4 de Setembro de 2008

Seminário de Vida - parte 2

Em um seminário de vida nem sempre é fácil administrar o tempo que temos disponível, pois além dos momentos de louvor, perdão, etc, que já estamos acostumados no dia-a-dia do grupo de oração, ainda há o momento da partilha, ou seja, em grupos que ocorrem partilha geralmente diminuem o tempo da animação.

Aí já vai uma reflexão: porque sempre que precisam de “mais tempo” no grupo de oração, eles pensam em tirar dos músicos?
Veja só: se o pregador precisa de mais tempo que o normal eles dizem: “tudo bem, qualquer coisa nós diminuimos o tempo de animação”.
Se ao final do grupo houver alguma dinâmica, testemunhos, enfim… adivinha de onde eles arrumarão tempo?

Eu entendo que até podemos fazer isso, mas não podemos perder de mente que o ministério de música é algo essencial no grupo de oração. Não é o mais importante, mas não podemos tratar da música como algo secundário, do tipo que “se der pra colocar eu coloco…” Não pode ser assim. Quanto mais em um seminário…

Há coordenadores e servos que não dão o valor que de fato o ministério de música merece. Somos servos como todos os outros. Não somos melhores que ninguém, mas parece que algumas pessoas não dão valor para alguma coisas:
- os músicos sempre chegam antes para afinar e ligar os instrumentos (ou pelo menos deveriam chegar);
- os músicos estão entre os últimos a sair da igreja, pois enquanto todo mundo está em confraternização no final do grupo, nós estamos lá arrumando e guardando os instrumentos. (Fora quando não sobra comida pra gente…rsss… mas é verdade…)
- como já disse antes um bom músico não “faz tudo na hora”. Ele já vem exercendo seu ministério desde casa, quando separou as músicas, fez as leituras do dia, etc…
- o músico que erra ou desafina fica tão em destaque que alguns nos olham com desdém… ou seja, não podemos errar, pois somos julgados…

Não estou me fazendo de vítima e nem defendendo os músicos. Não somos coitadinhos e não precisamos disso. Mas é preciso reconhecer a importância de cada um no grupo.
Assim como os intercessores têm a difícil missão de rezar e rezar, (até mesmo em outros dias das semanas), os músicos também estão ali dando o seu sangue por amor à Deus.
Mas não é justo que alguns considerem o nosso ministério fácil, onde até dizem: “Ah, o ministério de vcs é fácil… é prazeroso….. o meu é que é complicado…”
Como se músico não passasse por provação, tentações…. como se fosse tudo um mar de rosas.

E onde quero chegar com tudo isso?
Para conduzir um seminário de vida é preciso estar com a cabeça boa, ou seja, todo o ambiente em harmonia, sem desavenças e sem competições. Os ministérios devem se ajudar e não criticar um ao outro. O músico precisa estar com a oração em dia, com a espiritualidade em dia…
O seminário de vida muitas vezes é o cartão de visita do seu grupo de oração. Há pessoas que nunca foram no grupo, mas foram conhecer o seminário, porém só irão voltar se gostarem. E aí é que está o segredo: o músico tem grande responsabilidade, pois a sua postura, sua autenticidade está em jogo.
Assim como a acolhida não pode falhar os músicos também não. Falhar não significa errar acordes, mas estou dizendo que o nosso cantar e o nosso conduzir deve ter uma única sintonia. Aquela que caminha de acordo com o RHEMA (a direção de Deus).

Em um cartão de visitas sempre há o nome de contato da pessoa, não é? Pois então… nós músicos somos o contato. Todos os servos são, sem exceção.
Algumas pessoas só voltarão no seminário se esse contato valer a pena.

Deus abençoe!
Jorge

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