31 de Outubro de 2008

Deus falou comigo!

Arquivado sob: Fé - Perseverança, EU - Jorge — admin @ 13:02

Vejam só como Deus fala conosco:
Nesta semana houve um dia em que eu reclamei bastante do meu trabalho, das coisas que tenho feito ultimamente, enfim, sendo bem sincero: eu fui um chato o dia inteiro e só fiquei reclamando. Não descarreguei em ninguém, mas como ser humano também sou falho (e sei muito bem que preciso me policiar quanto a isso) e assim foi o meu dia.
Quando chegou à noite em casa, era 23:59h e tocou o meu celular. Adivinhem…. ligação do meu trabalho…. aí fiquei mais 20 minutos resolvendo um problema com uma pessoa, que graças a Deus no final deu tudo certo e pude ajudá-la, pois realmente era um caso urgente. (Devia ser mesmo, pelo horário…rsss…)

O fato é que, eu passei o dia inteiro reclamando e quando chegou o meu horário de descanso ainda tive que trabalhar… mas por incrível que pareça eu atendi com boa vontade e sem reclamar.
Mas quando desliguei o telefone ainda dei uma última chorada, dizendo à minha esposa: “olha só isso… já tive um dia que foi um saco e ainda tenho que trabalhar nesse horário…”
Minha esposa respondeu: “Não fica assim, amanhã é outro dia e pensa que pelo menos você fez mais uma boa ação….”
Realmente ela estava certa.

Então, antes de dormir peguei um livrinho que gosto de ler (Imitação de Cristo) e na página que abri dizia o seguinte:
“Não reclame tanto da vida… pense nos sofrimentos alheios…”
Preciso dizer mais alguma coisa? Quebrou ou não quebrou minhas pernas?
Mas apesar da mensagem ter sido forte para mim ao mesmo tempo foi consoladora, pois me fez refletir sobre o quanto precisamos ser gratos. Falou ainda dos sofrimentos de Cristo… foi muito bom pra mim. Aprendi que sempre devemos ser gratos.

Não quero dizer com isso que de agora em diante eu serei uma nova pessoa, mas com esse testemunho quero lhe dizer que Deus sempre fala conosco.
Naquele dia eu só deixei para ouví-lo à noite, mas tenho certeza que Ele passou o dia inteiro falando comigo. Nós que muitas vezes acabamos não dando ouvidos, pois como é que dizemos mesmo? “Não tive tempo…” é sempre assim… “não tenho tempo para rezar, não tenho tempo para ler a bíblia…”
Mas Deus sabe como nos pegar…

Deus abençoe!
Jorge

30 de Outubro de 2008

Conduzindo um grupo

Arquivado sob: Grupo de Oração, Violões - Guitarra, Cantores, Coordenadores, Maria — admin @ 13:09

Hoje vou colocar algo mais prático, de como conduzir um grupo de oração.
Neste exemplo vou citar uma música e trabalhar sua letra, onde podemos colocar orações, pedir ao povo para abrir o coração etc.
(Obs: cada pessoa tem a sua forma própria de conduzir. E outra: na hora o Espírito Santo nos inspira a conduzir da forma que Ele quer, por isso por favor: não achem que a forma que direi abaixo é o correto, pois é só um exemplo, em especial aos irmãos que têm um pouco de dificuldade na condução de um grupo de oração e gostariam de saber como fazer).

Aqui podemos nos imaginar em um grupo de oração e estamos para entrar no momento onde falamos de Nossa Senhora, ok?
A música que pegarei como exemplo é uma chamada “Doce Mulher”, da Comunidade Shalom, CD Todo Teu.

As partes em negrito serão a música. E as partes em itálico seria o ministro conduzindo.

A música diz assim:
Vem à minha casa, ó doce Mulher
Faz do meu coração o teu lar, eu sei, teu Filho, assim o quer…

Você agora meu irmão, diz:Vem a minha casa…

Coloque a mão no seu coração e repita… Vem a minha casa…Convide Nossa Senhora… sua casa aqui pode ser o seu coração… deixe-a entrar… mas também a convide para entrar em sua casa mesmo, visitar seus familiares, seus filhos, seus pais e irmãos… peça para que ela entre abençoando e trazendo paz a todos…
Vem à minha casa, ó doce Mulher
Maria, a minha casa, agora tua casa é….

Diga isso mesmo à Nossa Senhora, diga que ela é doce, que ela é querida por você… vem mãezinha… hoje nesse grupo de oração eu te convido mais uma vez: vem ao meu coração…

Teu olhar me faz caminhar. Tua voz firmeza me dá, esperança, sempre tenho em ti
E quando anoitece eu sinto a tua mão a me guiar no escuro e dar-me direção
Vem à minha casa…

Quero caminhar sempre contigo mãezinha, por isso fica comigo, dê-me sua mão, porque assim eu já não me sinto mais sozinho(a)…
E assim com essa música que hoje eu canto, “mesmo no escuro terei direção”… e sozinho(a) sei que já não estou…
Te amo muito ó Mãezinha…. faz do meu coração o teu lar…

Vem a minha casa…

Bom irmãos, é mais ou menos por aí… e por aí vai… teria muita dinâmica a se fazer em cima dessa letra, mas coloquei só uma idéia inicial. (E até pra ver o que vcs acham também…)
Essa é a minha forma de conduzir, mas não é regra e nem estou dizendo que estou certo, pois como disse é a forma que eu conduzo.
Há grupos de oração em que os ministros apenas tocam e não rezam… outros grupos rezam demais, a ponto de cansar a assembléia. Precisamos então encontrar o equilíbrio… de colocar música com oração. É muito mais gostoso, pois todos nós vamos sentindo a graça acontecer.

Tenham a certeza de uma coisa: além de cada um ter o seu próprio jeito de conduzir, a cada vez que você conduzir uma mesma música será de uma forma diferente, com um conteúdo diferente e com uma unção diferente. Não que Deus derrame mais unção em alguns dias do que em outros… não é nada disso. Mas depende muito de quanto nos abrimos para ação do Espírito Santo, depende de quanto de intimidade temos em nossas orações com Maria, com Deus… pois isso vai ajudar muito na fluidez da condução…

Espero que tenha te ajudado.

Outras dicas aos ministros de música serão encontradas aqui mesmo no Oficina da Música Católica.
Clique no link “Formação” e em seguida veja o item Dicas para os ministros de música no Grupo de Oração.

Deus abençoe!
Jorge

29 de Outubro de 2008

Sempre as mesmas músicas!

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Compositores — admin @ 13:11

Algumas vezes somos tentados a cantar ou tocar apenas as músicas que gostamos, no entanto, nem sempre é o correto agir assim.
Eu por exemplo, quando comecei na igreja não gostava de tocar de jeito nenhum as músicas da Campanha da Fraternidade. Quando chegava nessa época o padre sempre nos cobrava e eu esquivava, colocando outras músicas. (obediência nada….) Com o tempo fiquei obediente.

Bom, outra situação comum: “ah, se for pra tocar essa música eu não quero… só toco se for tal música…”
Queridos… a música precisa atingir os corações, e particularmente penso que deve atingir o nosso primeiro quando estamos nessa fase.
Nem que seja por pura obediência, mas devemos exercer o nosso ministério na fidelidade.
Há dias em que realmente não gostaríamos de tocar uma determinada música, mas somos portadores de uma mensagem. E que deve ser levada, pois embora o nosso coração esteja fechado, muitos serão tocados por aquela música. Sim, aquela música de novo!

Eu mesmo, conheço um irmão que me disse que no grupo de oração dele sempre tocam as mesmas músicas de Espírito Santo, de louvor, etc… sempre as mesmas!

Temos toda a liberdade do mundo de conversar com o coordenador do ministério, com os integrantes e até com o padre em relação ao repertório, mas quando já estivermos com as músicas em mãos não podemos reclamar… vamos em frente, exercendo nosso ministério e colocando amor em nossas atitudes, pois a música também chega diferente ao coração das pessoas quando colocamos amor e entrega.
Quantas vezes já pensei: “poxa, de novo tocar Restauração (do Dunga)…. de novo tocar “Louvado seja o meu Senhor”… mas só Deus sabe o quanto de almas são resgatadas quando tocamos…. aqui não é o nosso EU que deve estar à frente, mas a vontade do Senhor, por isso mãos à obra.

É comum ainda dizermos “estou enjoado daquela música”.
Veja bem, somos humanos e se sobrecarregados de cantarmos sempre a mesma música, em todo o grupo de oração, em toda a missa, é possível SIM que fiquemos enjoados. No entanto, além de ter a liberdade de selecionar novas canções, também podemos tentar executá-la de modo diferente. Quem sabe se em um novo ritmo você não se aproxime dela novamente?
Com isso, não quero que me interpretem mal, pois não estou “quebrando” nenhuma regra, não estou desrespeitando o autor da música. Também não é plágio… mas trata-se de uma forma de tentar se aproximar daquela música que um dia tocou tanto o seu coração. Como disse acima, somos humanos… e quem nunca ficou enjoado de alguma música? Seja de tanto ouvirmos, cantarmos ou tocá-la…
Talvez alguns não concordem com minha opinião, mas é o que faço, pois tantas músicas que nasceram do coração de Deus não podem ser perdidas com o tempo…

Por fim, precisamos sempre pedir a Deus a graça de mais uma vez essa música fazer em nós novas todas as coisas.

Deus abençoe!
Jorge

27 de Outubro de 2008

À beira do abismo

Engraçado como é a pedagogia da mamãe águia.
Ela empurra seus filhotes do alto de um abismo, para que eles mesmos descubram suas asas, caso contrário não haverá propósito em suas vidas. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o que é ser uma águia.
Eu até imagino que para a mamãe águia é uma tarefa difícil, pois ela acaba vendo seus filhotes com medo de cair e com isso seu coração também fica apreensivo. Mas ela sabe que é o melhor a se fazer e com certeza eles conseguirão voar.

Quantas e quantas vezes nos sentimos encurralados, à beira de um abismo, onde achamos que o melhor a se fazer é voltar, recuar, desistir… no entanto, Deus quer é nos empurrar…
Deus permite que cheguemos à beira do abismo para que possamos voar. E Ele nos capacita para isso!

E aí meu irmão, você que está prestes a ser “empurrado”… Vai abrir suas asas e voar, segundo o desejo de Deus ou vai se prender aos seus medos, dúvidas e inseguranças?

Pense nisso: se cremos em um Deus grande veremos um Deus grande.

Não pense que o abismo é simplesmente um lugar sem escapatória, mas pense que é um lugar onde poderemos superá-lo com a visão que ele nos proporciona.
Quando acharmos que não tem mais saída, que já não sabemos o que fazer, só basta uma coisa: confiar no empurrão de Deus!

Deus abençoe!
Jorge

24 de Outubro de 2008

Músicos envolvidos

Uma coisa que realmente me chama a atenção é quando vejo uma música sendo executada e todos os seus integrantes estão cantando.
Ontem no programa Academia do Som da Canção Nova estava o Dunga, mas percebi que na maioria das músicas que ele cantava os outros músicos cantavam juntos… independente de ter um microfone com eles (e realmente não havia).

Aí parei para pensar… se eles cantam juntos não é porque a música é simplesmente bonita, mas porque aquilo os envolvia. E é isso que precisamos em nossa vida de ministério: estar envolvidos com as músicas que tocamos e cantamos.
Quando há unção nós sentimos vontade de fazer parte dessa experiência. Nesse caso que eu citei os músicos se interessaram em cantar, pois com certeza a letra, a melodia, enfim, algo os tocava, motivava, impulsionava.

Claro que nem todos gostam de cantar, mas se possível, se vc quiser…. vc que é instrumentista faça a experiência de cantar também. Enquanto o vocalista estiver cantando, vc ali do seu canto, com o seu instrumento, saboreie também a canção. Sinta o que a letra da música traz até você, pois ela é capaz de mexer com o nosso interior, é capaz de tocar em nossos sentimentos, de nos trazer uma cura, uma libertação. Tudo depende de quão envolvidos nós estamos.
Entendo perfeitamente que muitas vezes apesar de não estar cantando podemos sentir o que a música está nos passando. E isso acontece comigo também, pois muitas vezes não canto. Mas o que estou dizendo é principalmente à vc que nunca fez essa experiência.

Não seja indiferente, frio… a música tem o poder de transformar.
E detalhe, agora por experiência própria: quando você percebe que outro do seu ministério também está cantando vc se alegra. Aí você olha para o outro lado e percebe que outro instrumentista também está experimentando da mesma graça… e assim todos vão cantando…. a assembléia também…. e todos se envolvem. O povo perceberá que não importa pra vcs se serão aplaudidos ou se estão tocando mal, mas eles perceberão que algo naquela música é capaz de mexer com vocês, com seus corações e sentimentos.

E isso é o que desejamos a todos: que se envolvam, que deixam a unção do Espírito Santo acontecer em suas vidas, seja através de nossos instrumentos ou de nossas vozes.
Vamos dar mais esse passo…

Deus abençoe!
Jorge

23 de Outubro de 2008

O verdadeiro ministério de música

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 11:57

O perigo de dar razão as modinhas em nossa volta é que a maioria delas são passageiras. E que triste saber que muitos não percebem isso, pois continuam se apegando aos ministérios que aparentemente têm futuro. Se apegam aos ministérios de música que mais tocam, que são chamados para eventos, barzinhos de Jesus, noites de louvor, etc… Acham eles o máximo, imbatíveis… tsc…
Mas a essência de um ministério de música não é simplesmente tocar. Isso é muito fácil. Aliás, qualquer um pode fazer isso.
Mas um ministério maduro, do jeito que Deus quer é aquele que tem compromisso com a verdade, que passa por dificuldades, mas que nem por isso deixa de lutar pela santidade. Um ministério bom é aquele que leva até o coração das pessoas a cura que vem de Deus. É o ministério que é cheio da Palavra de Deus e procura vivê-la diariamente.
Querer fazer parte de uma banda só porque ela tem bons equipamentos, instrumentos e quantidade de pessoas não é o principal.

Devemos exercer bem nosso ministério onde Deus nos colocou.
Não fique achando que um ministério é perfeito só porque eles tocam bem ou são afinados. Técnica não é tudo… é importante, mas não se surpreenda muito com o exterior. Veja se de fato os músicos estão levando graça de Deus às pessoas… se têm trabalho com suas paróquias, se participam assiduamente da santa missa… examine tudo, mas fique apenas com o que é bom… não é assim que nos ensina a Palavra de Deus?

Tenho certeza que você é inteligente para entender o que estou querendo dizer.

Devemos construir nossa casa cavando bem fundo e colocando os alicerces na rocha, ou seja, em Jesus, pois ali sim está nossa segurança. Jesus não é uma modinha que vai passar, pois pode vir a inundação, tribulações, que nada vai nos abalar, porque nosso alicerce está bem construído.

Confie mais nas pessoas que Deus colocou ao seu lado, pois vcs também podem chegar longe. Talvez seja questão de acertar alguns pontos… talvez na técnica, talvez na espiritualidade.
E tudo isso se conquista com o tempo… aliás, o tempo é um bom professor.
Há um tempo pra cada coisa…

Deus abençoe!
Jorge

22 de Outubro de 2008

Conteúdo admirável

Atualmente vemos muitos cantores famosos, onde muitos desejariam estar ao seu lado e quem sabe até tocar junto com eles.
Ministérios invejados, onde muitos procuram derrubá-los e tudo porque não suportam seu sucesso ou simplesmente por inveja… mas também há os ministérios que muitos gostariam de fazer parte porque atualmente “está na moda”. É o que mais toca, o mais chamado, o mais conhecido.
Vemos uma busca desenfreada para fazer parte da mídia, do reconhecimento.
E engraçado que ninguém quer fazer parte do ministério pequeno, daquele que não é conhecido e que tem poucos instrumentos. Seus músicos são iniciantes e aparentemente “nunca chegarão a lugar algum…”

Jesus no entanto, fazia milagres e pedia que não contassem nada a ninguém.
Jesus estava sempre no meio dos mais simples, dos desconhecidos.
Jesus se sentava ao lado dos pobres, pois sabia que eles não podiam retribuí-lo da mesma forma dos ricos.

Há pessoas que são lindas externamente, mas ao conhecê-las não encontramos a mesma beleza em seu interior.
Alguns são admirados pelos status e reconhecidas pelo trabalho que exercem. No entanto, acredito que quando chegarmos ao céu Deus nos cobrará os resultados e não pelo que fazíamos (pois é necessário fazer bem e não simplesmente fazer).
Refiro-me aos frutos que de fato demos e que permaneceram, pois a Palavra nos diz isso: “para que dêem frutos e frutos que permaneçam…” (Jo 15,16).

O conteúdo que mais deveria nos chamar a atenção é daqueles que de fato amam, que praticam a caridade, que são humildes.
Os ministérios que mais deveríamos gostar deveria ser aqueles que ao crescerem em sucesso têm em sua essência a frase de João Batista que dizia: “é necessário que Ele cresça e eu diminua…”

O que me admira não é um solo incrível de um guitarrista, pois isso qualquer um com muito estudo pode alcançar, mas o que me admira é ver que alguém tão bom tecnicamente consegue ser humilde como pessoa e não se distancia dos mais simples. Não esquece de suas origens, sua família, seus amigos, sua paróquia…

Tem gente correndo atrás de vasos ocos, aqueles que mostram por fora que são lindos e por isso chamam a atenção, mas depois de um tempo vemos que seu conteúdo não nos agrega em nada. E simplesmente porque a verdade não está neles. E a verdade sempre prevalece no final.

Aquilo que procuramos à finco com certeza encontraremos. Isso é certeza.
A questão é saber aquilo que você está procurando é para sua glória ou para a glória de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

21 de Outubro de 2008

Meu único modelo: Jesus!

Uma vez estive participando em um retiro, quando notei que no estacionamento havia um carro desligado, porém o motorista havia esquecido as lanternas ligadas. Como eu não sabia quem era o dono eu precisava avisar alguém que fizesse parte da equipe de organização do evento.

Nesse momento estava acontecendo o intervalo e os músicos do palco estavam apenas conversando e quem sabe corrigindo alguns detalhes. Então, chamei o único músico que eu conhecia (detalhe: é um músico católico muito famoso em nosso meio) e perguntei se ele poderia avisar sobre o carro que havia deixado a lanterna ligada. E estava com o papelzinho na minha mão, com a identificação da placa do veículo.
Para minha surpresa a resposta foi: “Vc não devia passar isso pra mim. Não sou eu quem devo dar recados. Agora eu estou ocupado…”
Confesso que além do susto (pois realmente eu não esperava tamanha arrogância) fiquei arrasado, pois era um músico no qual eu tinha a maior consideração, tenho seus CDs e realmente admirava sua forma de ministrar.

Bom, hoje após alguns anos já não tenho mais mágoa, mas vejo como o ser humano é pequeno. Um pouco de “brilho” e pronto, já achamos que somos alguém, que somos importantes.
Bom é Deus… e pronto!
Não vou citar o nome do cantor para não comprometer sua imagem, pois todos estamos sujeitos a cometer erros e talvez quem sabe, ele não estivesse em um dia bom, né? Melhor pensar assim, pois ele é quem estava perdendo com tudo isso, com esse tipo de comportamento.

A lição de hoje é: não devemos nos apegar e querer nos espelhar em pessoas. Nosso único modelo é e deve ser sempre Jesus Cristo. Apenas Ele.

Que possamos pedir a Deus a graça de ser humildes.
Que saibamos ser pequenos e dependentes Dele.
E que a arrogância e o estrelismo nunca nos alcance.

Deus abençoe!
Jorge

20 de Outubro de 2008

Respeitando limites

Você já notou que muitas vezes não respeitamos os limites das pessoas?
Por exemplo: alguém que é novo no ministério e está aprendendo a tocar ou cantar…. alguém que é novo como pregador ou intercessor…
Estamos sempre explorando seus limites, forçando-os a fazer aquilo que ainda não podem. Exigimos sempre mais e mais.
Mas a verdade é que Deus não faz isso com a gente e porque acabamos por ser assim?
Desta forma estamos agindo como no Evangelho, onde um homem não perdoou a dívida de seu servo.

Muitas vezes nem nós mesmos respeitamos nossos limites.
Lembro-me que no começo de minha caminhada no grupo de oração lutávamos para conseguir rezar um rosário por dia e se não conseguíssemos, ficávamos muito tristes e com sentimento de culpa.
Ou seja, não respeitávamos nós próprios, pois era uma mudança muito brusca: um dia você nem reza e no dia seguinte rezar um rosário de uma vez?!

Precisamos aprender a respeitar os limites, sejam os nossos ou dos nossos irmãos.
Há coisas que levam tempo, por isso sejamos mais caridosos, mais pacientes, pois as coisas acontecem na hora certa, na hora que Deus achar melhor.
Podemos incentivar, mas nunca forçar a barra.

Imagina se quiséssemos ter pressa a todo tempo e chegássemos em um hospital e disséssemos assim: “Ei, nada de colocar o soro gota-após-gota…. coloque tudo de uma vez na veia da pessoa, assim ele ficará curado rápido…
Assim só estaremos atrapalhando e vamos matar o paciente.

Há coisas que demoram mesmo. Uns mais e outros menos. Mas o importante é saber esperar. E esperar com paciência, respeito e caridade.
Nada de ficar reclamando, pois cada um tem o seu próprio progresso.

Deus abençoe!
Jorge

19 de Outubro de 2008

Músicos apaixonados

Uma coisa que sempre defendi em nosso ministério é o seguinte: ao mesmo tempo que sabemos que trata-se de um serviço sério que prestamos a Deus, ao mesmo tempo é prazeroso. É bom ou não é tocar e cantar para Deus?

Porém, com o tempo vemos muitos músicos desistindo da Igreja. Eu particularmente tenho visto muita gente se distanciando. E não tenho receio algum em dizer que em minha própria paróquia muitos músicos abandonaram… e como tenho saudades deles… queria tanto vê-los novamente nas missas, nos grupos…
Bom, Deus é quem sabe…. mas se dependesse da minha vontade e da minha oração eu os queria de volta o mais depressa possível.

Agora a vcs músicos que continuam na missão: nós precisamos nos apaixonar novamente pelo nosso ministério. Precisamos retomar aquele amor que sentimos quando servimos pelas primeiras vezes.
Vcs são capazes de lembrar quando começaram os primeiros ensaios, os primeiros encontros… o ministério se formando…. quantas lutas, quantas correrias, não é mesmo?

E isso só pode ser recuperado se nos apaixonarmos. Primeiramente pelo nosso próprio chamado, pois Deus sempre nos quer perto Dele. Ele quer precisar de nós, mas não porque somos melhores, mas porque os dons de Deus são irrevogáveis, e se Ele nos deu esse dom, essa voz, esse jeito de ministrar, então é porque temos muito o que dar ainda.
Precisamos nos apaixonar pelo nosso ministério, ainda que custe muito esforço, muita luta… Esse amor, essa paixão às vezes leva tempo, por isso tenha paciência, aguarde mais um pouco. Não tome decisõe precipitadas quanto ao seu ministério. Não queira falar tudo o que lhe vir na cabeça. Ame mais. Esforce-se para olhar com outros olhos. Deixa Deus lapidar….

Tenho certeza que sendo músicos apaixonados todos a nossa volta serão inflamados pelo fogo desse amor.

Deus abençoe!
Jorge

18 de Outubro de 2008

Uma briga com a Campanha da Fraternidade

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Coordenadores, padres — admin @ 13:36

Quando eu entrei para Igreja existia algo que realmente me incomodava: eram as campanhas da fraternidade. Sou sincero em dizer que não aceitava tocar suas músicas, partilhar suas experiências, enfim…

Hoje tenho minhas conclusões ainda, mas queria deixar um pedido:
Precisamos estar em comunhão com a Igreja, em especial com a CNBB, pois se nos foi colocado a CF (Campanha da Fraternidade) é porque existe a benção da Santa Sé, ou seja, do papa. Porém, não podemos perder a espiritualidade que é própria da época da quaresma, que é o jejum e a penitência.

Não podemos esquecer que vivemos um momento de dor, pois se trata de Jesus que será crucificado e morto.
Por isso a minha briga com a CF, pois eu sempre considerei que fala-se demais dela e pouco do sofrimento de Jesus.

Eu ainda tenho muito o que aprender, mas uma coisa é certa: a unidade precisa acontecer sempre, por isso nada de rebeldia. Nada de achar que nosso ministério que é o certo e que nossa espiritualidade é a que vale.
Aqueles que são líderes devem incentivar os servos, as famílias, o povo a participar daquilo que a Igreja vive. E não alimentar uma briga que não levará a lugar nenhum.

Bom, você deve ter notado que escrevi sobre a CF em uma época em que não tem nada a ver, mas foi proposital. Para viver bem esse período precisamos de tempo para estudá-lo, ver suas propostas e como será nossa participação.
Por isso, acesse a página da CNBB e conheça mais a fundo do que se trata a CF.
Também disponibilizei aqui no site Oficina da Música Católica, link “Downloads e Cifras” o hino da Campanha da Fraternidade 2009.

Abraço fraterno,
Jorge

17 de Outubro de 2008

Música Secular - Podemos ouvir?

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores, Jovens, Compositores — admin @ 18:11

A resposta é simples e curta: sim.

O cuidado que devemos ter é que a letra de algumas músicas podem nos influenciar de forma negativa.
Se o conteúdo de uma música (que não é da Igreja) traz à você coisas boas, não vejo problema algum em ouvi-las. Muito pelo contrário, devemos ouví-las SIM.

Está errado aquele que diz que SÓ DEVEMOS OUVIR músicas da igreja, especialmente católicas. Estaríamos sendo injustos com aqueles que estudaram música, que trabalham sério e dedicam sua vida à arte musical. E que também enviam suas mensagens a nós, seja de paz, de fraternidade, poesias, enfim… (e para falar a verdade tem muita gente que é mais santo que nós que participamos da igreja).
Afinal, todos temos o que aprender. Quem está na Igreja não é melhor que ninguém.

O que não podemos fazer é dar audiência para músicas que nos destroem, que promovem a desunião de famílias, relacionamentos. Músicas que não se importam com o bem estar das pessoas… em outras palavras músicas egoístas.

A música que promove apenas a sensualidade, sedução, enfim, só podem levar para um único lugar.
Da mesma forma nós músicos católicos: nossa música deve levar as pessoas à um só lugar: ao céu, ao coração de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

16 de Outubro de 2008

Salmo surpresa

Estávamos uma vez diante do sacrário, adorando a Jesus (geralmente finalizamos o grupo de oração fazendo esta adoração). Aí me lembro que a pessoa que estava conduzindo a oração neste dia falou assim “agora nós vamos cantar um salmo ao Senhor… um salmo onde possamos adorá-lo…

Confesso que fui pego de surpresa, pois realmente eu não esperava por aquilo. Na realidade já estava dedilhando uma outra música no violão e só estava esperando ela terminar para começarmos a cantar.
Bom, na hora mudei os planos e tratei de pensar em algum salmo (e que ainda precisava ser de adoração, exaltação ao Senhor, pois era o momento que estávamos experimentando).

Por incrível que pareça não me vinha nenhum na cabeça e eu dedilhando o violão como que tentando achar alguma melodia, algo que eu pudesse lembrar rápido. Fui mudando as tonalidades, o dedilhado e nada… Comecei a ficar um pouco tenso porque a pessoa insistia: “…vamos, vamos cantar um salmo em adoração ao Senhor…
Vejam só que fria… rsss…

Bom, no final deu tudo certo, pois lembrei de um salmo e finalizamos o grupo.
Logicamente no final conversei com essa irmã e expliquei que algumas coisas precisam ser “combinadas”. Não sair pedindo qualquer música e há qualquer hora. Claro que conversei numa boa e ela entendeu que eu tinha ficado numa “saia justa”.

Com tudo isso refleti no seguinte: precisamos SEMPRE estar preparados. Não basta fazer uma listinha das músicas que vamos tocar no grupo de oração. No início até entendo, mas com o tempo é bom ter um acervo de músicas, dos vários momentos que são utilizados no grupo.

Pensei também a respeito do seguinte: todos os domingos nós músicos estamos acostumados a tocar o Salmo de resposta, porém vem a dúvida: será que sabemos mesmo o que estamos cantando? Se o salmo é de ação de graças ou súplica, se é um salmo de louvor ou poéticos, enfim… nós músicos precisamos ter mais intimidade com os Salmos, pois tenho certeza que muitas vezes após sair da Santa Missa nem lembramos mais que salmo foi cantado.

Precisamos de mais intimidade com os salmos para também rezá-los com eles, para também levá-los ao coração das pessoas. Para inserí-los no nosso dia-a-dia.
Faça essa experiência: após a missa tente lembrar quais foram as leituras do dia. Com isso você estará medindo seu nível de atenção com a liturgia da Palavra.
Uma boa ajuda também é ter o costume de ler as leituras do dia e não simplesmente se prender só às leituras do domingo.

Em um livro do monsenhor Jonas Abib, diz que salmos são como frutas, que são bem-vindas em todos os instantes.
Sempre é bom ler e meditar um Salmo.

Meu convite final é esse: sermos salmistas de verdade, que experimentam profundamente o que esses hinos podem fazer em nossas vidas.
Assim não seremos pegos de surpresa nos mais diversos dias de nossas vidas.

Deus abençoe!
Jorge

15 de Outubro de 2008

Chamas de um ministério

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 13:30

Ontem estive observando o fogão de minha casa. Percebi que as chamas não estavam da mesma cor, ou seja, o gás estava acabando. E com isso me veio a inspiração de escrever esse BLOG e de dizer que em nossa vida também funciona da mesma forma. Quando nosso “gás” está acabando nossas chamas vão mudando de cor. Espero que vc esteja entendendo o que quero dizer.

Quando percebemos que já não somos os mesmos, que o amor não é o mesmo, que nosso esforço, nossa dedicação, enfim, toda a nossa a luta já não é a mesma, está na hora de trocar nosso gás. Em outras palavras, está na hora de reabastecer.

Não deixe simplesmente acabar o gás para então pensar no reabastecimento. Senão você correrá o risco de ir deixando e deixando… e acaba por se acostumar com a mornidão (algumas vezes até com a frieza espiritual)…

Sempre é tempo de recomeçar. Sempre é tempo do reabastecimento, e melhor dizendo: de um reavivamento espiritual.
Por isso, nunca deixe de buscar, não distancie da Palavra e da oração. Participe de retiros, pois nos fortalecem muito. Chame pessoas de fora para aplicar uma formação ao seu ministério. Não deixe de participar das missas, pois tudo isso faz com que esfriemos na fé.

Comecei dizendo que as cores das chamas de um fogão nos dizem que é hora de trocar o gás. Assim você também: repare se as cores das suas chamas estão mudando.
Precisamos ser constantemente labaredas que por onde quer que passem ascendam a esperança das pessoas, aqueçam a fé daqueles que precisam e queime tudo aquilo que não presta e que está à nossa volta, pois o Espírito Santo é fogo abrasador e uma vez que Ele está dentro de nós, nossas chamas estarão sempre ardendo com a unçaõ que vem do alto.

Deus abençoe!
Jorge

14 de Outubro de 2008

João de Barro

Provavelmente você já ouviu falar na ave “João de Barro”, onde é conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno.

O que esse curioso pássaro tem a nos ensinar?
Vou deixar aqui na íntegra o que se fala a respeito dele. Leia com calma:

Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, parecendo realizar um rodízio entre dois a três ninhos, reparando ninhos velhos semi-destruídos. Quando não há mais espaço para a construção de novos ninhos, o pássaro o constrói em cima ou ao lado do velho…

Logo no início vemos que ele não se conforma em ficar muito tempo no mesmo ninho, ou seja, nós também não podemos nos conformar com a mesmice. Precisamos fazer como esse pássaro que sai em busca de um novo ninho. Com isso, não quero dizer que você deva deixar seu ministério ou seu grupo, muito pelo contrário, mas você fará como o João de Barro, que RECONSTRÓI o ninho semi-destruído.

Atualmente estamos vendo grupos destruídos, ministérios destruídos, coordenações enfraquecidas…
O João de Barro quando percebe que não há mais espaço pra ele constrói um outro ninho em cima ou ao lado do velho, ou seja, ele não se dá por vencido, não desanima. Sempre há um espacinho que lhe é de direito.

Tenha o discernimento de entender que aqui o que vale é a luta, é a restauração e a reconstrução do seu grupo, do seu ministério e até de você mesmo.
A questão não é disputa, onde achamos que aquilo que nós mesmos fazemos é que é bom. Não é isso. Mas fazermos bem e dar lugar também aos outros, pois o João de Barro quando faz seu ninho também oferece a outros pássaros. Ele compartilha, não é só dele…

O pássaro não é de barro, mas apenas seu nome. Porém, que possamos nós sermos de barro, pois assim deixaremos com que o oleiro, o verdadeiro artista nos modele conforme Sua vontade.
O barro quando em contato com a água, amolece. Então não perca tempo: amoleça seu coração, deixe com que a água do Espírito te toque e faça nova todas as coisas em sua vida.

Deus abençoe!
Jorge

9 de Outubro de 2008

Composições católicas

Arquivado sob: Compositores — admin @ 17:05

Aqui vai o meu apelo aos irmãos que receberam de Deus o dom de compor canções:
Componham mais, falem de adoração, falem de fraternidade, falem de amor, falem de compromisso e responsabilidade. Falem de família e de perdão, enfim, levem à frente o dom que Deus te deu.

Comecei desta forma pois temos visto letras que estão destruindo as famílias, onde se incentiva o uso de drogas e toda espécie de maldade.
Um dia desses vi a letra de uma música que dizia: “anti-cristo super-star…” Vejam que absurdo…
Por isso eu faço esse apelo: vc que recebeu o dom de Deus, use-o, conquiste pessoas, faça acontecer, pois a unção de Deus está sobre voce, confie!
Se você não confiar, não se valorizar, estaremos perdendo tempo. Nosso campo de batalha estará sendo vencido por aqueles que não estão do lado de Deus.

Você pode não ter uma voz bonita ou quem sabe, nem toque algum instrumento. Mas através da letra que o Espírito Santo te inspirar muitos serão tocados por Deus, muitos serão curados.

Não hesite em ser esse cano, por onde passa a água viva, a água pura do Espírito.

Deus abençoe!
Jorge

8 de Outubro de 2008

Ensaio musical

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 11:09

Está aí uma coisa que sempre foi difícil pra mim, por mais que eu desejasse: ensaiar bem.
O ensaio de um ministério de música é importantíssimo, pois além de dar um entrosamento entre os integrantes, serão corrigidas algumas falhas, também poderemos inserir novas técnicas, lances de vozes, etc.
Não basta simplesmente dizer que na hora o Espírito Santo inspira ou que já toca há muito tempo com o mesmo pessoal e não precisa de ensaio. Sempre precisamos.

Um problema constante é a falta de tempo, e então o ensaio é comprometido, pois MAIS UMA VEZ deixamos de ensaiar.
Eu mesmo não vou ser hipócrita e meus irmãos de ministérios sabem o quanto é difícil conciliarmos os horários. Mas quando possivel devemos fazê-los bem.

O que é triste é vermos brincadeiras na hora dos ensaios, pois alguns ministérios têm a chance de se reunir, mas não aproveitam bem o horário que têm em mãos.
Ao invés de levar a sério e procurar aperfeiçoar suas músicas, o que vemos é o seguinte: conversas paralelas, atrasos, o guitarrista fazendo um solinho enquanto os vocalistas estão decidindo que música irão cantar… ou seja: o ensaio vira uma bagunça.

Imagina se um time de futebol no momento de treinar fizesse uma bagunça. O que aconteceria? Na hora do jogo não saberiam o que fazer e certamente perderiam feio…

Vamos procurar ser mais responsáveis, pontuais, levar a sério o ministério que Deus nos deu.
Procure levar seus instrumentos afinados, para na hora do ensaio perder o menos tempo possível com isso. Chegue antes se for o caso e já deixe os microfones e instrumentos prontos.
Não deixem para escolher as músicas só na hora do ensaio. Já venham com elas prontas em mãos. Aliás, deixe mais músicas, pois de repente vocês podem mudar de idéia e aí não perderão mais tempo pensando em qual música tocar.

Cantores: não esqueçam de beber muita água, pois nos ensaios é que sentimos o maior desgaste.
Instrumentistas: não deixem para aprender a música só na hora do ensaio. Ensaio é para aperfeiçoá-la. Aprenda e treine em casa. Por isso é importante saber as músicas que ensaiaremos antecipadamente.
Se possível cada integrante deveria ficar com uma folha das músicas, assim cada um tem o seu espaço próprio para anotações, enfim…

Com um ensaio bem feito as coisas começarão a fluir e você sentirá vontade de participar novamente.
Respeite os horários. Se vocês decidiram duas horas de ensaio, não fiquem 2 horas e meia. Procurem a disciplina ao máximo e aos poucos os resultados aparecerão.

Ter responsabilidade e disciplina é não significa que não haverá clima de alegria. Muito pelo contrário, nos ensaios deve sempre haver discontração, boas risadas e partilha.
Não esqueçam de fazer uma boa oração também, apresentando tudo ao Senhor.

Conte-nos sua experiência!
Deus abençoe!
Jorge

7 de Outubro de 2008

Padres vs Servos

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, Coordenadores, Jovens, padres — admin @ 11:05

Claro que não vou criar polêmica com esse assunto, mas vejo que é importante falar a respeito.
Alguns integrantes da igreja, como por exemplo servos de grupos de oração, ministério de música, equipes de liturgia, etc, têm encontrado problemas no relacionamento com seus sacerdotes.

O que acontece? Muitas vezes há resistência do padre em apoiar alguns trabalhos, “dar carta branca” para certas atividades, enfim… E por quê? Porque vemos muitos abusos, falta de preparo, falta de zelo, falta de formação…

Por outro lado, o padre também conta com uma colaboração mais afinco dos servos, na participação de reuniões, trabalhos específicos, etc. E nem sempre os servos querem compromisso. Só ajudam se forem atendidos primeiro.
E aí gera aquela briga, né?

Em particular vemos resistência de padres que não são muito adeptos à RCC e com isso o grupo sofre, pois ficam limitados na execução de seus ministérios.

Sei também que há sacerdotes turrões, que não ficam satisfeitos com nada que fazemos. As vezes temos até a impressão que a perseguição é só com a gente, pois damos duro, enquanto que outras pastorias são as queridinhas do padre. Não é isso o que pensamos? Às vezes estamos errados, mas nem sempre…
É difícil conviver com um sacerdote que não acompanha nosso trabalho, não incentiva nosso esforço, ou até mesmo critica aquilo que estamos fazendo. Colocam sempre defeito em tudo o que é feito.
E preciso dizer aos padres agora: é por isso que muita gente boa está saindo da igreja. Infelizmente preciso dizer que parte da culpa também é deles. Talvez não inteiramente, mas são bastante responsáveis.
Concordem ou não… são formadores de opiniões e com isso a fé dos fiéis é altamente comprometida.

Bom, minha opinião pessoal diz que ambas as partes estão erradas quando não querem se abrir para um diálogo, para saber mais a respeito e ter uma boa formação sobre algum assunto.
Do meu ponto de vista sempre precisamos sentar e conversar, mas principalemente quando as alfinetadas estão querendo surgir.

O que não podemos é falar mal do nosso padre, criticá-lo e dizer que ele não entende nada. Não é por aí… Na realidade assim é que não vamos conquistá-lo mesmo, pois se existe orgulho da nossa parte, do lado do sacerdote também, pois é um ser humano e quem sabe não pode usar de sua autoridade (errando ou não) e nos proibir de fazer o que gostaríamos?

Todos temos muito o que aprender. Todos temos que dar uma chance e ouvir.
Jesus se sentava com os pecadores e cobradores de impostos, nós no entanto não queremos ouvir aqueles que trabalham conosco pela mesma causa. Depois não me venha falar em perdão e humildade.
E aquela passagem do Evangelho que diz que antes de apresentarmos nossa oferenda ao Senhor devemos nos reconciliar com nosso irmão?

Pois então irmãos, vamos manter a calma, pois o ambiente que Deus está presente é aquele onde há paz.
Temos muito mais a ganhar se trabalharmos juntos.

Aos sacerdotes queridos preciso dizer: temos muitas pessoas boas na igreja. Cheias de boa vontade e loucas por uma oportunidade. Quem sabe não é a hora de abrir o coração e investir nesses irmãos?
Termino pedindo vossas bençãos.

Abraço fraterno,
Jorge

4 de Outubro de 2008

Irmão Francisco…

Hoje, 04 de outubro… comemoramos o dia de São Francisco de Assis.
Esse grande santo da Igreja e que muitas vezes só é lembrado como “protetor dos animais”.
Parece que se esquecem de sua vida de santidade, de suas renúncias, do seu cuidado com os pobres e zelo pela igreja.
Não lembram que um chamado em sua alma ardia fortemente: “vai e reconstrói a minha igreja…”

Hoje nós músicos temos essa missão de continuar aquilo que Francisco começou. Com nosso ministério em mãos precisamos sim, cuidar da nossa Igreja, restaurando-a cada vez mais.
Por isso não temos o direito de destruir aquilo que Francisco começou, pois quando usamos nosso ministério para nos vangloriarmos, estamos distruindo aquilo que ele começou com humildade, carinho e amor.

Alguém que foi capaz de se atirar em uma roseira cheia de espinhos para não ouvir seus desejos carnais, tem muito a nos ensinar.
Alguém que criou o primeiro presépio tem muita espiritualidade para nos ensinar.
Alguém que criou a linda oração “fazei-me um instrumento de vossa paz” é capaz de mostrar-nos que não nosso ministério não vale nada se não formos humildes.

Nosso único desejo, nossa única intenção deveria ser a busca do reino acima de todas as coisas. Viver o amor como Jesus tanto insistiu.
Depois todas as coisas virão em acréscimo.

Deus abençoe!
Jorge

2 de Outubro de 2008

O poder do louvor

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 15:01

Todos nós conhecemos aquela frase de Santo Agostinho, que dizia “quem canta reza duas vezes”, no entanto, fiquei aqui pensando: o que será que faz aquele que louva do fundo de sua alma? Pois o louvor liberta, o louvor verdadeiro e que vem do mais íntimo da nossa alma chega até o coração de Deus.

Estou me referindo ao louvor como profunda ação de graças, quando estamos maravilhados e eternamente agradecidos ao Senhor. Nossa alegria é tanta que queremos bendizê-lo, adorá-lo, dizer que Ele é Santo e Senhor de nossas vidas. E que não há outro Deus, além de nosso Pai do céu, que reina com Jesus e na unidade do Espírito Santo.

Mas agora está aqui um segredo: o louvor não é só para quem está feliz. Muito pelo contrário, o louvor deve acontecer sempre em nossas vidas, pois podemos estar com o coração apertadinho, mas nosso espírito está em paz porque vive na intimidade de Deus, sendo capaz de louvar, de dar glórias em quaisquer momentos.

E Deus reconhece isso. Deus sabe qual é o louvor verdadeiro.
Deus sabe quando estamos apenas falando da boca para fora ou quando estamos querendo aparecer.
O louvor liberta, ajuda-nos a esquecer de problemas. Faz com que saibamos superá-los sem revolta, com confiança em Deus.

Quando participamos de um grupo de oração e o ministro de louvor pede para que levantemos os braços, não tenha vergonha, dúvida, medo ou desconfiança. Simplesmente se abandone nos braços do Pai. Ele te acolhe, te ouve e te ama.

É no louvor que Deus habita. E Satanás não tem poder sobre o louvor, pois ele mesmo não é capaz de fazer isso. Não é capaz de reconhecer a soberania de Jesus e tende a nos perturbar.

O louvor é uma maravilhosa chave para iniciarmos um processo de cura interior.

Que saibamos sempre louvar aquele que é e sempre será!

Deus abençoe!
Jorge

OFICINA DA MÚSICA CATÓLICA | Formação de músicos católicos.