
E a Palavra de Deus que me incomoda com tantas passagens, como aquela do Evangelho de João 13, que diz ao meu coração: “Ele amou até o fim…”
E fico pensando se não estou entregando os pontos antes da hora, pois se Jesus amou até o fim, significa que eu também preciso ir….
Por outro lado, algo em nós diz: “… o que mais fazer? Já tentei muitas coisas…. não sei mais o que fazer…”

Estou escrevendo isso na convicção de que muitos estão passando por isso. Posso até apostar…

Foi então que consegui ligar as coisas. “Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer dá muito fruto…”
Nunca é fácil morrer para aqueles que tem sede de continuar. Nunca é fácil parar quando estamos com vontade de seguir em frente.
E fica essa questão no ar: “Será que o meu tempo de servir Deus desta forma acabou? Será que Ele quer que eu “morra”, para que assim dê frutos de uma forma diferente? Será?”
Questionei Deus com muitas perguntas… não tenho vergonha ou receio de relatar aqui. Eu disse no meu íntimo: “Senhor, é isso realmente o que o Senhor quer? Pois não é fácil pra mim…. morrer pra mim é entregar os pontos, desistir. E o Senhor sabe que eu não sou assim, não gosto disso, pois é como se eu desistisse de alcançar a vitória… e todas as minhas lutas? Eu sei que o Senhor viu a tudo isso e me abençoa por tudo isso, mas e aí, como vai ser? Onde eu devo ficar então?
Talvez o meu serviço já tenha sido concluído e o Senhor vê que não posso dar mais nada melhor… é isso?”

Nem sempre…
O Senhor permanece em silêncio…

Eu tento enfrentá-lo dizendo: “olha, o futuro da minha comunidade, do meu grupo, do meu servir, daquilo que gosto de fazer está em jogo… se o Senhor permanece em silêncio o que eu faço? Pois do jeito que está…. já viu…. faça alguma coisa Senhor, fala-nos alguma coisa…”

Será que chegou a minha hora de morrer? Talvez… Deus é quem sabe e por isso permanece no silêncio. Mas se Ele está no silêncio assim eu também devo permanecer: caminhando, trabalhando (e com alegria), mas também em silêncio, não tendo medo que, se Ele me quiser morto é porque uma ressurreição frutuosa está prometida para mim, pois o Senhor é justo e não se esquece daqueles que trabalham pelo seu reino.

Queridos irmãos, a mensagem é essa: não podemos ter medo de morrer quando o Senhor nos coloca essa condição, pois só daremos muitos frutos quando ressuscitarmos da forma que Ele deseja para a nossa vida.
Continue caminhando, mas aguarde com paciência… muitas vezes há confusões em nossas cabeças, por isso não tome decisões precipitadas. Deus sabe tudo.

Um coração adorador não volta atrás.
De certo, aqueles que o Senhor chamou sempre terão tarefas a fazer. Não se preocupe tanto e seja mais feliz com o que tem desempenhado. Apenas não se acomode. Continue caminhando!

Deus abençoe!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.