Inovando o ministério
Sabe quando chega aquela fase onde você acha que as coisas sempre estão do mesmo jeito e que nada muda?
É a hora urgente de inovar o ministério, pois se você não tomar uma atitude estaremos sujeitos à três coisas:
- ficar na mesmice e se acomodar com isso;
- relaxar e com isso perder a unção, perder servos;
- sair da igreja e arrastar muitos conosco.
Não é isso o que queremos, certo? Então precisamos inovar. Precisamos tomar coragem e arregaçar as mangas, pois sempre é tempo de recomeçar.
Para os músicos: é hora de mudar o repertório… chega de tocar sempre as mesmas músicas na missa ou no grupo de oração. Outra dica também: vc até pode tocar as mesmas músicas, mas coloque outros estilos. Traga algo novo!
No grupo de oração por exemplo, onde temos mais espaço para trabalhar, coloque ritmos como reggae, forró, enfim, invente, desperte a alegria novamente nas pessoas. Novas músicas também reanima, mas não esqueça que é preciso saber ensinar ao povo, pois não basta simplesmente chegar com um monte de música nova e ninguém saber cantar nada… traga aos poucos.
Conheço uma pessoa que uma vez me disse assim: “Jorge, quando eu vou no meu grupo de oração eu já sei quais músicas serão tocadas na hora do louvor, perdão e Espírito Santo, porque são sempre as mesmas. E o detalhe: o coordenador não aceita que sejam mudadas…”
Vejam que absurdo…
Inovar o ministério não é falar somente de músicas, mas também a inovação das pessoas, dos músicos, dos intercessores, dos pregadores, enfim, todo mundo precisa de sangue novo para arrebanhar mais pessoas.
E preciso dizer algo: para chegar à inovação é preciso busca. Se você não buscar certamente entrará para mesmice. Por isso, participe dos eventos católicos, dos eventos da sua paróquia ou diocese. Não fique preso somente à sua comunidade ou seu grupo de jovens e grupo de oração. É preciso olhar além, conhecer outras realidades… participar de retiros, pois reanima muito, além de fortificar nossa espiritualidade.
Quando vamos procurar um emprego precisamos estar atualizados de tudo o que rola pelo mercado, não é?
A mesma coisa nós da igreja: se continuarmos na mesmice o povo não vai ser tocado, nós não seremos curados e a fé começará a esfriar. Procure ver o que existe de novidade em outros grupos de oração. Pode ser que alguma realidade se aplique à sua. Logicamente não estou falando pra você mudar tudo o que você tem, mas é sempre bom saber se existe algo que precisa ser inovado.
Intercessores: não tenham medo de pedir ajuda.
Pregadores: não tenham vergonha de pedir oração, de falar que precisam de uma restauração em seus ministérios.
Os músicos podem ainda, mudar seu estilo de cantar. Não fiquem cantando sempre do mesmo jeito. Por exemplo: ao invés dos músicos cantarem uma música juntos do início ao fim, coloquem um solista. Façam jogo de vozes. Coloquem alguma música para que apenas uma pessoa cante. No refrão entram os outros. Façam segundas vozes, busquem qualidade vocal… o povo gosta do que é bonito. Não é só uma questão de ser simples. Eu sei que Deus é simples, mas Ele merece o melhor.
A águia para renovar suas forças passa por um processo difícil, que é livrar-se de suas garras velhas, trocar suas penas, enfim, muitos conhecem essa história, mas com isso quero dizer que conosco também não será fácil muitas vezes, mas insista, pois talvez seja hora de inovar.
O povo tem necessidade do novo. Vejo grupos de oração que estão “na mesma” há anos…. é a mesma coordenação há anos… são as mesmas músicas… o mesmo jeitinho do início ao fim…. o povo abatido, mas que por um motivo ou outro continuam caminhando no grupo. Mas não se vê mais a busca pelo fogo do Espírito. Não clamam a efusão e os carismas.
Tenha ousadia, mas com discernimento. Isso se conquista pela Palavra, adoração e eucaristia.
Deus abençoe!
Jorge
Irmão, como estou passando por isso ultimamente… a convivência com nosso pároco é muito delicada. Ele só sabe cobrar e impor. Mas temos que respeitá-lo. Antes de despertar a alegria novamente nas pessoas dentro da paróquia, estamos necessitando despertar “algo novo” em nosso próprio grupo. Sabe quando não se sente mais aquela Verdadeira Unção na hora da Missa, por saber que nosso pároco sempre vai reclamar de algo. Não nos sentimos livres dentro da nossa própria paróquia. Pra começar, nosso pároco não é a favor da RCC. Ano retrasado chegamos a nos afastar alguns meses da paróquia. Enquanto isso fui convidado por outro pároco para ir cantar em outra paróquia. Foi ótimo, mas resolvi voltar para o Santuário Nossa Senhora da Abadia (onde sempre cantei e onde fui legionário da Legião de Maria, fiz catequese, Crisma, grupo de oração, grupo de jovens…). Sentia que era lá que eu devia ficar. Lutei muito… e continuo lutanto (rs). Não é fácil, irmão. Reze por mim, para que eu sinta novamente o Sopro do Espírito em meu coração, me devolvendo a alegria e o encanto de cantar por Jesus, na minha paróquia. Shalom, irmão.
Comentário de Maurilio Filho — 24 de Julho de 2008 @ 13:03