Padres vs Servos
Claro que não vou criar polêmica com esse assunto, mas vejo que é importante falar a respeito.
Alguns integrantes da igreja, como por exemplo servos de grupos de oração, ministério de música, equipes de liturgia, etc, têm encontrado problemas no relacionamento com seus sacerdotes.
O que acontece? Muitas vezes há resistência do padre em apoiar alguns trabalhos, “dar carta branca” para certas atividades, enfim… E por quê? Porque vemos muitos abusos, falta de preparo, falta de zelo, falta de formação…
Por outro lado, o padre também conta com uma colaboração mais afinco dos servos, na participação de reuniões, trabalhos específicos, etc. E nem sempre os servos querem compromisso. Só ajudam se forem atendidos primeiro.
E aí gera aquela briga, né?
Em particular vemos resistência de padres que não são muito adeptos à RCC e com isso o grupo sofre, pois ficam limitados na execução de seus ministérios.
Sei também que há sacerdotes turrões, que não ficam satisfeitos com nada que fazemos. As vezes temos até a impressão que a perseguição é só com a gente, pois damos duro, enquanto que outras pastorias são as queridinhas do padre. Não é isso o que pensamos? Às vezes estamos errados, mas nem sempre…
É difícil conviver com um sacerdote que não acompanha nosso trabalho, não incentiva nosso esforço, ou até mesmo critica aquilo que estamos fazendo. Colocam sempre defeito em tudo o que é feito.
E preciso dizer aos padres agora: é por isso que muita gente boa está saindo da igreja. Infelizmente preciso dizer que parte da culpa também é deles. Talvez não inteiramente, mas são bastante responsáveis.
Concordem ou não… são formadores de opiniões e com isso a fé dos fiéis é altamente comprometida.
Bom, minha opinião pessoal diz que ambas as partes estão erradas quando não querem se abrir para um diálogo, para saber mais a respeito e ter uma boa formação sobre algum assunto.
Do meu ponto de vista sempre precisamos sentar e conversar, mas principalemente quando as alfinetadas estão querendo surgir.
O que não podemos é falar mal do nosso padre, criticá-lo e dizer que ele não entende nada. Não é por aí… Na realidade assim é que não vamos conquistá-lo mesmo, pois se existe orgulho da nossa parte, do lado do sacerdote também, pois é um ser humano e quem sabe não pode usar de sua autoridade (errando ou não) e nos proibir de fazer o que gostaríamos?
Todos temos muito o que aprender. Todos temos que dar uma chance e ouvir.
Jesus se sentava com os pecadores e cobradores de impostos, nós no entanto não queremos ouvir aqueles que trabalham conosco pela mesma causa. Depois não me venha falar em perdão e humildade.
E aquela passagem do Evangelho que diz que antes de apresentarmos nossa oferenda ao Senhor devemos nos reconciliar com nosso irmão?
Pois então irmãos, vamos manter a calma, pois o ambiente que Deus está presente é aquele onde há paz.
Temos muito mais a ganhar se trabalharmos juntos.
Aos sacerdotes queridos preciso dizer: temos muitas pessoas boas na igreja. Cheias de boa vontade e loucas por uma oportunidade. Quem sabe não é a hora de abrir o coração e investir nesses irmãos?
Termino pedindo vossas bençãos.
Abraço fraterno,
Jorge
Não diria , amado irmão, que vc está errado em comentar tudo isso enquanto leigo, porém é preciso ressaltar SEMPRE a obediência ao sacerdote, independente dele aceitar ou não aquilo que Deus suscita em nossos corações. Não na intenção de desistir daquilo que conhecemos e queremos realizar, e por muitas vezes eles falarem aquilo que nos é contraditório…Não por eles não conhecerem, pois , por estudarem mais até do que nós enquanto leigos, mas ainda não EXPERIMENTARAM…A experiência com o Espírito Santo é que faz a diferença entre o SABER… Muitos por medo de não admitirem que isso possa ser real, outros como vc mesmo disse por orgulho, mas o unico meio que Deus usa SEMPRE É A OBEDIÊNCIA, onde com o tempo , quando as coisas são de fato da vontade de Deus acontecem…da forma que menos esperamos, mas acontecem…e o segredo de tudo é perseverar até o fim…
Quanto ao afastamento das ovelhas, infelizmente isso é real em nossa igreja, mas muitas ovelhas são feridas porque tb não compreendem o coração de seu pastor…Talvez se houvesse um numero maior de corações que entendessem a fundo o que é o ministério sacerdotal, somente por entender essa graça já louvariam a Deus, pois somente eles é quem têm o”poder” o Céu para nós e nos trazer o próprio Cristo Vivo… turrões ou não, são homens consagrados…Um diálogo é sempre bem-vindo, mas quando não é possível, silêncio e obediência geram graças abundantes… O quebrantamento deles dependem mais de nossas atitudes do que pensamos…Experiência própria…
Forte abraço!
Comentário de Maria de Deus — 22 de Outubro de 2008 @ 19:32
minha irmã e meus irmãos. concordo com o que colocou a ira Maria de Deus. também enfrento esse problema, pois aqui em cândido mota - sp, não temos padres e sim freis. e eles são muito severos, rígidos e não aceitam muito o movimento carismático, então nos obrigam a cantar músicas dos folhetos, por isso prefiro cantar nas missas durante a semana. mas, pior do que os freis, são aquelas irmãs e irmãos que pensam ser donos da igreja,e vivem perseguindo os ministérios de músicas. acho qoe esse são piores do que os freis. ninguem aparece num ensaio pra saber se estamos precisando de ajuda, nem que seja ajuda espiritual. só parecem nas missas dando ordens ao primeiro que aparecer na frente. isso é lamentável, e já perdemos muitos jovens para a igreja evangelica por conta disso.
Comentário de glauter — 8 de Setembro de 2009 @ 17:05