30 de Junho de 2008

Ouvindo a voz de Deus

Arquivado sob: Coordenadores, Fé - Perseverança, Namoro / Casamento, EU - Jorge — admin @ 13:10

Certas coisas nós deveríamos saber ouvir e descartá-las de nossas vidas, simplesmente porque não são importantes e não devem ficar em nós. Coisas que não irão nos agregar em nada. E o grande problema é que nos prendemos justamente à essas coisas.
São pessoas que não nos compreendem, que nos julgam, pessoas que não sabem exatamente da história e acabam por tomar decisões precipitadas. Assim, acabamos ouvindo coisas desnecessárias.
Mas o grande problema não é simplesmente ouvir, mas aquilo que guardamos em nosso coração quando ouvimos.
Certas coisas irão apenas nos machucar ou mexer em algo que estava quieto, que aliás, poderia ser evitado.

Uma parcela de culpa também é nossa, pois depositamos confiança demais nas pessoas, esperamos demais delas… a nossa escuta não está no Senhor e é por isso que nos decepcionamos ou ficamos irritados.
Quando ouvimos a voz de Deus algo acontece dentro de nós, pois a voz do Senhor é firme sim, mas há ternura. E essa ternura nos encurrala e nos leva a tomar uma decisão: É melhor ouvir a voz de Deus ou continuar confiando na minha própria intuição.

É verdade ou não é, que por um período você experimenta dessa escuta, mas que, por algum motivo ou outro você acaba se desviando e volta a confiar “no seu próprio taco”?
E é aí que tudo começa a dar errado novamente…

Não se ouve Deus no barulho. Não se encontra o Senhor nos lugares errados.
Melhor é ter um pouco mais de paciência e você o ouvirá. Assimile bem o que Ele te fala e tenha discernimento para tomar alguma ação.
Deus até se cala em alguns momentos, porém, em outros Ele fala… e muito… mas somos nós que não ouvimos, não paramos.

Se você quer que as coisas caminhem diferente na sua vida, na sua paróquia ou em seu grupo de oração é melhor silenciar um pouco mais, pois a Palavra já nos ensina: “…Fala Senhor, que o teu servo escuta…” (1Sm 3, 1-10)

Deus abençoe!
Jorge

27 de Junho de 2008

Dedilhando a vida…

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Cantores — admin @ 08:35

O dedilhado é muito utilizado pelos violonistas, em especial (para aqueles que são músicos da Igreja), quando estamos em um momento de oração, meditação ou simplesmente quando estamos conversando com o povo de uma forma mais tranquila.
E essa técnica (dedilhar) não é tão simples como parece, pois exige além de técnica e habilidade, exige sensibilidade.
Quando eu dedilho meu violão estou querendo dizer que naquele momento estou em intimidade com o Senhor, mas ao mesmo tempo estou convidando as pessoas para que façam o mesmo; que esqueçam seus problemas ainda que por algum instante e sintam cada corda, cada nota e aos poucos ir mergulhando no coração de Deus.

Algumas pessoas têm dificuldade no dedilhar da vida, simplesmente porque aprenderam que o mais fácil e mais prazeroso era dar fortes paletadas. Alguns tentam “esse barulho” porque acham que assim serão ouvidos, outros porque precisam de atenção.
Dedilhar a vida é um gesto de ternura, é saber lidar com as pessoas, e, em outras palavras, tocar suas vidas com habilidade e respeito.

Os calos de meus dedos significam o meu trabalho, a minha dedicação no meu ministério e a construção de uma dignidade aos meus irmãos que muitas vezes não acreditavam que tinham.
O meu tocar pode chegar muito mais longe se eu não ficar esperando que os resultados aconteçam diante dos meus olhos, pois o Senhor toca quando e como ele quiser.

Apenas para finalizar: eu nunca me considerei um bom violonista tecnicamente, mas com humildade lhe digo que, com meu violão sou bom na ternura, porque mesmo na minha pequenez como músico vejo o quanto Deus age na vida das pessoas.
Uma vez fomos rezar um terço na casa de uma senhora e ela disse que gostava de chegar antes na missa e ficar me ouvindo tocar… sinceramente fiquei envergonhado, mas ao mesmo tempo muito feliz porque sabia que era Deus que estava tocando aquela senhora através do meu tocar.
Como eu gostava de chegar antes, eu preparava todo o som (as músicas da missa já estavam separadas), e então me sobrava um tempinho para tocar algumas músicas tranquilas, que davam um clima de oração para quem fosse chegando para a missa.

Eu dedilho e solto a voz, mas quem canta em mim é a voz de Deus.

Deus abençoe!
Jorge

26 de Junho de 2008

A Voz do Coração

Arquivado sob: Cantores, Fé - Perseverança, Promoção Humana, Filmes — admin @ 12:56

Quero mais uma vez falar sobre um bom filme: desta vez um chamado “A voz do coração”.
Conta a história de um professor de música que vai trabalhar numa rígida instituição de reeducação de jovens meninos. Com paciência, ele tenta melhorar suas vidas através da música.
Realmente muito lindo e recomendo principalmente aos músicos.

Há muitas partes que valem a pena ser contadas nesse filme, mas quero destacar a perseverança do professor. Ele realmente queria mostrar o quanto era importante e gostoso aprender música. Os meninos da instituição eram terríveis, mas ele continuava insistindo.

Bom, em nosso ambiente agora: vemos algumas pessoas que acham que já é suficiente o que dão para igreja. Acham que o seu servir, seja na música quanto em outro ministério já é bom e não precisa ser lapidado. E detalhe: se tiver que enfrentar situações difíceis, como por exemplo lidar com pessoas, aí é que largam o barco mesmo.

Quando ouvimos a voz do coração nós não medimos forças. Nos empenhamos para alcançar o objetivo a qualquer custo.
Segundo a Palavra a boca fala daquilo que o coração está cheio. Então fica a minha pergunta: essa voz que sai do seu coração hoje, têm dito o quê?
De algumas vozes devem estar saindo lamúrias, reclamações, no entanto, podemos ser como esse professor que lutou e lutou. Investiu não somente naqueles meninos, mas investiu no que acreditava…
Você não deve desistir do seus sonhos. Tenho certeza que a voz do seu coração pode ser a mais linda de todas. E você também crê nisso, mas talvez só precise ter mais coragem.
Estou certo?

Deus abençoe
Jorge

25 de Junho de 2008

Corrente do Bem

Arquivado sob: Fé - Perseverança, Filmes — admin @ 08:41

Você já assistiu um filme chamado “Corrente do Bem”?
A história é a seguinte: um professor de estudos sociais faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Um de seus alunos e incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado “passe adiante”, em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas. Surpreendentemente, a idéia funciona, ajudando o próprio menino a se desvencilhar de segredos do passado e também a sua mãe, que encontra um novo sentido para vida. Vale muito a pena, assista!
Então uma pergunta: temos feito algo que possa mudar o mundo?

Paralelamente quero refletir no tema do filme e na história como um todo, pois sabemos muito bem o que é uma corrente. Vc recebe algo e passa para frente.
Hoje em dia recebo muitos emails do tipo: envie para 5 pessoas e vc verá o que vai acontecer. Dinheiro vai aparecer, saúde para família, etc… Fora quando não há algumas ameaças do tipo: “se vc não passar para frente poderá morrer ou perderá o emprego, etc..” Para falar bem a verdade não suporto esse tipo de email e não contem comigo para continuar uma corrente desse tipo. Eu não vou passar mesmo para frente.

Gente, preciso confessar que quando eu tinha uns 12 anos, eu recebi uma corrente dessa pelo correio. Fiquei assustado e comecei a datilografar para passar adiante a corrente. Minha mãe disse que era bobeira, mas eu estava muito assustado, pois não queria ver alguém doente em casa.
Hoje em dia vejo como fui inocente e como há pessoas na mesma condição e situação.

Então eu te convido a fazer uma corrente do bem, assim como esse garoto do filme, que passava para frente aquilo que de fato era importante para as pessoas: ele as ajudava. E detalhe: não podia ser algo fácil… insisto: assista o filme.

Bom, na página inicial desse site você verá uma sessão chamada “Downloads”. Ali você poderá fazer o download de um intercâmbio de oração que nosso grupo fez a alguns anos atrás.
Claro que não deixa de ser uma corrente, mas essa não te obriga a nada. Logicamente há regras para serem seguidas para que o intercâmbio de oração funcione.

Você estará orando pelas pessoas. E se você for fiel e as pessoas para quem você mandar forem fiéis, cada vez mais você recerá cartas de pessoas que te amam e que estarão orando por você.
Esse tipo de corrente o mundo não quer passar para frente. E garanto: dá resultado porque eu fiz essa experiência.
Eu por exemplo, recebi cartas de pessoas do Espírito Santo, da Bahia, Paraná… pessoas que eu não conhecia e que estavam orando por mim.

Agora, uma dica importante: NÃO ENVIE POR EMAIL, pois não tem a mesma força. Só vai ser mais um daqueles emails chatos e que não tem compromisso nenhum de oração pelas pessoas.

Faça o download dessa Corrente do Bem e me diga qual foi a experiência. Além de ganhar novos amigos, não se esqueça de orar por elas que é o mais importante.

Deus abençoe!
Jorge

24 de Junho de 2008

Como conduzir um grupo de oração

Quero iniciar esse artigo fazendo uma pergunta: se você fosse em um grupo de oração como você gostaria de ver o ministro de música conduzindo?
Digo isso pelo seguinte: já vi conduções de grupos que podem se tornar desastrosas se pensarmos a longo prazo.

Penso que alguns grupos de oração vivem hoje pela fé das pessoas, pelo amor mútuo, oração e perseverança dos que participam, pois se fôssemos analisar como os ministros têm conduzido os grupos entraríamos em uma situação delicada.
Já precisei sair correndo do meu trabalho para ir pregar em alguns grupos e quando cheguei o que vi não foi muito motivador: ministros que falavam de perdão e tocavam música de louvor. Falavam de Nossa Senhora e tocavam música de adoração. Parece brincadeira, mas não é…

Muitas vezes as pessoas vêem cansadas ao grupo de oração e o que mais querem é se sentirem bem, feliz e em paz. Elas não precisam e não podem se sentir confusas.
Um exemplo: ao invés de falar que são pessoas pecadoras (pois todos nós somos), diga que elas são muito amadas por Deus.

O ministro de música precisa ter vida de oração e discernimento. Ele precisa de entrosamento com o pregador e saber como conduzir de acordo com o tema do dia.

Às vezes também, estamos conduzindo um grupo e vemos que a direção deve ser outra, pois a assembléia está dispersa, alguns não estão orando. Por isso, não fique sempre de olhos fechados. É preciso observar como está a reação da assembléia.
Temos que estar atentos se a oração está fluindo bem e se o grupo inteiro está em harmonia.

Clique aqui para ver umas dicas interessantes.

Ser ministro de música é muito mais que simplesmente tocar e mexer com as pessoas.
É estar atento com aquilo que Deus quer realizar.

Deus o abençoe!
Jorge

23 de Junho de 2008

Anawin - o canto dos pequenos

Deus capacita…

De vez em quando eu brigo com uns amigos, mas para o próprio bem deles.
Acontece o seguinte: quando eu não estou presente no grupo de oração ou na missa eles dizem: “Ah Jorge, canta você… eu não sei… minha voz é isso e aquilo…” Aí eu falo que eles também podem, que também são capazes.
Ontem devido a alguns compromissos cheguei atrasado na missa e pude contemplar meus irmãos cantando. E que maravilha: que Deus abençoe suas vozes e seus intrumentos.
Que bom saber que nós não somos nada e que Deus capacita a todos imensamente.

Com essa introdução eu quero dizer que todos são capazes. Não pense que é só aquele que tem a melhor voz ou aquele que toca melhor. Minha voz por exemplo nem é bonita…. eu canto porque amo e porque Deus me deu esse dom.
Lembre-se que Deus olhou para a humildade da pobrezinha Maria.
Ele também olha pra você. Anime-se e enfrente, pois o Espírito que Deus nos deu é um Espírito de coragem!!

Há ministérios que deixam até de tocar se o vocalista principal não aparecer. E infelizmente alguns vocalistas sentem-se os mais importantes por conta disso.
Não é verdade. O mais importante é a voz do Criador que ecoa através das nossas vozes.
A partir do momento em que eu achar que a minha voz é a que faz diferença é o momento em que eu esqueço que o Senhor escolheu a pobrezinha Maria….
E se não for para ser como ela eu prefiro não cantar mais, pois o Magnificat só pode brotar no coração do humilde.

Deus abençoe!
Jorge

20 de Junho de 2008

Caminhando sozinho…

Quando procuro fazer as coisas por conta própria minha música perde a força. E se minha música perder a força qual a razão do meu ministério?
Quando falo em força refiro-me à unção, à vidas transformadas… refiro-me ao serviço de amor que presto à Igreja.

Quando acho que a minha opinião é a mais importante e a única que deva ser ouvida estou perdendo a sabedoria e começo a me tornar egoísta… acho que os que estão em minha volta que não tem discernimento.
Começo a caminhar sozinho…

Jesus escolheu discípulos para caminhar ao seu lado; e justamente para que eles continuassem a missão de evangelizar.
Ele poderia muito bem ter resolvido tudo sozinho, mas se fez família.
Há coordenadores que não entenderam muito bem a mensagem de Jesus, pois têm medo de perder seu posto. Têm medo de perder a liderança e se assustam quando alguns servos começam a se destacar.

Meu irmão: louvado seja Deus se os outros irmãos estão crescendo. Precisamos tomar como exemplo o que João Batista disse: “é necessário que Ele cresça e eu diminua…”
Assim também em nosso ministério. Caminhemos juntos, mas para que meu irmão seja edificado.
Quem procura caminhar sozinho tome cuidado para não estar buscando a própria glória.
O inimigo de Deus também procurou isso e sabemos no que deu…

Outros que caminham sozinhos também são aqueles que de alguma forma se decepcionaram com os irmãos.
À você eu digo o seguinte: Jesus também foi abandonado e humilhado. Mas depois de ressuscitar Ele reapareceu aos discípulos. E não só isso: mas lhes desejou a paz e soprou sobre eles o Seu Espírito.

Dê a volta por cima. Mostre que você ressuscitou em Jesus, por Jesus e com Jesus.
Caminhar sozinho não dá. Supere tudo por amor a Jesus e vamos em frente!

Deus abençoe!
Jorge

19 de Junho de 2008

Quantos acordes?

Quando eu comecei a tocar e ministrar em um grupo de oração eu falei assim para o meu formador:
“Mas como eu vou tocar se só sei tocar duas músicas sobre o Espírito Santo”?

E ele respondeu: “Vc só sabe duas?! Então está ótimo!”

Eu repliquei: “Mas as únicas músicas que eu sei tocar são: Eu navegarei e aquela Espírito Santo do padre Marcelo…”

E ele com a maior calma do mundo: “E não está bom?”

Ao mesmo tempo que fiquei preocupado e irritado com a calma do meu formador eu pude entender que para Deus não importa a quantidade de músicas ou quantos acordes você vai usar. Deus não vai perguntar se você usou bicordes, escalas cromáticas ou diatônicas…. Ele apenas vai ver se você ministrou com amor e doação, pois a unção vem Dele, e lógico: desde que tenhamos uma vida de oração e intimidade.

E com o tempo fui aprendendo que estudar música é importante sim, pois precisamos dar o melhor para Deus; mas também fui aprendendo a ser dócil ao Espírito Santo!

Deus o abençoe!
Jorge

Aprendendo a ser líder

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Promoção Humana — admin @ 08:34

Sabemos que Jesus quando pregava não era simplesmente uma pregação ou formação, mas principalmente uma lição para toda a vida. Algo que jamais sairia da cabeça, coração e alma das pessoas.
E as pessoas acabavam vendo e tendo Jesus como alguém que sempre estava à frente, liderando e principalmente ensinando.

Mas vejam que interessante: houve algumas situações em que o próprio Jesus descobriu que nem sempre sua posição era a de ensinar, mas também de aprender.
O Senhor aprendeu com aquela mulher que a mensagem de salvação não era apenas para os judeus, mas a todos nós, pois ela se comparou a um cachorrinho que come as migalhas de pão…
Jesus se surpreendeu com a fé daquele chefe do do exército que tinha o seu filho doente. E nisso aprendeu que as pessoas podiam dar mais do que Ele mesmo esperava.

E o mais bonito de tudo isso é que mesmo sendo mestre e líder Jesus não se importava em querer aprender. Pra Ele o mais importante era estar com as pessoas. E detalhe: com as mais simples.
Quando diziam para ele não comer entre os pecadores, cobradores de impostos, aleijados e doentes, aí que Ele fazia questão de se aproximar dessas pessoas.

Onde eu quero chegar com tudo isso? Infelizmente tem muito músico, pregador e líder agindo ao contrário de Jesus, ou seja, achando que sua posição será sempre a de ensinar e lider. Acham que os outros sempre irão admirar o seu trabalho e seguir seus exemplos.
Lembre-se que sempre teremos o que aprender. E mais do que isso: não podemos nos colocar em posição de destaque, pois a Palavra diz que todo aquele que está de pé tome cuidado para não cair. Precisamos querer estar perto das pessoas.

Certa vez participei de uma experiência de oração onde os líderes só recebiam orações de outros líderes e coordenadores.
Fiquei olhando de longe e pensando: será que a nossa oração vai “contaminá-los”? rsss… tsc…. deixei pra lá….
Na verdade eles têm muito o que aprender ainda, pois não foi isso que Jesus ensinou.
E para terminar quero deixar uma frase que eu sempre gosto de usar: líder é aquele que forma outros líderes.
Isso Jesus nos mostrou como fazer.

Deus abençoe!
Jorge

18 de Junho de 2008

O Silêncio de Deus

Arquivado sob: Grupo de Oração, Cantores, Fé - Perseverança, Jovens — admin @ 09:22

Certa vez organizei juntamente com alguns amigos um retiro para músicos. O retiro aconteceu em um único dia e houve três pregações. Eu fiquei com uma e o tema era: “o silêncio do músico”. E tenha a certeza de uma coisa: não é fácil falar sobre o silêncio para músicos.
Hoje no entanto, quero falar do silêncio de Deus.

Sabe quando você reza e reza, mas parece que Deus não escuta? Ou se escuta não nos responde… ou ainda: não nos atende… (pelo menos essa é a nossa sensação muitas vezes).
Bom, Deus sempre nos ouve e sempre nos atende. A questão é que não entendemos ou não percebemos COMO estamos sendo atendidos.

Ontem eu orava a Deus e dizia: “Ó Senhor, o Senhor ouviu a oração de Ana e se compadeceu de suas lágrimas (1Sm 1-10), por isso ouve a também a minha oração Senhor… tende misericórdia…”
Depois de um tempo, silêncio…..
Deus é assim. Embora fale conosco (e também através de outras pessoas), muitas vezes ele simplesmente silencia e nos olha. Nos ama profundamente e apesar de não sabermos se estamos sendo atendidos, o Senhor derrama bençãos e graças em infinita proporção.

A nós resta confiar e esperar, pois a Palavra diz que o Senhor sonda-nos. E sondar quer dizer exatamente isso: ir até o profundo do nosso ser e analisar cuidadosamente tudo o que se passa conosco. O Senhor entra em nosso coração e sabe o que é melhor.

O silêncio é a resposta dos sábios. Lembre-se que tentaram colocar Jesus em uma emboscada, mas ele silenciou diante de Herodes.
Nosso Deus silencia diante de nosso desespero. O silêncio do Criador é um silêncio ensurdecedor; vejam que paradoxo.
Porque quando Ele se cala pode ter certeza que algo está acontecendo.

E se Deus silencia é porque quer nos ensinar algo, ou seja, temos que saber silenciar também.
Será que não temos falado demais, achando que precisamos ser ouvidos sempre?

Silenciar não significa ficar simplesmente quieto, mas entrar em um estado de quietude, em paz, aguardando o que Deus tem de fato para realizar em nosso meio.

Para finalizar quero deixar três passagens para meditação:
Jó, cap.13,5: “se pudésseis guardar silêncio, tomar-vos-iam por sábios”.
Salmos 36,7: “em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua esperança nele”.
Lamentações 3,26: “bom é esperar em silêncio o socorro do Senhor”.

Se o Pai silencia, se Jesus silencia então eu também devo fazer isso. Pois silêncio não é simplesmente solidão ou ficar guardando mágoas, mas uma demonstração de força e sabedoria.

Deus o abençoe!
Jorge

17 de Junho de 2008

Arcanjo motivador

São Miguel Arcanjo nos ensina algo maravilhoso e que não deixará nosso ministério morrer: “Quem como Deus?”

Depois de um tempo de caminhada vemos alguns irmãos passando por turbulências na comunidade, no grupo de oração, dentro do ministério, e por fim, gerando até dúvidas se vale a pena continuar na igreja.
E eu não tenho medo em dizer que pode existir SIM a ação do inimigo em nosso meio, querendo destruir nossos ministérios. Por isso precisamos clamar a presença do poderoso Arcanjo Miguel, e que ele venha expulsar o demônio e todos os seus aliados…

Ministério que não clama a presença de Miguel está sujeito à ciladas e à soberba.
Fora da Igreja não encontraremos esse grito que nos impulsiona.

Quando quiserem destruir seu grupo de oração ou quando sofrer qualquer tipo de ataque lembre-se que o inimigo de Deus se levantou contra Ele também, mas houve um arcanjo no céu que não aceitou esse desaforo.

Não deixe seu grupo de oração acabar. Não deixe seu ministério morrer.
Temos um Arcanjo no céu que clama em voz forte: “Quem como Deus?”

Deus o abençoe!
Jorge

16 de Junho de 2008

Altar: nossa inspiração

Uma vez eu li em um livro de liturgia que o Altar é Cristo. E se pararmos para observar veremos o quão é importante.
O sacerdote faz sua reverência e sempre o beija no início e término de cada missa. Incensa-o e ali acontece o sacrifício de Nosso Senhor.

Antigamente os sacerdotes chegavam só até certo ponto, mas o único que podia chegar até o altar mesmo era o sumo sacerdote, para vermos a tamanha importância que lhe era dada. E esse sacerdote subia amarrado com uma corda em sua cintura, pois se, por ventura morresse seria puxado de volta. E detalhe: o sumo sacerdote só poderia ir até o Santo dos Santos uma vez por ano.
Mas quebrar esse laço de amor e fidelidade com o Senhor não era permitido. O lugar do Santo dos Santos, o lugar mais digno, onde não teríamos acesso.

Tudo isso é bíblico meus queridos… e logicamente encontraremos também nos livros mais específicos sobre liturgia.

Por tudo isso o altar deve ser nossa fonte de inspiração. A inspiração do nosso canto, da nossa música, da nossa doação.
Olhamos para ele e lembramos que o sacrifício acontece diante dos nossos olhos. Cristo é imolado e se faz alimento… por amor a nós.

E ficamos tristes quando descobrimos que alguns irmãos não sabem de sua importância e dignidade.
Note que os noivos que se casam na Igreja prometem diante de Deus, dos irmãos e diante do altar. É ali que a benção é selada. Dele vem a força e mostra-nos o compromisso que teremos com a Igreja. Não é pouca coisa não.

Se você quer uma fonte de inspiração para sua música olhe para o sacrário sim. Olhe para cruz também. Mas olhe para o altar, pois ele nos lembra onde estamos.
No meu casamento eu lembro que estava escrito no altar: “Estamos na presença de Deus”.
E que essa presença seja nosso motivo de continuar caminhando, pois Jesus não desistiu.

Também foi entre o altar e o sacrário que muitas vezes minha esposa e eu colocamos nossas vidas, entregando e consagrando todo o nosso namoro nas mãos do Senhor. Diante do lugar onde celebramos o banquete do cordeiro choramos muitas vezes, mas também nos alegramos, porque recemos uma força que é indiscritível: a força do amor.

Um irmão me perguntou nesse final de semana de onde veio a idéia de criar esse site.
Fiquei pensando e não soube muito bem o que responder… mas sinto SIM, que uma das fontes de inspiração, só pode ter sido o altar, pois ele é Cristo, nosso refúgio, nosso lugar e de onde vem toda a inspiração.

Deus o abençoe!
Jorge

13 de Junho de 2008

Dica de Ouro

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores, Promoção Humana — admin @ 09:15

Tenho para mim que o reconhecimento faz muita diferença em nosso meio. E muita gente anda esquecendo desse “detalhe”.
Por exemplo: agradecemos ao pregador que vem ao nosso grupo e até oferecemos carona para levá-lo embora. Agradecemos ao padre visitante que vem até nossa paróquia. Agradecemos aos músicos visitantes também…

MAS… esquecemos de agradecer aqueles que são da casa. Aqueles que estão ali diariamente, em cada grupo… pessoas que se dedicam, não faltam e estão cheias de amor.
O agradecimento não pode ser apenas para os outros. Aqueles que estão conosco precisam diariamente ouvir o nosso obrigado e ter o nosso reconhecimento.

Em outras palavras precisamos impressioná-los. E essa é uma dica que quero dar a você hoje: impressione aqueles que você ama e que fazem parte da sua vida. Jesus conquistou seus discípulos porque os impressionava o tempo todo. Colocava diante deles situações que eles não esperavam: se abaixou junto à uma mulher adúltura, perguntou a Pedro se ele o amava mesmo depois de ter sido negado por três vezes…

Elogie as pessoas.
Procure de vez em quando trazer uma novidade ou fazer uma surpresa para os seus.
Eu por exemplo, costumo guardar alguns emails. Depois de um tempo reenvio esse mesmo email e os irmãos ficam surpresos e felizes por ainda eu ter guardado.

Depois me conte como foi sua experiência.
Deus abençoe!
Jorge

12 de Junho de 2008

Oração em Línguas

Arquivado sob: Grupo de Oração — admin @ 09:50

Há quanto tempo você não ora em línguas?

Ano de 1998: ano do Espírito Santo, instituído pelo nosso querido Papa João Paulo II.
Lembro-me que foi neste ano que tive minha primeira experiência de orar em línguas. Justamente no ano do Espírito Santo. E é uma honra e um motivo de muita alegria pra mim. Sou grato ao Senhor por causa disso. E de lá para cá, graças a Deus não parei mais…

Mas lembro minhas primeiras vezes e lembro-me como me sentia: parecia um tremor dentro de mim. Não sabia se era eu. Se era Deus. Se era coisa do Espírito Santo. Mas quando acontecia era como que uma explosão e deixava toda dúvida de lado. Se não fosse de Deus, ele que tirasse de mim, mas se fosse de Deus eu queria mergulhar neste mistério.

Meu querido irmão, há quanto tempo você não ora em línguas?
Padre Jonas diz em um de seus livros (Aspirai os dons espirituais) que o dom do línguas é principalmente um dom para uso particular, ou seja, para orar sozinho.

Quando ganhamos um presente (por exemplo um perfume ou uma roupa) queremos sempre usá-lo, porém quando esse presente “fica velho” o deixamos de lado.
A oração em línguas é um carisma, um dom do Espírito Santo. E se é um carisma é um presente.
O que temos feito com esse presente que Deus nos deu? Será que ele também “ficou velho” a ponto de não querermos mais?

“Chegando o dia de pentecostes todos estavam reunidos no mesmo lugar… de repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso e encheu toda a casa onde eles estavam…. e apareceram então línguas, como de fogo e vieram a pousar-se sobre cada um deles… e todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem…”

No capítulo 11 do livro de Números, o Senhor pede para Moisés escolher 70 anciãos, pois iria colocar sobre eles o Seu Espírito para que pudessem também profetizar. Mas aconteceu que no dia combinado, dois dos anciãos não estavam presentes. Mas o maravilhoso foi isso: que mesmo ausentes eles também receberam o Espírito Santo.
E é justamente isso que quero dizer. Vc que hoje está longe de Deus ou afastado da igreja. Vc que se revoltou com sua comunidade, com seu grupo ou com sua paróquia… vc que hoje vive talvez uma preguiça espiritual…. vc que diz que quer voltar, mas algumas circunstâncias o impedem. Ou até mesmo diz que não é digno de voltar para igreja. Eu peço essa graça ao Espírito Santo e digo em nome de Jesus: vc é um escolhido, um eleito.

Volte a orar em línguas! Volte a usar do dom que Eu te dei. É um presente, um dom, uma graça, um carisma!!!!
Não tenha mais receio e nem medo. Não coloque dúvidas no seu coração. Vc já orou tantas vezes e pq você parou?
Eu preciso de você!!! Eu preciso que volte a orar em línguas, pois esta é a oração que o inimigo não pode entender. É a única oração que ele não pode entender.
Volte a edificar-se, pois aquele que ora em línguas edifica a si mesmo.

Queridos, recebemos um Espírito de autoridade e de domínio próprio. Temos que crer neste poder!
Deus abençoe
Jorge

11 de Junho de 2008

O baterista desobediente

Arquivado sob: Bateristas — admin @ 08:35

Lembrei agora de um barzinho de Jesus que organizamos há alguns anos. (naquela época eu não sabia que existia rixa entre músicos - e infelizmente existe… não deveria, mas existe).

Seriam três bandas a tocar e quando o primeiro ministério estava terminando de tocar os integrantes da segunda banda começaram a chegar. Aí (me contaram depois isso) o baterista da 1ª banda não se dava muito bem com o baterista da 2ª banda.
E o que aconteceu? No final da última música o baterista começou fazer umas viradas que não acabava mais… pratos, bumbo, chimbal…. e assim continuou… a virada não acabava (a verdade era que ele estava querendo impressionar o 2º baterista - isso eu só vim saber depois, mas estranhei o que estava acontecendo na hora).
Os outros músicos já haviam parado de tocar e começaram a ficar sem graça, até que eles começaram a pedir que ele parasse de tocar. E enfim, parou.

O segundo ministério começou a tocar e para surpresa de todos ele fez a mesma coisa no final da apresentação. E dessa vez notei que enquanto ele fazia as viradas, ambos bateristas estavam se olhando, como se dissessem “veja, se não faço melhor que você…”

Foi uma pena presenciar aquilo, mas graças a Deus nem todos perceberam o que estava acontecendo. E o triste é que ambos eram da Igreja.
Eles não entenderam que o olhar que deveriam dar um ao outro era o olhar de Jesus, quando ele se abaixou e ficou com a mulher adúltera. Jesus não condenou, não julgou, não mediu… apenas se abaixou. E quando todos foram embora olhou para aquela mulher e disse: “eu também não condeno..”

Agora outra situação: em meu ministério eu nunca consegui um baterista que ficasse sempre conosco. Sempre tocavam conosco quando estavam disponíveis, pois já tinham seus ministérios. Até aí sem problema….
A questão é que as vezes eu pedia, em uma missa, para o baterista não tocar em determinado momento, por exemplo na hora do cordeiro ou no ato penitencial, mas não tinha jeito. Ele queria tocar. Dizia que ia tocar bem de levezinho.
E vejam bem: não que seja proibido, não é isso. Era simplesmente um pedido, pois já havíamos ensaiado tocar a música de um certo jeito, com leveza e gostaríamos que ficasse quase sem instrumentos.
O baixo parava, a guitarra parava, mas o baterista continuava…

Como disse o padre Joãozinho em um de seus livros: quem obedece não peca…
Quem é humildade se assemelha ao coração de Jesus.

É o que desejo a todos os músicos.
Deus abençoe!
Jorge

10 de Junho de 2008

S.O.S. Grupo de Oração!!!

Arquivado sob: Grupo de Oração, Coordenadores — admin @ 09:02

Ultimamente o que mais tenho ouvido é o seguinte: “A RCC não é mais a mesma coisa… antigamente vcs precisavam ver…. os grupos de orações eram lotados… a unção acontecia de uma forma tremenda…. o povo era curado… o povo sentia Deus…. etc, etc, etc..”
Dizem ainda que a Renovação Carismática Católica esfriou e que os grupos de orações não tem o mesmo ardor. Dizem ainda que a culpa é dos coordenadores que não oram.

Olha, eu concordo até certo ponto sobre esses tipos de comentários, e pelo seguinte: quando eu comecei na RCC (em 1998) eu realmente via o fogo do céu descer. As pessoas que conduziam os grupos, que pregavam, realmente (no meu ponto de vista que era bem limitado) eram muito ungidas e usadas por Deus. Eu sentia a presença do Espírito Santo de uma forma maravilhosa.
E olha que na época não tínhamos tanta informação e formação como hoje…
E eu aceito esses comentários quando vejo que isso tem algo a nos agregar.

Porém, tenho notado que alguns comentários não são muito amigáveis… aqueles que fizeram parte “daquela época” acham que fizeram seu papel e pronto, acabou. Acham que eles sim foram ungidos e a graça acontecia. Eles sim eram bons coordenadores, líderes, músicos…. seus retiros eram lotados, etc. E “metem o pau” na liderança e nos grupos de hoje! Sinto muito, mas isso eu particularmente não aceito isso, pois hoje em dia há grupos ungidos sim, pois o Espírito Santo é o mesmo!!

Vejam só:
Não havia tanta formação no passado como hoje e com isso eu pergunto: será que não foram criadas regras demais para os nossos grupos de orações? Será que formação demais não estraga? Por isso é preciso saber COMO passar a formação. É preciso discernimento. É preciso ainda saber COMO receber as formações e COMO aplicá-las em nossos grupos de orações. E não sair fazendo tudo o que nos passam. Devemos aplicar no grupo de oração aquilo que tem a ver com a nossa realidade.

Hoje dizemos que é direção de Deus, formação necessária, etc. Mas a verdade é que há tantas diretrizes que nossos grupos estão se perdendo.
Há quem diga que é preciso fazer em todo o grupo de oração a oração de São Miguel Arcanjo. Outros falam que é preciso rezar a ladainha de N.Senhora e do Sagrado Coração de Jesus. E aí vem várias orações consideradas obrigatórias em nosso grupo: oração pela paz, oração da unidade, terço da misericórdia, terço da providência, oração ao Espírito Santo… Aí temos também as ladainhas, cerco de Jericó, vigílias, etc, etc…
Nos obrigam também a ler os documentos da Igreja: docts da CNBB, da RCC, das pastorais e por aí vai…

Claro que tudo isso é bom, mas há um tempo pra cada coisa (Eclesiastes 3).
Experimente em seu trabalho fazer tudo ao mesmo tempo e veja se conseguirá progredir.

Claro que eu gosto de Grupo de Oração lotado. É muito bom, nos anima, nos da alegria. Eu seria muito hipócrita se dissesse que não gosto. Mas não é o principal.
Claro que eu gosto das formações e acredito que elas precisam acontecer sim, pois a formação é a guardiã dos carismas. Mas ela também não pode nos destruir, pois um xarope não deve ser tomado de uma única vez, pois pode nos matar.

Há um tempo para cada coisa…

Precisamos sim clamar ao Espírito Santo e pedir ao Senhor que a cada grupo aconteça Pentecostes em nosso meio.
Não tenha medo de usar os carismas. Não tenha medo de ser ousado. E siga com discernimento.

Dizem que os grupos de hoje estão “quebrados”….
E claro que muitos estão quebrados mesmo, mas só me preocupo se os próprios responsáveis por essa destruição não foram os próprios membros da Igreja, que sobrecarregaram tanto os servos que eles acabaram se perdendo. Além de toda a formação que já citei há ainda as inúmeras reuniões “obrigatórias”.
Os irmãos vão participando, vão se enchendo de compromissos cada vez mais… percebem que não têm mais tempo para suas famílias… vão ficando cansados…. até que… explodem!!
E aí o “efeito dominó” vem sobre vários integrantes dos grupos de oração. Começam a esfriar e sair dos grupos de oração.

Participe sim da sua paróquia, da sua diocese e da sua Igreja. Seja sempre obediente e não perca a unidade. Seja comprometido e responsável, mas não esqueça que há um tempo para cada coisa.

Salve o seu grupo de oração. E sabe como? Amando e servindo com alegria.

Convido você a conhecer o meu grupo de oração. É um grupo pequeno. Somos em 6 servos (contando a coordenação).
Mas duvido que você não sentirá o poder de Deus lá. Duvido que não sentirá a unção que vem do céu.
Temos muitos testemunhos para contar: pessoas que tiveram suas vidas transformadas, outras que entraram para vida religiosa, casamentos restaurados, enfim…. venha conversar conosco.

Nós acreditamos na Palavra que nos diz: “a vitória no combate não depende do tamanho do exército, mas da força que desce do céu…” 1 Mc 3,19.

Bom, estamos de braços abertos. E eu particularmente ficaria muito feliz em ver você lá.

Deus abençoe!
Jorge

9 de Junho de 2008

Músicos comprometidos

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 14:41

Meu compromisso não pode ser apenas com os horários dos ensaios, das missas, dos retiros e encontros.
Não adianta ser comprometido apenas com datas e horários.

Não basta ser fiel apenas no aprendizado musical, decorando partituras e cifras, sabendo técnicas vocais, etc… Isso tudo é bom, mas também é preciso compromisso com a Palavra de Deus. Ler diariamente. É preciso vida de oração. E não cristãos de final de semana.
E vc sabe o que é um cristão de final de semana? São aqueles que não oram durante a semana, não lêem a bíblia, não criam momentos de intimidade com o Senhor. Aí chega o final de semana e está com o terço pendurado no pulso, com a bíblia debaixo do braço e quer ser visto como um músico de Deus.
Isso não é compromisso. Esta mais para outro nome… hipocrisia, relaxo ou até mesmo descaso. Sei que a expressão é forte, mas senti que é algo que precisa ser dito.

Ser comprometido é demonstrar amor.
Se você tem um compromisso apenas de final de semana ou apenas nos dias de ensaio significa que você só ama nesses dias.
Seu compromisso também não pode virar obrigação. Senão não é amor, pois aquele que ama é livre.
Não era o caso de Jesus? Que amou sem limites e era livre.

Vale a pena pensar nisso!
Deus abençoe!
Jorge

5 de Junho de 2008

Músicas demais…

Conheço muitos grupos de oração e posso dizer: há grupos de oração que tocam músicas demais…. e a questão aqui não é simplesmente pela quantidade, mas é preciso tocá-las com qualidade de condução. E o que é isso? É saber trabalhar as músicas. Saber envolver o povo com a letra das canções. Fazer com que eles ENTENDAM do que se trata cada música e com isso levá-los a uma experiência com o amor de Deus.

Sim, é muito gostoso louvar, dançar, pular e se alegrar com o povo. Mas vejo o quanto falta em alguns ministros essa “manha”.
Claro que alguns são novos no ministrar, mas com o tempo irão adquirir essa experiência. No entanto, vejo “veteranos” à frente que não procuraram crescer, pois estão muito preocupados em apenas tocar, em apenas cantar. Estão preocupados ainda se o grupo está cheio, pois se estiver significa que a sua forma de conduzir é que está atraindo o povo.
No entanto, posso revelar um segredo aqui: você já percebeu que muitas pessoas só chegam no final do louvor ou no início da pregação? E por quê isso? Porque as pessoas querem oração também.
Muitos que vêem ao grupo de oração estão tristes, passando por momentos difíceis e estão buscando um momento de interiorização, reflexão… querem beber do Espírito Santo.

Já vi grupos onde se tocavam muitas músicas de louvor, uma música em honra à Nossa Senhora e uma de Espírito Santo. E pronto! Mas não é assim que deve acontecer.
Tocar uma música sobre o Espírito Santo não significa que estamos vivenciando o Pentecostes, pois podemos muito bem nem cantar uma música do Espírito e clamar com todo o nosso fervor e receber a efusão do mesmo Espírito.

Desculpem-me agora se vou parecer um pouco ríspido, mas se for só pra ouvir música uma atrás da outra e não ter oração nenhuma eu prefiro ficar em casa ouvindo um CD, pois vai ser a mesma coisa.

Há grupos também que rezam, rezam, rezam e rezam… e mal deixam os músicos tocarem… isso também não é bom, porque tiramos os músicos de uma posição que eles precisam exercer: que é tocar, ministrar.
Acreditem se quiser, mas uma vez fui chamado para pregar em um grupo de oração e o ministério de música só tocou UMA MÚSICA. Pois a pessoa que conduzia usou todo o tempo para conduzir orações, que por sinal foram sem direção alguma, pois ao mesmo tempo pedia para pedirmos perdão, de repente, estávamos louvando, enfim, foi bem complicado…

E sabe o que é isso: falta de preparo, falta de busca na formação… não vou dizer que é falta de oração porque as vezes a pessoa tem vida de oração sim, mas a questão aqui é saber conduzir.

É preciso lembrar que muitas pessoas vêem direto do trabalho para o grupo de oração e geralmente estão cansadas, por isso é preciso alegria sim, tocar músicas que encham de paz, mas sempre na medida certa.

Tudo isso é necessário: música e oração, porém precisamos usar com inteligência, ou seja, com sabedoria e discernimento.

Deus abençoe!
Jorge

4 de Junho de 2008

Cantar ou Comungar?

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Cantores — admin @ 14:33

Há muito tempo atrás nosso ministério de música era responsável em tocar todos os domingos na missa, e embora muito bom, acabou nos sobrecarregando muito. E diante de todas as atividades acabamos nos perdendo um pouco. E vou explicar o que aconteceu:
Percebi que na hora da comunhão nossos cantores comungavam muito rápido (na verdade mal comungavam) e já começavam a cantar novamente. E fui deixando isso acontecer até que não aguentei mais e conversei com eles. Disse que era importante SIM o nosso canto, mas Jesus era mais importante. O nosso maior momento de intimidade com o Senhor é justamente quando o recebemos na comunhão.
E quantos músicos não estão passando por isso?

Estamos tão preocupados com o nosso servir que acabamos deixando a graça passar. E isso não pode acontecer.
Se queremos músicos fortes e cheios de unção precisamos experimentar o Senhor a cada comunhão.

Tenho certeza que você tem uma experiência a nos contar… e mais certeza ainda que muitos poderão ser tocados com o seu testemunho.

Deus abençoe!
Jorge

3 de Junho de 2008

Missa com Jovens

Arquivado sob: Liturgia - Missa, Jovens — admin @ 09:01

Faz um tempo que ando pensando algo: onde estão os jovens da Igreja?
Vou pegar como referência minha paróquia com suas comunidades. As missas eram repletas de jovens e com eles toda a sua alegria e energia.
Hoje tenho visto o quanto os jovens estão se afastando das missas. E de quem é a culpa? Boa pergunta…

Na minha comunidade por exemplo, o 4º domingo deveria ser dos jovens, mas não há mais jovens que queiram nos ajudar com a liturgia. O grupo de oração acabou assumindo esse domingo.
É urgente! Precisamos trazer os jovens para a Igreja novamente. Mas principalmente para as missas.
Eu dei um exemplo de minha comunidade, mas tenho visto em muitos lugares que a quantidade de jovens não é mais como antigamente.

Como o nosso querido papa João Paulo dizia, os jovens são a força da Igreja e se estamos perdendo uma porção deles como vai ser?

Minha reflexão hoje nos convida a pensar em algo estratégico: como resgatá-los novamente?
Precisamos ser estrategistas no Espírito. E que Deus nos dê o discernimento para saber não somente como trazê-los de volta à casa do Pai, mas precisamos saber como trabalhar com eles.

Tenho certeza que os comentários de você serão muito preciosos….

Deus abençoe!
Jorge

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