Humilha Jesus!
Também em um dos nossos primeiros anos de grupo de oração fomos chamados para tocar em outro barzinho de Jesus, porém desta vez ficamos sabendo de última hora e não daria nem para ensaiar. E mais um detalhe: nós não tínhamos um ministério formadinho mesmo, então fizemos um catado: chamei alguns instrumentistas para nos ajudar: um para tocar contra-baixo, outro para guitarra e assim por diante. Sendo do ministério de música mesmo apenas eu com o violão e mais duas vocalistas.
Bom, assim que acabou o grupo de oração corremos para a comunidade e junto conosco os outros integrantes do grupo e mais alguns da assembléia que se animaram em saber que iríamos tocar.
Naquela época ser chamado para tocar em um barzinho de Jesus ou uma tarde de louvor era quase a glória, pois ficávamos tão felizes que não conseguíamos nos conter. Só faltava ligar para os parentes para chamá-los para ver…. hehehe… bons tempos.
Nós seríamos os próximos a tocar, então ainda dava tempo de ir falar com o “dono da festa”. Diante de Jesus entregamos nossas vidas, louvamos e agradecemos por aquele momento e fizemos nosso momento de oração.
Quando descemos da igreja para o salão o responsável veio conversar comigo e disse: “Jorge, você se importa de não tocar mais? É que o vizinho aqui do lado já reclamou que está muito barulho na igreja e eu não queria dispensar o ministério que vai tocar ainda depois de vocês… Então, depois desse ministério que está tocando agora eu pularia vocês e chamaria o terceiro ministério. Assim eles não ficarão chateados. E sei que se vocês não tocarem vcs não ficarão chateados…”
Vou ser sincero: naquela hora não fiquei chateado por não tocar mais, mas fiquei chateado pela forma que foi colocada as coisas. Era como se o outro ministério merecesse maior consideração do que o nosso. Confesso que esse foi o meu pensamento da hora.
Depois fiquei pensando sobre os músicos convidados que chamei para tocar comigo.
Bom, precisei avisá-los. Reuni todo o povo e falei: “olha, não vamos mais poder tocar por isso e isso…”
Na hora houve um silêncio e talvez até certa chateação, pois senti no ar.
Então quebrei o gelo e disse: “Vamos diante de Jesus agradecer por tudo e também por essa situação e depois voltamos para aproveitar o barzinho”
Quando subimos notei que os músicos convidados foram embora e nem quiseram entrar para Igreja.
Eu não obriguei a ninguém, apenas lamentei pela atitude, embora tentasse entender a chateação deles.
Diante de Jesus deixamos nossas tristezas e abrimos nosso coração. Dissemos o quanto queríamos tocar, mas agradecemos, pois sabíamos que não estávamos prontos naquela noite. Não havíamos ensaiado, estávamos cansados da correria do dia-a-dia. Já tínhamos tocado e conduzido um grupo de oração. O que queríamos mais? A nossa própria glória?
Jesus nos colocou em nosso lugar: aos seus pés. É ali que todo ministério precisa estar: aos pés de Jesus.
Entendemos que aquela humilhação era necessária, era para nos fortalecer, para criar fibras de guerreiros, para mostrar que a força do nosso ministério está na providência que Deus nos dá. Que nossa força está na obediência de entender os desígnios de Deus.
Minha mensagem é essa: o tempo de Deus não é o nosso.
Não fique chateado se as coisas não estão acontecendo como você queria. Saiba esperar.
Deus abençoe!
Jorge
E olha que naquela época éramos imaturos com muitas coisas. Vejo como nós do grupo crescemos e amadurecemos na fé, na maneira de encarar essas situações.
Mas olha Jorge, novamente digo que sua memória está aguçada heim!!!! Me recordo que teve um barzinho que fomos e não tocamos, mas apenas isso….nossa!!!
Deus te abençoe e que o Espírito Santo te faça recordar tantos outros fatos, para que você possa nos recordar e fazermos pensar em como éramos e como somos agora.
bjs
Comentário de Alessandra Minami — 7 de Maio de 2008 @ 08:01