19 de Fevereiro de 2010

Músicos como Zaqueu

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 13:03

No capítulo 19 de Lucas vemos aquela passagem onde Jesus se encontra com Zaqueu e lhe diz:
“Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa…”
Como sabemos Zaqueu estava em cima de uma árvore vendo Jesus passar.

Hoje Jesus está dizendo o mesmo para nós músicos: desça de tua vaidade, saia de seu comodismo, chega de seu estrelismo. Hoje eu vou visitar a sua casa, o seu coração, a sua verdade.

Naqueles dias as pessoas questionaram muito o fato de Jesus querer se encontrar com um cobrador de impostos, considerados tão pecadores. Da mesma forma hoje Jesus se propõe a nos visitar, nós que somos também tão pecadores e pequenos. Nós que não somos dignos desta visita. Deus quer visitar principalmente a nossa verdade, para que toda impureza se dissipe e venha reinar o verdadeiro amor.
Músicos cheios de espiritualidade verdadeira só serão bons ministros, bons seres humanos se abrirem-se a essa graça.
É muito fácil cantar ou ministrar “deixa a luz do céu entrar meu irmão”, quando nós na verdade não deixamos Jesus entrar completamente. Deixamos Jesus entrar somente até certo ponto, somente até a sala de estar, onde vemos que aparentemente está tudo organizado.

No final deste capítulo Jesus diz que veio “salvar o que estava perdido”.

Muitas vezes me considero perdido sim, por quê não? Somos humanos, fracos e sujeito a falhas o tempo inteiro. Por isso, devemos sempre nos reconhecer dependentes de Jesus e deixar com que ele nos salve, com que Ele recupere tudo o que está perdido em nossa vida.
Quem sabe não temos perdido em espiritualidade ou até mesmo em humanidade. Talvez não tenhamos ouvido nossos irmãos como eles merecem. Talvez estejamos preocupados demais com o nosso som ou nosso status.

Tudo isso precisa ser revisto. Jesus precisa nos visitar. Por isso, vamos fazer como Zaqueu e descer desta árvore. Da árvore do orgulho e da mentira. Da árvore da falsa humildade e do ego elevado.
Assim Jesus salva a nós mesmos, nossa família, nosso ministério, a nossa vida em comunidade, o nosso grupo de oração e todos os aspectos de nossa vida.

Que assim seja.
Grande abraço,
Jorge

27 de Janeiro de 2010

A sabedoria está no ar

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança — admin @ 09:22

Não sei se vcs já tiveram a oportunidade de ler um livro chamado “O guardião de memórias”, mas retrata a história de um homem que tomou uma decisão, diga-se de passagem equivocada. E no desenrolar do livro fiquei pensando sobre as decisões que tomamos na vida. Como elas têm força e podem mudar todo o nosso futuro.
Aí fiquei pensando nas vezes que nós como ministros de músicas dizemos: “hoje é um dia decisão, você precisa dar o seu sim a Deus…” e assim por diante…
Ora, dizer sim a Deus não é pouca coisa. É decisão para toda a vida. Mas o fato é que implica em várias outras coisas: no tempo que temos disponível, nas escolhas que teremos que fazer, nas renúncias, em nossa postura, e por aí vai…

Não temos noção das consequências que enfrentaremos, por isso qualquer decisão deve ser pensada com carinho, com cuidado.
Não se afobe em responder muito rápido um convite. Se você deve aceitar entrar para um ministério, se aceita ou não fazer uma pregação, entrar para uma comunidade de vida… calma. Pense com carinho. Apresente a Deus e deixe que Ele te mostre se é um caminho que você deve percorrer.

Bom, como comecei o artigo falando a respeito de um livro que li, quero terminar recomendando um outro livro, chamado “A sabedoria está no ar”, do Monsenhor Jonas Abib, da Canção Nova.
É um livro pequeno, você poderá lê-lo rapidinho. Mas é riquíssimo em espiritualidade e tenho certeza que você ganhará muito em maturidade.

Em nosso ministério eu vejo muitas pessoas ungidas, sedentas de Deus e que trabalham com muita alegria na Igreja. Mas não é raro vermos precipitações e falta de discernimento.
Por isso, leia com calma esse bom livro. Sua mente se abrirá para muitas coisas, isso eu posso lhe garantir. Não trata-se de propaganda, mas de uma realidade que experimentei por isso compartilho. Com nossa mente mais aberta e mais maturidade entenderemos sobre como tomar decisões de maneira correta.

Deus abençoe!
Jorge

26 de Janeiro de 2010

Ministério de Música Dividido

No evangelho de Mateus (Cap12, vs25) vemos Jesus dizendo o seguinte:
“Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir…”

Quando eu li isso “reino dividido” me veio a inspiração de falar sobre os ministérios de música que estão divididos. Não é raro vermos brigas e disputas dentro do mesmo grupo. Pessoas que discordam a tal ponto sobre um assunto específico que acabam mexendo até mesmo com a amizade.
Deveríamos deixar Jesus penetrar verdadeiramente nosso ministério e fazer com que toda essa divisão caia por terra.
Pense no seguinte: se o seu ministério está dividido hoje com certeza ele não vai durar muito tempo. Por isso, mexa-se enquanto é tempo. Se você ama o seu grupo, os seus, faça alguma coisa. Não fique lamuriando ou batendo de frente, pois não vai adiantar, aliás, só vai aumentar a briga.

Os instrumentos vão passar, toda a técnica vai cessar. Quem deve fazer a primeira ou segunda a voz também é secundário. O amor vai restar no final das contas. Só o amor…
As vezes briga-se por não dar o braço a torcer, outras por conta do mal comportamento de um servo. E ainda temos aquele famoso problema: do servo que não tem comprometimento e seriedade. Aí o coordenador se desgasta, os servos mais fiéis se desgastam, todo mundo se estressa e o ministério começa a rachar.
São tantos os motivos da divisão que não daria para citar. Mas o fato é que o Inimigo fica bem feliz com tudo isso.
Parece que aquele que precisa ler a mensagem nunca lê… mas talvez seja isso: somos nós que precisamos de sabedoria, somos nós que precisamos abrir o coração. Acabar com essa mania de que sempre é o outro que precisa mudar.

Sei lá, talvez seja isso…

De uma coisa eu sei: a Palavra sempre nos ensina a unidade…

Deus abençoe!
Jorge

14 de Janeiro de 2010

Sem medo de amar

Arquivado sob: Fé - Perseverança — admin @ 13:04

Há uma frase do padre Fabio de Mello que é muito bonita e diz:

“Amar talvez seja isso: descobrir o que o outro fala mesmo quando ele não diz…”

Todos nós experimentamos isso em nossas vidas, mas nem sempre reparamos. Nem sempre damos conta de quanto conhecemos alguém (ou quanto não conhecemos). Mas são detalhes pequenos e que fazem diferença.
As vezes chamamos de entrosamento, afinidade, quando na verdade tudo isso é amor.

Você já percebeu que quando existe intimidade entre você e outra pessoa basta um olhar para que tudo seja entendido?
É assim, “as realidades que falam sem precisar dizer…”

Talvez se nos atentássemos mais aos detalhes, na forma em que as pessoas nos olham… talvez se nos demorássemos ainda que por um instante em atenção ao olhar do outro entenderíamos e descobriríamos quais são os nossos amigos de verdade. Quando há amor há cumplicidade…

Falar de amor nem sempre é fácil, causa estranheza, soa “cafona”.
Porém, aquele que mais amamos era o especialista em amar e falar de amor. Amou tanto que foi parar na cruz.

Muita gente ainda diz: “eu não me revelo mesmo, não me mostro, porque já sofri muito nessa vida…”
Jesus também sofreu, mas decidiu amar…

Não precisamos ter medo de onde vamos chegar, pq na realidade só iremos chegar em algum lugar se em nossas bagagens estiver o amor.
Também não precisamos ter medo de demonstrá-lo, porque quanto mais dá-lo mais receberemos.
É um paradoxo, mas todos sabem que no fundo é uma realidade.

Deus abençoe!
Jorge

13 de Janeiro de 2010

MISSA - PARTE 7 - Seqüência e Seqüência Pascal

Arquivado sob: Liturgia - Missa — admin @ 09:47

Olá amigos, tudo bem?

Vocês já ouviram falar em Seqüência ou Seqüência Pascal?

Pois é, trata-se de mais uma das riquezas que compõe nossa liturgia católica. Porém, nem todas as pessoas a conhecem. Por isso vou deixar registrado um pouco mais sobre esse assunto, ok?
Como eu já disse em alguns artigos uma coisa que é complicada é quando nós músicos somos pegos desprevenidos. Imagine que você está lá tranquilo no seu cantinho e de repente o comentarista ou padre diz: “e agora vamos cantar a sequência pascal”… E aí?
Por isso, além de estarmos preparados é sempre bom sabermos um pouquinho mais de liturgia…

Seqüência: A seqüência, que faz parte da Liturgia da Palavra desta missa, dentro da normalidade da celebração, deveria ser cantada. Caso não se conheça uma melodia, algum compositor da comunidade poderia compor uma melodia para esta poesia. O Hinário da CNBB propõe a seqüência, musicada de forma bem popular, com o refrão do “A nós descei, divina luz… em nossas almas acendei…” (cf. Hinário da CNBB, fasc. 2, p. 112).

Na Liturgia da Palavra, além das leituras, do salmo e do Evangelho, canta-se a Sequência Pascal, que resume em poucos versos o sentido da Páscoa. Com Cristo presente, começa o Tempo Pascal.

Seqüência pascal: é um hino que a Igreja, com alegria incontida, canta ao Senhor ressuscitado. A Igreja exulta e insiste com Maria, para que conte a todos os celebrantes o espanto e o contentamento ao ver o túmulo abandonado e o Senhor ressuscitado. Cantai cristãos afinal, salve ó vitima pascal.

A seqüência, que exceto nos dias da Páscoa e do Pentecostes é facultativa (ou seja, não é obrigatória) e canta-se depois do Aleluia. (Número 64 do IGMR).

A seqüência pascal marca a emoção e a esperança da comunidade. Jesus Cristo é o vencedor da Morte. Ele rompeu as barreiras do tempo e do espaço. Ele é um convite à nossa ressurreição.

Num de seus discursos dirigidos a “Urbi et Orbi” (A Cidade e ao Mundo), o Papa João Paulo II, nos ajuda a entender o grande mistério da Ressurreição. Seu discurso está baseado na Liturgia do Domingo da Ressurreição, do Missal Romano, mais precisamente na seqüência Pascal onde rezamos:

“Morte e vida combateram, em combate prodigioso. Mas o Príncipe da Vida reina vivo após a morte”.

Ao celebrar a Páscoa, mais uma vez, a Igreja se detém maravilhada junto ao túmulo vazio. Como as piedosas mulheres que vieram para ungir com aromas o corpo da Crucificado, a Igreja também se curva sobre o sepulcro onde o Senhor foi depositado depois da crucificação.
Continuando sua reflexão, o Papa diz ainda que as palavras da Seqüência Pascoal manifestam o mistério que se realiza na Páscoa de Cristo e indicam a energia renovadora que brota de sua ressurreição.

Bom, segue abaixo a Sequencia Pascal que devemos cantar:


1. Cantai, cristãos, afinal: “Salve, ó vítima pascal!”
Cordeiro inocente, o Cristo abriu-nos do Pai o aprisco.

2. Por toda ovelha imolado, do mundo lava o pecado.
Duelam forte e mais forte: é a vida que vence a morte.

3. O Rei da vida, cativo, foi morto, mas reina vivo!
Responde, pois, ó Maria: no caminho o que havia?

4. “Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado
os anjos da cor do sol, dobrado no chão o lençol”.

5. O Cristo que leva aos céus, caminha à frente dos seus!
Ressuscitou, de verdade! Ó Cristo Rei, piedade!

Espero que a leitura tenha sido tão proveitosa quanto foi para mim aprender um pouquinho mais sobre esse assunto.

Deus abençoe!
Jorge

8 de Janeiro de 2010

MISSA - PARTE 6 - Aclamação ao Evangelho

Arquivado sob: Liturgia - Missa — admin @ 10:10

Como eu já havia mencionado aqui algumas partes da Missa contém “fórmulas” ou seja, “regrinhas” nas quais não podemos abrir mãos. E na Aclamação ao Evangelho temos o “Aleluia“, um termo hebraico que significa “louvai o Senhor”.

Bom, vou começar citando o que está no IGMR (Instrução Geral do Missal Romano)

Depois da leitura, que precede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro cântico, indicado pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Deste modo a aclamação constitui um rito ou um ato com valor por si próprio, pelo qual a assembléia dos fiéis acolhe e saúda o Senhor, que lhe vai falar no Evangelho, e professa a sua fé por meio do canto. É cantada por todos de pé, iniciada pela sachola ou por um cantor, e pode-se repetir, se for conveniente; mas o versículo é cantado pela sachola ou pelo cantor.

a) O Aleluia canta-se em todos os tempos fora da Quaresma. Os versículos tomam-se do Lecionário ou do Gradual;
b) Na Quaresma, em vez do Aleluia canta-se o versículo antes do Evangelho que vem no Lecionário. Também se pode cantar outro salmo ou tracto, como se indica no Gradual.

No caso de haver uma só leitura antes do Evangelho:
a) nos tempos em que se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo aleluiático, ou o salmo e o Aleluia com o seu versículo;
b) no tempo em que não se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo e o versículo antes do Evangelho ou apenas o salmo.
c) O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho, se não são cantados, podem omitir-se.

A seqüência, que exceto nos dias da Páscoa e do Pentecostes é facultativa, canta-se depois do Aleluia.

O canto poderá ser repetido após a proclamação do Evangelho. “O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho podem ser omitidos, quando não são cantados” (IGMR 39).
Por isso, não chega a ser um canto obrigatório.

Ao contrário do salmo este canto permite uma participação mais vibrante dos instrumentos.

Um solista ou coro canta então o “Aleluia” como canto de aclamação, não ao jeito dos Salmos, mas como forma de elevar à maior dignidade da escuta da Palavra revelada, o Evangelho, onde Deus se revela de forma tão especial no tempo das Comunidades primeiras do Cristianismo.

Este Canto de Aclamação tem como característica distintiva a palavra “Aleluia”, que como já vimos se trata de um termo hebraico que significa “louvai o Senhor”.

Porque expressar esta aclamação através deste vocábulo antes do Evangelho?
Segundo a liturgia, no Evangelho, é o Cristo que fala a cada um de nós, é a Boa Nova da Salvação e por isso a nossa atitude, ao cantar este hino é a de aclamar e ao mesmo tempo manifestar uns aos outros que nos sentimos felizes por poder ouvir as palavras de Jesus. Trata-se ao mesmo tempo de uma forma simples de O aclamar como fizeram as multidões ao vê-lO entrar em Jerusalém no domingo de Ramos.

Percebemos, assim, que o Canto de Aclamação, da mesma forma que o Hino de Louvor, não pode ser cantado sem alegria, sem vida. Seria como se não confiássemos Naquele que dá a vida e que vem até nós para pregar a palavra da Salvação.

Este canto ganhou um lugar de enorme relevância dentro da liturgia de tal forma que é cantado com a assembléia de pé.

O canto de Aclamação ao Evangelho podeia também ser “classificado” como:

- Cantos processionais
São aqueles que acompanham as procissões litúrgicas. Temos então, com relação à missa: o canto de entrada, o de aclamação ao Evangelho (quando se faz a procissão deste), o da procissão das oferendas, o da comunhão e o canto final (quando este acompanha a saída do povo).

- Cantos interlecionais
São os que ficam entre as leituras bíblicas (O salmo responsorial e a aclamação ao Evangelho).

Aleluia é uma aclamação pascoal a Cristo, o Verbo de Deus. Devemos tomar cuidado para não introduzirmos o Aleluia na Quaresma e no Advento.
Nestes períodos já existem musicas apropriadas.

Alguns erros comuns que vejo, ou seja, cantos que são utilizados no momento da aclamação onde na verdade não seriam apropriados:

- Palmas pra Jesus
- Procissão da Bíblia (”quero levar esta bíblia…”) - Este canto é apropriado para a entrada da Palavra, não para aclamação.
- Fala Senhor - Também é indicado para entrada da Palavra.
- Como são belos - Não é que seja proibido ou errado, mas apesar desta música conter uma letra bem interessante para se usar na aclamação eu sugiro utilizá-la como entrada da Palavra. E bem interessante ainda seria utilizá-la no tempo Pascal, pela vibração contagiante que ela nos traz.
Precisamos lembrar da ênfase que devemos dar ao ALELUIA. Por isso não indicaria essa canção para esse momento.
- Cantos de meditação (especialmente sem a palavra aleluia).
E um detalhe: não basta conter a palavra ALELUIA e achar que está tudo certo. Afinal, há muitas músicas que contém a palavra Aleluia e não têm nada a ver com liturgia, ou pelo menos com a idéia geral que estamos precisando no momento. Precisamos pensar no todo, no contexto, ok?
- Cantos demasiadamente longos também não são indicados. O ideal é que o canto termine assim que notarmos que o sacerdote já está pronto para iniciar a leitura.

Bom, acho que é isso… Se você quiser colaborar com mais informações esteja à vontade!

Deus abençoe!
Jroge

22 de Dezembro de 2009

O Natal está chegando

Arquivado sob: Fé - Perseverança — admin @ 12:36

Você já reparou como é uma mãe grávida com seu filho que está para nascer?
Existe todo um zelo, um carinho, ansiedade e ao mesmo tempo alegria… e principalmente, uma preparação, pois está para vir o Filho…

Assim, neste tempo de Advento que se aproxima possamos preparar o nosso coração para chegada, daquele que nos amou primeiro: Jesus!

Vamos nos alegrar, porque a Alegria estará em nosso meio de maneira mais intensa neste Natal.
“e muitos se alegrarão com o seu nascimento…” Lc 1, 14
É promessa de Deus: muitos se alegrarão!!

Não só Nossa Senhora se alegrava com as coisas que aconteciam e com a promessa de Deus se realizando, mas o próprio povo exclamava:
“Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste.” Lc 11, 27

Felizes somos nós, os convidados para a Ceia do Senhor!!
Prepara o teu coração!
Jorge

21 de Dezembro de 2009

Rezando pelo inesperado

Arquivado sob: Grupo de Oração, Fé - Perseverança, Maria — admin @ 21:37

Quero convidar você hoje a rezar pelo inesperado. Você já pensou nisso?! Rezar pelo inesperado…
Como somos pegos de surpresa… nas mais variadas situações do nosso dia a dia…

Maria não esperava que um anjo aparecesse em sua presença. E embora ela tenha ficado pertubada, “o anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.” (Lc 1, 30)
E encontrar graça diante de Deus é manter vigilância, ser mesmo pessoa de oração e obras.
“Olhai! Vigiai! porque não sabeis quando chegará o tempo.” (Mc 13, 33)

O próprio Senhor foi pego de surpresa em várias ocasiões… quando abriram o teto de uma casa e desciam um paralítico em uma cama, para que ele o curasse. Ou ainda quando Jesus estava ensinando e chegaram com aquela mulher que foi pega em adultério… e Jesus não a condenou…

Penso que esse é um grande tesouro para nós: vigiar e orar. Não apenas vigiar mas orar. Não apenas orar, mas vigiar.
Para que no inesperado Deus seja mais!

E assim poder ouvir como Nossa Senhora ouviu: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus…”

Deus abençoe o seu dia.
Jorge Henrique

20 de Dezembro de 2009

A sombra do altíssimo te revestirá

Arquivado sob: Maria — admin @ 09:39

Quero partilhar hoje algo que estive rezando certa vez… Eu estava pensando naquilo que é impossível pra mim… e pedindo a consolação de Nossa Senhora. E meditei sobre essa passagem. Espero que te ajude também, pois a Sombra do Altíssimo está sobre nós!

“Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra.
porque a Deus nenhuma coisa é impossível…”

Muitas vezes somos nós que dizemos isso: “Como se fará isso?” “Como agir Senhor?” “Sou tão pequeno… tem pessoas melhores e mais capacitadas que eu para resolver isso…”
Mas Deus vem em nosso auxílio dizendo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra”.

Tome posse dessa Palavra, pois ela é a verdade e tem poder.

Pois a Deus nada é impossível!!!

Dia Santo pra vcs!
Jorge

19 de Dezembro de 2009

O bálsamo da graça

Arquivado sob: Maria — admin @ 07:40

“Suave é o cheiro dos teus perfumes; como perfume derramado é o teu nome…” Ct 1, 3

Como perfume derramado é o teu nome ó Maria, Mãe Santíssima!!

Aquele que se deixa levar por essa leveza, por essa suavidade que é a própria presença de Maria, chega a ser capaz de entoar um canto que é próprio do Espírito.
E ela se deixou levar pelo único e mesmo Espírito Santo: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador…”

Que o bálsamo de Maria venha infundir em nossas almas a certeza de que o amor de Deus por nós é sem fim.
E que a singela presença daquela que é Bem-Aventurada possa trazer paz ao nosso coração.

Com minha sinceras orações.
Jorge Henrique

18 de Dezembro de 2009

Disponibilidade no servir

Arquivado sob: Maria — admin @ 18:41

“Disse então Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra’. E o anjo ausentou-se dela.”
Lc 1, 38

“E ao anjo ausentou-se dela.”
Aquilo que o anjo tinha acabado de ouvir foi o suficiente. Era exatamente o que Deus esperava e precisava ouvir de Maria.
Ver sua entrega e a sua disponibilidade. O seu sim.

Deus é assim conosco também. Não espera muitas coisas a serem ditas. Mas o suficiente, o necessário!
E você? Está disponível para que se cumpra a vontade de Deus em sua vida?!

Rezo hoje por sua disponibilidade no Senhor.
Com carinho e minhas orações.

Jorge

17 de Dezembro de 2009

O negócio é ter fé!

Arquivado sob: Fé - Perseverança, Maria — admin @ 10:10

“Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.
Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.
Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.
Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.
Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.”
Lc 2,16-20

Muitas vezes estamos como esses pastores: “com grande pressa”, com a agitação e as preocupações do nosso dia-a-dia.

Não percebendo muitas vezes que o Senhor nos convida a cada instante a viver no Seu amor. Consolando e compreendendo, amando e perdoando e partilhando nossas tristezas e alegrias com nossos irmãos. Talvez não seja fácil, mas é um convite ou melhor, um desafio que vale a pena!
E sabemos que na presença do Senhor ficamos maravilhados, envolvido em seu amor e sua infinita misericórdia. E todos verão em nós “algo diferente”, onde todos irão se admirar também conosco, porque estaremos levando essa luz, essa presença inigualável do Senhor Jesus.

Guarde as palavras do Senhor, meditando-as no seu coração, assim como Maria, aquela que em tudo soube esperar.
Convido você a parar por alguns instantes. Reze uma Ave-Maria. Consagrando nosso dia nas mãos de Nossa Senhora.
Na certeza que Deus nos olha, como olhava para Nossa Mãe, medite e contemple momentos de amor com a Santíssima Virgem e o esposo Adorado: Jesus, nosso Senhor!

E assim, louvaremos a Deus por tudo e sem cessar, como fizeram os pastores naquele dia tão esperado.
Esse é o dia que o Senhor fez para nós! (Sl 117,24)

Com carinho e minhas orações.
Jorge

11 de Dezembro de 2009

Aguardando o momento certo

Arquivado sob: Fé - Perseverança, EU - Jorge — admin @ 09:13

Quando eu comecei a trabalhar eu tinha 16 anos de idade e meu emprego foi em um escritório de contabilidade, como office-boy, o que na época eu não gostava, pois meus amigos já trabalhavam internamente como auxiliares, assistentes e outras funções. O fato é que eu me sentia inferior à eles, achando que meu salário era o menor, que meu emprego era o pior, que o local onde eu trabalhava era o mais longe e que eles sabiam muito mais coisas do que eu na vida profissional.
Talvez um pouco de manha? Talvez… Um pouco de “chororô” como dizem…. e lógico que em graus maiores isso chegaria a um complexo de inferioridade. Mas não foi o meu caso…

Quase três anos depois mudei de empresa (na qual estou até hoje - quase 13 anos!), e desta vez para trabalhar como arquivista em um escritório de advocacia. E boas notícias dessa vez: eu trabalharia interno e meu salário era o dobro do que eu ganhava. Porém, a distância quase que triplicou, onde (até hoje) levo no mínimo 4 horas no trânsito. Mas até aí não considerei esse o maior problema. Acontece que como arquivista eu passava a maior parte do dia em pé dentro dos arquivos deslizantes, o que fazia minhas pernas doerem demais. Então eu pensava: “quando eu era office-boy pelo menos eu ficava andando, então não doíam tanto, com excessão das gigantescas filas de banco, que me faziam amaldiçoar minha função”. Infelizmente era assim que eu pensava. Apesar de temente à Deus, não tinha costume algum de ir à igreja e muito menos interesse por qualquer tipo de espiritualidade.
Trabalhando como arquivista eu tive que suportar 1 ano de dores nas pernas, em seguida peguei minhas férias. Quando retornei recebi o que eu considero até hoje como presente de Deus, um convite para trabalhar na área de informática (no qual me formei e continuo trabalhando até hoje).

Acontece que não temos a plena visão das coisas e penso que isso é natural. Temos a tendência de sempre estar reclamando por alguma coisa. Ao invés de agradecer pelo que se tem é mais fácil reclamar pelo que não se tem.
Claro que eu agradecia pelo que tinha, aliás agradeço até hoje, mas existe um lado humano, não sei bem ao certo dizer que lado é esse que nos faz reclamar do que conquistamos ou aprendemos.

Hoje entendo muita coisa, mas com certeza há muito mais coisas que não sei e que um dia serão claras para mim. Talvez seja como aquele versículo da bíblia que diz: “Agora vemos como que em espelho, obscuramente, mas então veremos face a face..” Um dia entenderemos o porquê das coisas e agradeceremos pelo que passamos, pois tudo é aprendizado, conhecimento. Por isso, temos que tomar cuidado com nossas palavras e comportamentos no tempo presente.
Hoje eu vejo o quão importante foi trabalhar como office-boy, quantas coisas eu aprendi, como fiquei mais esperto… e assim com todas as profissões e áreas da vida.

Na Igreja acontece algo parecido. Começamos como quem não quer nada e aceitamos qualquer coisa que nos passem, pois o “importante é servir a Deus”. Nosso coração está alegre, em festa e de fato somos puros para tantas coisas. Mas depois de algum tempo exigimos posições e achamos que por estar a mais tempo na igreja temos algum direito a mais que outros irmãos. É como se pedissemos um aumento de salário por ser velho de casa. Achamos que temos o direito de ocupar posições de liderança e coordenação, enquanto que os outros devem colocar a mão na massa.
Mas não é nada disso: temos que continuar trabalhando sempre da mesma forma e com o coração e em paz. Do contrário, não adiantará nada o nosso esforço.

Como músico da Igreja eu queria no início aprender logo, “ser bom logo”, mas não é assim que funcionam as coisas. No caso da música, exige-se muita dedicação e estudo, mas só colocando em prática mesmo o que aprendemos. E isso leva tempo, é preciso passar por muitas experiências e das mais diferentes formas e situações. No entanto, o aprendizado também vem através de quedas, perdas e derrotas. Por isso não podemos nos frustrar. Faz parte. Nos torna mais fortes para o desafio de amanhã.

Talvez hoje você não esteja entendendo muita coisa, quem sabe (do seu ponto de vista) até sofrendo injustiças, mas é como eu disse acima: hoje vemos que em espelho, mas depois tudo se tornará claro, nítido.
Não temos a plena visão das coisas ainda. Mas amanhã saberemos um pouquinho mais.

É o exercício da paciência e perseverança, onde o tempo se encarregará de nos ensinar tudo no devido momento. Da nossa parte cabe confiar.

Grande abraço,
Jorge

9 de Dezembro de 2009

MISSA - PARTE 5 - SALMOS

Arquivado sob: Liturgia - Missa — admin @ 09:24

Primeiramente eu gostaria de dizer que a melhor explicação sobre o livro dos Salmos que eu já vi encontra-se na Bíblia da CNBB, por isso vale muito a pena dar uma lida na introdução desse livro tão enriquecedor.

Bom, já que comecei citando a Bíblia CNBB, vejam o que ela diz na introdução do livro dos Salmos: “é bom ter em mente que os Salmos foram feitos para ser cantados e não simplesmente rezados“.

Nós músicos deveríamos rezar mais com os salmos, assim aprofundaríamos em nossa espiritualidade. O próprio Jesus meditava sobre os Salmos. Na cruz rezou o salmo 22, cujo começo lemos em Mc 15,34 e Mt 27,46, e morreu pronunciando o v.6 do salmo 31.

O Salmo é a nossa resposta à Deus sobre a primeira leitura.
Este é o canto mais importante da liturgia da Palavra ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo, estreita laços de amor e fidelidade, e por isso nunca deveria ser excluído. Se o salmo for cantado é bom que a assembléia cante ao menos o refrão, sendo executado pelo solista as estrofes.

Neste canto o acompanhamento dos instrumentos deve ser discreto, mais suave que em outros cantos, especialmente quando o solista canta.
Uma alternativa para quem não puder cantá-lo integralmente seria cantar apenas o refrão e nas estrofes segue-se a leitura normalmente.

Outra fonte que dispensa apresentação é o IGMR (Instrução Geral do Missal Romano), inclusive você pode baixá-lo aqui mesmo no site Oficina da Música Católica, na sessão “Formação”. Bom, em seu número 57 lemos o seguinte:
não é lícito substituir as leituras e o salmo responsorial, que contêm a palavra de Deus, por outros textos não bíblicos“.

Vamos aprender um pouquinho mais lendo também esse trecho (número 61 do IGMR):
A primeira leitura é seguida do salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra e tem, por si mesmo, grande importância litúrgica e pastoral, pois favorece a meditação da Palavra de Deus. O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente toma-se do Lecionário.

Convém que o salmo responsorial seja cantado, pelo menos no que se refere à resposta do povo. O salmista ou cantor do salmo, do ambão ou de outro sítio conveniente, recita os versículos do salmo; toda a assembléia escuta sentada, ou, de preferência, nele participa do modo costumado com o refrão, a não ser que o salmo seja recitado todo seguido, sem refrão. Todavia, para facilitar ao povo a resposta salmódica (refrão), fez-se, para os diferentes tempos e as várias categorias de cantos, uma seleção de responsarias e salmos, que podem ser utilizados, em vez do texto correspondente à leitura, quando o salmo é cantado.

Se o salmo não puder ser cantado, recita-se do modo mais indicado para favorecer a meditação da palavra de Deus.
Em vez do salmo que vem indicado no Lecionário, também se pode cantar ou o responsório gradual tirado do Gradual Romano ou um salmo responsorial ou aleluiático do Gradual simples, na forma indicada nestes livros
“.

Gostei muito de ler certa vez em um dos livros do Monsenhor Jonas quando ele disse que um Salmo é como uma fruta. Uma fruta é leve, sempre cai bem e podemos comê-la a qualquer hora. Assim é também o salmo: podemos lê-lo a qualquer momento, seja ao acordar, durante o dia, em intervalos do trabalho, à noite, antes de executar algum trabalho em sinal de preparação, mas também após fazer algo em sinal de agradecimento.

E vejam que interessante: após a comunhão também podemos cantar um salmo, como também citado abaixo pelo IGMR, em seu número 88:
Terminada a distribuição da Comunhão, o sacerdote e os fiéis, conforme a oportunidade, oram alguns momentos em silêncio. Se quiser-se, também pode ser cantado por toda a assembléia um salmo ou outro cântico de louvor ou um hino“.

Na ausência de um salmista um leitor pode recitar o Salmo.

Outra coisa lindíssima de ser ler que também fiz questão de extrair do IGMR, em seu número 102:

Compete ao salmista proferir o salmo ou o cântico bíblico que vem entre as leituras. Para desempenhar bem a sua função, é necessário que o salmista seja competente na arte de salmodiar e dotado de pronúncia correta e dicção perfeita“.

Competente na ARTE DE SALMODIAR. Então vemos aqui que salmodiar chega a ser uma arte. Por isso devemos fazê-la com todo carinho e competência.

Um erro comum que vemos nas comunidades são pessoas que: ou têm dificuldade de leitura e não são dotadas de pronúncia correta ou ainda: não têm dicção perfeita. O que significa isso? Que é preciso dizer com clareza, de modo que todos possam entender bem o que é dito. Isso é importantíssimo. E a forma como tocamos o salmo também colabora muito (seja para pior ou melhor), pois temos a tendência de colocar um arranjo muito carregado, dificultando assim a escuta perfeita da recitação do salmo.

Assim, como em várias partes da missa é sempre importante pensar no seguinte: é necessário colocar aquele efeito de guitarra tão pesado? É necessário a bateria “pegar pesado”? Temos que ter consciência que nesse momento estamos ouvindo a Palavra de Deus e nem todos sabem ler ou tem folhetos em mãos. A escuta das leituras e do Salmo pode ser a única chance que uma pessoa tem de ouvir o Senhor falando. Por isso devemos caprichar!

Mais uma coisa a título de formação no número 135 do IGMR:

Se não há leitor, é o próprio sacerdote que de pé proclama, no ambão, todas as leituras e o salmo. Ali também, se usar-se o incenso, impõe incenso e benze-o, e, profundamente inclinado, diz : Purificai o meu coração (Munda cor meum)“.

Para finalizar vou deixar aqui algumas “classificações”, se é que posso assim chamar. Mas funcionalidade seria a seguinte: você pode deixar alguns arranjos prontos (de backup) e tocar de acordo com a situação. Por exemplo: nos salmos de ação de graças ou hinos você terá um arranjo mais expressivo, mais alegre. E essa mesma forma de tocar não faz sentido para salmos de súplicas ou penitenciais. Entende?
Essa é a idéia. Saber colocar uma melodia de acordo com o salmo, assim estaríamos ainda mais integrados com a liturgia.

Gêneros dos Salmos:
Hinos - louvam a majestade do Senhor, manifestada na natureza e na história de Israel
Súplicas - descrevem a Dues os males do momento pedindo salvação.
Ação de Graças - agradecem a Deus pela salvação obtida
Sapienciais - meditam sobre a Lei e ensinam como seguir os caminhos de Deus.
Litúrgicos - nos fala de procissões e sacrifícios, oráculos e bençãos.
Históricos - rezam a Deus com os fatos da vida e do passado de Israel, meditando-os para deles tirar lições de vida.
Régios ou Messiânicos - aqueles que vêem na pessoa do rei um representante de Deus, encarregado de salvar o povo.
Imprecatórios - contém expressões de vingança contra os inimigos. Para entendê-los é preciso recordar o tempo e a cultura onde nasceram.

É preciso deixar claro que nem sempre o pensamento do autor segue um caminho único muitas vezes num mesmo salmo os sentimentos e as formas se sucedem, dificultando uma classificação precisa. Mas de qualquer forma segue uma classificação “padrão” para auxiliar:

Agradecimento coletivo: 66, 75, 85, 107, 124, 126
Agradecimento individual: 9, 18, 30, 34, 92, 115, 116, 120, 138
Cântico de Sião: 46, 48, 76, 84, 87, 122, 137
Confiança: 3, 4, 11, 16, 23, 27, 62, 63, 71, 91, 121, 125, 129, 131
Denúncia profética: 58, 82
Hinos: 8, 19, 29, 33, 65, 67, 96, 100, 104, 111, 113, 114, 117, 135, 145, 146, 147, 148, 149, 150
Históricos: 78, 105, 106
Litúrgicos: 24, 50, 68, 81, 95, 118, 134, 136
Penitenciais: 6, 32, 38, 51, 102, 130, 143
Régios: 2, 20, 21, 45, 72, 89, 110, 132
Salmos do Reino: 47, 93, 97, 98, 99
Sapienciais: 1, 15, 36, 37, 49, 52, 73, 101, 112, 119, 127, 128, 133, 139
Súplicas coletivas: 12, 14, 44, 53, 60, 74, 79, 80, 83, 90, 123, 144
Súplicas individuais: 5, 7, 13, 17, 22, 25, 26, 28, 31, 35, 39, 41, 42, 43, 54, 55, 56, 57, 59, 61, 64, 69, 70, 77, 86, 88, 94, 108, 109, 140, 141, 142.

Deus abençoe!
Jorge

3 de Dezembro de 2009

Não leva jeito para música

Após responder uma pergunta de uma irmã achei que seria interessante escrever um artigo a respeito: sobre aquelas pessoas que tem vontade de cantar na Igreja, mas que por um motivo ou outro não iniciaram ainda, talvez por não terem ido atrás, por terem sido impedidas, ou quem sabe até mesmo consideradas incapazes.

Acontece o seguinte: o sol nasceu pra todos. A mesma chuva que cai sobre mim cai sobre você também. Por isso, não tem essa de um ser melhor que o outro, por isso não devemos nos desvalorizar e muito menos desvalorizar aos outros.
Eu acredito sim em DOM. Há pessoas que realmente nasceram com um DOM para alguma coisa, no caso aqui vou me referir à música. Conheço pessoas que trazem um talento musical desde crianças e isso é incontestável. No entanto, elas não são as únicas aptas para fazer parte de um ministério de música. Eu por exemplo sou fruto do esforço, da pura vontade de querer aprender, pois sinto muita dificuldade. Muitas vezes até hoje penso que realmente não levo jeito para coisa, mas meu amor pela música é maior.

Não sou bom tecnicamente, mas também não sou plenamente leigo no assunto. E acho que é a partir daí que podemos entender se podemos ou não ingressar em um ministério de música. Precisamos ter a humildade de reconhecer quando não levamos jeito com a coisa. E aí temos duas alternativas: ou corremos atrás de aprender direito, fazendo aulas e estudando (se dedicar mesmo!) ou desistimos e passemos a servir em outro ministério.
Há pessoas que têm dificuldade ao extremo, não conseguem perceber quando estão desafinadas, fora do tom, etc. E para quem não corre atrás (estudar e praticar bastante) isso dá muito trabalho de resolver. E preciso ser franco: acaba atrapalhando os irmãos mais experientes e por mais que tenham boa vontade de ajudar e ensinar ainda tem o nosso próprio lado de se dedicar de verdade.

Tem gente que confunde as coisas. Acha que porque está na Igreja não precisa “de tanto assim”. Ora, como assim “tanto assim”? Deus merece o melhor.
Em todos os lugares vemos músicos profissionais, cantores cada vez mais buscando técnicas apuradas, aparelhagens de primeira, com tecnologias cada vez mais avançadas e pessoas que realmente entendem do que estão fazendo. E achamos que só na Igreja “não precisa disso” porque Deus é amor, Deus é simplicidade…. Ah, me desculpa…. não concordo mesmo, faça-me o favor.

Sim, Deus é amor, é simples e todas essas coisas que sabemos, mas MERECE O MELHOR. Precisamos de músicos que se dediquem e que na medida do possível busquem aperfeiçoamentos. Claro que citei algumas coisas um pouco além, mas é que precisamos abrir esse leque e ter mais visão das coisas e não simplesmente ficar fechados em nosso mundinho, na mesmice.
Não estou pedindo ou alegando que equipamentos caros são os melhores ou ainda que só os músicos formados em faculdade que devem tocar na Igreja. Não é isso… um bom entendedor: sabe do que estou dizendo.
Se pudermos alcançar tudo isso, ótimo. Até porque entendo que também falamos em dinheiro quando pensamos em tudo isso. Mas o ponto essencial de tudo isso é o seguinte: Deus merece o melhor. Se o nosso melhor hoje é fazer aulas de violão, que façamos. Se nosso melhor é aprender técnica vocal, aprender a não desafinar, ensaiar, etc, então é isso, que possamos ir atrás.

Quem tem maior experiência com a música reconhece logo de cara quando alguém não leva jeito. Mas tenho certeza que um bom músico, ou seja, aquele que tem espírito de companheirismo e compreensão nunca irá dizer palavras de desaprovação ou desesperança. Ele será realista dizendo que será difícil, mas não impossível, bastando estudar e ter paciência.

Uma última questão. Há muita gente boa com vontade de cantar e tocar na igreja, mas ainda não o fizeram porque não receberam o nosso convite. Porém, nem sempre os músicos da igreja sabem da vontade desses irmãos. Temos aí duas questões então: nós que precisamos convidar mais os irmãos (fora que precisamos ter a boa vontade de ensiná-los) e também esses irmãos, que devem vir atrás. Tomar coragem mesmo e ir conversar com o ministério de música, com os responsáveis ou líderes. Se for o caso conversar com o padre (pois muitas vezes ele é o responsável pelas equipes de canto da paróquia).

O irmão que tem o desejo de cantar na Igreja e ainda não sabe nada deve explicar sua situação para quem de respeito. Não tenha vergonha. É como diz o ditado: “estrada de mil léguas começa com o primeiro passo”. Então é assim: devagarzinho, estudando, praticando, ensaiando… Tem que ter muita paciência também, pois as vezes o aprendizado leva tempo e parece um caminho de pedregulhos. No meu caso por exemplo achei que não ia aprender nunca. Achava difícil demais tocar violão e julguei muitas vezes dizendo que não tinha nascido para isso.

Uma outra consciência que o irmão que está começando deve ter a seguinte: não é porque você acabou de entrar em uma escola de música ou foi chamado (ou aceito) para ensaiar com um ministério de música, que você já será o responsável em cantar o salmo da missa, ou ainda será o vocalista principal, etc. Calma! Tudo tem o seu tempo. Aliás, seria de grande discernimento se nunca quiséssemos almejar nada. Nada de querer entrar para o ministério só por ter o desejo de um dia ser aplaudido.
É como sempre digo aqui: Jesus nos ensinou a buscar o último lugar. (Lc 14,9).

Levar jeito ou não para música é uma questão de ponto de vista. Melhor é não julgar isso, pois o tempo prova muita coisa.
E Deus sempre capacita seus escolhidos.

Deus abençoe!
Jorge

25 de Novembro de 2009

MISSA - PARTE 4 - Entrada da Palavra (Procissão da Bíblia)

Arquivado sob: Liturgia - Missa — admin @ 07:51

Após o Glória nós temos o “Oremos”. Em seguida vem as leituras, porém algumas comunidades e paróquias têm o costume de fazer uma procissão de entrada da bíblia, com cânticos, encenações, etc. E não há nada de errado nisso, mas só quero lembrar um detalhe:

Se tivemos o costume de sempre fazer o canto de Entrada da Palavra corremos o risco de perder esse brilho quando chegar o mês de setembro, mês próprio da Bíblia, Palavra de Deus. Por isso, talvez, o ideal seja fazê-lo somente no mês 09 mesmo. Assim, a assembléia perceberá a “diferença”, a importância que lhe é dada. (Não que nos outros meses ela não tenha a mesma importância).

E mais alguns toques:
- Esse canto deve ser um canto breve. Quando a Palavra chegar lá na frente (para o padre, ambão, altar…) o cântico deve ser encerrado;
- Devemos ter um cuidado especial para não colocar nesse momento uma música de Aclamação ao Evangelho;
- Obviamente a letra da música deve falar sobre a Palavra de Deus. Evite-se usar quaisquer outros cantos apenas por achá-los bonitos;

O canto de entrada da Palavra deve preparar as pessoas para a mensagem de Deus que será transmitida, por isso a utilização de antífonas também seria muito interessante (apesar de ser mais comum utilizá-la na Aclamação ao Evangelho - um dos próximos temas que escreverei aqui no Blog).

Algumas sugestões de músicas (citarei apenas algumas ok?) que podemos usar nesse momento:
- A Palavra de Deus já chegou, nova luz clareou para o povo, quando a bíblia sagrada se abriu….
- Fala Senhor (Banda Bom Pastor).
- Quero levar essa bíblia
- Escuta Israel
- Tua Palavra é lâmpada
- Preparai o caminho

Deus abençoe!
Jorge

24 de Novembro de 2009

Apenas um convidado

Arquivado sob: Violões - Guitarra, Tecladistas, Bateristas, Cantores — admin @ 09:01

Fiquei muito feliz quando recebi o convite de um amigo, me chamando para cantar na missa em sua comunidade. E além desta honra ele me pediu uma ajuda para escolhermos as músicas que seriam cantadas. Bom, passei o repertório pra ele e deixei claro que eram apenas sugestões, no qual ele tinha todo o direito de acatar ou não. Tanto que nem todas as músicas foram de fato escolhidas.

Bom, com essa introdução eu quero dizer o seguinte: quando nós somos convidados para alguma coisa, seja para tocar, cantar ou ajudar em algo, nós somos apenas convidados… simplesmente convidados… temos que saber o nosso lugar. Não temos que achar que porque fomos chamados temos algum direito de mudar as coisas. Não é porque fomos gentilmente lembrados que somos mais importantes que alguém. Não! Vamos lá, façamos o nosso trabalho, agradecemos e é isso, ponto final.

Acontece que vemos brigas desnecessárias por causa disso. São irmãos que se consideram importantes demais a ponto de dizer: “Ok, eu vou tocar com vocês, mas apenas se eu fizer aquele solo….” ou “…apenas se eu cantar o salmo…” ou ainda: “… só se cantarmos tal música….”
É triste vermos esse espírito (desculpe-me dizer, mas…tão pequeno).
Ah, ainda tem aqueles casos de “pecuinha”, por exemplo: “Ok, eu toco com vcs, mas apenas se fulano não tocar…” ou “só toco se fulano cantar comigo…”

Parece até brincadeira, mas existe sim esse tipo de imaturidade. Por isso, da importância de alguém mais experiente, um líder…

Jesus nos ensinou que quando formos chamados para uma festa devemos nos sentar nos últimos lugares, então o dono da festa nos verá e nos chamará para um lugar mais a frente. Deu pra entender não deu?
Nada de querer aparecer. Quando somos chamados de “convidados especiais” significa que somos queridos e fomos lembrados carinhosamente pelos nossos amigos. Convidado especial não significa especial por suas qualidades técnicas ou por sua voz maravilhosa. Não é nada disso.

Ah, outra coisa importante: quando somos convidados (pelo menos eu penso assim) devemos nos comprometer por inteiro, ou seja: precisamos ensaiar também, não apenas chegar na hora para cantar. Também devemos ajudar nos preparativos, ajudar a montar os instrumentos, aparelhagem técnica, etc. Quando acabar a missa (ou grupo de oração, evento, etc) também devemos continuar ali, ajudando, arrumando tudo. Nada de ir embora e dizer “minha parte terminou…”

E vejam que interessante: aquele que tem a voz bonita ou que toca bem é até lembrado, mas não do mesmo jeito que aquele irmão que partilha de todos os momentos.
Um “Obrigado” aos irmãos que nos convidaram também faz muita diferença viu? Nunca se esqueça disso. Mas que seja sincero, de coração… pois a missa não foi mais bonita apenas por nossa participação. Seria muita demagogia da nossa parte pensar assim. A missa foi mais bonita, o grupo foi mais bonito pelo sim verdadeiro de cada coração que ali trabalhou, que preparou o evento, a celebração e por todas as pessoas presentes. Tudo ficou mais bonito devido ao empenho, dedicação e esforço de cada um.

Nós por nós mesmos não somos nem uma gotinha nesse oceano. Busquemos o último lugar, que é o nosso verdadeiro lugar.

Acredito fielmente que trabalhando dessa forma, sempre com zelo e consideração aos irmãos só temos a ganhar.

Deus abençoe!
Jorge

12 de Novembro de 2009

MISSA - PARTE 3 - Glória (Hino de Louvor)

Arquivado sob: Liturgia - Missa — admin @ 11:31

O canto de Glória (ou Hino de Louvor) é mais uma dessas partes da Missa que possuem fórmula específica e precisamos respeitá-la. Mas para respeitá-la é bom entendê-la, não é mesmo?
Quantas e quantas vezes não achei que bastava alguma música que contivesse em sua letra os dizeres “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo“… mas não é bem assim, pois o Estudo 79 da CNBB sobre a Música Litúrgica no Brasil diz claramente: “O Glória… não constitui uma aclamação trinitária (como muitos pensam - louvor ao Pai, Filho e Espírito Santo).

O correto é que nesse momento se louve ao Pai e ao cordeiro.
Como assim? Bom… vou tentar esclarecer melhor a respeito desse canto. Por isso, reuni informações de várias fontes diferentes, mas com certeza confiáveis, ok? Vamos lá…

Como todo rito litúrgico o Hino de Louvor (que já vem desde os primeiros séculos da Igreja) possui uma teologia, um sentido e um porque. Vejamos a explicação desse canto tão profundo em seu conteúdo no próprio Missal Romano, número 53:

O Glória é um antiqüíssimo e venerável hino com que a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. Não é permitido substituir o texto deste hino por outro…“.

Vamos entender: a Igreja nos diz que há dois pontos que precisamos levar em conta: glorificar e suplicar ao Pai e ao Cordeiro (Jesus Cristo). E ainda: não podemos substituir esse texto por qualquer outro, assim, manteremos a comunhão com a Igreja.

Importante também é que em sua letra contenha:
“Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados”.
Logicamente que não apenas isso e basta, mas esse hino tem sua origem naquele canto dos anjos que ressoou pela primeira vez nos ouvidos dos pastores de Belém, na noite no nascimento de Jesus (cf. Lc 2,4).

Na sua origem, o ‘Glória’ era entoado durante o ofício da manhã. Só bem mais tarde – por volta do século IV – é que aparece prescrito na liturgia eucarística do Natal podendo ser entoado apenas pelo bispo. Esse costume se prolongou por muito tempo. Porém, no final do século XI já há notícias do uso do ‘Glória’ em todas as festas e domingos, exceto na Quaresma. Então os presbíteros já podiam entoá-lo.

O ‘Glória’ pode ser dividido em três partes:

a) O canto dos anjos na noite do nascimento de Cristo: ‘Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados’;

b) Os louvores a Deus Pai: ‘Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças pro vossa imensa glória’;

c) Os louvores seguidos de súplicas e aclamações a Cristo: ‘Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós o Altíssimo Jesus Cristo’

O ‘Glória’ termina com um final majestoso, incluindo o Espírito Santo. É importante lembrar que esta inclusão não constitui, em primeira instância, um louvor explícito à terceira pessoa da Santíssima Trindade. O Espírito Santo aparece relacionado com o Filho, pois é neste que se concentram os louvores e as súplicas. Em outras palavras: o Cristo se mantém no centro de todo o hino. Ele é o Kyrios, o Senhor que desde todos os tempos habita no seio da Trindade.

O que temos visto de errado nas celebrações? Ou seja, o que temos cantado?
Vejamos alguns exemplos de músicas que não poderiam ser cantadas como Hino de Louvor:

- Glória, Glória ao Pai Criador, ao Filho redentor e ao Espírito: glória
- Glória a Deus, Glória a Deus, Glória ao Pai…
- Canto louvores ao Pai, canto louvores ao Pai a Ele louvores e glória
- Glória a Deus Pai, Glória a Deus Filho, Espírito de amor (CD Cantai Louvores a Deus - Laercio Oliveira).

De preferência que hino de louvor seja sempre cantado e não rezado.

Ainda: como se trata de um hino de louvor é importante a participação de toda a assembléia e não apenas do ministério de música. Sendo assim, é de grande utilidade que a assembléia aprenda a cantar o hino para que no momento certo cante em conjunto com o grupo de canto.
Também é pode ser executado alternadamente em dois grupos.( Exemplo: coral - povo )

O Glória é um hino de alegria é útil bater palmas, erguer os braços, repicar os sinos expressando esta alegria. É cantado ou recitado nas missas solenes seja nos domingos ou sábados ou nas festas de Santos.
Canta-se ou recita-se nos domingos fora do Advento e da Quaresma, bem como nas solenidades e festas, e em particulares celebrações mais solenes. É excluído na Quaresma e no Advento pelo fato de um hino festivo não sintonizar com um tempo penitencial.

Uma das características do hino é não ter refrão, no entanto, algumas de nossas assembléias ainda estão desacostumadas, por isso os refrãos ajudarão em sua participação que é primordial.
Baseada no texto oficial do Missal Romano a CNBB também aprovou um texto trabalhado e organizado poeticamente que ajudará na assimilação da assembléia.

Geralmente o Glória não se diz em dia de semana porque se cantado ou recitado em dias comuns perderia o seu sentido da Festa e Solenidade que acontece nos Domingos e festas.

Uma boa referência para leitura: o livro “Cantando a Missa e o Ofício Divino” (Paulus 2004), do músico e liturgista Frei Joaquim Fonseca.

Alguns exemplos de músicas que podem ser cantadas e que seguem de acordo com a liturgia:

- Glória a Deus nas alturas (Comunidade Shalom - CD Na dança da Vida)
- Glória a Deus nas alturas (Comunidade Shalom - CD Ressuscitou)
- Glória a Deus nas alturas (Comunidade Recado - CD Cânticos para missa -faixa 6)
- Glória a Deus nas alturas (Comunidade Recado - CD Cânticos para missa -faixa 7)
- Glória a Deus nas alturas (Eliana Ribeiro - CD Espera no Senhor)
- Glória a Deus nas alturas (Toca de Assis - CD Jesus Sacramentado Certeza do Céu)
- Glória a Deus nas alturas (Padre Ney Brasil)

Recomendo ainda os seguintes sites: Coral São João Batista e Cantemos, pelo grande acervo de músicas que podem ser utilizadas em Missas.

Espero que esse artigo tenha sido de tão grande valor à você quanto foi para mim. Pois com essa pesquisa pude desfrutar de momentos de grande aprendizado e apreciar ainda mais a beleza de nossa Igreja e de toda a sua liturgia.

Deus abençoe!
Jorge

11 de Novembro de 2009

Reunião de Conselho

Arquivado sob: Grupo de Oração, Liturgia - Missa, padres — admin @ 13:17

Queridos, mais uma vez quero deixar claro que não sou dono da verdade e nunca fui, mas abaixo seguem algumas opiniões do Meu Ponto de vista, ok? Espero que sejam úteis a vcs…

O que eu entendo por reunião de conselho é o seguinte: trata-se (como o próprio nome já diz) de uma reunião com os coordenadores de cada pastoral e lideranças de uma forma geral com o fim de resolver possíveis problemas, propor melhorias para igreja, organização de eventos, criação de novos projetos, etc, etc, etc…

No entanto, para se fluir bem uma reunião de conselho e principalmente obter bons resultados (pois é o que esperamos) é extremamente necessário uma boa organização e uma administração firme.
Por exemplo: devemos ter um presidente (ou grande responsável) pela reunião. De preferência o padre ou alguém que ele nomear e que esteja bem claro aqui: deve ser alguém com boa visão geral de todas as atividades da comunidade (por isso acho melhor o padre).
O padre como presidente deste núcleo pode nomear alguns “cargos”, assim fica mais fácil de administrar: um cuidando das finanças, outro responsável por eventos em geral e por aí vai…
Assim, ao invés do padre ficar indo de pastoral em pastoral ele já terá as pessoas certas, os coordenadores ou responsáveis por cada núcleo.

Bom, é claro que na reunião de conselho a presença de um coordenador ou representante direto é mais que indispensável.
E aqui o ministério de música também precisa se impor. Talvez um Coordenador geral dos ministérios ou dependendo de cada realidade haverão dois ou mais representantes. Mas o por quê do ministério de música em uma reunião de conselho?
Porque tudo o que for discutido também terá o nosso aval. E muito mais do que isso: devemos ser um com a Igreja, mostrando que não estamos ali apenas para tocar e ir embora, mas nos preocupamos com o bem estar de todos e que buscamos cada vez mais uma Igreja mais unida, mais Santa e que serve melhor.

Uma reclamação por partes dos músicos que é muito comum de se ver é o seguinte: “Ah, decidiram isso e aquilo na reunião de conselho e nem nos avisaram…” “Ah, agora o ministério de música será obrigado a fazer isso ou aquilo…e eu não concordo…”
Irmãos, por isso é importante a presença do Ministério de Música em uma reunião de conselho, pois quando fazemos a nossa parte ninguém terá o direito de reclamar depois.
Talvez em algumas realidades seja melhor a presença de alguém responsável pela Liturgia de um modo geral, mas é um risco, pois essa pessoa terá uma responsabilidade imensa de manter o ministério de música informado sobre tudo o que estiver acontecendo. E outro problema seria o seguinte: ele tomaria as decisões por nós, o que não é muito aconselhado também. Por isso, melhor participar mesmo…

O ministério de música costuma ser muito atacado nessas reuniões, pois alguns integrantes dizem que não temos compromisso ou que só estamos de “oba-oba”… e mais uma porção de coisas que não são verdades. Somos UM com a Igreja e temos o nosso valor, porém só seremos respeitados e tratados como devemos se fizermos a nossa parte, se mostrarmos que realmente estamos aptos e viver uma cumplicidade verdadeira com as outras pastorais. Eu sei muito bem que cada um deve cuidar do que é seu e não se intrometer na atividade dos outros, mas demonstrar compaixão, interesse e oferecer ajuda aos outros membros da Igreja não é nada demais, aliás é nossa obrigação.

Bom, voltando à reunião de conselho:
- O presidente inicia colocando os assuntos em pauta.
- Cada coordenador já deve trazer seus assuntos anotados, suas datas para possíveis eventos, etc. Nada de ficar lá na hora lembrando sobre o que se tem para falar. Isso só atrasa mais a reunião.
- Esteja sempre presente um representante de pastoral ou ministério, caso o principal responsável precise faltar.
- Evite-se comentários demasiadamente extensos e desnecessários. Isso também gera stress, atrasando a reunião e provocando cansaço nos integrantes.
- Ninguém espera de uma reunião de conselho algo extremamente sério e sem brincadeiras, muito pelo contrário, deve haver sempre um clima de alegria e fraternidade, afinal estamos ali pelo mesmo propósito e somos todos amigos, porém precisamos saber ponderar as coisas, senão cairemos naquela do “fala, fala e nada acontece…”
- Pontualidade “Britânica”. Respeitem os horários e comecem e finalizem no horário estabelecido. Ganharemos mais respeito entre as pessoas, que vão acreditar cada vez mais que ali há um trabalho sério.
- O presidente terá o papel de distinguir quando uma determinada conversa está saindo do eixo e colocar todos de volta à direção certa.
- Reunião de conselho não é lugar de “lavar roupa suja”, ou seja, brigar com os irmãos de comunidade, ou ainda ficar apontando defeitos, etc.
O correto seria expor as falhas/problemas que houveram em algum dia e tentar encontrar uma forma de não acontecer mais. Estamos na Igreja e cadê o exemplo do perdão? Não acreditamos nisso? Então… nada de pecuinhas e brigas…. se for para participar da Comunidade e ficar só querendo arrumar briga é melhor ficar em casa. Por isso, é importante que antes da reunião de conselho haja um momento de oração para que tudo ocorra bem segundo a benção de Deus.

- Talvez uma idéia bem frutuosa seria um caderno de presença com a assinatura de todos os presentes. Por quê disso? Porque é bom termos um histórico, mas além disso, no futuro seria possível saber quem estava presente na reunião quando foi tomada uma decisão específica.

Adquirir uma boa estrutura leva tempo e exige-se não apenas boa administração, mas bom planejamento e compromisso, por isso devemos seguir devagar, um passo de cada vez, e, logicamente sem esquecer de nossa realidade. Não adianta querer implementar algo completamente distante, futurístico, que vimos em algum lugar, pois nem sempre o que é bom para um será bom para nós.

Tenho certeza que muitos de vocês poderão contribuir muito nesse artigo, pois há muito o que se falar ainda…

Grande abraço
Jorge

6 de Novembro de 2009

Nosso valor

Arquivado sob: Fé - Perseverança — admin @ 09:27

Meu recado de hoje é o seguinte: vc é muito mais valioso do que imagina, por isso não se preocupe em fazer com que as pessoas o encontrem… mas deixe que tudo ocorra naturalmente. E o que quero dizer com isso?
Há pessoas que sentem a necessidade de ser amadas, de ser procuradas, de ser valorizadas… e por isso vivem à promoção de si mesmas, tentando de alguma forma chamar a atenção, se expondo para que os outros notem suas atitudes, seus resultados, enfim…

Acontece que Deus nos criou a sua imagem e semelhança, logo somos feitos de amor. Temos uma centelha desse amor em nossa essência, por isso não devemos nos preocupar. Somos pérolas que devem ser lapidadas no decorrer da vida, e deixe-me dizer: não é todo mundo que sabe a arte de lapidar, porque isso exige paciência, exige acreditar e acima de tudo dedicação.
Quem deseja investir em você (seja como um novo servo da igreja, no trabalho ou em um relacionamento) saberá como agir e dará o valor que você realmente merece.

Afinal, somos muito mais valiosos que os lírios do campos… e valemos muito mais que os pássaros….

Deus abençoe!
Jorge

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