“E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. (At 2, 4)”
A principal linguagem do Espírito Santo com certeza é a linguagem do amor. E peço mesmo a Deus que nos encha dessa nova linguagem.
Graças maravilhosas acontecem em nosso meio quando deixamos que o Espírito Santo fale em nós, e de modo todo especial principalmente em nossas canções.
Quando cantamos com um amor que não temos, mas com o amor que vem de Deus chegamos até a alma das pessoas, porque nada é maior que a força do amor.
No versículo 14 desse mesmo capítulo de Atos, vemos Pedro dotado de uma coragem nunca vista antes: em sua primeira pregação converteu 3 mil pessoas!!
Essa coragem hoje é para nós também. Devemos ter ousadia e acreditar nessa linguagem poderosa de Deus em nossas vidas.
Que o seu cantar e o seu tocar possam estremecer as muralhas da falta de perdão, da falta de fé e desamor. Vamos músico, em frente!!
“Coloque amor onde não há amor e colherás amor” (São João da Cruz)
Um abraço
Jorge
Vemos na carta aos artistas nosso querido papa João Paulo II falando da beleza da criação, quando nosso Deus bondoso e maravilhoso criou tudo por amor e com amor.
Somos artistas por dom de Deus. Sim, através de nossos esforços e estudos também, mas o dom vem de Deus. E essa beleza deve ser expressa na santidade, ou seja, devemos refletir para as pessoas a imagem de Deus, porque somos a sua semelhança. (Gn 1,26).
Em 1Cor 13,12 diz: “…porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face…”.
Vejam que coisa mais linda: todas as coisas serão reveladas à nós, mas isso requer o nosso esforço, nossa busca de santidade. Ainda que não entendamos agora… ainda que batamos de frente contra tantas coisas….. mas então veremos face a face, olha que lindo. Que Deus se transfigure diante de nossa presença e nos dê a inspiração necessária para sempre tocarmos não apenas nossos instrumentos, mas também o coração e a alma dos nossos irmãos.
Quero convidar você músico, a expressar sim toda a sua alegria, sua força e sua garra, para assim exalarmos a beleza do nosso Criador. Nossa expressão não pode produzir nas pessoas nada que as impeçam de crescer, mas algo que venha a regar o jardim de seus corações, de modo que todos que por ele passarem, desejem permanecer.
Cante com amor. Toque com amor!!!
Abraços
Jorge
Vejamos o que diz a passagem do livro de Gênesis (Cap. 4, versículo 9)
Como sabemos Caim matou seu irmão Abel por inveja. E Deus disse à Caim: “Onde está o teu irmão?”
Essa pergunta ecoa em nossos corações ainda hoje, mas de muitas formas. E quero refletir com você à partir do seguinte ponto de vista:
“Onde está tua alegria em servir?”
Muitos irmãos músicos perderam sua alegria em servir a igreja. Participam da santa missa mais pela obrigação e compromisso do que pela própria alegria de servir Aquele que é a inspiração de nossas músicas. Aquele que fez com que nos sentíssimos cheios de vida, renovados no amor e com vontade de dar a vida pelo Evangelho.
É preciso descobrir dentro de nós mesmos a verdadeira alegria e lembrar do nosso primeiro chamado.
Deus abençoe!
Jorge
Deus tem me ensinado que uma das coisas mais bonitas que temos é a verdade que existe dentro de nós.
Ouvi coisas neste final de semana que realmente me deixaram tristes. Descobrir o quanto de podridão existe em nosso meio. Músicos de nome, pessoas de frente, líderes, enfim, muita gente dando um contra-testemunho seríssimo.
Mas não importa. O melhor mesmo é estar com Jesus e não esquecer do que ele nos disse e nos ensina:
“…Só Deus é bom… (Lc 18,19)”
Queridos: Deus nos chama urgentemente a dar testemunho do que de fato acreditamos.
Deus abençoe vc!
Jorge
Querido amigo músico: quero refletir com você algo muito interessante para o nosso ministério. Boa leitura!
Naquela passagem da mulher adúltera com Jesus (Jo 8, 2-11), além de podermos imaginar a cena podemos tirar uma bonita e importante lição:
Jesus estava ali ensinando o povo, quando de repente os escribas e fariseus trazem até Jesus uma mulher que foi pega em adultério. E, mais que condenar aquela mulher a intenção deles era tentar Jesus. Achar alguma coisa para acusá-lo.
Bom, como sabemos Jesus se saiu muito bem: primeiro porque não julgou essa mulher e segundo porque a amou.
Nós músicos precisamos ter isso em mente: muitas vezes somos colocados diante de pessoas que precisam do “nosso tocar com amor” e não do “nosso tocar de acusação”.
Deixa eu dar um exemplo: um ministro de música que conduz uma oração precisa ter o olhar misericordioso de Jesus, pois ele está ali como canal da graça. Não tem esse direito de julgar e condenar as pessoas.
Outra situação: há músicos superiores em sua técnica musical que olham com desdém para os outros irmãos.
Eu convido você a olhar com misericórdia e partilhar seu conhecimento. Jesus partilhava o que tinha. Acredito mesmo que todos nós podemos crescer com isso.
Voltando à passagem bíblica, imagino como deve ter acontecido. Jesus nem quis ficar olhando para ela, justamente para evitar maiores constrangimentos, afinal ela estava sendo exposta na frente de tanta gente…
Com os olhos da Misericórdia nós músicos precisamos acreditar que o nosso cantar e o nosso tocar pode restaurar e transformar a vida das pessoas. Porque quando acreditamos que somos esse canal da graça, irradiamos essa misericórdia. E inclusive nós somos banhados pelo amor misericordioso de Jesus.
Por isso essa é minha dica amigos:
“…ninguém te condenou? Eu também não te condeno….”
Vamos colocar amor em nossas canções!!
Paz ao seu coração!
Jorge
Preciso ser claro quanto a uma coisa: o músico que não reza não toca com amor, mas apenas com prazer. E esse prazer é pela arte da música e não o prazer de gozar da presença de Deus.
Até cantamos isso “meu prazer é estar nos átrios do Senhor….”, mas a verdade é que muitos músicos sentem-se tocados pelo arranjo da música ou pelo timbre das vozes… não estou com coração transbordando de amor por Deus.
Desculpe-me até dizer que o músico que não reza é como aquele homem do livro dos provérbios, que diz: “O que entoa canções ao coração aflito é como aquele que despe uma peça de roupa num dia de frio, e como vinagre sobre a chaga.” Pr 25,20
Seríamos exatamente isso: como vinagre sobre as chagas de alguém, ou seja, não levaríamos alívio algum, mas apenas dor e aflição. Não seríamos capazes de acrescentar nada aos outros.
Por isso meu querido irmão e minha querida irmã, antes de sua voz e do seu violão, coloque sua intimidade com Deus em primeiro lugar. Lembrem-se do que cantamos “como vela que queima no altar, se derramar de amor” …… Derrame-se mesmo, mas por um amor verdadeiro, fiel e santo!!
Aí sim nossa música dará frutos que permanecerão. (Jo 15,15).
Abraços
Jorge
Olá irmãos!
Quero partilhar uma experiência que vivi em um grupo de oração de uma paróquia vizinha certa vez: estávamos cantando uma música bem conhecida (Invocamos o teu nome, invocamos o teu poder), quando de repente Deus colocou no meu coração a necessidade de ficarmos bem próximos uns dos outros. Então, pedi para que as pessoas saíssem dos bancos e ficassem bem próximas de nós do ministério de música.
Foi maravilhoso, pois dava para ver bem de pertinho a expressão das pessoas, o quanto elas cantavam “com sede” de Deus, o quanto clamavam o poder de Deus. E isso fazia com que nós do ministério também nos empenhássemos mais, buscando o cantar com mais unção e verdade.
Quero dizer a você irmão: pode ser muito perigoso se nós músicos criarmos um muro entre nós e o povo, entre nós e a assembléia. Não somos melhores porque estamos à frente. Precisamos desse contato, desse “sentir”, pois há poder sim em nossas canções, justamente porque clamamos a Jesus e a sua presença.
Certo dia Pedro e João subiam ao templo para oração (At 3, 1ss), quando se encontraram com um coxo de nascença, que todos os dias ficava diante da porta do templo pedindo esmolas aos que entravam. E ao ver Pedro e João entrando resolver pedir-lhes também. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. E ele os olhava atentamente, esperando receber deles alguma coisa. Disse-lhe Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda.
E de fato o milagre aconteceu.
No dia-a-dia as pessoas olham atentamente para nós também, pois estamos de certa forma em uma posição de referência e é importante saber que elas sempre esperam receber alguma coisa de nós. (conforme o versículo 5).
Podemos dizer como Pedro (em At 3,6): “não tenho prata e nem ouro, mas o que tenho te dou….”
E o que temos para oferecer além de nossa musicalidade é a nossa vida. Em outras palavras precisamos passar a certeza que Deus pode todas as coisas através de nós.
Aproximemos-nos cada vez mais das pessoas, clamando sempre o nome poderoso de Jesus, pois há poder em nossas canções!
Um abraço
Jorge
Quero partilhar com você sobre aquela passagem do batismo de Jesus (Mt 3, 11-17).
Com certeza serve para nós músicos uma importante e valiosa reflexão:
No versículo 14 vemos que João Batista não queria batizá-lo porque não se achava digno (”Eu é que preciso ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?”).
Mas Jesus sabia muito bem que naquele momento “a vez não era dele”, pois era necessário que Jesus fosse batizado para que todos soubessem o quanto era importante aquele momento.
Nós também queridos músicos, podemos levar para a vida inteira esse gesto de humildade de Jesus. Ele que era o Senhor poderia muito bem dizer a João: “Olha João, sou eu quem deve batizar aqui, pois sou o Filho do Pai e não você”. Mas Ele não fez isso… foi humilde, cedeu sua vez, seu lugar.
Infelizmente há músicos que brigam porque “EU devo cantar o salmo” ou porque “EU canto ou toco melhor”, sendo isso uma coisa tão triste.
Jesus nos ensina também (em Lucas 14, 8-10) que devemos escolher o último lugar para sentar e não o primeiro. O músico que não quer ouvir, sentar e ceder sua vez é porque ainda não aprendeu o exercício da humildade.
E voltando à cena do batismo vemos que João Batista se reconhece menor que Jesus (”não sou digno de desamarrar suas sandálias”).
Precisamos ter isso conosco: não somos mais que ninguém.
Certa vez fui chamado para tocar em um barzinho de Jesus e quando chegamos lá os organizadores falaram que não iríamos tocar mais devido ao horário que já estava tarde e eles preferiam dar a vez a uma banda de outra paróquia. Aceitamos numa boa, porém alguns músicos que eu havia chamado para nos ajudar foram embora… não aceitaram “dar a vez”…. talvez eles pensassem “EU é que preciso tocar e não eles”.
Naquela noite foi um grande aprendizado para nós. Uma grande lição que devemos ter humildade de saber que as vezes o lugar não é nosso. E sim do nosso irmão.
A prepotência nos afasta de Deus. Lembre-se que Jesus não escolheu os mais estudados para andar com ele….
Por isso, quando te chamarem para cantar, pregar, nunca tenha receio de promover seu irmão. Ceda sua vez!!
Um abraço
Jorge
O livro de Samuel (em particular no capítulo 24) nos ensina que nunca devemos estender nossa mão contra aqueles que são ungidos pelo Senhor.
Davi teve a chance de matar o rei Saul, mas tinha a consciência que Saul era um escolhido de Deus e jamais poderia fazer isso.
Da mesma forma nós músicos não pudemos falar mal de nossos sacerdotes, não podemos atacar nossos coordenadores e nossos companheiros de ministério, pois eles podem ser os ungidos do Senhor.
“Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? ”
(Sl 116,12)
Se fez em nosso favor quanto mais ao ungido do Senhor…
Grande abraço
Jorge
Participei recentemente de um curso de batismo com minha esposa e refleti sobre a seguinte situação: quando chegamos nesse cursinho fomos recebidos pela pastoral do batismo que nos entregava uns livrinhos de música, onde cantamos algumas delas apenas no “gogó”.
E logo lembrei de um dia em que fui convidado a tocar sozinho em um batismo. E a experiência foi muito bonita.
Então pensei: porque os músicos tocam e cantam apenas nas missas e grupos de orações?
Seria interessantíssimo pensar que os músicos poderiam se “candidatar” a participar também de outras pastorais. Ou seja, poderíamos interagir com outras realidades, cantando na abertura de um terço por exemplo, ou até mesmo com a equipe do batismo poderíamos ficar responsáveis pelos cantos. Uma outra coisa legal que poderia ser formada seria uma equipe de adoradores, onde nós levaríamos para esse encontro toda nossa musicalidade também, porque não?
Afinal, “…e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade…” (Jo 4,23)
Olha que lindo: um grupo de músicos adoradores!
Nós músicos poderíamos ajudar também nos grupos de jovens, da catequese, do teatro, entre tantas coisas…
É preciso coragem, iniciativa e discernimento para mudar.
Conte com minhas orações.
Jorge
Lembro-me que quando entrei para o conservatório musical minha reta intenção era: saber mais de técnica musical para servir melhor ao meu Senhor.
Ainda hoje esse é o meu desejo.
Por isso, peço a graça que Deus derrame em seu coração um sentimento de verdadeira humildade e reconhecimento que nossos dons são para o serviço de Deus, dos irmãos e da igreja.
Sabemos que ter unção é extremamente necessário, mas não podemos de maneira nenhuma desprezar a técnica, pois desta forma não daríamos o nosso melhor. E devemos obedecer a palavra de Deus que diz “…tocai ao Senhor com arte” Sl 33,3
Veja também o que aconteceu na passagem de Mt 25, 14-30.
Não esconda seus dons, mas também não os utilize futilmente a fim de buscar a sua própria glória.
Nossos ouvidos agradecem quando ouvimos algo de qualidade.
Vale a pena esforçar-se para ter uma técnica santa.
Deus abençoe!
Jorge